METALOGRAFIA – MICROGRAFIA
Prof. :M.Sc Antonio Fernando de Carvalho Mota
Sim, é um mamute
METALOGRAFIA - MICROGRÁFIA
Prof. M.Sc. Antonio Fernando de Carvalho Mota
Metalografia é o estudo das características
estruturais ou da constituição dos metais e suas
ligas, para relacioná-los com suas propriedades
físicas, químicas e mecânicas.
ANALISE VISUAL:
Macrografia
Olho nú e Lupa
Micrografia
Microscópios Óticos e
O olho humano tem um poder de resolução de aproximadamente o,1mm
ou 100m.
Isso significa que se você olhar dois pontos separados por uma distância
menor que 100m, esses pontos aparecerão como um ponto único.
QUAL A RESOLUÇÃO DO OLHO HUMANO?
180°
Uma TV 4K pode te fornecer 8 milhões de pixels, uma quantidade muito acima da nossa capacidade visual, por isso que dificilmente perceberíamos detalhes. Saiba o que é TV 4K, uma TV com resolução quatro vezes maior que a Full HD!
A análise metalográfica é a ciência desenvolvida e aplicada na preparação, revelação, interpretação e documentação da microestrutura dos metais, ligas e outros materiais de engenharia.
Com esse tipo de analise pode se obter as seguintes características e conclusões:
Identificação quantitativa da microestrutura do material (percentual de
fases);
Análise de tratamento térmico (cementação, nitretação, têmpera,
austêmpera);
Análise de tratamento de superfície (zinco, cromo, níquel, anodização,
pintura);
Metalográfia de ferros fundidos (cinzento, nodular, vermicular, branco e
maleável);
Determinação do Grau de Nodularização (Ferro Fundido Nodular); Classificação de inclusões não metálicas (sulfetos, óxidos, nitretos,
silicatos, ...);
Metalografia em soldas (ZTA, cordão de solda e metal de base); Determinação do tamanho de grão;
Determinação de espessura da camada revestida
METALOGRAFIA
EXTRAÇÃO DA AMOSTRA (CORTE)
Transversal
Localização
Longitudinal
CORTE TRANSVERSAL:
Natureza do material
Homogeneidade
Segregação
Presença de defeitos
Morfologia dentrítica
CORTE LONGITUDINAL:
Processo de fabricação
Roscas
Qualidade de solda
Tratamentos superficiais
Seção transversalT
Seção longitudinalL
PREPARAÇÃO DA AMOSTRA: CORTE
Corte com disco Corte (serra de fita)
EMBUTIMENTO
Melhora a manipulação do CP
ENCRUAMENTO PRODUZIDO PELO LIXAMENTO GROSEIRO
a) Lixamento: lixas nº
s80, 120, 180, 220,320, 400, 500 e 600.
Gire o corpo de prova 90° antes de apoiá-lo sobre a segunda lixa
Posição do C.P. na 1ª lixa Posição do C.P. na 2ª lixa Direção de lixamento Lixamento
PREPARAÇÃO DA AMOSTRA - LIXAMENTO
POLIMENTO
alumina ou
ATAQUE E AVALIAÇÃO (CARACTERIZAÇÃO)
Ataque com reagente químico
Destacar Identificar Microestruturas: Ferrita Perlita Martensita Ataque Secagem Observação no Microscópio Limpeza
fonte de luz amostra objetiva projetiva tela (ocular) fonte de luz
(a) Transmissão (b) reflexão
MICROSCÓPIA ÓPTICA
Reflexão - Princípio de funcionamento do microscópio metalográfico
MICROSCÓPIA ÓPTICA (MO) – MICROSCÓPIO COMPOSTO
Análise de grandes áreas – aumento até 2000 vezes
Obs.: Aumento = aum. da Objetiva X aum. da Ocular luz condensador prisma prisma ocular
amostra
objetiva objetiva
oculares
A lente mais próxima do objeto observado é chamada objetiva, e é uma lente com distância focal na ordem de milímetros. A lente próxima ao observador é chamada
ocular, e é uma lente com distância focal na ordem de centímetros.
