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A Proposta Curricular do Estado de Mato Grosso

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Academic year: 2021

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ESTADO DE MATO GROSSO *

Lucy Azevedo de Almeida* *

RESUMO

A pesqu.isa "A PROPOSTA CURRICULAR DO ES7ADO DE

MATO GROSSO" busca investigar ate que ponto os professores do Estado

estariana aptos Para desenvolviniento seguro e coat jpetente da Proposta Cur-ri-ctdar Para o ensino da Lingua Poringuesa , nas escolas de 1 ° e 2 ° gra us, lama vez que, segundo nossa avalia ;ao, e unaa das n2ais avanf.adas do pa is. A deli-niitaSao do trabalho foi "Lenora ", observando-se sr-uportes teorico praticos do professor da rede frenie it aeu. dueauweieiu de uuuiu yue e a proposta Curricular do Estado de Mato Grosso.

Este trabalho de pesquisa atendeu a uma necessidade da Coordenacao do Departa-mento de Letras , no sentido de desencadear um processo de conheciDeparta-mento mais particulari-zado da realidade educacional mato-grossense . Tinha- se uma mostragem de como o aluno tratava a Lingua Portuguesa atraves da redacao no vestibular . Esta mostragem inquietou-nos por revelar a nao preparacao dos vestibulandos.

Visando contribuir com uma formacao mais consistente dos nossos alunos do Curso de Letras da UNIC , sucedeu-nos equacionar qual ou quais problemas . Quais as dificuldades sentidas para conduzir o alunado.

Diante de um universo muito grande de questionamentos, pois o ensino de Lingua tem muitos eixos de abordagem , resolvemos delimitar a pesquisa no assunto "leitura ", objetivando , primeiramente , investigar quais os suportes teoricos que o profes-sor das escolas fundamental e media tinham para desenvolver suas atividades, qual o entendimento que tinham sobre o ato de ler e como desenvolvem o seu fazer pedagogico . Como segunda meta, detectado o universo teorico destes professores, o De-partamento de Letras estudaria possibilidades de oferecimento de cursos de extensao e ate de pis-graduacao, procurando auxiliar estes profissionais em sua pratica pedagugi-ca, ao tempo em que estaria alimentando o processo de ensino no curso de graduacao em Letras da UNIC.

* Este artigo resulta do trabalho de pesquisa orientado pela Professora Maria L . C. Neder - UFMT.

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Foram observadas 5 (cinco ) escolas da Rede Estadual de Educacao onde foram ontrevistados dez professores . Cada um respondcu a 12 perg-untas sobre leitura, no traba-lho da disciplina Lingua Portuguesa , na area Comtmicacao c Expressao: para voce, o que e leitura? / Como voce aborda o assunto leitura no planejamento ? / Quais os objetivos espe-cificos? / 0 que e texto? / 0 quo e intertextualidade ? / Quais niveis de leitura voce trabalha? / Que critcrios voce usa Para escollier o livro didatico? / Quais tipos de texto voce trabalha? / Prioriza algum? Por que? / Como e o desenvolvitnento do scu traballio coin o texto em sala de aula? ii'abalha o Porcurso gcrativ'o do titulo? / Couro c a propostat do escola p.-Ira a area de linguagem e coruo toi criada? / VoCC aclia clue o baixo desempciiho em leitura c associado a expresso; o cscrita ? / Como c a sua avaliacao sobrc a compreensao do texto; sobre se o aluno estabeleceu relacoes? / Voce tern conhecimento sobre a Proposta Curricu-lar do Estado na area de linguagem? Que pressupostos de leitura eta levanta? Voce tern vela suporte para o seu planejamento?

A metodologia utilizada para a formulacao das questoes teve como referential a

concepcao de linguagem de BAI{HTIN ,' cujos pressupostos basicos foram utilizados para

dar suporte a pesquisa.

