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O método HIIT e seus benefícios para a qualidade de vida no século XXI

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - UNIJUI

DEPARTAMENTO DE HUMANIDADES E EDUCAÇÃO - DHE CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA - BACHARELADO

O MÉTODO HIIT E SEUS BENEFÍCIOS PARA A QUALIDADE DE VIDA NO SÉCULO XXI

Isis Amaral Thums

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ISIS AMARAL THUMS

O MÉTODO HIIT E SEUS BENEFÍCIOS PARA A QUALIDADE DE VIDA NO SÉCULO XXI

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Educação Física da Universidade Regional do Noroeste do Estado Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, como requisito final à obtenção do título de Bacharel em Educação Física.

Orientadora: Ma: Fabiana Ritter Antunes

Ijuí, 2018

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AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer a DEUS e a vida por me proporcionar realizar mais esse sonho e crescer com os aprendizados ao longo desse processo.

Não foi um caminho fácil, retornar a universidade por motivos de trabalho e financeiros, mas venci. Venci os desafios que a vida colocou em meu caminho, e tenho certeza que continuarei exercendo a minha profissão com muito amor, respeito e buscando sempre conhecimento.

Que eu sempre cultive a humildade, a gratidão e principalmente busque seguir evoluindo como ser humano, mesmo com todas as diversidades nessa trajetória.

Um agradecimento especial a minha orientadora Fabiana, sempre excelente e comprometida com a nossa pesquisa, disposta a todos os momentos.

Agradecer à minha banca, professor Mauro, por ser este exemplo de profissional e pessoa, nestes anos de graduação.

Agradecer a minha família maravilhosa, que sempre me apoiou nos momentos difíceis de trabalho e de vida, nos desafios, sempre me motivando e me inspirando a ser melhor: minha mãe Miriam, irmã Maíra, minha Vó Nena, e meu amado companheiro Junior. Gratidão à você meu amor, que esteve ao lado , me dando suporte e sendo meu braço direito nas minhas ausências.

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O MÉTODO HIIT E SEUS BENEFÍCIOS PARA A QUALIDADE DE VIDA NO SÉCULO XXI

Autor (a): Isis Amaral Thums Orientador (a): Fabiana Ritter Antunes

RESUMO

A medida que estudos apontam que a prática de exercícios físicos intensos vem prevenindo doenças relacionadas ao sistema cardiovascular e estendendo seus benefícios ao bem-estar, consequentemente há uma melhora na qualidade de vida. Com isso, vem crescendo o número de adeptos à modalidade de HIIT (High Intensity Interval Training). O objetivo desta pesquisa, foi compreender sobre os benefícios do método HIIT como auxiliar no emagrecimento e seu elemento motivador para a prática de exercícios físicos regulares. Foram considerados nas fases de estudos artigos científicos atuais mais relevantes sobre os efeitos e benefícios deste método para a elaboração de um questionário, aplicado com 33 alunas da Academia Kangoo Space. Considerando os aspectos que permearam os dados coletos deste estudo, através da percepção dos benefícios da saúde física geral e principalmente na avaliação da compreensão das alunas sob o ponto de vista motivacional para seguirem praticando a modalidade. Houve a superação do método HIIT e sua influência na prática regular e frequência no programa de exercícios. Compreendendo que a motivação para a prática de exercícios físicos regulares, foi devido à intensidade da prática, treinos diferenciados, e sensação de bem-estar após as aulas. Além da percepção de promover saúde cardiovascular, emagrecimento, prevenção de doenças e qualidade de vida. Vários estudos de tipos de treinamento de alta intensidade têm demonstrado o benefício do exercício regular no emagrecimento, saúde geral e prevenção da obesidade. Pode-se compreender com ênfase maior a busca da modalidade para promover bem-estar e autoestima. Observando-se o crescimento em destinar um tempo para a prática de exercícios físicos, por compreender a necessidade de cuidar da saúde física, mental e emocional.Com isso o treinamento HIIT pode ser considerado um grande aliado para a população manter-se ativa praticando exercícios regulares, estimulando sua prática assídua, assim como estimulando os cuidados na alimentação, e seu aspecto afetivo relacionado ao estilo de treinamento escolhido.

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THE HIIT METHOD AND ITS BENEFITS FOR THE QUALITY OF LIFE IN THE 21ST CENTURY

Autor (a): Isis Amaral Thums Orientador (a): Fabiana Ritter Antunes

ABSTRACT

As studies indicate that the practice of intense physical exercises is preventing diseases related to the cardiovascular system and extending its benefits to well being, consequently there is an improvement in the quality of life. As a result, the number of supporters of HIIT (High Intensity Interval Training) has grown. The objective of this research was to understand the benefits of the method HIIT as an aid in weight loss and its motivating element for the practice of regular physical exercises. The most relevant current scientific articles on the effects and benefits of this method for the elaboration of a questionnaire, applied with 33 students of Kangoo Space Academy, were considered in the study phases. Considering the aspects that permeated the data collected in this study, through the perception of the benefits of general physical health and especially in the evaluation of the understanding of the students from the motivational point of view to continue practicing the modality. The HIIT method and its influence on regular practice and frequency in the exercise program were exceeded.Understanding that the motivation to practice regular physical exercises was due to the intensity of practice, differentiated training, and feeling of well-being after class. In addition to the perception of promoting cardiovascular health, weight loss, disease prevention and quality of life. Several studies of types of high-intensity training have demonstrated the benefit of regular exercise in weight loss, general health, and obesity prevention. It is possible to understand with greater emphasis the search of the modality to promote well-being and self-esteem. Observing the growth in assigning a time for the practice of physical exercises, by understanding the need to take care of physical, mental and emotional health. With this, HIIT training can be considered as a great ally for the population to be active practicing regular exercises, stimulating their habitual practice, as well as stimulating the cares in the feeding, and their affective aspect related to the style of training chosen.

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Faixa Etária dos 33 Questionários RespondidosErro! Indicador não definido.

Gráfico 2 - Consideração de Estilo de Vida ...Erro! Indicador não definido. Gráfico 3 - Motivos da Procura da Modalidade HIIT Erro! Indicador não definido. Gráfico 4 - Frequência das Alunas na Academia ... 25 Gráfico 5 - As mudanças após iniciar o Programa do Método HIIT ... Erro! Indicador não definido.

Gráfico 6 - Conscientização da necessidade de buscar um Estilo de Vida ....Erro! Indicador não definido.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO... 1

1.1 Objetivo Geral ... Erro! Indicador não definido. 1.2 Objetivos Específicos ... Erro! Indicador não definido. 1.3 Justificativa ... Erro! Indicador não definido. 2 METODOLOGIA ... 4

2.1 Abordagem da Pesquisa ... 4

2.2 Tipo de Pesquisa ... 4

2.3 Contexto da Pesquisa ... 4

2.4 Sujeitos da Pesquisa ... 5

2.5 Instrumentos e Procedimentos de Pesquisa ... 5

2.6 Análises dos Dados ... 5

2.7 Aspectos Éticos ... 6

3. REFERENCIAL TEÓRICO ... 6

3.1 SAÚDE, QUALIDADE DE VIDA E CONTEMPORANEIDADE ... 7

3.2 OBESIDADE E FATORES MOTIVACIONAIS NO EXERCÍCIO FÍSICO ... 10

3.3 HIIT E SUAS POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES PARA SAÚDE .... 14

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ... 20

CONCLUSÃO ... 40

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1 INTRODUÇÃO

Estudos atuais abordam que a sociedade do século XXI está cada vez mais sedentária, devido às tecnologias, falta de motivação para hábitos saudáveis, e com índices altos de sobrepeso e obesidade.

Segundo Canali e Kruel (2017), compreende-se o sobrepeso e a obesidade crescente no século XIX, pela industrialização da alimentação, também ocasionado pela interação de fatores dietéticos e ambientais, e um percentual mais baixo de predisposição genética. E que os melhores remédios para a promoção de saúde da população, seriam conscientização dos benefícios do exercício físico regular e hábitos alimentares mais saudáveis e naturais.

Mesmo assim se observa que praticar exercícios regulares faz parte ainda de um número menor da população por diversos motivos como: a falta de tempo, motivação, carga no trabalho entre outros (SILVEIRA, 2017).