A objetiva fornece uma imagem real, invertida e maior que o objeto. Esta imagem funciona como objeto para o ocular, que funciona como uma lupa, fornecendo uma imagem final virtual, direta e maior.
A observação inicia-se com objetiva de menor ampliação
Vai-se aumentando gradualmente o poder de ampliação
até à objetiva de maior ampliação
Se for necessário utilizar a objetiva de 100X, deverá
colocar-se uma gota de imersão sobre a amostra
ORDEM DE UTILIZAÇÃO DAS OBJETIVAS:
Prof. Dr. Hélio Goldenstein A Resolução é expressa em número de linhas resolvidas por milímetros
TÉCNICA DE SUBSTITUIÇÃO DE OBJETIVAS:
Para observar com ampliações maiores basta rodar o revolver no
sentido da objetiva da ampliação pretendida
Corrige-se a focagem utilizando apenas o parafuso micrométrico
Microscópio Metalográfico Trinocular Polarizado com aumento 40x até 630x, objetivas de polarização
Microscópio Binocular
Microscópio Triocular
Aumento 100 ~ 1000X Ocular: WF 10X (18mm)
Objetivas plana cromáticas de longa distancia: PL-L10X, PL-L20X, PL-L40X, PL-L 100X(OIL)
Microscópio Metalográfico Invertido Trinocular
com Aumento de 100x Até 1000x, Objetivas
Planacromática e Iluminação 20W Halogênio
Microscópio LEICA DMLM e analisador de imagens. LabMat-Fei. Rotating Stage Accessory Drawers 10X THROUGH 2000X BRIGHT FIELD DARK FIELD POLARIZED LIGHT
Banco Metalográfico - NEOPHOT 21
METALLOGRAPHElectronic shutter, dual 150 watt Xenon And watt quartz halogen light sources
Cuidados para uma maior durabilidade do seu
microscópio:
O microscópio deve estar sempre com uma capa para evitar acúmulo
de pó. Essa capa deve ter microporos para inviabilizar a multiplicação
de fungos. Manter a capa limpa.
•
As objetivas devem ser limpas com papel filtro macio para que não
risque a lente, embebido numa mistura de 70% etanol + 30% de éter,
não inundar a lente!!!. Usar apenas éter para limpar o óleo de
imersão, o álcool criará um aspecto fosco na lente. Se necessário
usar benzina absoluta para limpar as lentes após o uso do óleo de
imersão.
•
Obs.: Prefira o termo "microscópio de luz" ao invés de "microscópio
óptico"
INTERPRETAÇÃO MICROGRÁFICA
ANTES DO ATAQUE:
inclusões – avaliar sua quantidade, dimensões e distrubuições.
Observar a existência de trincas, porosidades, pequenas falhas de
fundição e defeitos de solda.
•
DEPOIS DO ATAQUE:
•
Avaliar aproximadamente o teor de carbono do aço pela quantidade
de Ferrita, Perlita ou Cementita presente.
•
Observar nesses constituintes a sua morfologia e a textura do
material.
•
Constatar a existência de encruamento e descarbonetação.
•
Ter uma idéia das propriedades mecânicas do aço examinado.
Análises Metalográficas
FERRITA E PERLITA
Aço com aproximadamente 0,1% de carbono esfriado lentamente.
Grãos escuros de perlita e grãos claros de ferrita com numerosas inclusões.
Ataque: ácido pícrico a 4% em álcool etílico. Picral.
Aumento: 160x
Aço com cerca de 0,3% de carbono esfriado lentamente.
Grãos de ferrita e de perlita
Ataque: ácido nítrico a 1% em álcool etílico. Nital.
Aumento: 160x
0,1%C
FERRITA E PERLITA
Aço com cerca de o,5% de carbono resfriado lentamente. Grãos de perlita e ferrita.
Ataque: Nital. 160x
Aspecto com maior aumento da área delimitada na fig.283.
