Teoria dos Dispositivos
Semicondutores
Semicondutores
Prof. Gustavo Oliveira Cavalcanti
Estudo dos dielétricos
Dielétrico
• É um material no qual é possível armazenar energia pela aplicação de um campo elétrico, sendo esta energia reversível quando o
campo é removido.
• A armazenagem de energia é recuperável por ocasião da remoção do campo.
ocasião da remoção do campo.
Forma de apresentação do dielétricos
• Estado gasoso
Ar, hidrogênio, nitrogênio, dióxido de carbono,
SF6 (Hexafluoreto de Enxofre ) • Estado líquido
Óleos minerais derivados do petróleo, fluidos
Estudo dos dielétricos
Óleos minerais derivados do petróleo, fluidos
sintéticos (ascarel), fluidos de silicone • Estado sólido
Aplicados no estado líquido ou pastoso
Resinas, (polímeros), betumes, ceras, vernizes, massa compound (adesivo epoxi).
Aplicados no estado sólido
Materiais fibrosos (papel, papelão, seda, algodão), micas, borrachas sintéticas, silicones, porcelana, vidro, fibra de vidro.
Dielétrico ideal x Real
Condutividade de um dielétrico ideal é
nula
• Resistividade infinita
Todos materiais isolantes apresentam
uma certa condutividade
uma certa condutividade
• Pureza e estrutura do material
Correntes de fuga
Superficiais
• Função do estado sanitário da superfície do dielétrico superfície do dielétricoVolumétricas
• Depende da natureza intrínseca (falhas estruturais) do material dielétrico Correntes de Fuga Volumétricas Correntes de Fuga Superficiais A d R = ρ d RA = ρ d A R s s = ρ- + - + - + - + - + - + - +
Estudo dos dielétricos
a) b) c) d)
a) Campo elétrico entre duas placas eletrizadas b) Inserção de um dielétrico entre as duas placas
c) Cargas induzidas superficiais, e o campo por elas
originado
Eletrônica
• É resultante do deslocamento elástico (deformação) da nuvem eletrônica dos átomos e íons.
• O tempo para estabelecimento desse tipo de polarização é 10-15 segundos
Polarização
polarização é 10 segundos
• Não depende da temperatura
• É observável em TODOS OS TIPOS DE DIELÉTRICOS e NÃO É ACOMPANHADO DE PERDA DE ENERGIA
Polarização
Iônica
• É característica dos sólidos de estrutura iônica e se deve ao deslocamento dos íons que estão ligados por forças de atração coulombianas.
• O tempo de estabelecimento da polarização
• O tempo de estabelecimento da polarização iônica é da ordem de 10-13 segundos
• Ao se elevar a temperatura se intensifica a polarização iônica
Diminuição das forças de atração interiônicas
• NÃO HÁ DISSIPAÇÃO DE ENERGIA
Direcional ou Dipolar
• A polarização dipolar é própria dos gases e líquidos polares
Ocorre também nas substâncias sólidas orgânicas
polares
• As moléculas dipolares se encontram no movimento térmico caótico e se orientam
Polarização
movimento térmico caótico e se orientam parcialmente pela ação do campo elétrico
• É acompanhada de perdas de energia
• Ao aumentar a temperatura as forças
moleculares se tornam mais fracas e diminui a viscosidade da substância, se intensificando por conseqüência a polarização dipolar, entretanto ao mesmo tempo aumenta a energia do movimento
térmico das moléculas, com que faz diminuir a influência orientadora do campo
Em alguns líquidos viscosos é tão grande
a resistência ao giro dos dipolos, que em
campos rapidamente variáveis os dipolos
não têm tempo de se orientar na direção
do campo e para certas frequências
elevadas o dielétrico não é afetado pela
Polarização
elevadas o dielétrico não é afetado pela
polarização direcional
Propriedade higroscópica
Os materiais isolantes são, em maior ou
menor grau
Higroscópicos
• São capazes de absorver a água do meio ambiente
Ar atmosférico => Vapor de água
Umidade Absoluta do Ar
Umidade Absoluta do Ar
• Massa (m) de vapor de água existente em uma unidade de volume de ar (m3)
Massa de saturação (m
sat)
• Quantidade máxima de vapor de água contida na unidade volumétrica de ar sem que haja precipitação
Umidade Relativa
• Relação entre a massa de vapor contida em um dado volume pela massa de saturação suportável por este volume
Propriedade higroscópica
%
100
x
m
m
sat=
α
A água é um dielétrico muito polar, com baixa
resistividade (da ordem de 103-104 Ω.m)
Sua introdução entre os poros dos dielétricos
sólidos ocasiona um queda brusca de suas propriedades elétricas
A ação da umidade se nota especialmente
Propriedade higroscópica
A ação da umidade se nota especialmente
quando as temperaturas são elevadas (30/40ºC) e os valores de “umidade relativa” são altos
(98/100%)
Estas condições ocorrem nos países tropicais,
com clima úmido
Tais condições influem negativamente na
Umidade elevada influencia na
resistência superficial dos dielétricos
Proteção
• Recobrir as superfícies com vernizes
Capacidade dos dielétricos serem
Propriedade higroscópica
Capacidade dos dielétricos serem
molhados pela água
Efeitos da Umidade
• Alterações na propriedades elétricas,
físicas, mecânicas e químicas dos materiais dielétricos.
