2006
ANUÁRIO ESTATÍSTICO DA ABRAF
2005
1.Setor Florestal. 2. Florestas Plantadas. 3. Indicadores Estatísticos. I. Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas. II. Título.
CDU 630*2(058)
ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas
Setor de Autarquias Sul, Quadra 1, Bloco N, Lotes 1 e 2, Edifício Terra Brasilis, salas 503 e 504 CEP: 70070-010 - Brasília DF - Fone: (61) 3961-9505 / Fax: (61) 3961-9504
www.abraflor.org.br
ANUÁRIO ESTATÍSTICO DA ABRAF
2006
2005
| Apresentação
Com essa 1ª. edição do Anuário Estatístico, a ABRAF fornece uma contribuição inestimável para a divulgação das atividades do setor de florestas plantadas no Brasil, nesse primeiro levantamento levado a efeito relativo ao ano base de 2005.
É o resultado da tabulação e sistematização dos dados fornecidos pelas empresas associadas, e do levantamento das áreas plantadas junto aos estados da federação, com apoio de órgãos estaduais e a participação decisiva das representações estaduais do setor de florestas plantadas na condição de Associadas coletivas da ABRAF.
Mediante levantamento junto às Associadas da ABRAF foram quantificadas as iniciativas nas áreas sociais, de educação e cultura, saúde, meio ambiente, produtos não madeireiros, e os programas de fomento florestal, totalizando os investimentos e o número de beneficiados, caracterizando a responsabilidade social do setor em um primeiro levantamento de suas contribuições socioambientais.
A participação da STCP Engenharia de Projetos Ltda. e do Prof. João Batista Rezende, na construção do Anuário, propiciou o desenvolvimento de metodologias que, a partir de dados fornecidos por entidades como o IBGE, BNDES e as representações setoriais das indústrias de transformação da madeira, permitem estimar e comparar valores como o recolhimento de tributos, geração de empregos e valor bruto da produção das atividades de florestas plantadas, conforme descrito na seção 5 - Notas Metodológicas, que fundamentam e atestam o rigor adotado na elaboração do presente trabalho.
A elaboração dessa 1ª. edição demonstrou a necessidade da criação de uma rede de geração e interpretação de dados relacionados às atividades de florestas plantadas, abrangendo entidades como órgãos estaduais, entidades de classe, universidades e centros de pesquisa, cujos resultados estarão aperfeiçoando as informações, que são cada vez mais, relevantes e necessárias ao conhecimento e divulgação do setor, além de estratégicas e decisivas para processos de tomada de decisão não só no âmbito do governo e em conseqüência das políticas públicas formuladas, mas também no ambiente empresarial para o planejamento de expansão e novos empreendimentos.
As atividades do setor de florestas plantadas e as cadeias de transformação industrial da madeira, a par de uma sólida base científica calcada em anos de pesquisa e desenvolvimento, constituem hoje uma parcela dinâmica e em franca expansão da economia nacional, com investimentos de grande porte planejados para os próximos anos, e projeções crescentes de faturamento, exportações e geração de empregos.
A medição dos resultados desse dinâmico setor é o propósito desse Anuário e de suas sucessivas edições anuais.
Ao disponibilizarmos essa 1ª. edição, agradecemos a contribuição de todos os que participaram no fornecimento de dados, e reiteramos a necessidade da continuidade da colaboração de todas as fontes de informação, condição indispensável para que essa publicação cumpra sua finalidade de bem medir, informar e divulgar as atividades do setor de florestas plantadas.
Brasília, 18 de abril de 2006 Carlos Aguiar Presidente da ABRAF
Florestas Plantadas no Mundo e no Brasil | Capítulo 1
Lista de Símbolos, Unidades e Siglas
ABRAF - Estrutura e Associados
1.1 | Florestas Plantadas no Mundo 1.2 | Florestas Plantadas no Brasil
Silvicultura de Florestas Plantadas | Capítulo 2
2.1 | Histórico
2.1.1 | Eucalipto 2.1.2 | Pinus
2.2 | Área de Plantio Anual
2.3 | Novas Tecnologias e Produtividade Florestal 2.4 | Investimentos
Mercado Florestal | Capítulo 3
3.1 | Madeira em Tora
3.1.1 | Produção de Madeira em Tora 3.1.2 | Consumo de Madeira em Tora
3.2 | Principais Produtos Florestais Derivados de Florestas Plantadas
3.2.1 | Produção e Consumo 3.2.2 | Comércio Internacional
Importância das Florestas Plantadas para o Brasil | Capítulo 4
4.1 | Arrecadação de Tributos 4.2 | Valor Bruto da Produção (VBP) 4.3 | Geração de Empregos
4.4 | Mecanismos de Financiamento Disponíveis para o Setor de Florestas Plantadas no Brasil
4.4.1 | PROPFLORA 4.4.2 | PRONAF Florestal 4.4.3 | BB FLORESTAL 15 15 29 29 29 30 32 33 39 39 41 43 43 48 53 53 54 56 56 57 57
| Conteúdo
5.1 | Área com Florestas Plantadas no Brasil
5.2 | Área Total de Preservação Associada às Florestas Plantadas 5.3 | Balanço da Produção e Consumo de Madeira em Tora 5.4 | Valor Bruto da Produção (VBP)
5.5 | Recolhimento de Tributos
5.6 | Balança Comercial de Produtos Florestais 5.7 | Geração de Empregos
Notas Metodológicas | Capítulo 5
4.4.4 | Fundos Constitucionais4.5 | Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 4.6 | Meio Ambiente
4.6.1 | Instrumentos Legais para Proteção e Preservação do Meio Ambiente 4.6.2 | As Florestas Plantadas e o Meio Ambiente
4.6.3 | Certificação Florestal
4.7 | Responsabilidade Social
4.7.1 | Fomento Florestal 4.7.2 | Saúde
4.7.3 | Produção Florestal Não-Madeireira 4.7.4 | Meio Ambiente 4.7.5 | Educação e Cultura 57 57 62 62 62 63 64 64 65 66 67 67 71 74 75 75 76 77 77
| Lista de Símbolos, Unidades e Siglas
| Lista de Símbolos, Unidades e Siglas
Lista de Símbolos e Unidades § Parágrafo a.a. ao ano ha Hectare m³ Metro Cúbico MDC Metro de Carvão R$ Real t Tonelada
US$ Dólar Americano
Lista de Siglas
ABAF Associação de Produtores de Florestas Plantadas do Estado da Bahia ABIMCI Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente ABIMÓVEL Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário
ABIPA Associação Brasileira das Indústrias de Painéis de Madeira ABRAF Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas ACR Associação Catarinense de Empresas Florestais
AMS Associação Mineira de Silvicultura
APP Área de Preservação Permanente
APRE Associação Paranaense de Empresas Florestais
AREFLORESTA Associação dos Reflorestadores do Estado de Mato Grosso ASICA Associação dos Produtores de Ferro Gusa do Carajás ASIFLOR Associação das Siderurgias para o Fomento Florestal
BASA Banco da Amazônia
BB Banco do Brasil
BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BRACELPA Associação Brasileira de Celulose e Papel
CEPA Centro de Estudos de Safras e Mercados (Santa Catarina) CEPEA Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (USP) CEPEF Centro de Pesquisas Florestais (UFSM)
CERFLOR Certificado Nacional de Qualidade Ambiental de Florestas CNA Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil CNI Confederação Nacional da Indústria
COFINS Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social CPMF Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
EMATER-MG Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária
EPAGRI Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Santa Catarina) ESALQ Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP)
EUA Estados Unidos da América
FAO Food and Agriculture Organization of the United Nations
FCO Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste
FJP Fundação João Pinheiro
FNE Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste FNO Fundo Constitucional de Financiamento do Norte
FOLHA Folha de S. Paulo
FSC Forest Stewardship Council
FUPEF Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (UFPR) IAP Instituto Ambiental do Paraná
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBPT Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
ICMS Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços IDH-M Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
IEF Instituto Estadual de Florestas (Minas Gerais)
IMA Incremento Médio Anual
INCAPER Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural IOF Imposto sobre Operações Financeiras
IPEF Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (ESALQ) IRPJ Imposto de Renda de Pessoa Jurídica
ISS Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza ITR Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITTO International Tropical Timber Organization
LAE Levantamento Aéreo Expedito
MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MDA Ministério do Desenvolvimento Agrário
MDIC Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
MFS Manejo Florestal Sustentável
MIN Ministério da Integração Nacional
MMA Ministério do Meio Ambiente
MTE Ministério do Trabalho e do Emprego P&D Pesquisa e Desenvolvimento
PASEP Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público
PEA População Economicamente Ativa
PFNM Produtos Florestais Não-Madeireiros PIS Programa de Integração Social
PMS Produto de Madeira Sólida
PRONAF Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar PROFLOR Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas
PSC Pomar de Semente Clonal
RL Reserva Legal
RPPN Reserva Particular de Patrimônio Natural
SEAB-PR Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SECEX Secretaria do Comércio Exterior
SERFLOR Sistema Estadual de Reposição Obrigatória (Paraná) SESI Serviço Social da Indústria
SIDRA Sistema IBGE de Recuperação Automática SIF Sociedade de Investigações Florestais (UFV)
SINDIFER Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais
UC Unidade de Conservação
UFLA Universidade Federal de Lavras UFPR Universidade Federal do Paraná UFSM Universidade Federal de Santa Maria UFV Universidade Federal de Viçosa
USP Universidade de São Paulo
VBP Valor Bruto da Produção
VBPA Valor Bruto da Produção Agropecuária VBPF Valor Bruto da Produção Florestal
ABRAF | Estrutura e Associados
ABRAF | Estrutura e Associados
Presidente do Conselho DiretorCarlos Augusto Lira Aguiar - Aracruz Celulose S.A. Vice-Presidentes do Conselho Diretor Antonio Joaquim de Oliveira - Duratex S.A. Reinoldo Poernbacher - Klabin S.A.