A obesidade vem se tornando um fator preocupante nos grandes centros, nos Estados Unidos, por exemplo, o índice de sobrepeso é de 54%, e de obesidade 22% da população, sendo uma epidemia nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Sendo que a obesidade não está associada apenas a alguns grupos de determinadas regiões, ela varia de acordo com fatores socioeconômicos, culturais e epidemiológicos (CANALI E KRUEL, 2017).

Os hábitos alimentares, o estresse do cotidiano, o sono reduzido, o sedentarismo, são alguns dos fatores que influenciam no estilo de vida da população (GIBALA, 2014). Com isso, acarretam algumas doenças relacionadas a estes fatores, dentre as principais doenças ocasionadas pela falta de hábitos saudáveis, temos a obesidade, que segundo (FRANCISCHI, 2000, p.17), “se apresenta não apenas como problema científico e de saúde pública, porém como grande indústria que envolve o desenvolvimento de fármacos, de alimentos modificados e estratégias governamentais estimulando a prática regular de atividade física e a orientação alimentar a fim de promover melhores hábitos”.

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A prática de exercícios regulares tem sido um desafio no cotidiano da maioria da população, devido a falta de tempo, possíveis lesões articulares ocasionadas por algumas modalidades, até mesmo as doenças acarretadas pelo acúmulo de gordura corporal, vem impedindo uma vida mais ativa (GOMES, 2017).Segundo Castoldi (2013) em seu estudo apontou que o exercício físico de alta intensidade pode ser efetivo na prevenção de doenças cardiovasculares e controle da obesidade, minimizado outras possíveis doenças que ocorrem devido a estes fatores.

Com isso, praticar exercícios físicos regulares, só traz benefícios físicos e mentais, ocasionando uma liberação hormonal de endorfina, dopamina e serotonina, compostos que são utilizados em medicamentos antidepressivos (GOMES, 2009).

Ter uma vida ativa, usufruindo do bem-estar pós exercícios, causados por estes hormônios também ajudam a inibir a produção do hormônio do estresse, o cortisol (GIBALA, 2014). Uma das causas do sedentarismo é a falta de motivação em busca dos hábitos saudáveis, e da necessidade da maioria das pessoas encontrarem uma modalidade que possa em pouco tempo da sua rotina, gerar um alto gasto calórico e benefícios a curto prazo.

O objetivo desta pesquisa, é compreender como o método de treinamento de curta duração (HIIT) auxilia na eficiência no processo de motivação para a prática regular de exercícios físicos.

A ausência de hábitos saudáveis, como a alimentação inadequada, pode acarretar no aumento da gordura corporal, desencadeando uma série de doenças físicas e cardíacas, como hipertensão, diabetes, sendo um fator de risco para o câncer, e problemas com disfunções endócrinas, da vesícula biliar, neoplasias e problemas pulmonares (FRANCISCHI, 2000, 2017).

A alimentação inadequada e o sedentarismo, principalmente ocasionada pelos maus hábitos da população, estão crescentes na sociedade, sendo também responsáveis pelas doenças mencionadas acima (RODRIGUES, 2016). Segundo (JEEB, 1997 apud FRANCISCHI, 2000, P.18), “Os princípios mendelianos e a influência do genótipo na etiologia desta desordem podem ser atenuados ou exacerbados por fatores não-genéticos, como o ambiente externo e interações psicossociais que atuam sobre mediadores fisiológicos de gasto e consumo energético”.

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Por isso, o objetivo geral desta pesquisa é analisar quais as interfaces da prática regular de exercício físico e de motivação em um grupo de praticantes do método HIIT para o emagrecimento.

E como objetivos específicos, compreender o processo de superação do exercício físico da metodologia HIIT através da motivação, os fatores de fidelização no programa de emagrecimento e seus benefícios na qualidade de vida das praticantes. Através da influência da prática deste método no seu cotidiano e suas vidas, compreender os benefícios de praticar o método de alta intensidade, para auxiliar no processo de emagrecimento, possibilitando uma vida mais saudável através da assiduidade na prática regular de exercícios físicos.

A metodologia foi organizada baseada na triangulação de dados, no capítulo da análise de dados, foi organizado com relatos das alunas e gráficos ilustrativos para melhor compreensão do questionário. Já nas considerações finais, um resumo explicativo da compreensão das interfaces da metodologia HIIT no processo de emagrecimento e motivação das alunas na adesão dos treinamentos.

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2 METODOLOGIA

2.1 Abordagem da Pesquisa

A pesquisa quali-quantitativa se caracteriza por envolver métodos quantitativos e qualitativos para a obtenção de uma análise mais profunda do assunto abordado.

Através das pesquisas científicas, é possível entender um pouco mais sobre as diferentes realidades sociais, e de outros objetos de estudo da atualidade. Este tipo de pesquisa permite um cruzamento de dados maior, com isso, cresce o valor da mesma, juntamente com a validação das informações, sendo possível que tenha uma parte quantitativa com coleta de dados, e na mesma pesquisa haverá a compreensão das causas dos resultados, sendo de caráter quali-quantitativa Gil (2010).

2.2 Tipo de Pesquisa

O estudo de caso é uma modalidade de pesquisa amplamente utilizada nas ciências biomédicas e sociais. Segundo Gil (2010), é um estudo profundo e exaustivo do objeto, permitindo amplo e detalhado conhecimento. Requer do pesquisador, capacidade de observação, de análise, coerência nas informações ou dados.

2.3 Contexto da Pesquisa

O local onde foi realizada a pesquisa na Academia Kangoo Space, localizada no município de Cruz Alta-RS. Segundo o IBGE 2010, o número de habitantes da cidade é em torno de 62.821mil habitantes.

Localizada neste município, a academia completa 4 anos, desenvolvendo as modalidades de kangoo jumps, musculação, treino funcional, Hiit, Yoga, Personal Trainer e Reiki Atualmente conta com uma média de 90 alunos (as) que frequentam mensalmente as modalidades.

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2.4 Sujeitos da Pesquisa

A pesquisa foi realizada com todos os sujeitos que aceitaram participar da pesquisa e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

O total de participantes foi de 34 pessoas. Todas do sexo feminino, com variedade de frequência de tempo na academia, entre 1 mês a 4 anos. A faixa etária entre 20 e 52 anos.

2.5 Instrumentos e Procedimentos de Pesquisa

Primeiramente foi solicitada a autorização da academia através da Carta de Apresentação (APÊNDICE A) para a realização da pesquisa, e posteriormente as alunas que aceitaram participar da pesquisa receberam o Termo e Consentimento Livre Esclarecido (APÊNDICE B), todas as informações foram (e serão) mantidas em sigilo.

O instrumento utilizado foi um questionário misto (APÊNDICE C), com perguntas abertas e fechadas. De acordo com (LANCHA, 2017, p. 15) “As perguntas abertas são aquelas que levam o cliente a raciocinar em vez de responder sim ou não (respostas para perguntas fechadas). Dessa forma o cliente conta uma história, pensa e coloca tudo junto. Ele se escuta e isso estimula a participação ativa.” Após as respostas foram devolvidas aos sujeitos para que pudessem alterar, retirar, acrescentar o que entendessem que fosse necessário.

2.6 Análises dos Dados

A análise e interpretação de dados, no processo de estudo de caso, deram-se primeiramente na codificação de dados. Atribuindo os conceitos relevantes que serão encontrados nos questionários, analisando as informações através das táticas de busca de significados e credibilidade.

Foi utiliza a triangulação de dados, que consiste em avaliar a natureza dos dados qualitativos e quantitativos, confrontar a informação obtida por uma fonte com outras, através da coleta dos dados em campo, percebendo assim, se os resultados podem ser corroborados, avaliando suas variáveis Gil (2010).

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2.7 Aspectos Éticos da Pesquisa

Esta pesquisa garantiu que todos os sujeitos assinassem o TCLE, concordando em participar da pesquisa, respondendo o questionário, tiveram suas identidades resguardados e mantidos seus dados em sigilo.

