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Universidade Federal
de
Santa CatarinaCentro
de
Ciências AgráriasDepartamento de
AqüiculturaBIOINCRUSTAÇAO
Relatório
de
Estágio Supen/isionado lldo
Curso
de
Engenhariade
AqüiculturaCarlos
Gustavo
Werner
FerreiraOrientador
Acadêmico: Arno
BlankensteynOrientador Científico: Ricardo Coutinho
EMPRESA:
institutode
Estudosdo
Mar
Almirante Paulo MoreiraFlorianópolis/
SC
2003
1°SEMESTRE
ii
Agradecimentos
_ .Acima
de tudo aDEUS,
porme
conduzir pelocaminho da
paz, pelabenção
da
vida e porme
darsaúde
e força para enfrentar todos osmomentos, bons
e ruins.A
meus
pais por todo suporte, educação, carinho ecompreensão,
e ameu
pai
em
especial por ter participado ativamentede minha
graduação,sempre
com
muita atenção e paciência. `
A
meus
tios, José Carlosde
Sousa
e Silva e Eli Bernardinade
Sousa
Silva,pelo apoio e confiança incondicionais.
Sem
vocês, hoje eunão
estaria escrevendoestas palavras, valeu.
Agradeço
ameus
orientadores, Dr. Ricardo Coutinho, pela oportunidade,amizade, atenção e ensinamentos
sempre que
solicitado, eao
Dr.Arno
Blanckensteyn pela confiança e disponibilidade.
A
Agradeço ao
pessoal da Bioincrustação,Zé
Bola, Soledad, Luciana, Fabi,pela acolhida, incentivo, força e amizade,
ao
tio Kadu, por tentar despertarem
mim
asede do
saber.E
aos agregados,Mascarenhas
e família Bola, por tornaremmeus
dias
em
Arraial mais divertidos.Aos
amigos
que sempre
estiveramdo
meu
lado,Gaúcho
(Hiago), Vivi,Reninho, Chi, Junior Fê, Paulinha, Maira e todos os outros
que não
citei.Agradeço
aosagrônomos,
Dani, Rafael, Vitor, Alan, Israel, e Carol pelarecepção aos aqüicultores no
CCA,
e pelaamizade que
fezcom
que
achegada
a Universidade fosse tranqüila e natural.Ao
grupo Santo Expeditoque
me
acolheucom
carinho eme
proporcionoumomentos
muito felizes,com
muita paz. VAo
Contra-Almirante Luiz Antônio Monclarode
Malafaia por ter atuadode
forma positiva junto
ao
IEAPM,
para a realizaçãodo
Estágio.À
minha
irmã Rafaela por toda paciência ecompreensão,
durante todo o sempre.Agradecimentos
... ._ Índice ... ._ Listade
Figuras ... _. Listade
Abreviaturas ... ._Resumo
... ._ 1. Introdução ... ._ 2.A
Empresa
... _. 3. Atividades Realizadas ... __3.1 Cultivo
de
Ba/anus amphitrite ... ._ 3.2 Avaliaçãodo
Efeitode
Hipocloritode
Sódio na fixação deCracas
3.3 Avaliação
de
Tintas Antincrustante ... _. 3.4 Coleta eContagem
de
Zooplâncton ... _.4. Resultados ... ._
4.1 Cultivo
de
Ba/anus amphitrite .... ... _. 4.2 Avaliaçãodo
Efeitode
Hipocloritode
Sódio na fixaçãode Cracas
4.3 Avaliaçãode
Tintas Antincrustante ... ._4.4 Coleta e
Contagem
de
Zooplâncton ... __5. Discussao ... ._
5.1 Cultivo
de
Ba/anus amphitrite ... _. 5.2 Avaliaçãodo
Efeitode
Hipocloritode
Sódio na fixaçãode
Cracas._._.6. Consideraçoes Finais ... _. 7. Referências Bibliográficas ... _. 8.
Conclusão
... ._ ii iii iv vi viii O1O4
07
07
12 14 17 19 19 2225
26
27
27
30
3233
35
Lista
de
FigurasFigura 01 - Vista aérea
do IEAPM,
com
sua estrutura atual ... _.05
Figura 02 - Sistema
de
cultivode
larvasde
B. amphitrite ... __08
Figura
03
- Larvade
B. amphitriteem
estágiode
náuplio ... _. 08Figura 04 - Larva
de
B. amphitriteem
estágiode
cypris ... ._08
Figura
05
-Esquema
de
filtragem das larvasapós
o cultivo ... _.09
Figura
06
-Câmara
de
Neubauer, utilizada nacontagem
de microalgas ... __ 10Figura
07
-Galöes
de
armazenamento
de
água
... ._ 10Figura 08 - Coletores
de
Cracas, estrutura desenvolvida para coletar reprodutoresde
cracas ... ... _. 11Figura 09 -
Quadrado
utilizado nacontagem
das placascom
tintaantincrustante ... __ 15
Figura 10 - Placa utilizada nos teste
com
tinta antincrustante ... ._ 16Figura 11 - Estrutura utilizada na Baía
de
Guanabara, para os testescom
tinta antincrustante ... ._ 16
Figura 12 - Estrutura utilizada
em
Arraial do Cabo, nos testescom
tintaantincrustante ... _. 16
Figura 13
-
Arrastode
Zooplâncton ... _. 17Figura 14 -
Rede
de
zooplâncton utilizada nos arrastos ... _. 18Figura 15 - Pipeta
de Stemple
eCuba
de
Dolfus, utilizados na triagemde
zooplâncton ... .. 18
Figura 16 - Monitoramento
da
sobrevivênciade
larvasde Balanus
amphitrite durante períodode
cultivode
7 dias.Os
resultados dos- 2 primeiros diasforam
baseados
em
amostragens de
1 ml e o restanteem
5 ml ... __20
Figura 17 - Monitoramento da sobrevivência
de
larvasde
Ba/anusamphitrite durante 6 dias
de
cultivo ... _.20
Figura 18 - Monitoramento da fixação
de
larvasde
Ba/anus amphitriteem
diferentes concentrações
de
hipocloritode
sódio, durante períodode
9 dias__..22
Figura 19 - Monitoramento
da
fixaçãode
larvasde
Ba/anus amphitriteem
diferentes fluxo
de água de
acordocom
a abertura dos tubosdo
sistemade
Lista
de
AbreviaturasAMRJ
-
Arsenalde
Marinhado
Riode
JaneiroBACS
-
Base
Almirante Castro SilvaBNRJ
-
Base
Navaldo
Riode
JaneiroCASAN
- Companhia
de
Águas
eSaneamento
de
Santa Catarina _CCA-IMO
-
Comissão Coordenadora dos
Assuntos da Organização Marítimaoels/ml
-
células por mililitroCIDASC
- Companhia
Integradade
Desenvolvimento Animaldo
Estado de SantaCatarina
I
cm
-
centímetrosComOpNav
-
Comando
de
Operações
Navais AC-PRM
-
Coordenadoriade Reaparelhamento
da MarinhaInternacional
A
DEN
-
Diretoriade
Engenharia NavalDGN
-
Diretoria Geralde
Navegação
DHN
-
Diretoriade
Hidrografia eNavegação
DSAM
-
Diretoriade
Sistemasde
Armas
EMA
-
Estado Maiorda
Armada
ENGEPROM
-
Empresa
de Gerenciamentos de
Prjetos NavaisEUA
-
Estados Unidosda América
g-gmma
IEAPM
-
Institutode
Estudosdo
Mar
Almirante Paulo MoreiraIMO
-
lnternatinal Maritime OrganizationINEM
-
Instituto Nacionalde
Estudosdo
Mar
LAPAD
-
Laboratóriode
Pisciculturade
Água Doce
m
- metrosMB
-
Marinhado
Brasilmg/I
-
miligramas por litro min-
minutosMMA
-
Ministériodo Meio Ambiente
ppm
-
partes por milRJ
-
Riode
JaneiroSC
-
South CarolinaSECIRM
-
Secratariada Comissão
Interministerial dosRecursos do
Mar
TBT
-
Tributil Estanhoviii
Resumo
Na
regiãodos
Lagos, na cidadede
Arraia_ldo
Cabo-RJ, está localizado oIEAPM,
Institutode
Estudosdo Mar
Almirante Paulo Moreira. Trata-sede
Organização Militar
da
Marinhado
Brasil, tendo desenvolvido o conhecido ProjetoCabo
Frio e publicado oManual de
Maricultura, decorrentede
atividades pioneirasnesse
campo.
