• Nenhum resultado encontrado

Projeções Populacionais para Pequeníssimas Áreas: método e resultados para os distritos da cidade de São Paulo em 2010

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Projeções Populacionais para Pequeníssimas Áreas: método e resultados para os distritos da cidade de São Paulo em 2010"

Copied!
19
0
0

Texto

(1)

Projeções Populacionais para Pequeníssimas Áreas: método e

resultados para os distritos da cidade de São Paulo em 2010

Paulo de Martino Jannuzzi IBGE/ENCE

Palavras-chave: Projeções demográficas, Crescimento urbano, São Paulo – município.

“O futuro refere-se a um período de tempo que ainda não foi atingido. Portanto, rigorosamente, o futuro não existe. Quando finalmente é chegado o porvir, chega-se ao presente, e não ao futuro. Portanto o futuro é uma perspectiva, que só se realizará em termos de presente. Assim, quando se estuda o futuro, na verdade se estudam as idéias a respeito do futuro. Como o mundo do futuro não existe, ele torna-se domínios de nossos sonhos, desejos e interesses, que são plasmados certamente pelas nossas experiências do passado e presente”.

Marinho & Quirino (1995: 22-23) 1. Apresentação

A institucionalização do planejamento em nível municipal em bases mais técnicas tem gerado uma demanda por informações sócio-demográficas cada vez mais abrangentes em escopo e mais detalhadas em escala geográfica. Dentre essas informações demandadas, vem ganhando destaque as projeções demográficas em nível infra-municipal, empregadas para subsidiar a elaboração e acompanhamento de Planos Diretores Urbanos, Planos Plurianuais, Gestão Urbana e alocação de recursos em processos de Planejamento Participativo. Afinal, a definição sobre volume e espacialização dos investimentos em infraestrutura de serviços urbanos, como a expansão da rede de abastecimento de água e esgotos, da rede de energia elétrica e pavimentação, a decisão sobre a localização de novas escolas e postos de saúde, o planejamento da oferta e roteiro das linhas de ônibus e dos serviços de coleta de lixo são algumas das atividades do planejamento e gestão urbana que requerem um conhecimento circunstanciado da dinâmica de crescimento (ou decrescimento) das distintas zonas, bairros e distritos dos municípios.

Trabalho apresentado no XIII Encontro da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, realizado

(2)

Em um contexto de exiguidade de recursos financeiros, de crescente pressão popular por maior efetividade do gasto público o entendimento das manifestações espaciais do crescimento urbano e a produção de informações prospectivas são, certamente, elementos necessários – ainda que não suficientes- para garantir maior sucesso nas estratégias municipais de desenvolvimento econômico e social, qualquer que seja a modalidade empregada de Planejamento Urbano– Tecnocrático, Participativo ou Planejamento Estratégico Territorial1.

Tais considerações ganham especial relevância frente ao fato de que, em que pese a redução da taxa média de crescimento populacional do país e de suas maiores cidades, em uma perspectiva infra-urbana, as diferenças de dinamismo demográfico- e portanto, de demanda efetiva por serviços públicos- são muito expressivas. Migração, mobilidade residencial, ocupação das periferias e esvaziamento de zonas centrais são processos correntes em boa parte dos centros urbanos no país, alterando em curto espaço de tempo a configuração espacial da população pelo território municipal. No município de São Paulo, por exemplo, enquanto os distritos centrais como os da Sé, Brás, Bom Retiro sofreram uma evasão populacional expressiva entre 1991 e 2000, com diminuição absoluta da ordem de 25 a 30% de seus habitantes, os distritos periféricos de Anhanguera e Cidade Tiradentes tiveram suas populações aumentadas em mais de 90 % em igual período.

Com o objetivo de contribuir na disponibilização de instrumentos para reflexão prospectiva para a ação pública ao nível municipal, área da Pesquisa Urbana ainda com várias lacunas a preencher (Valladares & Coelho 1996), este trabalho apresenta uma metodologia de projeção demográfica para áreas restritas dentro de municípios, como bairros, distritos ou sub-prefeituras. Como aplicação, também se apresenta cenários tendenciais e exploratórios da população residente nos 96 distritos do Município de São Paulo em 2005 e 2010.

1 Além de prover projeções populacionais para pequenas áreas, é necessário ampliar o conjunto de

informações prospectivas oferecidas, como defende Eduardo Arriaga (2001) em artigo recente. Os programas e computadores hoje disponíveis permitem que os analistas possam se dedicar mais tempo na oferta de dados prospectivos sobre população estudante e força de trabalho, em bases anuais, desagregadas por idades simples, não se limitando a oferecer apenas projeções de população por grandes grupos etários e períodos quinquenais.

(3)

O texto está organizado em três seções, além desta apresentação e das considerações finais. Inicialmente, faz-se a apresentação da metodologia de projeção demográfica para pequenas áreas. Em seguida, discute-se as tendências e fatores determinantes da mobilidade intraurbana no município em nível distrital no período 1991 a 2000. Por fim, apresenta-se as projeções demográficas distritais para 2010, com base em hipóteses sobre o crescimento vegetativo e atratividade residencial de cada um dos 96 distritos do município.

2. Metodologia de projeção demográfica para pequeníssimas áreas2

Como discutido em Jannuzzi & Jannuzzi (2000), os métodos usuais para projeções populacionais em pequenas áreas valem-se de modelos de regressão, correlação ou repartição aplicados sobre variáveis sintomáticas como as estatísticas vitais, registros médicos, de atendimento hospitalar, registros de construção e demolição de imóveis das prefeituras, matrículas escolares, licenças de automóveis, informações sobre recolhimento de impostos, ligações residenciais de eletricidade e outros serviços de infraestrutura (Smith 2001). Nesses métodos é necessário dispor-se da projeção populacional da área maior – em geral obtida pela técnica dos compoentes- e de uma função prospectiva da variável sintomática selecionada para cada uma das pequenas áreas de interesse, função esta elaborada, em geral, através de técnicas extrapolativas sobre séries históricas de boa confiabilidade e razoável extensão.

