JULIA CRUZ (23.07Mb)
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(2) Universidade Presbiteriana Mackenzie Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Trabalho Final de Graduação. OS EXTREMOS DA VIDA JUNTOS. Aluna: Julia Detolvo Cruz Orientadora: Profª Drª Ana Gabriela Godinho Lima 12 de junho de 2019 2.
(3) Intergeracional Adjetivo Que se realiza entre duas ou mais gerações; relacionado com o que se estabelece entre duas ou mais gerações: pobreza intergeracional; comportamentos intergeracionais.Etimologia (origem da palavra intergeracional ). Inter + geracional. Fonte: Dicio – Dicionário Online. 3.
(4) DEDICATÓRIA. Dedico o trabalho a seguir primeiramente à minha avó Sally que, em algum lugar, receberá meu agradecimento por ter me aproximado do tema estudado. Agradeço aos meus pais Fernanda Saade Detolvo e Carlos Américo da Cruz que me apoiam ao longo da vida em todas as minhas decisões. Agradeço ao meu companheiro de vida Pedro Brasileiro por apoiar diariamente uma estudante de Arquitetura e Urbanismo que não é uma tarefa para qualquer um. Por fim, agradeço ao companheirismo de todos os meus colegas que, ao longo do curso, se tornaram grandes amigos para a vida toda: Ana Carolina Gonfesi, Beatriz Fogaça, Bruna Comin, Camilla Costa, Carlos Blanco, Giovana Rigoleto, Giulia Turetta, Lucas Brandão, Mariana Duque, Mariana Pastorelli, Nicole Toledo, Sofia Sawaya e Thais Espírito Santo. 4.
(5) RESUMO O convívio entre gerações deveria ser uma ação espontânea e simples, no entanto, tornou-se necessária a mediação de profissionais para organizar e incentivar essa prática. Esta monografia reunirá informações e dados para propor um questionamento de como a sociedade chegou ao ponto de isolar os mais velhos ao mesmo tempo que envelhece desenfreadamente. Dadas informações necessárias, o presente trabalho tem como objetivo propor um complexo intergeracional com foco nas gerações extremas (crianças de 3 a 6 anos e idosos com 60 anos ou mais) com o intuito de proporcionar um aprendizado extracurricular alternativo para as crianças e melhor qualidade de vida para o envelhecimento dos mais velhos.. 5.
(6) INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................................... 7 1. CRIANÇAS .......................................................................................................................................................... 10 1.1 CRIANÇAS NO BRASIL ............................................................................................................................... 10 1.2 CRIANÇAS E TECNOLOGIA ....................................................................................................................... 13 2. IDOSOS .............................................................................................................................................................. 19 2.1 IDOSOS NO BRASIL ................................................................................................................................... 20 2.2 IDOSOS E TECNOLOGIA ............................................................................................................................ 26 2.3 IDOSOS E O MERCADO ............................................................................................................................. 36 2.4 IDOSOS E O FUTURO ................................................................................................................................ 42 3. INTERGERACIONALIDADE ............................................................................................................................... 43 3.1 INTERGERACIONALIDADE NO BRASIL .................................................................................................... 45 3.2 INTERGERACIONALIDADE E TECNOLOGIA ............................................................................................ 48 3.3 INTERGERACIONALIDADE E ARQUITETURA .......................................................................................... 50 3.3.2 O PROJETO .............................................................................................................................................. 58 3.4 INTERGERACIONALIDADE E ACESSIBILIDADE ...................................................................................... 65 4. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................ 66 5. LISTA DE FIGURAS ........................................................................................................................................... 67 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................................................... 69. 6.
(7) INTRODUÇÃO O atual cenário brasileiro demonstra um aumento na expectativa de vida e queda na taxa de natalidade, resultando no envelhecimento da população. Isso ocorre devido a diversos fatores como a modernização da medicina, campanhas de saúde pública e vacinação, criação dos antibióticos, expansão do saneamento básico, inserção da mulher no mercado de trabalho e melhorias nas condições de vida da população em geral. O aumento da expectativa de vida representa uma grande conquista na evolução da humanidade em toda a sua história, mas, por outro lado, enfrenta grandes desafios na busca em agregar qualidade de vida a esses anos adquiridos pelo ser humano.. Figura 1: A Maravilhosa experiência de unir crianças e idosos.. 7.
(8) O estudo a seguir investiga diferentes gerações: crianças e idosos. Através de um embasamento em pesquisas, estatísticas, entrevistas e levantamentos, será proposto um ambiente de convivência intergeracional, onde ambas as gerações disfrutarão de trocas de conhecimentos e vivências, utilizando o espaço arquitetônico como elemento unificador dessas pessoas e de benefício mútuo. Desse modo, a pesquisa abordará a influência da arquitetura na área educacional e de lazer, e sua influência no comportamento dessas diferentes gerações. Outro aspecto a ser tratado é a necessidade de providências em relação à saúde, ao bem-estar e à socialização do idoso que está altamente em falta. Com uma sociedade voltada ao consumo e às atividades trabalhistas, ocupando-se daqueles Figura 2: Número de idosos cresce 18% em 5 anos e ultrapassa 30 milhões no Brasil em 2017.. 8.
