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MICROGRAFIA 15.1 MOTA

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Academic year: 2021

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(1)

METALOGRAFIA – MICROGRAFIA

Prof. :M.Sc Antonio Fernando de Carvalho Mota

Sim, é um mamute

(2)

METALOGRAFIA - MICROGRÁFIA

Prof. M.Sc. Antonio Fernando de Carvalho Mota

Metalografia é o estudo das características

estruturais ou da constituição dos metais e suas

ligas, para relacioná-los com suas propriedades

físicas, químicas e mecânicas.

ANALISE VISUAL:

Macrografia

 Olho nú e Lupa

Micrografia

 Microscópios Óticos e

(3)

O olho humano tem um poder de resolução de aproximadamente o,1mm

ou 100m.

Isso significa que se você olhar dois pontos separados por uma distância

menor que 100m, esses pontos aparecerão como um ponto único.

QUAL A RESOLUÇÃO DO OLHO HUMANO?

180°

Uma TV 4K pode te fornecer 8 milhões de pixels, uma quantidade muito acima da nossa capacidade visual, por isso que dificilmente perceberíamos detalhes. Saiba o que é TV 4K, uma TV com resolução quatro vezes maior que a Full HD!

(4)

A análise metalográfica é a ciência desenvolvida e aplicada na preparação, revelação, interpretação e documentação da microestrutura dos metais, ligas e outros materiais de engenharia.

Com esse tipo de analise pode se obter as seguintes características e conclusões:

 Identificação quantitativa da microestrutura do material (percentual de

fases);

 Análise de tratamento térmico (cementação, nitretação, têmpera,

austêmpera);

 Análise de tratamento de superfície (zinco, cromo, níquel, anodização,

pintura);

 Metalográfia de ferros fundidos (cinzento, nodular, vermicular, branco e

maleável);

 Determinação do Grau de Nodularização (Ferro Fundido Nodular);  Classificação de inclusões não metálicas (sulfetos, óxidos, nitretos,

silicatos, ...);

 Metalografia em soldas (ZTA, cordão de solda e metal de base);  Determinação do tamanho de grão;

 Determinação de espessura da camada revestida

METALOGRAFIA

(5)

EXTRAÇÃO DA AMOSTRA (CORTE)

Transversal

Localização

Longitudinal

CORTE TRANSVERSAL:

 Natureza do material

 Homogeneidade

 Segregação

 Presença de defeitos

 Morfologia dentrítica

CORTE LONGITUDINAL:

 Processo de fabricação

 Roscas

 Qualidade de solda

 Tratamentos superficiais

Seção transversal

T

 Seção longitudinal

L

(6)

PREPARAÇÃO DA AMOSTRA: CORTE

 

                                      

Corte com disco Corte (serra de fita)

(7)

EMBUTIMENTO

Melhora a manipulação do CP

(8)

ENCRUAMENTO PRODUZIDO PELO LIXAMENTO GROSEIRO

(9)

a) Lixamento: lixas nº

s

80, 120, 180, 220,320, 400, 500 e 600.

Gire o corpo de prova 90° antes de apoiá-lo sobre a segunda lixa

Posição do C.P. na 1ª lixa Posição do C.P. na 2ª lixa Direção de lixamento Lixamento

PREPARAÇÃO DA AMOSTRA - LIXAMENTO

(10)

POLIMENTO

alumina ou

(11)
(12)

ATAQUE E AVALIAÇÃO (CARACTERIZAÇÃO)

Ataque com reagente químico

Destacar Identificar Microestruturas: Ferrita Perlita Martensita Ataque Secagem Observação no Microscópio Limpeza

(13)

fonte de luz amostra objetiva projetiva tela (ocular) fonte de luz

(a) Transmissão (b) reflexão

MICROSCÓPIA ÓPTICA

Reflexão - Princípio de funcionamento do microscópio metalográfico

(14)

MICROSCÓPIA ÓPTICA (MO) – MICROSCÓPIO COMPOSTO

Análise de grandes áreas – aumento até 2000 vezes

Obs.: Aumento = aum. da Objetiva X aum. da Ocular luz condensador prisma prisma ocular

amostra

objetiva objetiva

oculares

A lente mais próxima do objeto observado é chamada objetiva, e é uma lente com distância focal na ordem de milímetros. A lente próxima ao observador é chamada

ocular, e é uma lente com distância focal na ordem de centímetros.

