UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO
JOÃO DEL-REI
ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
ENERGIAS RENOVÁVEIS - TE
Sumário
1. Formas de se minimizar o efeito do sombreamento
2. Sistemas de MPPT
3. Bibliografia
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
• Um efeito importante que merece destaque quando se trata de
sistemas fotovoltaicos é a ocorrência de sombreamentos, dentre os
quais pode-se citar os suaves e severos.
• Os sombreamentos
suaves
são aqueles onde os
raios solares são
dispersados e se tornam difusos
, podendo ser causados por
nuvens
pouco densas, sujeira, poluição
, etc., diminuindo a potência gerada.
• O sombreamento
severo
ocorre quando os raios solares são
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
Quando o sombreamento ocorre em
uma célula
conforme a
Figura 1(a), a redução da potência
é proporcional a área sombreada
.
Entretanto, quando a mesma está inserida em um painel solar
fotovoltaico conforme as Figuras 1(b) e 1(c), a redução de potência do
dispositivo, frente ao sombreamento,
não será proporcional a área
sombreada
.
Esse fenômeno ocorre devido ao fato que a característica V-I de
um célula é altamente não-linear. Conforme é mostrado na Figura 2.
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
(a) (b) (c)
Figura 1 – Sombreamento uma célula e de um módulo fotovoltaico: (a) Sombreamento de uma célula solar fotovoltaica (b) sombreamento parcial de quatro células; (c) sombreamento total de oito células.
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
6 Quebra por tensão Vbias Operação do módulo sombreado na região de saturação reversaMódulo não sombreado na string
V I
0
Corrente da string
Módulo sombreado da string
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
Uma vez que um arranjo/matriz fotovoltaica é um conjunto de
módulos e um módulo é um conjunto de células, podemos estender o
conceito visto até então para sistemas composto por matrizes. Sendo
assim, um módulo fotovoltaico sombreado, compromete a potência
gerada por outros módulos que estiverem conectados a ele no mesmo
ramo série, como mostra a Figura 3.
Em um painel fotovoltaico, diante do sombreamento de um ou
mais módulos,
haverá redução na potência fornecida pelo conjunto
. A
magnitude dessa redução
depende de fatores como tipo de arranjo,
posição da sombra e intensidade do sombreamento.
Para reduzir o
efeito do sombreamento, podem ser utilizados alguns recursos, como
mostrado a seguir.
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
8
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
• Reconfiguração de módulos fotovoltaicos
Em geral, os módulos fotovoltaicos são associados em arranjos, a
fim de que se tenha, na saída do sistema, a tensão e a corrente
desejadas para uma determinada aplicação.
Existem diferentes maneiras de se interconectar os módulos na
matriz fotovoltaica e cada tipo de arranjo possui indicações e
características específicas.
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
Podem-se citar três topologias básicas, que são ilustradas na Figura 4: • Series-Parallel (SP): os módulos são associados em série e os ramos
resultantes são conectados em paralelo;
• Total Cross Tied (TCT): os módulos são conectados em paralelo e os
conjuntos formados são conectados em série;
• Bridge-linked (BL): os módulos são conectados de forma semelhante a uma ponte retificadora. Esse arranjo possui a metade das conexões da topologia TCT.
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
SP TCT BL
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
Recentemente, outros tipos de conexões têm sido propostas e testadas, entretanto, as topologias SP e TCT são as mais utilizadas.
Quando os módulos fotovoltaicos são associados na topologia SP ou TCT, o sistema pode ser acometido por alguns problemas, principalmente quando os módulos apresentam características e pontos de operação distintos.
As diferenças no ponto de operação podem surgir de eventuais não-uniformidades de iluminação (sombreamento) e provocam perdas no sistema.
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
Em um painel fotovoltaico parcialmente sombreado, a potência real do sistema pode ser menor que a soma das potências individuais de todos os módulos. O sombreamento de um módulo é capaz de causar a redução
da corrente resultante da associação e, consequentemente, a potência fornecida pela matriz fotovoltaica também será reduzida.
A máxima potência disponível pelo painel fotovoltaico pode ser elevada se as ligações entre os módulos forem reconfiguradas.