Nota-se a textura lamelar da perlita. Ataque: Nital. 800x
PERLITA
Aço eutetóide. Grãos de
Perlita. Ataque: nítrico. 1000 X.
Região de aço eutetóide Esfriado muito lentamente. As lamelas de da perlita estão
PERLITA E CEMENTITA
Aço hipereutetóide. A rede de cementita apresenta-se em preto.
Ataque: picrato de sódio. 200X.
Micrografia representando a região assinalada na gig.291, mas com maior ampliação. Ataque: picrato de sódio. 730X.
AVALIAÇÃO DO TEOR DE CARBONO
(METALOGRAFIA QUANTITATIVA)Perlita
0 0,4 0,8 1,2 1,6 2,0% C100%
50%
Microscópia Óptica - MO
MEDIÇÃO DO TAMANHO DE GRÃO (T.G.):
N = 2
n-1
Onde: N = número de grãos/ pol
2com aumento de 100 vezes
n = número de Tamanho de Grão ASTM (1
n 12)
N°1 N°2
MICROSCÓPIO ACOPLADO AO COMPUTADOR COM PROGRAMA
PARA DETERMINAÇÃO DE T.G.
Microscópio LEICA DMLM e analisador de imagens. CDMatM-FEI
FERRITA X AUSTENITA
Aço extra doce. Grãos de Ferrita e pequenas inclusões.
Ataque: água régia. 200x
Aço manganês austenítico. Grãos de austenita de forma poligonal e algumas inclusões.
Ataque com reativos de ácido nítrico e ácido pícrico. 165X.
Microconstituinte AM-Microfases (Feγ + M)
MICROCONSTITUINTE AM (AUSTENITA - MARTENSITA)
Um fator tem sido o objeto de preocupação dos metalurgistas é o
constituinte austenita-martensita (AM), não só pelo seu alto poder
fragilizante mesmo em baixos teores como pela dificuldade de
detectá-la face a suas dimensões reduzidas. A formação da microfase ocorre no
resfriamento a partir da região austenítica, forma-se ferrita bainítica
tornando estável a austenita remanescente devido ao seu
enriquecimento em carbono provocado
pelo crescimento nas regiões adjacentes desta própria ferrita bainítica,
que é inerentemente pobre em carbono. Este enriquecimento termina a
temperaturas em torno de 400 a 350 ºC. No resfriamento entre 300-350
parte da austenita decompõe-se em ferrita e carbetos. Se o
resfriamento for rápido, esta decomposição pode não ocorrer, e então a
austenita não decomposta transforma-se em martensita em ripas ou
maclada e uma pequena
Microestrutura do aço X80: (a) Como-recebido, mostrando grãos de ferrita
poligonal, bandas com aglomerados de ferrita e carbonetos, e constituinte AM, em imagem de MEV. (b) Após tratamento a 600º C por uma hora, mostrando grãos de ferrita poligonal, colônias de bainita granular (cor cinza) com
agregados de ferrita, em imagem de microscopia ótica.
MICROCONSTITUINTE AM (AUSTENITA - MARTENSITA)
ESTRUTURA MARTENSITA - APLICAÇÃO
Aços temperados e revenidos tipo AISI 4140
C = 0,40% Cr = 0,90% Mo = 0,18%
Coluna de perfuração de poços
Tubo de perfuração
Reagente
: Água Régia diluída
Composição: 5 partes de = acido nítrico 15 partes de ácido clorídrico 100 partes de água destilada
Modo de usar: imersão à temperatura ambiente,
de 05 a 5 minutos.
Deve-se usar sempre solução recentemente preparada.
Características: ataca a ferrita delta mais rapidamente que a sigma e a austenita. Não ataca os carbonetos, deixando-os delineados.
