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Optimização / Evolução de uma plataforma CRM

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Academic year: 2021

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Universidade de Lisboa

Faculdade de Ciˆencias

Departamento de Inform´

atica

Optimiza¸

ao/Evolu¸

ao de uma plataforma CRM

Ant´

onio Miguel Garrett Vieira

Mestrado em Engenharia Inform´

atica

(2)
(3)

Universidade de Lisboa

Faculdade de Ciˆencias

Departamento de Inform´

atica

Optimiza¸

ao/Evolu¸

ao de uma plataforma CRM

Ant´

onio Miguel Garrett Vieira

EST ´

AGIO

Projecto orientado pelo Prof. Dr. Andr´e Falc˜ao e co-orientado por Dr. Rui Rolo

Mestrado em Engenharia Inform´

atica

(4)
(5)

Declara¸

ao

Ant´onio Miguel Garrett Vieira, aluno no 29075 da Faculdade de Ciˆencias da Uni-versidade de Lisboa, declara ceder os seus direitos de c´opia sobre o seu Relat´orio de Projecto em Engenharia Inform´atica, intitulado ”Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM”, realizado no ano lectivo de 2007/2008 `a Faculdade de Ciˆencias da Universidade de Lisboa para o efeito de arquivo e consulta nas suas bibliotecas e publica¸c˜ao do mesmo em formato electr´onico na Internet.

FCUL, 30 de Setembro de 2008

Dr. Rui Rolo, supervisor do projecto de Ant´onio Miguel Garrett Vieira, aluno da Faculdade de Ciˆencias da Universidade de Lisboa, declara concordar com a di-vulga¸c˜ao do Relat´orio do Projecto em Engenharia Inform´atica, intitulado ”Opti-miza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM”.

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Resumo

A forma como as organiza¸c˜oes gerem a rela¸c˜ao com os seus clientes ´e hoje recon-hecida como um factor determinante que contribui para aumentar o valor das em-presas. Assim, ´e importante conhecer as preferˆencias dos clientes, os seus h´abitos de compra, identific´a-los e segment´a-los por m´ultiplos crit´erios de escolha para que a empresa lhes possa prestar um servi¸co de excelˆencia em linha com as caracter´ısticas previamente identificadas. As pequenas empresas est˜ao sempre ligadas `as rela¸c˜oes com os clientes: saber os seus nomes, conhecer as preferˆencias e proporcionar o tipo de servi¸co amig´avel que os leva a voltar sempre. No entanto, `a medida que uma empresa cresce, essa capacidade de relacionamento a n´ıvel pessoal com cada cliente torna-se cada vez mais dif´ıcil. Todavia, uma gest˜ao eficaz dessas rela¸c˜oes com os clientes ´e essencial para a rentabilidade da empresa.

´

E poss´ıvel implementar uma estrat´egia CRM que permita ganhar vantagem com-petitiva atrav´es do conhecimento dos seus clientes, dos seus h´abitos de consumo ou das suas necessidades e do valor que representam. O CRM ajuda o cliente a definir uma estrat´egia e a implementar sistemas que lhe permitam personalizar os seus esfor¸cos de Marketing, permitindo assim endere¸car correctamente a informa¸c˜ao de forma mais r´apida e econ´omica e oferecer um servi¸co de qualidade apropriado a cada segmento. Este documento descreve os trabalhos realizados durante o projecto de est´agio. Projecto este que foi desenvolvido para uma empresa da ´area farmacˆeutica e cujo objectivo ´e gerir a log´ıstica e todos os processos associados `a gest˜ao de even-tos. Todo o seu desenvolvimento foi feito utilizando a ferramenta Siebel, que ´e a ferramenta mais utilizada em todo o mundo, no que diz respeito ao desenvolvimento de aplica¸c˜oes CRM.

PALAVRAS-CHAVE:

CRM, Evento, ProfEd, Siebel

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Abstract

The way organizations manage the relation with their customers, is recognized as a main factor that contributes to raise the companies profits. So, it is important to know the customers preferences, identify and segment them by multiple choice criteria, so that the company can offer the best services that go with the identified characteristics. The small companies are always connected to the relations with the customers: know their names, know their preferences and create the type of service which will make them to always come back. Even though, and as the company grows, the personal relation with the client becomes more difficult. But, an effec-tive management of the relations with the customers is essential for the profitability. It is possible to implement a CRM strategy, which allows gaining competitive ad-vantage through the knowledge of their customers, their habits of consumption or of their needs and the value they represent. CRM helps the customer to define a strategy and implement systems that allow customizing the marketing efforts, to address the information more quickly and economically and provide a quality service appropriate to each segment. This document describes the work done during the internship. This project was developed for a company of the pharmaceutical area, its aim is to create and add information to define the scope, activities and budget for an event. It was developed using Siebel, which is the most used tool in whole world, regarding the development of CRM applications

KEYWORDS:

CRM, Event, ProfEd, Siebel

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Conte´

udo

Lista de Figuras viii

1 Introdu¸c˜ao 1 1.1 Motiva¸c˜ao . . . 1 1.2 Objectivos . . . 2 1.3 Organiza¸c˜ao do documento . . . 2 2 Enquadramento 3 2.1 A Empresa de acolhimento . . . 3 2.2 A Empresa Cliente . . . 4 2.3 O Projecto . . . 4

3 Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 5 3.1 Customer Relationship Management (CRM) . . . 5

3.2 Arquitectura . . . 6 3.2.1 Solu¸c˜ao Vertical . . . 6 3.2.2 Solu¸c˜ao Horizontal . . . 6 3.3 Ferramentas Utilizadas . . . 7 3.3.1 Siebel 7.7 . . . 7 3.3.2 Actuate Report . . . 12 3.4 Metodologia Utilizada . . . 13 3.4.1 Forma¸c˜ao . . . 14 3.4.2 An´alise . . . 15 3.4.3 Desenvolvimento . . . 15 3.4.4 Testes . . . 18 3.4.5 Documenta¸c˜ao . . . 19 3.4.6 Apoio P´os-Produ¸c˜ao . . . 19 4 Trabalho Desenvolvido 20 4.1 Actividades desenvolvidas . . . 20 4.1.1 Email Templates . . . 21 4.1.2 Reports . . . 23 v

(12)

4.1.3 Requisitos Siebel . . . 25

5 Conclus˜ao 27

5.1 Trabalho Desenvolvido . . . 27 5.2 Trabalho Futuro . . . 27 5.3 An´alise Cr´ıtica . . . 28

A Change Requests 29

B Test Problem Reports 31

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Lista de Figuras

2.1 Planeamento do projecto de est´agio . . . 4

3.1 Siebel Life Sciences - Siebel Operating Architecture . . . 8

3.2 Arquitectura l´ogica . . . 9

3.3 Componentes internas de funcionamento do Siebel . . . 10

3.4 Siebel Tools . . . 11

3.5 Siebel Client . . . 12

3.6 Actuate e.Report Designer Professional . . . 14

3.7 Fases do projecto . . . 14

3.8 Ambiente de Produ¸c˜ao - Informa¸c˜ao de um requisito . . . 16

3.9 Ambiente de Produ¸c˜ao - Informa¸c˜ao geral de um requisito . . . 17

3.10 Ambiente de Produ¸c˜ao - Informa¸c˜ao detalhada de um requisito . . . . 17

3.11 Informa¸c˜ao de desenvolvimento de um requisito 1 . . . 18

3.12 Informa¸c˜ao de desenvolvimento de um requisito 2 . . . 18

3.13 Composi¸c˜ao da fase de Testes . . . 19

4.1 Email Template - Observer Invite . . . 22

4.2 Email Template - Esquema . . . 23

4.3 Siebel Tools - Workflow Process . . . 23

4.4 Siebel Client - Workflow Process . . . 24

4.5 Applet dos participantes de um evento . . . 26

4.6 Applet Retrieve PNR . . . 26

A.1 Lista de Requisitos desenvolvidos . . . 30

(15)
(16)

Cap´ıtulo 1

Introdu¸

ao

O presente relat´orio tem como objectivo apresentar o trabalho realizado no projecto ”Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM”na empresa Altran CIS, Altran Consulting & Information Services, enquadrado na disciplina de Projecto de Engen-haria Inform´atica (PEI), no ˆambito do Mestrado em Engenharia Inform´atica (MEI) 2007/2008.