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3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 Saúde e Qualidade de Vida na Contemporaneidade

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2003), as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), são a maior preocupação da saúde pública atualmente. Sendo as DCNT responsáveis por 68% das mortes ocorridas no mundo em 2012. As principais doenças relacionadas são cardiovasculares (30,4%), neoplasias (16,4%), doenças respiratórias (6%), e o diabetes (5,3%) (VIGITEL, 2016).

Os fatores que acarretam estas enfermidades são principalmente o tabagismo, consumo alimentar inadequado, a inatividade física e o consumo indevido de bebidas alcóolicas, que preocupantemente estão elevados no comportamento da população e no seu estilo de vida (VIGITEL, 2016).

A população ainda considera saúde à ausência de doenças, mas segundo a OMS, esse conceito vem ganhando outro significado. O conceito de doença constituiu-se a partir de uma redução do corpo humano, pensado a partir de constantes morfológicas e funcionais, as quais se definem por intermédio de ciências como a anatomia e a fisiologia.

Esta nova abordagem e definição para o conceito de saúde compreende que não é apenas a ausência de doença, e sim saúde física, mental e social. Que dependem de ações individuais e coletivas, das exigências da vida pessoal do sujeito, psicológica, econômica e do ecossistema que é inserido (OMS, 2003).

Segundo o Gonçalves, (1997, p. 593),

Para ser conceituada, implica em desafio já amplamente reconhecido, dada a complexidade envolvida. É possível fazê-lo a partir de numerosas perspectivas (Alleyne, 2001): para o cidadão comum é bem-estar, é sentir-se bem, a Organização Mundial de saúde entende-a como perfeito equilíbrio biopsicossocial e não meramente ausência de doença; abordagens históricas permitem recuperá-la desde os tempos remotos, quando era identificada como prêmio das divindades, decorrência de fluidos orgânicos, capricho de fenômenos atmosféricos ou determinação de miasmas.

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Praticar exercícios físicos regularmente, se torna uma forte ferramenta para a promoção da saúde do indivíduo a longo prazo, devido ao combate do acúmulo de gordura, tão preocupante para desencadear as doenças como cardiovasculares, diabetes, neoplasias e sua saúde geral.

Segundo o Gonçalves (1997), a saúde em sua evolução subsequente, depende de várias concepções multifatoriais, para promover a sua determinação de existência, como fatores biológicos, de natura social, econômica e cultural. Pois esta prática não medicamentosa, de fácil e barato acesso, proporciona efeitos agudos e crônicos na qualidade de vida do sujeito.

Segundo Canali e Kruel,

Um hormônio é uma substância química secretada por células especializadas ou glândulas endócrinas para o sangue, para o próprio órgão ou para a linfa em quantidades normalmente pequenas e que provocam uma resposta fisiológica típica em outras células específicas. Os hormônios são reguladores fisiológicos, eles aceleram ou diminuem a velocidade de reações e funções biológicas que acontecem mesmo na sua ausência (2017, p. 141).

Como efeitos agudos do exercício físico, de curto período, podemos ter alguns aspectos psicossociais, como a possível melhora no bem-estar, auto estima, melhora do sono, do humor, evoluindo para uma qualidade de vida mais ativa. Já como fatores fisiológicos, temos as adaptações neurais, controle da ansiedade e do estresse, através da liberação de hormônios como endorfina e noradrenalina. Com o metabolismo em funcionamento equilibrado e os hormônios regulados, ocasiona consequentemente, o bem estar e disposição do sujeito, com isso, uma busca por hábitos mais saudáveis diariamente (FRANCISCHI, 2017).

Os benefícios crônicos são de longo prazo, ou seja, as mudanças fisiológicas que ocorrem durante a frequência destes treinamentos, como diminuição da gordura corporal, controle do colesterol LDL, aumento da massa muscular, melhora da resistência cardiovascular, melhora na coordenação motora e habilidades físicas gerais são os principais fatores diagnosticados.

Além disso, melhora nas capacidades aeróbicas proporciona o aumento à resistência pulmonar e periférica, melhorando a capacidade de oxigenação pulmonar, com isso diminuindo o esforço do organismo. Também

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há melhor nas capacidades anaeróbicas com o aumento da força muscular e articular, e ainda flexibilidade, agilidade e mobilidade articular (CANALI, 2017).

Estes benefícios auxiliam na qualidade de vida do indivíduo e longevidade. Que por um lado segundo o Gonçalves (1997, p. 555), significa “o componente pluralista da vontade e da autonomia do indivíduo e, por outro, os princípios da saúde em sociedade, presentes em situações e organizações como o sistema único de saúde de nosso país”.

Por isso compreende-se que o estilo de vida individual, ou seja, os hábitos cotidianos do sujeito podem auxiliar ou não na promoção de sua saúde, levando em consideração os determinantes sociais de cada pessoa, e sua influência direta nos aspectos socioeconômicos e culturais.

Não podendo, segundo Gonçalves (1997, p. 556),

Atribuir às pessoas isoladamente a responsabilidade por seus vícios e dependências. Aplicadamente percebe-se o fumante como um fraco que não consegue barrar sua autodestruição; o alcoolista como um descontrolado e o obeso como alguém que busca deliberadamente a hipocinesia, não se cogitando entender as pressões sociais que, em diferentes circunstâncias, valorizaram o cigarro, a bebida e a comida/comodidade como paradigmas de adequação e excelência (no caso, nas direções de sociabilidade, autoconfiança e abundância/alegria).

Com isso, realizar exercícios físicos regulares, para a promoção da qualidade de vida individual, trazendo benéficos fisiológicos e biológicos no processo de saúde dos sujeitos. Pois saúde física, também reflete na prevenção de doenças de caráter exógenos: como a má alimentação, influenciando o combatendo ao sedentarismo, por exemplo. E, os fatores endógenos, que são fatores genéticos, hormônios desregulados, e ação farmacológica.

No próximo capítulo será abordado sobre a obesidade e doenças que podem ser desenvolvidas devido ao sedentarismo e falta de hábitos saudáveis.

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3.2 A Obesidade e sua relação com os Fatores Motivacionais através do Exercício Físico

Segundo estudos atuais (VIGITEL 2016), o sobrepeso e a obesidade acarretam inúmeros fatores preocupantes para a saúde. Dentre estas disfunções metabólicas, ocorrem à diabetes mellitus, hipertensão, doenças cardiovasculares, problemas pulmonares, neoplasias e artrites, que estão cada vez mais crescentes entre a população mundial.

Francischi (2017, p. 18) A obesidade não é uma desordem singular, e sim um grupo heterogêneo de condições com múltiplas causas que em última análise resultam no fenótipo de obesidade. Ou seja, os fatores culturais do meio ambiente que este sujeito é inserido, influenciam diretamente seus hábitos cotidianos, com isso definindo seu estilo de vida e sua saúde. Por isso a alarmante preocupação do sedentarismo e sua associação com o sobrepeso e obesidade nas doenças do século XIX.

Segundo o autor Francischi (2017),

A obesidade está sendo considerada uma epidemia mundial, presente tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento (Popkin & Doak, 1998). O aumento de sua incidência está distribuído em quase todas as raças e sexos, e atinge principalmente a população de 25 a 44 anos (BLUMENKRANTZ, 1997 apud FRANCISCHI, p.18).

Também concorda a autora Almeida (2008), que a obesidade tem sido um fator tão alarmante atualmente no mundo inteiro, que esta deixando de ser apenas uma preocupação meramente estética e individual, mas se transformando em um problema grave de saúde pública. Este processo vai muito além de um estilo de vida individual sendo considerada uma epidemia global.

Os estudos também trazem a relação da obesidade-doença e seu fator de risco para desenvolver outras doenças, também sendo conhecida como Síndrome metabólica. As doenças relacionadas a obesidade geram um grande gasto publico, com medicamentos, para por exemplo, diabetes, hipertensão e depressão Francischi (2017).

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A obesidade necessita da compreensão do seu processo na sociedade, e dos fatores culturais, sociais, econômicos que a envolvem. E principalmente o entendimento de ser uma doença que afeta os fatores emocionais e psicológicos, sendo um problema social.

