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Diversidade em modulação aplicada à transmissão de imagens em canais com desvanecimento.

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Academic year: 2021

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(1)

Diversidade em Modulagao Aplicada a Transmissao

de Imagens em Canais com Desvanecimento

Waslon Terllizzie Araiijo Lopes

Tese de Doutorado submetida a Coordenagao dos Cursos de Pos-Graduagao em Engenharia Eletrica da Universidade Federal de Campina Grande como parte dos rcquisitos necessarios para obtencao do grau de Doutor no dommio da Engenharia Eletrica.

Area de Concentragao: Processarnento da Informacao

Marcclo Sarnpaio de Alencar, Ph.D., UFCG Orientador

Campina Grande, Paraiba, Brasil

(2)

Ficha Catalografica

Lopes, Waslon Terllizzie Araiijo

L864d Diversidade em Modulagao Aplicada a Transmissao de 2003 Imagens em Canais com Desvanecimento/Waslon Terllizzie

Araiijo Lopes. - Campina Grande: UFCG, 2003. 134 p.il.

Tese (Doutorado). UFCG/CCT Inclui bibliografia.

1. Telecomunicagoes 2. Comunicagoes Moveis 3. Trans-missao de Imagens I - Tftulo

(3)

Diversidade em Modulagao Aplicada a Transmissao

de Imagens em Canais com Desvanecimento

Waslon Terllizzie Aratijo Lopes

Tese aprovada em 16.06.2003

Marcelo Sampaio de Alenear, P h . D . , U F C G Orientador

Benedito G u i m a r a ^ / A k u w f l N e t o , D r . - m g . , U F C G Componente "tia Banea

Cecilio Jose Lir|s Pimentel, P h . D . , U F P E Coraponente da Banea

Jaime Portugheis, D r . - I n g . , U N I C A M P Componente da Banea

Valdemar Cardoso da Rocha Jr., P h . D . , U F Componente da Banea

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Dedicatoria

Esta tese e dedlcada a m i n h a querida mae, que sobrevive em meus cromossomos e sonhos.

(5)

Agradecimentos

Gostaria de expressar os mens sinceros agradecimentos a algumas pessoas e i n s t i -tuicdes que c o n t r i b u i r a m para a realizagao deste trabalho.

E m especial agradego a Deus, pelo amor infinito.

Aos meus pais, A l b e r t i n o e Eliete, pelo amor, incentivo e compreensao. E m especial, a m i n h a mae, a Professora Eliete, cujo carinho e dedicagao durante os meus primeiros contatos com a escola foram fundamentals para o meu desenvolvimento nos estudos.

Aos meus irmaos, Watson, Walston, Walszon e Walson, pelo companheirismo e amizade.

Aos meu sobrinhos, Watson Junior, Yasmirn e Y s l a m , que de algum modo foram privados de m i n h a companhia em v i r t u d e deste trabalho.

A m i n h a noiva Riuzuani, pelo carinho, amor, companheirismo, paciencia e apoio. A Jose Caetano e M a r i a Bcrnardete, pelo apoio recebido em todos os momentos, o que t o r n o u a m i n h a v i d a em Campina Grande m u i t o mais agradavel.

Aos meus grandes amigos Augusto Cezar, M i l a n a e H u m b e r t o V i t o r .

A o Professor Marcelo Sampaio de Alencar, pela orientagao deste trabalho, estimulo e dedicagao sempre prestados, que m u i t o me enriqueceram intelectualmente, fortale-cendo o meu desenvolvimento profissional. Agradego tambem pela aceitagao, em j u l h o de 1996, da m i n h a participagao como aluno de iniciagao cientffica no Laboratorio de Comunicagoes ( L A B C O M ) . A c r e d i t o que esse tenha sido o primeiro passo para con-solidagao deste trabalho. E m especial, pela amizade sincera que foi construfda nesses an os de convivencia.

A todos os professores do Departamento de Engenharia Eletrica da Universidacle Federal de C a m p i n a Grande, por todos os ensinamentos recebidos desde os tempos da m i n h a graduagao em Engenharia Eletrica.

Aos componentes da Banea Examinadora, professores Benedito Guimaraes Aguiar Neto, Cecilio Jose Lins Pimentel, Jaime Portugheis e Valdemar Cardoso da Rocha Jr., pel as contribuigoes dadas ao trabalho.

A o meu grande amigo Francisco Madeiro Bernardino Junior, cuja competencia e dedicagao sempre me serviram de exemplo, pela enorme quantidade de discussoes que c o n t r i b u i r a m sobremaneira para o desenvolvimento de muitos trabalhos.

A o meu grande amigo Juraci Ferreira Galdino, com o qual tive a satisfagao de interagir para o desenvolvimento de trabalhos interessantes, alem de d i v i d i r a sala de estudos por quase quatro anos.

(6)

Aos meus amigos da Pos-Graduacao Bruno A l b e r t , Edmar Gurjao e Joseana Fe-chine.

Agradeco a revisao textual feita por Francisco Madeiro, Juraci F. Galdino e Marcelo S. Alencar. Isto c o n t r i b u i u para que a redacao melhorasse consideravelmente, tanto na sua forma, quanto em sua clareza. A assistencia realmente foi generosa e imensa, mas sou responsavel por quaisquer erros gramaticais e imperfeicoes deste trabalho.

Aos colegas do L A B C O M e do L A P S : Alexandre, A l y n t h o r , Dagjane, Danielson, Danilo, Daniel, Emerson, Fabrfcio, Felipe, Giovanna, Gustavo, Josemar, Junior, K a -rina, Leocarlos, Lidiano, Luciana, Madhavan, Marcelo, M o h i t , Paulo Marcio, Portela, Protasio, Rinaldo, Sergio, Suzete, Vania, Walter e Wamberto.

A todos que fazem a C O P E L E , Angela Matias, Eleonora e Pedro, pela amizade e apoio constante.

A todos os funcionarios do D E E , em especial a Aleixo, Luiz Carlos e Ronaldo, pela amizade e a Wallyson e Ze Roberto, pela presteza.

A Universidade Federal de Campina Grande e ao C N P q , orgao financiador deste trabalho.

(7)

Resume-Nesta tese sao apresentadas e discutidas tecnicas para melhoria de desempenho de sistemas de comunicacoes que u t i l i z a m diversidade em modulacao ( D M ) , que consiste basicamente na combinagao da escolha criteriosa do angulo de referenda de uma con-stelacao M P S K com o entrelacamento independente das componentes dos sirnbolos transmitidos. A tecnica de D M e aplicada a transmissao de imagens em u m sis-tema de comunicacoes baseado em quantizacao vetorial ( Q V ) , considerando canais com desvanecimento. A tese tambem aborda o problema de atribuigao de indices ( A I ) , que tern como objetivo tornar u m dicionario (conjunto de vetores de reconstrucao para Q V ) mais robusto aos erros de canal, melhorando assim a qualidade das imagens re-construidas.

E m relacao a tecnica de D M , aspectos importantes sao avaliados, tais como: deter-minacao do angulo de rotacao o t i m o para as constelagdes Q P S K , 8PSK e 16PSK; estudo da infiuencia dos erros de estimagao ( u m problema relevante, em gerai nao abordado na l i t e r a t u r a referente a D M ) de canal no desempenho de u m sistema de comunicagbes que usa este t i p o de diversidade; avaliagao do efeito Doppler no desempenho do sis-tema, sendo estabelecido u m compromisso entre a profundidade de entrelacamento e a probabilidade de erro de b i t ; apresentacao de u m a abordagem elucidativa para o ganho de desempenho i n t r o d u z i d o pela D M , por meio de u m a interpretagao geometrica interessante da D M : O Efeito Roda-Gigante.

No que diz respeito a quantizacao vetorial robusta, no presente trabalho e proposta u m a figura de m e r i t o adequada para o problema da atribuigao de indices aos vetores-codigo de u m dicionario. Esta figura de m e r i t o e u t i l i z a d a quando da aplicacao do algoritmo simulated annealing em conjunto com a quantizaga.0.

No trabalho as tecnicas de D M e A I sao avaliadas, isoladamente e quando corn-binadas, em termos da qualidade das imagens reconstruidas apos a transmissao por canais com desvanecimento. Mostra-se por meio de simulagoes que a combinagao das duas tecnicas leva a u m melhor desempenho.

Nesta tese t a m b e m e apresentado u m novo metodo para o calculo da probabilidade de erro de b i t de esquemas de modulagao em canais com desvanecimento Rayleigh. Nesse metodo, o canal de comunicagoes e visto como u m canal sujeito a u m ruido aditivo, o qual e modelado com a razao entre u m a variavel aleatoria (v.a.) Gaussiana e u m a v.a. Rayleigh. 0 metodo consiste em usar a fungao c u m u l a t i v a de probabilidade desse r u i d o aditivo para obter expressoes exatas para a probabilidade de erro de b i t .