Este projecto foi desenvolvido para um cliente da ind´ustria farmacˆeutica e visto ter exigido a confidencialidade no que diz respeito `a sua identidade, deste ponto em diante ser´a denominada por empresa cliente.

O projecto teve a dura¸c˜ao de cerca de nove meses, nos quais se incluem a elab-ora¸c˜ao deste relat´orio.

1.1

Motiva¸

ao

Na empresa cliente surgem com alguma frequˆencia eventos. O tipo de eventos pode ser bastante diversificado, como por exemplo, conferˆencias, forma¸c˜oes, aulas de lab-orat´orio, apresenta¸c˜oes de novos produtos que, eventualmente, ser˜ao lan¸cados no mercado, etc. De modo a promover um evento de forma organizada e eficaz, ´e necess´ario ter em conta v´arios aspectos e consequentemente, manter e gerir toda a sua informa¸c˜ao. Estes aspectos, podem ir desde a gest˜ao das salas, como por exemplo laborat´orios, ou audit´orios onde os eventos ir˜ao decorrer, gest˜ao do registo dos participantes nos ditos eventos, gest˜ao dos respectivos pagamentos e de toda a log´ıstica associada.

Visto se tratar de uma empresa de um grande grupo internacional, estabelecida em v´arios pa´ıses de diversos continentes, surgiu ent˜ao, a necessidade de ter organi-zada de alguma forma, toda a informa¸c˜ao relativa `a organiza¸c˜ao e gest˜ao de eventos.

(17)

Cap´ıtulo 1. Introdu¸c˜ao 2

Foi ent˜ao que, ap´os exposi¸c˜ao de v´arias ideias, problemas e solu¸c˜oes, surgiu, h´a cerca de dois anos, o projecto ”Professional Education”, daqui em diante ser´a designado por ProfEd. Trata-se de uma aplica¸c˜ao bastante complexa e que agrupa os v´arios processos relativos a Gest˜ao de Eventos.

Trata-se de uma aplica¸c˜ao, que at´e agora apenas ´e usada por um cliente nos Estados Unidos da Am´erica.

1.2

Objectivos

Uma vez que o quando o est´agio teve in´ıcio, o projecto de ProfEd j´a vinha a ser desenvolvido h´a algum tempo, os objectivos para o projecto de PEI foram desde a implementa¸c˜ao de novas funcionalidades sobre a aplica¸c˜ao j´a existente de acordo com os requisitos de neg´ocio do cliente, assim como a execu¸c˜ao e apoio dos testes `a aplica¸c˜ao, elabora¸c˜ao de documenta¸c˜ao e apoio p´os-produ¸c˜ao ao cliente.

1.3

Organiza¸

ao do documento

Este documento est´a organizado da seguinte forma. Ap´os uma pequena introdu¸c˜ao, ´e feito um enquadramento do projecto desenvolvido e uma breve descri¸c˜ao da empresa de acolhimento e da empresa cliente. De seguida, s˜ao apresentadas as ferramentas utilizadas no desenvolvimento do projecto, bem como a metodologia usada na elab-ora¸c˜ao do mesmo. Cada uma das fases do desenvolvimento do projecto ´e descrita e ´e explicado o conceito de Customer Relationship Management (CRM). Finalmente ´e descrito o trabalho desenvolvido ao longo do est´agio. Relativamente ao trabalho desenvolvido, s˜ao dados alguns exemplos de requisitos desenvolvidos. Por ´ultimo, ´e apresentada a conclus˜ao de todo o projecto de est´agio.

(18)

Cap´ıtulo 2

Enquadramento

Neste cap´ıtulo s˜ao descritas as duas empresas envolvidas, a institui¸c˜ao de acolhi-mento e aquela para a qual o projecto foi desenvolvido, a empresa cliente. S˜ao ainda apresentadas as fases de desenvolvimento do projecto.

2.1

A Empresa de acolhimento

A Altran CIS, nasceu em 2006 da fus˜ao de duas empresas, a Prisma e Global N. A Prisma foi criada em 1992 com o objectivo de ser a primeira empresa Portuguesa a fornecer servi¸cos de Consultoria em Tecnologias de Informa¸c˜ao (TI). A empresa, apesar de ter come¸cado a sua actividade nas ´areas das TI, rapidamente diversificou os seus neg´ocios, assumindo a responsabilidade em projectos de organiza¸c˜ao, gest˜ao e controlo nos mais variados sectores de actividade. [1]

O grupo Global N Portugal foi criado em Maio de 2000, com o objectivo de agrupar as empresas NCubo, NTech, NDados, NWeb e N4mation, assim como aproveitar as sinergias do grupo em termos de economia de escala das ´areas importantes e comuns, igualmente vocacionadas para as Intelligence Solutions. A Global N foi constitu´ıda para apresentar ao mercado uma imagem integradora e agregadora daquilo que ´e um conjunto de empresas. O Brasil foi o primeiro ponto de expans˜ao do grupo, atrav´es da abertura de escrit´orios locais.

Aproveitando a experiˆencia acumulada da empresa e dos seus consultores, nasce a Altran CIS, desenvolvendo solu¸c˜oes em diversas ´areas, desde estudos estrat´egicos e planos directores de inform´atica, at´e consultoria especializada nas ´areas de sis-temas, bases de dados e seguran¸ca, passando inevitavelmente por todas as ´areas ligadas ao desenvolvimento de aplica¸c˜oes, desde os aspectos mais funcionais at´e `a implementa¸c˜ao final, garantindo sempre elevados padr˜oes de qualidade.

(19)

tecnolo-Cap´ıtulo 2. Enquadramento 4

gia, potenciando assim a capacidade de mobilidade de competˆencias para os diversos desafios que os seus Clientes lhe colocam [2].

2.2

A Empresa Cliente

A empresa cliente, faz parte de um grupo internacional da ´area da sa´ude/farmacˆeutica. Estabelecida em mais de 50 pa´ıses, cont´em franchises em v´arios segmentos de neg´ocio como cuidados de sa´ude, farmacˆeutica, dispositivos m´edicos de diagn´ostico, etc. Aposta na diversidade de produtos de forma a aumentar a sua participa¸c˜ao no mer-cado. Em rela¸c˜ao aos cuidados de sa´ude, aposta em produtos de uso di´ario para todas as idades. Relativamente a dispositivos m´edicos de diagn´ostico, produz dispos-itivos de esteriliza¸c˜ao de material, material de cirurgia e de sutura¸c˜ao, dispositivos de monitoriza¸c˜ao sangu´ınea, etc.

Visto se tratar de um grande grupo internacional, h´a que ter sistemas de gest˜ao de recursos humanos, material, factura¸c˜ao, etc. Este projecto, incidiu numa aplica¸c˜ao que visa ajudar a empresa cliente a gerir todos os processos inerentes `a gest˜ao de eventos.

Apesar de o conte´udo do projecto e da informa¸c˜ao contida neste relat´orio n˜ao serem confidenciais, a empresa cliente prefere n˜ao divulgar a dua identidade.

2.3

O Projecto

O projecto de PEI teve in´ıcio a meados de Agosto de 2007, com uma fase de forma¸c˜ao. Esta fase teve sensivelmente a dura¸c˜ao de um mˆes e meio. De seguida e com dura¸c˜ao similar, teve lugar a fase de An´alise. Analisados todos os requisitos de neg´ocio, surgiu a maior fase do projecto, com uma dura¸c˜ao de cerca de quatro meses, o Desenvolvimento. De seguida teve lugar a fase de Testes e respectivas correc¸c˜oes e a elabora¸c˜ao de Documenta¸c˜ao. Na imagem seguinte 2.1, ´e poss´ıvel ter uma melhor percep¸c˜ao das fases do projecto bem como a respectiva dura¸c˜ao.