Atualmente, dedica-se a contribuir para a obtenção de modelos, métodos, sistemas, equipamentos, materiais e técnicasque
permitam o melhor conhecimento e a eficaz utilizaçãodo meio
ambientémarinho,
no inter.ess.e...daMarinha do Brasil.
O
Instituto .está organizadoem
cinco departamentos: Oceanografia,Engenharia Oceânica, Apoio Técnico, Administração e Intendência.
O
setoronde
foirealizado o Estágio é o
de
Bioincrustação, vinculadoao Departamento de
Oceanografia. Está dotado
de
todas as condições para o desenvolvimentode
suasatividades,
com
laboratóriosbem
equipados e pessoal altamente qualificado.Nessas
condições, o Estágio supriu as expectativas e tornou-se
de
grande valia para acomplementação da formação
acadêmica.'
Dentre as atividades desenvolvidas no decorrer
do
Estágio destacam-se: ocultivo e experiências
com
cracas Ba/anus amphitrite. Estas atividades saoimportantes para o controle
de
incrustaçaoem
sistemasde
resfriamentode
centraisnucleares,
que
utilizamágua
salgada,que
levam a perdasde
eficiênciade
trocatérmica, entupimento, corrosão e até furos nesses equipamentos; e avaliação
de
tintas antincrustante e coleta e triagem
de
zooplâncton. Estas atividades visam a reduçao de incrustaçoes nos cascos dos naviosda
Marinhado
Brasil, na tentativade
economia de
meios:docagem,
consumo
de
combustível e navegabilidade, dentreoutros.
O
Estágio teve o méritode
abrir novoscampos
em
nossa áreade
atuação,quando
permitiu conhecercom
profundidade a fauna bentônica e possibilitar estudoscom
organismos vivos, altamente prejudiciais a instalaçõesque
se utilizamdo meio
marinho.
Nessa
linhade
raciocínio, pode-se afirmarque
a Engenhariade
AqüiculturaA
experiência vivenciada- pelo Estágio é ímpar, oportunizando o desenvolvimentodo
trabalhocom
resultados reais,em
ambiente altamentequalificado e contando
com
o indispensável apoio técnico e logístico, ressentindo-se,1. Introdução
Está prevista
como
matéria curriculardo
cursode
Engenharia de Aqüicultura,da
Universidade Federalde
Santa Catarina, o Estágio Supervisionado ll. Trata-seda
última etapa, indispensável para a obtenção
do
diplomade
bacharel,em um
cursonovo de
nossa Universidade, haja vista ser esta a primeira turma,com
início dosestudos no primeiro semestre
de
1999.Tendo
desenvolvido,em
oportunidades anteriores, atividadesde
pesquisasem
algumas
instituiçõesde
nosso Estado,como
foi o casoda
CIDASC
_-Companhia
Integrada
de
Desenvolvimento Animaldo
Estadode
Santa Catarina, onde, sob a orientaçãoda
mestranda Maria Luiza Maciel,desenvolvemos
atividades na áreade
defesa sanitária animal,
com
ênfaseem
aqüicultura, noLAPAD
-
Laboratório dePiscicultura
de
Água
Doce, funcionandoem
instalações daCASAN
- Companhia
de
Água
eSaneamento
de
Santa Catarina, participando ativamentedo
monitoramentoda
ictiofauna da baciado
Rio Uruguai, e, ainda,como
não
podia deixarde
ser, noLAPMAR
-
Laboratóriode
Piscicultura Marinha,de
nossa Universidade, sob a orientaçãodo
Prof. Vinicius Ronzani Cerqueira, para desenvolvimentode
Práticade
Pesquisa
-
Matéria Curricular,começamos
a vislumbrar a possibilidadede
uma
experiência
em
outros centrosdo
pais, surgindo, então a oportunidadedo
Riode
Janeiro,
numa
instituiçãode
prestígio internacional, ligadaao
nome
de
um
dosexpoentes
do
Brasilem
Oceanografia e Ciênciasdo
Mar, o Almirante Paulo Moreira,que
entre outros feitos nos legou,em
seu vasto currículo, o ProjetoCabo
Frio.Assim, este estágio,
devidamente
autorizado peloExmo.
Sr. AlmirantePEDRO
FAVA,
então Diretor, foi realizado noIEAPM
- Institutode
Estudosdo Mar
Almirante Paulo Moreira, situado naRua
Kioto, 253, Praiados
Anjos, Arraialdo
Cabo
- Rio
de
Janeiro, tendo duraçãode
420
horas, períodode
1°de
abril a27 de
junhode
2003.
A
área para o desenvolvimentodo
estágio, escolhidade
comum
acordocom
opessoal técnico
do
Instituto, foi ade
BIOINCRUSTAÇÃO,
que
é o processode
crescimento de bactérias, algas e invertebrados
em
superfíciessubmersas
naturaisquando
ocorreem
estruturas construídas pelohomem
pode
provocaruma
série de problemas para as atividades marítimas,como
tornar o cascodo
navio irregular erugoso,
aumentando
o arrasto, reduzindo a capacidadede manobra
e a velocidade,gerando
mais gastoscom
combustível, por exemplo.As
principais atividades realizadas foramcom
a espécie Balanus amphitrite,que
éum
Crustáceoda
Subclasse Cirripedia, Classe Maxillopoda. Este balanídeo émuito freqüente na Baía
de
Guanabara,com
domínioaproximado de
70%
sobre asdemais
espécies encontradas.Os
Balanus amphitrite são os responsáveis pelosimensos
prejuízosque
causam
àspequenas
e grandes embarcações, estacas,pilastras,
cabos
submersos
e muitos outros materiais, porserem
resistentes àsimpurezas, à variação de temperatura e salinidade, e,
com
uma
proliferaçãoacentuada,
vão
se incrustandoem
diferentes substratos ecausando
corrosão eprejuízos ao lugar
onde
se cimentam.A
supervisão e orientação científicado
estágio, esteve a cargo,do
DoutorRicardo Coutinho (Ph.