Espaços capilares no interior dos
Propriedade higroscópica
Espaços capilares no interior dos
materiais
• Penetração da umidade
Materiais porosos (fibrosos)
Gases dielétricos
Todos os gases são dielétricos
• Propriedades próximas aos dielétricos ideais
Constituem um dos três estados de
agregação da matéria
Nas moléculas dos gases os elétrons são
fortemente presos aos núcleos
fortemente presos aos núcleos
Principal propriedade
• Mobilidade de seus átomos e moléculas
Movimento caótico, desordenado
Velocidade é proporcional a temperatura absoluta
(em Kelvin)
m kT
Gases mais importantes para aplicações
em elétrica
• Ar (mistura de gases e vapor de água)
• Nitrogênio
• Hidrogênio
• Hexafluoreto de enxofre – SF
Gases dielétricos
• Hexafluoreto de enxofre – SF6
Grandes distâncias entre as moléculas ou
átomos
• Baixa densidade
Permissividade relativa (constante dielétrica) Muito pequena (próxima da unidade)
Constante dielétrica
HÉLIO 1,000072 OXIGÊNIO 1,00055 NITROGÊNIO 1,0060 NITROGÊNIO 1,0060 AR 1,00058 HIDROGÊNIO 1,00027 ARGÔNIO 1,0056 DIOXIDO DE CARBONO 1,0096 SF6 1,002084Condutividade dos gases
dielétricos
Intensidade do campo é fraca
• Os gases possuem uma condutividade muito pequena
Antes do campo elétrico já existe uma
quantidade de partículas eletricamente
carregadas (elétrons e íons livres)
carregadas (elétrons e íons livres)
A formação de partículas carregadas se
deve à ionização do gás por fontes
externas de energia:
• Raios cósmicos e solares, emissões radiativas da crosta terrestre, raios-x e a ação térmica (aquecimento do gás)
Disrupção elétrica dos
gases
Rigidez dielétrica
• Valor limite do campo elétrico que o material isolante suporta antes de ser perfurado
• Tensão elétrica que ocorre o fenômeno
Tensão disruptivaTensão disruptiva
Depende de vários fatores
• Natureza do gás
• Distância entre os eletrodos
• Grau de uniformidade do campo elétrico (função da geometria dos eletrodos)
• Natureza do campo elétrico (ac ou dc)
• Pressão e temperatura
Rigidez dielétrica influenciada pela composição Maioria dos gases (O2, N2, CO2, ...)
• Valor próximo à do ar (31 a 32 kV/cm) – CNTP
Valor menor para gases raros (hélio, argônio,
...) e vapores metálicos
Bastante superiores para gases eletronegativos
Disrupção elétrica dos
gases
Bastante superiores para gases eletronegativos
• Contêm cloro e flúor
NATUREZA DO GÁS FÓRMULA QUÍMICA RIGIDEZ DIELÉTRICA DO GÁS EM RELAÇÃO A DO AR NITROGÊNIO N2 1,0 OXIGÊNIO O2 0,9 HIDROGÊNIO H2 0,6 DIOXIDO DE CARBONO CO2 0,9 HEXAFLUORETO DE ENXOFRE SF6 2,3 a 2,5 FREON CCl2F2 2,4 a 2,6 TETRACLORETO DE CARBONO CCl4 6,3
Campos de aplicação dos
dielétricos gasosos
Dielétricos no domínio da alta tensão
• Linhas de transmissão e disjuntores
• Subestações blindadas a SF6
Os isolantes gasosos apresentam duas
grandes vantagens
grandes vantagens
• Constituem um meio homogêneo, envolvendo
perfeitamente as partes energizadas, qualquer que seja a complexidade e suas formas geométricas e que elas sejam estáticas ou móveis
• Após a disrupção os gases são os dielétricos que recuperam mais rapidamente suas propriedades isolantes
Os sólidos são degradados definitivamente por
Estudo do Ar
Mais importante dielétrico gasoso
• Presente em toda atmosfera terrestre
Composição básica do ar
Nitrogênio 78,00%
Oxigênio 21,00%
Argônio 0,90%
Principais vantagens
• Grande e fácil disponibilidade
• Confiável (envolve totalmente os equipamentos)
• As correntes de fuga são insignificantes
• RD=32kV/cm, (CNTP)
Argônio 0,90%
Quando sob pressões elevadas apresenta
excelente comportamento dielétrico
• 10 atm RD = 226kV/cm
• Sua RD se torna fraca a baixas pressões (sub-pressões)
