DIREITO EMPRESARIAL II
02/08/2012
Prof. Adair
Bibliografia
Duarte Costa, Wille. Títulos de Crédito. Editora Del Rey. 2ª edição. 2006; Bezerra Filho, Manuel Justino. Lei de Recuperação de Empresas e Falência. Editora RT. 6ª edição. 2011;
Negrão, Ricardo. Manual de Direito Comercial e de Empresa. Editora Saraiva. 4ª edição. Vol 3;
Mamede, Gladston. Direito Empresarial Brasileiro – Títulos de Crédito. Editora Saraiva. 5ª edição. 2009;
Fazzio Júnior, Waldo. Lei de Falência e Recuperação de Empresas. Editora Atlas. 4ª edição. 2008 (texto muito objetivo);
Martins, Fran. Títulos de Crédito. Editora Forense. 14ª edição. 2008;
Coelho, Fábio Ulhôa. Comentários à Nova Lei de Falência e de Empresas. Editora Saraiva. 6ª edição. 2009.
PROVA
1ª) 27/09 2ª) 22/11
06/08/2012
TÍTULOS DE CRÉDITO 1. UNIDADE
1.1. HISTÓRIA
1.2. NOÇÕES GERAIS
- Art. 903 do Código Civil - Salvo disposição diversa em lei especial, regem-se os títulos de crédito pelo disposto neste Código.
- Art. 1647, III, do Código Civil - Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta:
III - prestar fiança ou aval;
- Art. 202, II e III, do Código Civil - A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:
II - por protesto, nas condições do inciso antecedente; III - por protesto cambial;
1.3. CONCEITO – É o documento necessário ao exercício do direito, literal e autônomo, nele mencionado.
1.4. PRINCÍPIOS 1º) Cartularidade; 2º) Literalidade;
3º) Autonomia (inoponibilidade das exceções pessoais – do titular (art. 102 do CC) e do título); As obrigações contraídas nos títulos de créditos são autônomas e não se ligam. O devedor do título não poderá opor as suas exceções pessoais que tinha para com o antigo credor ao portador do título, salvo se este agiu conscientemente em detrimento do devedor.
4º) Abstração; e 5º) Independência
1.5. NATUREZA
1.6. CLASSIFICAÇÃO
1.6.1. QUANTO AO CONTEÚDO
- Propriamente dito (cheque, nota promissória ... duplicata)
- Atribuem a qualidade de sócio (ação)
- Impropriamente ditos (passagem aérea, vale-refeição, bilhete de cinema ou teatro, travel cheque)
1.6.2. QUANTO À PESSOAS DO EMITENTE
- Público (TDA- Título da Dívida Agrária e TTN – Título do Tesouro Nacional,
- Privado
1.6.3. QUANTO À CIRCULAÇÃO
- Nominativos - traz ou menciona em seu contexto o nome do beneficiário ou credor
- À ordem - Ao portador - Não à ordem 09-08-2012 1.7. CRIAÇÃO E EMISSÃO 13/08/2012 2. ATRIBUTOS 2.1. ACEITE
2.2. ENDOSSO é o meio pelo qual se transfere a propriedade do título, podendo-se constituir também em simples mandato. 2.2.1. FIGURAS
ENDOSSANTE é aquele que transmite a posse
ENDOSSATÁRIO é aquele que recebe o título, ou seja, o novo credor
2.2.2. CLASSIFICAÇÃO
ENDOSSO PRÓPRIO menciona o nome do beneficiário endossatário
- EM PRETO - EM BRANCO
ENDOSSO IMPRÓPRIO transmite apenas a posse do título, mas não o crédito.
- POR PROCURAÇÃO OU MANDATO
- ENDOSSO CAUÇÃO dá-se o título em garantia ao endossatário que pode exercitar todos os direitos do mesmo emergentes, mas o endosso vale apenas como endosso procuração
- ENDOSSO FIDUCIÁRIO Fideicomisso
Instituto jurídico em que o testador transmite ao herdeiro ou legatário temporário certa quantidade de bens, impondo-lhe a obrigação de, por sua morte ou após transcorrido certo tempo ou sob condição estabelecida, transmitir ao segundo beneficiário designado ou seu substituto, o fideicomissário, o legado recebido como domínio resolúvel.
- ENDOSSO TARDIO OU PÓSTUMO
- ENDOSSO SEM DATA presume-se que foi antes.
ENDOSSO CESSÃO
Art. 286 e seg. do C.C. Circulação de títulos Transferência de direitos
Não solene Solene
Circula o bem corpóreo (título)
Transfere o bem incorpóreo (crédito
Inoponível as exceções pessoais
Oponível as exceções pessoais
É total Total ou parcial
Não exige notificação do devedor
Exige a notificação do devedor
16/08/2012
AVAL entende-se por aval a garantia cambiária assumida no intuito de garantir o pagamento nas mesmas indicações de um outro obrigado.