(9) tidos como economicamente ativos, esquece-se daqueles que já contribuíram o suficiente para o mercado e agora necessitam de cuidados. O interesse em práticas intergeracionais é progressivo e pode ser a resposta para as mudanças demográficas substanciais que a sociedade está enfrentando, sejam legais, econômicas, industriais, tecnológicas ou culturais. A maioria dessas mudanças isolam os mais velhos na sociedade. O envelhecimento da população é, de fato, uma das transformações mais significativas que estamos vivenciando. Nas sociedades europeias, representa uma questão muito importante não só para as famílias, mas para a política social, para o governo e para a comunidade como um todo. Em meio a discussões de cunho econômico, resta esquecido que a velhice é algo a ser vivido de forma prazerosa e tranquila e independente de quem seja e o que tenha feito durante sua longa jornada de vida. Enquanto crianças e adolescentes se preparam para o futuro, o passado pesa sobre os mais velhos. Diante isso, levanta-se os seguintes questionamentos: Como unir os dois extremos da vida de forma benéfica para ambas as gerações? 9.
(10) 1. CRIANÇAS Criança, por definição, é um ser humano no início de seu desenvolvimento. O desenvolvimento psicológico acontece principalmente entre os 5 e 9 anos (TERRA, Márcia Regina – O desenvolvimento humano na teoria de Piaget), assim como o desenvolvimento físico, social, emocional e mental. Em sua normalidade, crianças aprendem regras básicas e padrões de comportamento por volta de cinco anos de vida. É o momento que aprendem a discernir uma ação certa da errada. Atualmente, no Brasil, o quinto ano é a idade que o governo definiu como obrigatório o início do ensino escolar na vida da criança, em sua maioria conhecido como “pré”, quando ocorre a alfabetização da criança.. 1.1 CRIANÇAS NO BRASIL No livro “O cuidado com bebês e crianças pequenas na creche”, Gonzalez-Mena e Eyer (EYER, Dianne Widmeyer, GONZALEZ-MENA, Janet. O Cuidado Com Bebês e Crianças Pequenas na Creche. 9ª Ed. 2014. AMGH Editora, São Paulo) apresentam 10.
(11) a creche como “um espaço verdadeiramente educativo”, em que é valorizada a brincadeira e a exploração de materiais e ambientes, juntamente com educação de qualidade, local em que bebês e crianças pequenas se interajam e se desenvolvam, apresentando uma grande bagagem de aprendizagem. As autoras salientam a importância da presença do adulto na educação e necessidades das crianças, os quais as apoiam, incentivando explorações, descobertas, construções de relações sociais e resoluções de problemas. Sendo assim, o adulto tem como função facilitar o aprendizado e o desenvolvimento da criança, a fim de atender as suas necessidades. Ainda de acordo com Gonzalez-Mena e Eyer, o relacionamento baseado no respeito é de grande importância no cuidado e na educação de bebês e crianças. Quando a interação entre adultos e crianças é positiva vem à reciprocidade, ou seja, a criança responde de maneira adequada e respeitosa, apresentando-se como forma essencial para o desenvolvimento.. 11.
(12) ‘No. decorrer do livro, argumentam que uma relação próxima e contínua são elementos principais nos primeiros anos de vida da criança. Nesse contexto, observa-se a importância do espaço físico destinado a crianças, os quais devem proporcionar diversidade de usos e diferentes atividades, e, principalmente, o quão é indispensável a convivência com adultos para seu melhor desenvolvimento.. Figura 3: Criança e idosa brincando juntas em Liga Solidária – São Paulo.. 12.
(13) 1.2 CRIANÇAS E TECNOLOGIA Numa época marcada pela tecnologia, é comum a cena de crianças mexendo em tablets e smartphones. A tecnologia veio para conectar, facilitar, unir e melhorar a qualidade de vida, mas, será que essa inserção tão precoce no mundo tecnológico é benéfica para as crianças? A resposta para essa pergunta claramente é negativa, e os dados a seguir assustam: 66% das crianças do mundo entre 3 e 5 anos de idade sabem jogar online, 47% sabe usar um smartphone, mas apenas 14% é capaz de amarrar os sapatos. Quando se trata das crianças brasileiras, 97% delas entre 6 e 9 anos usam a internet e 54% têm perfil no Facebook (pesquisa realizada pela AVG Technologies em 2014).. 13.
(14) Embora ainda não haja diagnósticos a longo prazo, especialistas apontam consequências sombrias do contato excessivo de crianças com a tecnologia. Segundo a terapeuta canadense Cris Rowan, o uso de tecnologia por menores de 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento e aprendizado infantil. Segundo a mesma, a exposição da criança a smartphones, tablets e televisores por um longo período está relacionada ao déficit de atenção, atrasos cognitivos, dificuldades de aprendizagem, impulsividade e problemas em lidar com raiva.. Figura 4: Criança na frente da televisão.. 14.