O método aqui apresentado procura oferecer uma metodologia alternativa não dependente de outros registros administrativos além das Estatísticas Vitais. Trata-se da utilização de um sistema de equações diferenciais para desagregação da população de uma área maior em áreas menores, baseado em um modelo tradicional usado em dinâmica populacional de espécies competitivas em Ecologia. Nesse modelo ecológico, apresentado no Quadro 1, o crescimento de cada espécie depende da sua taxa de crescimento vegetativo (nascimentos menos óbitos) e da forma de interação com as demais espécies existentes (competição, predação ou parasitismo), forma essa que pode potencializar o ritmo de crescimento ou mesmo extinção de uma dada espécie (Dajoz 1983).

2 Em Jannuzzi & Jannuzzi (2000) traz-se uma ampla relação de trabalhos na bibliografia nacional e

(4)

Quadro 1. Sistema de equações diferenciais da dinâmica populacional intraurbana (dP 1 / dt) = c1 P 1 (t) + d 1 P 1 (t) T(t)

(dP 2 /dt) = c2 P 2 (t) + d 2 P 2 (t) T(t)

(dP n /dt) = cn P n (t) + d n P n (t) T(t)

sujeito a condição de contorno ∑ P i (t) = T(t)

i=1..n

Onde T(t) : total populacional do município no ano t Pi (t) : população do distrito i no ano t

ci : fator relacionado à taxa de crescimento vegetativo da população do distrito i

di : fator relacionado à atratividade residencial do distrito i

Na adaptação do modelo para representar a dinâmica demográfica, as populações das pequenas áreas (no caso, distritos) representam as “espécies”, e a região (município de São Paulo), o habitat, com seus recursos limitados de espaço físico, imóveis, vias públicas, empregos, etc. Assim, a taxa de crescimento populacional de cada distrito no município dependerá da sua respectiva taxa de crescimento vegetativo (um função do coeficiente ci ) e de seu grau de atratividade residencial (um função do

coeficiente di). O grau de atratividade residencial é particularmente sensível em

situações como a aqui tratada, referidas a distritos populosos, como dinâmicas demográficas bastante específicas. Como discutido em Jannuzzi & Jannuzzi (2002) essa variável está correlacionada de forma significativa com uma série de fatores como preços do aluguel, custo dos terrenos e moradias, a proximidade de locais de maior oferta de empregos, poluição, custos de transporte, determinantes urbanísticos (uso do solo, grau de verticalização permitido, etc), as restrições de natureza ambiental ou geográfica ( presença de áreas de proteção, áreas sujeitas a inundação, etc), a existência de vazios urbanos, as características do sistema viário e do transporte público e os impactos decorrentes das intervenções públicas.

Para fins desse trabalho, a solução do sistema dinâmico foi obtida através de técnicas recursivas (Szwarcwald & Castilho 1989), tendo como referência a população projetada para o Município de São Paulo para cada ano na presente década. Esta população projetada, por sua vez, foi obtida através da aplicação do método de

(5)

componentes demográficos (em nível Brasil), com repartição proporcional de coortes (para o município), na forma implementada por Shorther et al. (1995), como mostra o Diagrama 1.

Diagrama 1. Integração de metodologias para projeções demográficas

Projeção Demográfica para o Brasil 2000 a 2010 pelo método das componentes

Estudo das tendências passadas e elaboração de variantes

prospectivas das componentes demográficas (Brasil), participação populacional de São Paulo (município), taxas de natalidade, mortalidade e atratividade residencial (distritos)

Repartição proporcional por coortes para Município de São Paulo Resolução numérica do do sistema de equações diferenciais População Distrital em 2005-2010

Vale observar que a resolução recursiva do sistema requer a projeção de taxas de natalidade e mortalidade por distrito no horizonte de projeção. A disponibilidade de séries históricas de razoável extensão desses indicadores é, pois, um requerimento para garantir qualidade preditiva do modelo. A solução por algoritmo recursivo requer também um valor inicial para os coeficientes de atratividade residencial, que podem ser estimados a partir do comportamento demográfico na década anterior.

3. Tendências recentes da redistribuição espacial da população na capital3

Até final dos anos 70, o município de São Paulo apresentou um grande dinamismo demográfico, impulsionado pela chegada e fixação de volumosos contigentes de migrantes das diversas regiões do país. De 1,3 milhão de pessoas em 1940, a cidade viria reunir quase 6 milhões 30 anos mais tarde. Tal dinamismo veio a mudar a partir dos anos 80, quando o município apresentou forte diminuição do ritmo de crescimento populacional. A taxa de crescimento da população paulistana passou de 3,7% anuais nos anos 70 para 1,2 % na década seguinte- mais baixa que a média

3 Este seção apresenta um resumo da discussão mais ampla sobre o crescimento urbano em nível distrital

(6)

nacional. ). A capital paulistana estava pois perdendo seu poder de atração/retenção migratória, no bojo da crise do emprego, da perda do dinamismo industrial, do redirecionamento dos fluxos migratórios para cidades médias, da amplificação da migração de retorno (Martine 1992). De fato, pela primeira vez na sua história recente, a cidade viria a apresentar um balanço migratório negativo: o saldo migratório estimado para o período de 1980 a 1991 foi de –756 mil pessoas, uma perda líquida de 68 mil pessoas por ano.