(8)

Abstract

T h i s thesis deals w i t h techniques to improve the performance of communication systems t h a t use m o d u l a t i o n diversity ( M D ) , which is based on the combination of a suitable choice of the reference angle of an M P S K constellation w i t h independent interleaving of the symbol components. The M D technique is applied t o the transmis-sion of vector-quantized images over a fading channel. T h e thesis also covers robust vector quantization ( V Q ) , i n which a V Q codebook is made robust against the channel errors by means of an index assignment ( I A ) procedure. I n this way, the quality of the reconstructed images is enhanced.

Concerning the M D technique, many i m p o r t a n t aspects are evaluated, such as: o p t i m u m r o t a t i o n angle for Q P S K , 8PSK and 1GPSK constellations; study of the influ-ence o f the channel estimation errors on the system performance (a relevant problem, which i n general is not covered i n the literature on M D ) ; the i m p a c t o f the Doppler effect on system performance is studied and a trade-off between the interleaving depth and the error p r o b a b i l i t y is stablished; explanation of the performance gain of the M D technique by using a novel geometric interpretation: The Ferris Wheel Effect.

Regarding robust vector quantization, a new figure of m e r i t for the index assigment problem is proposed i n this thesis. T h i s figure of m e r i t is used j o i n t l y w i t h the simulated

annealing a l g o r i t h m to assign b i n a r y indexes to the V Q codevectors.

I n this work, the M D and I A techniques are evaluated, as well as, the combination of b o t h , i n terms of the quality of the reconstructed imagens after transmission over a fading channel. Simulations results show that the combination of the M D and I A leads t o the best system performance.

This thesis also presents a new method for calculating the b i t error probability ( B E P ) of m o d u l a t i o n schemes subject to Rayleigh fading. I n this m e t h o d the com-munication channel is seen as an additive noise channel where the noise is modeled as the r a t i o between a Gaussian random variable (r.v.) and a Rayleigh r . v . T h e method consists of using the cumulative density function of t h a t additive noise to obtain exact expressions for the b i t error probability.

(9)

Lista de Simbolos e Abreviaturas

a(t) resposta ao impulso do canal com desvanecimento

A I A t r i b u i g a o de indices bpp bits por pixel

B comprimento das palavras-codigo

BSC canal b i n a r i o simetrieo (binary symmetric channel) C O P E L E Coordenagao de Pos-Gradnagao em Engenharia Eletrica

c(0

codificador

comp. comparagoes

D distorgao media t o t a l

D E P densidade espectral de potencia D M diversidade em modulagao

D(m) distorgao t o t a l ao final da m-esima iter agio do a l g o r i t m o L B G

D(.) decodificador

A r distorgao do quantizador robusto

d(x, yi) distorgao/distancia entre os vetores x e y ,

e l i m i a r de distorgao pre-estabelecido (criterio de par ad a do algoritmo L B G ) , ou entao, probabilidade de erro de b i t em u m canal binario simetrieo

distorgao media para o quantizador robusto Qn E(L) energia associada ao estado L no algoritmo SA

Eb energia de b i t Es energia de simbolo

deslocamento de fase

Fc mimero de palavras-codigo transmitidas por segundo

F(i,j) valor de pixel referente a i-esima linha e j - e s i m a coluna da imagem original

(10)

F(i,j) valor de pixel referente a z-esima l i n h a e j - e s i m a eoluna da imagern

reconstruida

fo maxima freqiiencia Doppler

(?(•) densidade espectral de potencia de a(t)

H(-, •) distancia de H a m m i n g

Ides indice de desordem de u m dicioario para a permutagao TT

K dimensao do quantizador vetorial

k profundidade de entrelagamento, em intervalos de sfmbolo K passo do P L L

L A B C O M L a b o r a t o r i o de Comunicacoes L B G Linde-Buzo-Gray

L estado (configuracao) no algoritmo SA

L M S Least Mean Square

M O S escore medio de opiniao (mean opinion score) M S E erro medio quadratico (mean square error)

n r u i d o a d i t i v o

77(f) ruido aditivo

A^o densidade espectral de potencia do ruido

N tamanho do dicionario (numero de vetores-codigo)

7r funcao de alocacao de bits (ou permutagao de indices)

p(Vk) probabilidade de ocorrencia do vetor yk P['] probabilidade do evento aleatorio

P L L Phase-Lock Loop

Pb probabilidade de erro de b i t da constelacao Q P S K

P(S{\Sj) probabilidade de o detetor decidir pelo sfmbolo Si dado que 0 sfmbolo Sj foi t r a n s m i t i d o

PSNR relacao sinal-rufdo de pico (peak signal-to-noise ratio) Pert(-) perturbacao alcatoria do algoritmo SA

Q V quantizacao vetorial

Q mapeamento da quantizacao vetorial Q V R quantizacao vetorial robusta

Q V O C quantizacao vetorial otimizada para canal

QTT quantizador robusto aos erros do canal para a permutagao 7r R t a x a de codificagao

(11)

RK espacp euclidiano /{"-dimensional Ri i-esima celula de Voronoi

Ri(m) i-esima regiao na Iteracao m do algoritmo L B G r(t) sinal recebido

Raa(") autocorrelacao de a(i)

R I resposta ao impulso

s(t) sinal transmitido

SA Simulated Annealing

6 angulo de rotaeao da constelacao t(n) vetor de treino

Tm temperatura na m-esima iteragao do algoritmo SA Ts intervalo de sinalizacao

w^(-) erro de fase

/j, passo do L M S

Vm(q) conjunto dos inteiros cuja distancia de H a m m i n g em relacao a g e igual

a m

x vetor de entrada (vetor a ser quantizado) x[n] vetor t r a n s m i t i d o no instante de tempo n Y dicionario do quantizador vetorial

y{ i-esimo vetor-codigo do dicionario Y z(t) ruido aditivo gaussiano branco

{ 0 , 1 }6 conjunto das palavras binarias com comprimento igual a b bits

(12)

fista de Figuras

2.1 Particao do espaco bidimensional (K = 2) em N = 19 regioes. Todos os vetores de entrada na particao R{ serao quantizados como o vetor-codigo

Vi " • 7

2.2 Particao da reta real em N = 10 regioes ou intervalos para quantizacao

escalar (K = 1) 7 2.3 Codificacao/deeodificacao em u m sistema de eodificagao baseado em

quantizagao vetorial 9 2.4 Imagem Lena: original e quantizada com varios valores de taxa de

eo-dificagao (R) 16

3.1 Diagram a de blocos cle u m sistema de comunicacoes baseado em Q V

para canais sem ruido 20 3.2 Diagrama de blocos de u m sistema de comunicagbes baseado em Q V

para canais com ruido 22 3.3 Canal binario simetrieo com probabilidade de cruzamento e 34

3.4 Imagens usadas como conjunto de treino 35 3.5 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao

da probabilidade de erro do canal binario simetrieo, considerando

dicio-nario com 32 vetores-codigo 37 3.6 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao

da probabilidade de erro do canal binario simetrieo, considerando

dicio-nario com 64 vetores-codigo 37 3.7 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao

da probabilidade de erro do canal binario simetrieo, considerando

(13)

3.8 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao da probabilidade de erro do canal binario simetrieo, considerando

dicio-nario com 256 vetores-codigo 38 3.9 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao

da probabilidade de erro do canal binario simetrieo, considerando

dicio-nario com 512 vetores-codigo 39 3.10 Imagern Lena reconstruida apos a transmissao por um canal BSC com

probabilidade de erro Igual a 10~2 41

3.11 Imagem Lena reconstruida apos a transmissao por u m canal BSC com

probabilidade de erro igual a 10~3 42

3.12 Imagem Lena reconstruida apos a transmissao por u m canal BSC com

probabilidade de erro igual a 10~4 42

4.1 Efeito do desvanecimento sobre u m a constelacao Q P S K : sfmbolos

trans-mitidos ( • ) e sfmbolos recebidos (o) 46 4.2 Constelagao Q P S K : referenda (o) e girada por u m angulo 0 (•) 48

4.3 Diagrama de blocos do sistema simulado 49 4.4 Fungao de autocorrelagao do processo a(t) para u m a freqiiencia de amos- •

tragem igual a 24,3 kbauds e alguns valores de frequencia Doppler (fD). 51

4.5 Constelagoes utilizadas: constelagao de referenda (o) e constelagao g i

-rada pelo angulo 0 (•) 54 4.6 Probabilidade de erro de b i t para o sistema proposto em fungao do

angulo de rotagao 9 para a constelagao Q P S K da F i g u r a 4.5(a),

consi-derando canal descorrelacionado e perfeitamente estimado 55 4.7 Probabilidade de erro de b i t para o sistema proposto em fungao do

angulo de rotagao 6 para a constelagao 8PSK da F i g u r a 4.5(b),

conside-rando canal descorrelacionado e perfeitamente estimado 55 4.8 Probabilidade de erro de b i t para o sistema proposto em fungao do

angulo de rotagao 0 para a constelagao 16PSK da F i g u r a 4.5(c),

consi-derando canal descorrelacionado e perfeitamente estimado 56 4.9 Probabilidade de erro de b i t para o sistema proposto em fungao da

relagao sinal-ruido (Et,/N0) para a constelagao Q P S K da F i g u r a 4.5(a),

(14)