O avalista é responsável da mesma maneira a pessoa por ele avalizada. GARANTIA FIDEJUSSÓRIA
DIREITOS REAIS (hipoteca para bens imóveis, penhor para bens móveis e anticrese para frutos e rendimentos)
SÚMULA Nº 189 - STF - DE 13/12/1963 Enunciado:
Avais em branco e superpostos consideram-se simultâneos e não sucessivos.
Data da Aprovação: 13/12/1963
Fonte de Publicação: Súmula da Jurisprudência Predominante do Supremo Tribunal
Federal - Anexo ao Regimento Interno. Edição: Imprensa Nacional, 1964, p. 97. Este texto não substitui a publicação original.
Observação:
Ø Lei nº 5.474/1968, art. 18, § 1º. AVAL:
http://www.jurisway.org.br/v2/cursoonline.asp?id_curso=763&id_titulo=14289&pagina=1
Lei de Genebra
20/08/2012
ATRIBUTOS
PROTESTO, para efeitos cambiais é a formalidade extrajudicial, mas solene, destinada a servir de prova da apresentação do título no tempo devido, para o aceite ou para o pagamento, não tendo o portador, apesar da sua diligência, obtido este ou aquele.
Somente será obrigatório o protesto de cheque sem fundo para alcançar os coobrigados ou obrigados indiretos, ou seja, endossantes e/ou avalistas.
Querable
Pagamento que, sem ordem em contrário, deve ser feito no
domicilio do devedor.
Pagamento quérable
Toda prestação que, não havendo indicação expressa em
contrário, só pode ser satisfeita no domicílio do devedor.
Portable
Pagamento que deve ser feito no domicilio do credor
Pagamento portable
É o pagamento que por convenção expressa das partes ou
em virtude da lei, das circunstâncias ou da natureza da
obrigação deve ser efetuado no domicílio do credor.
OBRIGAÇÃO portable – o próprio devedor procura o credor para satisfazer a obrigação.
OBRIGAÇÃO quérable – o credor procura o devedor para que seja quitada a dívida. 27/08/2012 LETRA DE CÂMBIO 30/08/2012 LETRA DE CÂMBIO 10/09/2012 CHEQUE Lei nº 7.357/85 FIGURAS INTERVENIENTES - sacador – emitente - devedor - sacado – instituição financeira - tomador- beneficiário - credor
APRESENTAÇÃO
- Art. 32 a 42 da Lei nº 7.357/85
- cheque à ordem = a cheque nominal
- cheque não à ordem (art. 17, § 1º, da Lei nº 7.357/85 - cheque ao portador
- cheque nominal
- cheque pós-datado (pré-datado) art. 32, parágrafo único, da Lei nº 7.357/85
- cheque cruzado (art. 44 e 45, da Lei nº 7.357/85 - cheque visado (art. 7º, da Lei nº 7.357/85) - cheque administrativo
- cheque pra se creditado em conta (art. 46, da Lei nº 7.357/85
TRANSMISSÃO: por endosso
GARANTIA FIDEJUSSÓRIA: por aval
AÇÃO POR FALTA DE PAGAMENTO – arts. 47 a 55
Endosso sem garantia
Proibição de endosso
Garantia fidejussória (arts. 29 a 31)
13/09/2012
DUPLICATA
Lei nº 5.474/68
É um título de crédito formal circulado por meio de endosso, constituindo um saque fundado sobre crédito proveniente de contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de serviços, assimilado aos títulos cambiários por força de lei.
As duplicatas não são títulos regidos pelo princípio da abstração, pois sempre terão a causa que lhe deu origem que é a nota-fiscal-fatura de venda mercantil ou prestação de serviço. Logo ligam-se a sua causa
debendi, EXCETO a duplicata aceita.
SACADOR – vendedor ou prestador do serviço SACADO – comprador ou beneficiário do serviço
OBS.: O ACEITE É FACULTATIVO, MAS O PROTESTO É OBRIGATÓRIO
OUTRAS FIGURAS: endossantes e avalistas
ART. 2º, § 2º UMA DUPLICATA NÃO PODE CORRESPONDER A MAIS DE UMA FATURA, MAS O CONTRÁRIO SIM.
A
B
C
17/09/2012
DUPLICATA (cont.)
www.tjdft.ju.br 1ª instância - PROC Nº 2012011008538-3
20/09/2012
CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO
(Lei nº 10931/2004)
A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.
