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Ensino
Prof. M.Sc. Antonio Fernando de Carvalho Mota
SOLDAGEM E CORTE A GÁS (OXYFUEL GAS WELDING – OFW)
SOLDAGEM E CORTE A PLASMA
(Plasma Arc Wedding-PAW)
SOLDAGEM A GÁS (OXYFUEL GAS WELDING – OFW)
Soldagem
oxiacetilênica com metal de adição
SOLDAGEM A GÁS ( Oxyfuel Gas Welding – OFW) CHAMA OXIACETILENICA
• Combustão teórica completa: C2H2 + 2,5O2 2CO2 + H2O
Na prática, para economizar oxigênio puro é realizada em dois estágios
• 1º Estágio: Reação do Acetileno com o Oxigênio puro
C2H2 + O2 2CO + H2
• 2º Estágio: Conclusão da combustão,
• reação com o Oxigênio do ar:
2CO + H2 + 1,5O2 2CO2 + H2O
Tipos de chama – definindo a = O2 / C2H2
Chama Neutra – quando temos a = 1, soldagem de aço e cobre
Chama Redutora – quando a < 1, Soldagem de ferro fundido, alumínio, e chumbo. Solda de têmpera e de enchimentos duros
Chama Oxidante – quando a > 1, soldagem de latão e bronze.
Composição do Ar por volume:
SEGURANÇA
Explosão de Cilindro de O2 Alagoinha-BA
Norma ABNT NBR
ISO 5175:2009
SOLDAGEM OXIACETILENICA
QUAIS SÃO OS CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM?
FUNILARIA solda oxiacetilênica
Técnicas construtivas dos veículos:
Chapas dos anos 30 1,2mm, Rígido, reparo trabalhoso
Atualmente 0,75 a 0,88 mm, absorção de impactos e
facilitando a reparação
Qual a ação do fluxo?
O fluxo que promove a remoção e a dissolução dos óxidos e impurezas superficiais.
Metal de Base
Metal de Adição
Fluxo
Processo com maçarico Oxiacetilênio
O processo Oxiacetilênio representa a melhor escolha para
minimizar a diluição do metal de base, já que a temperatura
da chama química é muito mais baixa que a temperatura do
arco elétrico (TIG ou eletrodo revestido).
•Assim, é muito mais fácil o controle da fusão da vareta de
adição e do metal de base.
•Diluição típica do metal de base menor ou igual a 5%
DELARCO SOLDAS LTDA 3.480°C
c/Oxigênio
2.650°C
SOLDAGEM A GÁS ( Oxyfuel Gas Welding – OFW)
200bar
Processo com maçarico Oxiacetilênio
Solda a Esquerda
TEMPERATURA DE CHAMA
Distribuição da temperatura ao longo da chama Chama neutra
Temperatura máxima
Corte a Oxigênio (Oxyfuel Gas Cutting – OFC)
O processo é iniciado apenas com as chamas que aquecem a região
de inicio de corte até a temperatura de ignição (
870°C), quando,
então, o jato de oxigênio é ligado tendo Inicio a ação de corte.
O processo é usado, para aços de baixo carbono, aços de baixa liga
e ligas de titânio para cortar chapas de 1mm até 300mm de
espessura.
Elementos de liga tendem, de uma forma geral, a dificultar o corte por
promover a formação de um óxido refratário (por exemplo, cromo, alumínio e silício).
PROCESSO OXICORTE
Tanto as chapas prontas devem ser cortadas em peças para seu destino
final, como as sucatas devem ser cortadas em peças de menores
dimensões para facilitar seu processamento.
O oxicorte é considerado corte por reação química, corte combinado
envolvendo os seguintes mecanismos: aquecimento através de chama e
reações exotérmicas, seguido de oxidação do metal e posterior expulsão
através de jato de O
2.
Corte não por fusão e sim por oxidação (erosão térmica).
Aplicações: Peças nas mais diversas formas (Discos, Flanges,FLANGES
Uma ligação flangeada é composta
de dois flanges, um jogo de parafusos com porcas e
uma junta de vedação.
RETROCESSO DE CHAMA
PODE CAUSAR:
•Explosão das mangueiras de oxigênio e acetileno
•Incêndio das mangueiras chegando até os reguladores
•Ruptura das mangueiras sem a ocorrência de chama
Providencias:
•Fechar imediatamente a válvula dos cilindros
•Resfriar os cilindros com água, por no mínimo 24 horas
Consequências:
•Riscos de inicio de decomposição do cilindro de acetileno
•Riscos de alimentação de incêndios, enriquecimento da chama
•Riscos de explosão de cilindros
Isto ocorre quando por qualquer motivo a velocidade de saída dos
gases fique menor do que a velocidade de combustão.