4.10 Probabilidade de erro de b i t para o sistema proposto em funcao da relagao sinal-ruido (Eb/N0) para a constelagao 8PSK da F i g u r a 4.5(b),

considerando canal descorrelacionado e perfeitamente estimado 57 4.11 Probabilidade de erro de b i t para o sistema proposto em fungao da

relagao sinal-ruido (Eb/N0) para a constelagao 16PSK da F i g u r a 4.5(c).

considerando canal descorrelacionado e perfeitamente estimado 58

4.12 Efeito Roda Gigante (Ferris Wheel Effect) 60 4.13 Probabilidade de erro de b i t do sistema em fungao da profundidade do

entrelagamento para a constelagao Q P S K e fo = 50 Hz 62 4.14 Probabilidade de erro de b i t do sistema em fungao da profundidade do

entrelagamento para a constelagao QPSK e fo = 100 Hz 62 4.15 Probabilidade de erro de b i t do sistema em fungao da profundidade do

entrelagamento para a constelagao QPSK e fo = 150 Hz 63 4.16 Probabilidade de erro de b i t para o sistema proposto (Constelagao Q P S K )

em fungao de Eb/N0, considerando fo = 50 Hz. 65

4.17 Probabilidade de erro de b i t para o sistema proposto (Constelagao Q P S K )

em fungao de Eb/N0, considerando fo — 100 Hz 65

4.18 Probabilidade de erro de b i t para o sistema proposto (Constelagao Q P S K )

em fungao de Et/N0, considerando fo = 150 Hz 66

4.19 E r r o de acompanliamento medio (Modulo) para a constelagao Q P S K de referenda (9 = 0 ° ) , considerando Eb/N0 = 30 d B , para fD igual a 50 Hz,

100 Hz e 150 Hz 68 4.20 E r r o de acompanliamento medio (Modulo) para a constelagao Q P S K

otimizada (6 = 27°), considerando Eb/N0 = 30 d B , para fo igual a

50 Hz, 100 Hz e 150 Hz. 68 4.21 E r r o de acompanhamenu .-clio s^-ase) para a constelagao Q P S K de

referenda (9 = 0 ° ) , considt ando Eb/Na = 30 d B (9 = 0 ° ) , para fo

igual a 50 Hz, 100 Hz e 150 Hz 69 4.22 E r r o de acompanliamento medio (Fase) para a constelagao Q P S K o t i

-mizada (9 = 2 7 ° ) , considerando Eb/NQ = 30 d B , para fD igual a 50 Hz,

100 Hz e 150 Hz 69

5.1 Modelo do sistema utilizado 73

(15)

5.3 Componentes da constelacao 1 6 - Q A M 78 5.4 Probabilidade de erro de b i t para a constelacao 1 6 - Q A M em u m canal

com desvanecimento Rayleigh em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/N0). 81

5.5 Constelagao 6 4 - Q A M 82 5.6 Componentes da constelagao 6 4 - Q A M 82

5.7 Probabilidade de erro de b i t para a constelagao 6 4 - Q A M em u m canal

com desvanecimento Rayleigh, em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/N0). 86

5.8 Probabilidade de erro de b i t para a constelagao 2 5 6 - Q A M em u m canal

com desvanecimento Rayleigh, em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/N0). 86

5.9 Probabilidade de erro de b i t do esquema M - P A M em fungao da relagao sinal-ruido por b i t (Eb/N0), considerando u m canal com desvanecimento

Rayleigh 89 5.10 Probabilidade de erro de b i t do esquema M - Q A M em fungao da relagao

sinal-ruido por b i t (Eb/N0), considerando u m canal com desvanecimento

Rayleigh 92 5.11 Probabilidade de erro de b i t do esquema R - Q A M em fungao da relagao

sinal-ruido por b i t (Eb/NQ), considerando u m canal com desvanecimento

Rayleigh 94

6.1 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/NQ) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 128 vetores-codigo e estimagao de canal perfeita. . 98 6.2 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao

da relagao sinal-ruido (Eb/N0) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 256 vetores-codigo e estimagao de canal perfeita. . 98 6.3 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao

da relagao sinal-ruido (Eb/N0) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 512 vetores-codigo e estimagao de canal perfeita. . 99 6.4 Imagem Lena reconstruida apos a transmissao por meio do canal com

desvanecimento com Eb/No — 8 d B . Foi utilizado u m dicionario com 256

vetores-codigo ( Q V com 0,5 bpp) e estimagao de canal perfeita 101 6.5 Imagem Lena reconstruida apos a transmissao por meio do canal com

desvanecimento com Eb/N0 = 16 d B . Foi utilizado u m dicionario com

(16)

6.6 Relacao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em funcao da relagao sinal-ruido (Eb/N0) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 128 vetores-codigo, erros de estimagao de canal e

fo — 50 Hz 104

6.7 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/NQ) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 256 vetores-codigo, erros de estimagao de canal e

/D = 5 0 H z 104

6.8 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/N0) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 512 vetores-codigo, erros de estimagao de canal e

/D = 5 0 H z 105

6.9 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/N0) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 128 vetores-codigo, erros de estimagao de canal e

/D = 1 0 0 H z 105

6.10 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/N0) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 256 vetores-codigo, erros de estimagao de canal e

fD - 100 Hz 106

6.11 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/No) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 512 vetores-codigo, erros de estimagao de canal e

/ u = 100 Hz 106

6.12 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/N0) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 128 vetores-codigo, erros de estimagao de canal e

fD = 150 Hz. 107

6.13 Relagao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em fungao da relagao sinal-ruido (Eb/NQ) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 256 vetores-codigo, erros de estimagao de canal e

(17)

6.14 Relacao sinal-ruido de pico (PSNR) das imagens reconstrufdas em funcao da relagao sinal-ruido (Eb/N0) do canal com desvanecimento,

conside-rando dicionario com 512 vetores-codigo, erros de estimagao de canal e

fo = 150 Hz. 108

6.15 Imagem Lena reconstruida apos a transmissao por meio do canal com desvanecimento com Eb/NQ = 16 d B . Foi utilizado u m dicionario com

256 vetores-codigo 110

A . l A m p l i t u d e da resposta ao impulso ( R I ) do canal com desvanecimento

para tres valores de frequencia Doppler (fo) 118 A.2 Fase da resposta ao impulso ( R I ) do canal com desvanecimento para tres

(18)

Lista de Tabelas

2.1 Relagao sinal-ruido de pico para a imagem Lena quantizada

vetorial-mente nas varias taxas de codificagao 17

3.1 Parametros do algoritmo Simulated Annealing 36 3.2 P S N R ( d B ) em fungao da probabilidade de erro de b i t (e) do canal

BSC para os dicionarios original e organizado pelo algoritmo Simulated

Annealing 40

4.1 Angulos de rotagao otimos para as constelagoes da F i g u r a 4.5,

conside-rando canal descorrelacionado e perfeitamente estimado 56 4.2 Valores de passo do L M S (/u) e do P L L ( « ) utilizados nas simulagbes. . . 64

6.1 P S N R das imagens reconstruidas (Figura 6.15) para os quatro casos considerados: S A + D M + E E , S A + E E , O R I + E E e O R I + D M + E E , ao ser

(19)

Conteiido

1 I n t r o d u c a o 1 1.1 Motivagao 1 1.2 Objetivo da Tese 2 1.2.1 Principals Contribuigoes 2 1.3 Organizagao da Tese 3 2 Q u a n t i z a g a o V e t o r i a l 5 2.1 Introducao . 5 2.2 Formulacao do Problema da Quantizagao Vetorial 6

2.3 Sistema de Comunicacoes Baseado em Q V 9

2.4 Medidas de Distorgao 10 2.4.1 Medidas de Distorgao Subjetivas 10

2.4.2 Medidas de Distorgao Objetivas 12

2.5 Projeto de Dicionarios 13 2.5.1 0 A l g o r i t m o L B G 14 2.6 Quantizagao Vetorial Aplicada a Compressao de Imagens 15

2.7 Conclusao 15

3 Q u a n t i z a g a o V e t o r i a l R o b u s t a 18

3.1 Introdugao 18 3.2 Quantizagao Vetorial para Canais sem Ruido 19

3.3 Quantizagao Vetorial para Canais Ruidosos 20 3.3.1 Projeto de u m Quantizador para Canais Ruidosos 21

3.3.2 Alocagao de Indices 24 3.3.3 Propriedades Assintoticas 28 3.4 0 A l g o r i t m o Simulated Annealing 30

(20)

3.4.1 Aplicacao . 33

3.5 Resultados 34 3.5.1 Aplicacao do A l g o r i t m o Simulated Annealing 34

3.5.2 Transmissao de Imagens por u m Canal BSC 35

3.6 Conclusao 41 4 D i v e r s i d a d e e m M o d u l a c a o A p l i c a d a k T r a n s m i s s a o d e S i n a i s p o r C a -n a i s c o m D e s v a -n e c i m e -n t o R a y l e i g h 4 4 4.1 Int.roduc.ao 44 4.2 0 Modelo do Sistema 47 4.3 A l g o r i t m o s de Estimagao 52 4.3.1 O Estimador de Modulo 52 4.3.2 0 Estimador de Fase 53 4.4 Resultados 53 4.4.1 Determinacao do Angulo de Rotagao O t i m o 53