(15) Outros problemas comuns que o excesso de tecnologia pode trazer aos pequenos é a obesidade, devido ao fato de passar menos tempo fazendo exercício físico, privação do sono, problemas de visão precoces e propensão a vícios.. Figura 5: Crianças no smartphone. 15.
(16) Figura 6: Dados sobre crianças e o uso de tecnologia relacionados com problemas de visão.. 16.
(17) Mesmo com tantas recomendações e perigos eminentes, muitos pais não levam o assunto a sério ou porque não acreditam nos malefícios que o excesso da tecnologia pode causar a seus filhos, ou simplesmente para evitar aborrecimentos.. Figura 7: Todos os membros de uma família isolados com suas mídias. 17.
(18) “Nós precisamos encontrar uma maneira de educar os pais de hoje, e também os futuros pais, sobre prejuízos e benefícios das mídias eletrônicas e ajudá-los a fazer escolhas positivas para seus filhos.” Susan Linn, escritora e cofundadora da organização americana Coalizão pelo Fim da Exploração Comercial Infantil. Estar conectado com os mais velhos traz maior sensibilidade ao mundo infantil, a interação de crianças com adultos facilita no atendimento às suas necessidades, ao mesmo tempo em que colaboram para o enriquecimento da aprendizagem de habilidades, conhecimentos, relações afetivas e respeito às gerações mais velhas.. 18.
(19) 2. IDOSOS As expectativas de vida mais elevadas são encontradas nos países mais desenvolvidos, entre eles estão: Japão (82,4 anos), Islândia (81,6 anos), Suíça (81,4 anos), França (81,4 anos), Itália (81 anos), Austrália (81 anos), Suécia (80,7 anos), Canadá (80,4 anos). No Brasil, essa média é de 72,5 anos. O continente que possui o maior número de idosos em relação à população total é a Europa. Em 2009, os habitantes europeus, com idade superior a 60 anos, correspondiam a 20% da população total do continente. Estima-se que essa população atinja 37% até 2050.. 19.
(20) 2.1 IDOSOS NO BRASIL Esse capítulo diz respeito a crescente parcela da população que necessita cada vez mais de atenção e providências. Trata-se da velhice que, com elevadas taxas de crescimento, a população brasileira está envelhecendo e, com isso, traçando um novo perfil demográfico para o país. A definição de idoso pela Política Nacional do Idoso (PNI), Lei nº 8.842 de 4 de janeiro de 1994 e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), diz respeito a todo indivíduo com 60 anos ou mais. No entanto, para efeito de formulação de políticas públicas, esse limite mínimo pode variar segundo as condições de cada país. No Brasil, o envelhecimento da população começou na década de 1960. Conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1950 existiam 250 milhões de indivíduos com. Figura 8: Projeções sobre a população brasileira.. 20.
(21) mais de 60 anos no planeta. Esse número quase se triplicou até o ano 2000, somando 606 milhões de pessoas. É normal quando criança ser ensinado a tudo. Nos ensinam a ler, nos ensinam a escrever, a ir ao banheiro, a pedir “por favor”, “obrigado”, a atravessar a rua, respeitar os mais velhos, entre milhares de outros afazeres básicos. Quando se cresce, nos ensinam a entrar para uma faculdade, ingressar no mercado de trabalho e, mais tarde, a se aposentar. E agora? Como aposentado, o que fazer? Isso não ensinam. Outros fatores devem ser levados em consideração além da idade cronológica no processo de envelhecimento. No aspecto psicológico, por exemplo, há doenças que não tem idade para se manifestar, apesar de serem mais comuns depois dos 60 anos, há casos de Parkinson e Alzheimer precoces. Esses indivíduos são tratados como idosos e, muitas vezes, no mesmo ambiente dos mesmos para melhor tratamento da doença. Apesar das exceções, é necessário delimitar uma faixa etária para o idoso por causa da necessidade de formular uma política pública que assegure os direitos dessa parcela da população. 21.
(22) Com o tempo, as pessoas se casam, têm seus próprios filhos, formam suas próprias famílias e vão deixando de lado aqueles que os ajudaram a crescer e se desenvolver: pais, avós e tios. Em um asilo estudado em 2015 na cidade interiorana de São José do Rio Preto, de 309 moradores, 112 não recebem visitas há mais de um ano. O abandono é cruel e contribui com os problemas de saúde do idoso (FERRO, Bruno – Diário da Região de 19/04/2015 – São José do Rio Preto – “Esqueceram Deles”). Evitar a perda de vínculo com as famílias é uma tarefa que os asilos lutam para conseguir por meio de diversas ações. Segundo a assistente social Eliana Maria Alves Oliveira, reuniões são feitas para manter o contato com os familiares e mostrar a importância do vínculo.. 22.