Roberto Gava - Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal - APRE Sérgio Luiz Toninello - CAF Santa Bárbara Ltda.
Diretor Executivo Cesar Augusto dos Reis
Conselho Fiscal (membros efetivos)
Edward Fagundes Branco - Eucatex S/A Indústria e Comércio Antonio Claret de Oliveira - V & M Florestal Ltda.
Luiz Antônio Künzel - Lwarcel Celulose e Papel Ltda. Conselho Fiscal (membros suplentes)
Paulo Sadi Silochi - Acesita Energética Ltda.
Luiz Antônio Cornacchioni - Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A. Edmundo Bernardo Silva Smith - Satipel Industrial S.A.
| Associadas Individuais - Empresas
Acesita Energética Ltda. www.acesitaenergetica.com.br Aracruz Celulose S.A. www.aracruz.com.br Bahia Pulp S.A. www.bahiapulp.com
CAF Santa Bárbara Ltda. www.caf.ind.br
Celulose Nipo-Brasileira S.A. - CENIBRA www.cenibra.com.br
Duratex S.A. www.duratex.com.br
Eucatex S.A. Indústria e Comércio www.eucatex.com.br
Gerdau Aço Longos S.A. www.gerdau.com.br
International Paper do Brasil Ltda. www.internationalpaper.com.br
Klabin S.A. www.klabin.com.br
Lwarcel Celulose e Papel Ltda. www.lwarcel.com.br
Masisa Madeiras www.masisa.com.br
ABAF - Associação de Produtores de Florestas Plantadas do Estado da Bahia ACR - Associação Catarinense de Empresas Florestais
www.acr.org.br
AGEFLOR - Associação Gaúcha de Empresas Florestais www.ageflor.com.br
AMS - Associação Mineira de Silvicultura www.silviminas.com.br
APRE - Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal
Associação Sul Matogrossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas FUNDO FLORESTAR
www.floresta.org.br
| Associadas Coletivas - Associações Estaduais
Plantar S.A. www.plantar.com.br
Ramires Reflorestamentos Ltda. www.ramires.com.br
Rigesa Celulose, Papel e Embalagens Ltda. www.rigesa.com.br
Rima Industrial S.A. www.rima.com.br Satipel Industrial S.A. www.satipel.com.br Stora Enso www.storaenso.com.br
Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A. www.suzano.com.br
Veracel Celulose S.A. www.veracel.com.br V&M Florestal Ltda. www.vmtubes.com.br
Votorantim Celulose e Papel S.A. www.vcp.com.br
ABRAF. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte dessa publicação pode ser reproduzida ou transmitida sob nenhuma forma ou qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação, fac-símile ou qualquer sistema de armazenamento de informação e recuperação, sem permissão expressa por escrito ou menção da fonte de informação. Retransmissão por fax, e-mail ou outros meios, os quais resultem na criação de uma cópia adicional é ilegal. Embora a ABRAF tome todas as medidas para garantir a precisão das informações apresentadas no Anuário Estatístico, nenhum tipo de responsabilidade legal poderá ser atribuída a ela pelas informações e opiniões contidas no mesmo.
Elaboração: STCP Engenharia de Projetos Ltda.
Rua Lysimaco Ferreira da Costa, 101 Centro Cívico 80.530-100 Curitiba-PR Fone: (41) 3252-5861 Fax: (41) 3252-5871 www.stcp.com.br [email protected]
Projeto Gráfico: Parka Design Comunicação
Rua Genoveva Forlepa Kopka, 181 Boa Esperança 83326-220 Pinhais-PR Fone: (41) 3665-8475 Cel: (41) 9603-1665 [email protected] Impressão: Gráfica Comunicare
As fotos reproduzidas nesta publicação foram cedidas por empresas associadas da ABRAF e publicadas com a devida autorização.
Florestas Plantadas no Mundo e no Brasil
Florestas Plantadas no Mundo
Florestas Plantadas no Brasil
Florestas Plantadas
Ranking País Superfície Terrestre (1.000 ha)
(1.000 ha) % ¹ 1º China 932.743 45.083 23,5 2º Índia 297.319 32.578 17,0 3º Rússia 1.688.851 17.340 9,0 4º Estados Unidos 915.895 16.238 8,5 5º Japão 37.652 10.682 5,6 6º Indonésia 181.157 9.871 5,1 7º Brasil 845.651 5.242 ² 2,7 8º Tailândia 51.089 4.920 2,6 9º Ucrânia 57.935 4.425 2,3 10º Irã 162.201 2.284 1,2 Outros 7.893.407 43.312 22,6 TOTAL 13.063.900 186.733 100
O setor de florestas plantadas, integrado às diversas cadeias industriais de transformação da madeira, ocupa atualmente lugar de destaque entre os diferentes segmentos industriais nacionais, tendo em vista os indicadores como geração de renda, arrecadação de tributos, mão-de-obra empregada e geração de divisas.
Tabela 1.01 | Ranking dos Países com os Maiores Plantios Florestais em 2005
Fonte | FAO, 2005
¹ % da área plantada no país em relação à área plantada no mundo ² Inclui somente florestas com pinus e eucalipto
Na lista dos países com os maiores plantios florestais, o Brasil destaca-se como o sétimo país com aproximadamente 5,2 milhões de hectares plantados, ficando atrás de países como China, Índia, Rússia, Estados Unidos, Japão e Indonésia (vide tabela 1.01).
1.1 | Florestas Plantadas no Mundo
As florestas plantadas destacam-se por representar a principal fonte de suprimento de madeira das cadeias produtivas de importantes segmentos industriais como os de celulose e papel, produtos sólidos de madeira, painéis reconstituídos, móveis, siderurgia a carvão vegetal, energia e produtos de madeira sólida.
1.2 | Florestas Plantadas no Brasil
Os resultados econômicos gerados pelas atividades de florestas plantadas e as transformações industriais da madeira têm contribuído para alterar o perfil de algumas regiões do país. Como exemplo empresas localizadas no estado do Rio Grande do Sul, que historicamente concentra sua atividade econômica em culturas agrícolas anuais, iniciaram um amplo programa de cultivo de eucalipto, como fonte de suprimento para a fabricação de celulose e possível fortalecimento da indústria madeireira estadual.
Situação similar tem ocorrido em estados como a Bahia, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pará e Piauí. Em Minas Gerais áreas tradicionais de pastagens, sobretudo aquelas degradadas estão sendo utilizadas para os plantios florestais e, em casos localizados, áreas tradicionais de café estão sendo substituídas pelo eucalipto.
Em 2005 o Brasil possuía área total de cerca de 5,2 milhões de hectares de florestas plantadas com pinus e eucalipto concentrada, principalmente, nos estados de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia (vide tabelas 1.02 e 1.03).
Conforme pode ser observado, o Estado de Minas Gerais detém a maior área individual com florestas plantadas compreen-dendo 1.216.744 ha (sendo 13% com pinus e 87% com eucaliptos). Em seguida vêm os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Bahia, respectivamente com 947 mil ha, 793 mil ha, 588 mil ha, e 582 mil ha, conforme evidenciado no gráfico 1.01.
Gráfico 1.01 | Distribuição das Florestas Plantadas de Pinus e Eucaliptos por Estado em 2005
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Outros 8% PR 37% SC 29% RS 10% MG 8% SP 8% Total: 1.834.596 ha Pinus Outros 25% MG 31% SP 23% BA 15% ES 6% Total: 3.407.205 ha Eucalipto
| Florestas Plantadas com Pinus e Eucalipto
A distribuição das florestas plantadas no Brasil está indicada nas figuras 1.01, 1.02 e 1.03 respectivamente para pinus, eucaliptos e total.