As questoes foram elaboradas a partir da Proposta Curricular do Estado de Mato

Grosso, documento que discute os direcionamentos de todas as disciplinas das escolas pi blicas

estaduais . De posse das respostas , as consideracoes sobre cada pergunta foram analisadas, no

sentido de se buscar algum referencial que levasse ao entendimento da linha de trabalho do

professor.

A proposta oficial mostra " linguagem" puma perspectiva interacionista . Perspec-tiva que vein sendo defendida por intelectuais desse campo de saber , tendo por base que a comunicacao entre o autor e leitor se efetiva no aspecto mais profundo do termo. Nela, ter e mais do que decodificar. E ser co-autor dos textos propostos , e articular sews proprios conhecimentos juntos a estes. E discutir, estabelecer dialogos, procurando , junto corn o autos, situar-se em seus contextos . Nesta direcao, o professor precisaria entender profun-damente a area em que trabalha. Analisar seus procedimentos pedagogicos em conjunto coin todas as disciplinas da area Comunicacao e Expressao - Lingua Inglesa, Educacao Artistica e Educacao Fisica. Perceber - se como ensejador do desenvolvimento do educando em seu mecanismo de comunicacao , no conhecirnento de seu potential em relacao a emis-sao de diferentes linguagens para ampliacao de seu proprio universo em interacao.

Na linha interacionista , essa fusao leitor/autor e possivel frente a qualquer tipo de texto, em diferentes linguagens , acreditando-se ern todas as possibilidades de comuni-cacalo : " 0 sentido de um texto nao sc cncontra tulicamente rna onipotcrrcia (le tun leitor que possa controlar todo o percurso da significacao do texto; c nem mesino na onisciencia de urn leitor que domina as multiplas significacoes ." ( ORLANDI - 1988). E a relacao autor/ leitor/texto que constitui o processo (IC cntcuditncnto tttl:ll d<t 1(1tur11 propostCi.

Historicamentc , o ato dc let- passott por concepcbcs diici cnciadas sobrc o scu procosso.

P \KH 111y - Iinguagem r inter acao. 1E no comiVio social (111c o houum se coil) IlIica. AI inguagem produz C, ao mesnu) tempo, e construida pela lealidade ViVida.

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A psicologia associacionista concebe o leitor como aquele que, diante de estimu-los visuais, da respostas sonoras, ou seja, faz a sonoriza45o da escrita. O jogo grafia-som e som-grafia e a base da leitura, porem uma leitura meramente de decodificacao de uma proposta, limita-se diante da possibilidade de associar, tambem, as experiencias vividas e "lidas" por aquele que esta no processo. Baseia-se no ensino atraves de etapas.

Atraves da Psicologia Genetica, Piaget faz evoluir o conceito de leitoi; saindo do enfoque mecanicista para o enfoque cognitivista. Surge dai o leitor interativo. Este marco piagetiano estabelece uma distincao entre metodo de ensino e processo de aprendizagem. Os estudos cognitivistas tem Como foco de atencao, o processo de aquisicao de conhecimento no qual a crian4a, ao defi-ontar-se com determinadas motiva^6es, busca e ordena suas experien-cias anteriores, construindo seu conhecimento. Nao entra neste momento a questao da matu-ridade/prontidao preconizadas pelos associacionistas.

Na concepcao de Piaget, a aprendizagem e vista nao como atitude mecanica de capa-cidade perceptiva, mas como atividade cognitiva, centrada na construcao do conhecimento.

Entende-se que esta compreensao, tomada como referencia pela Proposta Cur-ricular do Estado, possibilitaria a escola uma ruptura com a situacao de clausura do ato de ler. Entretanto, mesmo hoje em Mato Grosso, os profissionais de Lingua Portuguesa nao percebem que uma situacao de leitura representa um equilibrio especifico e mo-mentaneo entre o leitor, seus objetivos do momento e o texto escrito. Que nao existe, portanto, componentes unicos, de uma so interpretacao na leitura, nem uma so manei-ra de ler. 0 texto e polissemico e possui intencionalidades diversas, cada uma represen-tando uma necessidade de contexto: ler para informar-se, refletir, distrair-se, entre outras.