D
1987. University of South Carolina, Columbia, S.C.EUA.
em
Biologia - Ecologia), Pesquisador Titular
do
IEAPM,
responsável pelo setorde
Bioincrustação e a orientação
acadêmica
pelo professorArno
Blankensteyn (Doutor 1994. Universidade Federaldo Paraná
em
Zoologia), Adjunto Ildo
Laboratório deEcologia Bentônica Marinha, na Universidade Federal
de
Santa Catarina.Maravilhosa e
de
importância capital para o ingresso nestemercado de
trabalho
que
se abre paracada
um
de
nós,formandos de
Engenhariade
Aqüicultura,a
oportunidadede
realizar, na prática,um
trabalho fora dosbancos da
Universidade,empregando
osconhecimentos
auferidos durante o curso. É, realmente,de
grandevalia, já
que
sepode
sentirum
pouco
das responsabilidades ecompromissos
da vidaprofissional,
com
conhecimento e avaliaçãode
nossos pontos fortes e fracos,preparando,
dessa
forma, o futuro deste novo profissional, o Engenheirode
Aqüicultura.
Não podemos
deixarde
citar as dificuldades (foram muitas), motivadas, sobretudo, pelo ineditismo desta profissão,de
muita importância para a sociedade3
costa marítima,
com
bacias hidrográficas dadimensão do Amazonas, de
lagoascomo
a dos Patos no RioGrande do
Sul, dentre outros.Fantástica a experiência
como
um
todo, tendo achance de
conhecerprofissionais de outras formações e
com
experiências diferentes, trazendoconhecimentos
em
outras áreas, enriquecendo nosso currículo e abrindo novas2.
A
Empresa
O
IEAPM,
Institutode
Estudosdo
Mar
Almirante Paulo Moreira, teve sua origem noano de
1971,com
o ProjetoCabo
Frio, idealizado pelo então diretordo
lPqM, Instituto
de
Pesquisasda
Marinha, Almirante Paulode
Castro Moreira da Silva.O
projeto, instalado efetivamenteem
Arraialdo
Cabo
em
1974, tinha três grandespropósitos: ser auto-suficiente financeiramente pela produção
de
gelo para aindústria da pesca, desenvolver a fertilização
das enseadas
fronteiras a Arraialdo
Cabo
para a produçãode
peixes, mariscos ecamarões
euma
Universidade do Mar,onde
estudantes, das diferentes profissões, adquiririam conhecimentosoceanográficos necessários a elas, visando a materialização
da
audaciosa idéiado
Almirante Moreira
de
“fertilizar a juventude para os problemasdo oceano
para a vidae para o futuro".
Nessa
fase,que
durou 10 anos, o Instituto dedicou-seao
estudo daressurgência e
da
aquacultura,chegando
a publicar oManual
de
Maricultura.Com
amorte
de
seu idealizador, o ProjetoCabo
Frio foi transformadoem
INEM,
InstitutoNacional
de
Estudosdo
Mar, e passa a apoiar aComissão
Interministerial para osRecursos
do
Mar
(CIRM)
naexecução
dos grandes projetos nacionais do mar, decorrentesdas
obrigaçõesassumidas
pelo Brasilao
assinar aConvenção
dasNações
Unidas para o Direitodo
Mar
de
1982.O
INEM,
jácom
onome
atualque
homenageia
seu idealizador, voltou-se para o estudodo
mar
em
beneficiodos
interesses
da
Marinhado
Brasil.Desde
então amissão
do
IEAPM
é' “contribuirpara o
melhor
conhecimento
e eficiente utilizaçãodo
mar
em
atendimento aos interesses daMarinha”.
g
Em
dezembro
de
1995, o Ministro da Marinha resolveu alterar o posicionamentodo
IEAPM
na estrutura orgânica da Marinha, tirando-oda
tutela da Diretoriade
Hidrografia eNavegação (DHN)
e subordinando-o diretamente àDiretoria Geral
de Navegação
(DGN).A
partir daí, a estrutura organizacionalque
eraconstituída
de apenas
dois departamentos, Oceanografia e Administração,ganhou
mais três departamentos, Engenharia Oceânica, Apoio Técnico e Intendência, e
com
essa estrutura (Figura 1) oIEAPM
vem
desenvolvendo suas atividade (IEAPM,5
2003), dentre elas: Análise de hidrocarbonetos,
onde
o Instituto está se capacitando para realizar análise,›-fz'
L
Figura 01 - Vista aérea do IEAPM, com sua estrutura atual.