1 Ta be la 1 .0 2 | Á re a co m F lo re st as P la n ta da s de P in us e E u ca lip to s n o B ra si l p or E st ad o em 2 0 05 ( h a) Fo nt e | A ss oc ia da s da A B R A F, S TC P, 2 00 5 1O s va lo re s ap re se nt ad os f or am o ri un do s de d ad os c om pi la do s a pa rt ir d e di fe re nt es f on te s de in fo rm aç ão c on fo rm e de sc ri to n as N ot as M et od ol óg ic as (S eç ão 5 .1 ) 2Em pr es as a ss oc ia da s da A B R A F e em pr es as v in cu la da s às A ss oc ia çõ es C ol et iv as d a A B R A F (v id e A B R A F - Es tr ut ur a e A ss oc ia do s) Fl or es ta s Pl an ta da s - B ra si l A ss oc ia da s da A B R A F ² N ão A ss oc ia da s da A B R A F Eu ca lip to 1. 06 3. 74 4 79 8. 52 2 11 4. 99 6 61 .1 66 52 7. 38 6 17 9. 69 0 20 4. 03 5 11 3. 43 2 10 6. 03 3 60 .0 87 47 .5 42 60 .7 45 42 .4 17 27 .4 09 3 .4 0 7 .2 0 5 TO TA L 1. 21 6. 74 4 94 6. 54 2 79 2. 76 8 58 8. 24 5 58 2. 13 2 36 4. 77 0 20 8. 93 3 15 2. 34 1 10 6. 18 2 87 .9 29 60 .8 72 60 .7 45 42 .4 60 31 .1 12 5 .2 4 1 .7 7 4 Pi n us 15 3. 00 0 14 8. 02 0 67 7. 77 2 52 7. 07 9 54 .7 46 18 5. 08 0 4. 89 8 38 .9 09 14 9 27 .8 41 13 .3 30 0 43 3. 70 3 1 .8 3 4 .5 6 9 % 23,2 18,1 15,1 11,2 11,1 7,0 4,0 2,9 2,0 1,7 1,2 1,2 0,8 0,6 10 0 Eu ca lip to 94 0. 16 3 45 0. 23 2 70 .7 73 25 .0 04 41 7. 75 1 16 6. 34 7 16 6. 23 0 71 .3 69 49 .9 77 57 .7 87 0 4. 85 1 2. 90 3 1. 66 6 2 .4 2 5 .0 5 3 TO TA L 1. 04 0. 82 7 46 6. 57 5 53 1. 27 5 30 4. 38 2 41 7. 75 1 16 6. 36 9 16 6. 23 0 83 .3 18 50 .1 26 78 .5 69 0 4. 85 1 2. 93 3 1. 66 6 3 .3 1 4 .8 7 2 Pi nu s 10 0. 66 4 16 .3 43 46 0. 50 2 27 9. 37 8 0 22 0 11 .9 49 14 9 20 .7 82 0 0 30 0 8 8 9 .8 1 9 % 31,4 14,1 16,0 9,2 12,6 5,0 5,0 2,5 1,5 2,4 0 0,1 0,1 0,1 100 Eu ca lip to 12 3. 58 1 34 8. 29 0 44 .2 23 36 .1 62 10 9. 63 5 13 .3 43 37 .8 05 42 .0 63 56 .0 56 2. 30 0 47 .5 42 55 .8 94 39 .5 14 25 .7 43 9 8 2 .1 5 2 TO TA L 17 5. 91 7 47 9. 96 7 26 1. 49 3 28 3. 86 3 16 4. 38 1 19 8. 40 1 42 .7 03 69 .0 23 56 .0 56 9. 35 9 60 .8 72 55 .8 94 39 .5 27 29 .4 46 1 .9 2 6 .9 0 2 Pi n us 52 .3 36 13 1. 67 7 21 7. 27 0 24 7. 70 1 54 .7 46 18 5. 05 8 4. 89 8 26 .9 60 0 7. 05 9 13 .3 30 0 13 3. 70 3 9 4 4 .7 5 0 % 9,1 24,9 13,6 14,7 8,5 10,3 2,2 3,6 2,9 0,5 3,2 2,9 2,1 1,5 10 0 Esta do M G SP PR SC BA RS ES MS PA AP GO MA MT Out ro s TO TA L
28 .5 14 16 .0 41 14 0. 00 0 12 7. 62 8 5. 77 9 22 0 11 .9 49 20 .7 82 0 0 0 0 0 3 5 0 .7 1 5 2 A ss oc ia da s da A B R A F 3 F ili ad as d as A ss oc ia çõ es C ol et iv as To ta l d a A B R A F Esta do M G SP PR SC BA RS ES MS AP GO MA MT PI Out ro s TO TA L Eu ca lip to TO TA L Pi n us % Eu ca lip to TO TA L Pi nu s % Eu ca lip to TO TA L Pi n us % 29 9. 95 8 3. 66 2 33 1. 18 7 17 1. 96 9 0 80 .6 97 0 0 12 .1 83 0 0 2. 93 3 0 0 9 5 2 .7 1 5 71 2. 35 5 44 6. 87 2 60 .0 88 4. 78 5 41 7. 75 1 85 .6 50 16 6. 23 0 71 .3 69 45 .6 04 0 4. 85 1 0 0 1. 66 6 2 .0 1 7 .2 2 1 74 0. 86 9 46 2. 91 3 20 0. 08 8 13 2. 41 3 42 3. 53 0 85 .6 72 16 6. 23 0 83 .3 18 66 .3 86 0 4. 85 1 0 0 1. 66 6 2 .3 6 7 .9 3 5 31 ,3 19 ,5 8, 4 5, 6 17 ,9 3, 6 7, 0 3, 5 2, 8 0 0, 2 0 0 0, 1 1 0 0 72 .1 50 30 2 32 0. 50 2 15 1. 75 0 0 0 0 0 0 0 0 30 0 0 5 4 4 .8 8 3 22 7. 80 8 3. 36 0 10 .6 85 20 .2 19 0 80 .6 97 0 0 12 .1 83 0 0 2. 90 3 0 0 4 0 7 .8 3 2 31 ,5 0, 4 34 ,8 18 ,1 0 8, 5 0 0 1, 3 0 0 0, 3 0 0 1 0 0 10 0. 66 4 16 .3 43 46 0. 50 2 27 9. 37 8 0 22 0 11 .9 49 20 .7 82 0 0 30 0 0 8 8 9 .8 1 9 94 0. 16 3 45 0. 23 2 70 .7 73 25 .0 04 41 7. 75 1 16 6. 34 7 16 6. 23 0 71 .3 69 57 .7 87 0 4. 85 1 2. 90 3 0 1. 66 6 2 .4 2 5 .0 5 3 1. 04 0. 82 7 46 6. 57 5 53 1. 27 5 30 4. 38 2 41 7. 75 1 16 6. 36 9 16 6. 23 0 83 .3 18 78 .5 69 0 4. 85 1 2. 93 3 0 1. 66 6 3 .3 1 4 .8 7 2 31 ,4 14 ,1 16 ,0 9, 2 12 ,6 5, 0 5, 0 2, 5 2, 4 0 0, 1 0, 1 0 0, 1 1 0 0 Fo nt e | A ss oc ia da s da A B R A F, S TC P, 2 00 5 1O s va lo re s ap re se nt ad os f or am o ri un do s de d ad os c om pi la do s a pa rt ir d e di fe re nt es f on te s de in fo rm aç ão c on fo rm e de sc ri to n as N ot as M et od ol óg ic as (S eç ão 5 .1 ) 2So m en te a s 24 e m pr es as a ss oc ia da s da A B R A F 3Em pr es as f ili ad as à s A ss oc ia çõ es C ol et iv as d a A B R A F 1 Ta be la 1 .0 3 | Á re a co m F lo re st as P la n ta da s da s Em pr es as A ss oc ia da s da A B R A F e Em pr es as F ili ad as d as A ss oc ia çõ es C ol et iv as d a A B R A F em 2 0 05 ( h a)
148.020 ha 527.079 ha 38.909 ha 185.080 ha 27.841 ha 153.000 ha SP RS SC PR MG BA MS AP 54.746 ha
Figura 1.01 | Área e Distribuição de Florestas Plantadas com Pinus no Brasil (2005)
677.772 ha
Fonte | Diversas, adaptado por STCP (vide Notas Metodológicas, Seção 5.1)
ESTADO Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Minas Gerais São Paulo Bahia
Mato Grosso do Sul Amapá Outros TOTAL PINUS (ha) 677.772 527.079 185.080 153.000 148.020 54.746 38.909 27.841 22.123 1.834.569
Figura 1.02 | Área e Distribuição de Florestas Plantadas com Eucalipto no Brasil (2005) 798.522 ha 61.166 ha 113.432 ha 179.690 ha 60.087 ha 1.063.744 ha 106.033 ha 527.386 ha 204.035 ha ESTADO Minas Gerais São Paulo Bahia Espírito Santo Rio Grande do Sul Paraná
Mato Grosso do Sul Pará Santa Catarina Maranhão Amapá Goiás Mato Grosso Outros TOTAL EUCALIPTO (ha) 1.063.744 798.522 527.386 204.035 179.690 114.996 113.432 106.033 61.166 60.745 60.087 47.542 42.417 27.409 3.407.205 SP RS SC PR MG BA MS AP PA ES 114.996 ha
Fonte | Diversas, adaptado por STCP (vide Notas Metodológicas, Seção 5.1)
GO 60.745 ha MT 42.417 ha 47.452 ha MA
946.542 ha 588.246 ha 152.341 ha 364.770 ha 87.929 ha 1.216.744 ha 106.182 ha 582.132 ha 208.933 ha
Figura 1.03 | Área e Distribuição de Florestas Plantadas no Brasil (2005)
ESTADO Minas Gerais São Paulo Paraná Santa Catarina Bahia Rio Grande do Sul Espírito Santo Mato Grosso do Sul Pará Amapá Goiás Maranhão Mato Grosso Outros TOTAL 1
ÁREA TOTAL (ha) 1.216.744 946.542 792.768 588.245 582.132 364.770 208.933 152.341 106.182 87.929 60.872 60.745 42.460 31.112 5.241.774 SP RS SC PR MG BA MS AP PA ES 792.768 ha
Fonte | Diversas, adaptado por STCP (vide Notas Metodológicas, Seção 5.1)
1 Pinus e eucalipto GO 60.745 ha MT 42.460 ha 60.872 ha MA
O eucalipto representa 65% da área total plantada, concentrando-se na região Sudeste, principalmente nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, além da Bahia na região Nordeste. Por outro lado, as florestas plantadas com pinus (35% do total) concentram-se na região Sul do País, distribuídos principalmente entre os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os estados que apresentaram maior área plantada com o gênero Pinus em 2005, entre as associadas da ABRAF, foram o Paraná, com 140.000 ha, seguido por Santa Catarina com 127.628 ha. Com relação ao eucalipto, os estados com maior relevância em área plantada foram Minas Gerais, com aproximadamente 712.355 ha, seguido pelo estado de São Paulo, com 417.751 ha.
