Condições de conforto e higiene nos trabalhadores de saúde em hospital geral

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Texto

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XVI CURSO DE ESPEC IALIZAÇ ÃO EM MEDIC INA DO TRABALHO

CONDIÇ ÕES DE CONFORTO E HIGIE NE NOS TRABALH ADORES DE SAÚDE EM HOSP ITAL GERAL

IR IA CELESTE GHIS LAND I

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UNIVERS IDADE FEDERAL DE SANTA CATAR INA ASSOC IAÇÃO CATAR INENSE DE MEDIC INA

XVI CURSO DE ESPEC IALIZAÇ ÃO EM MEDIC INA DO TRABALHO

CONDIÇ ÕES DE CONFORTO E HIGIE NE NOS TRABALH ADORES DE SAÚDE EM HOSP ITAL GERAL

IR IA CELESTE GHIS LAND I Prof. Dr. Sebastião Ivone Vieira

Coordenador Prof. Edemar Soares Antonini

Orientador

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UNIVERS IDADE FEDERAL DE SANTA CATAR INA ASSOC IAÇÃO CATAR INENSE DE MEDIC INA

XVI CURSO DE ESPEC IALIZAÇ ÃO EM MEDIC INA DO TRABALHO

CONDIÇ ÕES DE C ONFORTO E HIGIE NE NOS TRABALH ADORES DE SAÚDE EM HOSP ITAL GERAL

IR IA CELESTE GHIS LAND I

Parecer:

_____________________________ ___________________________ Prof. Dr. Otacílio S. Sobrinho Prof. Dr. Sebastião I. Vieira

_____________________________ ___________________________ Prof. Ivo Medeiros Reis Prof. Edemar Soares Antonini

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RESUMO

Este trabalho de m onografia abordando Condições de Conforto e higiene em Trabalhadores da Saúde em Hospital Geral, foi elaborado para atender a uma exigênc i a para conclusão do XVI Curso de Especialização em Medicina do Trabal ho, patrocinado pel a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em convênio com a Associação Catarinense de Medicina (ACM) e supervisionado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Extens ão Universitária (FAPEU), realizado na cidade de Florianópolis (Santa Catarina).

Todo trabalhador carece de condições adequadas para que possa manter sua saúde, desenvolver -se e produzir em seu ambiente de trabalho. Dentre m uitas de suas necessidades, enc ontram-se condições mínimas de higiene e conforto, que som adas a outros requisitos, evitarão que os mesmos est ejam expostos a acidentes, incidentes ou doenças decorrentes de suas atividades. Pertence aos Serviços Especializados em Segurança e Medicina do T rabalho (SESMTs), através dos profissionais especializados, a tarefa de promover a Saúde Ocupacional, para a qual a definição de higiene do trabalho abrange a identificação, avaliação e controle dos riscos profissionais capazes de ocasionar alterações na saúde do trabalhador, ou alterar seu conforto e efi ciência.

A presente monografia abrange três etapas fundamentais no seu conteúdo:

- A discussão da Norma Regulament adora (NR) 24, criada a partir da portaria no 3.214 do Ministério do Trabalho de 8 de jun ho de 1978, que regulamenta as condições sanitári as e de conforto nos locais de trabalho;

- A apresentação das “Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde”, criadas pelo Ministério da Saúde, orientando entre outros aspectos, s obre as condições ambientais de conforto;

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atividades da área da saúde, em particul ar no setor hospitalar.

O Hospital e Maternidade Mari eta Konder Bornhausen (H.M.M.K.B.), localizado na cidade d e Itajaí (Santa C atarina), é um complexo hospitalar que envolve vári os setores de atividade, desde as mais simples até aquelas que exigem alto grau de complexidade. Foi o hospital escolhido para a realização dest a análise ambient al.

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ABSTRACT

This stud y, which addresses Comfort and Hygi ene Conditions of Health Workers in General Hospitals, was carried out as a course requirement of the 16t h Specialization Course in Occupational Medicine, sponsored b y the Federal Universit y of Santa Catarina (UFSC) in partnership with the Associação Médi ca de Santa Cat ari na (Medical Association of Santa Catarina) and supervised b y t he Universit y Research and Extension Foundation (FAPEU). The course took place i n Florianópolis, Santa Catarina.

All workers have the right t o appropri ate conditions to maintain good health, develop themselves and produce their best in their work environment. Among their man y requirements are minimal conditions of hygiene and comfort which, together with other requirements, will help minimize accidents, incidents or illnesses resulting from their activities.

The task of promoting occupational health is the responsibilit y of Services and Professionals Specializing in Occupational Safet y and Medicine. In occupational health, the definition of occ upational hygiene encompasses the identification, evaluation and control of occupational risks that can alter t he worker’s health, comfort and productivit y.

Based on these premises, this study involves three basic st ages: - a discussion of Regulator y Sta ndard no.24, wich is based on the Ministry of Labor Directive no. 3.214, of 8t h June, 1978, and with regulates conditions of hygiene and comfort in work places;

– presentation of “Standards for Physi cal Desi gns of Heal thcare Establishments”, created b y th e Ministry of Health, which provides guidance on the environmental condi tions of comfort among other aspects;

– a discussion about the occupational risks associated with activities in the field of health, particul arl y in the hospital sector.

The Hospital e Maternidade Mari eta Konder Bornhausen (Marieta Konder Bornhausen General and Maternit y Hospital), located in Itaj aí

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(State of Santa Catarina), is a hospital complex involving various sectors of activit y that range from the most basic to activities requi ring hi gh levels of complexit y. This hospital was chosen for the carr yng out of this environmental anal ysis.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 01

2 REGULAMENTAÇÃO ... 04

2.1 Portaria no 3.214 de 08 de junho de 1978 - Norma Regulamentadora No 24 ... 04

2.2 Lei Orgâni ca de Saúde 1990 ... 05

2.3 Normas para projetos físicos de estabeleci mentos assistenciais de saúde ... 06

3 CONDIÇÕES DE TRABALHO ... 07

3.1 Condições de higiene ... 07

3.2 Condições ambi entais de conforto ... 10

3.2.1 Conforto higrotérmi co e qualidade do ar ... 10

3.2.2 Conforto acústico ... 13 3.2.3 Conforto luminoso ... 15 3.3 Riscos ocupacionais ... 16 3.3.1 Riscos físicos ... 17 3.3.2 Riscos ergonômicos ... 17 3.3.3 Riscos químicos ... 18 3.3.4 Riscos biológicos ... 20 4 ANÁLISE DO AMBIENTE ... 25 5 CONCLUSÃO ... 30 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 32 7 ANEXOS ... 34

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1 INTRODUÇÃO

A saúde é reconhecida, universalm ente, como um direito inalienável do hom em. Esse direito permite ao hom em e sua família condições di gnas de vida e alcance do bem estar.

Neste contexto, o direito à saúde implica, entre outras gara ntias, a de um trabalho em condições adequadas, com amplo conhecimento e controle por parte do trabalhador, do processo e do ambient e de trabalho. “Quando é cont ratado para exercer um a função, qualquer que ela seja, numa fábrica, numa oficina, num escritó rio, numa casa de comércio, o trabalhador tem o direito de exigir que sua saúde não sej a sacrificada”1. Este pressuposto é o ponto de partida para a compreensão da importância de se criarem ambientes de t rabalho adequados, harmônicos, onde o trabalhador po ssa exercer suas atividades longe das condições adversas que ofereçam riscos ocupacionais, ou seja, situações encontradas no ambiente de trabal ho que representem peri go à integridade do trabalhador.