DISPOSITIVOS CONTRA REFLUXO DE GÁS E RETROCESSO DE CHAMAS:
a- Dispositivos contra retrocesso de chama: Válvula corta chama
b- Válvulas unidirecionais;
SEGURANÇA - RETROCESSO DE CHAMA
V1
V2 Retrocesso
V1 = velocidade de saída dos gases V2 = velocidade de combustão dos gases
Cilindro de acetileno – massa porosa
DECOMPOSIÇÃO DO ACETILENO
É a quebra da molécula de acetileno, podendo ocorrer uma explosão sem oxigênio à 300°C.
O cilindro pode explodir em até 24 horas
Resfriamento do cilindro de acetileno
Devido o acetileno ser uma combinação de 92,24% de carbono e 7,47% de hidrogênio, ele é muito instável, oferecendo grande perigo no seu manuseio.
Pressões acima de 1,5kg/cm², o acetileno terá grande facilidade para explodir devido a liberação muito violenta de hidrogênio.
Desta maneira tem-se este revestimento de acetona para dissolver o acetileno por volta de 5 a 9 kg a uma pressão de 17,5 kgf/cm², onde seu poder explosivo desaparece, isto no interior do cilindro.
Devido o acetileno ter a capacidade de se dissolver na acetona na proporção de 1 volume de acetona para 25 volumes de acetileno.
O cilindro recebe dentro dele uma massa
porosa (carvão vegetal, cimento, amianto
e terra infusória) a que serve para
absorver a acetona que será utilizada
como solvente do gás Acetileno.
CARACTERÍSTICAS DOS CILINDROS
Acetileno (C
2H
2)
Pressão de 17.5kgf/cm
2(21°C)
Recheado com massa
porosa Gás dissolvido em
acetona 2 bujões
1°) O que é possível fazer para reduzir a rebarba durante o corte?
Resp.: Muita rebarba é indicativo de chama muito quente, muito volume
de gás ou um deslocamento muito lento do bico de corte sobre o
material, isso aquece demais o corte produzindo rebarba em excesso.
Você tanto pode usar menos gás quanto um bico menor ou ainda
afastar um pouco o bico do metal.
O GAE (Gás de Alta Energia) é melhor em cortes de metal fino, você
pode usar o truque de inclinar a chama para que esta atravesse uma
espessura um pouco maior em chapas finas.
O processo de corte com eletrodo de grafite, chamado de goivagem a carvão, é um processo em que os eletrodos são considerados não consumíveis, mas desgastam-se com o uso.
CORTE COM ELETRODO DE GRAFITE - ARCAIR
O processo utiliza uma tocha especial que se assemelha ao alicate do
processo com eletrodo revestido, adaptado com um orifício que direciona um jato de ar comprimido para a expulsão do metal líquido proveniente da poça de fusão formada pelo arco elétrico entre o eletrodo e a peça.
Eletrodos revestidos de cobre com núcleo de grafite, para serviço em corrente contínua e disponíveis nas bitolas de 4,0 até 25,4mm
CORTE COM ELETRODO DE GRAFITE
OUTROS PROCESSOS
DE SOLDAGEM E CORTE
OUTROS
PROCESSOS
DE SOLDAGEM E CORTE
SOLDAGEM E CORTE A PLASMA
Formação do Plasma
SOLDAGEM E CORTE A PLASMA
(Plasma Arc Wedding-PAW)
Se separam os elétrons e o gás vira condutor Níveis de energia
O SURGIMENTO DO PROCESSO DE CORTE A ARCO PLASMA
Em 1950, o processo TIG (gás
inerte de tungstênio) de soldagem
estava implantado como um
método de alta qualidade para
soldar metais nobres.
Durante seu desenvolvimento
descobriram que se reduzissem o
diâmetro do bocal por onde saia a
tocha de gás para soldagem, o arco
era comprimido, aumentando a
velocidade e a temperatura do gás.
O gás, ionizado, ao sair pelo bocal,
em vez de soldar, cortava metais.
CORTE AO PLASMA
O processo plasma é composto de uma fonte de
corrente contínua, uma tocha que transmite corrente
elétrica e gases à região de corte.