Principais desvantagens
Estudo do Ar
Principais desvantagens
• Formação de ozônio, sob ação de eflúvios
Altamente oxidante provocando destruição dos
isolantes
• Formação de misturas detonantes com outros gases
• Contém umidade
Outros gases
Nitrogênio
• Rigidez dielétrica vizinha a do ar
• Vantagens
Inércia química (quimicamente neutro) Incolor, inodoro
Grande quantidade (quatro quintos da atmosfera
terrestre) • Utilização
terrestre) • Utilização
Cabos de alta tensão Condensadores
Pára-raios
Gás carbônico
• Rigidez dielétrica vizinha a do ar
• É incomburente
Hidrogênio
• Rigidez dielétrica inferior a do ar (60%)
• Quimicamente inerte
• Condutividade térmica elevada (6,69)
Agente de refrigeração
Outros gases
Agente de refrigeração
• Baixa densidade (0,07 em relação ao ar)
Motores síncronos de alta potência (baixas perdas
rotacionais)
• Exige selagem de grande eficiência para evitar contato com ar
Gases nobres
Hélio, neônio, argônio, xenônio, radônio, e
criptônio
Rigidez dielétrica inferior a do ar
• Cerca de 1/5
Não são usados como isolantes
• Argônio – processos industriais de soldagem
• Argônio – processos industriais de soldagem devido à sua baixa tensão disruptiva
• Encher bulbos de determinados tipos de lâmpadas
Hélio
• Agente de refrigeração para dispositivos que utilizam o fenômeno da supercondutividade
Gases eletronegativos
São aqueles que contêm átomos de
elementos halogênios
• Flúor, cloro, bromo, iodo e astato
• Confere ao gás uma certa afinidade com elétrons
Inibe o desenvolvimento de descargas
Um dos mais utilizados é o hexafluoreto
Um dos mais utilizados é o hexafluoreto
Principais características
do SF
6
Trata-se de um gás pesado
• Cerca de 5 vezes mais pesado que o ar
Não é tóxico, é inodoro e incolor
Não inflamável e apresenta boa
Não inflamável e apresenta boa
estabilidade química
Extraordinário poder extintor de arco
• 2 vezes superior ao do ar
Excelente rigidez dielétrica (CNP)
• 2,3 vezes maior do que a do ar (cerca de 74 kV/cm)
Principais características
do SF
6
Não se liquefaz à temperatura ambiente
• A não ser que seja submetido a pressões elevadas, da ordem de 20 a 22 atmosferas
Fraca condutibilidade sônica
• Velocidade do som no SF6 é 1/3 da
• Velocidade do som no SF6 é 1/3 da velocidade do som no ar
A sua condutividade térmica é elevada
• Cerca de 1,6 maior que a do ar (CN)
• Facilita os problemas de dissipação de calor
Aparelhos isolados a Ar são mais leves e
competitivos do que aqueles isolados
com dielétricos líquidos
Principais características
do SF
6
Desvantagens
• Para ter sua rigidez dielétrica comparável a de um isolante líquido, deve ser mantido sob pressões elevadas
• Utilização de tanques selados que suportam
• Utilização de tanques selados que suportam as pressões desenvolvidas
• Presença de enxofre, sob certas condições, produz corrosão
• Quando decomposto pelo arco ou pelo calor, desenvolve misturas gasosas que contêm
ingredientes tóxicos
Inodoros e incolores Difícil detecção
Subestações blindadas isoladas
à gás SF
6Subestação totalmente blindada em
compartimentos de aço com gás isolante SF6
• Pressurização de 4 a 5 atmosferas, por onde correm os barramentos e demais dispositivos elétricos de manobra, seccionadoras e aterramento
Isolamento total das partes energizadasIsolamento total das partes energizadas
• Todas as fases podem estar próximas entre si
• Redução substancial das dimensões da subestação
Seu tamanho corresponde aproximadamente de
10 a 15% do espaço ocupado por uma subestação convencional (ao tempo).
Com a blindagem a segurança é bem maior e
oferece defesa no caso de ambientes poluídos e de alta corrosão.