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A FASE SIGMA (
) FRAGILIZAÇÃO
“ FASE ” somente a 1.230°C
AÇO AISI 304 – Laminado Tratamento:6.000h à 600°C Ataque: Água régia diluída Aumento: 1.000 X
AÇO AISI 347 – Zona fundida Tratamento:6.000h à 600°C Ataque: Água régia diluída Aumento: 1.000 X
Vaso de contenção de Angra 2
Microscópico Eletrônico de Varredura – MEV
COOPE-UFRJ. 1980 RECIFE- 2008
•
Análise de superfícies irregulares como Fratura
Microscópico Eletrônico de Varredura - MEV
ALCOA -ITAPISSUMA
Micrografias típicas - MEV
Fratura dúctil Fratura frágil (clivagem em titânio) Inox. Austenítico
A soldagem realizada na TRUMPF, utilizando a máquina de soldagem a laser Trulaser Robot 5020
Máquina de soldagem Trulaser Robot 5020 junta sendo soldada
Soldagem de aços de alta resistência (AHSS), como o aço bifásico DP60
ENSAIOS MECÂNICOS
Máquina de tração EMIC DL10000 Ensaio de Tração
Ensaio de Dobramento
JUNTAS SOLDADAS DE AÇO AVANÇADO
DE ALTA RESISTÊNCIA SOLDADAS A LASER
Microestrutura do
metal de base Microestrutura da ZAC de ferrita poligonal de grãos finos
Microestrutura ferrítica da zona fundida
Tese de Mestrado: Barbato, Diogo da Silva MEV- Região central da fratura do cp de
Microscópio eletrônico de transmissão - MET
Microscópio eletrônico de transmissão modelo EM 208S da Philips
Microscópio eletrônico de transmissão esquemático
MICROSCÓPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO (MET)
Passados mais de 50 anos desde a primeira observação de
discordâncias por MET, este tipo de estudo continua atual e muito
utilizado. A figura apresenta as distribuições de discordâncias em
cobre puro policristalino deformado até 10% de alongamento em
ensaio de tração realizado em duas temperaturas: a) a temperatura
ambiente (25ºC) e b) 500ºC.
A comparação entre as duas micrografias, permite afirmar que a
densidade de discordâncias (em cm/cm3 ou m/ m3) da amostra
deformada a quente é mais baixa.
Cobre policristalino deformado até 10% de alongamento em ensaio de tração, em duas temperaturas diferentes: a) 25ºC e b) 500ºC.
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POR QUE REGISTRAR?
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
Jo.8:23
• Condições Físicas
• Acumulador de Danos
• Taxas de Corrosão
• Previsões de Reparos e Substituições
• Vida Remanescente
• Requisitos Legais
Fotomicrografia obtida por MEV do ação 300M na condição IT 400ºC. Ampliação: 2000 vezes.
Ataque químico: Nital 2%. AR=austenita retida, B=bainita, F=ferrita e M=martensita.
Fotomicrografia obtida por microscopia óptica do aço 300M recozido, após ataque com nital 2%. A=austenita retida, B=bainita, F=ferrita e
M=martensita.
MICROSCÓPIA ÓTICA X MICROSCÓPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO
AISI 300M. Aço de ultra-alta resistência, desenvolvido para aplicação aeroespacial
Como alternativa aos roteiros de tratamentos térmicos utilizados tradicionalmente pela indústria aeronáutica (têmpera e revenimento), tratamentos térmicos onde se introduzam na microestrutura do aço a fase ferrita e/ou bainita, além da
austenita retida. A microestrutura
multifásica, combinando microconstituintes duros e dúcteis, permite ajustar a resistência mecânica e a ductilidade de forma a melhorar a tenacidade do aço.
CARACTERIZAÇÃO MICROESTRUTURAL EM AÇO 300 M
SUBMETIDO A DIFERENTES TRATAMENTOS
Martensita
Cementita
Ferrita
Inovações tecnológicas
Tela do software de processamento de imagens.
Uma nova técnica utilizando microscopia eletrônica de varredura
(MEV) foi desenvolvida. Chamada de difração por elétrons
retro-espalhados (EBSD), ela tem a habilidade de mapear a
microestrutura de acordo com as diferenças de estruturas
cristalinas.
Obrigaduuu!!!
Microcópio Òtico – 2.000x
Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) – Superfície de fratura – 300.000x Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET) – 1.000.000x