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Algebra Linear BC1425
Universidade Federal do ABC - UFABC Outubro, 2019
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Algebra Linear BC1425 (Universidade Federal do ABC - UFABC)Espa¸cos Vetoriais Outubro, 2019 1 / 28
Espa¸cos Vetoriais
Quarta Aula
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Coordenadas
Teorema 1
V espa¸co vetorial Seja B uma base para V Ent˜ao
Qualquer vetor v ∈ V pode ser escrito de maneira ´unica como
combina¸c˜ao linear dos vetores de B.
Coordenadas
V espa¸co vetorial
Seja B = { v1, v2, · · · , vn} uma base para V
Se v ∈ V , existem escalares α1, α2, · · · , αn tais que v = α1v1+ α2v2+ · · · αnvn
Esses n escalares α1, α2, · · · , αn s˜ao chamados coordenadas de v na base B. O vetor [v ]B = [α1, α2, · · · , αn] ou [v ]B = α1 α2 .. . αn ´
Exemplos
(1) V = P2
B = { 1, x, x2} base canˆonica de P 2.
O vetor de coordenadas do polinˆomio
p(x ) = a + bx + cx2 na base canˆonica de P2 ´e
[p(x )]B = a b c
Note que [p(x )]B ´e um vetor em R3.
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Em geral, o vetor de coordenadas do polinˆomio p(x ) = a0+ a1x + · · · + anxn na base canˆonica B = { 1, x , · · · , xn} de Pn ´e:
[p(x )]B= a0 a1 .. . an
Observe que [p(x )]B ´e um vetor de Rn+1.
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(2) V = M2(R)
B = { E11, E12, E21, E22} base canˆonica de M2(R) O vetor de coordenadas da matriz
A =
2 −1
4 3
na base canˆonica de M2(R) ´e
[A]B= 2 −1 4 3
Note que, [A]B ´e um vetor em R4.
Em geral,
o vetor de coordenadas de uma matriz quadrada de ordem n tem n2 coordenadas.
o vetor de coordenadas de uma matriz de ordem m × n tem m × n coordenadas.
B = { v1, v2, · · · , vn} uma base para o espa¸co vetorial V .
I [u + v ]B= [u]B+ [v ]B, para u, v ∈ V
I [α · u]B= α · [u]B, para u ∈ V e α escalar.
I Em geral,
[α1u1+ · · · + αkuk]B= α1· [u1]B+ · · · + αk· [uk]B
I { u1, · · · , uk} ´e LI em V ⇔ { [u1]B, · · · , [uk]B} ´e LI em Rn.
Importante: Os vetores de coordenadas nos permitem transferir informa¸c˜ao de um espa¸co vetorial arbitr´ario V para Rn.
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Teorema 2
V espa¸co vetorial
B = { v1, v2, · · · , vn} uma base para V Ent˜ao
(i) Um conjunto com mais de n vetores ´e LD.
(ii) Um conjunto com menos que n vetores n˜ao gera V .
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Teorema 3
Se um espa¸co vetorial V tem uma base de n vetores, toda base de V tem
n vetores.
Todas as bases de V tem o mesmo n´umero de vetores.
Defini¸c˜ao
Dizemos que um espa¸co vetorial V tem dimens˜ao finitase admite uma base com uma quantidade finita de vetores.
A dimens˜ao de V ´e o n´umero de vetores de uma base de V e ´e
denotada por dim V.
A dimens˜ao do espa¸co vetorial nulo ´e definida como sendo zero. Um espa¸co vetorial V que n˜ao tem base finita ´e um espa¸co vetorial de
Exemplos
(1) A base canˆonica de Rn tem n vetores, ent˜ao dim Rn= n.
(2) A base canˆonica de Pn tem n + 1 vetores, ent˜ao dim Pn = n + 1. (3) A base canˆonica de Mn(R) tem n2 vetores, ent˜ao dim Mn(R) = n2. (4) A base canˆonica de Mm×n(R) tem m × n vetores, ent˜ao
dim Mm×n(R) = m × n.
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Teorema 4
V espa¸co vetorial dim V = n Ent˜ao
(i) Qualquer conjunto LI em V cont´em no m´aximo n vetores.