CLASSIFICAÇÃO - Título de crédito estrito sendo dotado de cartularidade, literalidade e autonomia mas é causal e sempre dependente do contrato de abertura de crédito.
REQUISITOS – art. 29, I a VI
EXTENSÃO MONETÁRIA DO TÍTULO – art. 28, § 2º CIRCULAÇÃO: à ordem e endosso em preto – art. 29, § 1º GARANTIAS – art. 27
PROTESTO – art. 41
PENA DE DOBRA – art. 28, § 3º
VEDAÇÃO DA CAPITALIZAÇÃO DE JUROS – art. 28, § 1º, I Observação - ver WWW.tjdft.jus.br - 1ª instância - processos - 20100112073978
- 20100111231349
CONHECIMENTO DE DEPÓSITO e WARRANT Decreto nº 1.102 de 1903
ARMAZENS GERAIS – art. 15 RECIBO DE DEPÓSITO- art. 6º
CONHECIMENTO DE DEPÓSITO e “WARRANT” JUNTOS DESTACADOS UM DO OUTRO
REQUISITOS – art. 15, § 1º, 1º) ao 8º) PRAZO – 06 meses
PROTESTO – art. 23, § 7º EXTINÇÃO
Pignoratício - Relativo ao penhor. Credor garantido com penhor.
Credor pignoratício - É a pessoa a quem fica estabelecido o penhor de coisa móvel como garantia, sendo
Credor pignoratício - Pessoa que possui um título de penhor instituído em seu favor.
24/09/2012
CÉDULA DE CRÉDITO (Decreto Lei nº 167 de 1967) CÉDULA DE CRÉDITO RURAL (art. 9º)
NOTA DE CRÉDITO RURAL (art. 27) NOTA PROMISSÓRIA RURAL (art. 42) DUPLICATA RURAL (art. 46)
TÍTULO DE CRÉDITO INDUSTRIAL (Decreto Lei nº 413 de 1969) TÍTULO DE CRÉDITO COMERCIAL (Lei nº 6.830 de 1980)
É uma promessa de pagamento em dinheiro, com garantia real cedularmente constituída (penhor e hipoteca) e alienação fiduciária sendo o título à ordem liquido certo e exigível pela soma dele constante ou do endosso, além dos juros e comissão de fiscalização, se houver, e demais despesas que o credor quiser para segurança, regularidade e realização de seu crédito.
CONHECIMENTO DE TRANSPORTE (Lei nº 1.832 de 1996)
É um título de crédito representativo de mercadoria da mesma espécie do conhecimento de depósito. Quem for o possuidor do conhecimento de transporte também será o possuidor da mercadoria, razão um sempre acompanha o outro, de tal maneira que se o conhecimento de transporte for endossado a terceiro este passa a ser o novo possuidor das mercadorias pelo título representadas.
04/10/2012
FALÊNCIA e RECUPERAÇÃO JUDICIAL e EXTRAJUDICIAL UNIDADE I – MÉTODOS PARA O ESTUDO DO DIREITO FALIMENTAR
MÉTODOS PARA O ESTUDO DE RECUPERAÇÃO E FALÊNCIA
ÍNDICE DA LEI
OS TRÊS PROCESSADOS AUTOS PRINCIPAIS
AUTOS APENSADOS (VERIFICAÇÃO DE CRÉDITO, HABILITAÇÃO DE CRÉDITO e IMPUGNAÇÃO DE CRÉDITO)
AUTOS CRIMINAIS CONCLUSÃO
HISTÓRICO EM BREVES CONSIDERAÇÕES
UNIDADE II – DISPOSIÇÕES PRELIMINARES e DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA
DISPOSIÇÕES GERAIS
EMPRESÁRIO (art. 966, caput, do Código Civil e art. 1º, da Lei nº 11.101 de 2005)
SOCIEDADES PERSONIFICADAS:
SOCIEDADE EM NOME COLETIVO (arts. 1.039 a 1.044 do CC) SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES (arts. 1.045 A 1.051 do CC) SOCIEDADE LIMITADA (arts. 1.052 a 1.087 do CC)
SOCIEDADE NA}ONIMA (arts. 1.088 e 1.089 do CC)
SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES (arts. 1.090 a 1.092 do CC) SOCIEDADE DE CAPITAL E INDUSTRIA
EMPRESÁRIO INDIVIDUAL (arts. 966, caput, do Código Civil e art. 1º, da Lei nº 11.101 de 2005)
SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS
SOCIEDADE EM COMUM (arts. 986 a 990 do CC)
SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO (arts. 991 a 996 do CC)
OBS.: Sociedade em comum pode requerer falência? Pode ter a falência decretada?
ENQUADRAMENTOS FISCAIS
ME EPP