(20)

Cap´ıtulo 3

Optimiza¸

ao/Evolu¸

ao de uma

plataforma CRM

Neste cap´ıtulo, ´e explicado o conceito de Customer Relationship Management ou CRM. S˜ao descritas ainda as solu¸c˜oes vertical e horizontal bem como as ferramentas utilizadas ao longo do projecto para o desenvolvimento da aplica¸c˜ao. Por ´ultimo ´e descrita a metodologia utilizada para o desenvolvimento do projecto, assim como o objectivo de cada uma das fases do desenvolvimento.

3.1

Customer Relationship Management (CRM)

A forma como as organiza¸c˜oes se relacionam com os seus clientes, ´e reconhecida hoje em dia como um factor determinante, que contribui para aumentar o valor da empresa, assim como o seu market-share, ou seja, a sua participa¸c˜ao no mer-cado. Assim ´e importante conhecer as preferˆencias dos clientes, os seus h´abitos de compra, identific´a-los e segment´a-los por m´ultiplos crit´erios de escolha para que a empresa lhes possa prestar um servi¸co de excelˆencia em linha com as caracter´ısticas previamente identificadas. Desta forma n˜ao s´o se atinge o des´ıgnio da qualidade e consistˆencia do servi¸co prestado ao Cliente como se criam oportunidades que em si geram mais valor para a empresa.[3]

O CRM ´e um sistema integrado de gest˜ao com foco no cliente, constitu´ıdo por um conjunto de procedimentos/processos organizados e integrados num modelo de gest˜ao de neg´ocios. O seu objectivo principal ´e auxiliar as organiza¸c˜oes a angariar e fidelizar clientes procurando atingir a sua satisfa¸c˜ao total, atrav´es de uma melhor compreens˜ao das suas necessidades e expectativas e forma¸c˜ao de uma vis˜ao global dos ambientes de marketing.

(21)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 6

nica¸c˜ao e vendas, bem como a gest˜ao dos servi¸cos ao cliente. Os processos e sistemas de gest˜ao de relacionamento com o cliente permitem que se tenha controlo e con-hecimento das informa¸c˜oes sobre os clientes de maneira integrada, principalmente atrav´es do acompanhamento e registo de todas as interac¸c˜oes com o cliente, que podem ser consultadas e comunicadas a diversas partes da empresa que necessitem desta informa¸c˜ao para guiar as tomadas de decis˜oes. Uma das actividades do CRM implica registar os contactos realizados, de forma centralizada. Os registos n˜ao de-pendem do canal de comunica¸c˜ao que o cliente utilizou (voz, fax, e-mail, SMS, MMS, etc.) e servem para que se tenham informa¸c˜oes ´uteis e catalog´aveis sobre os clientes. Qualquer informa¸c˜ao relevante para as tomadas de decis˜oes podem ser registadas e analisadas periodicamente, de forma a produzir relat´orios de gest˜ao. [4]

3.2

Arquitectura

O projecto proposto para o est´agio, consistiu na Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM. Trata-se de um projecto bastante complexo, constitu´ıdo por v´arios m´odulos independentes, em que todo o seu desenvolvimento foi feito utilizando a ferramenta Siebel.

A plataforma Siebel tem diversas solu¸c˜oes para as mais variadas ind´ustrias. Mas mesmo estas solu¸c˜oes j´a desenvolvidas, necessitam sempre de altera¸c˜oes, de modo a servir o melhor poss´ıvel o cliente.

3.2.1

Solu¸

ao Vertical

Neste projecto, e por se tratar de um projecto para a ´area m´edica/farmacˆeutica, a solu¸c˜ao vertical adoptada para o seu desenvolvimento foi a solu¸c˜ao Siebel Life Sciences.

Esta solu¸c˜ao vem j´a com algumas funcionalidades implementadas, como por ex-emplo a gest˜ao de contactos que suporta v´arios tipos de contactos como m´edicos, enfermeiros, t´ecnicos, entre outros, gest˜ao de clientes, gest˜ao de oportunidades, gest˜ao de eventos, gest˜ao de vendas de produtos, etc. Mas como quase todas as aplica¸c˜oes, h´a sempre a necessidade de ajustar, criar e reformular outras funcional-idades necess´arias e que ainda n˜ao est˜ao dispon´ıveis. E porque cada neg´ocio ´e um neg´ocio, h´a que criar a aplica¸c˜ao de acordo com os requisitos do cliente, de modo a servi-lo da melhor maneira [5].

3.2.2

Solu¸

ao Horizontal

Dado a ´area de neg´ocio deste projecto, a solu¸c˜ao adoptada foi a ”Siebel Medical”. No ˆ

(22)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 7

m´odulo vem j´a com algumas funcionalidades implementadas, como por exemplo: • Cria¸c˜ao de Eventos e de Planos de Eventos;

• Registo de participantes nos Eventos; • Gest˜ao de contactos;

• Gest˜ao e Calendariza¸c˜ao de Eventos; • Cria¸c˜ao de Sess˜oes.

Como j´a foi referido anteriormente, muitas outras funcionalidades tiveram de ser implementadas para a aplica¸c˜ao ficar de acordo com o que o tinha sido pedido pelo cliente.

3.3

Ferramentas Utilizadas

Durante a implementa¸c˜ao do projecto foram utilizadas maioritariamente duas ferra-mentas. Em rela¸c˜ao `a aplica¸c˜ao, esta foi toda desenvolvida utilizando a plataforma Siebel. J´a a elabora¸c˜ao de relat´orios foi feita utilizando a ferramenta Actuate e.Report Designer.

3.3.1

Siebel 7.7

O Siebel ´e nos dias de hoje, uma referˆencia em software CRM, vocacionado para o desenho, desenvolvimento, marketing e suporte de aplica¸c˜oes empresariais que d˜ao suporte a organiza¸c˜oes. Tem solu¸c˜oes identificadas e desenvolvidas que se adaptam `

as ind´ustrias existentes. A estas solu¸c˜oes d´a-se o nome de solu¸c˜oes verticais, sendo assim cada solu¸c˜ao vertical identifica uma ind´ustria. [6]

Permite a cada organiza¸c˜ao gerir, sincronizar e coordenar as suas vendas, marketing e servi¸cos a clientes em todos os canais de comunica¸c˜ao e em pontos de contacto como a Web, o call-center, vendas e servi¸cos no terreno e canais de revenda. O que faz com que contribua para um aumento da produtividade das organiza¸c˜oes, melhoria da satisfa¸c˜ao do cliente e a maximiza¸c˜ao das receitas.

O Siebel faculta tamb´em a gest˜ao de actividades e informa¸c˜ao dos clientes atrav´es do e-mail, telefone, fax, Web ou outro m´etodo de comunica¸c˜ao. A informa¸c˜ao encontra-se sincronizada num ´unico reposit´orio central de informa¸c˜ao baseado numa ´unica Base de Dados com um conjunto ´unico de ferramentas e uma arquitectura ´unica. Esta aplica¸c˜ao estende as solu¸c˜oes CRM a todas as pessoas aos empregados duma

(23)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 8

Sobre cada solu¸c˜ao vertical, existem solu¸c˜oes j´a desenvolvidas que permitem a uti-liza¸c˜ao imediata desta, por parte das organiza¸c˜oes. Estas solu¸c˜oes s˜ao designadas solu¸c˜oes out of the box. Mas, de um forma natural, estas solu¸c˜oes necessitam de altera¸c˜oes para que correspondam `as necessidades de cada organiza¸c˜ao. Existem tamb´em solu¸c˜oes horizontais que s˜ao comuns a muitas das solu¸c˜oes verticais, como por exemplo solu¸c˜oes de Vendas, Call-Center.

De um modo abstracto, a arquitectura do Siebel 3.1 consiste numa base de dados e um sistema de ficheiros, onde s˜ao guardados os dados de neg´ocio. Fazem ainda parte, um conjunto de servidores que gerem a informa¸c˜ao e que fornecem variados servi¸cos a clientes Web que acedem aos dados.

Figura 3.1: Siebel Life Sciences - Siebel Operating Architecture

Observando a arquitectura l´ogica do Siebel 3.2, ´e poss´ıvel ver que esta composta por v´arios componentes. De seguida s˜ao explicado de um modo breve os v´arios componentes.