Tabela 1. População e Taxas anuais de Crescimento Populacional (%) Estado, Região Metropolitana e Município de São Paulo 1940-2000

Ano Município de São Paulo Tx med aa Região Metropolitana De São Paulo Tx med aa Estado de São Paulo Tx med aa 1940 1.326.261 5,18 1.568.045 5,54 7.180.316 2,44 1950 2.198.096 5,58 2.688.901 5,95 9.134.423 3,45 1960 3.781.446 4,59 4.791.245 5,44 12.823.806 3,32 1970 5.924.615 3,65 8.139.730 4,42 17.771.948 3,45 1980 8.475.380 1,15 12.549.856 1,86 24.953.238 2,12 1991 9.610.659 0,88 15.369.305 1,65 31.436.273 1,80 2000 10.434.252 - 17.878.703 - 37.032.403 - Fonte: Rolnik et al (1990), Censos Demográficos

O que se presenciou na década de 90 foi a continuidade da tendência de evasão populacional do município, mas em volumes menores, talvez pelo desempenho mais favorável da economia paulista durante parte da década. Estima-se que, entre entradas e saídas, a evasão tenha sido de cerca de 442 mil pessoas no período (ou 49 mil ao ano entre 1991 e 2000). A população aumentou no período já que o crescimento vegetativo – decorrente do saldo de nascimentos e óbitos – foi de 1,2 milhão de pessoas.

A análise do crescimento urbano pelo território paulistano mostra que os distritos centrais e mais próximos à área central foram os que apresentaram maior evasão populacional. Em boa parte desses distritos o crescimento vegetativo foi até suplantado pela evasão migratória, levando a uma diminuição absoluta da população. Houve, pois, o que se poderia conceituar como uma perda da atratividade residencial destes distritos, isto é, a capacidade dos mesmos em atrair novos residentes ou fixar os

(7)

já existentes4. Nos distritos periféricos, ao contrário, houve um aumento de 1 milhão de pessoas, seja pelo forte componente migratório (como na região Leste 2), seja pelo crescimento vegetativo.

Seguindo a lógica histórica da ocupação territorial no município, a população de renda mais baixa, que não pode arcar com a valorização fundiária (e do aluguel), acabou se deslocando para moradias mais distantes na periferia ou inchando as favelas já existentes na capital. Os custos de moradia e de vida já figuravam nos anos 80 como um dos determinantes das motivações de mudança de residência dentro da Região Metropolitana (Cunha 1994, Jannuzzi 2000a), fator que veio a se tornar ainda mais importante na década de 90, pelo aumento do peso elevado do aluguel na renda familiar das famílias mais pobres residentes na região (Jannuzzi 2000b). Por fim, como aponta Barbon (2001) com base em dados da Contagem Populacional de 1996 e de pesquisa de campo específica, a maior parte dos residentes das regiões de ocupação mais recente ou dinâmicas – como no Distrito de Anhanguera e no de Cidade Tiradentes – já morava no município de São Paulo em 1991.

Em resumo, à luz das evidências empíricas recentes, o padrão radiocêntrico-centrífugo da ocupação do território paulistano delineado nas primeiras décadas do século XX (Rolnik 2001) ainda continua operando. Ao longo do período estudado, verificou-se um esvaziamento populacional contínuo de distritos mais centrais e crescimento dos mais periféricos, como resultado da mobilidade de população em busca de terrenos ou aluguéis mais baratos, loteamentos populares ou áreas de invasão, no município e seus arredores. Na ausência de uma intervenção pública mais incisiva não há porque não supor que tal processo não se manterá ativo nos próximo 10 anos.

4 Atratividade residencial refere-se ao coeficiente homônimo do sistema de equações diferenciais

apresentado na seção anterior. Assim, um distrito com grande afluxo de novos residentes apresentaria um coeficiente de atratividade residencial maior.

(8)

Tabela 2. Decomposição do crescimento demográfico e outros indicadores segundo grandes áreas

Município de São Paulo 1991-2000 Área Crescimento total Crescimento vegetativo Saldo migratório Distritos centrais -99.722 38.339 -138.061 Distritos próximos -178.201 371.967 -550.168 Leste 1 -66.027 138.710 -204.737 Norte 1 93.697 92.214 1.483 Sul 1 -22.273 57.875 -80.149 Oeste -183.599 83.166 -266.764 Distritos periféricos 1.065.840 819.376 246.465 Leste 2 476.076 298.888 177.188 Norte 2 165.353 147.949 17.405 Sul 2 424.411 372.539 51.873 Total 787.917 1.229.682 -441.765

Fonte: Jannuzzi & Jannuzzi (2002)

4. Projeções demográficas para os distritos paulistanos

Conforme especificado no Diagrama 1, o cômputo das populações distritais em 2005 e 2010 foi precedido pela elaboração das projeções demográficas para o município de São Paulo. Estas, por sua vez, derivaram de um procedimento de repartição proporcional dos grupos etários e por sexo das projeções populacionais realizadas para o Brasil pelo método das componentes. Essa alternativa metodológica para elaborar as projeções demográficas para o município de São Paulo é certamente muito prática, ainda que teoricamente possa levar a resultados menos precisos que o emprego direto do método das componentes ou outro método demográfico alternativo como o Método de Parâmetros demográficos proporcionais (Waldvogel 1998) ou Método de Relação de coortes (Ipardes 2000).

Tabela 3. Parâmetros e indicadores das projeções populacionais por componentes Brasil 2000-2010

Indicador 2005 2010

População total (mil pessoas) 180.650 191.641

Taxa de fecundidade no meio do quinquênio 2,25 2,18

Esperança de vida (anos) - Homens 65,6 66,1

Esperança de vida (anos) - Mulheres 73,6 74,1

Migração internacional líquida (por mil) 0,0 0,0

(9)

Os parâmetros adotados na projeção da população brasileira para o período em questão (Tabela 3) foram, em boa medida, os especificados nas projeções mais recentes elaboradas pelo IBGE, que constavam no Anuário Estatístico do Brasil de 1999 (IBGE 2000), com informações adicionais acerca de padrões etários das curvas de fecundidade e de tábuas de mortalidade retiradas de Oliveira (1996). Assumiu-se um cenário de balanço migratório internacional nulo5. Segundo as premissas adotadas o Brasil estaria crescendo a uma taxa de 1,2 % na presente década, chegando a um quantitativo de 191,6 milhões em 20106.