“Por serem instituições médicas, os hospitais erroneamen te são considerados lugares saudáveis para trabalhar. Tradici onalmente as atenções estão volt adas aos cuidados com os pacientes, sendo a saúde dos profissionais envolvidos nestes cuidados relegada a segundo plano”2 Tais fatores, associ ados ao descuido por parte dos próprios trabalhadores com aspectos relacionados a sua saúde, têm proporcionado situações no ambiente de trabalho que representam risco à integridade fí sica e mental do trabalhador, ou seja, trabalhadores inseridos em ambientes de trabalho advers os, realizando -os em condições típicas que determinam seu estado de saúde em conformidade com as agressões a que estão expostos.

Saúde ocupacional abrange um amplo conjunto de conceit os que

1 F i r me z a a p u d O l i v e i r a , o p . c i t . p . 2 3 3 2 S c h n e i d e r a p u d V i e i r a , o p . c i t . p . 1 7 3

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objetivam proporcionar qualidade de vida no trabalho. Historicame nt e tem se encontrado à margem do sistema de saúde, com baixo grau de institucionalização e priorização por parte do Governo. Isto deve -se em parte à série de problemas com os quais o setor saúde vem se defrontando em relação às políticas de alocação de re cursos e, por outro lado, ao fato de que os problemas de saúde dos trabalhadores não se manifestam com a mesma contundênci a verificada em outros setores da população.

Os setores relacionados à saúde no país não tem uma cultura prevencionista, sendo este o principal obstáculo à promoção e preservação da saúde. A saúde ocupacional constitui exceção, pois parte de uma premissa prevencionista, cujos objetivos são:

– A promoção e manutenção, no m ais alto grau, do bem estar físico, mental e soci al dos trabalha dores em todas as ocupações;

– A prevenção, ent re os trabalhadores, de doenças ocupacionais causadas por suas condições de trabalho;

– A proteção dos trabalhadores, em seus empregos, contra os riscos resultantes de fatores adversos à saúde; e

– A colocação e a conservação dos t rabalhadores nos ambientes ocupacionais adaptados às suas aptidões fisiológicas e psi cológicas.

Dentro das empresas, os Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabal ho (SESMTs) são os que têm sob sua responsabilidade as questões referent es à Saúde Ocupaci onal. “O Sistema de Segurança e Higiene do Trabalho é simplesmente um conjunto de subsistemas que, providos de recursos e regras mínimas, atuam em harmonia entre si e com outros sistemas, e visam, através do pl anejame nto e desenvolvimento de ações, prevenir acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e incidentes críticos em todas as atividades de um a empresa, de modo a satisfazer as necessidades da própria empresa e dos seus trabalhadores”3

Um dos vários instrumento s de que os SESMTs podem fazer uso

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para promover a saúde ocupacional são as Normas Regulamentadoras (NRs), criadas pela portaria no 3.214 do Ministério do Trabalho, que constituem regulamentação acerca de vários aspect os que irão proporcionar a manutenção da saúde e a prevenção de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Dentre estas, constitui tema central desta monografia a NR -24, referente as condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho, nest e caso o hospital geral.

Embora não estejam contempladas na NR -24, de fundamental importância são as questões referent es ao conforto hi grotérmico e qualidade doar, conforto acústico e luminoso, todos com repercussão não somente sobre a saúde, como também sobre o desempenho e a eficiênci a do trabalhador.

Da mesma form a, e experiência tem demonstrado que um ambiente de trabalho sujo, desorganizado, sem condições mínimas de conforto, é um ambiente de risco favorável à ocorrênci a de acidentes e doenças ocupacionais, principalmente quando associado a out ros riscos aos quais os trabalhadores est ão expostos. A abordagem destes riscos é primordial para a obtenção de condições adequadas de saúde.

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2 REGULAMENTAÇÃO

2.1 Portaria n

o

3.214 de 08 de junho de 1978 - Norma

Regulamentadora N

o

24

Através da Lei no 6.514 de 22/12/1977 o então Presidente da República altera o Capítulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho (C LT) rel ativo à Segurança e Medicina do Trabalho. Esta lei incumbe o órgão competente no âmbito nacional (Ministério do Trabalho) de:

– Estabelecer normas sobre a aplicação dos preceitos referentes à Segurança e Medici na de Trabalho (Normas Regulamentadoras),

– Coordenar, orient ar, controlar e supervisionar a fiscalização e as demais atividades relacionadas com a Segurança e Medic ina do Trabalho em todo o território nacional,

– Conhecer dos recursos, em última instância, das decisões proferidas pelos Delegados Regionais do Trabalho em matéria de Segurança e Medici na do Trabalho,

Assim, em 08 de junho de 1978, o Ministério do Trab alho, através da Portaria no 3.214, cria as Norm as Regul amentadoras, inicialmente em número de vinte e oito . Dentre elas, a NR –24, que se refere às Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho. Os aspectos básicos de que trata esta NR tem re lação com:

– A construção e manutenção de instalações sanitárias em número e dentro de padrões que proporcionem condições de hi giene adequadas,

– A observânci a da presença de vestiári o e armários em todos os estabelecimentos onde for exigida a troca de roupas em decorrência das características do trabalho, assim como as condições em que devem ser constituídos e a maneira de utilizá -los;

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para as refeições e suas especifi cações;

– As recomendações acerca de cozinhas e dos funcionári os que manipulam os alimentos, refeições e utensílios;

– A presença de alojamentos para o repouso dos trabalhadores, e a maneira como devem ser construídos e mantidos;

– O fornecimento de água potável nos locais de t rabalho, em condições hi giênicas, para uso dos trabalhadores.

2.2 Lei Orgânica de Saúde 1990

A Constituição de 1988 incorporou uma nova proposta de municipalização e descentralização de ações no setor da saúde no Brasil que posteriormente vieram a constituir a Lei Orgânica de Saúde de 1990, vigente até a atualidade. Seus princípios fundamentais são:

– Universalidade; – Eqüidade;

– Descentralização;

– Gestão única em cada esfera de governo; – Integralidade das ações de saúde, e – Participação comunitária;

Ao se adotar tal modelo de sistema de saúde, proporcionou -se também uma transformação a nível da S aúde Ocupacional, que passou de carát er restritivo e pouco flexível, a adotar:

– Critérios epidemiológicos, ambientai s, culturais e geográfic os dentro de sua avaliação e suas ações;

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2.3 Normas para projetos físicos de estabelecimentos

assistenciais de saúde

Dentro destas novas atribuições do Ministério da Saúde cri adas a partir da Lei O rgânica da Saúde de 1990, a cooperação técnica com Estados e Municípios levou à elaboração de documento com caráter normativo, que possibilitasse aos mesmos colaborar para que os estabelecimentos assistenciais de saúde fossem construídos e mantidos dentro de normas que levassem em consi deração a promoção da saúde e a prevenção das doenças para os profissionais e usuários destes estabelecimentos. Estas constituem o manual “Norm as para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde”. Dentro dele, o grande avanço fi ca por conta de um capítulo especial destinado às condições ambientai s de conforto, que engloba aspectos rel acionados ao conforto higrotérm ico (temperatura e umidade) e qualidade do ar, conforto acústico e luminoso.