O gráfico 1.02 evidencia a área plantada pelas associadas da ABRAF com pinus e eucalipto, nos principais estados brasileiros, em 2005.
Gráfico 1.02 | Distribuição da Área com Florestas Plantadas de Pinus e Eucalipto das Associadas da ABRAF por Estado em 2005
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Outros 5% PR 40% SC 36% AP 6% MG 8% SP 5% Total: 350.715 ha Pinus Outros 17% MG 29% SP 19% BA 18% RS 4% Total: 2.017.221 ha Eucalipto MS 3% PR 3%
A participação das florestas plantadas nos diversos segmentos industriais de transformação da madeira tem se tornado cada vez mais significativa devido à crescente demanda por matéria-prima florestal, principalmente por parte dos segmentos de celulose e papel, siderurgia, painéis e móveis.
A distribuição das áreas florestais dentre os vários segmentos industriais das empresas associadas da ABRAF está representada no gráfico 1.03.
As empresas associadas a ABRAF juntamente com as empresas coligadas às Associações Coletivas da ABRAF detêm o total de 3.314.872 hectares de florestas plantadas de pinus e eucalipto. Esta área corresponde a 63,2% do total plantado no Brasil, evidenciando sua representatividade dentro do setor florestal do país. Deste total, a maioria (73,2%) é representada por florestas de eucalipto e o restante (26,8%) são florestas plantadas com pinus. Do total de eucalipto e pinus plantados no país, as empresas associadas da ABRAF e as empresas filiadas das Associações Coletivas da ABRAF respondem respectivamente por 71,2% e 48,5%.
Gráfico 1.03 | Área com Florestas Plantadas das Associadas da ABRAF por Segmento Industrial em 2005
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
PMS 5% Celulose e Papel 76% Siderurgia 6% Painéis Reconstituído 12% Total: 350.715 ha Pinus Total: 2.017.221 ha Eucalipto Outros 1% Celulose e Papel 70% Painéis Reconstituído 5% Siderurgia 25%
Considerando apenas os plantios das empresas associadas da ABRAF, a área plantada com pinus e eucalipto é de 2.367.935 ha, correspondendo a 45,2% da área total plantada no Brasil.
Quanto ao plantio florestal por tipo de propriedade entre as associadas da ABRAF predomina o plantio próprio de florestas plantadas, todavia com crescente participação do fomento florestal, que atingiu 11% do total plantado em 2005 (tabela 1.04 e gráfico 1.04).
Tabela 1.04 | Distribuição das Áreas com Florestas Plantadas com Pinus e Eucalipto das Empresas Associadas da ABRAF por Tipo de Propriedade em 2005
Área com Florestas Plantadas (ha) Estado
Própria Fomento Florestal Arrendamento TOTAL AP 66.386 0 0 66.386 BA 337.300 76.748 9.481 423.530 ES 129.752 35.191 1.287 166.230 MG 655.820 52.266 32.783 740.868 MS 73.308 0 10.010 83.318 PR 150.227 36.914 12.947 200.088 RS 67.250 3.732 14.690 85.672 SC 99.419 21.623 11.371 132.413 SP 339.944 31.532 91.437 462.913 Outros 4.399 0 2.119 6.517 TOTAL 1.923.805 258.006 186.124 2.367.935
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Nota: Adicionalmente, as florestas plantadas com outras espécies (principalmente araucária) das empresas associadas da ABRAF totalizam 11.024 ha
Os programas de fomento florestal das empresas estão em franco desenvolvimento e apresentam diferentes benefícios sócio-econômicos para os pequenos e médios proprietários rurais, promovendo a distribuição de renda, injetando recursos nas economias municipais e regionais, fixando as populações no campo e elevando o índice de desenvolvimento humano, conforme detalhamento na seção 4.7.
Em 2005, as empresas associadas da ABRAF apresentaram expansão na área de fomento florestal de aproximadamente 16% em relação ao ano de 2004 (223,2 mil ha).
Gráfico 1.04 | Distribuição das Florestas Plantadas das Associadas da ABRAF quanto ao Tipo de Propriedade em 2005
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Arrendamento 8%
Própria 81% Fomento
Florestal 11%
Total: 2.367.935 ha
O estado de Minas Gerais continua sendo o estado com maior área de florestas plantadas com pinus e eucalipto, e também o que detém a maior área com florestas pertencentes às empresas associadas da ABRAF. Em 2005 o mesmo compreendia cerca de 740.868 ha de plantios florestais (31,3% do total) pertencentes às empresas associadas da ABRAF, sendo que deste total, 88,5% estão em área próprias. Em seguida, os estados de São Paulo e Bahia também se destacam em área com florestas plantadas, com respectivamente 462.913 ha (19,5%) e 423.530 ha (17,9%).
As demais espécies plantadas, tais como, teca, acácia-negra, gmelina, seringueira, populus e pinheiro do Paraná, também conhecido como araucária, somam uma área estimada de aproximadamente 326 mil hectares (vide tabela 1.05).
A acácia com 54,7% da área total plantada com outras espécies no país está localizada nos estados do Rio Grande do Sul e Roraima. No estado do Rio Grande do Sul, a espécie plantada é a acácia-negra (Acacia mearnsii), que se destina à extração e produção de tanino, sendo sua madeira utilizada, como subproduto, entre outros na produção de cavacos para exportação. Em Roraima, a espécie plantada é a A. mangium, sem utilização atual em função dos plantios ainda serem novos. Atualmente, o estado do Rio Grande do Sul concentra aproximadamente (87,6%) da área plantada com este gênero no Brasil, ou aproximadamente 156.377 ha plantados.
Entre as florestas plantadas com outras espécies, a seringueira é a segunda espécie de maior importância no país com cerca de 68 mil ha. O estado de São Paulo concentra a maior área com plantios desta espécie (66,1%) correspondendo a 45 mil hectares, enquanto que a Bahia, com 23 mil hectares plantados contribui com 33,9% do total de plantios de seringueira no Brasil.
Tabela 1.05 | Área com Florestas Plantadas de Outras Espécies no Brasil - 2005 Espécie ha % Acácia Teca Seringueira Araucária Populus TOTAL 178.377 50.000 67.964 24.235 5.600 326.176 54,7 15,3 20,8 7,4 1,7 100
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
As demais espécies, tais como, teca, populus e araucária, juntas, somam cerca de 80 mil hectares plantados. Os plantios florestais com araucária concentram-se na região sul do país nos estados do Paraná e Santa Catarina, enquanto que o populus só é plantado no Paraná, em função do clima favorável ao seu desenvolvimento.
A teca plantada no Brasil concentra-se em maior parte no estado do Mato Grosso, sendo que sua madeira destina-se à fabricação de móveis, decks, madeira serrada, entre outros.
As empresas associadas a ABRAF além de contribuírem efetivamente para a economia brasileira, também ajudam a preservar as florestas nativas do país ao produzirem e consumirem a madeira das florestas plantadas. Em 2005, as associadas mantiveram preservados aproximadamente 1,3 milhão de hectares de florestas nativas, ajudando desta forma a conservar e preservar a biodiversidade.
A distribuição da área com florestas nativas preservadas pelas empresas associadas da ABRAF por estado em 2005, pode ser observada no gráfico 1.05 e na tabela 1.06.
| Florestas Plantadas x Florestas Nativas
Gráfico 1.05 | Área de Florestas Nativas Preservadas pelas Empresas Associadas da ABRAF por Estado em 2005
1.000.000 800.000 600.000 400.000 200.000 0 Florestas Plantadas Florestas Nativas AP BA ES MG MS PR RS SC SP Outros ha 66 .3 86 180. 74 9 42 3. 53 0 23 1. 48 6 16 6. 23 0 85 .9 86 74 0. 86 8 36 5. 32 9 83 .3 18 46 .6 29 20 0. 00 8 11 6. 02 6 85 .6 72 16 .5 85 132. 41 3 67 .1 88 46 2. 91 3 10 4. 81 8 6. 59 7 67 .4 35
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Tabela 1.06 | Distribuição das Áreas com Florestas Nativas Preservadas pelas Empresas Associadas da ABRAF por Estado em 2005 AP 66.386 180.749 71.746 318.881 BA 337.300 231.486 83.686 652.472 ES 129.752 85.113 36.690 251.555 MA 3.851 68.310 105.246 177.407 MG 655.820 365.329 105.081 1.126.230 MS 73.308 46.629 32.292 152.229 PR 150.227 116.026 40.228 306.481 RS 67.250 16.585 69.684 153.519 SC 99.419 67.188 41.129 207.736 SP 339.944 104.818 152.096 596.858 Outros 548 0 2.558 3.106 TOTAL 1.923.805 1.282.231 740.4.39 3.946.475
Estado Florestas PlantadasPróprias (ha) Florestas Nativas (ha) Outros Usos(ha) Total em Terras(ha)
| Capítulo 2
Silvicultura de Florestas Plantadas
Histórico
Eucalipto
Pinus
Área de Plantio Anual
Novas Tecnologias e Produtividade Florestal
Investimentos
2 | Silvicultura de Florestas Plantadas
A silvicultura teve início no Brasil no início do século passado, com o estabelecimento dos plantios florestais com espécies exóticas para substituição da madeira das florestas nativas de difícil reposição. As principais espécies exóticas foram os eucaliptos, introduzidos pela Companhia Paulista de Estrada de Ferro em 1904, e as coníferas (Pinus), pela Companhia Melhoramentos de São Paulo em 1922.