4.4.2 Influencia do Entrelagamento no Desempenho do Sistema . . . . 59 4.4.3 Influencia dos Erros de Estimagao no Desempenho do Sistema

Proposto 61 4.5 Conclusao 67 5 U m N o v o M e t o d o p a r a o C a l c u l o d a P r o b a b i l i d a d e d e E r r o d e B i t d e E s q u e m a s d e M o d u l a g a o S u j e i t o s ao D e s v a n e c i m e n t o R a y l e i g h 70 5.1 Introdugao . 71 5.2 Modelo do Sistema 73 5.3 Demodulag ao em u m Canal com Desvanecimento Rayleigh 75

5.3.1 A fdp e a F C P Unidimnesional do Ruido m 76 5.4 B E P para o Esquema 1 6 - Q A M 76 5.5 B E P para o Esquema 6 4 - Q A M 80 5.6 B E P para o Esquema 2 5 6 - Q A M 85 5.7 Generalizagoes 87 5.7.1 B E P para o Esquema M - P A M 87 5.7.2 B E P para o Esquema M - Q A M 89 5.7.3 B E P do Esquema R - Q A M 92 5.8 Conclusao 94

(21)

6 R e s u l t a d o s 96

6.1 Transmissao de Imagens em Canais com Desvanecimento Rayleigh:

Es-timagao de Canal Perfeita 96 6.2 Efeito dos Erros de Estimagao de Canal na Transmissao de Imagens . . 103

7 C o n c l u s a o e P r o p o s t a s p a r a T r a b a l h o s F u t u r o s 112

7.1 Principals Contribuigoes 112 7.2 Propostas para Continuagao do Trabalho 114

A S i m u l a g a o d o C a n a l c o m D e s v a n e c i m e n t o p e l o M e t o d o d e M o n t e C a r -l o 116 B A f d p e a F C P U n i d i m e n s i o n a l de m 119 C B i o g r a f i a e P u b l i c a g o c s 121 C . l Biografia Resumida 121 C.2 Produgao Bibliografica 121

(22)

Capitulo 1

Introdugao

1.1 Motivagao .

Nos ultimos anos, o grande avanco das comunicacoes moveis e o crescente numero de aplicacoes m u l t i m f d i a disponibilizado aos usuarios de telefones celulares t e m rnoti-vado diversas pesquisas em todo o mundo. Nesse eontexto, faz-se necessario o estudo e o desenvolvimento de tecnicas que tenham como objetivo melhorar a qualidade e aumentar a capacidade de sistemas moveis.

O efeito do desvanecimento, provocado pelos m i i l t i p l o s percursos de propagagao dos sinais transmitidos em canais de comunicacoes moveis, pode degradar significati-vamente o desempenho de sistemas de comunicagoes digitals. E m razao disto, varias tecnicas vera sendo propostas para melhoria de desempenho desses sistemas. Dentre elas, podem ser citadas tecnicas de diversidade, esquemas de modulacao codificada e uso da transformada wavelet na codificagao.

E m particular, as tecnicas de diversidade consistem, basicamente, em gerar re-dundancia (replicas) do sinal t r a n s m i t i d o no receptor. Exemplos tipicos de tecnicas de diversidade sao: diversidade temporal, diversidade em frequencia e diversidade

espaci-al. O u t r o metodo de diversidade proposto recentemente e a tecnica de diversidade em

modulacao, que consiste em i n t r o d u z i r redundancia por meio de u m a escolha criteriosa

do angulo de referenda de u m a constelagao M P S K combinada com o entrelagamento independente das componentes dos simbolos a serem transmitidos.

E m se t r a t a n d o de codificacao d i g i t a l de imagens, a quantizagao vetorial ( Q V ) tem sido amplamente utilizada como tecnica de compressao. N o entanto, em sistemas de comunicagdes que envolvem o uso de canais ruidosos, o desempenho da Q V de imagens

(23)

pode ser seriamente prejudicado: as imagens reeonstruidas, obtidas apos a transmissao por canais ruidosos, podem apresentar bloquearnentos espurios bastante incomodos,

De forma geral, as abordagens dedlcadas a minimizagao dos efeitos dos erros de canal no desempenho dos sistemas de comunicagoes baseados em Q V podem ser clas-sificadas em duas categorias. N a primeira, denominada quantizacao vetorial robus-t a ( Q V R ) , o dicionario (conjunrobus-to de verobus-tores de reconsrobus-trucao, robus-tambem denominados vetores-codigo) e treinado (projetado) admitindo-se u m canal sem erro. Posteriormen-te, por meio de u m algoritmo de atribuigao de indices ( A I ) , faz-se com que o dicionario torne-se robusto a erros de canal. E i m p o r t a n t e mencionar que A I e u m processo por meio do qual os vetores-codigo sao adequadamente rotulados (indexados) de modo a reduzir o impacto dos erros de canal na qualidade do sinal reconstruido. N a segunda categoria, denominada quantizagao vetorial otimizada para canal, o quantizador veto-r i a l e* tveto-reinado paveto-ra u m canal especifico, ou seja, levando em consideveto-ragao a distoveto-rgao de canal.

1.2 Objetivo da Tese

Esta tese t e m como objetivo principal a apresentagao de tecnicas desenvolvidas para melhoria de desempenho de sistemas de comunicagoes que u t i l i z a m diversidade em modulagao ( D M ) . E m particular, a tecnica de D M e aplicada a transmissao de imagens em u m sistema de comunicagoes baseado em Q V , considerando u m canal com desvanecimento Rayleigh. O trabalho tambem aborda a D M combinada com a tecnica de quantizagao vetorial robusta e estabelece alguns criterios para avaliagao das tecnicas introduzidas.

1.2.1 Principals C o n t r i b u t e s

Dentro do objetivo.geral da tese, podem ser citadas as seguintes contribuigoes deste trabalho:

• C o m relagao a tecnica de D M , destacarn-se as seguintes contribuigoes: determi-nagao do angulo de rotagao d t i m o para as constelagoes Q P S K , 8PSK e 16PSK; estudo da influencia dos erros de estimagao de canal no desempenho de sistemas de comunicagbes que usam D M ; avaliagao da influencia da correlagao do canal

(24)

com desvanecimento na probabilidade de erro de b i t em sistemas de comunicagoes que usam D M ;

• No que diz respeito a quantizagao vetorial robusta, e proposta u m a figura de merito adequada para o problema da atribuigao de indices aos vetores-codigo de u m dicionario. Esta figura de merito, denominada indice de clesordem, e utilizada quando da aplicagao do algoritmo Simulated Annealing ao problema da quanti-zagao vetorial robusta. Adicionalmente, foi feito u m estudo minucioso sobre a combinagao da quantizagao vetorial robusta com a tecnica de D M sob o ponto de v i s t a da transmissao de imagens em canais com desvanecimento Rayleigh;

• Concepgao de u m metodo para o calculo da probabilidade de erro de b i t de esquemas de modulagao em canais com desvanecimento Rayleigh. Nesse metodo, o canal de comunicagoes e visto como u m canal sujeito a u m ruido aditivo o q u a l e modelado com a razao entre u m a variavel aleatoria (v.a.) gaussiana e u m a v.a. Rayleigh. 0 metodo consiste basicamente em usar a fungao cumulativa de probabilidade desse ruido aditivo para obter expressoes exatas para probabilidade de erro de b i t de esquemas de modulagao sujeitos a desvanecimento Rayleigh.

1.3 Organizagao da Tese

A l e m desse capitulo i n t r o d u t o r i o , esta tese e composta por mais sels capitulos e tres apendices, cujos conteudos sao apresentados sucintamente a seguir.

No C a p i t u l o 2 e apresentada a formulagao rnatematica da quantizagao vetorial, com u m a atengao especial a sua aplicagao a compressao de imagens. Por se tratar do metodo mais amplamente utilizado no projeto de quantizadores vetoriais, o algoritmo L B G e descrito. Tambem sao definidas algumas medidas de distorgao utilizadas na avaliagao da qualidade dos sinais reconstruidos.

O C a p i t u l o 3 aborda a quantizagao vetorial paxa canais ruidosos. Especificamente, e t r a t a d a a questao da quantizagao vetorial robusta, na qual u m dicionario e tornado robusto aos erros do canal por meio de u m a alocagao adequada de indices aos vetores-codigo. Apos algumas consideragoes, prop5e-se u m a medida, denominada indice de desordem, para avaliar a robustez de u m dicionario aos erros de canal. 0 Capitulo 3 tambem descreve a aplicagao do algoritmo Simulated Annealing na minimizagao do indice de desordem com vistas a quantizagao vetorial robusta. Para comprovar a

(25)

efi-cienica do algoritmo na Q V robusta, o capitulo e finalizado com a avaliagao da trans-missao de imagens por urn canal binario simetrieo.

