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MÓDULO 7 A política brasileira para exportar

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Academic year: 2021

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MÓDULO 7 – A política brasileira para exportar 

Sob  o  ponto  de  vista  da  economia  nacional,  um  dos  principais  motivos  para  um país exportar  é a  necessidade  que ele  tem  para  pagar  suas  importações.  Já, analisando sob o ponto de vista empresarial, o exportador absorve tecnologia e  atinge  novos  mercados,  o  que  provoca  maior  notoriedade  nacional  e  internacionalmente, além de aumentar sua produtividade. 

A  exportação  proporciona  ao  país  uma  abertura  para  o  mundo  e  é  uma  forma  de  se  pôr  à  prova  em  outros  mercados  para  verificar  sua  capacidade  tecnológica.  Dessa  maneira,  as  empresas  exportadoras  assimilam  e  agregam  técnicas  e conceitos  aos seus produtos  e  à sua estratégia  no  mercado  interno,  por  exemplo:

· Maior  produtividade  –  exportar  implica  em  aumentar  a  escala  de  produção  existente,  através  da  utilização  plena  da capacidade  da  empresa otimizando  os  processos  produtivos.  Dessa  forma,  a  empresa  poderá,  inclusive,  minimizar  seus  custos  de  operação  e  aumentar  sua  margem  de  lucro,  tornando­se mais competitiva e rentável;

· Diminuição  da  carga  tributária  –  a  empresa  pode  conseguir  uma  compensação  no  recolhimento  dos  impostos  devidos  internamente,  através  da exportação, da seguinte forma: 

a)  sobre  produtos  exportados  não  incide  o  IPI  (Imposto  sobre  Produtos  Industrializados); 

b)  sobre  produtos  industrializados,  semi­elaborados,  primários  ou  prestação de serviço, que forem exportados, não incide a cobrança do  ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços; 

c)  para  o  cálculo  da  COFINS  (Contribuição  para  Financiamento  da  Seguridade  Social),  as  receitas  decorrentes  da  exportação  são  excluídas; 

d)  as  receitas  provenientes  da  exportação  também  são  isentas  para  o  cálculo  do  PIS  (Programa  de  Integração  Social)  e  PASEP  (Programa  de Formação do Patrimônio do Servidor Público); 

e)  o  IOF  (Imposto  sobre  Operações  Financeiras),  aplicado  também  exportação de produtos e serviços, através das operações de câmbio,  tem alíquota zero.

· Redução da dependência das vendas no mercado interno – o ingresso em  mercados  externos  proporciona  ao  exportador  maior  segurança  contra  possíveis oscilações na demanda interna;

· Aumento  da  capacidade  inovadora –  as  empresas  exportadoras  tendem  a  ser  mais  inovadoras,  pois  a  concorrência  externa  “obriga”  a  uma  constante  adaptação  tecnológica.  Com  isso  acabam  introduzindo  novos  processos  de  fabricação e padrões de qualidade mais rigorosos;

· Aprimoramento  de  recursos  humanos  –  as  empresas  exportadoras  destacam­se  também  por  investirem  em  seus  funcionários:  oferecendo  treinamentos, melhores salários e oportunidades de ascensão;

· Aperfeiçoamento  dos  processos  industriais  e  comerciais  –  através  da  constante  melhoria  na  qualidade  e  na  apresentação  dos  seus  produtos,  a  empresa  se  torna  mais  competitiva,  tanto  no  mercado  interno  quanto  no  mercado externo;

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· Imagem  da  empresa  –  o  fato  da  empresa  atuar  no  mercado  internacional  torna­a  uma  importante  referência  no  Brasil,  pois  sua  imagem  passa  a  ser  associada à padrões internacionais de qualidade, o que reflete positivamente  para seus clientes e fornecedores. 

Portanto,  a  exportação  é  o  caminho  mais  eficaz  para  uma  empresa  garantir  o  seu  espaço  em  um  mercado  globalizado  e  competitivo.  Mas,  existe  um  preço  para  a  conquista  desse  espaço:  as  empresas  que  desejam  exportar  devem  estar  plenamente  capacitadas  para  enfrentar  a  concorrência  internacional,  o  que  implica em aporte de recursos financeiros. 

Para  a  economia  brasileira,  a  atividade  exportadora  também possui  uma  grande  importância  estratégica:  por contribuir  com a  geração  de  emprego  e  renda,  por  gerar  divisas  para  equilibrar  a  balança  comercia  e  por  promover  o  desenvolvimento econômico nacional. 