A primeira matriz fotovoltaica reconfigurável foi proposta em 1990. Os sistemas de reconfiguração vêm sendo alvo de diversos estudos e se tornaram um método emergente para a recuperação de energia em sistemas sombreados.
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
14
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
Em
matrizes totalmente dinâmicas, as combinações geradas
pela permutação entre os módulos muitas vezes são redundantes.
Para reduzir o número de arranjos e contemplar apenas as
configurações de interesse, alguns sistemas utilizam o parâmetro
Configurations of Interest
(COI), que determina a quantidade de
configurações que efetivamente produzem diferentes resultados.
Para a execução do método de equalização da irradiância, a
matriz pode ter suas dimensões alteradas. Entretanto, o algoritmo de
otimização garante que todas as linhas possuam a mesma quantidade
de módulos. A Figura 6 ilustra o processo de realocação dos módulos
sombreados para uma matriz 4x4.
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
16
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
Em painéis fotovoltaicos com topologia SP, o processo de
reconfiguração baseia-se no
agrupamento dos módulos sombreados.
Módulos com níveis de irradiância semelhantes devem ser
conectados em série e os ramos resultantes são conectados em
paralelo
. Desta forma, evita-se que os módulos afetados pelo
sombreamento limitem o fornecimento
de energia dos módulos
iluminados.
Os
módulos totalmente sombreados são excluídos da
associação
, uma vez que sua
contribuição é considerada desprezível
e
os módulos restantes são agrupados de forma a constituir um arranjo
SP. A Figura 7 ilustra a reorganização dos módulos fotovoltaicos em
uma matriz 4x4.
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
18
Formas de se minimizar o efeito do
sombreamento
A exclusão dos módulos mais atingidos pelo sombreamento
pode dar origem a arranjos assimétricos,
como o mostrado na Figura
7(b). Nessas situações, ocorre um desequilíbrio entre os níveis de
tensão das colunas associadas. Uma alternativa para
corrigir
esse
desequilíbrio é o
uso de conversores estáticos.
Em condições normais de funcionamento, quando todos os
módulos estão iluminados, o sistema opera com um inversor central.
Quando
ocorre
o
sombreamento,
os
módulos
severamente
sombreados são excluídos da matriz principal e os demais são
reconfigurados.
Se, por ventura, não houver módulos suficientes para
construir uma associação simétrica, um conversor CC/CC pode ser
conectado ao ramo deficiente
para compensar os níveis de tensão,
como ilustra a Figura 8.
.
20
Figura 8 – Sistema de reconfiguração flexível: (a) condições normais e (b) sombreamento de dois módulos.
Sistemas de MPPT
Um gerador fotovoltaico submetido a uma irradiância solar
uniforme (sem sombreamentos parciais e sem células ou módulos
defeituosos) tem uma
curva P-V
com o formato semelhante ao
apresentado na Figura 9, na qual
existe um único ponto com derivada
nula, ou seja, onde atinge um máximo
.
Este ponto particular da curva é o chamado P
PM- ponto de
potência máxima, no qual o produto da corrente pela tensão tem o
seu valor máximo.
Sistemas de MPPT
Tensão (V) 0 2.5 5 7.5 10 12.5 15 17.5 20 22.5 25 C o rr e n te (A ) 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0 10 20 X: 17.39 Y: 10.54 P o tê n c ia ( W ) 22Sistemas de MPPT
Conforme visto anteriormente,
a corrente produzida pelos
módulos fotovoltaicos é diretamente proporcional à irradiância solar
e é muito pouco afetada pela temperatura da célula. Entretanto, a
tensão
e,
consequentemente,
a
potência
gerada
decrescem
significativamente com o aumento da temperatura. Portanto, os
valores de corrente e tensão de potência máxima (I
PM, V
PMe P
PM) são
dependentes das condições de irradiância (principalmente a corrente)
e de temperatura da célula (principalmente a tensão).
Embora as variações de temperatura da célula sejam tipicamente
mais lentas, da ordem de dezenas de segundos, a
irradiância pode
apresentar mudanças drásticas em questão de segundos, como
resultado da passagem de nuvens.