A tecnica de diversidade em modulagao e descrita com detalhes no C a p i t u l o 4. 0 uso desta tecnica melhora significativamente o desempenho de sistemas de comunicagoes em canais com desvanecimento e consiste basicamente na rotagao de u m a constelagao M P S K e no entrelagamento indeperidente das componentes dos sfmbolos transmitidos. Mostra-se, por meio de simulagoes, a robustez da diversidade em modulagao aos erros de estimagao da resposta ao impulso do canal com desvanecimento. A influencia da profundidade de entrelagamento no desempenho da tecnica tambem e discutida.

No C a p i t u l o 5 e apresentado u m novo metodo para obtengao de expressbes exatas para a probabilidade de erro de b i t ( B E P - Bit Error Probability) de esquemas de modulagao sujeitos ao desvanecimento Rayleigh. Nesse metodo o canal com desva-necimento Rayleigh e" visto como u m canal sujeito ao ruido aditivo, sendo este ruido modelado como a razao entre u m a variavel aleatoria (v.a.) gaussiana e u m a v.a. com distribuigao Rayleigh. 0 metodo consiste em usar a fungao cumulativa de probabili-dade desse ruido aditivo para obter expressoes fechadas para a B E P de esquemas de modulagao sujeitos ao desvanecimento Rayleigh.

0 C a p i t u l o 6 contern resultados finais desta tese. Sao apresentados resultados de simulagoes da transmissao de imagens em canais com desvanecimento Rayleigh. Procura-se avaliar o ganho de qualidade nas imagens transmitidas em fungao do uso da tecnica de diversidade em modulagao combinada com a quantizagao vetorial robusta obtida p o r meio do algoritmo Simulated Annealing.

No C a p i t u l o 7 sao apresentadas as conclusoes do trabalho, sendo destacadas as principals contribuigoes da tese. Tambem sao discutldas algumas propostas para con-tinuagao deste trabalho de pesquisa.

0 Apendice A descreve o metodo de Monte Carlo usado na simulagao do canal com desvanecimento.

0 Apendice B apresenta a dedugao da fungao densidade de probabilidade e da fungao c u m u l a t i v a de probabilidade da variavel aleatoria usada no novo metodo pa-r a o calculo da ppa-robabilidade de epa-rpa-ro de b i t de esquemas de modulagao sujeitos ao desvanecimento Rayleigh descrito no C a p i t u l o 5.

No Apendice C encontram-se a biografia resumida e produgao bibliografica do autor desta tese.

(26)

Capitulo 2

Quantizagao Vetorial

2.1 Introdugao

U m dos objetivos principals das tecnicas de compressao de sinais e reduzir o mimero de bits necessarios para representar adequadamente os sinais (voz, imagem, audio, video). Desta forma, a compressao de sinais desempenha u m i m p o r t a n t e papel em aplicacoes que se caracterizam por apresentar restricoes de largura de faixa e/ou de ca-pacidade de armazenamento, tais como: sistemas m u l t i m i d i a , redes digitals de servicos integrados, video conferencia, telefonia movel e transmissao de imagens de sensorla-mento remoto obtidas por satelite [1]. Neste cenario, a quantizacao vetorial ( Q V ) tem se destacado como u m a poderosa tecnica para compressao de sinais [2-9]. Quando comparada a quantizagao escalar, a Q V proporciona melhor desempenho (em termos da reducao da t a x a de bits para u m a mesma fidelidade) em varias aplicagoes de com-pressao de sinais [10,11].

A quantizagao vetorial, que pode ser vista como uma extensao da quantizagao es-calar em u m espago multidimensional, encontra-se fundamentada na Teoria da Taxa Versus Distorgao [12], formulada por Shannon, segundo a qual u m melhor desempenho e obtido codificandose blocos de amostras (isto e, vetores) em vez de amostras i n d i -viduals (isto e, escalares). E m outras palavras, esta teoria ressalta a superioridade da quantizagao vetorial sobre a quantizagao escalar [13].

0 restante deste capitulo encontra-sc organizado da seguinte forma: a p r o x i m a segao apresenta u m a formulagao do problema da quantizagao vetorial ( Q V ) . N a Segao 2.3, e apresentado o modelo de u m sistema de comunicagoes baseado em Q V . E m seguida, sao apresentadas algumas medidas de distorgao utilizadas para avaliar o desempenho

(27)

da Q V . N a Segao 2.5 sao discutidas questoes relativas ao projeto de quantizadores vetoriais. Por f i m , e abordada a aplicagao da quantizagao vetorial a compressao de Imagens.

2.2 Formulagao do Problema da Quantizagao

Veto-rial

Considere que x = [x0xi.. .xK-\)T seja u m vetor if-dimensional, cujas

componen-tes {xk, 0 < k < K-l} sao variaveis aleatorias que assumem valores reais (o expoente

T indica a operagao de transposigao). Na quantizagao vetorial, u m vetor x e mapeado

em o u t r o vetor-codigo real y discreto em amplitude. Diz-se entao que x e quantizado por y, ou o vetor-cddigo y e a versao quantizada do vetor x. Tem-se entao [7]

y = Q(x), (2-1)

sendo Q(-) o operador responsavel pela quantizagao do vetor x. O vetor y tambem e

chamado de vetor de reconstrugao de x. Tipicamente y e escolhido n u m conjunto finito de vetores Y - {yit0 < i < N - 1 } , sendo y{ = [ywyn ... yiiK-i)}T- O conjunto Y

e chamado de dicionario de reconstrugao, ou simplesmente, dicionario do quantizador

vetorial. 0 numero N de vetores do dicionario e chamado de numero de m'veis do dicionario, termo decorrente da terminologia utilizada na quantizagao escalar. Desta forma, u m dicionario com N vetores corresponde a u m quantizador vetorial de N m'veis.

No projeto de dicionarios, o espago Ji'-dimensional do vetor aleatorio x e d i v i d i d o em N regioes (tambem chamadas de partigoes ou celulas) {Ri, 0 < i < N — 1} e u m vetor yi e associado a cada regiao Ri. Se o vetor x estiver contido na regiao Rj, ele sera representado pelo vetor-codigo yit ou seja,

Q(x) = vt, sex£ R{. (2.2)

0 processo de geragao do dicionario e tambem conhecido como treinamento do dicionario e sera discutido na Segao 2.5.

U m exemplo de u m a partigao do espago bidimensional (K = 2) para quantizagao vetorial pode ser observado na Figura 2.1. A regiao em destaque na figura e a partigao

(28)

F i g u r a 2.1: Partigao do espago bidimerisional (K = 2) em N — 19 regides. Todos os vetores de entrada na partigao Ri serao quantizados como o vetor-codigo yt.

As posigoes dos vetores-codigo correspondentes as outras partigdes estao identificados com pontos. O numero t o t a l de vetores-codigo neste exemplo e N = 19.

Para K = 1, a quantizagao vetorial se reduz a quantizagao escalar. U m exemplo de partigao da reta real para quantizagao e apresentado na F i g u r a 2.2. Os representantes de cada partigao (saidas ou m'veis reconstruidos) sao identificados por pontos. Como no exemplo anterior, qualquer valor da entrada x pertencente ao intervalo Ri e quantizado como yi. 0 numero de m'veis do quantizador da F i g u r a 2.2 e N = 10. Na quantizagao escalar, as partigoes, apesar de poderem ter diferentes tamanhos, tem a mesma forma,

i.e., todas sao intervalos na reta real. Por outro lado, as partigoes podem assumir

formas diferentes na quantizagao vetorial.

F i g u r a 2.2: Partigao da reta real em N — 10 regioes ou intervalos para quantizagao escalar (K = 1).

(29)

distorgao d(x,y) pode ser definida entre x e y. 0 valor d{x, y) tambem e conhecido como medida de dissimilaridade ou medida de distancia. Como os vetores x[n] sao transmitidos a cada instante de tempo diferente n , sendo quantizados como y[n], pode-se definir u m a distorcao media t o t a l

i ^ !

D = 3 m T i E ^ W ^ N ) ' (2-3)

n=0

Se o vetor estocastico x[n] e estacionario e ergodico, a media na Equaeao 2.3 tende para a media estatistica [7],

D = E[d(x,y)}

JV—1

= J 2 P ( x G Wx> ^ ) l x e ^ (2 4)

= J 2 P ( x e R i ) d{x,y{)p{x)dx,

sendo P ( x € i i j ) a probabilidade de x pertencer a. partigao Ri} p(x) a fungao densidade

de probabilidades (fdp) multidimensional de x e a integragao realizada sobre todas as componentes do vetor a:.

Para propositos de transmissao, cada vetor yt e codificado em u m a palavra-codigo

binaria c,- de comprimento Dj. E m geral, palavras-codigo diferentes podem ter com-primentos diferentes. A taxa de transmissao T, expressa em bits por segundos, e dada por T = B-FC, (2.5) sendo M - l B — l i m „ , M - 4 0 O M

o comprimento medio das palavras-codigo (expresso em b i t s / v e t o r ) , B{n) o numero de bits u t i l i z a d o para representar o vetor x(n) no instante de tempo n e Fc o numero de

palavras-codigo transmitidas por segundo. Pode-se definir tambem o numero medio de bits por amostra, ou taxa de codificagao para quantizagao vetorial, como1

R = ^ = (bits/amostra). (2.7)

1 Apesar das palavras-binarias correspondentes a cada vetor do dicionario poderem ter

comprimen-tos distincomprimen-tos, neste trabalho serao utilizadas palavras-binarias com comprimento fixo e igual a log2 N

(30)

U m dos principais objetivos de u m sistema de compressao de sinais e a minimizagao da distorgao para u m a dada taxa de transmissao.