À luz das tendências demográficas recentes e possíveis cenários futuros na região sugeriu-se três hipóteses acerca do ritmo de crescimento populacional do município de São Paulo para o horizonte de 2000-20107. O primeiro cenário hipotético – Tendencial- é o de continuidade das tendências manifestadas nas últimas duas décadas, de crescimento populacional menos intenso que a média nacional, por conta da persistência de dificuldades do mercado de trabalho da capital, do custo elevado de moradia, do agravamento das deseconomias da aglomeração urbana (poluição, congestionamentos, violência urbana, etc) e impacto crescente das restrições ambientais, em especial com relação à disponibilidade de água, fator que começa a adquirir visibilidade importante. Nesse cenário, manteria-se o padrão e ritmo da mobilidade residencial em direção à periferia e municípios da Região Metropolitana, levando a um relativo esvaziamento dos distritos centrais. Os dois outros cenários exploratórios- Equilíbrio e Retomada- também supõem a manutenção desse processo de periferização da população, mas com uma melhoria das condições de absorção do mercado de trabalho paulistano- pelo melhor desempenho da economia brasileira- levando a retomada de fluxos mais volumosos de migrantes para a região metropolitana e capital. A diferença entre esses dois últimos cenários está na capacidade de fixação de

5 Nas projeções do IBGE este componente- saldo migratório internacional, tem pouca influência no

quantitativo total projetado. Aqui supõe-se que a entrada de migrantes de países latino-americanos e países do Sudeste Asiático e saídas de brasileiros em direção aos EUA, Europa e Japão seriam de magnitude e padrão demográfico semelhantes.

6 Nas projeções apresentadas em IBGE(2000) a população brasileira em 2010 seria de 191,0 milhões de

pessoas.

7 Como especificado nas notas de aula do curso “Técnicas de cenários” do Prof.Bruce Johnson/FIA/USP,

o uso do termo “cenário” pode parecer um tanto pretensioso, por não se referir a um panorama mais abrangente acerca do futuro da metrópole paulistana, em termos das perspectivas econômicas e sociais. Mas pareceu também pouco apropriado denominar o conjunto de hipóteses de variantes de projeções demográficas, pela caracterização mais ampla que se procurou conferir aos mesmos. Entre variante e cenário, optou-se pelo segundo.

(10)

novos e antigos habitantes no território municipal, maior no cenário Retomada que no Equilíbrio. Assim, nesse primeiro, as taxas de crescimento chegariam a ser inclusive ligeiramente superiores a média nacional.

Seria certamente desejável se impusesse hipóteses específicas para o crescimento intraurbano, em função das características do uso e ocupação do solo nos distritos, do nível já verificado de adensamento e disponibilidade de terrenos, de construção de prédios ou conjuntos habitacionais, restrições de ocupação das áreas próximas aos mananciais, além de impactos induzidos por grandes projetos privados ou intervenções urbanas (construção de shoppings, linhas de metrô, corredores de ônibus, revitalização do Centro e outras áreas degradadas, etc). A possibilidade de incorporar hipóteses mais detalhadas a esse respeito é talvez a maior virtude do modelo aqui apresentado. No presente trabalho tal refinamento não pôde ser implementado, mas espera-se fazê-lo a médio prazo, a partir de contatos com especialistas da questão do crescimento intraurbano da capital.

Quadro 2. Hipóteses relativas aos cenários demográficos para Município de São Paulo em 2000-2010

Cenário Premissas Participação da população de São Paulo sobre a população brasileira

(em %) 2000 2005 2010 Tendencial

Taxas de crescimento declinantes (0,5 % aa) , abaixo da média nacional, como consequência de menor intensidade migratória, pela conjuntura desfavorável do mercado de trabalho regional, custos crescentes de moradia, deseconomias da aglomeração urbana, restrições ambientais ao crescimento populacional (em especial disponibilidade de água)

Pop feminina 6,33 6,08 5,83 Pop masculina 5,95 5,70 5,45

Equilíbrio

Taxas de crescimento estáveis ( 1,2% aa), semelhante à média nacional, com relativa retomada dos fluxos migratórios, em uma conjuntura melhor do mercado de trabalho, mas com manutenção da tendência à periferização da população em direção aos municípios da RMSP.

Pop feminina 6,33 6,33 6,33 Pop masculina 5,95 5,95 5,95

Retomada

Taxas médias anuais mais elevadas ( 1,6 %aa), como consequência de recuperação do emprego e economia paulistana, com maior poder de fixação das famílias no município, ainda que em direção a bairros periféricos.

Pop feminina 6,33 6,43 6,53 Pop masculina 5,95 6,05 6,25

Além desses três cenários, acrescentou-se ainda a variante proposta pela Prefeitura de São Paulo de manutenção das taxas de crescimento demográfico nos

(11)

distritos conforme verificado entre 1991 e 2000 (apresentada no sítio www.prefeitura.sp.gov.br em 01/06/2002).

Segundo essas premissas a população da capital estaria no intervalo entre 10,9 milhões (Cenário Tendencial) e 12,3 milhões de pessoas (Cenário de Retomada) em 2010, significando um intervalo de variação de 1,3 milhões de pessoas (pouco mais de 10% da população média estimada), como mostra a Tabela 4. A estimativa de população futura da Prefeitura (11,4 milhões em 2010) estaria compreendida neste intervalo, entre as variantes dos Cenários Tendencial e Equilíbrio (cuja estimativa é de 11,9 milhões em 2010).