(23) “O abandono pode causar depressão e outras complicações. Quando algum responsável demora para visitar, ligamos para chamá-lo. No fim de ano, tem confraternização entre os idosos e a família.” Eliana Maria Alves Oliveira Figura 9: Criança e idosa dançando capoeira na Casa Emilien Lacay que, há 26 anos, desenvolve um trabalho intergeracional promovido por meio de atividades socioculturais e recreativas (Rede Cruzada – Centro de Convivência de Idosos com Creche – Rio de Janeiro. 23.
(24) O Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/2003) estabelece que mais de 30 dias sem visita já é considerado abandono e é necessário que o Ministério Público acione os parentes, após a comunicação da entidade de atendimento. O asilo, atualmente, é um ambiente que já possui uma conotação negativa, remetendo a abandono e envelhecimento desvalorizado. O objetivo desse trabalho é propor um ambiente asilar no qual haja o prazer da vida, tenha atividades em que o morador ainda se sinta útil para a sociedade e não esquecido e descartável. O cotidiano do idoso não deve ser baseado de acordo com os horários dos remédios, de visitas, acordar, comer, tomar banho. Deve continuar tendo uma vida movimentada e prazerosa, mas, claro, com toda a assistência e cuidado que se necessita nessa idade. Todo idoso, qualquer que tenha sido sua profissão/ocupação, tem algo a ensinar. Toda criança, por mais inteligente e prodígio que seja, tem algo de novo a aprender. Por que não unir o útil ao agradável e juntar idosos que querem ensinar com crianças que precisam aprender? Os idosos são pessoas que já contribuíram muito com a sociedade, porém, para serem retribuídos, enfrentam muitas dificuldades, pois muitas pessoas não 24.
(25) reconhecem seu valor como ser humano e não respeitam seus direitos e suas dependências. Envelhecer é um direito que o Brasil, embora seja um país que envelhece, não está se preparando para incluir seus idosos. Para o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil, faltam políticas públicas e propostas concretas nesse sentido. Desse modo, cabe a cada indivíduo buscar conhecer seus direitos.. 25.
(26) 26.
(27) 2.2 IDOSOS E TECNOLOGIA O crescimento da população sênior no Brasil é um fato, porém, ao contrário dos estereótipos que vemos na mídia e na publicidade, os idosos são ativos, produtivos e conectados. O próprio conceito de “velho” mudou e as noções sobre o que é ser idoso nos dias de hoje é que não envelheceram tão bem quanto os indivíduos.. 27.
(28) No Brasil, esse processo é mais acelerado. Daqui 11 anos a nossa população terá mais pessoas com 60 anos ou mais do que crianças de 10 anos ou menos (segundo Envelhecimento da força de trabalho no Brasil, PwC, 2013).. 28.
(29) À medida que a população envelhece, a curiosidade sobre assuntos relacionados também aumenta: as buscas relacionadas ao tema “envelhecimento” cresceram mais de 60% em relação a 2015 – ou a uma taxa de 13% ao ano nos últimos 4 anos.. 29.
(30) 30.
(31) “A definição de idoso ficou velha.” Ana Amélia Camarano – pesquisadora do IPEA. Além de se tornarem maioria em breve, os idosos tem interesses e hábitos de consumo plurais, derrubando os preconceitos e os estereótipos que eram associados aos mais velhos. 31.
(32) No ponto de vista do mercado, quanto mais tempo de vida, mais tempo para consumir. Um exemplo de como a comunicação com o público sênior pode melhorar está no setor da Moda. A maioria das campanhas são pensadas e elaboradas visando o público jovem, desse modo, o público mais velho acaba não se identificando, perdendo grandes oportunidades de gerar engajamento. A prova desse potencial é o canal da YouTuber Marcia Gabriel, especializado em moda. O vídeo mais vizualidade com quase 1 milhão de views é intitulado “Moda depois dos 50 e 60”. Os smartphones também foram associados à juventude conectada e nascida na era digital, no entanto, os sinais deixados pelas buscas relacionadas podem gerar surpresa:. 32.
(33) Os brasileiros sêniors namoram mais do que os indivíduos da mesma faixa etária de outros países, quando estão conectados. Essa vida afetiva prolongada se manifesta também nos temas que as pessoas mais velhas colocam em suas buscas: 33.
(34) 34.
(35) Junto com o desejo sexual, vem o cuidado com a aparência. Tanto para envelhecer bem ou por vaidade. Os mais velhos também estão bem ligados na estética.. 35.
(36) 2.3 IDOSOS E O MERCADO “A longevidade e a produtividade no trabalho estão diretamente ligadas” é o que diz um estudo realizado em 35 países (“Toward a longevity dividend”, International Longevity Centre. Reino Unido, agosto de 2018). A explicação é simples: já tendo passado por vários estágios da vida, o indivíduo mais velho gasta menos tempo do que os jovens em atividades que demandam dedicação como, por exemplo, criar filhos ou adquirindo uma formação. Portanto, o trabalhador senior se torna mais comprometido com o trabalho e é mais rápido e seguro nas tomadas de decisões. Mesmo com dados comprovados de que a experiência traz vantagens, ainda são poucas as empresas que apostam suas fichas nos benefícios de troca entre as gerações.. 36.