2.3 Sistema de Comunicagoes Baseado em Q V

E m u m sistema de compressao de sinais baseado em Q V , como apresentado na F i g u r a 2.3, o quantizador vetorial pode ser visto como a combinagao de duas fuiigoes: u m codificador e u m decodificador.

Dado u m vetor x G RK, da fonte a ser codificada, o codificador calcula a distorgao d(x, yA entre esse vetor de entrada (vetor a ser quantizado) e cada vetor-codigo do

dicionario Y. A regra o t i m a para codificagao e a regra do vizinho mais p r o x i m o , na qual o indice / e transmitido ao decodificador se o vetor-codigo yr corresponder a

menor distorgao, isto e, se yr for o vetor-codigo que apresenta a maior similaridade

com x dentre todos os vetores-codigos do dicionario. E m outras palavras, o codificador usa a regra de codificagao C(x) = bj se d(x,yr) < d(x,yi), V i ^ I .

A o receber o indice I , o decodificador de fonte, que dispoe de u m a copia do dici-onario Y, simplesmente procura pelo J-esimo vetor-codigo e produz o vetor yr como a

reprodugao (versao quantizada) de x. E m outras palavras, e u t i l i z a d a a seguinte regra de decodificagao: D(I) = yr. Codificador Decodificador Fonte Vetor de Sinal Entrada x Original Regra do Vizinho Mais Proximo Indice I Canal Sclccao do Vetor de Reconstrucao Vetor Quantizado y T = Q ( x ) Sinal Reconstruido y0 y i yN -y0 y i y? N - l Dicionario Y Dicionario Y

F i g u r a 2.3: Coclificagao/decodificagao em u m sistema de codificagao baseado em quan-tizagao vetorial.

Pode ser observado que existe u m erro de quantizagao (distorgao) decorrente da representagao do vetor de entrada por u m dos vetores-codigo do dicionario. U m dos objetivos principais no projeto de sistemas que usam Q V e a minimizagao desse erro

(31)

de quantizacao. Por isto, a seguir serao apresentadas algumas medidas de distorgao que podem ser utilizadas na avaliagao de quantizadores em aplicagoes envolvendo a compressao de sinais.

2.4 Medidas de Distorgao

As medidas de distorgao, utilizadas na avaliagao da qualidade de u m sistema de comunicagoes baseado em Q V , podem ser classificadas em duas categorias:

• Medidas de distorgao objetivas;

• Medidas de distorgao subjetivas.

As medidas subjetivas baseiam-se em comparagoes, entre o sinal original e o si-nal processado, realizadas por u m grupo de pessoas, que subjetivamente classificam a qualidade do sinal processado segundo u m a escala pre-determinada. As medidas obje-tivas, por o u t r o lado, se baseiam numa comparagao matematiea entre os sinais original e processado [14,15].

2.4.1 Medidas de Distorgao Subjetivas

As medidas de distorgao subjetivas sao realizadas por meio de testes de escuta ou testes de visualizagao baseados nas opinioes Individuals de cada pessoa participante dos testes. Sao utilizadas pessoas de diferentes formagoes profissionais e possiveis usuarios do sistema a ser testado. Devem ser utilizadas pelo memos 15 pessoas que nao sejam especialistas da area do projeto [15]. U m a sessao de avaliagao, que nao deve durar mais de 30 minutos, inicia com a apresentagao para os avaliadores de alguns exemplos tfpicos de imagens, voz ou audio com diferentes escalas de degradagao de forma a p e r m i t i r "aclimatar" os avaliadores. Os exemplos, entretanto, nao devem interferir no julgamento [15]. A seguir serao descritas duas medidas de distorgao subjetivas: os

testes de preferencia e o teste de qualidade absoluta.

T e s t e s de P r e f e r e n c i a

Os testes de preferencia sao realizados por comparagao entre pares. U m a forma de avaliagao consiste em se conceder u m conceito a cada u m a das possibilidades de comparagao, ou seja:

(32)

• Conceito A - A qualidade do primeiro sinal e melhor que a do segundo;

• Conceito B - A qualidade do segundo sinal e melhor que a do primeiro;

• Conceito C - A qualidade de ambos sinais nao se distingue.

Esse teste e normalmente utilizado para avaliagao de sistemas que tenham carac-teristicas proximas. E mais indicado para a avaliagao de sistema de audio.

Para a avaliagao de imagens e comum a utilizacao de u m teste de preferencia no qual a comparagao e feita com relagao a uma imagem de referenda. Esse teste u t i l i z a u m a escala de graduagao com valores que variam de u m a cinco, na qual cada valor corresponde a u m conceito a t r i b u i d o no processo de comparagao:

• 5 - A imagem sob teste tem qualidade m u i t o superior a apresentada pela imagem de referenda;

• 4 - A imagem sob teste tem qualidade u m pouco superior a apresentada pela imagem de referenda;

• 3 - A imagem sob teste t e m a mesma qualidade da imagem de referenda;

• 2 - A imagem sob teste t e m qualidade u m pouco inferior a apresentada pela imagem de referenda;

• 1 - A imagem sob teste tem qualidade m u i t o inferior a apresentada pela imagem de referenda.

T e s t e de Q u a l i d a d e A b s o l u t a : E s c o r e M e d i o de O p i n i a o ( M O S )

No teste de avaliagao denominado Escore Medio de Opiniao, cada avaliador a t r i b u i u m a nota de u m a escala com graduagoes. E calculada a media a r i t m e t i c a das notas obtidas e verificado o valor final da avaliagao observando a escala de graduagao. E utilizada u m a escala com cinco graduagoes a cinco descritores padronizados, conforme mostrado a seguir:

• 5 - A qualidade e* excelente;

• 4 - A qualidade e boa;

(33)

• 2 A qualidade e pobre;

• 1 - A qualidade e r u i m .

As avaliacoes segundo o eriterio M O S sao bastante utilizadas para avaliagao de sistemas de codificagao de voz.

2.4.2 Medidas de Distorgao Objetivas

Para ser u t i l , u m a medida de distorgao objetiva tem que ser tratavel, ou seja, ela deve poder ser calculada e analisada, e ser subjetivamente relevante de modo que pequenos/grandes valores de distorgao representem pequenas/grandes diferengas na qualidade dos sinais quantizados. M u i t a s das medidas de distorgao utilizadas atual-mente atendem estes requisitos e sao subjetivaatual-mente relevantes. M u i t o s pesquisadores tem t i d o a frustrante experiencia de que o descrescimo de poucos decibels pode ser per-cebido subjetivamente em algumas situagoes e em outras nao. Por isto, m u i t o embora as medidas de distorgao objetivas sejam ferramentas uteis e necessarias no projeto de sistemas de codificagao, testes subjetivos de qualidade sao indispensaveis na avaliagao do desempenho de sistemas de compressao de sinais.

A medida de distorgao P S N R (relagao sinal-ruido de pico) e apresentada a seguir, por tratar-se de u m a medida bastante utilizada na avaliagao de desempenho de sistemas de compressao de imagens.

R e l a g a o S l n a l - R u i d o de P i c o

A qualidade de imagens e normalmente medida em termos da relagao sinal-ruido de pico ( P S N R - Peak Signal-to-Noise Ratio) que e definida como 10 vezes o logaritmo na base 10 da razao entre o quadrado do pico de a m p l i t u d e do sinal de entrada e o erro medio quadratico ( M S E ) . Para o caso de uma imagern codificada a 8 bpp (bits por p i x e l )2, a P S N R e dada por

sendo M S E o erro medio quadratico entre a imagem original e a codificada.

2Observe que usando a escala de m'veis de cinza e 8 bits, cada pixel podera assumir um valor

entre zero e 255, em que zero corresponds a cor preta e 255 a cor branca. Os valores intermediarios correspondent as diferentes tonalidades de cin'/a.

(34)

0 erro medio quadratico M S E entre duas imagens digitals F(m,n) e F(m,n), de

dimensao mxn pixels e dado por

1 n— 1 ro— 1 2

M S E = — . (2.9)

2.5 Projeto de Dicionarios

Como mencionado anteriormente, o projeto de u m dicionario com N m'veis pode ser obtido d i v i d i n d o o espago do sinal em N regioes ou celulas {Ri,0 < i < N - 1}

e associando u m vetor y{ para representar cada regiao Ri. 0 quantizador seleciona o

vetor-codigo y{ se o vetor de entrada x estiver na particao R^. O quantizador e d i t o

o t i m o (distorgao m i n i m a ) se a distorgao apresentada na Equagao 2.4 e minimizada. Existem duas condigoes necessarias para a quantizagao o t i m a [G]. A p r i m e i r a delas e que a operagao de quantizagao deve ser feita utilizando-se a regra de distorgao m i n i m a

ou selegao do vizinho mais p r o x i m o

Q(x) = yi se d(x, yt) < d(x, y5), j # i, 0<i,j < N -1. (2.10)

Isto e, o quantizador escolhe o vetor-codigo que resulta nurna menor distorgao com respeito a s . A segunda condigao necessaria para a quantizagao otima e que cada vetor-codigo y{ deve ser escolhido de modo a m i n i m i z a r a distorgao media na partigao Rj. Logo, o vetor y{ e o vetor y que m i n i m i z a

Di = E[d(x,y)\x e Ri}= d{x,y)p{x)dx, (2.11) Jxeiii

ou seja, o vetor yi sera o centroide da regiao Ri. Pode-se entao escrever

y{ = cent(i2j). (2.12)

O calculo do centroide de u m a determinada regiao i r a depender da definigao da medida

de distorgao (as regioes assim definidas sao conhecidas como regioes de Dirichlet ou

celulas de Voronoi [8]).