Por isso, os esforços da motivação e promoção para a prática de exercícios regulares na vida da população, proporcionando o combate ao sedentarismo e estímulo à vida ativa e também a prática de atividade física, como fator de prevenção das doenças e uma possível transformação na vida destes sujeitos.

Segundo o Gonçalves (1997 p. 57), “A atividade física é entendida como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos do qual resultam dispêndios energéticos (CASPERSEN apud 1985)”. Além de ser recomendada “para melhorar e manter a saúde e as capacidades físicas, cardiorrespiratórias e musculoesqueléticas, com ênfase na prevenção de doenças crônico-degenerativas” (GONÇALVES, 1997, p.57).

Francischi (2017, p. 23) “Muitos estudos demonstram que a redução da quantidade de massa corporal, em especial de gordura, melhora a qualidade de vida e diminui a morbidade e a mortalidade de pacientes obesos”. Com a prática regular de exercícios físicos aliadas à uma alimentação saudável, promovem também fortalecendo as articulações, e ganho de massa muscular do indivíduo, e evitando lesões e proporcionando maior disposição.

E a relação da diminuição de gordura e qualidade de vida trazido pela autora Almeida (2008, p. 01):

Com o intuito de melhorar a adesão aos programas de exercícios físicos para assim prevenir e controlar os problemas decorrentes do excesso de gordura corporal, Ferreira et al. (2006) fazem referência a alguns estudos voltados a entender quais seriam o volume, a intensidade, a freqüência e o tipo de exercício ideal para responder a essas questões. Vários estudos já comprovaram que tanto o treinamento intervalado quanto o treinamento contínuo produzem efeitos semelhantes capacidade aeróbica.

Para além de fatores estéticos, existe a preocupação com problemas psicológicos que também podem estar associados ao ganho de peso e de obesidade, assim como estresse, ansiedade e depressão, com isso

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influenciando de maneira direta o comportamento e o consumo alimentar (FRANCISCHI, et al., 2000).

Existem maneiras de minimizar os efeitos da obesidade, da morbidade e dos fatores de risco de mortalidade desta população, e também da população com sobre peso. A diminuição da massa corporal, principalmente da gordura corporal, já proporciona melhora na qualidade de vida e disposição destes indivíduos. Segundo Francischi et al. (2000, p. 25),

O treinamento induz à mudanças adaptativas: o aumento na capacidade de se exercitar em altas intensidades por períodos maiores, e o aumento da oxidação de gorduras, que promove sua perda gradual e mantém o peso perdido alcançado inicialmente com a dieta hipocalórica.

De acordo com Francischi (2017), os fatores da obesidade relacionados

à genética são considerados apenas 1%, sendo a alimentação fator

fundamental para a diminuição do peso em gordura. Como mencionado

anteriormente, sobre o tipo de meio ambiente que o sujeito é inserido,

havendo conscientização e reflexão a cerca da qualidade de vida a longo

prazo ou a falta da mesma, e assim como sua cultura influencia diretamente

seu padrão corporal e comportamental.

Francischi (2017, p.24), a quantidade adequada de fibras alimentares

tem importante função na dieta para a diminuição da obesidade, tais como:

redução na ingestão energética. Compreendemos que o combate à

obesidade e sobrepeso, necessita de uma reeducação alimentar, aliada com

a prática regular de exercícios físico.

Segundo McArdle, Katch e Katch(2003, p. 295),

O exercício é a subcategoria da atividade física planejada, estruturada e repetitiva, com o objetivo de ganhar e manter performance física (Gonçalves, et al. 1997); também é utilizada, entre outras finalidades, para estética, saúde, doença, reabilitação, treinamento, recreação e desenvolvimento motor e psíquico.

Em relação às contribuições do exercício físico, o autor Francischi

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O exercício contribui para redução de peso através da criação de balanço energético negativo (Melby et al.,1993). Contudo, atingir altos gastos energéticos durante a atividade física requer a capacidade do indivíduo para se exercitar por longos períodos em altas intensidades, o que é possível para pessoas treinadas. Por esse motivo, a dieta isolada é mais eficiente para produzir déficit energético do que o exercício físico (p.25)

Para além de diminuição do consumo de calorias para a redução de peso corporal, temos o exercício físico intervalado como aliado no controle de peso corporal, diminuição de sobrepeso e obesidade. Com isso proporcionando um estilo de vida mais ativo (ALMEIDA, 2008).

Através de uma alimentação equilibrada, surgem os efeitos na diminuição de gordura visceral (região abdominal), que é fundamental para a redução das possíveis doenças, por se tratar da região de localização dos órgãos. Com isso o sujeito inicia seu processo de motivação ao verificar os primeiros resultados, proporcionando um estímulo para buscar hábitos saudáveis e praticar exercícios físicos (FRANCISCHI, 2017).

A importância de aliar o exercício físico no processo de emagrecimento, é justamente para acelerar o metabolismo do indivíduo e em contrapartida, manter e aumentar a massa magra. Pois os músculos são fundamentais para manter a força, e aumentar o metabolismo basal, os níveis de nutrientes acumulados e o gasto calórico da recuperação das fibras utilizadas no exercício físico, como diz o autor Francischi et al. (2000):

A energia gasta durante as atividades físicas depende da intensidade e da duração desta, e corresponde ao maior efeito sobre o consumo de energia humana, já que é possível gerar taxas metabólicas dez vezes superiores aos valores de repouso durante um exercício com participação de grandes grupos musculares (p.23).

Por isso, é fundamental a prática de exercícios aeróbicos, para aumentar o gasto calórico e também os exercícios de caráter anaeróbicos, estimulando os tipos de fibras musculares do tipo I e II, aumentando a força e o volume muscular, proporcionando endurance, aumento das miofibrilas no processo de recuperação, e também melhorando a resistência pulmonar, características do treinamento HIIT (RODRIGUES, 2016).

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No próximo capitulo, abordaremos a metodologia HIIT, um método de intensidade de treinamento diferenciado, que tem trazido resultados relevantes no combate ao sobrepeso e na motivação de seus praticantes.

3.3 HIIT e suas Possíveis Contribuições para Saúde no Século XXI

O organismo humano necessita estar nutrido e para realizar as tarefas físicas e mentais cotidianas, sendo necessário um fornecimento constante de oxigênio (O²) e de nutrientes para o interior de nossas células, principalmente na forma das fontes energéticas de glicose, carboidratos e ácidos graxos. Os carboidratos constituem o principal nutriente energético para a prática esportiva anaeróbica, e para o exercício aeróbico de alta intensidade (GOMES, 2009).

Nos primeiros segundos de contração rápida, anaeróbica, a fibra muscular necessita como fonte energética o fosfato de creatina, o que produz um acúmulo de lactato na corrente sanguínea, gerando a conhecida sensação de “queimação”. Quando a produção de ácido lático se iguala sua oxidação, o nível do lactato presente na corrente sanguínea e o consumo de oxigênio se mantém estável, mesmo se a intensidade do exercício aumentar (MCARDLE 2003; NAHAS, 2013).

Quando falamos em exercícios de potência, existe a predominância na utilização das fibras musculares de contração rápida, fibras de características brancas por possuírem alta capacidade para a transmissão eletroquímica dos potenciais de ação, através de neurotransmissores. Com isso, contribuindo com outros fatores para a geração rápida de energia em um sistema glicolítico em curto prazo, contraindo suas miofibrílas com contração de força rápida e potente (MCARDLE, 2003).

Por isso, durante este tipo de exercício, as fibras musculares utilizadas são conhecidas como brancas, pela falta de oxigenação e produção/acúmulo de ácido lático (MCARDLE, 2003). Nesse contexto, considerando que realizar exercícios regularmente tanto exercícios aeróbicos como anaeróbicos, podem trazer resultados significativos na qualidade de vida para a população (DA SILVA; NAHAS, 2002).

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[...] o treinamento intervalado com um método que também desenvolve a capacidade aeróbia, sendo que a chave para esse tipo de treinamento está no volume de séries de trabalho-recuperação. O treinamento intervalado pode produzir praticamente os mesmos benefícios musculares aeróbios que um treinamento contínuo, tendo ainda a vantagem de não ser considerado monótono como o treinamento contínuo (ALMEIDA, 2008, p.03).