(37) 37.
(38) Mesmo com essa realidade desmotivadora, os idosos têm usado cada vez mais a tecnologia para encontrar oportunidades de trabalho. O uso das buscas online por emprego para os mais velhos aumenta ano a ano.. Para Mórris Litvak, idealizador do site MaturiJobs, a escassez de empregos formais para profissionais com mais de 50 anos pode se transfigurar em uma oportunidade, caso essas pessoas apliquem sua experiência e conhecimento em um negócio próprio. Além disso, as empresas abertas por sêniors têm mais chances de prosperarem.. 38.
(39) “Não tem emprego, mas tem trabalho.” Mórris Litvak – Maturi Jobs. 39.
(40) 40.
(41) 41.
(42) 2.4 IDOSOS E O FUTURO Os idosos não conquistaram mais tempo de vida à toa. Mais tempo de vida é igual a mais tempo para planejar o futuro expandido. Idosos contam com um envelhecimento ativo, independente e de qualidade.. A. tecnologia ajuda as pessoas a se prepararem para uma velhice com qualidade de vida, porém, as questões e preocupações que surgem com a longevidade ficam claras ao percebermos as seguintes buscas: 42.
(43) Kalache considera a tecnologia parte fundamental do processo de envelhecimento. Com o passar dos anos os idosos serão cada vez mais escolarizados e integrados no mundo digital, obrigando as empresas e profissionais de tecnologia e marketing a trabalhar com e para esta parcela da população. Somos um mundo em processo de envelhecimento. Entender e integrar essas pessoas, criando diálogos e pontes e algo que cabe a todos.. 43.
(44) 3. INTERGERACIONALIDADE Infância, vida adulta e velhice são conceitos socialmente construídos porém, dentro do seio da família, as relações entre gerações dão-se normalmente.. Figura 10: Criança e idoso em gesto de carinho. 44.
(45) Enquanto os pais se entregam às atividades da idade madura, a criança recebe inúmeras noções dos avós, dos empregados. Estes não têm, em geral, a preocupação do que é “próprio” para crianças, mas conversam com elas de igual para igual, refletindo sobre acontecimentos políticos, históricos, tal como chegam a eles através das deformações do imaginário popular. Eventos considerados trágicos para os tios, pais, irmãos mais velhos são relativizados pela avó enquanto não for sacudida sua vida miúda ou não forem atingidos os seus. Ela dirá à criança que já viu muitas revoluções, que tudo continua na mesma: alguém continuou na cozinha, servindo, lavando pratos e copos em que os outros beberam, limpando banheiros, arrumando camas para o sono de outrem, esvaziando cinzeiros, regando plantas, varrendo o chão, lavando a roupa. Alguem curvou suas costas atentas para os resíduos de outras vidas. O que poderá mudar enquanto a criança escuta na sala discursos igualitários e observa na cozinha o sacrifício constante dos empregados? A verdadeira mudança dá-se a perceber no interior, no concreto, no cotidiano, no miúdo; os abalos exteriores não modificam o essencial. Eis a filosofia que é transmitida à criança, que absorve junto com a grandeza da socialmente “pequenos” a quem votamos nossa primeira afeição e que podem guiar nossa percepção nascente do mundo. BOSI, Ecléa p.71. 45.
(46) 3.1 INTERGERACIONALIDADE NO BRASIL Sara Nigri no artigo “O conceito de gerações e relações intergeracionais” destaca que: A importância da intergeracionalidade está exatamente no intercâmbio entre grupos etários diferentes e na troca que se estabelece entre as gerações, difusão de saberes, na transmissão da memória sócio-histórica e/ou tradições e passagens de rituais sociais, na perspectiva do fortalecimento dos grupos ou da sociedade. NIGRI, Sara, 2004. O convívio intergeracional pode ter resultados diversos para ambas as gerações extremas. A criança precisa aprender a aprender, conhecimento a ser dado pelos mais velhos, afinal, quem tem mais a ensinar do que aqueles que viveram toda uma vida. Nos dias de hoje, o jovem está cada vez mais imediatista. Não se tem mais paciência para ouvir, e isso é o que o idoso mais procura: alguém para o ouvir e ser ensinado, assim como um dia todos gostarão de ser ouvidos e transmitir o conhecimento adquirido ao longo da sua existência. 46.
(47) No livro Coeducação entre gerações (FERRIGNO, José Carlos – 2010) estuda-se o relacionamento entre as duas gerações no cotidiano em trabalhos dos centros de atividades do Sesc SP. Em um de seus trabalhos, denominado Trabalho Social com Idosos, os alunos da Escola Aberta da Terceira Idade convivem com seus professores (pertencentes da Figura 11: Criança e idoso em gesto de carinho. geração mais jovem) há vários anos. Desse odo, constatou uma rica troca intelectual e afetiva entre tais indivíduos, o que estimulou o aprofundamento das observações dessas interações.. 47.