Vantagens
• Espaço reduzido
• Alta confiabilidade
• Diminuição da mão de obra para instalação e manutenção
Subestações blindadas isoladas
à gás SF
6manutenção
• Menor custo para SE’s de Extra Alta
Tensão (EAT) e Ultra Alta Tensão (UAT)
• Insensível à poluição externa
• Segura ao contato manual
Subestações blindadas isoladas
Subestações blindadas isoladas
Dielétricos líquidos
Conhecimento das propriedades dos
óleos isolantes é de grande importância
para o engenheiro
• Isolação
• Refrigeração
• Extinção de arco
• Extinção de arco
Análise periódica assegura melhor
desempenho dos equipamentos
Tratamento dos óleos contaminados
permite sua reutilização de forma
eficiente, econômica e ecológica
Os líquidos se comportam de três
maneiras diferentes sob a ação do
campo elétrico
• Líquidos bons condutores
São os que se deixam atravessar facilmente pela
corrente, sem decomposição do material
Mercúrio, metais fundidos
• Eletrólitos
Dielétricos líquidos
• Eletrólitos
São constituídos de sais ou de ácidos, bases e sais
dissolvidos na água ou em um solvente
São decompostos pela passagem da corrente
elétrica e são acompanhados de deslocamento de matéria (íons positivos e negativos)
• Líquidos isolantes
São os que apresentam uma forte resistência à
passagem da corrente elétrica
Condutividade dos líquidos
dielétricos
É função dos seguintes fatores
• Estado de polarização molecular
• Grau de impureza • Temperatura • Viscosidade • Tensão aplicada • Tensão aplicada
Contaminante importante
• Água absorvida pelo dielétrico diretamente da atmosfera (umidade)
A água pode estar no líquido sob três
estados
• Molecularmente dissolvida (H+ e OH)
• Emulsificada (gotículas em suspensão)
Rigidez dielétrica dos
líquidos
Tensão atinge o valor disruptivo
• Uma descarga se produz sob forma de arco
• Há uma perfuração do isolante líquido que retoma suas qualidades isolantes após a passagem do arco
Nos fluidos a perfuração dielétrica não
acarreta danos irreversíveis ao material
Nos fluidos a perfuração dielétrica não
acarreta danos irreversíveis ao material
Não há ocorrência de fenômenos
elétricos particulares que precedem a
disrupção
Fatores que influenciam a RD dos líquidos
• Temperatura
• Impurezas
Óleos minerais
Constituem a mais antiga classe de
isolantes líquidos
Suas moléculas são constituídas
basicamente por carbono e hidrogênio e
apresentam suas ligações de covalência
saturadas
saturadas
O óleo mineral é obtido pela destilação
fracionada do petróleo natural
Pode ser de origem
• Parafínica
• Naftênica
Óleos isolantes
Durante a operação o óleo “envelhece”
• Sofre consideráveis mudanças em suas propriedades
Químicas, físicas e elétricas
• Acarreta alteração
• Acarreta alteração
Comportamento sob a ação dos campos elétricos Capacidade de transferência de calor
Aumento da viscosidade Sua cor
• Tudo isto devido ao mecanismo de oxidação e absorção de umidade
A oxidação é decorrente dos seguintes
fatores
• Ação do campo elétrico
• Concentração de oxigênio dissolvido no óleo
• Efeito da luz
Óleos isolantes
• Efeito da luz
• Temperatura e umidade
• Efeito dos materiais usados na construção do equipamento
Para o prolongamento da vida útil do óleo
• Selagem do equipamento para que não haja contato com oxigênio e umidade do ar
atmosférico Conservador de óleo
Óleos isolantes
Conservador de óleo Sílica gel NitrogênioAplicações e funções dos óleos
isolantes
Transformadores
Capacitores
Capacitores
Disjuntores
Análise do óleo
O óleo mineral está sujeito a um
processo de deterioração quando em
operação
Análise do óleo mineral
• Ensaios laboratoriais (normas técnicas nacionais e internacionais)
nacionais e internacionais)
Objetivos
• Análise para aquisição do óleo
• Análise de apoio à manutenção
Cuidados na coleta das amostras
• Os recipientes devem ser rigorosamente limpos, secos e possuir rigorosa vedação
Análise cromatográfica
Os hidrocarbonetos que compõem o óleo se
decompõem quando submetidos a esforços térmicos e elétricos
• Análise dos gases dissolvidos no óleo isolante permite diagnosticar a existência de uma falha no estágio
inicial, quando ainda não há danos apreciáveis ao equipamento Análise cromatográfica Análise cromatográfica • *Hidrogênio – H2 • Oxigênio – O2 • Nitrogênio – N2 • *Metano – CH4 • *Monóxido de Carbono – CO • Dióxido de Carbono – CO2 • *Etileno – C2H4 • Etano – C2H6 • *Acetileno – C2H2
Diagrama Gases Nobres
Falha Gases Nobres
Óleo Arco C2H2 Corona H2 e CH4
Análise cromatográfica
Óleo Corona H 2 e CH4 Superaquecimento C2H4 Papel Corona H2 e CO Superaquecimento CO e CO2 Água Eletrólise H2Tratamento do óleo
O óleo mineral isolante envelhece
• Sofre ao longo do tempo mudanças nas suas características físico-químicas
Contaminação do óleo
O tratamento visa recuperar o óleo
O tratamento visa recuperar o óleo
eliminando as impurezas nele contidas
• Varia com a natureza dos contaminantes no óleo
Físico
Físico-químico Químico
Fluidos de silicone