Quando falamos em HIIT, estamos falando da junção destes dois estímulos, em um tempo curto de treinamento, proporcionando um gasto calórico maior após o exercício, para a recuperação do organismo, devido a sua intensidade alta (ALMEIDA, 2008).

HIIT é uma sigla em inglês para treinamento intervalado de alta intensidade, que consiste em alternar períodos de esforço intenso, normalmente acima de 80% da intensidade do VO2max, (CASTOLI, 2013). Sendo assim um treinamento eficiente para melhora cardiovascular e aumento do metabolismo basal, pois além dos esforços momentâneos durante a prática do exercício físico, o metabolismo do praticante permanece alterado, realizando gasto calórico após a prática. (GIBALA, 2014).

Este treinamento também tem sido consistentemente comprovado como uma estratégia eficiente para amenizar os mais diversos problemas cardíacos (GIBALA, 2014). Há modelos de HIIT que geram menos sobrecarga cardíaca, e menor impacto sobre as articulações e menor percepção de esforço que exercícios contínuos de intensidade moderada (GUIRAUD, 2012).

O professor Tabata comprovou estes resultados, através de um estudo em que comparou duas equipes japonesas de patinação, onde uma equipe realizou treinos moderados e outra, treinos intensos. Apresentou-se a maior vantagem no tipo de treino intenso, onde se aumenta o efeito EPOC (consumo excessivo de oxigênio pós exercício), ou seja, gerando um gasto calórico em repouso, onde o sujeito recupera sua frequência cardíaca e estado estável metabolizando ainda gordura (TABATA 1996).

Quando você treina intensamente, o corpo demora várias horas para retornar ao estado estável, de homeostasia. Ou seja, durante o tempo de recuperação, o metabolismo continua acelerado e, com isso, gerando um gasto calórico durante as próximas 24 a 48 horas, principalmente nas primeiras horas, onde a frequência cardíaca retorna ao seu estado normal, os hormônios

(24)

e ácido lático captados, e todo o estresse muscular e liberação de radicais livres são reorganizados pela homeostasia (GOMES, 2009).

Por isso, o método HIIT, tem demonstrado efeitos superiores para a lipólise, e ganho de massa magra, além de também melhorar a capacidade cardiorrespiratória, resistência periférica e a saúde (TABATA, 1996). Melhora também a Capacidade Cardiovascular, força do músculo do miocárdio, aumentando a absorção de oxigênio, V02 Max. Com isso, melhorando a resistência, de forma mais rápida do que exercícios aeróbios de baixa intensidade, bem como, auxilia a produção de hormônios para lipólise, como adrenalina e noradrenalina, ou seja, eliminando gordura (TABATA, 1996).

Para Lehman (2000 apud GOMES, 2017) uma das principais adaptações promovidas pelo HIIT no músculo esquelético é a melhora da capacidade oxidativa, promovida principalmente pelo aumento do conteúdo de proteínas, ou seja, na captação de enzimas e nutrientes.

Com isso, o HIIT, tem crescido cada vez mais nas práticas regulares de exercícios, por ser uma proposta de treinamento aeróbico aonde são intercalados exercícios de alta intensidade com exercícios de baixa intensidade. Segundo Gomes (2017),

As respostas agudas do metabolismo energético após uma sessão de HIIT estão associadas principalmente a fibras do tipo II, já que estas são majoritariamente recrutadas neste tipo de exercício devido à sua intensidade (p.71)

Otimizando o tempo de treinamento do indivíduo, com intervalos de exercícios de alta intensidade (1 a 2 minutos, por exemplo) é seguido por um período de recuperação de baixa intensidade (por 2 a 3 minutos, uma espécie de descanso ativo), o que possibilita que o corpo tampone e elimine o ácido láctico do sangue, permitindo assim que o indivíduo tenha tempo suficiente para se recuperar (TABATA, 1996).

Segundo Gomes (2017, p. 72),

As adaptações ao treinamento físico, que produzem a melhora do desempenho, iniciam-se após os primeiros sinais gerados pela contração muscular, como aumento da concentração de Ca2+ sarcoplasmático, aumento da concentração de AMP, redução dos estoques de creatina fosfato e glicogênio, aumento da produção de espécies reativas de oxigênio, dentre outros fatores. O efeito

(25)

cumulativo de cada sessão é responsável pela transcrição do RNAm em proteínas.

Segundo (GIBALA, 2011) o treinamento HIIT, quando realizado de forma intensa e regrado, pode resultar em perdas calóricas 50 vezes maiores que outros tipos de treinamentos, como tradicionais, lentos e moderados.

De acordo com o consumo de oxigênio excessivo após o exercício, gastando mais calorias em repouso, este fato ocorre devido à elevação do metabolismo exigindo um esforço máximo do organismo. Com o efeito EPOC, ou seja, a porcentagem das calorias gastas no processo de recuperação pós-exercício, faz-se necessário analisar igualmente os aspectos qualitativos deste efeito, sendo qual substrato energético é utilizado com maior ênfase nesse período de recuperação (GIBALA, 2011)

Estudos demonstraram que após um treino do método HIIT, ocorre uma diminuição no quociente respiratório do praticante por algumas horas, indicando que há uma maior ênfase na utilização da fonte de gordura como substrato energético. Este também seria uma justificativa dos benefícios positivos sobre o perfil lipídico, ocasionado pela prática do HIIT (SILVEIRA, 2017). Assim como, Gomes (2017, p. 72) traz que,

O músculo esquelético se adapta e remodela-se com o treinamento físico através de mudanças na atividade contrátil e função de proteínas, assim como na função mitocondrial, regulação metabólica, sinalização intracelular e mudança em fatores transcricionais.

Um estudo realizado, onde foi bem explorado é o protocolo de Tabata (1996) que corresponde a estímulos de 20s em intensidade máxima e 10s de intervalo (RODRIGUES, 2016). Trazendo um tipo de proposta de treinamento, onde o intervalo é menor e o esforço na realização do exercício se torna rigoroso.

Existem vários formatos de HIIT, dentre eles o Sprint Interval Training (SIT) e o Repeated-Sprint Training (RST),(GOMES, 2017), que se baseia em tiros na esteira ou na bicicleta no máximo de intensidade do sujeito, agora também testados em circuitos e com o próprio peso corporal.

Os estudos também têm relacionado o HIIT a mudanças consideráveis metabólicas, músculo esqueléticas e adaptações cardiovasculares favoráveis,

(26)

pelo fato de alternar estímulos intensos e de baixo intensidade, com pequenos intervalos (SILVEIRA, 2017).

Segundo Ma (2013) apud Gomes (2017);

Outro protocolo de HIIT que tem ganhado muita repercussão devido a sua duração de apenas 4min no qual os pesquisadores avaliaram adultos que treinaram 4 vezes por semana, por 4 semanas, com 8 estímulos de 20 segundos (170% pico de potência aeróbia) e 10s de recuperação. Houve melhora no VO2 de pico e potência anaeróbia, não foi observado aumento da atividade da enzima citratosintase, primeira enzima do ciclo do ácido cítrico, mas houve aumento de outros constituintes mitocondriais após o treinamento.

Neste contexto, o treinamento HIIT tem sido considerado um grande aliado para a população manter-se ativa praticando exercícios regulares, a ponto de perceberem resultados mais notáveis e rápidos, assim como treinamentos diferenciados e desafios a cada prática. Com isso, aumentando a motivação e fidelização destas práticas semanais, ou seja, possibilitando a resposta do organismo ao estímulo, gerando melhora no condicionamento físico, aumento da massa muscular, perda de gordura corporal, e melhora da saúde geral (GOMES, 2017).

Além disso, outro estudo trazido por Gomes (2017) sugere que,

Um resultado notável nos trabalhos que envolvem HIIT é a semelhança nos achados quando comparados aos treinamentos de longa duração, como descrito por Terada et al (2004), que verificaram aumento na atividade das enzimas citrato sintase e 3-beta-hidroxil-CoA-desidrogenase, esta última essencial na oxidação de ácidos graxos tanto no grupo que executou o HIIT quanto nos animais que foram submetidos ao protocolo contínuo de longa duração. (p.74)

Afinal, a maioria da população ainda utiliza a falta de tempo e motivação para não praticar exercícios físicos, por isso, com um treino eficiente de curta duração, pode ser um indicador de fidelização e estímulo para buscar saúde (FRANCISCHI, 2017).