(48) 3.2 INTERGERACIONALIDADE E TECNOLOGIA Diferente do conceito que se criou que a vida digital é uma barreira para os idosos, as plataformas podem deixar essas fronteiras ainda menos nítidas. Há muitos métodos de integração de gerações, no YouTube, por exemplo, a troca de experiências intergeracionais já é uma realidade. Diversos criadores usam as plataformas digitais para produzir conteúdos que derrubam os preconceitos da idade e criam um diálogo com pessoas de outras gerações.. 48.
(49) Nilson Izaias ficou conhecido como “vovô do slime”: nos vídeos do seu canal no YouTube o aposentado tenta reproduzir a meleca que se tornou febre entre crianças e pré-adolescentes e acabou virando um fenômeno online. Já a norte-americana Shirley Curry é uma gamer de 82 anos e tem mais de 560 mil inscritos em seu canal também do YouTube que acompanham seus gameplays e interagem com a criadora.. Figura 13: Vovô do Slime e uma de suas netas fazendo slime em vídeo publicado em 26 de abril de 2019.. Figura 12: Shirley Curry em vídeo publicado em 20 de abril de 2019.. 49.
(50) 3.3 INTERGERACIONALIDADE E ARQUITETURA A arquitetura tem o poder de segregar, assim como de unir e educar. A sociedade está cada vez mais isolada, por esse motivo, a cidade precisa de espaços que promovam a convivência.. 3.3.1 Estudos de Caso 1. Creche + Residência da Terceira idade – a/LTA FICHA TÉCNICA Localização: Nantes, França Ano do Projeto: 2012 Área: 5000 m2 Arquitetura: a/LTA. Figura 14: Fachada do edifício.. Figura 15: Fachada do edifício.. 50.
(51) O projeto está localizado no centro de Rennes e é composto por um lar de idosos, uma creche, um restaurante e três níveis de estacionamento subterrâneo. Para criar um vincula terapêutico entre os pacientes com Alzheimer e espaços exteriores, o edifício é organizado ao redor de um parquet, jardins e vegetação nas fachadas.. Figura 18: Fachada do edifício.. Figura 16: Interior do edifício.. Figura 17: Fachadas do edifício.. 51.
(52) Outro artifício para facilitar a vida dos pacientes com Alzheimer é o uso de cores distintas para os ambientes internos. Isso auxilia na lembrança do programa de cada ambiente.. Figura 19: Interior do edifício.. Figura 20:Interior do edifício.. Figura 21: Interior do edifício.. A fachada é composta por faixas horizontais com caixilhos pretos e vidros transparentes que permitem a relação contínua do exterior com o interior consolidando uma permeabilidade visual por toda sua extensão.. 52.
(53) Figura 24: Perspectiva interna da creche.. Figura 23: Fachada de vidro com vegetação.. Figura 22: Fachada de vidro com vegetação.. 53.
(54) Analisando esse projeto de referência, podemos concluir que a horizontalidade do programa é essencial para o deslocamento dos idosos. Criam-se importantes áreas de permanência com os recuos de fachada que enriquecem o cotidiano no idoso e da criança. Espaços como sacadas/terraços sombreados com brises permitem a entrada do sol controlada, o que é essencial para a saúde mais frágil dos usuários como idosos e crianças. Sendo assim, o projeto tem sua relevância destacada pela horizontalidade que conecta sua massa volumétrica ao entorno, mesmo o edifício tendo 5 pavimentos. Outro destaque é o isolamento dos usuários conforme suas necessidades e ora os integrar em áreas destinadas a esta interação.. Figura 25: Varanda de permanência e contemplação.. 54.
(55) 2. Lar de Idosos em Perafita – Grupo Iperforma. FICHA TÉCNICA Localização: Perafita, Portugal Ano do Projeto: 2014 Área: 3515 m2 Arquitetura: Grupo Iperforma Figura 26: Fachada do edifício.. Figura 27: Fachada do edifício.. 55.
(56) Localizado junto à igreja local, o lar é constituído por dois edifícios interligados ao nível do piso superior por meio de um corpo metálico envidraçado.. Figura 28:Corte do edifício.. O projeto proporciona uma distribuição equilibrada de funções ao longo dos pisos, criando uma independência de fluxos entre funcionários e usuários. Assim como o projeto anteriormente apresentado, o Lar de Idosos em Perafita também faz o uso das cores para distinção dos espaços. Essa prática auxilia pacientes com Alzheimer a criar um vínculo de memória com os usos dos espaços. 56.
(57) Figura 30: Interior do edifício.. Figura 31: Passarela metálica que une os dois blocos do complexo.. Figura 29: Interior do edifício.. 57.