Sistemas de MPPT
Da mesma forma, sombreamentos parciais provocados por árvores e edificações próximas, além de folhas ou sujeiras depositadas sobre a superfície dos módulos, podem provocar distorções na curva característica do gerador fotovoltaico, inclusive com a ocorrência de máximos locais, como mostrado na Figura 10. 24 Tensão (V) 0 100 200 300 400 500 600 C o rr e n te ( A ) 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0 100 200 P o tê n c ia ( W )
Figura 10 – Curvas I-V (Vermelha) e P-V (preta) de um gerador de 24 módulos de 36 células em série mostrando a ocorrência de máximos locais na curva de potência em decorrência de sombreamentos parciais, com 6 dos módulos submetidos a um fator de sombreamento de 10 %.
Sistemas de MPPT
Assim sendo, é conveniente que haja um mecanismo de controle eletrônico que observe continuamente as modificações na curva característica I-V e atue sobre o inversor CA-CC e/ou do conversor CC-CC, de modo a manter o gerador fotovoltaico operando na tensão correspondente à tensão de máxima potência, maximizando a transferência de potência e evitando perdas nas células, que surgiriam se o acoplamento ocorresse em outra tensão que não a ótima. Este processo é o chamado de seguimento do ponto de potência máxima (SPPM ou MPPT, em inglês).
O objetivo de um sistema de MPPT é modificar a corrente/tensão drenada do módulo fotovoltaico para extrair a máxima potência de saída do módulo. A carga funcionará como uma carga variável, tendo seu valor controlado pelo conversor CC-CC acoplado entre a carga e o módulo, como mostram as Figuras 11 e 12.
26 DC/DC Converter MPPT L o a d + -+ -Figura 11 – Esquemático de um MPPT.
Sistemas de MPPT
Figura 12 – Conversor CC-CC do sistema de MPPT e o seu efeito sobre a carga conectada ao módulo fotovoltaico.
28 Tensão (V) 0 5 10 15 20 25 C o rr e n te (A ) 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 1000 w/m² 500 w/m² 100 w/m² 29,2 ohms 59,8 ohm s 350 ohm s 10 W 5,28 W 0,84 W
Sistemas de MPPT
Um seguidor do ponto de máxima potência deve apresentar as
seguintes características:
• Precisão: implica em medidas de corrente e tensão de qualidade;
• Eficácia:
ser capaz de encontrar o ponto de potência máxima
,
mesmo com a ocorrência de máximos locais;
• Rapidez: deve
adaptar-se com presteza às variações
bruscas de
irradiância causadas, por exemplo, por nuvens passageiras.
Sistemas de MPPT
Um dispositivo de seguimento de máxima potência pode ser dividido em dois blocos básicos: uma seção de controle e uma seção de condicionamento de potência.
No caso de inversores de dois estágios, a seção de potência do MPPT consiste, geralmente, em um conversor CC-CC em modo chaveado. A utilização do conversor CC-CC permite uma maior flexibilidade na faixa de tensão de entrada, às custas de uma redução da ordem de 2 % na eficiência global do inversor, em função dos componentes adicionais. Os inversores com múltiplas entradas (multistring), ou os arranjos com múltiplos inversores para sistemas fotovoltaicos conectados à rede (SFCR), podem possuir dois ou mais dispositivos de SPPM independentes, a fim de permitir a utilização de arranjos fotovoltaicos com características elétricas ou orientações diferentes, por exemplo.
Sistemas de MPPT
No caso do inversor de único estágio, a seção de potência do seguidor de máxima potência é a própria ponte inversora e a conversão é obrigatoriamente do tipo redutora. Isto implica que, no caso de inversores para conexão à rede sem transformador, o gerador fotovoltaico deve ter uma tensão de operação mínima superior ao valor de pico da tensão CA da rede, ou o dobro desta, dependendo da topologia de circuito utilizada.
O bloco de controle do SPPM encarrega-se do ajuste da tensão de polarização do gerador fotovoltaico através de algoritmos que atuam sobre o controle eletrônico (driver) dos dispositivos de chaveamento do conversor CC-CC e/ou da ponte inversora. O algoritmo de controle tem como entrada dados instantâneos de tensão e corrente de operação do gerador fotovoltaico (além de, eventualmente, outros parâmetros como temperatura da célula e irradiância solar).