7.1. O desenvolvimento das exportações brasileiras (1998 a 2005) 

O histórico do comércio brasileiro no exterior não é muito bem sucedido ao  ser  comparado  ao  resultado  mundial.  Na  realidade,  de  acordo  com  dados  do  Ministério  do  Desenvolvimento  Indústria  e  Comércio  (MDIC),  o  Brasil  não  obteve  rendimentos significativos em sua balança comercial desde a década de cinqüenta. 

Ao  longo  do  tempo,  muitos  governos  buscaram  resolver  o  problema  do  saldo  da  balança  comercial  brasileira  através  de  pacotes  cambiais.  Mas,  somente  nos  últimos  anos,  pode­se  constatar  que  houve  uma  evolução  das  exportações  brasileiras. Notoriamente, de acordo com a tabela abaixo, as exportações brasileiras  em 2005 superaram quase três vezes as exportações de 1998. 

Participação (%)  Ano  Exportação Brasileira 

(US$ bi)  Variação  Anual  (%)  América  Mundo  Exportação  Mundial  1998  51.1  ­  6,5  0,95  5.386,0  1999  48.0  ­ 6,1  8,9  0,86  5.583,0  2000  55.1  14,7  9,1  0,88  6.295,0  2001  58.2  5,7  11,4  0,97  6.031,0  2002  60.4  3,7  13,1  0,96  6.306,0  2003  73.1  21,1  14,4  0,99  7.365,0  2004  96.5  32,0  16,0  1,05  9.191,0  2005  118.3  22,6  14,9  1,14  10.393,0  Fonte: Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC) 

A  participação  do  resultado  brasileiro  na  economia  mundial,  em  2005,  chegou a 1,14%, a maior no período citado. Mas, quanto à participação na economia  das Américas, o melhor ano foi 2004, com 16,0%. 

Agora, observe na tabela a seguir o saldo da balança comercial brasileira,  no período de 1994 a 2005.

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Ano  Exportações  Brasileiras  (US$)  Variação  Anual  (%)  Importações  Brasileiras  (US$)  Saldo da  Balança  (US$)  1994  43.545.149  ­  33.078.690  10.466.459  1995  46.506.282  6,80  49.971.896  ­ 3.465.614  1996  47.746.728  2,67  53.345.767  ­ 5.599.039  1997  52.982.726  10,97  59.747.227  ­ 6.764.501  1998  51.139.862  ­ 3,48  57.763.476  ­ 6.623.614  1999  48.011.444  ­ 6,12  49.294.639  ­ 1.283.195  2000  55.085.595  14,73  55.838.590  ­ 752.994  2001  58.222.642  5,69  55.572.176  2.650.466  2002  60.361.786  3,67  47.240.488  13.121.297  2003  73.084.140  21,08  48.304.598  24.779.541  2004  96.475.244  32,01  62.834.698  33.640.547  2005  118.308.387  22,63  73.599.631  44.708.756  Fonte: Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC) 

Pode­se  perceber  que  durante  pelo  período  de  1995  a  2000,  o  saldo  da  balança comercial nacional manteve­se negativo. Somente em 2001, após o controle  das  importações  e  incentivo  à  exportação,  o  saldo  da  balança  ficou  positivo.  Isso  vislumbrou  nos  micro  e  pequenos  empresários  a  possibilidade  de  atuarem  no  mercado exterior. 

7.2. Tipos de exportação 

As  exportações  de  bens  podem  ocorrer,  basicamente,  de  duas  formas:  direta ou indiretamente.

· Diretamente: quando  o  exportador  fatura  e remete  o  produto  ao  importador,  mesmo  que  a  venda  tenha  sido  realizada  por  algum  intermediário  ou  representante. Nesse tipo de exportação cabe ao exportador conhecer todo o  processo  de  exportação  e  trâmite  legal.  Geralmente,  é  necessário  que  a  empresa  tenha  um  departamento  específico  com  pessoal  qualificado  para  esta atividade. Vale ressaltar, que o produto exportado, sob essa condição, é  isento  do  IPI  e  não  ocorre  a  incidência  do  ICMS,  além  de  se  beneficiar  dos  créditos fiscais  (ICMS) que incidem sobre os insumos utilizados no processo  produtivo. 

As trading companies, são empresas comerciais exportadoras que gozam  de  um  tratamento  tributário  individual.  As  vendas  faturadas  por  exportadores  para  elas assumem caráter de exportação direta. Logo, o exportador conta com a isenção  de  impostos,  previsto  em  lei  para  a  exportação  direta,  e  se  exime  das

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responsabilidades sobre a continuidade da transação. Estas empresas foram criadas  pelo decreto­lei 1.248 de 1972, e têm seus registros concedidos pelo Departamento  de  Operações em  Comércio  Exterior  (Decex)  e  pela  Secretaria  da  Receita  Federal  (SRF).