• Web Server: Identifica e encaminha os pedidos de Siebel para o Siebel Server. Fornece ainda, as p´aginas HTML da aplica¸c˜ao completas para o browser cliente).

• Siebel Web Server Extension (SWSE): ´E uma extens˜ao do Web Server, que reconhece os URLs com pedidos Siebel. Encaminha os pedidos Siebel para os componentes correctos do Siebel Server.

(24)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 9

• Image Cache: ´E um componente do Siebel, que reside no Siebel Server, que reduz os carregamentos do Siebel Server e do sistema de ficheiros. Permite ainda, o download paralelo de imagens e guarda as imagens publicadas para o Web Server.

Figura 3.2: Arquitectura l´ogica

• Gateway Server: ´E o componente mediador, trata-se do elo de liga¸c˜ao e ´

unico ponto de acesso ao(s) Enterprise Server(s). Regista dinamicamente a disponibilidade dos componentes com o Siebel Server. Delega fun¸c˜oes baseando-se nos componentes requeridos pelo SWSE. Guarda ainda as defini¸c˜oes dos componentes, parˆametros operacionais e informa¸c˜ao das liga¸c˜oes. Por ´ultimo, direcciona os pedidos dos clientes para os respectivos componentes.

• Siebel Server: ´E no Siebel Server onde s˜ao processados os pedidos prove-nientes dos clientes Siebel. Controla os componentes do servidor que est˜ao a processar numa m´aquina. Obt´em informa¸c˜ao de configura¸c˜ao proveniente do Siebel Gateway. ´E composto por v´arios componentess.

• Server Component: ´E um tipo de programa que executa uma tarefa es-pec´ıfica, sobre um Siebel Server.

(25)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 10

modo seguro. Permite uma administra¸c˜ao comum e central via Siebel Server Manager. [7]

Componentes Internas

De seguida ´e descrito o modo de apresenta¸c˜ao da informa¸c˜ao ao utilizador e a liga¸c˜ao entre as diferentes entidades e camadas utilizadas pelo Siebel. Este diagrama 3.3 ilustra o modo de funcionamento e de apresenta¸c˜ao da informa¸c˜ao do Siebel:

Figura 3.3: Componentes internas de funcionamento do Siebel

A partir do diagrama anterior representado 3.3 pode-se observar a organiza¸c˜ao das componentes do Siebel divididas pelas suas camadas e a forma como comunicam entre elas. Note-se que uma aplica¸c˜ao Siebel ´e constitu´ıda por v´arios ecr˜as (Screen), um ecr˜a por v´arias vistas (View), uma vista por v´arias applets e uma Applet por v´arios controlos (List Columns).

No n´ıvel User Interface, cada vista est´a ligada a um Business Object que cont´em v´arios Business Components, onde cada um destes, ´e composto por v´arios campos (Field). S˜ao estes campos que contˆem a informa¸c˜ao que est´a mapeada em colunas de uma ou mais tabelas. S˜ao estas tabelas que fornecem a informa¸c˜ao aos Business Components.

Os Business Components s˜ao o meio que o Siebel tem para aceder `a informa¸c˜ao da Base de Dados, uma vez que estes s˜ao constitu´ıdos por um ou mais campos. Os campos mapeiam directamente as colunas e tabelas da Base de Dados e em ´ultima an´alise com o reposit´orio onde se encontra a informa¸c˜ao.

(26)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 11

Modela¸c˜

ao e Configura¸c˜

ao

Para modelar a aplica¸c˜ao ´e necess´aria uma ferramenta, o Siebel Tools 3.4. ´E no Siebel Tools onde ´e feita toda a configura¸c˜ao, como por exemplo, a cria¸c˜ao de novos Business Objects, Business Components, Applets, Views, Screens, etc, de modo a optimizar a aplica¸c˜ao `as necessidades do cliente. ´E no Siebel Tools que se criam as applets que ir˜ao compor a aplica¸c˜ao, e a respectiva disposi¸c˜ao da informa¸c˜ao. O Siebel Tools ´e um ambiente integrado para configurar todos os aspectos de uma aplica¸c˜ao Siebel, de modo a que com uma ´unica configura¸c˜ao, a aplica¸c˜ao suporte v´arias l´ınguas, tenha actualiza¸c˜oes autom´aticas para futuras vers˜oes do Siebel e que a sua manuten¸c˜ao seja facilitada.

Figura 3.4: Siebel Tools

A navega¸c˜ao no Siebel Tools, ´e feita principalmente atrav´es de duas vertentes. Uma delas ´e atrav´es do Object Manager, que utiliza uma estrutura semelhante a uma ´

arvore hier´arquica, semelhante `a do Microsoft Windows Explorer, que permite que o utilizador tenha acesso a todos os tipos de objectos armazenados no reposit´orio do Siebel. A segunda vertente, o Object List Editor, mostra os objectos individuais no reposit´orio Siebel. Ainda na segunda vertente ´e poss´ıvel definir as caracter´ısticas dos objectos assim como definir propriedades do comportamento dos mesmos. Por

(27)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 12

algum modo, basta definir a sort spefication da applet, caso seja necess´ario restringir os dados apresentados, ´e poss´ıvel definir uma search spefication. Por vezes, alguns objectos tˆem um comportamento muito espec´ıfico, o qual n˜ao ´e poss´ıvel definir nas suas propriedades. Para tal ´e muito comum recorrer `a programa¸c˜ao desses mesmos comportamentos. A linguagem de programa¸c˜ao utilizada no Siebel Tools ´e o eScript, muito semelhante a VB Script.

O Siebel Client representado na figura 3.5 ´e a aplica¸c˜ao resultante das altera¸c˜oes elaboradas no Siebel Tools. Nesta aplica¸c˜ao o utilizador tem a capacidade de fazer algumas altera¸c˜oes ao n´ıvel de configura¸c˜ao, mas a sua principal fun¸c˜ao ´e aceder a toda a informa¸c˜ao dos seus clientes finais, tendo a possibilidade de adicionar, apagar e modificar essa informa¸c˜ao. Pode ainda fazer pesquisas sobre os dados presentes na base de dados e ainda tem a possibilidade de gerar Reports.

Figura 3.5: Siebel Client

3.3.2

Actuate Report

O Actuate e.Report Designer Professional 3.6 ´e um meio de desenvolvimento bas-tante potente, onde ´e poss´ıvel criar relat´orios (Reports) altamente flex´ıveis, para qualquer aplica¸c˜ao web-enabled. Neste caso, os relat´orios s˜ao gerados a partir do Siebel. Com a utiliza¸c˜ao do Actuate e.Report Designer Professional, as equipas

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Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 13

de desenvolvimento podem criar rapidamente relat´orios, desenhos, gr´aficos ou es-tat´ısticas provenientes de qualquer fonte de dados. O relat´orio pode ser gerado em qualquer formato e a disposi¸c˜ao dos seus conte´udos pode ser apresentada em qual-quer esquema conceb´ıvel, n˜ao importa o qu˜ao complexa graficamente.

H´a ainda a possibilidade de exportar o relat´orio para outros ambientes, como por exemplo, para o formato PDF, ou por exemplo caso o relat´orio se trate de uma tabela, h´a a possibilidade de ser exportado para Excel, ou caso se trate de um doc-umento de texto, poder´a ser exportado para Word, de modo a ser editado.

A aplica¸c˜ao Actuate Report divide-se em duas grandes ´areas. Numa temos a es-trutura hier´arquica dos objectos presentes no nosso relat´orio, como por exemplo os DataStreams, que s˜ao os objectos que d˜ao acesso aos dados provenientes do Siebel. H´a ainda uma grande variedade de objectos como campos de texto, que ser˜ao preenchidos com dados provenientes dos DataStreams, labels, objectos de or-dena¸c˜ao de dados, objectos que permitem que os dados sejam agrupados segundo chaves escolhidas pela utilizador, etc. A outra ´area ´e a de desenho, onde os ob-jectos s˜ao dispostos da forma desejada. ´E nesta ´area que s˜ao definidas todas as caracter´ısticas do comportamento que cada objecto ir´a ter, como por exemplo a sua cor, largura da linha, tipo de letra, posi¸c˜ao, alinhamento do texto, distˆancia das margens, etc.