Para Gomes (2017) na atualidade, praticar exercícios de curta duração, como HIIT, está cada vez mais acessível, por tratar-se de um método não invasivo, de baixo custo, que influencia de forma positiva a qualidade de vida individual. Dentre várias modalidades existentes de exercícios físicos, o método

(27)

HIIT, foi desenvolvido pelo professor japonês Izumi Tabata com o objetivo principal de melhorar as capacidades físicas em curto prazo de duração.

O método HIIT tem como relevância o tempo limite até a exaustão do praticante, sendo um treino rápido e seguro. Em sua execução, um de seus métodos diz respeito ao tempo máximo que o indivíduo consegue praticar o exercício em determinada intensidade (SILVEIRA, 2017).

Sendo este treino composto por estímulos executados em alta intensidade 90% do VO2 máximo. Os protocolos de realização de HITT levam em consideração a velocidade de execução do exercício para um tempo maior de descanso. Já os esforços com menor tempo de intervalo, com intensidades de 50% a 70% de velocidade na execução (GIBALA, 2006, 2009).

De acordo com Silveira (2017), com o surgimento de mais uma possibilidade de treinamento nas academias, o HIIT pode ser uma opção para a população que deseja sair do sedentarismo, e buscar uma vida mais ativa, com a oportunidade de realizar este treinamento em menos tempo, de uma forma eficiente e motivadora. Com isso conseguindo adaptar em sua rotina cotidiana a prática regular de exercícios, buscando uma vida mais ativa e saudável.

As respostas agudas do metabolismo energético após uma sessão de HIIT para Gomes (2017), por exemplo, estão associadas principalmente a fibras do tipo II, já que estas são majoritariamente recrutadas neste tipo de exercício devido à sua intensidade. Através deste estímulo das fibras tipo II, ocorre o acúmulo de acido lático na musculatura, proporcionando o processo metabólico da síntese proteica.

Com isso, o aumento da necessidade de nutrientes para a recuperação muscular, ocasiona aceleração no metabolismo, possibilitando o emagrecimento e aumento da massa muscular. Sendo um treinamento promissor no processo de emagrecimento, motivação e adesão de seus praticantes através da modalidade.

(28)

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Neste capítulo iremos abordar os resultados encontrados nessa pesquisa realizada com trinta e quatro mulheres que frequentam a academia Kangoo Space, com periodicidade entre 1 mês há 4 anos.

Para coleta dos dados foi utilizado um questionário misto com intuito de verificar as interfaces da prática regular das praticantes do método HIIT para o emagrecimento, e a superação do exercício físico através da motivação e fidelização neste programa de treinamento.

Em relação à faixa etária das participantes da pesquisa, podemos perceber que as mesmas se encontram em uma faixa etária entre 21 a 52 anos, estando a grande maioria entre 21 anos a 39 anos, conforme podemos visualizar no gráfico abaixo:

Gráfico 1 - Faixa Etária dos Sujeitos do Estudo

A relação da faixa etária das mulheres, com o processo de envelhecimento, traz que a partir dos 25 anos de idade, iniciam o processo de perda de massa muscular e óssea. Com isso, prejudicando a saúde deste indivíduo, e sua independência motora, articular, mobilidade e capacidade funcional (SILVEIRA, 2017). Segundo Manual (2006, p. 127), 0 5 10 15 20 DE 21 A 29 ANOS DE 31 A 39 ANOS DE 40 A 52 ANOS

FAIXA ETÁRIA

FAIXA ETÁRIA

Formatado: Fonte: (Padrão) Arial, 12 pt

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A prática regular de exercícios físicos é uma estratégia preventiva primária, atrativa e eficaz, para manter e melhorar o estado de saúde física e psíquica em qualquer idade, tendo efeitos benéficos diretos e indiretos para prevenir e retardar as perdas funcionais do envelhecimento, reduzindo o risco de enfermidades e transtornos frequentes na terceira idade tais como as coronariopatias, a hipertensão, a diabetes, a osteoporose, a desnutrição, a ansiedade, a depressão e a insônia.

Por isso a preocupação em praticar exercícios regulares, que como têm demonstrados os estudos, auxilia a minimizar as perdas deste processo natural no ser humano. Um estudo de Brito e Camargo (2011), relatou que as mulheres tendem a buscar mais hábitos saudáveis de forma preventiva quando comparadas aos homens, juntamente com aspectos subjetivos de bem-estar e consciência de autocuidado, quando analisados suas crenças, atitudes e comportamentos. Assim como traz em seu estudo Wazilewski (2004), sobra a percepção da qualidade de vida das mulheres, que buscam através do exercício físico a prevenção e manutenção da saúde.

Segundo Matsudo (2003, p. 366),

A sarcopenia é um termo genérico que indica a perda da massa, força e qualidade do músculo esquelético e que tem impacto significante na saúde pública pelas suas bem reconhecidas consequências funcionais no andar e no equilíbrio, aumentando o risco de queda e perda da independência física funcional, mas também contribui para aumentar o risco de doenças crônicas como diabetes e osteoporose.

Além dos benefícios do exercício regular para a manutenção do peso corporal e estímulo para buscar uma alimentação mais saudável, há também a minimização das perdas da densidade óssea e da massa muscular. De acordo com Interdonato (2010 apud Nahas, 2001, p. 62) sobre a qualidade de vida,

[...] são inúmeros os fatores que determinam a QV tais como: estado de saúde, longevidade, satisfação no trabalho, lazer, relações familiares, disposição, prazer e até espiritualidade. De acordo com o mesmo autor, num sentido mais amplo, qualidade de vida pode ser uma medida da própria dignidade humana, pois pressupõe o atendimento das necessidades humanas fundamentais.

Segundo as respostas das participantes sobre como consideram seu estilo de vida, podemos perceber que: 23 respostas são ativas; 8 respostas pouco ativas, e 3 respostas sedentárias, como podemos visualizar no gráfico abaixo:

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Gráfico 2 - Consideração de Estilo de Vida

Segundo Palma (2014, p.277 apud GONZÁLEZ; FENSTERSEIFER, ano, p.33 )

O estilo de vida, pode ser entendido numa acepção mais abrangente, como o modo de se exprimir os pensamentos e atitudes, utilizando palavras, expressões, comportamentos, condutas que identificam e caracterizam determinados grupos sociais ou mesmo o próprio individuo.

As decisões do sujeito sobre seus hábitos constituem seu estilo de vida, seu comportamento diário e escolhas promovem ou não sua saúde.

Segundo (LANCHA, 2017, apud FIELDS, ano 2017, p.05),

Atualmente, um dos problemas de saúde mais evidentes é a prevalência do sobrepeso e obesidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, os problemas de saúde associados à obesidade são a principal causa da mortalidade, perdendo apenas para as doenças associadas ao tabagismo. A necessidade de perder peso é bem compreendida, no entanto, o processo é difícil, e uma estimativa revela que menos de 1 em 100 pessoas são bem-sucedidas em conseguir manter a perda de peso.

A preocupação das alunas com a busca do emagrecimento é evidente, devido à compreensão deste estar ligado aos hábitos saudáveis, como praticar exercícios regulares, momentos de lazer, qualidade do sono, controle do estresse e da ansiedade, alimentação equilibrada, que proporcionam um conjunto de fatores para o bem-estar na saúde geral. Segundo Tahara (2008) a população preocupada com a melhoria da qualidade de vida está crescendo, e

ESTILO DE VIDA

ATIVAS POUCO ATIVAS SEDENTÁRIAS

(31)

essa conscientização, da importância do exercício físico regular, vem proporcionando um aumento dos praticantes nas academias.

Quando questionado sobre o motivo da busca pela prática de HIIT, entre as participantes, obtivemos 20 respostas com foco no emagrecimento, assim também como também 20 respostas gasto calórico.