Os silicones são polímeros compostos de
átomos alternados de silício e oxigênio,
com radicais orgânicos unidos aos átomos
de silício
Apenas tem aplicação em equipamentos
elétricos
elétricos
Menor resistência ao fogo que o ascarel e
preço mais elevado
• Introdução como líquido dielétrico apenas após serem detectados os problemas
associados aos PCBs
Os silicones se apresentam nas formas:
Fluidos de silicone
Os silicones se apresentam nas formas:
• Líquidos • Graxas
• Elastômeros • Sólidos
Devido as suas extraordinárias
características apresentam um vasto
campo de aplicações
Propriedades Químicas
• São quimicamente inertes, resistem a oxidação
Permitem o contato com uma ampla gama de
materiais isolantes sólidos, sem atacá-los • Excelente estabilidade química
Fluidos de silicone
• Excelente estabilidade química
Permitem operação até 150°C por períodos de
tempo bastante longos ou mesmo sob temperaturas mais elevadas
• Quando submetidos a temperaturas
superiores a 360°C entram em combustão
Entretanto tende à auto-extinção
Formação de uma camada de silício sobre a
superfície do líquido, a qual restringe o acesso do oxigênio
Dielétricos sólidos
Dielétricos sólidos constituem um grupo
de materiais muito numerosos
• Advento os polímeros sintéticos
Podem ser classificados em dois grupos
• Aplicados no estado líquido ou pastoso
Resinas, vernizes, ceras
• Aplicados no estado sólido
Produtos fibrosos, micáceos, cerâmicos
Serão vistos os principais fatores que
influenciam
• Condutividade
Condutividade dos dielétricos
sólidos
Dielétricos não são isolantes perfeitos
• Pequena condutividade (pode ser desprezada)
Condutividade varia de acordo com o tipo
do dielétrico
Condutividade depende dos seguintes
Condutividade depende dos seguintes
fatores
• Imperfeições estruturais
• Impurezas contidas no material
• Temperatura
• Natureza da tensão
• Estado da superfície
Rigidez dielétrica dos
sólidos
Ocorrência da disrupção elétrica
• Perfuração do dielétrico devido à passagem do arco
• Destruição parcial ou total do material
dielétrico que não retoma suas propriedades dielétrico que não retoma suas propriedades isolantes após a retirada do campo elétrico provocador ou mesmo apenas com eliminação do arco
A danificação tem características
Polímeros
A palavra poli significa “muitas vezes” e
mero “parte”
Polímeros são compostos de monômeros x
que se unem em uma longa cadeia
formando macromoléculas de fórmula x
nOs custos dos processos de síntese dos
Os custos dos processos de síntese dos
polímeros se tornaram mais acessíveis
• Suas propriedades podem ser ajustadas para que apresentem desempenho superior aos de origem natural
Oferecem grande interesse como
Macro moléculas constituídas de
monômeros idênticos
• Homopolímeros
Unidades monoméricas de diferentes
tipos
• Polímeros mistos ou copolímeros
Polímeros
• Polímeros mistos ou copolímeros
É muito vasto o campo de aplicação dos
polímeros, especialmente dos sintéticos
É uma área em que o homem
aparentemente se tornou “mais pródigo”
que a natureza
Existem muito mais tipos de polímeros
Resinas ou polímeros são compostos
orgânicos de alto peso molecular e que
apresentam as seguintes características
• Estado amorfo
• Insolúveis na água
Polímeros
• Insolúveis na água
• Solúveis em solventes orgânicos
• Quando aquecidos tornam-se flexíveis
Moléculas poliméricas
São gigantescas em relação às moléculas
dos hidrocarbonetos
• Macromoléculas
Estrutura principal (espinha dorsal –
back bone)
• Constituída de átomos de carbono
• Constituída de átomos de carbono
Cada uma das ligações covalentes
remanescentes pode ser ocupada por
outro átomo ou radical orgânico
Polietileno (PE)
• Polimerização do etileno
• Isolante em cabos elétricos e de comunicação
• Usado para fabricação de artigos domésticos em forma de plásticos
• Um dos polímeros mais utilizados no mundo
Polímeros sintéticos
• Um dos polímeros mais utilizados no mundo
Poliestireno (PS - isopor)
• Polimerização do estireno
• Molécula de estireno na qual 1 átomo de hidrogênio é substituído por 1 cadeia benzênica
• Boas propriedades elétricas
Polímeros sintéticos
Cloreto de polivinila (PVC)
• Molécula de etileno na qual 1 átomo de hidrogênio é substituído por 1 de cloro
• Isolante em fios e cabos elétricos de baixa tensão
Polimetacrilato de metila (plexiglass)
Polimetacrilato de metila (plexiglass)
• Produto semelhante ao vidro (acrílico)
Poliamidas (nylon)
• Polímero elástico com resistência mecânica
Politetrafluoretileno (teflon)
Poliésteres (PET)
Derivados da celulose (ésteres de
celulose)
Nitro celulosa
Acetato de celulose
Polímeros sintéticos
Acetato de celulose
Tri-acetato de celulose
Fenólicas (baquelite)
Polisteres (gliptal)
Epoxy (araldite)
Plásticos
Os polímeros são empregados sob a
forma de plásticos
• Levam o nome do polímero que constitui o polímero básico
Utilização
• Motores, máquinas, iluminação, isolamento de
• Motores, máquinas, iluminação, isolamento de condutores, ...