2.1 | Histórico
2.1.1 | Eucalipto
O gênero Eucalyptus, originário da Austrália foi introduzido no Brasil, pelo silvicultor brasileiro Edmundo Navarro de Andrade, junto à Companhia Paulista de Estradas de Ferro no estado de São Paulo.
O desenvolvimento inicial desta cultura no país, realizou-se entre 1904 e 1909, no horto de Jundiaí, onde Navarro de Andrade comparou várias espécies nativas do Brasil como a peroba, a cabriúva, o jequitibá com espécies exóticas e, entre elas sementes de Eucalyptus globulus que ele havia trazido do exterior. Nesses ensaios os eucaliptos sobressaíram em relação às demais espécies, de forma que em 1909 a Companhia Paulista de Estradas de Ferro adquiriu mais terras na região de Rio Claro, iniciando plantios com esta espécie em escala comercial.
A partir dessa época, Navarro de Andrade começou a importar sementes de várias espécies de eucaliptos, escolhendo-as de regiões ecologicamente semelhantes da Austrália, e por intermédio principalmente de uma empresa francesa, conseguiu reunir um total de 144 diferentes espécies de eucaliptos. Atualmente, o Serviço Florestal da Austrália já identificou 672 espécies do gênero Eucalyptus, mas pouco mais de vinte e cinco espécies têm importância comercial e são plantadas extensivamente em todo o mundo.
Os plantios em larga escala com espécies do eucalipto no Brasil tiveram impulso a partir da década de 1960. Os plantios se intensificaram principalmente na década de 1970, com o advento do programa de incentivo fiscal aos plantios florestais associa-do aos investimentos por parte das indústrias de celulose e papel e siderurgia, e o desenvolvimento associa-do melhoramento genético e da tecnologia clonal de eucalipto, responsável pela elevada produtividade florestal alcançada pelo gênero.
As principais espécies cultivadas atualmente no Brasil são o Eucalyptus grandis, E. citriodora, E. camaldulensis, E. saligna,
E. urophilla, entre outras. Além disso foram desenvolvidos cruzamentos entre as espécies, derivando as espécies híbridas como é o
caso do Eucalyptus urograndis (E. urophilla x E. grandis).
2.1.2 | Pinus
Os Pinus, originários principalmente do sudeste dos Estados Unidos e de alguns países tropicais, são espécies florestais comumente plantadas no território nacional. Foi o filósofo alemão, Hermann Bruno Otto Blumenau, fundador da cidade catari-nense de mesmo nome, quem, em meados do século XX, iniciou o plantio com este gênero no Brasil. Também se destacam as experiências com os pinus, iniciadas no Estado de São Paulo, em 1959, quando mais de 800 mil mudas foram plantadas, dando início a um plano para a produção e exploração racional de madeira de florestas plantadas. A partir da década de 1960, um programa de incentivos fiscais fez surgir os primeiros pomares de sementes clonais (PSC) deste gênero no país. Com o objetivo de atender a demanda crescente por semente, melhorada quantitativa e qualitativamente. Durante o período de vigência do incentivo fiscal aos plantios florestais (1966 a 1986) a taxa de plantio chegou a 400 mil hectares por ano, o que correspondia à produção anual de cerca de 800 milhões de mudas.
Nos anos 70, no contexto da concessão de incentivos fiscais às florestas plantadas, chegou-se à conclusão de que pelo clima, solo e condições atmosféricas do país, o plantio de espécies produtivas como o Pinus elliottii e de Pinus taeda seria a melhor opção para obter resultados econômicos rentáveis. Assim, a maioria dos incentivos foi direcionada para o plantio dessas espécies fazendo com que o pinus, na década de 80 e 90, viesse a substituir a Araucária que se tornou escassa na região sul do país.
Em 1990 a área estimada com florestas plantadas no país totalizava cerca de 6 milhões de hectares. Durante a década de 1990 ocorreu uma redução média de 1,5% ao ano passando para 5,1 milhões de ha em 2000. A principal razão da redução da área plantada foi a conversão da terra para outros usos, tais como agricultura e pecuária, com o objetivo de obter maior retorno econômico em curto prazo, apoiado em programas de incentivos do governo federal. Atualmente a silvicultura ocupa cerca de 0,5% do território nacional, com estimados 5,2 milhões de hectares, considerando plantios com pinus e eucalipto.
A demanda elevada e crescente por madeira nas últimas duas décadas superou a oferta de madeira de florestas plantadas no país, gerando constante ameaça de falta de matéria-prima, e caracterizando o chamado “apagão florestal” em algumas regiões. O aumento da demanda por madeira tem ocorrido devido ao crescimento das exportações de produtos florestais, que tem demandado investimentos expressivos por parte das empresas florestais na expansão da base florestal, própria, arrendada ou terceirizada (fomento florestal).
Mesmo com os altos investimentos, a produção nacional de madeira de florestas plantadas tem sido insuficiente para atender a crescente demanda do mercado doméstico. Como resultado, muitos empresários do setor já estão buscando alternati-vas com plantios em noalternati-vas fronteiras florestais no país e em países vizinhos com extensas áreas ainda sem utilização, como é o caso da Argentina e do Uruguai.
Segundo dados apurados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) a área de plantio florestal realizado no Brasil no ano de 2005 alcançou 553 mil hectares. Neste total estão incluídas as áreas de reforma e expansão de novos plantios para pinus, eucalipto e outras espécies. Estima-se que desse total 130 mil hectares (cerca de 24% do total) foram realizados em pequenas e médias propriedades incentivados por programas de fomento florestal do setor privado e em alguns casos financiados por programas como o PRONAF Florestal e PROPFLORA e ainda os programas públicos estaduais de fomento. As reformas e os novos plantios foram realizados, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste, que representaram mais de 70% do total plantado no país. Os estados que mais contribuíram com o plantio foram Minas Gerais (160 mil ha), São Paulo (79,5 mil ha), Bahia (75 mil ha) e Paraná (54 mil ha). Os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Amapá também contribuíram significativa-mente na área de plantio em 2005 (vide tabela 2.01).
A área plantada em 2005 representa um crescimento de 18,9 % na área de plantio em relação a 2004, quando foram plantados 465 mil hectares.
2.2 | Área de Plantio Anual
Tabela 2.01 | Área Plantada no Brasil (Reforma e Expansão Florestal) em 2005
Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste BRASIL
Região Estado Área Plantada (ha) TOTAL (ha)
SC PR RS MG SP ES RJ MS MT GO AP PA RR TO BA MA PE PI TOTAL 40.000 54.000 35.000 160.000 79.500 26.000 2.500 25.000 8.000 5.000 17.000 5.500 3.500 4.500 75.000 8.500 2.000 2.000 553.000 129.000 268.000 38.000 30.500 87.500 553.000 Fonte | MMA - Programa Nacional de Florestas, 2005
As associadas da ABRAF, em 2005, plantaram cerca de 289 mil ha, participando com aproximadamente 52,2% da área plantada total no Brasil naquele ano. Do total plantado pelas empresas associadas da ABRAF, 267 mil ha foram com eucalipto e cerca de 22 mil ha com pinus. O gráfico 2.01 apresenta a evolução do plantio anual com florestas plantadas pelas empresas associadas da ABRAF entre 2000-2005.
1
Gráfico 2.01 | Evolução do Plantio Anual com Florestas Plantadas das Empresas Associadas da ABRAF por Espécie (2000-2005) 2000 2001 2002 2003 2004 2005 300.000 250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 0 ha.ano Eucalipto Pinus Total 141.236 200.412 201.155 227.996 249.229 289.025 119.081 179.450 182.794 206.123 230.420 267.354 22.155 20.962 18.361 21.873 18.809 21.671
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005 ¹ Inclui expansão e reforma florestal
A dinâmica dos plantios florestais é claramente evidenciada no gráfico 2.02. Os plantios de pinus realizados pelas empresas associadas da ABRAF não têm apresentado variações significativas nos últimos anos. Por outro lado, os plantios com eucalipto, entre 2000-2005, têm apresentado um crescimento acelerado, tanto em áreas próprias quanto na expansão da área de fomento florestal. O crescimento das áreas arrendadas anualmente ainda é considerado pequeno, embora apresente importância local ou regional (vide gráfico 2.02).