3.4

Metodologia Utilizada

Este projecto utiliza a metodologia Sarbanes Oxley (SOX) compliant, adoptada in-ternacionalmente pelo cliente. Esta metodologia baseia-se numa lei (SOX), cujo objectivo ´e aperfei¸coar os controlos financeiros das empresas, a fim de evitar que aconte¸cam desvios e preju´ızos para as mesmas. A lei visa garantir a transparˆencia na gest˜ao financeira das organiza¸c˜oes, credibilidade na contabilidade, auditoria e a seguran¸ca das informa¸c˜oes para que sejam realmente confi´aveis, evitando assim fraudes, fuga de capitais, etc.

Neste projecto a metodologia escolhida (processo em espiral) ´e composta por um processo de cinco fases principais 3.7. Neste caso particular, a fase da forma¸c˜ao an-tecedeu o processo das cinco fases principais. Por ordem, surgem as seguintes fases, Forma¸c˜ao, An´alise, Desenvolvimento, Testes, Documenta¸c˜ao e Apoio P´os-Produ¸c˜ao. De seguida ´e apresentada uma pequena descri¸c˜ao de cada uma das fases do processo. [8]

(29)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 14

Figura 3.6: Actuate e.Report Designer Professional

Figura 3.7: Fases do projecto

3.4.1

Forma¸

ao

Foi a primeira fase do est´agio. Nesta fase foram adquiridas as competˆencias t´ecnicas sobre a plataforma Siebel, assim como o Modelo de Dados e metodologias de tra-balho. A forma¸c˜ao consistiu na leitura da bibliografia recomendada, neste caso, dos trˆes volumes Siebel 7 Essentials, Students Guide e na resolu¸c˜ao de alguns exerc´ıcios presentes em ”Siebel 7 Essentials, Labs”, onde foram compreendidos os fundamen-tos da ferramenta, a sua arquitectura, o seu p´ublico alvo, o seu funcionamento, a forma de disponibiliza¸c˜ao de informa¸c˜ao, m´etodo de instala¸c˜ao e configura¸c˜ao, entre outros assuntos.

(30)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 15

3.4.2

An´

alise

Na fase de an´alise foi feito o levantamento de requisitos de neg´ocio, definiu-se do scope do projecto, onde foi feita uma an´alise do impacto dos novos requisitos. Ap´os serem conhecidos todos os requisitos, cada chefe de equipa estimou o n´umero de dias que cada requisito necessitava para ser desenvolvido, assim como a respectiva complexidade e prioridade. Com os requisitos todos estimados, cada chefe de equipa procedeu `a sua distribui¸c˜ao pelos elementos da respectiva equipa.

3.4.3

Desenvolvimento

´

E a maior fase do processo e basicamente ´e a fase onde os requisitos s˜ao imple-mentados. Nesta fase, e com o trabalho previamente distribu´ıdo, cada membro ´e respons´avel por desenvolver os requisitos que lhe foram atribuidos inicialmente. To-dos os requisitos, apesar de diferentes, cada um com a sua informa¸c˜ao, tˆem um processo de elabora¸c˜ao semelhante. Este processo, foi uniformizado e centralizado de forma a manter organizada toda a informa¸c˜ao referente ao desenvolvimento dos requisitos de cada release.

Neste projecto existem v´arios ambientes de trabalho, cada um com um objectivo bem espec´ıfico. Estes ambientes s˜ao semelhantes, no entanto `a medida em que se avan¸ca nas fases de desenvolvimento do projecto, o grau de importˆancia dos seus dados vai aumentando e o seu acesso vai sendo cada vez mais restrito.

Durante a fase de desenvolvimento todo o trabalho decorre num ambiente de De-senvolvimento (DEV) onde s˜ao poss´ıveis fazer todas as altera¸c˜oes, n˜ao h´a dados importantes, ´e poss´ıvel fazer qualquer tipo de testes. Ap´os ter sido desenvolvido um requisito, ´e comum testar as altera¸c˜oes em DEV, de modo a ver se o resultado do requisito ´e o esperado. Na fase de testes, antes da aplica¸c˜ao ser testada pelo cliente num ambiente pr´oprio de testes, UAT (User Acceptance Tests), toda a aplica¸c˜ao ainda ´e testada pela equipa de desenvolvimento num ambiente chamado SIT (Sys-tem Integrated Test). Antes de passar para o ambiente de Produ¸c˜ao (PROD), onde j´a est˜ao presentes os dados reais de neg´ocio, a aplica¸c˜ao ainda passa por outro am-biente, designada por ambiente de Training (TRA). Este amam-biente, cont´em c´opias dos dados reais, e serve para que seja poss´ıvel, por parte do cliente, dar forma¸c˜ao sobre a nova aplica¸c˜ao aos seus colaboradores.

Ainda em rela¸c˜ao ao ambiente de PROD, existe uma ´area onde apenas a equipa de desenvolvimento tem acesso. ´E nessa ´area que ´e mantida toda a informa¸c˜ao ref-erente aos requisitos. Como acima foi referido, todos os requisitos tˆem um processo

(31)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 16

de elabora¸c˜ao semalhante, e que segue os seguintes passos:

• Ler a descri¸c˜ao, objectivo e comportamento esperado do requisito • Ver na aplica¸c˜ao final, o que necessita de ser alterado

• Fazer check-out do(s) projecto(s), do servidor, necess´ario(s) alterar, para a elabora¸c˜ao do requisito. Fazer check-out de um projecto, n˜ao ´e mais do que, reescrever localmente o projecto com uma c´opia do mesmo, proveniente do servidor. Ao fazer check-out de um projecto, o mesmo fica bloqueado no servi-dor, ou seja, enquanto o projecto n˜ao for libertado, mais nenhum utilizador o pode utilizar.

• Fazer SIF (Siebel Import File) de check-out de cada projecto necess´ario para elaborar a altera¸c˜ao, para no caso de algo correr mal, ser poss´ıvel repor o pro-jecto sem as altera¸c˜oes feitas. O SIF ´e um ficheiro que guarda as defini¸c˜oes dos objectos de Siebel e ´e usado para importar e exportar defini¸c˜oes de objectos. • Fazer as altera¸c˜oes necess´arias nos projectos, de modo elaborar o requisito,

compilar os projectos alterados e testar com base de dados local

(32)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 17

• Caso o resultado seja o esperado, fazer check-in dos projectos para o servidor, caso seja necess´ario corrigir alguma coisa, refazer, recompilar e voltar a testar. Ao fazer check-in de um projecto, uma c´opia do projecto ´e enviada para o servidor e o projecto ´e desbloqueado no servidor.

• Fazer SIF de check-in

• Actualizar a informa¸c˜ao do requisito, com datas de in´ıcio e fim da sua elab-ora¸c˜ao, descri¸c˜ao da altera¸c˜ao, dura¸c˜ao da altera¸c˜ao, etc.

Toda a informa¸c˜ao relativa aos requisitos ´e guardada numa base de dados e ´e poss´ıvel ser actualizada atrav´es do ambiente PROD 3.8. De seguida ´e poss´ıvel ver como ´e que este ambiente est´a estruturado.

Na figura 3.8 est˜ao assinaladas 4 grupos de informa¸c˜ao. Na figura 3.9 ´e poss´ıvel ver a informa¸c˜ao geral do requisito, como o seu c´odigo, uma breve descri¸c˜ao do problema, o estado em que se encontra o requisito, etc.

Figura 3.9: Ambiente de Produ¸c˜ao - Informa¸c˜ao geral de um requisito Na figura 3.10 temos a informa¸c˜ao detalhada do requisito. Aqui ´e poss´ıvel ver quem criou o requisito, isto ´e, quem encontrou uma erro ou falha e achou que era necess´aria uma altera¸c˜ao, qual seria o comportamento esperado ap´os a correc¸c˜ao do erro, a que m´odulo faz parte o requisito, existe tamb´em uma ´area para coment´arios adicionais, o n´umero de dias estimados para a resolu¸c˜ao do problema, etc.