Ao analisar as respostas dadas pelos professores entrevistados, surgiu a hipotese de que, possivelmente, o contato com o texto sem envolvimento do aluno seja um dos fatores de desinteresse do educando, uma vez que a Lingua Portuguesa, ao constituir-se em disciplina/instrumento para outros conteudos, provocaria a falta de motivacao, podendo contribuii; inclusive, para a evasao escolai; uma vez que a escola nao utiliza suas pondera-coes, seu pensar sobre a vida.

Na area de Comunicacao e Expressao, os professores nao desenvolvem uma com-preensao clara do que e linguagem, trabalhando, basicamente, a verbal. Ignoram que Co-das as manifestacoes da criacao humana, porque ideologicas, mesclam-se no discurso e nao podem ser separadas dele. Foram colhidas as seguintes afirmacoes:

"Texto: a prrrte principal de urn l/ivro impresso, por oposicao a

il2rs-traloes e criacoes, analise onde tiramos frases e ideias"

- (Professor de 6a serie).

" i,xto para mien e ama forma de decodifrca^: ao e compreensao da escrita etc. "

- (Professor de 8' serie).

Dal a necessidade de o professor perceber a lingua-gem como interacao, de traba-Ihar o texto verbal ou nao-verbal num espaco historico.

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Com respaldo nesta visao de leitura, utilizaram - se as respostas dadas pelos pro-f iCssorrs da Rode Estadual de Ensino, buscando o cmbasamento teorico clue os propro-fissionais tctn para desenvolver it Proposta Curricular do Estado do Mato Grosso. Os prolcssores entrevistados demonstraram interesse em aumentar sua inforlna46es , porem, apresenta-rain tainbcm dificuldades Para realizar isto.

"Nao couheco a proposta e uno tenho nenhum curso dodo polo Lsta-do. I'atiau curse iiao posso, uri0 tcnh0 diu.heiro pmla cursor

- (Professor de 8a seric).

Alglins falaram da tarefa "sent t -utos" que tinham a fi-ente, alegando que os alunos nao acreditavam mais na instituicao escola, no professor. Uma situacao de cumplicidade estabe-lecia-se entre o grupo, isentando-se, asslnl, de responsabilidade nos resultados apresentados.

As respostas mostraram ulna coiicepcao de decodificacao do codigo lingtiistico, a mecanizacao da acao. Esta acao, longe de uma postura interacionista, nao faz do leitor um articulador se seus proprios conhecimentosjunto ao texto no processo de compreensao.

"Ler e julgar moralmente e espiritualmente o que e lido."

- (fala de uma das entrevistadas - 6a scrie).

Na perspectiva de BAHKTIN, compreender nao e assimilar oujulgar os valores colocados no texto, mas discutir com eles, estabelecer dialogos, procurando, autor e leitor, situar-se em seus contextos.

Dols professores falaram de uma visao cr%tica, mas nao em postura dialetica. Co-locaram o texto com uma opiniao a ser observada.

"0 objeti.vo e ter criticamente, ler nas entrelinhas, conhecer a multi-plieidade de significados e de variacoes lingiiisticas".

- (82'serie).

A segunda questao abordada referiu - se a criticidade , e de como o assunto leitura

e colocado no planejamento do professor.

0 objetivo especifico de se colocar leitura no planejamento e para, na maioria das respostas , aumentar o vocabulario e desenvolver o raciocinio . Duas respostas encontravam-se incompreensivcis.

"I3aseados em cri. lerio.s raateriais cotcretos , enriquecer o

vocabttlci-rio, desenvolver a atencao 0 0 raciociuio..."

- (professor i" scrie).

Concordaudo com :t Illosina 1Cspo.ta, o1 cntrCN IStados Ilan csClareccralii o

gIIC

scriani "crltcrios Inaterlais concretos" C aceltaralll o leltor COInO suielto quo, coin atenC^ o,

aceita passivamente o que c colocado pelo autor. Nao lies passa pelo entendimento que, no processo de interacao, o falante compreende a enunciacao pela familiaridade desta a signor ja conliecidos, formando, assim, seu novo texto.