Gráfico 2.02 | Evolução da Área com Florestas Plantadas das Empresas Associadas da ABRAF por Tipo de Plantio (2000-2005) 2000 2001 2002 2003 2004 2005 ha.ano 21.000 17.500 14.000 10.500 7.000 3.500 0 17 .1 93 85 0, 0 4. 11 2 16 .6 76 23 0. 0 4. 05 6 14 .7 61 3. 60 0 17 .5 98 4. 27 6 13 .6 21 4. 87 2 14 .8 46 1. 21 7, 0 5. 60 8 2000 2001 2002 2003 2004 2005 250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 0 98 .4 80 13 .3 78 7. 22 3 14 4. 17 8 26 .8 26 8. 44 6 14 7. 40 1 24 .1 65 11 .2 28 15 4. 37 0 39 .0 47 12 .7 06 16 7. 39 8 41 .9 92 21 .0 30 19 5. 50 5 41 .4 03 30 .4 46
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Própria Fomento Arrendamento
Pinus Eucalipto
O desenvolvimento da tecnologia silvicultural no Brasil nas últimas décadas e as condições naturais favoráveis aos plantios florestais tem propiciado, além dos ganhos de produtividade, a redução na rotação das florestas plantadas e a conse-qüente diminuição dos custos de produção florestal. O menor custo da madeira de florestas plantadas no Brasil, em relação aos países do hemisfério norte, tem criado importantes vantagens comparativas e competitivas na cadeia de produtos de origem florestal (vide tabela 2.02).
2.3 | Novas Tecnologias e Produtividade Florestal
Tabela 2.02 | Vantagens Comparativas e Competitivas do Setor Florestal Brasileiro
Fonte | STCP, 2005
Vantagens Comparativas Vantagens Competitivas Baixo custo de produção florestal;
Disponibilidade de áreas degradadas e com vocação florestal; Área existente com florestas nativas (MFS);
Florestas plantadas em diferentes estágios de desenvolvimento; Disponibilidade de mão-de-obra a custos relativamente reduzidos.
Alta produtividade florestal; Tecnologia de produção florestal; Indústria de bens de capital; Capacidade técnica (gestão);
Clusters estabelecidos;
Mercado doméstico amplo e em crescimento.
As empresas, detentoras de florestas plantadas no Brasil, adotam avançados padrões de manejo e atingiram reconheci-mento mundial com os resultados em melhorareconheci-mento genético. Como comparação, a produtividade média do Pinus taeda, no Sul do Brasil, é de aproximadamente 25 m³/ha.ano, enquanto nos EUA atinge cerca de 10 m³/ha.ano. Situação similar, inclusive com diferenças mais expressivas, pode ser observada para a produtividade do eucalipto em relação a outros países em especial quando comparado com a produtividade na origem - Austrália e região (gráfico 2.03).
Gráfico 2.03 | Comparação da Produtividade Florestal de Coníferas e Folhosas no Brasil com Países Selecionados
Fonte | Banco de Dados STCP ¹ Eucalipto 30 25 20 15 10 5 0 3
m /ha.ano Brasil EUA Suécia
25 10 4 Coníferas 40 35 30 25 20 15 10 5 0 3 m /ha.ano 1
Brasil Portugal Canadá
34
13
5
Folhosas
Atualmente, grande parcela das florestas plantadas de eucalipto é originária de plantios clonais de alta produtividade (ou de semente melhorada, no caso dos pinus) com adaptação e tolerância a fatores adversos de clima, solo, água, entre outros. Ao longo dos últimos trinta anos os ganhos em produtividade volumétrica, resultado dos trabalhos de pesquisa e melhoramento genético nas florestas de eucalipto quase que triplicaram, e nas florestas de pinus praticamente dobraram.
A evolução dos ganhos de produtividade nas empresas associadas da ABRAF, pode ser visualizada no gráfico 2.04. A produtividade média dos plantios de eucalipto em 1990 era de aproximadamente de 26 m³/ha·ano passando para estimados 38 m³/ha.ano em 2005. Igualmente, os plantios de pinus também apresentaram ganhos expressivos de produtividade nos últimos dez anos passando de 25 m³/ha·ano em 1990 para 28 m³/ha·ano em 2005 (representando um crescimento no período de 12%). Tais ganhos de produtividade são resultados dos investimentos aplicados em pesquisa & desenvolvimento no país.
Gráfico 2.04 | Evolução do Incremento Médio Anual (IMA) dos Plantios Florestais das Empresas Associadas da ABRAF (1990-2005) 40 35 30 25 20 15 10 5 0 3 m /ha.ano Portugal 1990 1995 2000 2004 2005 26 25 30 25 32 24 38 28 38 28 Eucalipto Pinus
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Cabe ressaltar que as empresas associadas da ABRAF têm aumentado suas áreas de plantios e ao mesmo tempo investido em desenvolvimento tecnológico, resultado este evidenciado pelos ganhos de produtividade demonstrados no gráfico 2.04. Com o aumento da produtividade florestal as empresas do setor produzem desde a última década cerca de 12% a mais de madeira na mesma área.
Nos últimos anos, o setor florestal brasileiro tem anunciado e realizado investimentos significativos frente a outros países. Até 2012, o setor florestal-industrial pretende investir cerca de US$ 20 bilhões (sendo cerca de US$ 14 bilhões no segmento de celulose e papel e US$ 6 bilhões no segmento de produtos de madeira sólida). Este montante representa aproximadamente 80% a mais que países como o Chile ou Uruguai, que têm investimentos programados da ordem de US$ 4 bilhões e US$ 2 bilhões respectivamente.
Em 2005, as empresas associadas da ABRAF investiram um total de R$ 1,35 bilhão (floresta e indústria). O gráfico 2.05 apresenta a distribuição dos investimentos florestais realizados pelas mesmas.
Gráfico 2.05 | Investimentos Realizados em Atividades Florestais-Industriais pelas Empresas Associadas da ABRAF em 2005
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Grande parte dos investimentos realizados pelas empresas associadas da ABRAF em 2005 esteve voltada para a reforma e expansão da base florestal das empresas, totalizando cerca de R$ 578 milhões (43% do total investido). Cerca de R$ 445 milhões do total de investimentos em 2005 destinaram-se à construção, duplicação e modernização de plantas industriais dos diversos segmen-tos (celulose e papel, painéis reconstituídos, siderurgia e produsegmen-tos de madeira sólida, entre outros), representando 33% do total.
Os demais 24% dos investimentos realizados pelas empresas associadas da ABRAF em 2005 foram distribuídos entre a colheita e transporte (16%), estradas (6%) e pesquisa & desenvolvimento (2%) (gráfico 2.06).
Gráfico 2.06 | Percentual dos Investimentos Realizados pelas Empresas Associadas da ABRAF em 2005
Indústria 33% P&D 2% Plantio 43% Colheita e Transporte 16% Estradas 6% TOTAL: R$ 1,35 bilhão Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
As perspectivas de investimento das empresas associadas da ABRAF até 2010 são de R$ 7,0 bilhões, sendo R$ 3,0 bilhões destinados a ampliar a capacidade das plantas industriais de transformação (gráfico 2.07).
0 100 200 300 400 500 600 700 milhões R$ 27,0 83,3 218,8 445,2 578,1 TOTAL: R$ 1,35 bilhão P&D Estradas Colheita e Transporte Indústria Plantio
Gráfico 2.07 | Perspectiva de Investimentos das Empresas Associadas da ABRAF em Atividades Florestais até 2010
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Como conseqüência da expansão industrial, os plantios florestais deverão crescer para suprir a demanda por madeira das novas plantas industriais. Estima-se que as associadas da ABRAF irão investir aproximadamente R$ 2,8 bilhões em reforma florestal e na expansão da base florestal (40% do total) (gráfico 2.08). Por outro lado, os instrumentos em plantios industriais são estimados em cerca de R$ 2,9 bilhões (42%) até 2010.
Gráfico 2.08 | Distribuição dos Investimento das Empresas Associadas da ABRAF até 2010
Indústria 42% P&D 2% Plantio 40% Colheita e Transporte 12% Estradas 4% TOTAL: R$ 7 bilhões Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Investimentos em colheita e transporte devem representar 12% do total, enquanto investimentos em estradas e P&D deverão absorver 4% e 2% respectivamente. Os investimentos voltados para a manutenção de estradas e P&D tendem a se manter nos valores atuais nos próximos anos: Estradas (R$ 259 milhões) e P&D (R$ 119 milhões).
Estima-se que o valor a ser investido até 2010 pelas empresas associadas da ABRAF deverá gerar aproximadamente 361 mil novos postos de trabalho, sendo 57 mil diretos, 113 mil indiretos e 192 mil de outros setores da economia (efeito-renda).
TOTAL: R$ 7 bilhões 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 milhões R$ 119 259 828 2.834 2.992 P&D Estradas Colheita e Transporte Indústria Plantio
Madeira em Tora
Produção de Madeira em Tora
Consumo de Madeira em Tora
Principais Produtos Florestais Derivados de Florestas Plantadas
Produção e Consumo
Comércio Internacional
Mercado Florestal | Capítulo 3
3 | Mercado Florestal
O setor florestal brasileiro desenvolveu-se principalmente a partir da década de 1960 com a Lei n.º 5.106, de 2 de setembro de 1966 que viabilizou incentivos para os plantios florestais. As florestas plantadas a partir daquele período foram a base para o estabelecimento e expansão da indústria florestal em diferentes regiões do país, permitindo ao setor ganhar expressão no cenário sócio-econômico nacional.