de hidrocarbonetos e ter seus laboratórios credenciados junto ao
INMETRO,
objetivando atender as necessidades da
MB
noque
tange a vigilância de poluição marinha;SISPRES,
o Projeto de Previsão doAmbiente
Acústico para oPlanejamento de
Operações
Navaisque
visa desenvolverum
sistema de previsão dealcance sonar
em
águas
profundas; Desenvolvimento demódulo
de tratamento dedados
oceanográficos (temperatura e salinidade), batimetricos e meteorológicos (ondas, ventos, temperatura da superfície do mar, pressão atmosférica e temperatura do ar),coordenado
peloComando
deOperações
Navais(ComOpNav);
Eletronuclear, controle de incrustações
em
redes de resfriamento porágua
salgadada central Almirante Álvaro Alberto;
Grupo
SIDERBRÁS
USIMINAS,
experimentossobre a corrosão atmosférica
em
corpos de provaem
ambiente salino, na Ilha deCabo
Frio; Petrobrás, coleta e tratamento dedados
deondas
utilizando o OndógrafoDirecional; Bioacústica, atuação na área de acústica submarina, catalogando os
ruídos de origem biológica na costa brasileira;
Modelagem
de processos afetos àMarinha
(DSAM);
Poluição por Óleo, monitoramento da poluição na Baía daGuanabara
para aEmpresa
de Gerenciamento de
Projetos Navais(ENGEPRON)
ePetrobrás;
REVIZEE,
participação noprograma
de
levantamentodo
potencialsustentável
dos
recursos vivos nazona
econômica
exclusiva, atravésde
prospecçãopesqueira destinada a captura
de
peixes e crustáceos,coordenado
pelo Ministério doMeio Ambiente
(MMA); Mentalidade Marítima, participação noPrograma
de Mentalidade Marítima na região, ministrando cursos, taiscomo:
Artesãodo
mar
eConstrução naval básica,
em
colaboraçãocom
a Secretaria daComissão
Interministerial para os Recursosdo
Mar (SEClRM);
Análise deAmostras
Geológicas, análise de amostras de sedimentos para elaboração
dos
mapas
faciológicos, usados
em
cartasde
minagem,
cartas de submarino e outras aplicaçõesàs características do fundo marinho;
Água
de Lastro, avaliação dos efeitos dosorganismos introduzidos na costa brasileira pelos despejos
de água de
lastro denavios mercantes, projeto esse desenvolvido por solicitação
do
Estado Maior daArmada
(EMA)
eque
apóia oPrograma
Globallast no Portode
Sepetiba, e outrosassuntos de interesse da
Comissão Coordenadora dos
Assuntos da OrganizaçãoMarítima Internacional (CCA-IMO); Radionuclídeos, Monitoramento
de
radionuclídeos artificiais na costa brasileira, entre Espírito Santo e
São
Paulo, para aCoordenadoria
de Reaparelhamento
da Marinha (C-PRM),em
apoio às atividadesrelacionadas à construção dos
meios
navais submersos; e Bioincrustação,desenvolvimento de estudos
que
visam o controle das incrustações nas estruturassubmersas, avaliação e
homologação
de tintas anti-incrustantes, pesquisa de biocidanatural,
em
substituição às tintas atuais, nocivas ao ambiente marinho,em
cooperação
com
a Diretoriade
Engenharia Naval(DEN)
(IEAPM, 2002).Por tudo isso, pode-se afirmar,
sem
contestação,que
nos últimos anos, frutoda
reestruturação aque
foi submetido, oIEAPM
galgou,com
rapidez, vários degrausque, se
não
o coloca na posiçãoem
que
se desejaria, pelomenos
o faz aproximar-sedas mais importantes instituições congêneres
do
País, tornando-o conhecido e7
3. Atividades Realizadas
3.1 Cultivo
de
Balanus
amphitriteO
cultivo de cirrípedesvem
sendo
desenvolvido noIEAPM
-
Instituto deEstudos do
Mar
Almirante Paulo Moreira, para dar suporte a pesquisasque
se concentramem
tentar reduzir a proliferação destes organismos incrustantesem
sistemas
de
refrigeraçãoque
utilizamágua
salgada etambém
reduzir a presença desses organismosem
cascosde
navios e plataformasde
exploraçãode
petróleo.Para a realização deste tipo de pesquisa é necessário ter a disposição quantidades
suficientes
das
larvas deste cirripedeem
seu último estágio Iarval, especificamente oestágio
de
cypris, vistoque
é nesse estagioque
a lan/a se fixa aum
substrato e setorna séssil.
O
cultivo de cracas da espécie Ba/anus amphitritetem
seu iníciocom
aformação
de
um
plantelde
reprodutores,que
são coletadoscom
o auxíliode
espátulas
em
pneus, pilastras e outros substratos localizados no caisda
pesca, noporto do Forno, na praia dos Anjos,
em
Arraialdo
Cabo
- RJ.As
cracas são raspadase acondicionadas
em
baldes a seco,onde
permanecem
atéserem
transportadas para o laboratório. Esta práticatem
como
objetivo criaruma
condiçãode
estresse,para
que
se induza os reprodutores a desovar.A
desova
ocorreao
acrescentar-seágua
aos baldes contendo os reprodutores.Após
esta etapa, as larvascomeçam
aeclodir e as Ian/as se
espalham
na coluna d'água.A
coleta é feitacom
uma
pipeta de20
ml, durante 2-3 horas.Os
baldesque
as continham são cobertoscom
papel escuro,que recebem
um
furo, por onde,com
auxílio deuma
luminária, se criaum
feixe de luz, para atrai-las, facilitando assim a sua captura.
Após
coletadas, as larvassão mantidas
em
beckers até ser iniciado o cultivo, períodoem
que
são mantidassem
aeração erecebem
um
pouco de
comida,composta
pela microalga da espécieSkeletonema
costatum.Passadas
para os tanques de cultivo (Figura 02), estes feitosde
bombonas
de
água
de20
litros,com
uma
densidadede
1 lan/a por ml, as larvas recebem, durante todo o período, aeração constante, utilizando-sede
bombas
de
aquário, ealimentação
uma
vez por dia.O
cultivotem
seu fimcom
as larvaspassando
da fasede naúplio (Figura 03) para a fase de cypris (Figura 04).
Figura 02 - Sistema de cultivo de larvas de B. amphit/1`te.
Figura 03 - Larva de B. amphitrite. Figura 04 - Larva de B. amphitríte
em
estágio de náuplioem
estágio de cypris.Após
o períodode
cultivo, as larvas são filtradas, utilizando-se de filtroscom
malha de
100 e200
micrômetros (Figura 05); isto para separar as larvas cypris dasdemais
aindaem
estágiode
náuplio.As
cypris são retidas no filtrocom
malha
de 100 micras e os náuplios no filtrocom
malha
de200
micras.As
lan/as cypris são, então,colocadas
em
placas de Petricom
água
salgada previamente coletada,sem
alimentação e aeração. Já os náuplios são recolocados no sistema de cultivo para
que
possam
completar o seu ciclo e transformar-seem
cypris. Depois de filtradas e9
aeração e alimentação, a
uma
temperatura de 6°C,onde
permanecem
em
estado delatência, até
que sejam
utilizadasem
experimentos ou outros fins.Nessas
condições,as larvas
podem
ficar ativas até doismeses,
mas
recomenda-se
o seu usoem um
período
máximo
deuma
semana.
Figura 05 - Esquema de filtragem das larvas após o cultivo.
Durante o período
de
cultivo é feitoum
acompanhamento
diário dodesenvolvimento
do
estágio lan/al,bem como
do nívelde
sobrevivência, através dacoleta de três réplicas
de
5 mlde
cada tanquede
cultivo, utilizando-seuma
pipetade
20ml,
que
é colocadaem
placas de Petri e levada ao microscópio Óptico para sequantificar e avaliar o desenvolvimento das lan/as.
Os
náuplios, durante o cultivo, são alimentadosuma
vez ao diacom
amicroalga
Skeletonema
costatum,que
é cultivada no setor de microalgado IEAPM,
auma
concentração de 12×1O4 cels/ml. Para a alimentação, a concentraçãode
fitoplâncton é contada no microscópio Óptico
em
câmaras
deNeubauer
(Figura O6),alimentaçao, são utilizadas culturas
de Ske/etonema
costatumcom
tempos
de cultivodiferentes, a fim de se avaliar a melhor fase de desenvolvimento das microaigas para
alimentação.
Figura O6 - Câmara de Neubauer, utilizada na contagem de microaigas.
A
água
utilizada durante as fases do cultivo e coletadaapós
ter sido amesma
bombeada
da praia dos Anjos, para caixas d'água dentrodo IEAPM,
deonde
é distribuída por gravidade para os laboratórios do Instituto.