· Indiretamente: o  produtor vende  o  produto a  um  intermediário,  estabelecido  no mesmo país do produtor, com o objetivo de exportá­lo. É necessário que a  transação seja discriminada em Nota Fiscal. Os impostos não incidirão sobre  a venda, desde que ela seja efetivamente realizada, caso contrário, o produtor  deverá recolhê­los. O intermediário pode ser:  o  Uma empresa comercial exclusivamente exportadora;  o  Uma empresa que atua com exportação e importação;  o  Uma cooperativa ou consórcio de exportadores. 

Apesar  dos  consórcios  de  exportação  serem  bem  sucedidos  em  muitos  países,  no  Brasil  eles  se  encontram  em  fase  de  desenvolvimento.  Trata­se  de  empresas  exportadoras  que  se  associaram  para  reduzirem  seus  custos  e  aumentarem  a  oferta  de  seus  produtos  aos  mercados  externos,  ampliando  suas  exportações. Estes consórcios são constituídos por empresas que desejem exportar  e que seus produtos sejam complementares ou até mesmo concorrentes. 

7.3. Modalidades de pagamento 

Para  evitar  os  riscos  inerentes  a  qualquer  transação  comercial  as  partes  envolvidas  (vendedor  e  comprador)  devem  tomar  certas  precauções  quanto  ao  pagamento e ao recebimento da mercadoria. 

A  mesma  precaução  deve  ser  tomada  no  comércio  internacional.  O  exportador,  ao  remeter  a  mercadoria  ao  exterior,  deve  ter  garantido  o  pagamento.  Enquanto  que  o  importador  deve  estar  seguro  quanto  ao  recebimento  da  mercadoria, de acordo como foi negociado com o exportador. 

É extremamente relevante em uma transação internacional que a forma de  pagamento  e  as  condições  de  recebimento  da  mercadoria  estejam  definidas  com  clareza entre as partes. Logo, a modalidade de pagamento escolhida deve englobar  os  interesses  dos  envolvidos,  em  particular,  nas  áreas:  comercial,  financeira  e  de  segurança. Então, as partes podem optar por: 

a)  Pagamento Antecipado: 

Na  modalidade  Pagamento  Antecipado,  o importador  paga  ao  exportador  antes do embarque do produto. Esta modalidade é utilizada nos seguintes casos: 

o  Quando  o  importador  não  transmite  credibilidade  ou  quando  o  exportador é inexperiente e não conhece seus parceiros; 

o  Quando é necessário o financiamento para iniciar a produção ou para  reforçar o capital de giro do exportador; 

o  Quando o valor da transação é baixo; 

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o  Quando  o  produto  a  ser  exportado  é  de  alta  tecnologia  ou  produzido  sob encomenda, o pagamento antecipado servirá como uma garantia,  para o exportador, contra o risco do cancelamento do pedido. 

Ao exportador cabe encaminhar os documentos originais de exportação ao  importador  no  momento  que  embarcar  a  mercadoria,  para  que  este  consiga  desembaraçá­la  no  seu  destino.  Cópias  dos documentos  de  exportação  devem  ser  remetidas, pelo exportador, ao banco responsável pela contratação do câmbio. 

Esta  é  a  opção  mais  interessante  para  o  exportador,  que  recebe  o  pagamento antes do envio da mercadoria; e mais arriscada para o importador, que  pode  não  receber  a  mercadoria  ou,  até  mesmo,  recebê­la  em  condições  que  não  foram acordadas com o exportador. 

b)  Remessa direta (ou Remessa sem saque): 

Nesta  modalidade  o  importador  paga  somente  após  o  produto  ser  embarcado e haver recebido a documentação para o desembaraço aduaneiro. 

A  Remessa  direta  ou  Sem  saque  pode  ser  utilizada  sob  as  seguintes  circunstâncias: 

o  Quando  se  deseja  evitar  o  custo  com  a  intermediação  bancária  da  operação; 

o  Quando se trata do envio para empresas interligadas (matriz e filial).  O  risco  representado  para  o  exportador  é  muito  elevado,  pois  toda  a  transação é baseada somente na confiança no importador. Logo, esta modalidade é  recomendada para transações entre clientes tradicionais. 

c)  Cobrança Documentária: 

Nesta modalidade, após o embarque da mercadoria, o exportador emite a  letra de câmbio (ou “saque” ou “cambial”), que é encaminhada ao banco negociador  do  câmbio  (banco  remetente),  juntamente  com  os  documentos  de  embarque.  Este  encaminha a letra de câmbio e os documentos para o desembaraço da mercadoria  ao  seu  banco  correspondente  no  país  do  importador  (banco  cobrador),  via  carta­  cobrança. 