Figura 3.10: Ambiente de Produ¸c˜ao - Informa¸c˜ao detalhada de um requisito As figuras 3.11 e 3.12 mostram a informa¸c˜ao relativa ao desenvolvimento do

(33)

requi-Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 18

informa¸c˜ao estimada, como a real, como por exemplo, a data de in´ıcio, fim e dura¸c˜ao em dias do requisito. Na figura 3.12, ´e poss´ıvel ver quem est´a a desenvolver e quem j´a desenvolveu alguma coisa para o requisito, e caso algu´em j´a tenha resolvido alguma coisa, existe uma ´area de inser¸c˜ao de coment´arios, onde cada utilizador deve registar as altera¸c˜oes que foram feitas na aplica¸c˜ao no sentido de resolver este requisito.

Figura 3.11: Informa¸c˜ao de desenvolvimento de um requisito 1

Figura 3.12: Informa¸c˜ao de desenvolvimento de um requisito 2

3.4.4

Testes

Ap´os a fase de desenvolvimento, tem lugar a fase de teste. Esta fase ´e constitu´ıda por pequenas sub-fases. As sub-fases de teste podem ser dois tipos, de SIT (System Integrated Test), em que os testes s˜ao feitos por membros da equipa do projecto, ou de UAT (User Acceptance Test), que s˜ao testes feitos pelos utilizadores finais da aplica¸c˜ao. As fases de teste s˜ao seguidas por fases de correc¸c˜ao de erros (Fix-ing). Na figura 3.13 ´e poss´ıvel ver as diversas fases que comp˜oem a fase de Testes. Quando um utilizador reporta um erro, regista a informa¸c˜ao no ambiente de PROD, mudando o tipo do requisito para Test Problem Report.

Esta fase tem como objectivo principal garantir a qualidade do produto final atrav´es da conformidade que a solu¸c˜ao apresenta face aos requisitos iniciais do projecto. ´E executada apenas no final da fase de implementa¸c˜ao, mas ´e planeada desde o in´ıcio do projecto, de modo a assegurar uma correcta gest˜ao de requisitos ao longo do projecto. Esta gest˜ao de requisitos ´e necess´aria pois, por muito exaustiva que seja a fase de an´alise, h´a sempre mudan¸cas e altera¸c˜oes de requisitos, e muitas vezes essas

(34)

Cap´ıtulo 3. Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM 19

mudan¸cas s˜ao essenciais para o sucesso do mesmo.

Figura 3.13: Composi¸c˜ao da fase de Testes

3.4.5

Documenta¸

ao

Com o fim da fase de testes, a aplica¸c˜ao est´a pronta a ir para Produ¸c˜ao. Esta fase tem como objectivo principal elaborar toda a documenta¸c˜ao necess´aria. Seja docu-menta¸c˜ao t´ecnica, funcional e at´e mesmo manuais de utilizador. O objectivo ´e gerir a adapta¸c˜ao dos utilizadores `a nova aplica¸c˜ao, como sendo um dos factores cr´ıticos de sucesso de uma solu¸c˜ao de CRM.

3.4.6

Apoio P´

os-Produ¸

ao

Sendo a fase final do processo, esta fase permite dar apoio ap´os o lan¸camento do produto para o mercado. ´E uma fase de r´apida e eficaz resolu¸c˜ao de problemas que possam surgir ap´os lan¸camento de uma release da plataforma CRM. Esta ´e realmente a fase cr´ıtica do projecto, j´a que ´e nesta fase que se assegura a continuidade dos trabalhos, sendo necess´arias v´arias actualiza¸c˜oes, assim como alguns testes, de forma a provar o bom funcionamento de todos os m´odulos instalados. Ap´os a passagem a produ¸c˜ao dever´a ser previsto um per´ıodo de verifica¸c˜ao/monitoriza¸c˜ao em Produ¸c˜ao onde os utilizadores dever˜ao reportar todos os defeitos encontrados, para futuras correc¸c˜oes.

(35)

Cap´ıtulo 4

Trabalho Desenvolvido

Durante o est´agio, houve a oportunidade de participar nas diversas fases do desen-volvimento do projecto, o que proporcionou a execu¸c˜ao de tarefas relativas a v´arias fases do projecto. Na fase de Desenvolvimento, foram desenvolvidos os requisitos definidos na fase de an´alise. De seguida, na fases de Testes, foram reportados alguns erros que foram corrigidos nas fases seguintes. Durante a fase de documenta¸c˜ao, foram elaborados o Manual de Utilizador e documenta¸c˜ao para todos os requisitos desenvolvidos. Na fase de Apoio P´os-Produ¸c˜ao ainda surgiram alguns erros que foram corrigidos, o que fez com que surgisse a necessidade de lan¸car novas vers˜oes da aplica¸c˜ao final, desta vez com os erros todos corrigidos.

4.1

Actividades desenvolvidas

Como j´a foi referido, quando o est´agio teve in´ıcio, este projecto j´a vinha a ser desen-volvido h´a algum tempo. Sendo o t´ıtulo do projecto de est´agio ”Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM”, o trabalho desenvolvido assentou essencialmente em op-timizar e evoluir a aplica¸c˜ao que j´a estava desenvolvida.

Durante o projecto de est´agio, foram desenvolvidos diversos requisitos, no entanto e tendo em conta a tabela da figura A.1, ´e poss´ıvel agrupar os requisitos desenvolvidos em trˆes grandes grupos. O primeiro grupo seria dos requisitos relativos a todo o tra-balho desenvolvido referente a ”Email Templates”, o segundo grande grupo relativo a ”Reports”e o terceiro e ´ultimo relativo a todos os requisitos de Siebel propriamente ditos, ou seja, todos os requisitos que foram desenvolvidos utilizando a ferramenta Siebel Tools.

Neste projecto, os requisitos podem passar por 3 estados. Estes estados variam com o tipo de altera¸c˜ao ou correc¸c˜ao necess´aria e a fase em que esta ´e reportada `

a equipa de desenvolvimento. Os requisitos definidos durante a fase de an´alise,

(36)

Cap´ıtulo 4. Trabalho Desenvolvido 21

que fazem parte do scope inicial do projecto, e que foram desenvolvidos na fase de desenvolvimento designam-se por Change Requests (CR). Os requisitos que foram sendo reportados e corrigidos durante a fase de testes, designam-se por Test Problem Report (TPR). Por ´ultimo existem os Service Requests (SR), que foram requisitos corrigidos durante a fase de produ¸c˜ao. Caso um CR seja desenvolvido de forma incorrecta, na fase de testes ´e reportado como um TPR. Se tiver sido corrigido de forma tamb´em incorrecta e apenas detectado j´a na fase de produ¸c˜ao, ent˜ao reporta-se o erro na forma de um SR. Ou reporta-seja, o mesmo requisito pode passar pelos 3 estados. De seguida s˜ao descritos, os 3 grupos de requisitos desenvolvidos ao longo do est´agio.

4.1.1

Email Templates

Como j´a foi referido, este projecto trata de gerir eventos e todas as suas actividades inerentes. Umas das quest˜oes essenciais trata-se da inscri¸c˜ao dos particpantes nos respectivos eventos. Em rela¸c˜ao ao registo de participantes num dado evento, este pode ter v´arios estados, como por exemplo, confirmado, cancelado, pendente, convi-dado, etc. Quando h´a uma altera¸c˜ao no estado do registo de um participante, ou seja, quando o estado do registo ´e modificado, ´e enviado um email para o participante, informando-o da actualiza¸c˜ao do estado do seu registo, bem como a informa¸c˜ao rel-evante do evento em que este est´a inscrito. O email enviado e respectivo conte´udo, difere consoante o novo estado do registo do participante e tipo de participante. Por exemplo, se o estado do registo de um participante do tipo Observer ´e alterado para ”Convidado”, no email que o participante ir´a receber 4.1 n˜ao haver´a dados relativos ao pagamento da inscri¸c˜ao do participante, j´a que este est´a apenas a ser convidado para um evento, mas se o estado for alterado para ”Confirmado”, ent˜ao este email ter´a informa¸c˜ao relativa ao pagamento da sua inscri¸c˜ao.