As diferenças – absolutas ou relativas - das populações projetadas para cada distrito, segundo os três conjuntos de hipóteses, podem ser bastante significativas, sobretudo nos distritos com maior dinanismo demográfico nos anos 90, como Cidade Tiradentes, Anhanguera, Campo Limpo e Capão Redondo, para citar alguns (Tabela 5). No caso desse último- Capão Redondo- no Cenário Tendencial a população estimada para 2010 seria cerca de 300 mil pessoas; no Cenário de Retomada, uma cifra 65 mil maior, indicando uma diferença relativa da ordem de 20% da população média estimada. Tais diferenças se justificam pela trajetória dos coeficientes de atratividade residencial dos distritos ao longo do período.

Como não se estabeleceu hipóteses sobre o crescimento intraurbano, os coeficientes de atratividade dos distritos tendem a convergir, ao longo dos dez anos, para patamares próximos entre si (Gráfico 2). Vale observar, porém que, o ritmo de aproximação e patamar de estabilização é distinto em cada cenário idealizado, levando a uma configuração espacial da população também específico (Gráfico 3). Observe-se que os coeficientes de atratividade residencial do Cenário Tendencial convergem para valores negativos, dadas as restrições impostas no crescimento da população do município.

Tabela 4. População projetada segundo cenários Município de São Paulo 2001-2010

Cenários 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Tendencial 10.536 10.583 10.631 10.678 10.726 10.774 10.823 10.871 10.920 Equilíbrio 10.707 10.847 10.989 11.132 11.277 11.424 11.572 11.722 11.874 Retomada 10.774 10.951 11.130 11.311 11.495 11.681 11.871 12.062 12.257 Prefeitura MSP 10.618 - - - 11.386

(12)

Gráfico 1. População enumerada e projetada segundo cenários Município de São Paulo 1940-2010

2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 12.000 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 Mi l H ab it an te s T end Equil Retom Prefeit

A comparação dos projeções demográficas distritais do Cenário Tendencial- tomado aqui como o mais provável- com as estimativas da Prefeitura mostra diferenças muito mais expressivas que as obtidas na comparação entre os três cenários. No caso do Distrito de Anhanguera, por exemplo, a estimativa da Prefeitura é de 127 mil habitantes, pela extrapolação do ritmo de crescimento observado na década passada. No Cenário Tendencial, como consequência da diminuição do coeficiente de atratividade residencial desse distrito, a população chegaria a 57, 5 mil pessoas (ou até 76 mil pessoas se se considerar o Cenário de Retomada).

(13)

Gráfico 2. Evolução dos parâmetros do modelo de projeção para todos dos distritos segundo cenários

Município de São Paulo 2000-2010 C rescim en to v egetativ o -0 ,0 2 -0 ,0 1 0 0 ,0 1 0 ,0 2 0 ,0 3 0 ,0 4 0 ,0 5 0 ,0 6 2 0 0 0 2 0 0 2 2 0 0 4 2 0 0 6 2 0 0 8 2 0 1 0

Atratividade residencial - Cn. Tendencial

-0,0001 -0,00008 -0,00006 -0,00004 -0,00002 0 0,00002 0,00004 0,00006 0,00008 0,0001 2000 2002 2004 2006 2008

Atratividade residencial - Cn. Retomada

-0,0001 -0,00008 -0,00006 -0,00004 -0,00002 0 0,00002 0,00004 0,00006 0,00008 0,0001 2000 2002 2004 2006 2008 2010 Atratividade residencial - Cn. Equilíbrio

-0,0001 -0,00008 -0,00006 -0,00004 -0,00002 0 0,00002 0,00004 0,00006 0,00008 0,0001 2000 2002 2004 2006 2008 2010

Nota: Para clareza do gráfico retirou-se as legendas com referências aos distritos. O que importa notar é a dispersão e tendências dos parâmetros

(14)

Tabela 5. População projetada e outros indicadores dos distritos paulistanos segundo cenários