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3 CONDIÇÕES DE TRABALHO

3.1 Condições de higiene

As condições de higiene abrangem, a nível individual, costumes e hábitos pessoais adquiridos ao longo da vida e que o trabalhador transfere para o âm bito profissional. Trata -se de cuidados com as mãos, banhos, mudança de roupa no ambiente de trabalho, cuidados com os cabelos, pés, olhos e também hábitos alimentares. Tais aspectos podem estar consoantes com hábitos saudávei s, ou podem consti tuir riscos à saúde, desde que haja negli gênci a ou desconhecimento por parte do trabalhador. Neste sentido, a seleção de trabalhadores com aptidão necessária para o desempenho da função, assim como o treinamento e aperfeiçoam ento dos mesmos constituem fatores fundamentais na promoção da saúde ocupacional.

A nível geral, mantém relação co m as condições sanitári as nos diversos locais de trabalho, como condições de limpeza, remoção de resíduos, fornecim ento de água, locais adequados para asseio e alimentação.

Existem também aspectos sociais rel acionados à hi giene que abrangem um universo de fatores de ordem política, econômica e cultural, entre os quais destacam -se renda familiar, educação, transportes,acesso à saúde, habitação e t rabalho.

No âmbito ocupacional, a Higiene do Trabalho tem como campo de ação o reconheci mento, avaliação e cont role dos riscos ocupacionais de etiologia física, química e biológica que representem condições inseguras com potencial para desencadear acidentes ou doenças do trabalho.

A NR–24 estabelece as especi ficações para tornar as condições sanitárias nos locais de trabalho adequadas do ponto de vista da

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segurança, hi giene e conforto. Aspectos como a separação por sexo, a importância de sofrerem processos permanentes de higienização, a quantidade e metragem adequadas de i nstalações sanitárias para grupos de trabalhadores em atividade são abordados. Também são dados enfoques com relação à área, à com posição de suas paredes, pisos, cobertura, aberturas, iluminação, sanitários e mictórios, chuveiros, lavatórios, etc.

Nas questões referentes à alimentação, estes mesmo s aspect os são discutidos em relação as cozinhas e refei tórios.

Cabe ressaltar ainda duas questões de suma importância no ambiente hospitalar, relativas à hi giene, que compreendem o uso da água e a troca de roupas no ambiente de trabalho.

No setor hospit alar, a propagação de doenças está ostensivamente relacionada às condições higi ênicas dos locais de trabalho que, por sua vez, encontram -se na razão direta da li mpeza com água e antissépticos, cuja finalidade é evitar a propagação de microorganismos oriund os da higienização precári a.

O ato de lavar as m ãos constitui um dos principais procedi mentos de higiene e, ao mesmo tempo, o mais desprezado. Devido à sobrecarga de trabalho e conseqüente pressa em realizá -lo, à quantidade de vezes que o trabalho hospita lar requer tal procedimento e à fatores de ordem educacional, como o não reconheci mento da sua efetividade, a não realização ou a realização de maneira inapropriada é freqüentemente constatada.

Algumas citações na literatura deixam claro a responsabi lidad e dos trabalhadores da saúde na transmi ssão de doenças, principalmente para os usuários de hospitais, embora possamos estender tal constatação à transmissão também entre os próprios trabalhadores.

“Dentre os fatores que interferem com a taxa de infecção hospitalar está a hi giene hospitalar, que compreende a lavagem das mãos pela equipe de saúde...”4 O conceito de infecção hospitalar relaciona -se a

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qualquer infecção adquirida pelo paciente após sua internação e que se manifeste durante esta ou após a alta, desde que possa est ar relacionada com a hospitalização.

“A questão do controle da infecção hospitalar está presente, direta ou indiretam ente, em todos os setores de um a unidade hospitalar, de modo que é de todo conveniente que esse assunto seja abordado e m tudo o que interessa à segurança de funcionários e paci entes...”5

Também referindo -se à interação ent re trabalhadores e usuários nos hospitais, Zanon e Marangoni referem que “não há dúvida quanto a importância da equipe de saúde na contaminação de equi pamentos, dispositivos invasivos e soluções endovenosas, no processamento inadequado de materiais (limpeza, desinfecção e esterelização) os m ais diversos e, princi palmente na transmissão de microorganismos aos pacientes at ravés das mãos”.6

Quanto à troca de roupas, o que tem se observado é que a área de vestiários constitui -se numa fonte de contaminação e propagação de doenças, pois nela o trabalhador deposit a suas roupas assim que chega ao local de trabalho, m uitas vezes trazendo contaminantes do meio amb iente externo, além das roupas utilizadas durante o processo de trabalho, que podem carrear contaminantes para o ambiente domiciliar. A inadequação no planejamento e manutenção destas áreas, além de sua utilização para outros fins, constitui risco à saúde dos trabalhadores. Por outro lado, com certa freqüênci a, esta troca de roupas no ambiente de trabalho nem chega a ser processada, já que muitos t rabalhadores trazem e levam para suas residênci as as roupas usadas para trabalhar.

5 B r i t o , B r i t o e B u g a n z a , o p . c i t . p . 9 1

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3.2 Condições ambientais de conforto

3.2.1 Conforto higrotérmico e qualidade do ar

O conforto hi grot érmico e qualidade do ar referem -se ao condicionamento do ar ambiente, de forma que proporcione condições ideais para o conforto humano, para as necessidades de máquinas e equipamentos e para processos que exijam controle ambiental especial.

“Quando dizemos ar -condicionado, estamos nos referindo a um equipamento que trata do ar em um ambiente, de acordo com valores pré -estabelecidos de temperatura, umidade, limpeza, ventilação (n úmero de trocas de ar) e distribuição”7. A central de ar condicionado distribui ar para vários ambientes. Isso si gnifica que, se o ar condici onado estiver contaminado, vários pontos de um hospital podem ser atingidos pela contaminação.

Estes conceitos já foram colocados à disposição da humanidade desde a década de trinta. Porém, somente a partir das décadas de 70 e 80 é que os efeitos sobre a saúde de ocupantes de ambientes com reduzida renovação de ar foram devidamente detectados e cognominados com a expressão “Sick Bui lding Síndrome”(Síndrome dos Edifícios Doentes).

A “Síndrome dos Edifícios Doentes” pode ocorrer em edifícios novos ou velhos, com ou sem sistema de ar condicionado, e resulta de um desequilíbrio na interação harmônica entre as variáveis d e funcionamento referentes à:

– Equipamentos e ductos livres de contaminantes químicos e biológicos;

– Percentual de renovação e exaustão de ar;

– Adequação no sistema de filtragem de barreira; e

– Não possuir no mobiliário peças que funcionem como pol uentes

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primários de ordem química, ou que atuem sinergi cament e proporcionando acúmulo de elementos biológicos.

O ar, quando confinado em um ambiente, provoca, além da possibilidade de contato permanente com agentes poluentes nocivos, insuficiência na perd a de calor pelo corpo, gerando desconforto térmico. Em locais onde há renovação const ante do ar,assegurando conforto higrotérmico, há também melhora nas condições de trabalho e na produtividade do trabalhador.