Analisando os resultados dos motivos da procura da modalidade HIIT, apareceram muito em relação à perda de peso e pela busca de sentir mais disposta. Cerca de 20 das respostas apareceram o condicionamento físico e resistência cardiovascular, ou ainda, as respostas de 06 alunas buscando uma modalidade descontraída, divertida, animada, dinâmica, que ao mesmo tempo é intensa e envolvente.

Em um estudo Roy (2018), testou o uso de HIIT no mundo real, na prática em academia. Os sujeitos que participaram podiam optar por atividades tradicionais (≥30 minutos de atividade moderada na maioria, senão todos, dias da semana) ou HIIT (3 tiros ≤30seg com percepção de esforço ≥8, na escala 0-10 ou 80-90% da frequência cardíaca máxima).

E logo, 41% optaram por fazer HIIT, o que já se compreende o desafio do sujeito se submeter ao esforço. A metodologia do programa envolvia treinos com sprints. Ao final de 12 meses, a retenção foi de 70% para o HIIT e 67% para recomendações método tradicional, no entanto, o prazer de realizar a prática foi maior no grupo que optou fazer o método HIIT.

Analisando separadamente os dados do estudo, revelou-se que houve maior perda de peso e de gordura na região abdominal com o método HIIT. Um dado que também chamou a atenção no estudo, foi do maior número de muitas pessoas optarem pelo método HIIT, e apresentarem menor desistência. Além disso, a promoção de saúde como consequência da prática, definição e fortalecimento muscular, bem-estar, atividade em grupo aliada como fator motivador do treino que possibilita resultados, apresentados também no gráfico abaixo:

(32)

Gráfico 3 - Motivos da Procura da Modalidade HIIT

Analisando o gráfico acima, percebe-se a busca pelo emagrecimento através da modalidade de HIIT e como tratar-se de uma metodologia intensa e com treinos variados também estimulou praticar esta modalidade.

O grupo pesquisado compreende que praticar exercícios físicos regularmente, se torna uma forte ferramenta para a promoção da saúde individual em longo prazo, principalmente no emagrecimento e ganho de massa muscular (CANALI; KRUEL, 2017).

Além dos benefícios físicos como definição e fortalecimento muscular, podemos ter alguns aspectos psicossociais, como a melhora no bem-estar, autoestima, melhora do sono, do humor, evoluindo para uma qualidade de vida mais ativa, citados com frequência nas respostas, cerca de 30 dos casos.

Em relação ao tempo de frequência das alunas na academia, o mesmo variou entre 1 mês a quase 4 anos. Menos de um ano de frequência na academia foram 16 respostas, já cerca de um ano 7 respostas, mais de 2 anos 10 respostas, como podemos visualizar no gráfico abaixo:

0 5 10 15 20 25 30 RESPOSTAS EMAGRECIMENTO TREINO MOTIVADOR-DIFERENCIADO SAÚDE ENERGIA-INTENSIDADE RESISTÊNCIA CONDICIONAMENTO

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Gráfico 4 - Frequência das Alunas na Academia

Vivemos hoje o paradoxo da saúde, através do capitalismo, nunca se gastou tanto com propagandas, desenvolvimento de novos produtos e marcas, novas dietas e fórmulas para promover saúde, e, ao mesmo tempo, nunca a população mundial esteve com índices tão altos de sobrepeso. Observa-se na atualidade a dificuldade de manter hábitos mais saudáveis em prol da saúde e bem-estar, devido a resistência individual, isso é consequência de alguns fatores, que segundo (LANCHA, 2017, p.07),

[...] são citadas pelos sujeitos: Muitas tarefas no dia a dia, acesso à enorme variedade de produtos e serviços, mas com pouca personalização do processo, Obstáculos para mudar, confusão com tanta informação, resistência, ambivalência, Histórias pregressas de fracasso.

Em relação às falas das participantes podemos destacar quando questionadas sobre o que visualizavam da modalidade de HIIT, podemos perceber a motivação: “uma modalidade prática com bons resultados” aluna 33, (25 anos).

Além de aparecerem repetidamente as palavras estimulante, empolgante, motivadora, animada, excelente, ótima, eficiente na perda de peso e no fortalecimento. Além da melhora do condicionamento. Aparecendo

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 FREQUÊNCIA DAS ALUNAS 1MÊS A 11 MESES 1 ANO 2 A 4 ANOS

(34)

também ser “uma modalidade cansativa, mas ao mesmo tempo estimulante.

Motivação para continuar”, aluna 01 de (34 anos).

Segundo (LANCHA, 2017, p,01)

A forma de ajudar as pessoas a encontrarem o caminho para seus desejos de desempenho esportivo, forma física, cuidado com a saúde, etc. sempre foi acompanhada de desafios entre o que a ciência propõe e o mundo real que o indivíduo comum é capaz de fazer”.

Aluna 02 de (29 anos) “Gosto bastante. Principalmente porque tem intensidade

e não é por um longo período de tempo a execução do exercício”.

Os treinos curtam tornam-se mais motivadores e apresentam menor desistência dos participantes, segundo Roy (2018) o que torna um desafio praticar cada aula. Como traz em sua fala a aluna 03 (21 anos) “Maravilhosa.

Ótima para o corpo-mente e saúde”.

Além de proporcionar um bem-estar, segundo Roy (2018), a diminuição da gordura abdominal é maior quando comparado o treino HIIT com o método tradicional. Segundo Guimarães (2018, p.468) trazem em um estudo,

O HIIT com treinamento contínuo moderado com 12 participantes e a sensação de prazer e percepção de esforço foi maior no grupo que realizou o HIIT do que no contínuo, os indivíduos relataram maior eficiência devido ao curto período de tempo e pela mudança constante no estímulo.

A sensação que o treinamento de alta intensidade gera no sujeito, ao levar seus esforços ao limite superior, pós exercício, proporciona maior prazer e relaxamento, como diz a aluna 04 (52 anos) traz que “Adoro, parece que o

gasto calórico é maior”. A motivação dos treinos diferenciados, intensos e

curta duração também vem no discurso da aluna 07 (23 anos) “Gosto do

treinamento por ser diversificado e pela intensidade das aulas”.

A necessidade de estimular gatilhos no sujeito, pontos de reflexão e estímulo que precisam ser desenvolvidos, para que suas habilidades e comportamentos promovam reais mudanças para suas queixas e desejos.

Para a aluna 05 de (50 anos) o treino HIIT ser um treino curto e intenso:

(35)

Uma pesquisa realizada pelo Ministério do Esporte relata que 45,9% da população brasileira é sedentária, sendo as mulheres com maior valor de sedentarismo. Apesar de saber dos benefícios que o exercício físico traz 35,7% não tem interesse em iniciar uma atividade. Para 69,8% dos sedentários não praticam atividade física por falta de tempo. Gastam muito tempo com trabalho, família e estudos e não consegue manter uma rotina de treinamento.

Sendo um grande desafio encontrar uma modalidade que possa em pouco tempo, proporcionar bem-estar e cativar seus praticantes, segundo a aluna 06 de (24 anos) o HITT é uma modalidade “Completa por abranger

diferentes movimentos”.

Segundo (LANCHA, 2017, p.08) “As pessoas tem cada vez menos tempo para cuidar da sua alimentação, de praticar atividades físicas e, como dizia o físico Albert Einstein, é mais fácil quebrar um átomo, do que mudar um hábito”.

A motivação dos treinos diferenciados vem no discurso da aluna 07 de (23 anos) “Gosto do treinamento por ser diversificado e pela intensidade das aulas”

Segundo Guimarães (2018) “a preocupação pelo aumento da qualidade de vida e saúde das pessoas faz com que pesquisadores procurem novas opções para oferecer e mudar as tendências”, assim como o desafio nos treinamentos dentro das academias. Por isso, o treino de curta duração e alta intensidade tem sido a preferência pela maioria da população.

A relação desta metodologia com a utilização da intensidade e de curto período de prática, com sua influência motivacional, foram cerca de 30 das respostas. Com o metabolismo em funcionamento equilibrado e os hormônios regulados, ocasiona consequentemente, o bem estar e disposição do sujeito, com isso, uma busca por hábitos mais saudáveis diariamente (FRANCISCHI, 2017). Com isso, a aluna 08 de (31 anos) diz “adoro, o tempo de intervalo entre

um exercício e outro é curto e com peso como eu gosto.”