(ii) Qualquer conjunto gerador de V cont´em no m´ınimo n vetores.
(iii) Qualquer conjunto LI com n vetores ´e uma base de V .
(iv) Qualquer conjunto gerador de V com n vetores, ´e uma base de V .
(v) Qualquer conjunto LI de com r < n vetores, pode ser extendido a uma base de V . Se {v1, · · · , vr} ´e LI, podemos encontrarwr +1, · · · , wn
vetores tais que {v1, · · · , vr,wr +1, · · · , wn} ´e uma base de V .
(vi) Qualquer conjunto gerador de V com r ≥ n vetores, pode ser
reduzido a uma base de V com n vetores.
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Exemplos
1 B = {1 + x; 2 − x + x2; 3x − 2x2; −1 + 3x + x2}; base para P2 ? 2 B = 1 0 1 1 , 0 −1 1 0 , 1 1 0 −1 ; base para M2(R) ?Dimens˜
ao de um subespa¸co vetorial
Teorema 5
dim V = n
W subespa¸co vetorial de V Ent˜ao
dim W ≤ n.
Problema
Seja W um subespa¸co vetorial de V gerado pelos vetores
v1, v2, · · · , vn, ou seja,
W = ger (v1, v2, · · · , vn) Queremos achar uma base para W .
Observemos que:
Se o conjunto { v1, v2, · · · , vn} ´e LI, ele ´e uma base para W . Se o conjunto { v1, v2, · · · , vn} ´e LD, ele pode ser reduzido a uma base para W .
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Solu¸c˜ao:
1 Forme a matriz M = (v1 v2 · · · vn)
2 Reduza M por linhas `a forma escalonada
3 Para cada coluna Ck na matriz escalonada sem um pivˆo, elimine o
vetor vk do conjunto de vetores dados
4 Destaque os vetores restantes (que correspondem a colunas com
pivˆos).
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Exemplo 1
Seja W um subespa¸co de R3 gerado pelos vetores
v1 = (1, −1, 1), v2= (−1, 4, 2), v3 = (1, 2, 4) Achemos uma base para W . Pelo algoritmo:
M = 1 −1 1 −1 4 2 1 2 4 ∼ 1 −1 1 0 1 1 0 0 0
Os pivˆos aparecem nas colunas C1 e C2.
Logo {v1, v2} ´e uma base de W e dim W = 2.
Observa¸c˜
ao
O fato de a coluna C3 n˜ao conter pivˆo significa que v3 ´e combin¸c˜ao linear de v1 e v2. De fato:
Para verificar se v1, v2, v3 s˜ao LD ou LI, escrevemos α1v1+ α2v2+ α3v3= 0V Da´ı temos que
α1− α2+ α3= 0 −α1+ 4α2+ 2α3= 0 α1+ 2α2+ 4α3= 0 ∼ α1− α2+ α3 = 0 α2+ α3 = 0 Como α3 ´e a vari´avel livre, tomando α3= 1 temos
α2= −1 e α1= −2.
Pergunta: ´E poss´ıvel estender o conjunto { v1, v2} a uma base de V = R3 ? Pelo algoritmo: 1 −1 −1 4 1 2 ∼ 1 −1 0 1 0 0 ⇒ 1 −1 0 0 1 0 0 0 1 Ent˜ao { v1, v2e3} ´e um conjunto LI em R3. Logo, { v1, v2e3}
´e uma base para R3.
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Exemplo 2
V = P2
Seja W = ger (1, 1 + x , 1 + x + x2) um subespa¸co de P2 Achemos uma base para W
Como [p(x )]B = [1, 0, 0], [q(x )]B = [1, 1, 0], [r (x )]B= [1, 1, 1]. Pelo algoritmo 1 1 1 0 1 1 0 0 1 ent˜ao { p(x ), q(x ), r (x ) } ´e LI.
Como dim P2= 3, temos que
{ p(x), q(x), r (x) } ´
e uma base para W , ent˜ao dimW = 3. Logo
W = P2.