Os plásticos são resinas orgânicas
moldáveis
Dividem-se em dois grandes grupos
• Plásticos termoplásticos
Principais Propriedades
• Característica de isolamento
• Resistência ao calor
• Resistência mecânica e química
• Resistência às radiações
Plásticos
Aplicações
Utilizações que levam em conta a
propriedade isolante dos plásticos
• Isolamento de condutores
• Revestimento de rotores
• Caixas de baterias
• Porta contatos, tomadas, bases de
• Porta contatos, tomadas, bases de disjuntores
• Mancais de motores
• Revestimento de capacitores
• Suporte de isoladores cerâmicos
• Eletrodutos e acessórios
• Isolamentos especiais de enrolamentos de transformadores, espaçadores e calços isolantes, ...
Silicones
(Organopolisiloxanos)
Diferentemente dos polímeros orgânicos,
cadeia principal dos silicones
• Átomos alternados de silício e oxigênio
Silício é um elemento tetravalente (como
o carbono)
o carbono)
• As duas valências restantes são ligadas a radicais orgânicos (metil, benzeno)
Silício é abundante na natureza
Componente de muitos dielétricos
inorgânicos
Propriedade gerais dos
silicones
A energia do enlace Si-O
• 1,5 vezes maior que a do enlace
–C-C-• Grande resistência ao calor
Estabilidade térmica elevada
Resistência à oxidação
Resistência à oxidação
Grande estabilidade térmica
• -50°C a 250ºC
Excelentes propriedades dielétricas
Elevado poder hidrófugo
Propriedade gerais dos
silicones
Muito boa inércia química
• Resistência aos agentes químicos agressivos
Resistência à ação do oxigênio, ozônio e
ao efeito corona
Ausência de envelhecimento sob a ação
Ausência de envelhecimento sob a ação
dos agentes climatológicos
Boa condutividade térmica
São repelentes à água
Diferentes tipos de
silicone
Resinas
• Geralmente líquidas à temperatura ambiente
• Sob forma de películas
Vernizes de cobertura
• Hidrófugos
• Excelentes propriedades elétricas
• Excelentes propriedades elétricas
• Resistentes à umidade
• Envelhecimento quase nulo
Fluidos (óleos)
• Incolores, viscosidade muito variável
• Hidrófugos
• Ponto de inflamação de cerca de 360ºC
Propriedade de altoextinção do fogo
Diferentes tipos de
silicone
Elastômeros (borracha de silicone)
• Radicais orgânicos metil entrelaçados
• Aspectos e propriedades semelhante aos da borracha
• Excelentes propriedades elétricas
• Resistentes à umidade e aos óleos lubrificantes
Graxas Graxas
• Fluidos de silicone adicionados de massa especial
• Resistência ao calor com pequena variação de consistência
Não tem tendência a fluir nem de endurecer com o calor
• Hidrófugos
• Resistentes à oxidação
• Utilizados para tornar as superfícies dos isoladores resistentes à água em regiões poluídas
Aplicações importantes
Transformadores secos
Isolamentos de máquinas girantes
Coberturas protetoras em isoladores de
alta tensão
• A poluição nos isoladores
• A poluição nos isoladores
Formação de filme contínuo de água
Absorção da poluição existente na atmosfera que
seca
Formação de caminhos condutivos Arcos superficiais
Dielétricos Fibrosos
São formados de partículas alongadas
chamadas de “fibras”
Podem ser de origem natural ou sintética
Origem natural
• Madeira, algodão, seda natural, amianto, papel,
• Madeira, algodão, seda natural, amianto, papel, papelão, etc.
Origem sintética
• Tecidos sintéticos, fibra sintéticas, etc.