A associação de bem-estar ao exercício também vem na fala da aluna 09 de (21 anos) “Ótimos exercícios para o corpo, trabalha a mente junto,

descarrega as energias negativas e perda de peso”. Segundo Guimarães

(2018, p.463),

O Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) recomenda que exercícios intensos sejam realizados durante 20 a 25 minutos três vezes por semana, totalizando 75 minutos semanais, o que já se observa uma vantagem do treinamento intervalado. Para atrair mais

(36)

pessoas para a realização do exercício físico pela economia de tempo ( apud BLAIR, MONTE E NICHMAN, 2004).

Além da motivação dos treinos, a percepção de mudanças no corpo também esta relacionada ao tipo de treinamento, com diz a aluna 10 de (25 anos) “Ajudou muito na minha perda de peso”.

As mudanças de comportamento são um desafio para a humanidade desde a sua existência. Um exemplo disso é a obesidade. Ao longo dos séculos. A busca pela redução da gordura corporal vem fazendo com que a população mundial busque por atalhos para conter a pandemia de obesidade, que exerce efeito devastador na saúde pública e é responsável, direta ou indiretamente, por mais da metade das mortes em todo o planeta (MOKDAK et al., 2004). (Lancha, 2017 P.01) Avaliando a pergunta: O que mudou depois do início da prática em relação ao bem estar, saúde e outros benefícios percebidos?

As principais mudanças para a aluna 02 de (29 anos) “Fortalecimento

muscular, maior resistência cardiorrespiratória e ganho de massa magra”, além de melhora do sono, apareceu em mais de 6 questionários. Para a aluna 08 de

(31 anos) “Diminuição de dores musculares, e maior disposição para a

realização de atividades cotidianas”. Analisando as principais mudanças

(37)

Gráfico 5 - As mudanças após iniciar o Programa do Método HIIT

Segundo (LANCHA, 2017 p. 03) “Apesar do advento da tecnologia moderna, as pessoas possuem menos tempo livre, trabalham mais, estão cada vez mais estressadas e mais doentes, o que envolve todo o sistema de saúde – planos médicos, academias, profissionais da área, faculdades, etc”. Maior Disposição no cotidiano, em mais de 10 respostas.

A auto estima em mais de 6 respostas, como traz a aluna 09 de (21 anos) “Mais disposição, saúde e auto estima”. Também houveram respostas em relação a melhora da força e mais energia. Além de emagrecimento, redução de medidas. “Me sinto ótima, muito motivada e disposta” aluna 04 de (52 anos).

De acordo com Stephen Covey (1989 apud LANCHA, 2017), os portões da mudança só se abrem de dentro para fora. Segundo Lancha (2017, p .20), “essa frase é muito importante e deve direcionar o profissional de saúde para um estágio fundamental do processo de mudança com o seu cliente, que é

DISPOSIÇÃORESISTÊNCIA

MELHORA DO SONOFORÇA ALEGRIA-ENERGIAEMAGRECIMENTO

CONDIOCIONAMENTOAUTO ESTIMA SAÚDEBEM ESTAR

ALIMENTAÇÃOMENOS DOR

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 CITAÇÕES DISPOSIÇÃO RESISTÊNCIA MELHORA DO SONO FORÇA ALEGRIA-ENERGIA EMAGRECIMENTO CONDIOCIONAMENTO AUTO ESTIMA SAÚDE BEM ESTAR ALIMENTAÇÃO MENOS DOR

(38)

identificar o estágio de prontidão para a mudança que ele se encontra”. A percepção de mudança vem na fala da aluna 11 de (38 anos) “ Mudou tudo.

Tenho mais disposição e força de vontade”.

Além dos benefícios físicos, chamou muito à atenção a relação da melhora e motivação para a vida. Como diz a aluna 01 de (34 anos) “Melhorou

minha saúde, estética (corpo) e bem estar, me sinto mais disposta e motivada para a vida”.

Também foi possível perceber o reconhecimento da prática diária e seus benefícios a longo prazo, “Quando não falto as aulas, melhora tudo (Digestão,

tendinites, etc)” diz a aluna 05 de (50 anos). Segundo Lancha (2017, p. 03), Estudos mostram que as raízes da doença estão em comportamentos como tabagismo e a inatividade física, sendo que esta última mata ainda mais do que o tabaco, o estresse, a má alimentação e a má qualidade do sono (Mokdad et al., 2004). Portanto, podemos explicar a maioria das causas das doenças a partir de comportamentos simples ligados aos hábitos de estilo de vida. Dessa forma, a melhor maneira de combater essas doenças é por meio da mudança de comportamento.

E além disso, mudanças nos fatores psicológicos “Disposição, melhora

nos índices de saúde e alegria” como diz a aluna 10 de (25 anos), além dos

benefícios a curto prazo que são logo percebidos na fala da aluna12 de (32 anos) “Muitos benefícios. Perda de peso, melhora no sono, autoestima.”

A dificuldade de realizar uma mudança duradoura existe pela falta de esperança e confiança na capacidade de mudar. Existem fases desta transição, iniciando no processo de negação, onde as pessoas não conseguem lidar com os fatos, até o momento que se aborda a solução para o problema. Mas os desafios dessa jordana são inúmeros, pela comparação com outros sujeitos, à cobrança de si mesmo. A resposta pode estar em um processo conhecido como 3Rs: relação, repetição e reestruturação. (LANCHA, 2017)

A relação é esta relacionada ao emocional, restaurando a esperança em alcançar os objetivos. A repetição se dá através da prática diária das ferramentas e habilidades para a mudança. E a reestruturação, se dá através da percepção e novas formas de pensar (mindset), a forma como vê a vida, a alimentação, o controle do estresse, da ansiedade e a otimização de tempo (LANCHA, 2017).

(39)

A percepção de melhora na qualidade de vida geral, bem-estar físico e qualidade de vida vem no discurso da aluna 12 de (32 anos) “ A disposição

melhorou, o sono tem mais qualidade, disciplina na alimentação”.

Foram listados na maioria dos questionários melhora do sono, melhora na resistência e condicionamento, e principalmente mais disposição no dia a dia. Além de mais saúde, auto estima, força e mais motivação geral.

Segundo Guimarães (2018, p. 468)

Sabe-se muito sobre os efeitos positivos do HIIT na fisiologia humana, porém os efeitos psicológicos não são muito estudados. Há certa preocupação se a alta intensidade não irá desagradar o participante, porém certas pesquisas (apud Kilpatrick e Jung, 2016) sugerem que o exercício de intensidade vigorosa realizado de forma intermitente é muito agradável e mais aceitável comparado ao treinamento contínuo moderado.

Os benefícios do HIIT e sua frequência, traz a melhora nas capacidades aeróbicas proporcionam o aumento a resistência pulmonar e periférica, melhorando o condicionamento físico, com isso diminuindo o esforço do organismo. Também há melhor nas capacidades anaeróbicas com o aumento da força muscular e articular, e ainda flexibilidade, agilidade e mobilidade articular (CANALI;KRUEL, 2017). Citados no questionário como ganho de força, resistência física, mais energia, bem estar e qualidade de vida Quando analisamos a questão: Qual é o principal elemento motivador de sua participação na modalidade de HIIT?

Segundo Lancha (2017, p.10) “Relação, repetição e reestruturação são termos ligado a esperança renovada, novas habilidades, nova forma de pensar. Só assim construiremos soluções duradouras, e não temporárias, com data para acabar”, Como traz em sua fala aluna 13 de (35 anos) “Poder me desligar

de tudo e pensar só no momento, de corpo e alma, mais resultado” .

Busca por saúde geral, emagrecimento, vida ativa, bem estar, alto astral do grupo e energia das aulas motivadoras. Variação do tipo de atividade para obter os resultados, assim como variação de movimentos, também apareceram nas respostas. “A intensidade das aulas e o ritmo das aulas, e a qualidade da saúde física e mental” traz a aluna 05 de (50 anos).

O treino dinâmico e divertido, também foi citado como motivadores para seguirem na prática. Como também o fator estético, e melhora do

Referências

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