Município de São Paulo 2010 Distritos

Zo-na

Popu lação Cenário

tendencial Cenário de Equilíbrio Cenário da Retomada Intervalo variação Estimativa Prefeitura Dif. Tend. e Prefeit. Dif. relativa 1991 2000 2010 2010 2010 2010 2010 2010 2010 ÁGUA RASA E1 94.749 85.764 81.513 84.345 86.396 4.883 72.275 9.238 11,3 ALTO DE PINHEIROS W 50.164 44.386 42.306 44.000 45.121 2.815 36.469 5.837 13,8 ANHANGUERA N2 12.362 38.475 57.508 71.995 75.977 18.469 127.129 -69.621 -121,1 ARICANDUVA E1 96.156 94.692 95.063 100.935 103.796 8.733 87.584 7.479 7,9 ARTUR ALVIM E1 118.095 110.711 106.555 110.782 113.505 6.950 97.613 8.942 8,4 BARRA FUNDA W 15.918 12.927 10.125 9.702 9.819 423 9.685 440 4,3 BELA VISTA C 71.560 63.099 58.207 59.398 60.701 2.494 51.638 6.569 11,3 BELÉM E1 49.514 38.241 32.686 31.890 32.336 796 29.023 3.663 11,2 BOM RETIRO C 36.004 26.550 24.539 24.879 25.381 842 17.828 6.711 27,3 BRÁS C 33.413 24.488 21.405 21.055 21.363 350 17.223 4.182 19,5 BRASILÂNDIA N2 200.849 246.759 258.363 276.634 284.597 26.234 292.462 -34.099 -13,2 BUTANTÃ W 57.804 52.495 48.951 50.294 51.452 2.501 44.530 4.421 9,0 CACHOEIRINHA N2 125.389 147.446 150.255 160.850 165.534 15.279 166.125 -15.870 -10,6 CAMBUCI C 36.932 28.600 23.977 23.212 23.511 765 20.374 3.603 15,0 CAMPO BELO S2 77.666 66.268 61.504 63.430 64.956 3.452 52.758 8.746 14,2 CAMPO GRANDE S2 81.750 91.142 94.008 101.698 104.926 10.918 97.021 -3.013 -3,2 CAMPO LIMPO S2 158.885 190.706 223.998 255.848 266.093 42.095 221.179 2.819 1,3 CANGAIBA N1 114.646 135.993 142.867 155.090 160.035 17.168 157.753 -14.886 -10,4 CAPÃO REDONDO S2 192.785 242.198 300.095 349.794 364.880 64.785 289.263 10.832 3,6 CARRÃO E1 87.014 77.507 72.091 73.864 75.537 3.446 65.121 6.970 9,7 CASA VERDE N2 96.040 83.556 74.545 74.597 75.967 1.422 67.286 7.259 9,7 CIDADE ADEMAR S2 229.945 243.103 243.049 257.876 265.027 21.978 243.223 -174 -0,1 CIDADE DUTRA S2 168.199 189.946 201.455 219.164 226.162 24.707 207.295 -5.840 -2,9 CIDADE LÍDER E2 97.012 116.089 137.297 157.568 164.048 26.751 134.800 2.497 1,8 CIDADE TIRADENTES E2 95.926 190.421 231.246 266.107 277.056 45.810 383.760 -152.514 -66,0 CONSOLAÇÃO C 66.343 54.263 46.444 45.872 46.643 771 41.135 5.309 11,4 CURSINO S1 110.028 101.858 95.599 98.132 100.358 4.759 88.143 7.456 7,8 ERMILINO MATARAZZO E2 95.257 106.656 106.238 111.711 114.620 8.382 113.877 -7.639 -7,2 FREGUESIA DO Ó N2 152.110 144.367 142.382 149.513 153.441 11.059 128.863 13.519 9,5 GRAJAÚ S2 193.042 331.738 416.664 487.351 508.608 91.944 574.244 -157.580 -37,8 GUAIANAZES E2 81.074 98.068 101.648 110.821 114.424 12.776 114.859 -13.211 -13,0 IGUATEMI E2 59.600 101.617 116.829 131.382 136.284 19.455 173.082 -56.253 -48,1 IPIRANGA S2 101.158 98.166 100.659 108.008 111.287 10.628 90.428 10.231 10,2 ITAIM BIBI S2 107.099 81.274 68.350 66.949 67.972 1.401 56.389 11.961 17,5 ITAIM PAULISTA E2 162.669 212.528 250.086 285.875 297.340 47.254 268.945 -18.859 -7,5 ITAQUERA E2 174.720 201.037 215.736 236.153 243.969 28.233 221.559 -5.823 -2,7 JABAQUARA S1 213.559 214.049 210.400 220.431 226.101 15.701 201.446 8.954 4,3 JAÇANÃ N1 86.511 91.585 93.226 98.830 101.566 8.340 92.028 1.198 1,3 JAGUARÁ W 29.688 25.683 23.007 23.503 24.034 1.027 20.565 2.442 10,6 JAGUARÉ W 44.199 42.380 51.812 59.835 62.344 10.532 38.140 13.672 26,4 JARAGUÁ N2 92.841 145.423 196.196 236.511 248.086 51.890 226.217 -30.021 -15,3 JARDIM ÂNGELA S2 177.717 243.674 272.820 302.119 312.463 39.643 330.714 -57.894 -21,2 JARDIM HELENA E2 117.945 138.488 134.899 140.779 144.271 9.372 156.791 -21.892 -16,2 JARDIM PAULISTA S2 102.754 82.599 70.430 69.470 70.629 1.159 62.477 7.953 11,3 JARDIM SÃO LUIS S2 203.533 236.801 248.441 268.448 276.656 28.215 268.460 -20.019 -8,1 JOSÉ BONIFÁCIO E2 103.330 106.978 107.602 114.190 117.390 9.788 104.538 3.064 2,8 LAJEADO E2 112.392 157.724 202.599 238.687 249.393 46.794 215.797 -13.198 -6,5 LAPA W 70.059 60.028 53.396 53.816 54.907 1.511 47.699 5.697 10,7 LIBERDADE C 75.963 61.807 55.251 55.748 56.860 1.609 46.224 9.027 16,3 LIMÃO N2 90.089 81.959 76.599 78.407 80.135 3.536 69.385 7.214 9,4

(15)

Tabela 5. População projetada e outros indicadores dos distritos paulistanos segundo cenários