Máquinas Piratininga, 1974 Fonte: White Martins
A temperatura do plasma
ao tocar a peça pode atingir 28.000ºC FONTE DE ENERGIA OBRA
+
+
-Gás Hidrogênio e Hélio
COMO FUNCIONA O PLASMA
• Um arco é aberto entre o eletrodo da tocha e a peça.
• O gás a alta pressão é aquecido pelo arco elétrico.
• As moléculas do gás se dissociam em elétrons, prótons e neutros,
absorvendo grande quantidade de calor do arco elétrico.
• Essas partículas dissociadas recebem nome de plasma.
• O plasma é então injetado sobre a peça, através do bocal, de
pequeno diâmetro, afim de proporcionar grandes velocidades.
• O plasma ao tocar a peça, se recombina, formando gás novamente.
• Quando isso ocorre, o calor anteriormente absorvido é então
liberado (rapidamente) e transferido a peça.
• A temperatura do plasma ao tocar a peça pode chegar 28.000ºC.
• Essa temperatura funde qualquer material.
CORTE AO PLASMA - EQUIPAMENTO
1. Fonte de Energia DC
2. Console de Ignição – Alta Frequência
3. Console de controle de gás
4. Tocha plasma
5. Conjunto de Válvulas
Transformador DC
VANTAGENS DO CORTE AO PLASMA
a) Devido a concentração de calor, não produz distorção na chapa
b) Ausência de rebarba.
c) Previsão de corte com menor gap. (largura de corte).
d) Limpeza da região de corte.
e) Velocidade até ipm, até 10 vezes maior que o corte oxi-acetileno.
f) Não muda a permeabilidade magnética.
CORTE A PLASMA
x OXICORTE
Processo de Corte Manual
CORTANDO COM O PLASMA
Corte Plasma mecanizado com tartaruga
Esse processo utiliza um arco elétrico concentrado que derrete o material através de um feixe de plasma de alta temperatura.
Todo material pode ser cortado como o aço carbono, aço inoxidável, o alumínio e outros metais eletricamente condutores.
O arco Plasma derrete o metal, e a alta velocidade do gás remove o material derretido.
PLASMA É UM GÁS ELETRICAMENTE CONDUTOR
A ionização dos gases gera a criação de elétrons livres e de íons
positivos junto com os átomos de gás.
Quando isso ocorre, o gás torna-se eletricamente condutor, com a
característica de transportar corrente, tornando-se assim o plasma.
Tocha Plasma
Um exemplo de plasma, como aparece na natureza é o relâmpago.
Como a tocha plasma, o relâmpago conduz eletricidade de um lugar a outro. No relâmpago, os gases do ar são gases ionizados.
O plasma foi utilizado para o corte de
materiais que não podiam ser cortados pelo
processo oxicorte, como aço inoxidável,
alumínio e cobre.
A grande vantagem: velocidade de corte ao
cortar chapas metálicas finas, quando
comparado com o oxicorte.
Esta característica e o fato dos
equipamentos de corte plasma estarem
atualmente muito mais baratos, levou o
processo plasma a ser também
economicamente viável para o
corte dos aços carbono e baixa liga.
CORTE PLASMA
As características do arco plasma
variam de acordo com:
• O tipo de gás de corte:
( Hidrogênio , argônio, nitrogênio, Hélio e
Oxigênio)
• A quantidade de vazão;
• O diâmetro do bocal
(bico de corte)
• A tensão do arco elétrico.
Bico de corte
• Ar comprimido substitui gases
industriais de alto custo, como
hidrogênio e hélio, e proporciona um
corte mais econômico.
• O oxigênio presente no ar fornece
uma energia adicional que aumenta a
velocidade de corte em 25%.
• Esse processo pode ser usado para
corte de aço inoxidável e alumínio.
• Entretanto, a superfície
desses materiais tende a ficar
fortemente oxidada, o que não é
adequado para certas aplicações.
CORTE PLASMA COM AR COMPRIMIDO
Superfície oxidada
c/gás de proteção
O gás de corte flui pelo centro que contém o eletrodo negativo,
um toque da tocha no metal produz um arco elétrico que ioniza o
gás, formando o plasma.
Desde que ele é condutor, a corrente elétrica e o fluxo do gás
mantêm o processo.
Um gás protetor é injetado em torno da área de corte para
prevenir oxidação e também proporcionar uma certa regulagem
da largura do corte.