Sistemas de MPPT
Sua
implementação pode ser feita de forma analógica ou, mais
comumente, digital,
através de microprocessadores ou processamento
digital de sinais (DSP – digital signal processing).
A
localização de um SPPM, quando incluído em um sistema
fotovoltaico, depende da característica elétrica da carga
, que pode ser
alimentada em CC ou CA. Desta forma, o controle SPPM
poderá atuar
tanto integrado a um conversor CC-CC quanto a um inversor
. A Figura
14 mostra exemplos de sistemas que utilizam SPPM.
Sistemas de MPPT
Gerador FV SPPM Conversor C.C.-C.C. Controlador de Carga Cargas c.c BateriasInversor Carga c.a.
Gerador FV SPPM Inversor Rede/ Cargas c.a
Sistemas SFI
Sistemas SFCR
Sistemas de MPPT
• Algoritmos de seguimento do ponto de potência máxima
Como visto anteriormente, a função de um dispositivo de
seguimento de potência máxima (SPPM) é otimizar a extração de
potência do gerador fotovoltaico,
através do ajuste contínuo ou
periódico de seus valores de tensão e corrente para cada condição de
irradiância e temperatura da célula
, de modo que este esteja sempre
polarizado em um ponto de potência máxima (P
PM= V
PM× I
PM).
Como os valores de V
PMe I
PMnão são conhecidos de antemão,
é
preciso encontrá-los através de cálculos e/ou algoritmos
. As
estratégias de SPPM dividem-se em duas categorias: métodos diretos e
Sistemas de MPPT
Os métodos diretos, ou de seguimento verdadeiro, são aqueles que utilizam medições em tempo real da corrente e da tensão disponíveis na entrada do inversor, para encontrar o ponto de potência máxima do gerador fotovoltaico.
Os métodos diretos não necessitam de informações prévias sobre as características do gerador fotovoltaico e são, em princípio, capazes de reagir a variações rápidas nas condições de operação dos módulos.
São exemplos de métodos diretos o “perturba & observa” (P&O) e o da “condutância incremental”.
Sistemas de MPPT
Os
métodos indiretos
são aqueles que
utilizam um sinal de
referência (irradiância, temperatura dos módulos, corrente de
curto-circuito ou tensão de curto-circuito aberto de uma célula de referência ou
do próprio gerador fotovoltaico)
para estimar o ponto de máxima
potência. Essa informação é confrontada com uma base de dados ou
algum modelo matemático com as características previamente
determinadas do gerador fotovoltaico específico.
Por
serem sujeitos a imprecisões e incapazes de detectar os
efeitos de sombreamentos parciais, envelhecimento e acúmulo de
sujeira sobre os módulos
, os métodos indiretos são pouco utilizados
em aplicações comerciais. A seguir são apresentados alguns desses
métodos.
Sistemas de MPPT
Método da razão cíclica fixa: O objetivo principal de um sistema de
MPPT é fazer com que o módulo fotovoltaico produza sempre o máximo de potência possível para um dado instante. No método da razão cíclica fixa, o sistema de controle atua de forma a manter constante o tempo de condução do conversor (mantendo a razão cíclica constante), no valor que produza na saída do módulo a tensão de máxima potência para a situação padrão de teste (S = 1000 W/m² e T = 25 ºC).
Esse método funciona em malha aberta, sem que haja realimentação de corrente ou tensão para corrigir as alterações no ponto de operação do módulo. O valor da razão cíclica que garante que VMPP(STC) seja obtido quando o módulo estiver operando na STC, é mantido independente das condições de irradiância e temperatura do módulo.
Sistemas de MPPT
Tensão fixa: este método consiste em manter o gerador
fotovoltaico polarizado em uma
tensão de operação ótima
, a fim de se
obter o máximo de geração ao longo de um determinado período. O
valor da tensão de polarização (best fixed voltage) é ajustado
previamente,
escolhido a partir de informações das características do
gerador fotovoltaico
, preferivelmente
considerando a sequência
histórica de dados de irradiância e temperatura locais.