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Somente uma, dentre os dez entrevistados, completou a resposta sobre lei-

critica-mente, embora nao tenha discorrido mais detalhadamente sobre o assunto. Na questao

tres, a ideia de que texto e um todo significativo ficou clara. Ficou claro, tambem, que

acreditam na onipotencia do autor como alguem que diz a ultima palavra.

Nesta visao de onipotencia do actor, estao as respostas as questoes 4, 8 e 11, sobre intertextualidade, metodologia e avaliacao de leitura, quando ignoram a participacao do aluno na producao da leitura. Prendendo o aluno as perguntas do livro didatico, nao opor-tunizam as ligay5cs da proposta de trabalho do aluno as contribuicoes que elc possa lazer atraves dos textos de sua vida.

A quinta pergunta sobre niveis de leitura demonstraram que confundem nivel como

tipo de leitura, responderam que trabalham ojornal, a revista, o livro para-didatico etc. Uma

so entrevista respondeu laconicamente "todos", deixando a duvida sobre como o fazia, etc.

0 livro didatico, terra da sexta pergunta, teve como principal consideracao o seu custo. Algumas respostas mencionavam sobre a importancia da proposta do autor no en-carte, fazendo crer na situacao de um "planejamento pronto", facilitador do trabalho do professor. Das dez respostas, pude analisar quatro. As seis outras eram ininteligiveis, corn evasivas e problemas graves de coesao.

"Verifico a proposta do autor"

-(7 a serie).

Priorizam textos atuais ligados as faixas etarias dos alunos. Uma so professora

mencio-nou o cartaz, mostrando que entendia texto em suas diferentes linguagens. Quando questionados

sobre a preocupacao com as idades, colocaram que o nivel de entendimento nao e o mesmo em

todas as idades, mas nao tinham clareza de que trabalham o aluno despido de Historia.

A questao, cuja somatoria de respostas aponta para a "ma alfabetizacao" como

responsavel pelo baixo desempenho em leitura, mostra tres aspectos importantes.

0 primeiro, a alienacao do professor que, historicamente, vem justificando seu

desem-penho pelo tipo de aluno que vem da serie anterior - "sem base":

A dificuldade em leitura e atribuida a falta de embasamento nas priineiras series".

- (8a serie).

Este professor nao se percebe como classe que, propositalmente, foi direcionada a pensar o conhecimento como acao sem sujeito . Ele encara seu carater mediador entre o poder constituido e as classes dominadas, sentindo -se impotente para reverter este quadro. Seria interessante ler a cita4ao de Marx:

A teoia materialista de que os homens sao produto das c rcanslaucias e da educacao e de que, portanto, homens modificados sao produtos de circunstfin-cias diferentes e de educacao modificada, esquece que as circunstancircunstfin-cias sao modi-ficadas precisamente pelos homens e que o proprio educador precisa ser educado". (MARX, karl: Educacao e contradicao, 1977, p. 65).

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0 segunclo aspecto denionstra clue reduz a atitucle de ler a decodificacao, apenas mostrando, claramente, o seu nao- entendimento das falacias do processo de alfabetizacao em nossas escolas, como a negacao do leitoi; a falta de texto, o amontoado desconexo de palavras clue aparecem como instrumento Para o ensino do codigo linofstico sem finalidade etc.

Como terceiro aspecto, o clesconhecido da estreita ligacao entre ensino e pesqui-sa. A nao-percepcao do que o movimento entre essas duas praticas esta sempre presente, possibilitando situacoes de diagnostico Para posterior supcra4ao.

Parecia que a discussao sobrc qual a4ao deveria vir antes da escrita ou a lcitura havia sido superada antes mesmo do seculo XIX, quando a escrita era uma arte de bem desenhar as letras, um trabalho manual feito pelos caligrafos. Hoje, esta e uma discussao superada, porque existe como enfase a preocupacao cm integrar autor/leitor/mundo.