(58) 3.3.2 O PROJETO No mérito da intergeracionalidade e arquitetura, foi proposto um projeto que utilize o ofício da arquitetura para criar a integração entre crianças de 3 a 6 anos e idosos de 60 anos ou mais. Projeto: autora Renderização: allustudio. Figura 32: Perspectiva.. O terreno escolhido localiza-se no distrito do Ipiranga, entre as ruas Agostino Gomes, Silva Bueno e Rua dos Patriotas.. 58.
(59) Figura 33: Área de intervenção e Parque da Independência em destaque.. Figura 34: Distrito do Ipiranga com área de intervenção em destaque.. 59.
(60) Como o terreno escolhido faz parte de uma gleba ainda maior, viu-se necessária a abertura de uma nova rua para facilitar o acesso à área. À essa nova rua, deu-se o nome de Rua Maria Adelaide. O programa do projeto proposto foi pensado de forma que ambas as gerações, além de seus espaços de integração, também tenham privacidade. No programa de necessidades da creche, com capacidade para 200 alunos, temos: • • • • • • • •. 7 salas de aula 3 salas multiuso sala de artes sala de música laboratório refeitório pátio coberto playground. Figura 35: Mãos unidas representando a intergeracionalidade. 60.
(61) A escolha desses equipamentos foi pensado para que as crianças tenham atividades extracurriculares mas sem desviar do ensino regulamentado pelo MEC. Já para a melhor idade (jeito carinhoso de se dirigir à maior idade), a ideia que casa de repouso é para repousar ficou no passado. O programa de necessidades dedicado aos mais velhos é recheado de atividades: • • • • •. academia sala de massagem sauna salão de beleza piscina. 61.
(62) Figura 36: Perspectiva.. 62.
(63) Figura 37: Perspectiva.. 63.
(64) Como o lazer caminha junto com o cuidado, também foi proposto equipamentos na área da saúde para os hóspedes de mais idade, entre eles: • Clínico Geral/Geriatra • Psiquiatra • Neurologista • Fisioterapeuta • Psicólogo • Dentista • Nutricionista Além de serviços administrativos como, por exemplo, lavanderia.. Plantas em anexo.. 64.
(65) 3.4 INTERGERACIONALIDADE E ACESSIBILIDADE Em menor escala, há pequenas mudanças que podem trazer acessibilidade pra qualquer ambiente, permitindo que ele seja desfrutado por pessoas com mais idade e/ou limitações físicas. Em análise de acessibilidade dos espaços, questiona-se se há ausência de desníveis nos ambientes, incluindo o acesso, se as portas possuem vão mínimo de 80 centímetros, se as circulações internas possuem 90 centímetros de largura e se há espaço para o raio de giro de uma cadeira de rodas (150 centímetros de diâmetro). Todos esses parâmetros se baseiam na ABNT NBR 9050. Figura 38: Exemplo de um quarto acessível por Beatriz Rabetti em trabalho apresentado à FAU/UnB.. 65.
(66) 4. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo realizado permitiu ampliar o campo de conhecimento sobre práticas educacionais alternativas com a participação de uma geração esquecida: os idosos. Pôde-se observar a grande necessidade de interação social entre diferentes gerações e, principalmente, entre aqueles que possuem mobilidade reduzida, afirmando a possibilidade de resgatar o convívio que existia entre eles com o intuito de melhorar a qualidade de vida para as pessoas e, ao mesmo tempo, tornar a sociedade mais inclusa. O trabalho apresentado procurou, por meio de estudos e levantamentos, promover o espaço arquitetônico como elemento unificador de gerações, demostrando, assim, que é possível e benéfico o convívio entre idosos e crianças. Assim sendo, o trabalho apresentado diversas maneiras de aplicar a intergeracionalidade, seja ela com interações físicas ou intelectuais, próximas ou a distância por meio da tecnologia. Podemos concluir que estimular o convívio e a interação de crianças e idosos contribuirá para que o envelhecimento se torne mais saudável. 66.
(67) 5. LISTA DE FIGURAS • •. • • • • • • •. Figura 1 – Disponível em: https://www.eusemfronteiras.com.br/a-maravilhosa-experienciade-juntar-criancas-e-idosos/ Figura 2 – Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012agencia-de-noticias/noticias/20980-numero-de-idosos-cresce-18-em-5-anos-e-ultrapassa30-milhoes-em-2017 Figura 3 – Disponível em: https://ligasolidaria.org.br/seis-beneficios-de-promoveratividades-educativas-entre-criancas-e-idosos/ Figuras 4 e 5 – Disponível em: https://www.semprefamilia.com.br/uso-de-tecnologia-porcriancas-beneficio-ou-perda-da-infancia/ Figura 6: Disponível em: https://www.folhadelondrina.com.br/saude/celular-oucomputador-prejudica-a-visao-das-criancas-1011005.html Figura 7 – Disponível em: https://www.hypeness.com.br/2018/12/restaurante-que-dapratos-gratis-para-crianca-se-pais-aceitarem-ficar-sem-celular/ Figura 8 – Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/ Figura 9 – Disponível em: https://www.redecruzada.org.br/centro-de-convivencia-deidosos-com-creche-26-anos-de-sucesso-na-casa-emilien-lacay/ Figuras 10 e 11 – Disponível em: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/importancia-de-programasintergeracionais-na-cidade-de-sao-paulo/. 67.