U m algorimo amplamente utilizado no projeto de dicionarios e o algoritmo L B G

(35)

2.5.1 O A l g o r i t m o L B G

U m metodo bastante conhecido para o projeto de dicionarios e* o algoritmo iterativo L B G (Linde-Buzo-Gray [4]) tambem chamado de algoritmo G L A (Generalized Lloyd

Algorithm). Este algoritmo divide u m conjunto de vetores de treinamento {t(n)} em N regioes Ri de modo que as duas condlcoes de quantizacao o t i m a sejam satisfeitas.

N a seqiiencia de passos apresentada a seguir, o indice da iteragao e r n e Ri(m) e a i-esima regiao na iteracao m , sendo Vi(m) o seu centroide.

0 a l g o r i t m o consiste na seguinte seqiiencia de passos:

Passo 1) Inicializagao: Escolha u m a configuragao inicial dos vetores-codigo y{(0), 0 < i < N — 1; faga m = 0 e D(— 1) = oo;

Passo 2) Classificacdo: Classifique o conjunto de vetores de treinamento ( t ( n ) , 0 <

n < M — 1} em regioes Ri segundo a regra do vizinho mais p r o x i m o e calcule

a distorgao

N - l

o

te/J,-Passo 3) Teste de Convergencia: Se a queda na distorgao t o t a l D(m) na iteragao m relativa a distorgao D(rn — 1) estiver abaixo de u m determinado l i m i a r (isto e,

(D(m— 1 ) — D ( m ) ) / D ( r n ) < e) pare, com t / j ( m ) , 0 < i < N—l representando

o dicionario final (dicionario projetado); caso contrario, continue;

Passo 4) Atualizagao dos vetores-codigo: Faga m <— m + 1. Atualize os vetores-codigo para cada regiao calculando o centroide dos vetores classificados em cada regiao usando

Viim) = cent (Ri(m)), 0 < i < N - 1. (2.14)

e v a para o Passo 2.

E m essentia, no algoritmo L B G a fungao distorgao decresce monotonicamente, u m a vez que o dicionario e iterativamente atuallzado visando satisfazer as condigoes de centroide e vizinho mais proximo. N a dinamica do algoritmo L B G , a distorgao i n t r o d u -zida ao se representarem os vetores do conjunto de treinamento pelos correspondentes vetores-codigo (centrbides) e m o n i t o r a d a a cada iteragao. A regra de parada (teste de convergencia) do algoritmo baseia-se nessa distorgao monitorada - o treinamento do

(36)

dicionario e" encerrado quando (D(m-1)-D(m))/D(m) < e. Existem, contudo, alguns problemas apresentados pelo algoritmo L B G , comumente relatados [3,4,16-18]: alguns vetores-codigo podem ser subutilizados e, em casos extremos, ate mesmo nunca serem usados, ou seja, o projeto do dicionario pode resultar em celulas de Voronoi pequenas ou ate mesmo vazias; a velocidade de convergencia e o desempenho do dicionario final dependem do dicionario i n i t i a l .

2.6 Quantizagao Vetorial Aplieada a Compressao

de Imagens

Na quantizacao vetorial de Imagens, os vetores sao geralmente formados pela divisao da imagem em blocos de K\ x K2 pixels. A taxa de codificagao, em b i t por pixel (bpp),

e R = ( l o g2 N)/K, sendo N o numero de vetores do dicionario e K e dimensao do

dicionario, ou seja, o numero de pixels por bloco (K — K\ x K2).

A distorcao i n t r o d u z i d a na imagem reconstruida d i m i n u i com o aumento da taxa de codificagao, conforrne mostra a Figura 2.4, referente a quantizagao vetorial da ima-gem Lena (256 x 256 pixels, 8 b p p ) . Foram utilizados dicionarios projetados com o algoritmo L B G , com u m conjunto de treino constituido de quatro imagens 256 x 256: Airplane, Boat, G u l l e G o l d h i l l . Foi considerada Q V de dimensao K = 16, corres-pondente a utilizagao de blocos de imagem de dimensao 4 x 4 pixels, e numero de niveis N = 32, 64, 128, 256 e 512. Foram avaliadas, portanto, taxas de codificagao correspondentes a R = 0,3125 bpp, 0,375 bpp, 0,4375 bpp, 0,5 bpp e 0,5625 bpp. Os valores de P S N R das imagens reconstrufdas apresentadas na F i g u r a 2.4 encontram-se discriminados na Tabela 2.1.

2.7 Conclusao

Neste capftulo foi apresentada u m a abordagem suscinta da quantizagao vetorial ( Q V ) . A l e m de apresentar u m a formulagao matematica para a Q V , o capitulo tambem descreveu o algoritmo L B G , por se t r a t a r do metodo mais amplamente utilizado para o projeto de dicionarios. O capitulo tambem apresentou algumas medidas de distorgao utizadas para avaliagao da qualidade de imagens reconstrufdas. Contudo, nao foram feitas consideragoes a respeito de erros de transmissao que podem ocorrer em u m

(37)

(a) Imagem original (8 bpp). (b) Imagem quantizada (R = 0,5625

(c) Imagem quantizada {R = 0,5 bpp). (d) Imagem quantizada (R = 0,4375

(e) Imagem quantizada (R = 0,375 bpp). (f) Imagem quantizada (R — 0,3125

F i g u r a 2.4: Imagem Lena: original e quantizada com varios valores de t a x a cacao (R).

(38)

Tabela 2.1: Relacao sinal-ruido de pico para a imagem Lena quantizada vetorialmente nas varias taxas de codificagao.

n- de vetores do Taxa de codifi- Relagao sinal-ruido de dicionario - N cagao - R (bpp) pico - P S N R ( d B )

32 0,3125 25,56

64 0,3750 26,25

128 0,4375 26,87

256 0,5000 27,32

512 0,5625 27,85

sistema de comunicagoes baseado em quantizagao vetorial. Por isto, o proximo capitulo e dedicado a discussao da Q V considerando canais ruidosos.

(39)

Capitulo 3

Quantizagao Vetorial Robusta

A quantizagao para canais ruidosos t e m se tornado u m campo de grande interesse para pesquisadores das areas de processamento de sinais e de comunicagoes. Podem ser destacados principalmente dois metodos de Q V para canais ruidosos: quantizagao vetorial robusta ( Q V R ) e quantizagao vetorial otimizada para canal ( Q V O C ) . No p r i -meiro, u m quantizador vetorial, que foi previamente treinado para u m canal sem ruido, e" tornado robusto aos erros de canal p o r meio de u m a alocagao adequada de indices aos vetores-codigo [19-23]. No segundo metodo, o quantizador e projetado para u m canal especifico, levando em consideragao o tipo de distorgao i n t r o d u z i d o pelo canal nas sinais transmitidos [19,24,25],

3.1 Introdugao

U m grande problema na transmissao de sinais quantizados e o combate efetivo a degradagao de desempenho causada por canais ruidosos. U m a possfvel solugao para esse problema e a utilizagao de bits de redundancia na codificagao para controle de erros. Contudo, e possfvel mostrar que u m desempenho superior pode ser alcangado se esses bits extras forem utilizados para projetar u m quantizador com maior resolugao e sem controle de erros explfcito [21].

Para u m quantizador com u m dicionario fixo e sem corregao de erros, u m ganho de desempenho pode ser obtldo por intermedio de u m a atribuigao adequada das palavras-codigo (i.e. indices) aos vetores-palavras-codigo [26]. Esta tecnica e chamada quantizagao vetorial robusta. I n t u i t i v a m e n t e , vetores que estao "proximos" devem ser associados a indices que difiram em poucos bits. U m a maneira eficiente para realizar esta associagao

(40)

aindae uma questao aberta. Farvardin [19] sugeriu a utilizagao do algoritmo Simulated

Annealing enquanto que Zeger e Gerslio [21] propuseram o A l g o r i t m o de Permutagao

Binaria. A utilizagao de algoritmos sub-otimos [27,28] parece ser u m a boa alternativa para esse problema de atribuigao de indices.