No
laboratorio, aágua
épassada
por filtros de 5, 3 e 1 micra, e acondicionadaem
galöes de 50 litros,que
sãocobertos por
um
plástico preto, duranteum
periodo de seis dias; aágua
e deixadaem
tanques no escuro paraque
as bactériaspossam
depurar qualquer substanciatóxica
que
possa estar presente naágua
(Figura O7)._ 'za E=¬_‹ 1
l
ll
Para facilitar a coleta dos reprodutores, foram confeccionados estruturas
com
arame
de cobre e tubos dePVC, que
se convencionouchamar
de
coletores.Os
tubos foram cortados no
tamanho
de 27cm
e dispostos paralelamente,sendo
amarrados
nasduas
extremidades (Figura 08).Essas
estruturas,em
número
deduas, foram
fixadas
em
dois pontos distintos:uma
no píer do cais da pesca, no portodo Forno, na praia dos Anjos,
em
Arraial doCabo
- RJ, entreduas
pilastras na superfície, e a outra fixada entreduas
balsas,em
frente à praia do Farol, na ilha deCabo
Frio,em
Arraial doCabo
- RJ, auma
profundidade aproximada de 1,5 m.3.2 Avaliação
do
Efeitodo
Hipocloritoem
Fixaçãode Cracas
A
aplicação de cloroem
sistemasde
refrigeraçãopassou
a ser utilizadocomo
prevenção do crescimento de organismos incrustante no interior dastubulações,
uma
vezque
é reconhecida a sua eficiênciacomo
biocida,além
do baixocusto. Devido ao alto risco proporcionado pelo cloro (Clz)
em
casode
vazamentos,este
tem
sido freqüentemente substituído por outros produtosmenos
perigosos,como
o hipoclorito de sódio (NaOCl) (Brandão&
Leite, 1997).As
experiências feitas noIEAPM,
com
a espécie Balanus amphitrite, sebaseiam
em
tentar evitar a fixação das larvas deste cirrípedeem
tubulaçõesde
sistemas de refrigeração, já
que
cracas fixadascausam
perda de eficiência na trocatérmica, entupimento, corrosão e até furos (Leite, 1999).
Foram
feitos experimentos,que
consistiramem
avaliar a fixação das larvascypris
de
Ba/anus amphitriteem
diferentes concentraçõesde
hipoclorito.Para a realização dos experimentos, foram utilizadas larvas cypris retiradas
da geladeira,
onde permaneciam
porduas semanas,
a fimde
fazercom
que
seumetabolismo voltasse ao normal e,
com
o auxíliode
uma
lupa euma
pipeta, foramseparadas e colocadas
em
placasde
Petricom
tampa, jácom
a soluçãode
hipoclorito, e, posteriormente lavadasem
água doce
e destilada.Para o experimento I,
que
tevecomo
objetivo avaliar a fixaçãode
larvascypris
em
diferentes concentrações de hipoclorito, foi preparadauma
solução dehipoclorito a 10
ppm, denominada de
solução estoque e, a partir desta, foram feitasdiluições para se chegar a diferentes concentrações,
que
foram utilizadas noexperimento.
Foram
feitos 6 tratamentos,sem
réplicas,com
concentrações de 10ppm,
5 ppm, 0,5ppm,
0,1ppm
e 0,01ppm,
alemdo
controle,que
eraagua
salgada,filtrada do estoque.
Em
todos os tratamentos foram utilizados20
ml da soluçãocom
as concentrações determinadas.
Após
prontas, as placas contendo as cypris foramcolocadas
em
local escuro (as fixações ocorrem no escuro),sendo
acompanhadas
as fixaçoes durante 1, 4 e 9 dias. Para este
acompanhamento,
as placasde
Petrieram
retiradas do escuro e levadas à lupacom
aumento
de seis vezes, isso para se13
No
experimento ll,também
com
objetivode
avaliar a fixação de larvas cyprisem
diferentes concentrações de hipoclorito, foram utilizadastambém,
placas de Petrique,
de
acordocom
o descrito acima, receberam 10 larvas cypris. Neste experimentoforam feitos 9 tratamentos,
com
3 réplicas cada,com
concentraçõesde
4 ppm, 3ppm,
2ppm,
1ppm,
0,75ppm,
0,5ppm,
0,25ppm,
0,1ppm
e o controle, a fimde
seobservar o
número de
fixações.As
placas foram colocadas no escuro,sendo
acompanhadas
as fixaçõescom
1, 2 e 3 dias, nosmesmos
moldes do
experimentoanterior.
Paralelamente foi feito
um
experimento para se avaliar a fixaçãoem
sistemade
fluxo contínuo,onde
as Ian/as previamente retiradas da geladeira foram colocadasem um
recipientecom
6.700 mlde água
salgada,que
continha dois tubosde vidro fixados no fundo
do
recipiente, tubos estesque
continham ponteirascom
diâmetros pré-estabelecidos para se ter o controle da velocidade
do
fluxode
água. Estes tuboseram
cobertoscom
papel alumínio, devido ao fatode
as larvas só sefixarem no escuro.
Foram
utilizados para os testes, ponteiras de 1mm,
4mm
e 5mm,
que
proporcionaram diferentes velocidadesem
nosso sistema. Foi realizadauma
primeira corrida,sem
ponteira,duas
com
a ponteira de 1mm,
e trêscom
asponteiras
de
4 e 5mm,
sendo
nestas,uma
ponteirade
4mm
euma
de
5mm
em
cada corrida.
Após
a descidade
todaágua do
tanque, os tuboseram
retirados,3.3 Avaliaçao
de
Tintas AntincrustanteA
fabricaçãode
tintas antincrustante, utilizando-sede
TBT
-
Tributil Estanho,foi interrompida
em
janeiro deste ano, isto porque este produto se mostrou altamentetóxico e prejudicial aos organismos marinhos e ao próprio
homem.
Tal fato decorreude
Resolução emitida pelaIMO
-
International Maritime Organization,que
pretendesua substituição por novas formulações
menos
agressivas aomeio
marinho.A
atividade
de
avaliaçãode
tintas antincrustante surgeexatamente da
necessidadede
desenvolver tintas
com
novas formulações para suprir oespaço
deixado por tintas abase
deTBT,
biocidausado
em
larga escala nas últimasdécadas (IEAPM/DEN,
2001).