Município de São Paulo 2010 (continuação) Distritos

Zo-na

Popu lação Cenário

tendencial Cenário de Equilíbrio Cenário da Retomada Intervalo variação Estimativa Prefeitura Dif. Tend. e Prefeit. Dif. relativa 1991 2000 2010 2010 2010 2010 2010 2010 2010 MANDAQUI N1 103.639 102.989 98.716 102.854 105.456 6.740 96.207 2.509 2,5 MARSILAC S2 5.970 8.410 9.699 10.950 11.366 1.667 11.531 -1.832 -18,9 MOEMA S1 77.054 69.440 60.357 60.009 61.073 1.064 61.329 -972 -1,6 MOOCA E1 71.733 63.167 59.442 61.403 62.895 3.453 51.654 7.788 13,1 MORUMBI W 39.884 33.867 28.093 26.848 27.103 1.245 27.703 390 1,4 PARELHEIROS S2 55.390 102.421 135.000 160.552 167.975 32.975 191.897 -56.897 -42,1 PARI C 21.221 14.511 13.120 13.143 13.383 263 9.337 3.783 28,8 PARQUE DO CARMO E2 54.542 63.878 72.012 80.773 83.759 11.747 71.888 124 0,2 PEDREIRA S2 85.685 127.389 148.188 168.595 175.293 27.105 185.825 -37.637 -25,4 PENHA E1 132.515 123.080 113.534 115.808 118.329 4.795 108.611 4.923 4,3 PERDIZES W 108.438 102.088 95.267 98.079 100.414 5.147 90.240 5.027 5,3 PERUS N2 46.131 70.665 88.324 103.749 108.387 20.063 106.576 -18.252 -20,7 PINHEIROS W 78.352 62.349 51.359 49.691 50.351 1.668 46.387 4.972 9,7 PIRITUBA N2 151.743 161.619 167.760 181.312 186.978 19.218 163.029 4.731 2,8 PONTE RASA E1 102.324 97.516 92.184 95.167 97.409 5.225 87.861 4.323 4,7 RAPOSO TAVARES W 82.586 90.517 95.284 102.158 105.116 9.832 95.557 -273 -0,3 REPÚBLICA C 57.585 47.426 42.855 43.215 44.067 1.212 36.336 6.519 15,2 RIO PEQUENO W 102.414 111.613 133.178 150.597 156.277 23.099 115.544 17.634 13,2 SACOMÃ S2 210.423 227.264 234.048 250.799 258.225 24.177 234.495 -447 -0,2 SANTA CECÍLIA C 85.511 71.061 63.321 63.282 64.442 1.160 54.471 8.850 14,0 SANTANA N1 137.172 124.948 111.038 111.440 113.592 2.554 105.166 5.872 5,3 SANTO AMARO S2 75.278 59.716 49.820 49.288 50.151 863 44.590 5.230 10,5 SÃO DOMINGOS N2 70.127 82.766 93.571 105.038 108.991 15.420 93.522 49 0,1 SÃO LUCAS E1 151.476 138.989 123.884 124.887 127.374 3.490 119.146 4.738 3,8 SÃO MATEUS E2 150.209 154.677 139.054 140.646 143.461 4.407 150.294 -11.240 -8,1 SÃO MIGUEL E2 102.585 97.258 85.422 84.786 86.185 1.399 86.223 -801 -0,9 SÃO RAFAEL E2 89.533 125.044 156.726 184.653 193.095 36.369 170.193 -13.467 -8,6 SAPOPEMBA E1 256.671 281.787 311.077 344.705 356.839 45.762 294.300 16.777 5,4 SAÚDE S1 126.128 117.827 112.695 117.122 120.052 7.357 102.962 9.733 8,6 SÉ C 27.086 20.092 18.967 19.195 19.560 593 13.561 5.406 28,5 SOCORRO S2 43.035 38.990 37.519 39.287 40.317 2.798 32.975 4.544 12,1 TATUAPÉ E1 81.539 79.050 77.054 81.008 83.212 6.158 72.297 4.757 6,2 TREMEMBÉ N1 124.615 163.668 191.313 216.631 225.026 33.713 208.265 -16.952 -8,9 TUCURUVI N1 111.471 99.104 90.446 92.247 94.279 3.833 82.059 8.387 9,3 Va. ANDRADE S2 42.420 75.340 113.782 143.902 152.073 38.291 127.568 -13.786 -12,1 Va. CURUÇÁ E2 123.843 146.118 150.705 161.734 166.526 15.821 165.633 -14.928 -9,9 Va. FORMOSA E1 97.580 93.685 90.631 95.300 97.879 7.248 84.329 6.302 7,0 Va. GUILHERME E2 61.399 49.898 43.923 43.693 44.452 759 37.319 6.604 15,0 Va. JACUÍ W 100.864 141.531 188.144 226.823 237.995 49.851 194.730 -6.586 -3,5 Va. LEOPOLDINA N1 26.728 26.813 26.472 27.836 28.580 2.108 25.361 1.111 4,2 Va. MARIA S1 122.210 112.390 110.978 115.679 118.526 7.548 98.729 12.249 11,0 Va. MARIANA E1 132.331 123.531 116.691 120.795 123.777 7.086 107.656 9.035 7,7 Va. MATILDE N1 108.621 102.182 100.667 106.253 109.185 8.518 90.983 9.684 9,6 Va. MEDEIROS W 155.565 140.402 127.662 129.462 132.139 4.477 117.839 9.823 7,7 Va. PRUDENTE N1 113.876 102.000 99.273 104.110 106.866 7.593 84.866 14.407 14,5 Va. SÔNIA E1 82.700 87.190 99.389 110.594 114.524 15.135 87.158 12.231 12,3 TOTAL 9.610.659 10.434.252 10.919.566 11.873.647 12.256.906 1.337.340 11.385.624 -466.058 -4,3

(16)

Gráfico 3. Mapa de superfície da população pelos distritos segundo cenários Município de São Paulo 2000-2010

(17)

5. Considerações finais

Tem havido um esforço significativo nas universidades e agências de planejamento e estatística no desenvolvimento de métodos para estimação de indicadores e projeções demográficas para pequenas áreas, calculados a partir de agregados espaciais mais amplos, para os quais as estatísticas públicas ou cenários propspectivos são atualizados mais periodicamente. O volume dedicado exclusivamente ao tema no periódico semestral do Centro Latinoamericano de Democracia - Notas de Poblacion- em 2000 é uma prova disso.

O método aqui apresentado é uma contribuição também nesse sentido. Como se procurou mostrar, cada variante de crescimento populacional no município leva a uma distinta configuração da população pelos distritos paulistanos, permitindo antecipar a necessidade de expansão de serviços de infraestrututura urbana em um bolsão residencial recente ou, ainda melhor, permitindo antecipar ações públicas para que uma situação eventualmente indesejada não venha a ocorrer, como a continuidade do crescimento e ocupação de áreas de mananciais, por exemplo. No método apresentado é possível impor restrições de crescimento populacional em regiões da cidade, assim como simular a redinamização de outras.