As conseqüências que o desequilíbrio nas cond ições ambientais higrotérmicas e na qualidade do ar podem proporcionar aos trabalhadores traduzem-se por um a sintomatologia variada que inclui cefal éia, irritação nos olhos, sinusites, dores de garganta, tonturas, náuseas, dores articulares, fadi ga. “Epide miologicamente, estas adversas condições ambientais assumiram importante área de estudo, decorrent e das agressões ao conforto e ao bem -estar em áreas de trabalho, promovendo altas taxas de absenteísmo e consi deráveis níveis de redução na produtividade do t rabalhador”8.

A Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) em publicação com o título “In Door Air Quality: Biologital Contaminants ”, põe em alerta os órgãos de saúde pública e ocupacional sobre a atuação de contaminantes de origem biológica nos ambiente inter nos.

No manual “Norm as Para Projetos Fí sicos de Estabeleci mento Assistenciais de Saúde”, do Ministério da Saúde, são feitas recomendações referentes ao controle ambiental, que levam em consideração os ambientes funcionais conforme os grupos populacionais que os freqüentam,as atividades neles desenvolvidas, e as caract erísticas de seus equipamentos:

I. Ambientes funcionais que dem andam sistemas comuns de controle das condições higrotérmicas e de qualidade do ar: locais que não carecem de condições especiais de umidade, temperatura e quali dade do ar, nem de entrada de sol no seu

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interior. Sua ventilação e exaustão pedem ser diretas ou indiretas.

II. Ambientes funcionais que dem andam sistemas comuns de controle das condições higrot érmica e especiais de controle da qualidade do ar, em função de deverem apresentar maiores níveis de assepsia: locais que exigem controle ri goroso da qualidade do ar.

III. Ambientes funcionais que dem andam sistemas comuns de controle das condições higrotérmicas, e especiais de controle de qualidade do ar, em função de que as atividades neles desenvolvidas produzem odores: são locais que necessitam de exaustão mecânica.

IV. Ambientes funcionais que dem andam sistemas comuns de controle das condições higrotérmicas, e especiais de controle de qualidade d o ar, em função de que as atividades neles desenvolvidas poluem o ar. Est es locais necessitam de ventilação diret a associada a exaustão mecânica.

V. Ambientes funcionais que demandam sistemas especiais de controle das condições ambientais higrotérmicas e de qualidade do ar, em função de t empo de permanência dos pacientes: são locai s que devem buscar as melhores condições através de entrada de sol em seu interior e controle do excesso do mesmo, ventilação e exaustão diretas. São exemplos: quartos, enfermari as, áreas de recreação, salas de aula, berçários, sala de aplicação de quimioterápicos, etc.

VI. Ambientes funcionais que demandam sistemas especiais de controle das condições ambientais higrotérmicas e de cont role de qualidade do ar, em função das características dos equipamentos que abrigam: locais que necessitam de climatização artifici al e exaustão mecânica.

VII. Ambientes funcionais que demandam sistemas especiais de controle das condições ambientais higrotérmicas e de cont role

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de qualidade do ar, em função das car acterísticas dos equipamentos que abrigam e das atividades neles desenvolvidas: locais que abrigam equipamentos e reali zam atividades geradoras de calor e gases, necessitando de ventilação diret a associada à exaustão mecânica.

O c e n t r o c i r ú r g i c o é u m a mb i e n t e e s p e c i a l . H á c o n s e n s o s o b r e a n e c e s s i d a d e d e m a n u t e n ç ã o d e s i s t e ma a d e q u a d o d e v e n t i l a ç ã o p a r a t o d a s as s a l a s d e o p e r a ç ã o , c o m o s s e g u i n t e s o b j et i v o s : p r o v e r a s a l a d e o p er a ç ã o co m a r l i mp o ; r e mo v e r o a r c o n t a mi n a d o p r o d u z i d o p o r d i s p e r s ã o d e b a c t é r i a s ; p r o v e r u m a mb i e n t e c o n f o r t á v e l p a r a a e q u i p e c i r ú r g i c a . O s i s t e m a d e v e n t i l a ç ã o d e s t e s e t o r d e v e c o n s t i t u i - s e d e a r c o n d i c i o n a d o f i l t r a d o , ma n t e n d o a t e mp e r a t u r a e u m i d a d e a d e q u a d a s p a r a p r o mo v e r o c o n f o r t o d a e q u i p e c i r ú r g i c a , p a r a p r o p ó s i t o d e p r e v en ç ã o d e i n f e c ç ã o .9

3.2.2 Conforto acústico

“O ruído provoca déficits auditivos variados, tanto por trauma acústico, quanto por exposição continuada e freqüente”. 10

Há uma série de princípios arquitetônicos gerais para controle acústico nos ambientes, d e sons produzidos externamente. Todos agem no sentido de isolar as pessoas da fonte de ruído, e baseiam -se nos limites dos níveis de ruídos estabelecidos em regulam entação específica que consta da Portaria nº 3214 que os estabelece em sua NR -15 anexos 1 e 2 e Normas Brasileiras (NB -95 e NB-101).

O conforto acústico em est abelecimentos de saúde está também classificado segundo os ambientes funcionais:

I. Ambientes funcionais que demandam sistemas comuns de

9 Z a n o n e M a r a r g o n i a p u d S c h e c h t e r e M a r a r g o n i , o p . c i t . p . 1 0 5 10 S c h n e i d e r , o p . c i t . p . 1 7 5

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controle das condições acústicas: locai s que não carec em de condições especiais de níveis de ruído e que não o produzem em grau el evado. Não necessitam de barreiras nem de isolamento sonoro especial.

II. Ambientes funcionais que demandam sistemas especiais de controle das condições ambientais acústicas porque, ap esar de não abri garem ativi dades nem equipamentos geradores de al tos níveis de ruído, os grupos populacionais que os freqüentam necessitam dos menores níveis de ruído possíveis: são locais que necessitam de isolamento sonoro especial. Exemplo: cabines de audiometria.

III. Ambientes funcionais que demandam sistemas especiais de controle das condições ambientais acústicas porque abri gam atividades e equipamentos geradores de altos níveis de ruído e os grupos populacionais que os freqüentam necessitam os menores ní veis de ruído possíveis: são locais que necessitam de barreiras acústica que garantam a não interferência destes ruídos em outros ambientes. Exemplo: locais de atendimento de emergência e urgência.

IV. Ambientes funcionais que demandam sistemas especiais de controle das condições ambientais acústicas porque abri gam atividades e equipamentos geradores de níveis de ruído m uito altos e necessitam serem isolados como fonte são locais que necessitam barreiras acústicas em relação aos demais ambientes. Exemplos: cozi nhas, área de lavagem e centrifugação de roupas, oficinas de manutenção.