No
IEAPM
-
Institutode
Estudos doMar
Almirante Paulo Moreira, para fazerfrente a este problema, está
sendo
desenvolvidoum
programa
denominado
PROGRAMA
DE
BIOINCRUSTACAO,
juntamentecom
aDEN
- Diretoria deEngenharia Naval,
também
Órgão da Marinhado
Brasil,que
objetiva a avaliaçãode
tintas antincrustante sob novas formulações, todascomprometidas
com
o futuro davida marinha, juntamente
com
a eficiência antincrustante. Testes já levados a efeitoem
algumas
tintas fornecidas por fabricantes,com
a ausência do referido biocida, jámostram que algumas
delasapresentam
formulaçõesque
poderão,após
testesfuturos nos próprios navios, apresentar resultados satisfatórios no
que
diz respeito aocombate
das incrustações.O
PROGRAMA
DE BIOINCRUSTACAO
encontra-seem
franco desenvolvimento,com
os testessendo
desenvolvidos normalmente.Recentemente, já se
conhece
produtos naturais, produzidos por organismossésseis (fixos a
um
substrato), taiscomo
algas, corais e esponjas,que
podem
seconstituir
numa
nova perspectiva para utilizaçãocomo
antincrustantes naturais.Apesar dessa
idéianão
ser nova, elatem
sido discutida mais objetivamentecomo
uma
melhor alternativa para as tintas antincrustantes tradicionais, sob o aspectoambiental.
A
contagem
das placas utilizadas nos testes de tinta antincrustante é feitaquinzenalmente na
BNRJ, Base
Naval do Riode
Janeiro eem
Arraialdo
Cabo, nocampo
de provas do Institutode
Estudosdo
Mar
Alte. Paulo Moreira,em
balsas15
construídas e poitadas
em
frente à praia do Farol, na ilha deCabo
Frio.Em
ambos
os locais, estão
sendo medidas
aporcentagem
de cobertura dos diferentesorganismos incrustantes, além da espessura total da incrustação.
Essas medições
são feitas utilizando-sede
um
quadrado de
10 × 10cm
dealuminio, subdividido
em
100 pontosde
interseção, obtidoscom
linhasde
nylon,colocadas a
cada
1cm
(Figura 09). Trinta pontos aoacaso
são contados paracada
espécie nos diferentes extratos da incrustação, e todos os organismos, presentes
sob os pontos, registrados.
‹=
¬ . -rf
Figura 09 - Quadrado utilizado na contagem das placas com tinta antincrustante.
A
espessura émedida
com
uma
régua, e osdados
coletados sãopassados
para
uma
fixa, para posterior avaliação. Mensalmente, são tiradas fotos das placas para oacompanhamento
do
desenvolvimento dos organismos incrustados.Durante as contagens, as estruturas
passam
porum
processo demanutenção,
efetuando-se a limpeza dos organismos nelas incrustados,bem como
atroca
de
qualquerpeça que
esteja danificada.As
placas,que
passam
pelo processo de contagem, sãoem
número
de 132,confeccionadas
de
aço carbono, no Arsenalde
Marinhado
Rio de Janeiro (AMRJ),com
medidas
de 20 x 25cm
de
lado e 15mm
de
espessura enumeradas
na parteinferior (Figura 10).
Cada
12 delas foram pintadascom
um
tipo de tinta fornecidoplacas, 66 (sessenta e seis) foram
submersas
aum
metro de profundidade, no Píer 1da
BNRJ, sendo
6 (seis) decada
tipo, e asdemais
66 (sessenta e seis),também
6 (seis) de cada tipo, nocampo
de
provas doIEAPM.
As
placas utilizadas naBNRJ
estão presas a
uma
distância de 25cm
entrecada
uma
delas e travadas por fios decobre para evitar o contato entre si,
em
estruturascompostas
porum
cano
rígido dePVC
de 1 *Ácom
2,5m
de comprimento, preso porcabos
pelas extremidades auma
bóia,que contem
doiscabos
para prendercada
estruturaem
diferentes pontos doPíer (Figura 11). Já no
campo
de provas doIEAPM,
as placas foramsubmersas
aum
metro de profundidade porcabos
de nylon presosem
balsas de madeira,confeccionadas especialmente para este experimento (Figura 12).
Em
duas dessas
balsas foram distribuídas 17 placas e
em
duas
outras foram presas 16 placas, todasde
forma aleatória, ecom
uma
distância de 30cm
deuma
para outra.l.
J
._Figura 10 - Placa utilizada nos testes Figura 11 - Estrutura utilizada na Baía de Guanabara, com tinta antincrustante. para os testes com tinta antincrustante.
17
3.4 Coleta e
Triagem de Zooplâncton.
A
Marinha do Brasil e o setor privadoconcentram
grande parte de seus meiosflutuantes e instalações afins na Baia
de Guanabara.
Porpermanecerem
boa partedo
tempo
estacionados nesse local, os meios flutuantes sofremcom
forte taxade
incrustação. Tal fato traz consigo
uma
série de dificuldades para amovimentação
desses meios
e, oque
é pior, acarreta sérios prejuizosnão
só à frota navalcomo
à mercante.Dentro
do
PROGRAMA
DE
BIOINCRUSTAÇÃO,
realizado peloDepartamento de
Oceanografia IEAPM,
Institutode
Estudosdo
Mar
Almirante PauloMoreira,
em
convêniocom
aDEN,
Diretoria de Engenharia Naval,ambos
Órgãos daMarinha do Brasil, está
sendo
desenvolvida a atividade de coleta e triagem dezooplâncton. Esta atividade foi iniciada
em
outubrode 1999
e estáfundamentada
nomonitoramento dos picos de reprodução dos organismos bioincrustantes.
Com
issohá possibilidade
de
se identificar asépocas de
maior disponibilidade das larvasdestes organismos no meio ambiente. Desta forma, a Marinha
do
Brasil poderádispor
de
elementos confiáveis quanto aos melhores períodosde
docagem,
pintura eatracação dos
meios
flutuantesem
seus piers na Baiade Guanabara.
A
coletade
zooplâncton é feitasemanalmente
na Ilhade
Cabo
Frio,em
Arraial
do
Cabo
- RJ, paralela a praia do Farol (Figura 13).São
feitos 3 arrastos superficiais,com
2 min de duração cada, utilizando-se de redes de zooplâncton dediâmetro de
malha
de1OO
micrômetros,com
bocade 40
cm
(Figura 14).As
amostras coletadas sao acondicionadasem
frascosde 250
ml, contendoformol salino a
4%,
ainda no barcoem
que
foram feitos os arrastos.Na
Baia deGuanabara
é utilizada amesma
metodologia,mas
os arrastos sãofeitos
em
3 pontos distintos:BACS,
Base
Almirante Castro e Silva,BNRJ, Base
Naval do Rio de Janeiro e
AMRJ,
Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro,com
periodicidade quinzenal.No
laboratório, as amostras são colocadasem
provetas paraque
o materialsedimente e, assim, se possa estabelecer o biovolume da amostra.
O
materialcoletado é retirado da proveta e colocado
em
frascocom
ovolume
pré-estabelecidode 200
ml, para posterior quantificação das Ian/as encontradas.Da
amostra, jácom
ovolume
definido, são retiradas 3subamostras
de 2,68ml,com uma
pipeta deStemple,
que
são colocadasem
cubas de Dolfus (Figura 15) e levadas aomicroscópio estereoscópio para ser feita a contagem.
Nesse
processo são
triadas
apenas
as
larvas meroplanctônicas, larvasque
passam
seu periodolan/al na coluna d'água.