Ao  receber  toda  a  documentação,  o  banco  cobrador  remete­os  ao  importador, mediante o pagamento (se a transação for com pagamento à vista) ou o  aceite do saque na letra de câmbio (se a transação for com pagamento a prazo). Já  com os documentos em  mãos, o importador desembaraça e retira a mercadoria no  ponto de destino acordado com o exportador. 

Há casos em que o exportador pode enviar diretamente ao importador os  documentos  para  a  retirada  da  mercadoria.  Dessa  forma,  o  banco  cobrador  deve  apresentar a letra de câmbio ao importador para receber o pagamento ou o aceite.  Nesse caso, se, na letra de câmbio, o importador se recusar a pôr o seu "aceite", o  exportador ficará incapacitado legalmente para acioná­lo judicialmente, uma vez que  o importador já está de posse dos documentos para retirar a mercadoria. 

Logo, dentro do procedimento normal, se a operação for acordada à vista,  o  risco  do  exportador  é  limitado,  pois  os  documentos  que  irão  desembaraçar  a  mercadoria  serão  liberados somente  após  o  pagamento.  Mas,  no  caso  de  ter  sido

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acordado a cobrança a prazo, o importador poderá retirar os documentos do banco  cobrador para desembaraçar a mercadoria somente após dar o seu “aceite” na letra  de  câmbio,  que  lhe  será  apresentada  para  pagamento  após  o  prazo  acordado  ter  decorrido. 

As  regras  para  esta  modalidade  de  pagamento  foram  estabelecidas  pela  Câmara Internacional de Comércio (CIC) através da Publicação nº 552, que definem  todas as obrigações das partes. 

d)  Carta de Crédito: 

A  Carta  de  Crédito  é  uma  ordem  de  pagamento,  emitida  por  um  banco  (banco emissor) na praça do importador (tomador de crédito) a seu pedido, em favor  de  um  exportador  (beneficiário),  que  somente  receberá  o  pagamento  se  atender  a  todas  as  exigências  nela  descritas,  como:  valor  da  transação,  beneficiário,  documentação  exigida,  prazo,  local  de  embarque  e  desembarque,  descrição  da  mercadoria, quantidade e outros dados necessários para a exportação. 

Após  a  mercadoria  ter  sido  embarcada,  o  exportador  deve  entregar  os  documentos para desembaraçá­la  a um banco (banco avisador) de sua praça, que,  geralmente,  é  o  mesmo  banco  negociador  do  câmbio.  Este,  após  conferir  os  documentos  estabelecidos  na  carta  de  crédito,  paga  o  exportador  e  remete  os  documentos  ao  banco  emissor,  que  entrega  os  documentos  ao  importador  para  desembaraçar  a  mercadoria.  Vale  ressaltar  que  o  pagamento  ao  exportador  depende somente dele, isto é, que cumpra o que está descrito na Carta de Crédito  (prazo, seguro, transporte etc). 

A  Carta  de  Crédito  é válida  para  operações com pagamento  à vista ou  a  prazo e, por ser uma garantia bancária, acarreta custos ao importador, como: taxas  e comissões. Estes custos variam em função da análise cadastral do importador, da  sua  capacidade  financeira,  das  garantias  oferecidas,  do  prazo  de  pagamento,  das  condições internas do país etc. 

Portanto,  esta  modalidade  é  uma  alternativa  ao  exportador  que  não  quer  assumir  riscos  comerciais,  uma  vez  que  o  responsável  pelo  pagamento  é  o  banco  emissor da Carta de Crédito no país do importador. 

A Carta de Crédito, quanto à sua classificação, pode ser: 

o  Irrevogável: não permite o seu cancelamento unilateralmente, salvo se  houver concordância  expressa  entre  o  banco  emissor  e  o  exportador.  Beneficia o exportador. 

o  Intransferível: não permite que o beneficiário (exportador) transfira seu  valor a terceiros. Beneficia o importador. 

o  Confirmada: beneficia o exportador ao garantir o seu pagamento, por  um  terceiro  banco,  que  remeterá  divisas  ao  país  onde  o  exportador  mantém  suas  atividades,  em  caso  de  inadimplemento  do  banco  emissor. 

Qualquer  alteração  destas  três características  deve  estar  expressamente  acordada entre as partes.

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A  Câmara  Internacional  de  Comércio  (CIC)  estabeleceu  as  normas  para  emissão  e  utilização  dessa  modalidade  através  da  Publicação  nº  500,  que  são  aceitas mundialmente. 

Referências

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