A objetiva fornece uma imagem real, invertida e maior que o objeto. Esta imagem funciona como objeto para o ocular, que funciona como uma lupa, fornecendo uma imagem final virtual, direta e maior.

(15)

 A observação inicia-se com objetiva de menor ampliação

 Vai-se aumentando gradualmente o poder de ampliação

até à objetiva de maior ampliação

 Se for necessário utilizar a objetiva de 100X, deverá

colocar-se uma gota de imersão sobre a amostra

ORDEM DE UTILIZAÇÃO DAS OBJETIVAS:

Prof. Dr. Hélio Goldenstein A Resolução é expressa em número de linhas resolvidas por milímetros

(16)

TÉCNICA DE SUBSTITUIÇÃO DE OBJETIVAS:

 Para observar com ampliações maiores basta rodar o revolver no

sentido da objetiva da ampliação pretendida

 Corrige-se a focagem utilizando apenas o parafuso micrométrico

Microscópio Metalográfico Trinocular Polarizado com aumento 40x até 630x, objetivas de polarização

Microscópio Binocular

Microscópio Triocular

(17)

Aumento 100 ~ 1000X Ocular: WF 10X (18mm)

Objetivas plana cromáticas de longa distancia: PL-L10X, PL-L20X, PL-L40X, PL-L 100X(OIL)

Microscópio Metalográfico Invertido Trinocular

com Aumento de 100x Até 1000x, Objetivas

Planacromática e Iluminação 20W Halogênio

(18)

Microscópio LEICA DMLM e analisador de imagens. LabMat-Fei. Rotating Stage Accessory Drawers 10X THROUGH 2000X BRIGHT FIELD DARK FIELD POLARIZED LIGHT

Banco Metalográfico - NEOPHOT 21

METALLOGRAPH

Electronic shutter, dual 150 watt Xenon And watt quartz halogen light sources

(19)

Cuidados para uma maior durabilidade do seu

microscópio:

O microscópio deve estar sempre com uma capa para evitar acúmulo

de pó. Essa capa deve ter microporos para inviabilizar a multiplicação

de fungos. Manter a capa limpa.

As objetivas devem ser limpas com papel filtro macio para que não

risque a lente, embebido numa mistura de 70% etanol + 30% de éter,

não inundar a lente!!!. Usar apenas éter para limpar o óleo de

imersão, o álcool criará um aspecto fosco na lente. Se necessário

usar benzina absoluta para limpar as lentes após o uso do óleo de

imersão.

Obs.: Prefira o termo "microscópio de luz" ao invés de "microscópio

óptico"

(20)

INTERPRETAÇÃO MICROGRÁFICA

ANTES DO ATAQUE:

inclusões – avaliar sua quantidade, dimensões e distrubuições.

Observar a existência de trincas, porosidades, pequenas falhas de

fundição e defeitos de solda.

DEPOIS DO ATAQUE:

Avaliar aproximadamente o teor de carbono do aço pela quantidade

de Ferrita, Perlita ou Cementita presente.

Observar nesses constituintes a sua morfologia e a textura do

material.

Constatar a existência de encruamento e descarbonetação.

Ter uma idéia das propriedades mecânicas do aço examinado.

(21)

Análises Metalográficas

(22)

FERRITA E PERLITA

Aço com aproximadamente 0,1% de carbono esfriado lentamente.

Grãos escuros de perlita e grãos claros de ferrita com numerosas inclusões.

Ataque: ácido pícrico a 4% em álcool etílico. Picral.

Aumento: 160x

Aço com cerca de 0,3% de carbono esfriado lentamente.

Grãos de ferrita e de perlita

Ataque: ácido nítrico a 1% em álcool etílico. Nital.

Aumento: 160x

0,1%C

(23)

FERRITA E PERLITA

Aço com cerca de o,5% de carbono resfriado lentamente. Grãos de perlita e ferrita.

Ataque: Nital. 160x

Aspecto com maior aumento da área delimitada na fig.283.