Após
a contagem, as amostras são colocadasem
frascosmenores
com
etiquetas, discriminando: dia, biovolume e amostra,sendo
assimarquivadas.
Figura 15 ~ Pipeta de Stemple e Cuba de
Dolfus, utilizados na triagem de zooplâncton
19
4.
Resultados
4.1 Cultivo
de
Balanus
amphitritePara se conseguir completar o ciclo lan/al do cirrípede Ba/anus amphitrite,
foram feitas três tentativas de cultivo, nao se obtendo
sucesso
nasduas
primeiras.Na
terceira tentativa, conseguiu-se fazercom
que
os náuplioschegassem
ao estágiode
cypris,completando
assim, o ciclo larv_al deste crustáceo.Em
todas as tentativasde
cultivo, a coletados
reprodutores foi namesma
quantidade, cerca
de 500
gde peso
úmido, o suficiente para cobrir o fundodo
baldeem
que
eram
acondicionados, baldesde
13 litros. Fatorescomo
aépoca
da coleta ematuração dos
reprodutorespodem
gerar diferenças na quantidade finalde
larvasde
cada
lote.No
cultivo I, primeira tentativade
cultivar as Ian/asde Ba/anus
amphitrite atéo estágio
de
cypris,que
teve seus reprodutores coletados e iníciodo
cultivoem
15/04/2003, foi possível capturar
após
a reprodução, o equivalente ai 10.800náuplios,
recém
eclodidos.Com
essa
quantidadede
náuplios, foram disponibilizados dois tanquesde
cultivo,
cada
um
delescom
ovolume de
5,4 litros e contendo ametade
das lan/ascapturadas. Este cultivo teve a duração de 8 dias,
chegando ao
seu fim no dia22/04/2003,
quando
foi constatada a mortede
100%
dos
náuplios cultivados,não
ocorrendo, portanto, a
passagem
de
nenhum
desses
náuplios para o estágiode
cypris.Os
dados
relativos a sobrevivência das larvasde
Ba/anus amphitrite duranteo cultivo I apresentaram
uma
elevada variação na sobrevivência no decorrer docultivo, culminando
com
a mortalidade total das larvas. (Figura 16).No
tanque 1, asobrevivência se mostrou baixa
desde
o iníciodo
cultivo, tendo seus valoresapresentados a maior taxa
de
sobrevivência no primeiro dia, e muito baixa nos diasque
se seguiram.No
tanque 2, a sobrevivência teve seu maior índice no quarto dia,Sobrevivência das larvas
durante periodo de cultivo
5
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr .... rrrr4
-0-tanque2 1 12
3
4
5
6
7
Larvaslm I\> 00 DiasFigura 16- Monitoramento da sobrevivência de larvas de Balanus amphitrite durante período de cultivo
de 7 dias. Os resultados dos 2 primeiros dias foram baseados
em
amostragens de 1 ml e orestante
em
5 ml.-
Na
segunda
tentativade
cultivar larvasde
Balanus amphitrite até o estágiode
cypris,que
teve a coletade
seus reprodutores e iníciodo
cultivoem
23/04/2003,foram capturadas,
como
auxíliode
pipetas, o equivalente a 15.250 náuplios.Esses
náuplios foram separados
em
dois cultivos,de
acordocom
o substrato artificialdo
qual
seus
reprodutores foram coletados,um
tanquecom
volume de
5 litros,com
reprodutores coletados
em
pneus e
outrocom
volume de
10 litros,com
reprodutorescoletados
em
torasde
madeira utilizadas na sustentaçãodo
píer.A
duração destecultivo foi
de
7 dias, términoem
29/04/2003, e a constataçãode
taxade
mortalidadede 100%, não havendo
sinalda
passagem
de
nenhum
naúplio para o estágiode
cypris.H
Os
dados
relativos à sobrevivência nestasegunda
tentativade
cultivomostram
um
declínio na sobrevivência no decorrerdo
período de cultivo (Figura 17).Ambos
os tanques, 1 e 2, apresentaram os maiores índices no iníciodo
cultivo,seguidos
do
declínio atéchegarem ao
ponto mínimo, coincidindocom
a total21
Sobrevivência
das
larvas durante períodode
cultivo 15 e aaaaa ea
\
-4-tanque 1 5 . ,M »~e«-›¡tanque 2 É -~~¬f... O I l l l | I 1 2 3 4 5 6 Dias Larvaslm _.\oFigura 17 - Monitoramento da sobrevivência de larvas de Balanus amphitrite durante 6 dias de cultivo.
_
No
cultivo Ill, terceira tentativade
cultivar larvasde
Balanus amphitrite até oestagio
de
cypris,que
teve seu início e coleta dos reprodutores no dia 08/05/2003, foiobtida a maior quantidade
de
náuplios, chegando-se aonúmero
de
47.500 náuplios,número esse
dividido por 3 tanquesde
cultivo,cada
qualcom
aproximadamente
15litros. Durante este cultivo
não
foram retiradas amostras para oacompanhamento
diário
do
desenvolvimento larval,bem como
a sobrevivênciadas
larvas, para se evitaralgum
tipode
estresse desnecessário aos organismos.O
cultivo teve duraçãoaté o dia 14/05/2003, perfazendo
um
totalde
6 dias,quando sepercebeu,
mesmo
a olho nu, amudança
de
natação, sugerindo apassagem
dos náuplios para o estágiode
cypris, quando, então, foi retiradauma
amostra para a confirma-ção,que
se mostrou positiva e fezcom
que
os tanquesfossem
filtrados. Este cultivo apresentouuma
taxade
transformaçãoem
cypris de74%.
Como
citado anteriormente, estaterceira tentativa
de
cultivonão
apresentadados
relativos a sobrevivência.As
larvasainda no estágio
de
náuplios foram colocadasem
um
novo
tanque,onde
permaneceram
por maisum
dia paraque completassem
o ciclo larval echegassem
ao
estágiode
cypris.4.2 Avaliação
do
Efeitodo
Hipocloritode Sódio na
Fixaçãode
Cracas
No
primeiro experimento (I) pôde-se observar que, no primeiro dia, asconcentrações
de
hipocloritocom
valor superior a 5ppm,
tiveram100%
de
mortalidade,
não
apresentando fixação dos organismos; nasdemais
concentrações,0,5
ppm,
0,1ppm
e 0,01ppm,
e nestas concentraçõesnão houve
mortalidade,com
exceção da
concentraçãode
0,1ppm, que
foi a única a apresentar fixação,com uma
larva fixada.
Após
quatro dias,não
ocorreu mortalidadede
nenhum
dos
organismos, e as fixações foramem
número
de
sete na concentraçãode
0,1ppm, duas
naconcentração
de
0,01ppm
euma
no controle.No
nono
dia,não
havia mais larvasvivas e o
número de
fixações nas diferentes concentraçõesnão
se alterou (Figura18).