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Exemplo 3
Estenda {1 + x , 1 − x } a uma base de P2.
dim P2 = 3
Fixemos a base canˆonica de P2, ou seja, B = {1, x , x2}. Como [p(x )]B= [1, 1, 0], [q(x )]B = [1, −1, 0]. Pelo algoritmo:
1 1 1 −1 0 0 ∼ 1 1 0 1 0 0 ⇒ 1 1 0 0 1 0 0 0 1 Assim, {[p(x )]B, [q(x )]B,[r (x )]B}, ´e um conjunto LI em R3.
Ent˜ao {p(x ), q(x ),r (x )} ´e um conjunto LI em P2. Observe que [r (x )]B = [0, 0, 1] implica que
r (x ) = 0 · 1 + 0 · x + 1 · x2 = x2 Logo, {1 + x , 1 − x ,x2} ´e uma base para P2.
Exemplo 4
Seja W um subespa¸co de V = R5 gerado pelos vetores
v1 = (1, 2, 1, −2, 3), v2 = (2, 5, −1, 3, −2),
v3 = (1, 3, −2, 5, −5), v4 = (3, 1, 2, −4, 1),
v5 = (5, 6, 1, −1, −1)
Achemos uma base para W . Pelo algoritmo: 1 2 1 3 5 2 5 3 1 6 1 −1 −2 2 1 −2 3 5 −4 −1 3 −2 −5 1 −1 ∼ 1 2 1 3 5 0 1 1 −5 −4 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Os pivˆos aparecem nas colunas C1, C2 e C4 {v1, v2, v4} ´e uma base de W e dim W = 3
O fato de a coluna C3 n˜ao conter pivˆo significa que α1v1+ α2v2= v3
tem solu¸c˜ao, logo v3 ´e combina¸c˜ao linear de v1 e v2
O fato de a coluna C5 n˜ao conter pivˆo significa que α1v1+ α2v2+ α3v3+ α4v4 = v5
tem solu¸c˜ao, logo v5 ´e combina¸c˜ao linear de v1, v2, v3 e v4
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Algebra Linear BC1425 (Universidade Federal do ABC - UFABC)Espa¸cos Vetoriais Outubro, 2019 25 / 28
De fato, como o sistema α1+ 2α2+ α3+ 3α4+ 5α5 = 0 2α1+ 5α2+ 3α3+ α4+ 6α5 = 0 α1− 2α2− 2α3+ 2α4+ α5 = 0 −2α1+ 3α2+ 5α3− 4α4− α5 = 0 3α1− 2α2− 5α3+ α4− α5 = 0
´e equivalente ao sistema escalonado α1+ 2α2+ α3+ 3α4+ 5α5 = 0 α2+ α3− 5α4− 4α5 = 0 α4+ α5 = 0
Como α5 e α3 s˜ao vari´aveis livres tomando α5= 0 e α3= 1 temos que v3 = −v1+ v2.
α5= 1 e α3= 1 temos que v5 = −v1+ 2v2− v3+ v4.
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Exerc´ıcios
(1) Os vetores
v1 = (1, 1, 1, 1), v2 = (1, 2, 3, 2),
v3 = (2, 5, 6, 4), v4 = (2, 6, 8, 5)
geram o espa¸co vetorial V = R4 ? Justifique sua resposta.
(2) Seja W o subespa¸co de V = R4 gerado pelos vetores
v1 = (1, −2, 5, −3), v2= (2, 3, 1, −4), v3 = (3, 8, −3, −5) (i) Ache uma base e a dimens˜ao de W
(ii) Estenda a base de W a uma base de todo o espa¸co V = R4.
(3) Encontre o vetor de coordenadas de A =
1 2 3 4 na base 1 0 1 1 1 1 1 1
(4) Encontre o vetor de coordenadas de p(x ) = 1 + 2x + 3x2 na base
B = { 1 + x, 1 − x, x2}.
(5) Estenda {1 + x , 1 + x + x2} a uma base de P
2. (6) Estenda 0 1 0 1 , 1 1 0 1 a uma base de M2(R).
(7) Encontre uma base para ger (1 − 2x , 2x − x2, 1 − x2, 1 + x2) em P2.
(8) Encontre uma base para
ger 1 0 0 1 , 0 1 1 0 , −1 1 1 −1 , 1 −1 −1 1 em M2(R).