Nota-se a textura lamelar da perlita. Ataque: Nital. 800x

(24)

PERLITA

Aço eutetóide. Grãos de

Perlita. Ataque: nítrico. 1000 X.

Região de aço eutetóide Esfriado muito lentamente. As lamelas de da perlita estão

(25)

PERLITA E CEMENTITA

Aço hipereutetóide. A rede de cementita apresenta-se em preto.

Ataque: picrato de sódio. 200X.

Micrografia representando a região assinalada na gig.291, mas com maior ampliação. Ataque: picrato de sódio. 730X.

(26)
(27)

AVALIAÇÃO DO TEOR DE CARBONO

(METALOGRAFIA QUANTITATIVA)

Perlita

0 0,4 0,8 1,2 1,6 2,0% C

100%

50%

(28)

Microscópia Óptica - MO

MEDIÇÃO DO TAMANHO DE GRÃO (T.G.):

N = 2

n-1

Onde: N = número de grãos/ pol

2

com aumento de 100 vezes

n = número de Tamanho de Grão ASTM (1

 n  12)

N°1 N°2

(29)

MICROSCÓPIO ACOPLADO AO COMPUTADOR COM PROGRAMA

PARA DETERMINAÇÃO DE T.G.

Microscópio LEICA DMLM e analisador de imagens. CDMatM-FEI

(30)

FERRITA X AUSTENITA

Aço extra doce. Grãos de Ferrita e pequenas inclusões.

Ataque: água régia. 200x

Aço manganês austenítico. Grãos de austenita de forma poligonal e algumas inclusões.

Ataque com reativos de ácido nítrico e ácido pícrico. 165X.

(31)

Microconstituinte AM-Microfases (Feγ + M)

MICROCONSTITUINTE AM (AUSTENITA - MARTENSITA)

Um fator tem sido o objeto de preocupação dos metalurgistas é o

constituinte austenita-martensita (AM), não só pelo seu alto poder

fragilizante mesmo em baixos teores como pela dificuldade de

detectá-la face a suas dimensões reduzidas. A formação da microfase ocorre no

resfriamento a partir da região austenítica, forma-se ferrita bainítica

tornando estável a austenita remanescente devido ao seu

enriquecimento em carbono provocado

pelo crescimento nas regiões adjacentes desta própria ferrita bainítica,

que é inerentemente pobre em carbono. Este enriquecimento termina a

temperaturas em torno de 400 a 350 ºC. No resfriamento entre 300-350

parte da austenita decompõe-se em ferrita e carbetos. Se o

resfriamento for rápido, esta decomposição pode não ocorrer, e então a

austenita não decomposta transforma-se em martensita em ripas ou

maclada e uma pequena

(32)

Microestrutura do aço X80: (a) Como-recebido, mostrando grãos de ferrita

poligonal, bandas com aglomerados de ferrita e carbonetos, e constituinte AM, em imagem de MEV. (b) Após tratamento a 600º C por uma hora, mostrando grãos de ferrita poligonal, colônias de bainita granular (cor cinza) com

agregados de ferrita, em imagem de microscopia ótica.

MICROCONSTITUINTE AM (AUSTENITA - MARTENSITA)

(33)

ESTRUTURA MARTENSITA - APLICAÇÃO

Aços temperados e revenidos tipo AISI 4140

C = 0,40% Cr = 0,90% Mo = 0,18%

Coluna de perfuração de poços

Tubo de perfuração

(34)

Reagente

: Água Régia diluída

Composição: 5 partes de = acido nítrico 15 partes de ácido clorídrico 100 partes de água destilada

Modo de usar: imersão à temperatura ambiente,

de 05 a 5 minutos.

Deve-se usar sempre solução recentemente preparada.

Características: ataca a ferrita delta mais rapidamente que a sigma e a austenita. Não ataca os carbonetos, deixando-os delineados.