'
Fixação
de
cirripédiosem
diferentesconcentrações
de
hipoclorito Oim f`xação o N J>I
90%
O
_I
\@ «Q <° «s 1 «s «Q oO¿\`$o NQQQ ÇDQQ QÇÊQQ Q›«`QQ concentração de hipocloritoFigura 18 - Monitoramento da fixação de larvas de Balanus amphitr¡te_
em
diferentesconcentrações de hipoclorito de sódio, durante período de 9 dias.
O
segundo
experimento (II) apresentou no primeiro dia,100%
de
mortalidade nas concentrações superiores a 3ppm
e taxade
sobrevivênciade
10%
na concentraçãode
2ppm, 86,7%
na concentraçãode
1ppm, 16,7%
na concentraçãode
0,75ppm,
63,3%
na concentraçãode
0,5ppm,
70%
na concentraçãode
0,2523
dos
organismos nas concentraçõesde
1ppm
- 3,3%, 0,25ppm
-3,3%
e 0,1ppm
-10%.
No
segundo
dia, a taxade
sobrevivência se alterouem
doisdos
tratamentos:na concentração
de
1ppm,
diminuiu para 83,3%
e' na concentraçãode
0,1ppm,
diminuiu para
70%.
Já as fixações tiveramsua
taxa alteradaem
quatrodos
tratamentos: na concentração
de
0,5ppm, aumentou
para 6,7%; na concentraçãode
0,25
ppm, aumentou
para10%;
na concentraçãode
0,1ppm, aumentou
para13,3%
e no controle,
aumentou
para10%.
No
terceiro dia, todos os tratamentos tiveram sua taxade
sobrevivênciaalterada,
com
exceção da
concentração de 2ppm:
na concentraçãode 1ppm,
a taxadiminuiu para 63,3%; na concentração,
de
0,75ppm,
diminuiu para 13,3%; na concentraçãode
0,5ppm,
diminuiu para 36,7%; na concentraçãode
0,25ppm,
diminuiu para 46,7%; na concentração
de
0,1ppm,
diminuiu para 43,3%
e nocontrole, diminuiu para 46,7%. Já as fixações tiveram sua taxa alterada
em
trêstratamentos: na concentração
de
1ppm, aumentou
para 6,7%; na concentraçãode
0,75ppm, aumentou
para3,3%
e na concentraçãode
0,25ppm, aumentou
para13,3%. (Figura 19)
Fixação
de
larvasde
cirripédioem
diferentesconcentrações
de
hipoclorito :ltilt
«Q «Q <Q «Q <Q <Q «Q <Q °×<2›QQ QQ
QQ QQ QQ
QQ QQ QQ
*Q °`Q
Q
"
Q1<°G?
ff? o'~` <,°° f'xação .O .-* .N ou1~u1|\.›u1ooQ
concentração de hipocloritoFigura 19 - Monitoramento da fixação de larvas de Balanus amphitríte
em
diferentes concentrações deNo
experimentocom
sistemade
fluxo contínuo utilizandouma
ponteirade
1mm,
esta apresentou, na primeira corrida, o primeiro tubocom
17 larvas fixadas e osegundo
com
11 larvas fixadas, nasegunda
corrida, o primeiro tubo apresentou 12larvas fixadas e o
segundo 25
larvas fixadas.Na
corridawfeitacom
os tubossem
ponteiras, o primeiro tubo apresentou 14 larvas fixadas e o
segundo
9 larvas fixadas.As
demais
corridas,em
número de
3, apresentaram no tubocom
ponteirade 4
mm,
2, 18 e 3 larvas fixadas, e no tubo
com
ponteirade
5mm,
4, 21 e 7 larvas fixadas(Figura 20).
Fixação de larvas de B. amphitrite
em
diferentes fluxos de água 25 a a a a a a a a a ea*i
ii
~1mm
4mm
5mm
10mm
Abertura dos tubos (mm)
Número de arvas fxadas _\ i O U1 O U1
Figura 20 - Monitoramento da fixação de larvas de Balnus amphitrite
em
diferentes fluxo de água de25
4.3 Avaliação
de
Tintas IncrustantesOs
resultados provenientes desta atividade seriam a discriminaçãodo
desempenho
das tintas antincrustante,bem como
identificação quantitativa equalitativa
dos
organismos bioincrustantes encontrados nos corposde
provautilizados nesta atividade. Por se tratar
de
um
projetode cunho
confidencialda
4.4 Coleta e
Triagem
de
Zooplâncton
Os
resultados da atividadede
coleta e triagemde
zooplâncton identificam aslarvas
dos
organismos meroplanctônicos encontrados,bem como
sua quantidade eem
que épocas
estão disponíveis nos locais destes estudos. Por se tratarde
um
projeto
de cunho
confidencialda
Marinhado
Brasil, os resultadosnão
poderão serdisponibilizados neste trabalho. .
27
5.
Discussão
5.1 Cultivo
de Balanus
amphitriteA
reprodução e cultivodo
cirrípede Balanus amphitriteem
laboratório, nospermitiu observar a rusticidade deste organismo, muito resistente a variação
de
temperatura e salinidade,
uma
vezque
as práticasde
manejo
referentes ao seucultivo
são
um
tanto quanto simples, e os cuidados paracom
ele, são cuidadosessenciais a qualquer organismo aquático. Isto se
comprova ao obsen/armos
suadisposição no
meio
ambiente,onde
omesmo
ocorreem
ambientes poluídos,eutrofizados e outros,
sempre
na regiãodo
mesolitoral.Nas
diferentes tentativasde
se cultivar os cirrípedes, se obteve resultadosdiferentes quanto a reprodução, sobrevivência, e desenvolvimento até o estágio
de
cypris. Estas diferenças acreditam-se-que
possam
ter sidocausadas
pelos diferentesestágios
de maturação
em
que
os reprodutores seencontravam quando
coletados, eque algumas
práticas diferentesde manejo tenham alguma
influência no resultadofinal.
'
Em
estudos realizados por Qiu et al. (1997), foi observado o efeitode
pequenas
variações na alimentação no cultivo de Ba/anus amphitriteem
laboratório, utilizanda a microalgaSkeletonema
costatum, mostrandouma
redução notempo de
desenvolvimento e
aumento da
sobrevivênciaquando
utilizada alimentaçãocom
inten/alo
de
12 h, ou contínua,em
comparação
com
alimentaçãocom
intervalosde
24
h.'
Cracas da
espécie Elminius modestus, foram cultivadas utilizando-seduas
espécies
de
microalga, lsochrisis galbana eRhodomonas
sp,em
diferentesconstituições,
mostrando que
a utilização de alga detamanho
pequeno, lsochrisis,nas primeiras fases
de
cultivo e uso deuma
microalga deum
tamanho
maior,Rhodomonas,
em
fases mais avançadas, produz melhores resultados quanto à sobrevivência etempo
de
desenvolvimentoem
comparação
com
a utilizaçãode
uma
única alga na alimentação,