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3.2.3 Conforto luminoso

A a d e q u a d a i l u m i n a ç ã o d o s a mb i e n t e s d e t r a b a l h o , l a z e r , v i a s p ú b l i c a s , e t c , p r o p i c i a a p r e s e r v a ç ã o d a v i s ã o , e l e v a e m c o n s i d e r a ç ã o , p a r t i c u l a r me n t e , a p r e v e n ç ã o d e a c i d e n t e s d o t r a b a l h o , p r o t e g e n d o o i n d i v í d u o c o n t r a a f a d i g a v i s u a l , a l é m d e c o n c o r r e r p a r a u m m e l h o r d e s e mp e n h o e c o n s e q ü e n t e a u m e n t o d a p r o d u t i v i d a d e , e m q u a l q u e r á r e a d a a t i v i d a d e h u m a n a .11

Fator prioritário nos locais de trabalho, “tanto a i luminação deficiente como excesso de iluminação presentes em determinados setores, podem provocar distúrbios de acuidade visual, mal estar e cefal éia”12, alterando o desempenho e a saúde do trabalhador, assim como o produto final de sua atividade.

Pode ser obtida pela via natural usando -se a luz solar, ou por meio artificial com o emprego de lâmpadas i ncandescentes, fluorescent es, de neônio, etc, sendo o meio artificial a forma mais utilizada.

Dentro das Normas para Projetos Físi cos de Estabelecimentos Assistenciais de S aúde temos quat ro tipos de ambient es funcionais relacionados as condições ambientais luminosas:

I. Ambientes funcionais que demandam sistemas comuns de controle das condições de iluminação: são ambientes que não necessitam de incidência de luz de fonte natural direta nem de iluminação artificial especial.

II. Ambientes funcionais que demandam sistemas de controle natural das condições de iluminação: necessitam de incidência de luz de fonte natural direta no campo de trabal ho. Exemplos: consultórios; salas para exame clínico; salas de

11 S i l v a a p u d V i e i r a , o p . c i t . p . 8 1 12 S c h n e i d e r , o p . c i t . p . 1 7 6

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observação; quartos e enferm arias; berçários; laboratóri os; etc.

III. Ambientes funcionais que demandam sistemas de controle artificial das condições de iluminação: necessitam de iluminação artifici al especial no campo de t r abal ho. Exemplos: todos os ambientes onde os pacientes são manipulados, em especial os consultórios, salas de exames e terapias; de ci rurgias; quartos; enfermari as; salas de observação.

IV. Ambientes funcionais que demandam obscuridade: como consultórios e sal as de exames de oftalmologia; sala para exames de imagem; câmaras escuras para revel ação de fil mes em radiologi a.

3.3 Riscos ocupacionais

Os ambientes de trabalho e as condi ções de higi ene e conforto inadequadas podem significar, para o trabalhador, s ituações onde a integridade de sua saúde encontra -se ameaçada. Tais situações constituem os riscos ocupacionais que, no âmbito da saúde, apresent am uma série de pecul iaridades. São cl assificados, segundo sua etiologia, em físicos, ergonômicos, químicos e b iológicas, sua abordagem tem como objetivo o estabelecimento e execução de medidas para eliminá -los ou controlá-los, várias das quais encontram -se no contexto de higiene e conforto previament e discutidos.

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3.3.1 Riscos físicos

São aqueles decorrentes de eletricidade, pisos escorregadios, ruído, umidade, cal or, má iluminação, ventilação inadequada, vibrações, radiações.

As condições sanitárias e de conforto constantes na NR -24, assim como as condições ambientais de conforto rel ativas à umidade, temperatura, qualidade do ar, conforto acústico e luminoso, constituem pré-requisitos básicos para a eliminação da maioria destes riscos.

3.3.2 Riscos ergonômicos

“Todo indivíduo, no decorrer de suas atividades, despende algum tipo de esforço em determinada qu antidade”13,que encontra-se na dependência de vários fatores, como a organização do trabalho, o tempo para efetuá -lo, a tecnologia aplicada, a área física, et c.

No ambiente hospitalar, na maioria das vezes, os trabalhadores se deparam com espaços físicos m al-dimensionados, com superlotação de vários ambientes e prejuízo na realização das tarefas, falta de equipamentos adequados, sobrecargas de tarefas para dar cont a do atendimento e, principalmente, o descaso por parte das autoridades competentes no que diz respeito às correções que se fazem necessárias. Conseqüentemente, o que podemos denominar desequil íbrio homem -espaço e risco de ordem ergonômica.

Um dos fatores que determina o apareci mento de riscos de ordem ergonômica no ambiente hospitalar é a utiliza ção de técnicas inadequadas para levantamento e transporte de pacientes. Em um estudo

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americano demonstrou -se que “a t axa de incidência de lesões da coluna entre funcionários de hospitais é o dobro daquela apresentada por todos os outros setores”14, isso em decorrênci a dos fatores já comentados. Ao mesmo tempo, foi demonstrado que a abordagem puramente educativa não foi capaz de reduzir a magnitude do problema. Assim sendo, a correção dos fatores ligados ao espaço físico, aos equipamentos e às técnicas para a execução das atividades torna -se fundamental na eliminação de tais ri scos.

Dentre os riscos ocupacionais de ordem ergonômica encontram -se o stress, que representa um dos maiores riscos associados à atividade na área da saúde. Dent re os vários fatores ge radores de stress, apresentam -se a insatisfação no trabalho, má alimentação, ruído excessivo, iluminação insuficiente, número de horas trabalhadas sem repouso, carga de trabalho, tarefas repetitivas e monótonas, condições precárias de transporte, etc.

Vários destes fatores, como podemos observar, estão rel acionados às condições de higi ene e conforto.

3.3.3 Riscos químicos

Os riscos de ordem química atuando na área hospitalar ainda são pouco conhecidos, porém tem sido cada vez maior a preocupação com relação aos danos que podem causar na saúde do trabalhador, em especial os possíveis efeitos abortogêni cos e teratogênicos, uma vez que a maioria de trabalhadores deste setor é composta por pessoas do sexo feminino.

Os vários agentes químicos capazes de de sencadear alterações na saúde no ambiente hospitalar são compostos por líquidos usados em laboratórios, material de limpeza, gases e vapores, mat eri al usado em

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enferm arias e medi camentos. Entret anto, a comprovação da novidade destes agentes, pri ncipalmente por métodos experimentais é bastante difícil, pois possuem sintomatologia que pode ser facilmente confundida com patologias não ocupacionais.

O papel das drogas antineoplásticas como fatores de riscos químicos não está ainda bem estabelecido. Al guns pesq uisadores desenvolveram trabalhos que não obtiveram provas irrefutáveis. Para outros os resultados encontrados indicam que a exposição ocupacional a estes agentes citostáticos pode levar ao aparecimento de aberrações cromossômicas .

O Formaldeído é encont rado em Salas de Autópsia, Laboratórios de Patologi a e Uni dades de Hemodiál ise. Pode agir por inalação, via cutânea e acident almente por ingestão. Está associado à ocorrência de vários tipos de câncer, principalmente de faringe, cavidade oral, sistema linfático e hematopoiético, cérebro e pele. Em baixa concentração seus vapores são irritant es para as mucosas, provocando tosse e sensação de constrição torácica. Em doses m aciças pode acarretar necrose das mucosas atingidas. A intoxicação crônica manifesta -se com catarro nasal, faringite, lari ngite crônica, bronquite e asma.

O contato através da pele pode proporcionar efeito irritante acarretando lesões eczematosas, alterações das unhas e ulcerações cutâneas.