Para que o envio dos emails seja autom´atico, houve v´arias tarefas interm´edias. Para estruturar os email templates, 4.2 o primeiro passo foi, organizar no Siebel Tools os campos que guardavam a informa¸c˜ao relativa aos participantes. Esses campos fazem parte do business component dos participantes (Attendees) e est˜ao mapeados em col-unas de uma ou mais tabelas. O segundo passo, e de modo a preencher os emails (ficheiros HTML) com informa¸c˜ao dos participantes, proveniente do siebel, basta colocar os nomes dos campos entre parˆenteses rectos no c´odigo HTML. Neste pro-jecto foram feitos cerca de 50 email templates para diferentes tipos de participantes, diferentes estados de registo e para diferentes organiza¸c˜oes, como por exemplo, Es-tados Unidos da Am´erica e alguns pa´ıses da Am´erica Latina.

(37)

Cap´ıtulo 4. Trabalho Desenvolvido 22

Figura 4.1: Email Template - Observer Invite

ado, de um modo abstracto, ´e necess´ario ter um trigger e um workflow. Um workflow ´e uma sequˆencia de passos necess´arios para a execu¸c˜ao de uma determinada ac¸c˜ao, neste caso, o envio dos email. O trigger ´e o que desponta a execu¸c˜ao do workflow, neste caso, ´e a altera¸c˜ao do estado do registo do participante.

De uma forma mais detalhada, foram v´arias as tarefas elaboradas at´e que o en-vio autom´atico de emails se processasse. A primeira tarefa a ser elaborada foi a estrutura¸c˜ao dos ficheiros HTML (emails a serem enviados). De seguida foram cri-ados os Workflow Processes utilizando a ferramenta Siebel Tools. No Siebel Tools n˜ao s´o ´e criado o objecto Workflow, mas como se definem o esquema visual 4.3 do Workflow e os argumentos de input e output de cada um dos seus objectos internos. Os passos seguintes s˜ao elaborados ao n´ıvel da aplica¸c˜ao. Para cada Workflow ´e criada uma ac¸c˜ao(Action), cujo argumento ´e um processo que tem o nome do Work-flow Process criado no Siebel Tools. A ac¸c˜ao criada, ´e associada a uma Workflow Policy, que para que seja activada, todas as suas condi¸c˜oes ter˜ao de ser aceites. No caso da figura 4.4, para que o email seja enviado, o participante ter´a de pertencer `

(38)

Cap´ıtulo 4. Trabalho Desenvolvido 23

Figura 4.2: Email Template - Esquema

Figura 4.3: Siebel Tools - Workflow Process

registo num evento, o novo estado tera de ser ”Confirmado”, o participante ter´a de ser do tipo ”Participant”e ter´a de existir, ou seja o registo ter´a de existir na base de dados. Se tudo isto se verificar, ent˜ao um email ser´a enviado para o respectivo participante. Para cada combina¸c˜ao entre tipo de participante e estado do registo, foi definido uma Workflow Policy e respectivas condi¸c˜oes, uma ac¸c˜ao (Action) e respectivo argumento e ainda o Workflow no Siebel Tools.

4.1.2

Reports

´

E frequente, na empresa cliente, surgirem situa¸c˜oes onde s˜ao necess´arios relat´orios, etiquetas, folhas de registos, listagens de participantes para um dado evento, reci-bos, etc. Tendo como por exemplo o caso em que vai decorrer uma conferˆencia.

`

(39)

or-Cap´ıtulo 4. Trabalho Desenvolvido 24

Figura 4.4: Siebel Client - Workflow Process

ganiza¸c˜ao, com uma listagem dos nomes dos participantes inscritos na conferˆencia, para que estes confirmem a sua inscri¸c˜ao. Assim que a sua inscri¸c˜ao ´e confirmada, ´e entregue um cart˜ao com o respectivo nome para que o participante seja facilmente identificado durante a conferˆencia. Cada participante tem no seu lugar, um cart˜ao dobrado em cima da mesa, para que todos os outros participantes consigam ver ao longe o seu nome.

Todos estes documentos, quer sejam folhas de inscri¸c˜ao, cart˜oes com os nomes, iden-tificadores ou at´e mesmo recibos que sejam necess´arios emitir, etc, todos eles s˜ao Reports modelados utilizando a ferramenta, Actuate Report. Para muitos dos req-uisitos desenvolvidos durante o est´agio, a sua resolu¸c˜ao baseou-se na elabora¸c˜ao de Reports.

Para elaborar um Report de Actuate, em quase todos os casos era fornecido por parte do cliente, um template base. Este template podia ser um ficheiro .pdf ou um ficheiro Word. Com este template era poss´ıvel saber qual a informa¸c˜ao necess´aria no Report e qual a disposi¸c˜ao da mesma. Depois de analisado o template, ´e necess´ario ir ao Siebel Tools criar um report com os campos do Siebel pedidos no template.

(40)

Cap´ıtulo 4. Trabalho Desenvolvido 25

Quando o report ´e criado no Siebel Tools, apenas se cria um ficheiro .rol (Report Object Library) e n˜ao o report propriamente dito.

No Actuate Report, ´e criado ent˜ao um ficheiro .rod (Report Object Designer), onde ´e feita a modela¸c˜ao do report. Aqui ´e adicionado o .rol gerado. Com a associa¸c˜ao deste ficheiro, ´e poss´ıvel mapear os campos previamente adicionados no Siebel Tools na ´area de desenho da forma desejada. Nos reports mais elaborados, onde o compor-tamento do report ´e algo mais complexo, n˜ao basta adicionar os campos ao report. H´a situa¸c˜oes onde ´e necess´ario programar. A linguagem de programa¸c˜ao usada foi Actuate VB Script. Quando o report est´a pronto, ´e gerado um ficheiro .rox (Report Object Executable) que ´e transferido para o servidor Actuate. Neste momento o report est´a pronto a ser executado. Para tal, basta na aplica¸c˜ao gerar o report e o .rox ser´a executado.

4.1.3

Requisitos Siebel

Ao longo do est´agio, outra grande parte do trabalho desenvolvido foi relativo ao desenvolvimento de requisitos Siebel. Estes requisitos (Change Requests) tanto po-dem ser, implementar uma nova funcionalidade na aplica¸c˜ao, ou at´e mesmo corrigir, optimizar algo que j´a tinha sido pedido antes. Durante o est´agio foram feitos v´arios requisitos de Siebel, como ´e poss´ıvel ver no anexo A.1.

Os primeiros requisitos desenvolvidos, como por exemplo, os requisitos 1-27XIX1 e 1-27XIWB, que estavam planeados para dia 16 de Outubro de 2007, consistiram em pequenas altera¸c˜oes. O objectivo era mapear um campo j´a criado numa ap-plet dos planos de eventos e ordenar os campos das apap-plet form, respectivamente. Assim como houve requisitos simples, houve outros tamb´em algo elaborados, onde foi necess´ario mais tempo para serem desenvolvidos, como por exemplo o requisito 1-27XF19, planeado para dia 30 de Novembro de 2007, cujo objectivo era, ter na applet dos participantes 4.5 um bot˜ao (Send Reminder Email button) que ao ser pressionado, era enviado um email (Reminder Email) para cada participante com estado de registo confirmado, de modo a relembr´a-los que estavam inscritos no dito evento.

Quando o bot˜ao ”Send Reminder Email”´e pressionado, ´e enviado um email para todos os participantes com estado de registo confirmado e automaticamente ´e adi-cionada uma flag no campo ”Reminder Sent”, indicando que j´a foi enviado um email de ”Reminder”para os respectivos participantes. O email apenas ´e enviado

(41)

Cap´ıtulo 4. Trabalho Desenvolvido 26

Figura 4.5: Applet dos participantes de um evento

Sent”marcado. Tamb´em ´e poss´ıvel enviar outro email a um participante que j´a o tenha recebido antes. Para isso basta, desmarcar o campo ”Reminder Sent”desse participante e voltar a pressionar o bot˜ao.