A celulose é um dos materiais fibrosos de
origem vegetal, denominados “materiais
celulósicos”
Principais vantagens
• Alta resistência mecânica
• Flexibilidade
• Baixo custo/fácil manufatura
Principais desvantagens
• Elevada higroscopicidade
Dielétricos Fibrosos
• Elevada higroscopicidade
• Baixa rigidez dielétrica
Propriedades podem ser melhoradas com
impregnação com vernizes e massas
compounds
Todos os materiais fibrosos são
impregnados, depois de retirado o ar e
umidade
Papel dielétrico
Constituído de fibras curtas de celulose
emaranhadas e aglutinadas entre si
Composição básica => Fibra de celulose
Propriedades
• Material leve 0,8 a 1,3 g/cm3
• Material leve 0,8 a 1,3 g/cm3
• Estabilidade térmica 900C
• Constante dielétrica em torno de 6
• Ionização do ar ocluso produz perfuração dielétrica
• Rigidez dielétrica seco
Seco 60/90kV/cm
• Os papéis são higroscópicos e absorvem facilmente a água contida no ar úmido
Necessitam ser impregnados com óleos ou resinas
• Com o aumento da umidade do papel, as suas características dielétricas e de resistência mecânica diminuem de forma considerável,
Papel dielétrico
mecânica diminuem de forma considerável, exige controle rigoroso do ambiente
• Antes da impregnação o papel tem de se submeter a secagem em estufa
• Elevada resistência mecânica
Importante para ser utilizado como isolante de
Tipos de papéis
• Papel kraft • Papel de manilha • Papel chifon • Papel japonAplicações
Papel dielétrico
Aplicações
• Isolamento de cabos de alta tensão
• Capacitores
• Transformadores
Micas
Nome genérico dados aos silicatos de
alumínio hidratados de metais alcalinos
Extraordinárias qualidades
• Alta rigidez dielétrica
• Resistência mecânica e ao calor
• Flexibilidade
Principal característica
• Podem esfoliar-se em lâminas flexíveis,
seguindo planos paralelos entre si, chamados planos de clivagem (espessura de 0,015 a
0,033mm)
Tipos mais usuais de mica
Micas
Tipos mais usuais de mica
• Moscovitas – K2O.3Al2O3.6SiO2.2H2O
Moscovitas
• Apresentam melhor transparência
• Melhor resistência elétrica
• Maior perfeição de clivagem
• Estabilidade ao calor até 500/600ºC
Micas
• Estabilidade ao calor até 500/600ºC
Flogopitas
• São mais raras
• Menos regulares
• Maior estabilidade ao calor até 700/1000ºC
Propriedades das micas
Densidade
• 2,7 a 3,1 g/cm³
Grande dureza e boa resistência à
compressão
Boa condutividade térmica
Excelente estabilidade térmica
• 500 a 1000ºC)
Resistência química elevada
• Ácidos, bases, solventes e ozônio
Rigidez dielétrica
• 600 kV/cm
Produtos micáceos
Micanite
• Lâminas de mica aglutinadas à quente sob pressão entre si por meio de aglomerante
Micafolium
• Camadas de mica em escamas com um suporte
• Camadas de mica em escamas com um suporte de papel “kraft” e um aglomerante
Micalex
• Pó de mica e aglomerante vítreo
• Material vítreo duro e impermeável aos líquidos e gases
Micasin
• Escamas de mica, tratadas como “polpa de mica” e que à semelhança de uma “pasta de papel” se transforma em papel de mica
Espessuras de 0,04 a 0,15 mm
Mica sintética
• Obtém-se por síntese a mica
FLUOR-Produtos micáceos
• Obtém-se por síntese a mica FLUOR-FLOGOPITA, cuja estabilidade química, resistência ao calor e as radiações são melhores que as da flogopita natural
Na sua composição os grupos –OH são substituídos
por flúor
• A mica sintética é muito mais cara que a natural.