“O óxido de etileno é um gás liquefeito, incolor, altamente tóxico (com limite de tolerância 1 ppm ) e inflamável (potencial de flamabilidade em concentrações que variam de 3 a 100%). Devido ao seu alto poder bacteri cida e fungicida, é utilizado em processos de esterilização de materiais. A exposição cont ínua ao óxido de etileno produz uma redução na capacidade de percepção olfat iva, podendo resultar na inalação de concentrações perigosas”15. Esteriliza materiais termolábeis como metal, plástico, vidro, borracha, papel, fibras, madeiras, et c. É um agente ca ncerígeno e mutagênico. P ode provocar

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ainda conjuntivite, edemas pulmonares, desorientação cefálica, náuseas e vômitos, polineuropatias, transtornos cardíacos, mani festações cutâneo -mucosas.

Os gases anestési cos podem proporcionar toxicidade no sistema reprodutivo, com conseqüente risco de aborto; efeitos mutagênicos, teratogênicos e carcinogênicos; doenças hematológicas, danos hepático e renal; assim como sinais e sintomas de diminuição da percepção da memória e de resposta sensorial motora.

Os ácidos e bases fortes usados princi palmente em unidades de patologia clínica e serviços de zeladori a e limpeza, podem proporcionar queimaduras, efeit os neurotóxicos, problemas respiratórios, efeitos cáusticos sobre a pele e mucosas, além do fato de alguns ácidos se rem altamente explosivos.

3.3.4 Riscos biológicos

A exposição a agentes infecciosos, e como conseqüência o aparecimento de doenças infecto -contagiosas, constitui o principal risco a que trabalhadores da saúde são submetidos no cotidiano de suas atividades. Ao mesmo tempo, estes trabalhadores também podem atuar como transmissores destas doenças a outros trabalhadores, familiares e usuários dos hospitais, contribuindo, portanto, para a disseminação das mesmas.

Atualmente, as doenças infecto -contagiosas que estão mais em evidência associadas a riscos ocupacionais são a tuberculose, as hepatites virais e a infecção pelo HIV (Vírus da Imunodeficiênci a Humana). Entretant o, outras infecções também proporcionam riscos, como a rubéola, m eningite, infecções resp iratórias e entéricas, herpes, escabiose, leucemi a, toxoplasmose, parotidite, varicela, sarampo, poliomielite, tétano.

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“Embora seja fácil demonstrar a presença de microorganismos no ambiente, é extremamente difícil definir o papel por eles desempenhado como causas de doenças em seres humanos”16

a) Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV):

Em 1981, o Center For Disease Control and Prevention (CDC, EUA) registrou os primeiros casos de uma nova e fatal doença, que tornou-se conhecida como Síndro me da Imunodefici ência Adquirida (S IDA/AIDS), e que é conseqüência da infecção pelo vírus HIV, identificado soment e dois anos depois em 1983.

Desde então a inci dência de casos da infecção e o conseqüente aumento da doença tem ocorrido com uma velocidade d esconcertante, de modo que, em 1996 a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) estimava que mais de 20 milhões de pessoas encontravam -se infectadas pelo HIV e mais de 8,5 milhões apresent avam a doença.

Com os avanços na área de terapêutica, atualmente a AIDS deixou de ter a caract erística de doença fat al e tem adquirido cada vez mais o carát er de patologia de evolução crônica.

A transmissão se faz através de relações sexuais, da inoculação de sangue e derivados i nfectados e da mãe infectada para o filho.

No ambiente hospitalar a transmissão do HIV se faz pela inoculação acidental de material contaminado com sangue e secreções contendo o HIV. Vários são os fatores que determinam estes tipos da acidente. Do ponto de vista técnico, a não adoção por parte do trabalhador, das Normas Universais de Biossegurança constitui, o fator primordial. Em função disto, existe atualmente vasto material técnico -educativo abordando os procedimentos seguros para manipulação de materiais com risco biológico, que protegem ao mesmo tempo contra a transmissão do HIV e de out ras doenças infect o -contagiosas, principalmente hepatites virais.

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Entretanto, existem fatores relacionado à hi giene e conforto nos ambientes de trabal ho que são i gualmente relevant es, por proporcionarem condições propícias à ocorrência de aci dentes. Como exemplos temos os aspectos relacionados ao conforto higrotérmico, como ambientes com temperaturas extremas, gerando desconforto e desatenção; desconforto acústico levando ao stress com todas as suas conseqüênci as; níveis de iluminação inadequados que levam ao trabalho em condições de visão insuficientes ou com fadi ga visual; cansaço físico e mental proporcionado pelo trabalho prolongado sem intervalos para repouso, incluindo ausência de locais adequados para tal co mo os alojamentos.

b) Tuberculose:

A tuberculose é uma doença infecto -contagiosa causada por uma micobacteria, que tem na localização pulmonar sua forma m ais freqüente, e cuja transmissão se faz pela via área. Sua incidência vêm crescendo nos últimos an os em países menos desenvolvidos e houve a reemergênci a nos países ricos, motivo pelo qual a Organiz ação Mundial da Saúde, desde 1993, a tem tratado com o um “emergência m undial”.

Vários são os fatores para a distribuição da doença ocorrer de maneira mais int ensa nas regiões socio -economicamente menos desenvolvidas, entre os quais a desi gualdade na distribuição de renda, com conseqüente repercussão negativa na dieta alimentar e más condições de habi tação, al ém da co -infecção Tuberculose -HIV. A atuação dos serviços de saúde, que durante muito tempo menosprezaram a importância da infecção também é apontada como tendo um papel favorável no aument o da incidência de t uberculose.

Pelas características epidemiológicas da infecção, com sua forma de transmissão e s ua associação com condições sócio -econômicas mais baixas, os trabalhadores da saúde de hospitais gerais encontram -se particularmente expostos ao risco de contrair infecção. “Pacientes com diagnóstico de Tuberculose, quando necessário, podem se i nternados e m hospitais gerais, desde que m edidas si mples de hi giene e de ventilação

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ambiental sejam t omadas. O problema maior reside no retardo do diagnóstico em pacientes por causas diversas, pois isto acarreta maior risco de cont ágio para outros pacientes e para a equipe de saúde”.17 Um estudo feito no Hospital Universitário Clementino Fraga Fi lho, no Rio de Janeiro, no período de 1994 -1996, demonstrou que quando a média de internações era de 300 casos de Tuberculose por ano, o risco de infecção para profissionais da saúde foi de 9%.

c) Hepatites virais:

Hepatites são processos inflamatórios que resultam em necrose de hepatócitos. Existe uma variedade de agentes infecciosos, substância tóxicas e drogas que podem lesar o fí gado. Dentre os agentes infecciosos, a ênfa se está nas hepatites virais, onde o fígado é o órgão alvo primário e responsável pel as manifestações clínicas principais. Do ponto de vista da S aúde Ocupacional, as Hepatites por vírus B e C têm papel importante.

A Hepatite B é considerada um dos maiores riscos da classe de profissionais da saúde, e é consenso se afirmar que os pacientes representam muito maior risco aos profissionais do que o inverso. A presença de port adores assintomáticos desse vírus, agindo como reservatórios da infecção, é de grande i mportância na sua disseminação.