O método da
tensão fixa, por sua natureza (a rigor não é um método de
seguimento),
é incapaz de responder a variações nas condições
atmosféricas
, sombreamentos parciais e alterações nas características
do gerador fotovoltaico, decorrentes de envelhecimento, sujeira, etc.
Mesmo assim, pode ser útil quando combinado com outros métodos,
especialmente sob condições de baixa irradiância.
Sistemas de MPPT
Tensão de circuito aberto: este método baseia-se no pressuposto de que a
tensão de potência máxima está relacionada à tensão de circuito aberto por uma constante de proporcionalidade. Assim, durante a operação, o gerador fotovoltaico é periodicamente desconectado por meio de uma chave eletrônica, sendo então sua tensão de circuito aberto medida e um novo valor de polarização calculado. O valor da constante de proporcionalidade é uma característica particular do gerador fotovoltaico, associada à tecnologia utilizada na fabricação das células fotovoltaicas e também às condições de irradiância e de temperatura. Valores típicos situam-se entre 0,7 (filmes finos) e 0,8 (silício cristalino). Embora de fácil implementação, necessitando da medida de uma única grandeza, o método tem como desvantagem a incapacidade de detectar variações bruscas de irradiância e sombreamentos parciais, além de requerer um interruptor extra para a medição da tensão de circuito aberto, e acarretar uma perda energética nos momentos em que o gerador fotovoltaico está desconectado.
Sistemas de MPPT
Corrente de curto-circuito: similarmente ao anterior, este método
considera que a
corrente de máxima potência está relacionada à
corrente de curto-circuito por uma constante de proporcionalidade,
associada à tecnologia utilizada na fabricação das células fotovoltaicas
e com valores típicos entre
0,8
(filmes finos)
e 0,9
(silício cristalino). As
desvantagens são similares àquelas do método da tensão de circuito
aberto.
Sistemas de MPPT
Perturba & observa (P&O): este método é o mais utilizado em sistemas de seguimento de potência máxima para inversores conectados à rede. Seu funcionamento consiste em forçar o deslocamento do ponto de operação em uma dada direção (perturbar) e observar o resultado na potência de saída do gerador fotovoltaico. A modificação no ponto de operação é feita através de pequenos incrementos (positivos ou negativos) na tensão de polarização a intervalos de tempo determinados. Um incremento positivo de tensão, por exemplo, refletindo-se em um aumento da potência, indica que o ponto de operação se deslocou em direção ao ponto de máxima potência e a perturbação deve prosseguir no mesmo sentido. Quando a potência de saída começar a diminuir, significa que a tensão de máxima potência foi ultrapassada e a próxima perturbação de tensão deve ser no sentido oposto. O processo se repete e, como resultado, o ponto de operação fica oscilando em torno do valor exato da tensão de máxima potência.
Sistemas de MPPT
Condutância incremental: este método é um
aperfeiçoamento
do método P&O
e consiste na
determinação do ponto de potência
máxima a partir do sinal da derivada da potência em relação à
tensão.
O método permite calcular em qual sentido a perturbação no
ponto de operação deverá ser feita, evitando que, no caso de variações
rápidas de irradiância, o seguidor tome o sentido errado.
Bibliografia
1. R.F. Coelho, Estudo dos Conversores Buck e Boost Aplicados ao Rastreamento de Máxima Potência de Sistemas Solares Fotovoltaicos, Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica), Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2008.
2. P.S. Vicente, Reconfiguração de Painéis Fotovoltaicos Sombreados Utilizando a Teoria dos Conjuntos Aproximados, Tese (Doutorado em Engenharia Elétrica), Universidade Federal de Itajubá, Itajubá, 2015.
3. J.T. Pinho, M.A. Galdino, “Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos”, Grupo de Trabalho de Energia Solar, CEPEL, Rio de Janeiro, 2014
4. E.M. Vicente, Sistema de MPPT para Painéis Fotovoltaicos com Baixa Complexidade e Alto Rendimento, Tese (Doutorado em Engenharia Elétrica), Universidade Federal de Itajubá, Itajubá, 2015.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO
JOÃO DEL-REI
ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
ENERGIAS RENOVÁVEIS - TE
44