(68) • • •. • • • • •. Figura 12 – Disponível em: https://www.youtube.com/channel/UCc5gPUGOoiXnOgaliQjiYA Figura 13 – Disponível em: https://www.youtube.com/channel/UCzkY7wa8Ksxv4M5NyUYgTmA Figuras 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24 e 25– Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/01-168455/creche-plus-residencia-da-terceira-idadeslash-a-slash-lta Figuras 26, 27, 28, 29, 30 e 31: https://www.archdaily.com.br/br/767045/lar-de-idososem-perafita-grupo-iperforma Figuras 32, 33, 34, 35 e 36 – imagens de autoria própria. Figura 37 – Disponível em: https://www.cantinhodageriatria.com.br/singlepost/2017/05/18/RELACIONAMENTOS-INTERGERACIONAIS-HARMONIA-OU-CONFLITO Figuras 38 e 39 – Imagens de autoria própria. Figura 40 – Disponível em: https://issuu.com/beatrizrabetti/docs/ensaio_teorico__beatriz_rabetti. 68.
(69) 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS •. BOSI, Ecléa – Memória e Sociedade. Lembranças de velhos. 1998 – Companhia das Letras – São Paulo.. •. CALIXTO, Natália; MACEIRA, Rodrigo – É hora de aposentar seu conceito de “velho”: dados e insights sobre os sêniors no Brasil. Thinking with Google/Março de 2019.. •. DRABAVICIUS, Maria Rita Metran Fatuch; SOUZA NETO, João Clemente de (Orient.) – Aposentadoria: uma questão de preparação, 2000. Dissertação (Mestrado) Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2000.. •. Envelhecimento da força de trabalho no Brasil. Disponível em https://www.pwc.com.br/pt/publicacoes/servicos/assets/consultoria-negocios/pesq-envpwc-fgv-13e.pdf – PwC, 2013.. •. Estatuto da criança e do adolescente: Lei federal nº 8069, de 13 de julho de 1990. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 2002.. 69.
(70) •. Estatuto do idoso: lei federal nº 10.741, de 01 de outubro de 2003. Brasília, DF: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2004.. •. EYER, Dianne Widmeyer; GONZALEZ-MENA, Janet - O Cuidado Com Bebês e Crianças Pequenas na Creche - 9ª Ed. 2014 – Amgh Editora – São Paulo.. •. FERRIGNO, José Carlos – Coeducação entre gerações. 2ª Ed. 2010 - Edições Sesc SP – São Paulo.. •. FERRO, Bruno – Diário da Região de 19/04/2015 – São José do Rio Preto – “Esqueceram Deles”– Disponível em: https://www.diariodaregiao.com.br/index.php?id=/cidades/materia.php&cd_matia=6373 66. Acesso em 29 de outubro de 2018.. •. FRANCISCO, Wagner de Cerqueira – Envelhecimento Populacional – Brasil Escola – Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/envelhecimento-populacional.html. Acesso em 29 de outubro de 2018.. •. Ministério da Justiça. Política nacional do idoso. Brasília, DF: Imprensa Nacional, 1998.. 70.
(71) •. NIGRI, Sara – O conceito de gerações e relações intergeracionais – Artigo. 2004 – Disponível em: http://prattein.com.br/home/images/stories/230813/Envelhecimento/Geracoes.pdf . Acesso em 29 de outubro de 2018.. •. SENNET, Richard – Carne e Pedra: O corpo e a cidade na civilização ocidental – 3ª Ed. 2003 – Editora Record – Rio de Janeiro.. •. RABETTI, Beatriz dos Santos – Por uma arquitetura de integração intergeracional.. Disponível em: https://issuu.com/beatrizrabetti/docs/ensaio_teorico_-_beatriz_rabetti Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília – 2018.. •. Rede Cruzada – Centro de Convivência de Idosos com Creche – Rio de Janeiro – Matéria de 17/08/2016. Disponível em: https://www.redecruzada.org.br/centro-de-convivenciade-idosos-com-creche-26-anos-de-sucesso-na-casa-emilien-lacay/ . Acessado em 26 de fevereiro de 2019.. •. ROCHA, Mila Fernandes. A cidadania do idoso no Brasil: reflexões sobre os direitos fundamentais contidos na lei 10.741/2003 – Estatuto do Idoso, 2006. Dissertação (Mestrado) Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2006.. 71.
(72) •. TERRA, Márcia Regina – O desenvolvimento humano na teoria de Piaget. Doutoranda em Linguística Aplicada/IEL. Disponível em: https://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/d00005.htm. 72.
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