O vírus da Hepatite B (VHB) pode penetrar no organismo por transfusão ou inoculação de sangue e derivados, inoculação acidental de secreções orgânicas, inoculação acidental de mínimas quantidades de sangue, injeções, tatua gens, acupunt ura, acident es de laboratório, relações sexuais, transmissão perinatal, transmissão via lesões cutâneas. As lesões crônicas provocadas por este vírus são representadas por Hepatite Crônica, C irrose e Câncer de Fígado.

E m 1 9 4 8 a h e p a t i t e f o i r e c o n h e c i d a p e l a p r i me i r a v e z c o mo u m a d o e n ç a o c u p a c i o n a l d e t r a b a l h a d o r e s mé d i c o s n o s E U A, p e l o N e w Y o r k W o r k m e n ’ s C o mp e n s a t i o n 17 Z a n o n e M a r a n g o n i a p u d S c h c h t e r e M a r a n g o n i , o p . c i t . p . 3 1 5

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B o a r d . N o B r a s i l , e m 1 9 / 1 0 / 1 9 7 6 f o i s a n c i o n a d a a L e i no 6 . 3 6 7 , q u e d i s p õ e s o b r e o s e g u r o d e Ac i d e n t e s d o T r a b a l h o a c a r g o d o I N S S , o q u a l n o s e u a r t i g o 2o p a r á g r a f o 1o i t e m I V d e t e r mi n a q u e “E q u i p a r a - s e a o Ac i d e n t e d o T r a b a l h o a d o e n ç a p r o v e n i e n t e d e c o n t a mi n a ç ã o a c i d e n t a l d e p e s s o a l d a á r e a mé d i c a , n o e x e r c í c i o d e s u a a t i v i d a d e .18

O vírus da Hepati te C (VHC) tem sua forma de tran smissão semelhante ao VHB, porém sua tendência à cronificação é muito maior, evoluindo também para Hepatite crônica, Cirrose e Carcinoma Hepatocelular.

Existe disponível nos serviços público de saúde, vacina contra o vírus da Hepatite B para profissionais da área da saúde. P ara a Hepatite C não há vacinas.

d) Infecções Ent éricas:

As infecções entéricas estão represent adas por três microorganismos basicamente: Salmonella, Shigela e Campilobacter . Os surtos de gastroenterite por Salmonella em hospitais se devem a comida contaminada ou pessoal de alimentação contaminado. Os manipuladores de alimentos devem ser treinados regul armente para a l avagem adequada das mãos e manipulação apropriada dos alimentos. Trabalhadores em laboratório de microbiologia que não l avam adequadament e as mãos, que comem ou fumam na área de trabalho podem também sofrer com casos de Salmonelose.

Pela necessidade de maior quantidade de m aterial infectante,

Shigela e Campilonacter são mais difíceis de adquirir.

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4 ANÁLISE DO AMBIENTE

Este tópico constitui a aplicação, na prática, de vários aspectos discutidos de maneira teórica neste trabalho. Através de uma inspeção dos ambientes do Hospital e Maternidade Mariet a Konder Bornhausen (H.M.M.K.B), foram verificadas as reais condições d e trabalho, relacionadas aos aspectos de higiene e conforto, comparando -os com as condições desejávei s descritas na NR –24.

O HMMKB é um Hospital Geral que apresenta um quadro de 408 trabalhadores. Possui Serviço Especiali zado em Segurança e Medicina do Trabalho (conforme fotografia. 01 – anexo) composto por um médico e um técnico em segurança do trabalho.

Para melhor análise comparativa, serão discriminados os vários tópicos da NR –24 inspecionados, assi m como os resultados obtidos na inspeção do ambient e.

I – As instalações sanitárias deverão ser separadas por sexo. Inspeção regulament ação cumprida (fotografia 02 – anexo)

II – Os locais onde se encontrarem instalações sanitári as deverão: ser submetidos a processo de permanente higienização, de sorte qu e sejam mantidos limpos e desprovidos de quaisquer odores, durante toda a jornada de trabalho. Inspeção: através das fotografi as no s 03 e 04 (anexo), pode -se verificar que as condições de hi gi enização das instalações sanitárias são adequadas, não apresent a ndo sujidades. Não se detectou, também, a presença de odores.

III – Os banheiros, dotados de chuveiro, deverão dispor de água quente, ter portas de acesso que impeçam o devassamento; serem construídos de modo a m anter o resguardo conveniente; ter piso e paredes revestidos de material resistente, liso, impermeável e lavável.

Inspeção: Regulam entação cumprida (fotografia 05 anexo)

IV – os chuveiros poderão ser de metal ou de plástico, e deverão ser com andados por registro de metal à meia altura da parede. Inspeção:

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a fotografi a no 05 (anexo) demonstra o cumprimento da regulamentação V – As instalações sanitárias não poderão se com unicar diretamente com os locais de trabalho nem com os locais destinados às refei ções.

Inspeção: As inst alações sanitárias en contram-se em locais adequados.

VI – Os gabinet es sanitários deverão ser instalados em compartimentos individuais, separados; ventilados para o exterior, ter parede divisórias com altura mínima de 2,10 m e seu bordo inferior não poderá situar -se a mais de 15 cm acima do pavimento; ser dotados de portas independent es providas de fecho que impeçam o devassamento.

Inspeção: A fotografia no 06 (anexo) demonstra o cumprimento do recomendado na NR –24.

VII – Em estabelecimento onde a atividade exija troca de ro upas ou seja imposto o uso de uniforme ou guarda -pó, haverá local apropriado para vestiário, dotado de armários indi viduais, observada a separação por sexo.

Inspeção: Como observado nas fotografias 07 e 08 (anexo) o HMMKB possui vestiários conforme estabe lece a NR –24.

VIII – Os armários, de aço, madeira ou outro material de limpeza, deverão ser essencialmente individuais, possuir aberturas para ventilação ou portas teladas, podendo também serem sobrepostos; deverão ser pintados com tintas laváveis ou reve stidos de fórmica. Em atividades insalubres, deverão ter compartiment os duplos. Sua utilização fica proibida para quaisquer outros fins, não sendo permitido que roupas e pertences dos empregados se encont rem fora dos respectivos

armários.

Inspeção: atrav és das figuras no s 07 e 08 (anexo) podemos observar que os armários apresentam -se dentro da regulamentação em praticamente todos os aspectos. Entretanto, uma das exigências fundamentais da NR –24, que recomenda compartimentos duplos para atividades insalubr es, não é cumprida, visto tratar -se de armários de

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compartimento único. Outro fator observado, através de entrevista, é o hábito dos empregados levarem para o seu domicílio as roupas que usam no ambiente de trabalho, na maiori a das vezes circul ando dentro e fora do hospital vestidos com as mesmas.

IX – Os lavatórios deverão ser providos de material para a limpeza, enxugo ou secagem das mãos, proibindo -se o uso de toalhas coletivas.

Inspeção: A fotografia no 04 (anexo) demonstra a inobservância da norma po r parte da instituição, visto não serem fornecidos materiais para limpeza, enxugo ou secagem das mãos.

X – Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 (trezentos) empregados, é obri gatória a existência de refeitório, não sendo permitido aos trabalha dores tomarem suas refeições em outro local do estabel ecimento. A circulação princi pal deste deverá ter a l argura de 75 cm e a circulação entre os bancos e banco/parede 55 cm de largura mínima.