Outro requisito de Siebel algo elaborado que foi desenvolvido, consistiu em criar trˆes bot˜oes, ao n´ıvel da applet das viagens dos participantes, que, ao serem pres-sionados, devolvessem viagens. Na applet da figura 4.6 ´e poss´ıvel verificar os 3 bot˜oes para devolver viagens. O primeiro bot˜ao (Retrieve All) pede viagens para todos os participantes, o segundo bot˜ao (Retrieve One) devolve viagens para o par-ticipante que tiver seleccionado no momento em que ´e feito o pedido e o ´ultimo bot˜ao (Retrieve Partial) devolve viagens para todos os participantes que tiverem o campo ”Pick Attendee”marcado. Pressionando um dos trˆes bot˜oes, ´e desencadeado um processo que envolve mais dois sistemas, o WebMethods e o Sabre. O Sabre ´e um sistema associado a uma agˆencia de viagens com o objectivo de de efectuar procedimentos relativos a reserva de viagens, o WebMethods ´e uma plataforma de integra¸c˜ao que faz a interliga¸c˜ao entre os sistemas Siebel e o Sabre.

Figura 4.6: Applet Retrieve PNR

Foram elaborados muitos outros requisitos Siebel, como ´e poss´ıvel ver no anexo A.1, mas acabaram por n˜ao ser expostos em detalhe. Apenas foram explicados os difer-entes tipos de requisitos elaborados durante o projecto de est´agio, e foram dados alguns exemplos.

(42)

Cap´ıtulo 5

Conclus˜

ao

Neste cap´ıtulo s˜ao apresentadas as conclus˜oes relativas ao trabalho desenvolvido ao longo do projecto de est´agio, bem como, o trabalho a ser desenvolvido no futuro.

5.1

Trabalho Desenvolvido

Ao longo do projecto de est´agio, em diversas fases do seu desenvolvimento, foi poss´ıvel aplicar alguns dos conhecimentos adquiridos durante a licenciatura e de certo modo, ampli´a-los. Tive a oportunidade de passar por todas as fases do desen-volvimento do projecto o que me deu uma ideia mais pr´oxima da realidade. Desde a an´alise de requisitos, ao desenvolvimento dos mesmos, passando pelas fases de testes, documenta¸c˜ao e apoio p´os-produ¸c˜ao.

Para al´em de trabalhar com a ferramenta Siebel, aprendi tamb´em a trabalhar com a ferramenta Actuate eReport Designer Professional, ferramenta esta que permite a elabora¸c˜ao de qualquer tipo de relat´orio. Em alguns dos relat´orios elaborados, foi necess´ario recorrer `a linguagem de programa¸c˜ao de VB Script, com a qual nunca tinha programado.

Tratando-se de uma aplica¸c˜ao cujo o objectivo ´e gerir eventos e toda a sua in-forma¸c˜ao, a quantidade de dados a manter, gerir e actualizar torna-se bastante grande. Todos estes dados est˜ao guardados em bases de dados Oracle. Durante todo o est´agio foi frequente a necessidade de utilizar a linguagem SQL.

5.2

Trabalho Futuro

Tratando-se de um trabalho de continuidade, isto ´e, o projecto n˜ao tem prevista uma data de fim anunciada. Trata-se de um projecto em constantes actualiza¸c˜oes e modifica¸c˜oes, que vai sucessivamente tendo v´arias releases ao longo do tempo, da´ı o

(43)

Cap´ıtulo 5. Conclus˜ao 28

t´ıtulo do projecto de est´agio ser ”Optimiza¸c˜ao/Evolu¸c˜ao de uma plataforma CRM”. Visto ser um projecto internacional, dividido em v´arios m´odulos, cada um relativo a uma ´area de neg´ocio, ´e frequente a entrada de novos pa´ıses no projecto, fazendo com que cada um destes utilize apenas os m´odulos necess´arios ao seu neg´ocio. Quando este est´agio finalizou, o m´odulo de ProfEd apenas era utilizado por franchises dos Estados Unidos da Am´erica e da Am´erica Latina. Na pr´oxima release ir´a tamb´em ser utilizado por franchises de pa´ıses europeus como por exemplo a Alemanha. Seria interessante ter a aplica¸c˜ao desenvolvida de maneira a que, cada vez que entrasse um pa´ıs novo, a utiliza¸c˜ao da aplica¸c˜ao por parte deste, fosse imediata. Neste momento e da forma como est´a a ser desenvolvida, cada vez que entra um pa´ıs/organiza¸c˜ao nova, h´a ainda altera¸c˜oes a fazer, como por exemplo, a tradu¸c˜ao de alguns textos, listas de valores, coment´arios, t´ıtulos, etc.

Como se trata de um projecto vasto, em que a aplica¸c˜ao ´e utilizada na Europa, Estados Unidos da Am´erica, Am´erica Latina e continente Africano, seria uma van-tagem, e de modo a minimizar as altera¸c˜oes da linguagem, chegar a um acordo e utilizar uma ou duas l´ınguas na aplica¸c˜ao para todos os pa´ıses.

5.3

An´

alise Cr´ıtica

Tratou-se de uma experiˆencia muito enriquecedora, tanto a n´ıvel pessoal como a n´ıvel profissional. Apesar de na faculdade ter feito parte de v´arios grupos de tra-balho, nunca tinha tido a oportunidade de poder trabalhar numa equipa numerosa, com cerca de 30 colaboradores.

Em termos pessoais, este est´agio deu-me a conhecer a realidade de trabalhar num projecto para o exterior, isto ´e, para o mundo profissional, onde existe um cliente que espera ter uma aplica¸c˜ao com certas funcionalidades pronta a utilizar numa de-terminada data, chefes de equipa, ou seja, algu´em de um n´ıvel superior, que por um lado nos apoia, mas por outro, ´e a pessoa a quem temos de mostrar o nosso trabalho desenvolvido e onde ´e necess´ario termos sempre presente que fazemos parte de uma equipa, e que em cada vers˜ao da aplica¸c˜ao desenvolvida, ´e o nome da equipa de desenvolvimento e da entidade empregadora que est´a em risco.

Outro ponto importante, foi o facto de ter trabalhado com a ferramenta Siebel, que, ´e nos dias de hoje a ferramenta CRM mais utilizada em todo o mundo, com a qual nunca tinha trabalhado antes.

(44)

Apˆ

endice A

Change Requests

Na tabela da figura A.1 ´e poss´ıvel verificar o plano de desenvolvimento de todos os requisitos elaborados (Change Requests) durante fase de desenvolvimento.

Pela tabela ´e poss´ıvel verificar o n´umero de cada requisito (Change Request), bem como as datas planeadas para o in´ıcio e fim da sua implementa¸c˜ao. Cada requisito ´e composto ainda por uma pequena descri¸c˜ao e pelas suas datas reais de imple-menta¸c˜ao.

(45)

Apˆendice A. Change Requests 30

(46)

Apˆ

endice B

Test Problem Reports

A fase de Testes, foi composta por pequenas fases de testes e respectivas correc¸c˜oes dos erros que foram sendo encontrados. Estes erros, foram reportados como sendo Test Problem Reports (TPR). Cada erro destes, ´e tratado do mesmo modo que um Change Requests, apenas foram identificados em fases distintas do projecto.

Na tabela abaixo B.1 ´e apresentado o plano dos TPRs corrigidos durante as fases de teste.

(47)

Apˆendice B. Test Problem Reports 32

(48)

Bibliografia

[1] http://www.altran-cis.pt/

[2] http://intranet.altran-cis.pt/, 2006

[3] http://www.ptsi.pt/ptsi/canais/solucoes/gestaoclientes/solucoescrm.htm

[4] http://pt.wikipedia.org/wiki/Customerrelationshipmanagement

[5] Siebel Labs Essentials - vols. I, II e III [6] http://www.oracle.com/siebel/index.html

[7] Bookshelf for Siebel eBusiness Applications Version 7.7 - November 2004 Edition [8] http://www.krollnews.com.br/artigos/042006artigo01.htm.

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Figura 2.1: Planeamento do projecto de est´ agio
Figura 3.1: Siebel Life Sciences - Siebel Operating Architecture
Figura 3.2: Arquitectura l´ ogica
Figura 3.3: Componentes internas de funcionamento do Siebel
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Referências

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