Enfim, novos esforços de aplicação desse método deverão mostrar sua utilidade como ferramenta de simulação de cenários populacionais em uma perspectiva mais exploratória (na simulação de impactos de projetos públicos ou privados) ou normativa (relativa ao futuro desejável). Talvez sejam esses os melhores usos que se possa fazer dos métodos de projeções populacionais para pequenas áreas.

Bibliografia

ARRIAGA, E. E. La obsolescencia de las proyecciones de población. Estudios

Demográficos e Urbanos, México, v.16, n.1, janeiro-abril, 2001, p.5-18.

BARBON, A . L. Mobilidade residencial intra-urbana em grandes centros: Região

metropolitana de São Paulo. Campinas: PUC-Campinas, 2001 (Relatório de

qualificação no Mestrado em Urbanismo).

BÓGUS, L. M.M. & TASCHNER, S.P. São Paulo: desigualdade e segregação. In

(18)

2001.

CEPAM Subsídios para elaboração do plano diretor. São Paulo: Fund. Faria Lima, 1990.

CORRADI, L.C.A et alli. Divisão territorial da cidade e diferentes cenários populacionais: o caso de São Paulo. In: Anais do VII Encontro Nacional de Estudos

Populacionais, ABEP, 1992, p.231-254.

CUNHA, J.M.P. Mobilidade populacional e expansão urbana: o caso da Região metropolitana de São Paulo. Campinas : UNICAMP, 1994. (Tese de doutoramento) DAJOZ, R. Ecologia Geral. Petrópolis : Vozes, 1983.

IBGE. Anuário Estatístico do Brasil 1999. Rio de Janeiro, 2000.

IPARDES. Paraná – projeção das populações municipais 2000-2010. Curitiba, 2000. JANNUZZI, P.M. Migração e Mobilidade social : migrantes no mercado de trabalho

paulista. Campinas, Autores Associados/FAPESP, 2000.

JANNUZZI, P.M. Evolução da renda e pobreza na Grande São Paulo nos anos 90: Evidências empíricas e outros subsídios para formulação de políticas de combate à indigência. Pesquisa & Debate, São Paulo, 12(2):14-43, 2000.

JANNUZZI,P.M. & JANNUZZI, N. Projeção populacional para pequenas áreas: uso combinado do método das componentes demográficas e de sistema dinâmico em Ecologia. In: Anais do XII Encontro Nacional de Estudos Populacionais, Caxambu, 2000 (CD-ROM).

JANNUZZI,P.M. & JANNUZZI, N. Crescimento urbano, saldos migratórios e

atratividade residencial dos distritos da cidade de São Paulo: 1980-2000. Rio de

Janeiro, 2002 (mimeo).

MARINHO,D.N.C. & QUIRINO, T.R. Considerações sobre o estudo do futuro.

Sociedade e Estado, Brasília, 10(1): 13:47, 1995.

MARTINE, G. A redistribuição espacial da população brasileira durante a década de

80. Brasília: IPEA, 1994 (Texto para discussão).

OLIVEIRA, J.C. Projeção Populacional para o Brasil: 1980-2020. Rio de Janeiro: IBGE, 1996 (Texto para discussão n. 93).

(19)

ROLNIK,R. et al. São Paulo: crise e mudança. São Paulo: Brasiliense, 1990. ROLNIK,R. Folha explica: São Paulo. São Paulo: Publifolha, 2000.

SÃO PAULO. Prefeitura Municipal. Geolog: aplicações geográficas. São Paulo, 2001. SMITH, S.K. et al. State and local population projections: methodology and analysis.

New York: Kluwer, 2001.

SWARCWALD,C.L. & CASTILHO, E.A. Proposta de um modelo para desagregar projeções demográficas de grandes áreas em seus componentes geográficos. Revista

de Saúde Pública, São Paulo, 23: 269-276, 1989.

TASCHNER, S.P. São Paulo 90: em busca de local onde morar. Anais do VI Encontro

Nacional da ANPUR, ANPUR, 1995,p.509-517.

WALDVOGEL,B.C. Técnicas de projeção populacional para o planejamento regional. Belo Horizonte, CEDEPLAR, 1998.

VALLADARES, L. & COELHO,M.P. La investigación urbana en América Latina : tendencias actualles y recomendaciones. Cadernos IPPUR, Rio de Janeiro, X(1):103-141, 1996.

Referências

Documentos relacionados

Ninguém quer essa vida assim não Zambi.. Eu não quero as crianças

Mesmo com suas ativas participações na luta política, as mulheres militantes carregavam consigo o signo do preconceito existente para com elas por parte não somente dos militares,

Nessa situação temos claramente a relação de tecnovívio apresentado por Dubatti (2012) operando, visto que nessa experiência ambos os atores tra- çam um diálogo que não se dá

Considerando que o MeHg é um poluente ambiental altamente neurotóxico, tanto para animais quanto para seres humanos, e que a disfunção mitocondrial é um

Almanya'da olduğu gibi, burada da bu terimin hiçbir ayrım gütmeden, modern eğilimleri simgeleyen tüm sanatçılar için geçerli olduğu anlaşılıyor.. SSCB'de ilk halk

Não obstante, na interação β e β os machos de tilápia do Nilo foram significativamente mais agressivos em comparação aos machos de híbrido vermelho (p< 0,05)... Zoociências

Os estudos originais encontrados entre janeiro de 2007 e dezembro de 2017 foram selecionados de acordo com os seguintes critérios de inclusão: obtenção de valores de

Como é possível, também, em nossos dias, que alguém consiga curar certos estados tumorais operando o corpo físico sem qualquer anestesia, sem o menor