Deve possuir rede de iluminação protegida por eletrodutos, pi so impermeável e lavável, paredes revesti das com mat erial liso, resistente e impermeável até a altura de 1,50 m. Deve oferecer água potável em condições hi giênicas fornecida por meio de copos individuais, ou bebedouros de jat o inclinado e guarda protetora, proi bindo-se sua instalação em pias e lavatórios, assim como o uso de copos coletivos. Ter lavatórios ou pias instalados nas proximidades ou nele próprio. As mesas deverão ter tampo liso de material impermeável e bancos ou cadeiras permanent emente limpos. Deverá estar instalado em local apropriado, não se comunicando diretamente com locais de trabalho, instalações sanitári as e locais insalubre ou perigosos.

Inspeção: Conforme fotografia 09, 10 e 11 (anexo) observamos que o HMMKB possui refeitório instalad o em local adequado e em boas condições de higi ene, com espaço para circulação, pisos, paredes, iluminação, mesas e cadeiras de acordo com as especifi cações da NR –24. No que se refere ao fornecimento de água potável possui filt ro industrial

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instalado em um a das extremidades. Não fornece os copos individuais, ficando sob responsabilidade do trabalhador trazer seu próprio copo. O mesmo ocorre com os utensílios para a refeição. Também é possível observar que o espaço do refeitório é sub -aproveitado, pois apres enta mesas e cadeiras em pilhados na parede l ateral.

XI – A cozinha deverá ficar adj acent e ao refeitório, com ligação para o mesmo através de aberturas por onde serão servidas as refei ções. Deverá ter pisos e paredes revestidos com material liso, resistent e, impermeável e lavável em toda a sua extensão. Possuir aberturas que garantam suficient e aeração, podendo melhorar a ventilação através de exaustores ou coifas. Possuir lavatório dotado de água corrente. É indispensável que os trabalhadores da cozinha en carregados de manipular gêneros, refeições e utensílios disponham de sanitário e vestiários próprios cujo uso seja vedado aos com ensais e que não se comuniquem com a cozinha.

Inspeção: Conforme fotografias 12, 13 e 14 (anexo) a cozinha do H.M.M.K.B. encon tra-se dentro das especificações da NR –24, exceto por não possuir sanitário e vestiário de uso exclusivo dos trabalhadores da cozinha, que utilizam os sanitários e vestiários comuns dos outros trabalhadores, locali zados próximos à área da cozinha.

XII – Quanto às especificações para os alojamentos, não houve inspeção, já que a i nstituição não os possui.

XIII – A empresa deverá orientar os trabalhadores sobre a importância das refeições adequadas e hábitos alimentares saudáveis.

Inspeção: Conform e entrevi sta realizada, o hospital fornece a todos os seus trabalhadores o café da m anhã. As demais refeições ficam sob responsabilidade de trabalhador. Não há programas de educação referentes a hábitos alimentares.

XIV – Na hipótese de o trabalhador trazer a próp ria alimentação, a empresa deve garantir condições de conservação e hi giene adequadas, e os meios para o aquecimento, em l ocal próximo do destinado às refei ções.

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Inspeção: Conform e observado na fotografia no 15(anexo) é oferecido ao trabalhador bal cão t ér mico, localizado no refeitório, onde possa armazenar seu alimento, mantendo -o aquecido. São locais que oferecem boas condições de hi giene, com compartimentos que possibilitam a separação dos vários alimentos.

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5 CONCLUSÃO

Os trabalhadores do setor hosp italar são constituídos por profissionais de várias atividades, desde o servente até o administrador, passando por profissionais da área técnica por este motivo, os riscos ocupacionais a que estão expostos também são variados. As medidas para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças nestes t rabalhadores deverão considerar t ais aspectos e privilegi ar a todos.

Ao mesmo tempo, estes aspectos relacionados à saúde ocupacional desta categoria de trabalhadores obri gatoriam ente refletirá na saúde da comunida de, pois o trabal ho hospitalar tem como produto final a saúde e bem -estar de seus usuári os.

Várias são as causas que têm constituído obstáculos à promoção da saúde em trabalhadores do setor hospitalar, como verbas insuficientes, despreparo administrativo, defasagem tecnológi ca, carência de trabalhadores qualificados, equipamentos desqualificados, mau gerenciamento, etc.

Entretanto, os SESMTs têm papel preponderante neste processo, pois podem orientar a intervenção adequada nestas questões.

Assim, a escol ha criteriosa da área adequada para as instalações sanitárias, vestiários, bebedouros, refei tórios, cozinha, alojamentos, com também sua construção dentro de normas específicas contribui para o rompimento da cadeia de propagação de doenças e melhora a qual idade de vida no trabalho. O abastecimento de água, baseado em cálculos de previsão de consumo diário, assim como sua potabilidade, age da mesm a maneira.

Os fatores relacionados ao conforto acústico e luminoso, conforto higrotérmico, ventilação e renovaçã o do ar podem garantir aos trabalhadores segurança e saúde, quando estruturadas a part ir das normas técnicas anteriormente discutidas, assim como sua manutenção através de controles periódicos que proporcionem o perfeito funci onamento dos

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equipamentos envo l vidos e do processo de trabalho em si.

A avaliação dos riscos ocupacionais dentro dos hospitais é uma tarefa complexa, já que envolve atividades individualizadas e diferenciadas. Vários deles estão associados a fatores ligados a higiene e conforto nos am bientes de t rabalho, e podem ser el iminados ou minimizados com medidas específicas constantes na NR –24 e nas Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, em especial no seu capítulo referente a condições ambientais de conforto. Outros, devem ser identificados e avaliados dentro do processo de higiene do trabalho, posteriormente cont rolados.

Os programas de saúde ocupacional têm como objetivo o saneamento dest es riscos e a conseqüente melhoria nas condições de segurança e saúde d os trabalhadores, desde que a atenção básica voltada para a saúde deve, antes de tudo, abranger os profissionais que fazem dela seu ofício.

A inspeção no H.M.M.K.B. demonstrou que a instituição tem se preocupado com questões referentes à saúde do trabalha dor, demonstrado pela presença de Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho, assim como o criterioso cumprimento da maioria das recomendações da NR –24. Entretanto, por desconhecimento ou negli gência, aspectos elementares são relegados, como o fornecimento de copos individuais e bebedouros em condições adequadas, material para limpeza, enxugo ou secagem das mãos, armários providos de compartimentos duplos e melhor aproveitamento do espaço físico de refeitório.

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6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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(41)

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ANEXO 1

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Fotografi a nº 1 – Setor de Segurança e Medicina do Trabalho do HMMKB

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Fotografi a nº 3 – Instal ações sanitárias do HMMKB - mantidas em condições adequadas de higienização

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Fotografi a nº 4 – Lavatório do HMMKB - Ausência de material para limpeza, enxugo e secagem das mãos

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Fotografi a nº 5 – C huveiro de metal no HMMKB com registro de metal à meia altura da parede. Possui porta, pisos e paredes revestidos com material resist ente, liso, impermeável e lavável

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Fotografi a nº 6 – Gabinetes sanitários do HMMKB obedecendo as recomendações da NR 24

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Fotografi a nº 11 – Bebedouro e lavatório localizado no refeitório do HMMKB

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ANEXO 2

Imagem

Referências