(35)

35

A FASE SIGMA (

)  FRAGILIZAÇÃO

“ FASE   ” somente a 1.230°C

AÇO AISI 304 – Laminado Tratamento:6.000h à 600°C Ataque: Água régia diluída Aumento: 1.000 X

AÇO AISI 347 – Zona fundida Tratamento:6.000h à 600°C Ataque: Água régia diluída Aumento: 1.000 X

Vaso de contenção  de Angra 2

(36)

Microscópico Eletrônico de Varredura – MEV

COOPE-UFRJ. 1980 RECIFE- 2008

Análise de superfícies irregulares como Fratura

(37)

Microscópico Eletrônico de Varredura - MEV

ALCOA -ITAPISSUMA

(38)

Micrografias típicas - MEV

Fratura dúctil Fratura frágil (clivagem em titânio) Inox. Austenítico

(39)

A soldagem realizada na TRUMPF, utilizando a máquina de soldagem a laser Trulaser Robot 5020

Máquina de soldagem Trulaser Robot 5020 junta sendo soldada

Soldagem de aços de alta resistência (AHSS), como o aço bifásico DP60

(40)

ENSAIOS MECÂNICOS

Máquina de tração EMIC DL10000 Ensaio de Tração

Ensaio de Dobramento

(41)

JUNTAS SOLDADAS DE AÇO AVANÇADO

DE ALTA RESISTÊNCIA SOLDADAS A LASER

Microestrutura do

metal de base Microestrutura da ZAC de ferrita poligonal de grãos finos

Microestrutura ferrítica da zona fundida

Tese de Mestrado: Barbato, Diogo da Silva MEV- Região central da fratura do cp de

(42)

Microscópio eletrônico de transmissão - MET

Microscópio eletrônico de transmissão modelo EM 208S da Philips

Microscópio eletrônico de transmissão esquemático

(43)

MICROSCÓPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO (MET)

Passados mais de 50 anos desde a primeira observação de

discordâncias por MET, este tipo de estudo continua atual e muito

utilizado. A figura apresenta as distribuições de discordâncias em

cobre puro policristalino deformado até 10% de alongamento em

ensaio de tração realizado em duas temperaturas: a) a temperatura

ambiente (25ºC) e b) 500ºC.

A comparação entre as duas micrografias, permite afirmar que a

densidade de discordâncias (em cm/cm3 ou m/ m3) da amostra

deformada a quente é mais baixa.

Cobre policristalino deformado até 10% de alongamento em ensaio de tração, em duas temperaturas diferentes: a) 25ºC e b) 500ºC.

(44)

44

POR QUE REGISTRAR?

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

Jo.8:23

• Condições Físicas

• Acumulador de Danos

• Taxas de Corrosão

• Previsões de Reparos e Substituições

• Vida Remanescente

• Requisitos Legais

(45)

Fotomicrografia obtida por MEV do ação 300M na condição IT 400ºC. Ampliação: 2000 vezes.

Ataque químico: Nital 2%. AR=austenita retida, B=bainita, F=ferrita e M=martensita.

Fotomicrografia obtida por microscopia óptica do aço 300M recozido, após ataque com nital 2%. A=austenita retida, B=bainita, F=ferrita e

M=martensita.

MICROSCÓPIA ÓTICA X MICROSCÓPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO

AISI 300M. Aço de ultra-alta resistência, desenvolvido para aplicação aeroespacial

(46)

Como alternativa aos roteiros de tratamentos térmicos utilizados tradicionalmente pela indústria aeronáutica (têmpera e revenimento), tratamentos térmicos onde se introduzam na microestrutura do aço a fase ferrita e/ou bainita, além da

austenita retida. A microestrutura

multifásica, combinando microconstituintes duros e dúcteis, permite ajustar a resistência mecânica e a ductilidade de forma a melhorar a tenacidade do aço.

CARACTERIZAÇÃO MICROESTRUTURAL EM AÇO 300 M

SUBMETIDO A DIFERENTES TRATAMENTOS

Martensita

Cementita

Ferrita

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Inovações tecnológicas

Tela do software de processamento de imagens.

Uma nova técnica utilizando microscopia eletrônica de varredura

(MEV) foi desenvolvida. Chamada de difração por elétrons

retro-espalhados (EBSD), ela tem a habilidade de mapear a

microestrutura de acordo com as diferenças de estruturas

cristalinas.

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Obrigaduuu!!!

Microcópio Òtico – 2.000x

Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) – Superfície de fratura – 300.000x Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET) – 1.000.000x

Referências

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