Em relacao a decima pergunta, sobre a avaliacao da coinpreensao do texto, a totalidade das respostas foi em torno de mostrar que o aluno interpretou (na concepcao de Eny Orlandi) bem o texto, mostrando que concebem leitura como "1er o texto e nao ler a vida". As relacoes estabelecidas pelo aluno entre as quatro paredes da sala de aula.

A „ltin,a nur stao - conheclmento sobre a proposta na escola - denuncia a nao-existencia de um trabalho da equipe tecnico-pedagogica da escola, uma vez que, nao tendo conhecimento da existencia da Proposta Curricular do Estado na unidade escolar, os pro-fessores dao indicativo de que os planejamentos de area inexistem. Nao ha uma filosofia de acao e nem mesmo um momento em que as contradicoes possam ser consideradas para uma posterior transformacao de atitude.

Assim, os dados levantados mostraram claramente que o professor nao tem essa nocao de comunicacao, nem mesmo uma concepcao clara de linguagem. As concepcoes de linguagens nas escolas sao uma mesclagem de teorias lingilisticas e gram aticalistas, pro-porcionando ao aluno o penhamento fragmentado e formalista. Acredita na oni.potencia do autor pelo respeito ao "letrado", nao entende que compreender nao e assimilar oujulgar os valores colocados, mas discutir com eles, estabelecer dialogos, procurando ver-se tam-bem como parte da Historia, ativo, atuante, porque, no cotidiano escolar, os conteudos sao desenvolvidos sem fazer as ligacoes socio-politico-culturais.

Ficou claro, ainda, que os professores precisam de atualizacao permanente. E im-portante, porque vai alem da formacao. Para to-1a, haveria a obrigatoriedade de que a dico-tomia politica governamental X politica no interior escolar estivesse superada. Isto porque, mesmo que o Estado tivesse oportunizado os encontros para a elaboracao da proposta, se-gundo se pcrcebe cm tocla a articulacao para sua leitura, quase a totalidade dos professores nao teve participacao. A proposta nao saiu dos profissionais da area que atuam na escola.

A Proposta Curricular do Estado de Mato Grosso avanca em termos da abordagem da disciplina Lingua Portugucsa, inserida na area de Coii unica4ao c Expressao, percebendo o trabalho do professor de Portugues de forma mais abrangcntc, porque concebe sua disci-plina na area de linguagens. Poreln, docuniento inacessivcl ao educador que nao tcin acom-panhamento, assessoramento para desenvolver as atividades, torna-se entrave. Entrave para a direcao acomodada que nao quer articular reunioes de area ou nao consegue entender a importancia de um projeto global para a escola. A questao nove comprova essa afirmacao. Alguns profissionais ignoravatn a existencia do documento na unidade escolar; sinalizador

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que incomoda, porque mostra a distancia do que somos e de onde deveriamos estar - na decima pergunta, o desanimo do professor apontou para a sua duvida e angustia de corno resolver a situacao. Ele adia protela, e tenta ausentar-se do processo, corno se a falacia do ensino da lingua nao fosse resultado da falta de Ciencia do nosso sisterna escolar.

Nao ha necessidade aqui de urn grande esforco de reflexao para que se chegue a con-chisao de quern e que perde corn esta desconexao, e o proprio sisterna escolai; pois, embora esteja no planejamento, nao ve nascer o aluno critico, o f ituro hornern que sabe o valor do exercicio da cidadania, objetivo tao usado nos planejainentos das escolas de Mato Grosso e do pals.

ABSTRACT

The reseach "A PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE MATO GROSO" investigates how far the teachers of the state would be able to deal with the Curricularv Probose of Teaching Portuguese. in the primary and secondary level schools, once they are considered, by our evaluation, one of the most advanced in the country. Reading was the main focus of the research, gi-ving emphasis to the teacher's theoretical/practical supports based on the docu-ment, that is the "Proposta Curricular do Estado de Mato Grosso".

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Referências

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