A alta temperatura do plasma funde o metal, produzindo o corte.
CORTE AO PLASMA
Processo Plasma
A parte do metal se funde pelo calor do plasma e este metal é expulso com auxílio do gás em alta vazão.
Em 1968 surge a primeira grande
inovação, a injeção de água entre o bico e um bocal frontal, com o objetivo de ampliar a vida útil dos consumíveis e na qualidade de corte, conforme figura 2
APLICAÇÕES DO PLASMA
AVALIAÇÃO: O PROCESSO DE CORTE PLASMA É POSSÍVEL TAMBÉM FORA DA POSIÇÃO PLANA?
A principal aplicação do processo é na preparação de juntas para a
soldagem, onde a qualidade de corte sem a pós operação de limpeza para remoção de escórias facilita o processo de operação seguinte.
Os principais mercados atendidos pelo processo de corte Plasma são: • Soldagem – corte e preparação dos conjuntos a serem soldados;
• Manutenção em geral; • Estruturas metálicas; • Usinas siderúrgicas;
• Usinas de açúcar e álcool; • Móveis metálicos;
• Caldeirarias;
• Indústrias agrícolas;
• Autopeças & automotiva; • Funilarias;
• Carrocerias metálicas; • Sucata & Ferro e Aço.
A Engenharia na Construção Naval e Offshore
Corte de Chapas
Vantagens do Corte Plasma X Oxicorte - Aço Carbono
Atualmente, o Corte Plasma está substituindo com vantagens o
sistema Oxicorte para o corte de aço carbono com estes
benefícios:
1. Não requer pré-aquecimento da chapa;
2. Maior velocidade de corte;
3. Corte mais limpo sem rebarbas, resultando num melhor
acabamento;
4. Menor sangria;
5. Menor transferência de calor, evitando empenos em chapas
finas;
6. Utilização em latão, alumínio, aço inox, ferro carbono, etc;
7. Maior segurança do operador, não utiliza gases inflamáveis;
8. Facilidade operacional porque o corte á plasma é de fácil
aprendizagem.
AUTOCUT 3000 PRECISION
Largura útil de corte 3000mm
Módulos de trilho 2500mm e 5000mm
Garagem 1200mm (aprox.)
Velocidade máx. 15000mm/min
Alimentação do equipamento 220 Vac - 50(*)/60Hz
Capacidade de corte 3 a 100mm
• Aços ao carbono até 15 mm são
correntemente cortados com oxigênio.
• Aços inoxidáveis e alumínio são cortados
com nitrogênio, enquanto grandes
espessuras até 60-80 mm devem ser
cortadas com mistura de gases
argônio/hidrogênio.
- Máquinas de corte CNC (Plasma e Oxiacetileno). - Máquinas de corte com fotocélula.
- Guilhotina hidráulica. - Serras para perfis CNC
EQUIPAMENTOS – MÁQUINAS DE CORTE:
Unidade Jaboatão dos Guararapes Máquinas Piratininga fabrica equipamentos de
bens de capital sob encomenda com tecnologia própria ou conforme o projeto do cliente, atuando em diversos setores
Cristalizador
Secador/Resfriador
QUESTIONÁRIO
1. Como se forma o plasma?
2. Quais fatores podem influenciar o arco
plasma?
3. Como funciona o corte plasma?
4. Cite as principais vantagens do corte
plasma.
5. Faça uma tabela de relação gás e material.
(qual o melhor gás para os diferentes tipos
O processo de soldagem TIG com fluxo (processo A TIG) apresenta como principal vantagem a possibilidade de se obter uma maior penetração do cordão de solda empregando os mesmos parâmetros de soldagem do processo TIG convencional.
APLICAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE FLUXO ATIVO
(PROCESSO ATIG)
NA SOLDAGEM DE UM AÇO INOXIDÁVEL FERRÍTICO
Mecanismo de constrição do arco com fluxo ativo (Perry et al., 1998) O fluxo ativo consiste de óxidos e/ou halogênios, em forma de pó fino misturado, em geral, com acetona formando uma pasta.
Sem Fluxo Com Fluxo
Enquanto o fluxo vai sendo vaporizado pela ação do arco, os ingredientes ativos vão sendo
transferidos diretamente para zona do plasma. É necessário pouquíssimo fluxo para afetar o
arco, por isso a aplicação de uma pequena camada é suficiente (TIW,1995).