As florestas plantadas são atualmente a principal fonte de matéria-prima florestal e importante fator de competitividade para os segmentos de celulose e papel, painéis de madeira, siderurgia a carvão vegetal, energia industrial, produtos sólidos de madeira, móveis de madeira, entre outros. Os diferentes segmentos que compõem a cadeia produtiva do setor de florestas plantadas estão apresentados na figura 3.01. Os produtos madeireiros envolvem a produção de lenha, carvão vegetal, madeira em tora, produtos de madeira sólida (PMS) e madeira processada como painéis reconstituídos de madeira e compensado. O segmento de painéis reconstituídos envolve a produção de aglomerado, MDF, OSB e chapa de fibra. Os produtos de madeira sólida incluem, entre outros a madeira serrada, madeira imunizada, entre outros. Além dos produtos madeireiros, deve-se considerar a contribui-ção de produtos florestais não-madeireiros associados a florestas plantadas que incluem, entre outros, resina, mel e óleos essenciais, atividades importantes desenvolvidas, em sua maioria, por agricultores familiares.
Figura 3.01 | Cadeia Produtiva do Setor Florestal
PRODUÇÃO FLORESTAL Produtos Madeireiros Produtos Não-Madeireiros Lenha Carvão Vegetal Consumo Industrial Consumo Doméstico Siderurgia Forjas Artesanais Consumo Doméstico Serrarias Indústria de Papel Outros Usos Usinas Integradas Prod. de Ferro Gusa Prod. de Ferro Ligas
Indústria de Móveis Produtos de Madeira Sólida Madeira Imunizada Madeira Serrada Madeira Processada Borracha Gomas Cêras Fibras Tanantes Aromáticos, Medicinais e Corantes M e rc a d o I n te rn o e E x te rn o Indústria Química, Farmacêutica, Automobilística, Alimentícia, etc. Sementes e Mudas Fertilizantes Agroquímicos Máquinas e Equipamentos
Fonte | VIEIRA, L. Setor Florestal em Minas Gerais: caracterização e dimensionamento. Belo Horizonte - Universidade Federal de Minas Gerais, 2004. Adaptado ABRAF/STCP
Celulose Compensado Painéis de Madeira Reconstituídos MDF Aglomerado Chapa de Fibra OSB
Estes segmentos contribuem significativamente para a pauta de exportação e na geração de divisas para o país.
Apesar dos indicadores de renda, emprego e balança comercial do setor florestal serem positivos, sua capacidade de produção de madeira ainda está abaixo de seu potencial. Países como a Finlândia, que não possuem florestas plantadas e têm uma área de 21 milhões de hectares de florestas com baixa produtividade, comercializaram (exportações e importações), em 2004, cerca de US$ 13,5 bilhões, 100% a mais em relação ao comércio brasileiro de produtos florestais (US$ 6,7 bilhões).
Fonte | FAO, STCP, 2005
1IMA - Incremento Médio Anual
m³/ano, sendo que as florestas plantadas com pinus e eucalipto contribuem com uma produção sustentável de aproximadamente 179 milhões m³/ano (tabela 3.01). A produção sustentável de uma espécie é o crescimento potencial a partir da área plantada e seu IMA respectivo. Do total da produção anual sustentável de florestas plantadas para o Brasil, cerca de 50 milhões de m³ (28%) referem-se à madeira de pinus e 129 milhões de m³ (72%) à madeira de eucalipto, conforme indicado na tabela 3.01.
Tabela 3.01 | Estimativa de Produção Sustentável de Pinus e Eucalipto no Brasil (2005)
Espécie ÁreaPlantada (1.000 ha) 1 IMA (m³/ha.ano) Produção Sustentável (1.000 m³/ano) % Pinus Eucalipto TOTAL 27 38 -28 72 100 1.835 3.407 5.242 49.545 129.466 179.011
Gráfico 3.01 | Estimativa de Produção Sustentada das Florestas Plantadas por Região (2005)
A produção de madeira em tora de pinus concentra-se nas regiões Sul e Sudeste, as quais correspondem a cerca de 93% da produção sustentável nacional, conforme evidenciado no gráfico 3.01, que apresenta tal produção para pinus e eucalipto. Tal fato é resultado do desenvolvimento da indústria madeireira nestas regiões especialmente na fabricação de madeira serrada, compen-sado e painéis reconstituídos na região Sul do país.
40.000 30.000 20.000 10.000 0 3
1.000 m Centro Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul
1.412 1.478 756 8.260 90.000 75.000 60.000 45.000 30.000 15.000 0 3
1.000 m Centro Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul 7.729
22.692
6.397
78.872
13.522
Fonte | Banco de Dados STCP
Pinus Eucalipto
Quanto à produção de madeira em tora de eucalipto destacam-se as regiões Sudeste, Nordeste e Sul, em função da alta concentração dos plantios deste gênero associados às indústrias siderúrgicas, de papel e celulose e de painéis de madeira reconstituída. Estas regiões em conjunto respondem por cerca de 89% da produção sustentável nacional de madeira de eucalipto.
Mercado Florestal | Capítulo 3
A evolução da produção de madeira em tora de florestas plantadas entre 1990 e 2005, apresenta tendência crescente, conforme pode ser observado no gráfico 3.02. Observa-se crescimento médio de 25,3% no período entre 1990-94 a 1995-99 e de 17% no período subseqüente 2000-04. Estima-se que para o de 2005, a produção anual de madeira em tora para uso industrial tenha aumentado 4,5% em relação à produção de 2004.
Gráfico 3.02 | Evolução da Produção Anual de Madeira em Tora para Uso Industrial no Brasil - Florestas
1
Plantadas (1990-2005)
Fonte | IBGE, 2005
¹ Média anual dos períodos 1990-94, 1995-99, 2000-04 e para o ano de 2004 ² Estimativa STCP 100.000 90.000 80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000 20.000 10.000 0 3 1.000 m 1990-94 1995-99 2000-04 2004 2 2005 55.118 69.074 80.750 87.515 91.485
Com a expansão da capacidade instalada das indústrias de base florestal nos últimos anos, empresas do segmento estão ampliando seus plantios florestais próprios e incrementando seus programas de fomento florestal. O gráfico 3.03 apresenta a evolução da produção de madeira em tora de pinus e eucalipto, por parte das empresas associadas da ABRAF para os anos 2003, 2004 e 2005.
Gráfico 3.03 | Evolução da Produção de Madeira em Tora pelas Empresas Associadas da ABRAF (2003-2005)
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
40.000 35.000 30.000 25.000 20.000 15.000 10.000 5.000 0 3 1.000 m /ano 2003 2004 2005 27.036 29.874 10.819 35.326 13.564 9.845 Eucalipto Pinus
Para eucalipto observa-se um aumento de 10,5% na produção de madeira em tora entre 2003 e 2004 e de 18,2% entre 2004 e 2005. Para pinus, o aumento observado foi de respectivamente 9,9% e 25,4%.
Gráfico 3.04 | Origem da Matéria-Prima Florestal das Empresas Associadas da ABRAF em 2005
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
O parque industrial brasileiro de base florestal, consumidor de madeira em tora, é caracterizado por dois tipos de indústri-as. De um lado estão as empresas de grande porte, representadas principalmente pelos segmentos produtores de papel e celulose e painéis reconstituídos, adotando modernas tecnologias nas florestas e nos parques industriais, integradas verticalmente desde a exploração da floresta até a industrialização. No outro lado estão as empresas de porte médio e pequeno, representadas em sua maioria pelos segmentos de produção de madeira serrada, compensados e móveis, muitas delas familiares, sem recursos tecnológicos modernos e com baixo grau de mecanização.
O consumo de madeira em toras para uso industrial no país cresceu 5,6% ao ano entre 1990 e 2005. Em 1990, o país consumia aproximadamente 66,3 milhões de m³, chegando aos 150,8 milhões de m³ em 2005. A evolução do consumo de madeira em tora para uso industrial no Brasil entre 1990 e 2005 pode ser observada no gráfico 3.05.
3.1.2 | Consumo de Madeira em Tora
Própria 78% Fomento
Florestal 3% Terceiros 19%
Gráfico 3.05 | Evolução do Consumo de Madeira em Tora de Florestas Plantadas para Uso Industrial no Brasil (1990-2005) 160.000 140.000 120.000 100.000 80.000 60.000 40.000 20.000 0 3 1.000 m 1990 1995 2000 2002 2003 2004 2005 66.277 80.757 100.100 111.651 116.700 142.343 150.796
Fonte | STCP, ABIPA, BRACELPA, AMS, 2004
1 Estimativa STCP
Mercado Florestal | Capítulo 3
O consumo de madeira em toras de florestas plantadas para fins industriais no Brasil indica uma distribuição de aproxima-damente 66% para eucalipto (99,4 milhões m³) e 34% para pinus (51,4 milhões m³). O principal segmento consumidor é a indústria de celulose e papel (30%), seguida pela siderurgia (21%) e pela indústria de madeira serrada (19%). A participação das indústrias de compensado e de painéis reconstituídos representa cerca de 10 % (tabela 3.02 e gráfico 3.06).