Este capitulo apresenta u m a analise da quantizagao vetorial em canais ruidosos. Especificamente, e t r a t a d a a questao da quantizagao vetorial robusta, na qual u m d i -cionario e tornado robusto por meio de u m a alocagao adequada de indices aos vetores-codigo do quantizador vetorial. Apos algumas consideragbes, propoe-se o indice de desordem para medir a robustez de u m dicionario contra os erros de canal. A m i n i -mizagao do indice de desordem e uma questao de a l t a complexidade c o m p u t a t i o n a l , p o r isso a aplicagao do algoritmo Simulated Annealing neste problema e descrita. 0 capitulo e- finalizado com a avaliagao da transmissao de imagens por u m canal binario

simetrieo (BSC).

O restante deste capitulo encontra-se organizado da seguinte forma: A questao da transmissao dos indices dos vetores utilizados na Q V por meio de canais sem e com r u i d o e t r a t a d a nas Segoes 3.2 e 3.3, respectivamente. A Segao 3.3.2 apresenta a formulagao matematica para a atribuigao de indices considerando u m sistema de comunicagoes baseado em Q V . O algoritmo Simulated Annealing e* descrito na Segao 3.4 e sua aplicagao para o problema em questao e i n t r o d u z i d a . Resultados de simulagao sao fornecidos na Segao 3.5. FInalmente, na Segao 3.6 sao apresentadas as conclusoes.

3.2 Quantizagao Vetorial para Canais sem Ruido

Como mencionado no capitulo anterior, u m quantizador vetorial codifica cada vetor de u m a seqiiencia de vetores da fonte em u m sfmbolo (palavra binaria escolhida em u m conjunto finito) a ser t r a n s m i t i d o atraves do canal de comunicagbes. U m sistema de comunicagoes baseado em Q V contem u m conjunto predeterminado de vetores ( d i -cionario) e u t i l i z a u m a medida de distorgao no processo de determinagao do vizinho mais p r o x i m o . U m a seqiiencia de vetores de uma fonte a ser quantizada e codificada associando-se a cada vetor de entrada u m a palavra binaria (ou indice) do vetor-codigo cuja distorgao medida com relagao ao vetor de entrada e m i n i m a . Este indice e entao t r a n s m i t i d o para o receptor que decodifica o indice pelo vetor-codigo correspondente e

usa este vetor-codigo como u m a aproximagao do vetor de entrada original do sistema. U m quantizador vetorial Q tambem pode ser visto como u m mapeamento de u m

(41)

vetor j f - d i m e n s i o n a l perteneente ao espago euclidiano RK em u m subconjunto finite Y de RK dado por

Q : RK - > Y, (3.1)

sendo F = ( y0, y ^ - J e y; <= , para 0 < i < N-l. 0 conjunto ordenado Y e

conhecido como dicionario e os N elementos de Y sao cliamados de vetores-codigo. Por conveniencia, assume-se que o tamanho do dicionario e N = 2b, sendo b u m numero

inteiro p o s i t i v e Os indices dos vetores-codigo sao normalmente escritos na forma decimal e corresponderri a palavras-codigo de canal com b bits. O conjunto dos N indices dos vetores pode ser escrito como { 0 , 1 }b, o conjunto de todas as palavras

binarias com comprimento igual a b bits.

U m quantizador vetorial Q pode ser decomposto em dois mapeamentos distintos: u m codificador e u m decodificador. U m codificador C : RK - > { 0 , l}h mapeiaos vetores

de em indices com b bits e u m decodificador D : { 0 , 1 }6 —» Y mapeia os indices em

Y. Assim,

Q = D o C, (3.2)

sendo D(i) = y{, para i G { 0 , l}b.

Na F i g u r a 3.1 pode ser visto u m diagrama de blocos de u m quantizador vetorial em u m canal sem ruido. Observa-se que, na ausencia de ruido, o receptor recebe inequivocamente o indice i t r a n s m i t i d o e o vetor y{ selecionado para representar o

vetor de entrada e aquele que produz a menor distorcao. Neste caso a distorgao sera determinada unicamente pelo projeto do dicionario de Q V .

Vetor de Entrada X c c i i D D Vetor de Sai'da Codificador Decodificador

F i g u r a 3.1: D i a g r a m a de blocos de u m sistema de comunicagoes baseado em Q V para canais sem ruido.

3.3 Quantizagao Vetorial para Canais Ruidosos

Os efeitos dos erros do canal nos indices transmitidos podem resultar numa distorgao significativa sinal reconstruido. A magnitude desta degradagao e medida em termos da

(42)

funcao de distorgao definida para o sistema de Q V ,

A atribuigao dos indices aos vetores de u m dicionario influencia a distorgao media causada pelos erros no canal. U m a criteriosa atribuigao de indices aos vetores-codigo pode fazer com que os vetores decodificados a p a r t i r de indices recebidos com erros estejam proximos, em media, dos vetores originais. Desta forma, a distorgao media esperada devido aos erros do canal pode ser reduzida. 0 problema da pesquisa pe-lo melhor arranjo de vetores-codigo no dicionario envolve u m a busca sobre todas as possfveis alocagoes de indices a procura da alocagao que leve ao melhor desempenho. Esta tarefa envolve u m a enorme complexidade c o m p u t a t i o n a l devido a natureza com-b i n a t o r i a l do procom-blema, u m a vez que existem Nl possfveis alocagoes de com-bits diferentes para u m dicionario com N vetores. Desta forma, solugoes sub-otimas devem ser con-sideradas.

3.3.1 Projeto de u m Quantizador para Canais Ruidosos

Defina a operagao de adigao b i t - a - b i t © : { 0 , l }5 x { 0 , l }h, da seguinte manelra:

Se i = iui2, . . . , ib e { 0 , 1 }6 e j = juJ2,---,h <= { 0 , 1 }6, sendo ik, jk £ { 0 , 1 } , para 1 < k < b, entao i® j e o elemento de { 0 , l } 6 cuja representagao b i n a r i a e c i , c2, . . . , c&,

sendo ck = ik+jk(mod 2) para 1 < k < b. Isto e, cada clfgito binario ck e o ou-exclusivo entre ik e j k .

Se os indices no conjunto { 0 , l}b sao transmitidos por u m canal ruidoso, seus va-lores geralmente poderao ser recebidos como indices diferentes no mesmo conjunto { 0 , l }6, Desta forma, u m canal ruidoso sem memoria pode ser representado por u m

mapeamento r : { 0 , 1 } ' - 4 { 0 , l}b dado por

T(i)=i®rj1 ie{0,l}\ (3.3)

sendo r) u m a variavel aleatoria (v.a.) que assume valores no conjunto { 0 , l }6. Deste

modo, a fungao r ( - ) depende da v.a. 77 que descreve 0 efeito dos erros do canal nos indices binarios transmitidos.

Assumindo que SN denota o conjunto de todas as fungbes bijetoras TT : { 0 , l}b -> { 0 , 1 }6, cada u m a das Nl permutagoes it € S/y sera chamada de fungao de alocagao

de bits para 0 quantizador Q. Para cada indice i € { 0 , l }6, ir mapeia i unicamente

em outro indice de { 0 , l}b, denotado 7r(i). U m a permutagao pode ser vista como um rearranjo da ordem na qual os vetores aparecern no dicionario, ou ainda, pode ser

(43)

vista como u m a forma de se a t r i b u i r os indices (cuja representacao pode ser binaria ou decimal) aos vetores-codigo.

Baseandc-se nas definigoes anteriores, pode-se definir u m quantizador para canais ruidosos a p a r t i r de u m quantizador qualquer, usando a definigao seguinte:

Definigao: Para qualquer quantizador vetorial Q = D o C e para qualquer

permu-tagao it de { 0 , 1 }6, u m quantizador para canais ruidosos, Q^, e u m mapeamento de RK

no conjunto de vetores-codigo Y dado por [21]

Q~ — DOT: o t o t o C , (3.4)

sendo r o mapeamento do canal ruidoso e it~l a fungao inversa da permutagao it. m

Para qualquer vetor de entrada, o vetor quantizado de saida produzido por Qn e

u m a fungao da v.a. n associada ao ruido do canal e da v.a. de entrada em RK. Para

u m dado canal, Qw pode ser representado pela t r i p l a (C, D, it). U m diagrama de blocos

para u m quantizador vetorial em u m canal ruidoso e apresentado na F i g u r a 3.2. No caso de u m canal sem r u i d o , a v.a. i\ que representa o ruido no canal e identicamente nula, r e o mapeamento identidade no { 0 , l }6 e QK = Q. Conseqiientemente, a escolha da

fungao de alocagao de indices it nao tem efeito no desempenho do sistema considerando u m canal sem ruido.

Vetor dc X Codificador

c

t % 7fl j D

c

% v. ) 7fl D Vetor de Safda Decodificador n

F i g u r a 3.2: Diagrama de blocos de u m sistema de comunicagoes baseado em Q V para canais com ruido.

Define-se a fungao de distorgao real d(-, •) : RK x —> E+ como u m a fungao que

a t r i b u i a cada par de vetores em u m numero real nao negativo correspondente a distancia entre eles. Alern disso, assume-se que a fonte produz u m a v.a. x contida em

RK com alguma distribuigao de probabilidade, entao, para u m quantizador vetorial Q

e para u m dado canal, deve-se encontrar u m quantizador Q% robusto aos erros do canal

que m i n i m i z e a distorgao media dada por [21]

Referências

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