Produtos cerâmicos
São normalmente combinações de metais
com elementos não metálicos
Do ponto de vista das ligações químicas,
eles podem ser desde predominantemente
iônicos até predominantemente covalentes
São tipicamente isolantes térmicos e
São tipicamente isolantes térmicos e
elétricos
Mais resistentes às altas temperaturas e
a ambientes corrosivos que os metais e
polímeros
São muito duros porém frágeis
Fazem parte desse grupo de materiais os
Porcelana
Reduzido preço das matérias-primas
•
Argila em grande quantidade
Fabricação simples/Podem ser moldados
Boas características elétricas e mecânicas
Obtenção
Obtenção
• Cozimento, em temperaturas elevadas de uma mistura de água com 50% de argila, 25% de quartzo e 25% de feldspato
Argila afeta as propriedades mecânicas
Feldspato afeta propriedades elétricas
Quartzo afeta as propriedades
Principais Propriedades
• Excelentes características dielétricas
• Grande resistência mecânica à compressão
• Impermeável à água e aos gases
• Inatacável pela ação dos ácidos e bases (exceção ao fluorídico)
Porcelana
(exceção ao fluorídico)
• Suportam temperaturas de serviço elevadas, da ordem de 1000ºC
Peso especifico 2,3 a 2,5 g/cm³ Coef. de dilatação térmica 3 a 4,5x10-6ºC-1
Tensão de compressão 4000 a 5500 kgf/cm² Tensão de tração 350 a 500 kgf/cm² Constante dielétrica 4 a 6
Aplicações
Isoladores de pino ou pedestal com
tensões inferiores a 35kV
Isoladores de suspensão (disco) para
linhas de transmissão com tensões
superiores a 35kV
superiores a 35kV
Braços isolantes ou peças para contatos
elétricos em chaves aéreas seccionadoras
Buchas de passagem para
O vidro é um material termoplástico
• Material básico – Sílica (SiO2)
À temperatura ambiente têm aparência
de corpos sólidos, mas não podem ser
considerados com tal
Vidro dielétrico
considerados com tal
• Não possuem organização estrutural característica do estado sólido
Excelente isolante elétrico
Alta resistividade e rigidez dielétrica
Boa rigidez mecânica
Dificuldade de enquadrar adequadamente
os corpos vítreos dentro de um dos três
estados de agregação da matéria
• Quarto estado da matéria
Estado vítreo
Análise da estrutura interna
Vidro dielétrico
Análise da estrutura interna
• Comportamento semelhante a de um líquido super-esfriado
Definição de vidros como líquido viscoso que
apresenta na temperatura ambiente viscosidade de 1040 Pa.s (Agua 1 Pa.s)
O vidro é um sólido não cristalino que
Transição vítrea
Todo material possui uma temperatura
característica de fusão
• Alumínio 660ºC
• Mercúrio -39ºC
• Mercúrio -39ºC
• Acima da temperatura de fusão o material se apresenta no estado líquido, abaixo no estado sólido
Transição vítrea
Ponto A – líquido estável Ao chegar à temperatura
de fusão ele se contrai (B)
• Menor agitação térmica das moléculas
Mesma massa ocupa menor espaço
espaço
Aumento da densidade
• Moléculas passam a se
ordenar na forma de cristais
Continuação do
resfriamento (C)
• Redução maior na agitação
• Diminuição do volume
• Aumento da viscosidade
Caso resfriamento seja
feito muito rapidamente (B)
• Moléculas não têm tempo de construir cristais
Líquido super-esfriado
Redução de volume devido à diminuição da agitação
A partir do ponto E, a
viscosidade é tão alta que impossibilita
qualquer movimentação das moléculas
(cristalização)
Material continua com
Transição vítrea
Material continua com
característica de líquido, mas com comportamento de sólido cristalino
Temperatura de
transição vítrea
Temperatura de transição (Tg) não é um
ponto fixo, mas uma faixa
• Tg pode assumir vários valores, de acordo
com a velocidade de resfriamento do material
• A partir do ponto B (fase de líquido super
Transição vítrea
(fase de líquido super -esfriado)
Início de arranjo dos átomos, sem tempo suficiente
para formar cristais
Caso resfriamento mais lento, arranjo pode atingir
número maior de átomos
Arranjo depende do material e da velocidade de resfriamento
Principais tipos de vidro
Quartzo puro (sílica vítrea)
Quartzo e óxidos de sódio e cálcio
Quartzo e óxidos de boro, sódio e cálcio (pyrex) Quartzo e óxido de chumbo
Vidros mais comuns SiO2+Na2O+CaO
Vidro Pirex SiO2+óxido de Boro (borosilicato)
(Resistente a variação de temperatura) Chumbosilicato SiO2+óxido de chumbo (cristal)
Aluminosilicato SiO2+Al2O3+OMg+Oca+óxido de boro Vidros óticos SiO2+CaO+Na2O (crown)
Obtenção do vidro
É obtido pela fusão, após resfriamento,
sem cristalização
• Sílica 65 a 70%
• Um fundente geralmente soda barrilha (8 a 17%) e cal viva (7 a 23%)
• Eventualmente um corante
Métodos de conformação do vidro
• Prensagem
• Insuflação
• Estiramento
Principais propriedades
Peso específico • 8 a 8,1 g/cm3 Compressão • 600 a 2100 kgf/cm2 Tração • 100 a 300 kgf/cm2 • 100 a 300 kgf/cm2 Rigidez dielétrica • 250 a 500kV/cm Resistividade • 1012 a 1019 ohm.cm Tgδ • 0,0003 a 0,01 Constante dielétrica • 3,8 a 1,2Aplicações
Lâmpadas e tubos de válvulas
Bulbos diversos e filamentos de lâmpadas
incandescentes
Dielétrico para capacitores
Isoladores para linhas de transmissão e
Isoladores para linhas de transmissão e
distribuição
Buchas e antenas isolantes
Vernizes vítreos