Tabela 3.02 | Consumo de Madeira em Toras para Uso Industrial no Brasil por Segmento e Espécie (2005)
Segmento
1
Consumo de Madeira em Toras (1.000 m )
Painéis Reconstituídos Compensado Serrados Celulose e Papel Carvão Outros TOTAL 5.275 6.950 25.647 7.139 0 6.358 51.369 7.070 7.100 28.765 46.032 31.934 29.895 150.796 1.795 150 3.118 38.893 31.934 23.537 99.427
Pinus Eucalipto TOTAL
Fonte | STCP, AMS, 2004
1 Estimativa STCP
Gráfico 3.06 | Percentual de Consumo de Madeira em Tora de Florestas Plantadas por Segmento (2005)
Celulose e Papel 30% Carvão 21% Outros 20% Painéis Reconstituídos 5% Compensados 5% Serrados 19% 1 3 TOTAL : R$ 150,8 milhões de m
As empresas associadas da ABRAF, em 2005, consumiram aproximadamente 48,5 milhões de m³ de madeira em tora de pinus e eucaliptos, que foram destinados à produção das indústrias siderúrgicas, papel e celulose, painéis reconstituídos, produtos de madeira sólida, entre outros (gráfico 3.07).
A madeira em tora oriunda de plantios florestais é utilizada para múltiplos usos, entre outros na produção de energia e carvão, na fabricação de celulose e papel, painéis diversos para a indústria moveleira e de construção civil, produtos de madeira sólida, entre outros usos.
Conforme indicado nos gráficos 3.08 e 3.09, tais produtos apresentaram tendência de crescimento na produção e no consumo entre 1996 e 2005. Isso tem sido o resultado em alguns casos de pressões ambientais em defesa das florestas nativas, da facilidade da exploração econômica das florestas plantadas e da demanda por matéria prima homogênea e de qualidade.
3.2 | Principais Produtos Derivados de Florestas Plantadas
3.2.1 | Produção e Consumo 30.000 20.000 10.000 0 3 1.000 m /ano 5.027 7.581 6.550 Eucalipto Pinus 2003 2004 2005
Fonte | Associadas da ABRAF, STCP, 2005
Gráfico 3.08 | Evolução da Produção dos Principais Produtos Oriundos de Florestas Plantadas no Brasil (1996-2005) 6.201 6.331 6.687 7.209 7.463 7.412 8.021 9.069 9.529 10.100 1.500 3.000 4.500 6.000 7.500 9.000 10.500 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 0 1.000 t Celulose Fonte | BRACELPA, 2005
Mercado Florestal | Capítulo 3 1.597 1.793 1.986 2.393 2.702 2.977 3.143 3.415 3.722 4.005 0 800 1.600 2.400 3.200 4.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 3 1.000 m Painéis Reconstituídos Papel 1.000 t 6.176 6.518 6.589 6.953 7.200 7.438 7.774 7.916 8.221 8.600 0 1.500 3.000 4.500 6.000 7.500 9.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Compensado de Pinus 750 750 800 1.320 1.440 1.500 1.600 2.101 2.430 2.460 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3 1.000 m 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Gráfico 3.08 | Evolução da Produção dos Principais Produtos Oriundos de Florestas Plantadas no Brasil (1996-2005)
Fonte | BRACELPA, ABIPA, ABIMCI, 2005
5.180 5.610 6.020 6.730 7.500 7.950 8.320 8.660 8.990 8.935 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 3 1.000 m 18.200 17.800 17.800 18.830 17.900 17.105 17.027 16.986 17.430 17.800 4.000 8.000 12.000 16.000 20.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 1.000 MDC 0 Carvão Vegetal
Fonte | ABIMCI, AMS, SINDIFER, 2005
A produção brasileira de celulose vem crescendo a uma taxa de 5,6% ao ano desde 1996. No ano de 2005, a produção nacional alcançou 10,1 milhões de toneladas e o consumo, representando cerca de metade da produção, foi de 4,9 milhões de toneladas. No ranking mundial de produção de celulose, o Brasil ocupa a 7º posição, porém como fabricante de celulose fibra curta, o Brasil é o principal produtor mundial, ocupando a 1º posição.
Com uma produção de 8,6 milhões de toneladas em 2005, a produção de papel no Brasil mostrou um crescimento anual de 3,7% no período entre 1996 e 2005. Os principais tipos de papel produzidos no país são os de embalagem, de imprensa, papelão e
3
sanitários. Embora a produção de painéis de madeira tenha se situado ao redor de 3,5 milhões de m nos últimos 3 anos, a produção atual é mais que o dobro da produção verificada há 10 anos. A indústria moveleira, um dos principais segmentos consumidores dos painéis reconstituídos tem sido responsável pelo aumento do consumo doméstico deste produto. Em 2005, o
3
consumo interno de painéis reconstituídos foi de 4,0 milhões de m .
3
A produção de compensado de pinus passou nos últimos sete anos (1999-2005), de 1,3 milhão de m , para 2,5 milhões de
3
m , reflexo do aumento significativo nas exportações. No período 1996-1998 a produção de compensado de pinus manteve-se praticamente estável, apresentando crescimento expressivo em 1999. Em 2005, o consumo doméstico de compensados de pinus
3
foi de aproximadamente 415 mil m , a baixa proporção em relação ao total produzido se deve ao fato de que a maior parte da produção é voltada ao mercado externo, principalmente para os Estados Unidos.
3
A produção de madeira serrada de pinus, em 2005, alcançou aproximadamente 9,0 milhões de m e sua produção está predominantemente concentrada na região Sul do país. O mercado doméstico tem grande importância no consumo deste
Mercado Florestal | Capítulo 3 5.858 6.167 6.276 6.373 6.814 6.702 6.879 6.716 7.103 7.331 0 1.500 3.000 4.500 6.000 7.500 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 1.000 t Papel
Gráfico 3.09 | Evolução do Consumo Nacional dos Produtos Florestais Derivados de Plantios Florestais em 2005
3.134 3.339 3.270 3.512 3.626 3.285 3.419 3.619 4.895 4.918 0 1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 1.000 t Celulose
produto, tendo em 2005 demandado 7,6 milhões de m³ (85% da produção nacional) isto tem ocorrido em função principalmente das empresas brasileiras do setor madeireiro terem se especializado, nos últimos anos, no reprocessamento da madeira, transfor-mando a madeira serrada em molduras, que tem sido destinada ao mercado externo.
A produção brasileira de carvão vegetal oriundo de plantios florestais atingiu 17,8 milhões de MDC em 2005 apresentando uma redução no crescimento anual de 2,2% em relação a 1996. Conforme observado no gráfico 3.09, o carvão vegetal apresentou oscilações na produção, nos últimos dez anos. Tal falto está relacionado, entre outros, à maior ou menor utilização do coque (carvão mineral) por parte de algumas empresas siderúrgicas.
A produção do carvão vegetal é praticamente igual ao seu consumo interno, estimulado pela produção siderúrgica, com volume relativamente reduzido sendo exportado. Como tendência observa-se que grandes agroindústrias consumidoras de óleo diesel e combustível pretendem promover a substituição por carvão vegetal o que deve incrementar seu consumo, bem como a produção nos próximos anos.
Madeira Serrada de Pinus 4.712 4.984 5.243 5.555 6.225 6.628 6.851 7.039 7.415 7.613 0 2.000 4.000 6.000 8.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 3 1.000 m
Fonte | ABIPA, ABIMCI, 2005
1.474 1.760 1.807 2.155 2.515 2.854 2.827 2.960 3.293 2.923 0 1.000 2.000 3.000 4.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 3 1.000 m 623 587 521 700 739 688 537 530 538 415 0 200 400 600 800 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 3 1.000 m Compensado de Pinus
Mercado Florestal | Capítulo 3
Em 2005, as exportações brasileiras bateram novo recorde alcançando US$ 118,3 bilhões. Igualmente, o setor florestal neste mesmo ano exportou US$ 7,4 bilhões, correspondendo a 6,3% do total exportado pelo país. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em sua análise da Balança Comercial do Agronegócio, as exportações do grupo de produtos florestais como celulose e papel e madeira e suas obras foram o terceiro complexo em exportado em 2005, superado apenas pelos complexos soja e carnes.
O setor de florestas plantadas, em 2005, foi responsável por exportar total de US$ 4,7 bilhões, perfazendo 63,5% do total exportado pelo setor florestal.
As importações de produtos florestais são insignificantes, relativamente às exportações, restringindo-se a alguns produtos específicos, como é o caso de celulose e fibra longa e alguns tipos de papéis (vide gráfico 3.10). As importações no setor são predominantemente de máquinas e equipamentos para as florestas (colheita e transporte) e para as ampliações e novas indústrias do parque industrial dos diversos segmentos integrados às florestas plantadas.
O setor florestal tem apresentado peso significativo no superávit da balança comercial brasileira ao longo dos últimos anos. A participação do setor de florestas plantadas no superávit da balança comercial do país foi de 8,5% em 2005.
3.2.2 | Comércio Internacional
Fonte | AMS, SINDIFER, 2005
18.200 17.800 17.800 18.830 17.900 17.105 17.027 16.986 17.430 17.800 0 4.000 8.000 12.000 16.000 20.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 1.000 MDC Carvão Vegetal
Gráfico 3.09 | Evolução do Consumo Nacional dos Produtos Florestais Derivados de Plantios Florestais em 2005