I
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Ficha de Identificação
Aluna:
Nome: Narete Andrade de Ceita
Estabelecimento de ensino: Instituto Politécnico da Guarda – Escola Superior de Tecnologia e Gestão
Nº de aluno: 1008856
Curso: Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos
Empresa:
DoItBetter Consulting, Lda – Serviços de Consultoria na área de Informática e
Formação Profissional
Praceta Don Álvaro Vaz de Almada, Nº3A,2615 Alverca do Ribatejo
Telefone: 219575110 Fax: 219575110
Período do Estágio:
Início – 21 de Junho de 2010
Conclusão – 06 de Setembro de 2010
Supervisora de Estágio:
Dra. Yara Nuñez
Orientadora:
II
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Agradecimentos
Em primeiro lugar, quero agradecer a oportunidade de ter efectuado o meu estágio curricular na empresa, dib Consulting. Quero também, dirigir os meus agradecimentos à supervisora de Estágio, a Dra. Yara Nuñez, pela sua disponibilidade, flexibilidade e pelo acompanhamento exercidos durante todo o estágio.
Quero também deixar uma palavra de apreço aos consultores Fábio Brites e Ricardo Ferreira, pela orientação e apoio concedidos durante esta experiência, agradecendo, em geral o acompanhamento ao longo do estágio, tornando assim a minha integração na empresa fácil e rápida.
Posteriormente, os agradecimentos são dirigidos à Professora Ascensão Braga, que foi bastante flexível e motivadora como orientadora.
Durante a licenciatura, para além de consolidar os meus conhecimentos em Recursos Humanos, redefini o meu conceito de amizade. Às amigas que aqui fiz e que daqui levo, vai um obrigado muito especial.
À minha família e pessoas mais próximas, deixo um abraço pelo apoio que me foi dado. Especialmente a minha irmã Zulmira Ceita e ao meu namorado Príamo Rodrigues.
Lisboa, Dezembro de 2010 Narete Andrade de Ceita
III
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Plano de Estágio Curricular
O estágio foi desenvolvido na empresa dib Consulting, Lda. Para dar início ao estágio, a estagiária preencheu com a ajuda da supervisora de estágio e enviou ao GESP (Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais), um documento com as actividades previstas para desenvolver ao longo do estágio.
As actividades propostas foram: Contactos telefónicos; Actividade comercial; Atendimento ao público; Marcação de entrevistas; Actualização de Base de dados; Construção e colocação de anúncios;
Participação activa em processos de Formação à medida para empresas, Formação a particulares, Formação Outdoor, Gestão de carreira e Recrutamento e Selecção.
IV
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Resumo das actividades desenvolvidas no Estágio
Este relatório tem como objectivo apresentar e retratar o estágio curricular de quatrocentas horas, efectuado na empresa dib Consulting, Lda tendo correspondido quase na íntegra, ao plano proposto inicialmente.
A estrutura do relatório ficou organizada inicialmente pela apresentação da empresa, seguidamente de alguma teoria e enquadramento da área em questão, num capítulo posterior. Finalmente a estagiária faz referencias às actividades em que contribuiu e desenvolveu durante o estágio.
No decorrer das actividades aprendeu e aplicou os conhecimentos que lhe foram transmitidos durante o curso e pôde desta forma, contribuir para o bom funcionamento da empresa È importante salientar, que embora nem todas essas tarefas estejam relacionadas com a área dos recursos humanos, como é o caso da vertente comercial, não deixa de ser importante para a estagiária desempenhar outras funções que só a beneficia tornando-a mais polivalente para futuras situações de trabalho. No global, todas as tarefas foram gratificantes para a estagiária.
V
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Índice Geral
Ficha de Identificação I
Agradecimentos II
Plano de Estágio Curricular III
Resumo das Actividades Desenvolvidas IV
Índice Geral V
Índice de Figuras VIII
Índice de Anexos IX
Siglários X
Introdução 1
Capítulo I - A dib Consulting
1.1 Caracterização 2
1.2 Localização e Instalações 3
1.3 Estrutura Organizacional 8
1.4 Cultura Organizacional 10
1.5 Áreas de negócio 12
1.5.1 Área dib Consulting 14
1.5.1.1 Caso Superfresh 16
1.5.2 Área dib CRM 17
VI
Relatório de Estágio: Narete Ceita
1.5.4 Área dib IT Services 20
1.5.5 Área dib Human Capital 22
Capítulo II – dib Human Capital
2.1 Importância e Gestão da Formação na Organizações 24
2.2 Área de Recursos Humanos – Consultoria 25
2.3 Consultoria de Formação 27
2.4 Formação dos Activos 28
2.4.1 Formas de realizar o aperfeiçoamento dos Activos 28 2.4.2 Apoio externo para a organização do aperfeiçoamento 29
2.4.3 Etapas do processo de Formação 30
2.4.4 Consultoria em Recursos Humanos 32
Capítulo III - Actividades Desenvolvidas
3.1 Integração e Acolhimento 33
3.2 Vertente Comercial 33
3.3 Reuniões 35
3.4 Elaboração de propostas 35
3.5 Implementação da acção formativa 36
3.6 Feedback da acção 36
VII
Relatório de Estágio: Narete Ceita
3.8 Recrutamento 38
3.9 Outras actividades: Apoio Administrativo 39
Conclusão 40
Bibliografia 42
VIII
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Índice de figuras
Figura 1 – Escritório dib Consulting 3
Figura 2 – Vista exterior da dib Consulting 4
Figura 3 – Sala de Formação 5
Figura 4 – Finalidade da Acreditação 6
Figura 5 – Organograma 9
Figura 6 – área Consulting 15
Figura 7 – Superfresh 16
Figura 8 – área CRM 18
Figura 9 – área B2B 20
Figura 10 – área IT Services 21
Figura 11 – área Human Capital 22
Figura 12 – Imagem dib Human Capital 29
Figura 13 – Consultoria/Parceria 30
Figura 14 – Fases do processo formativo 30
IX
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Índice de Anexos
Anexo 1 – Formulários DGERT
44
Anexo 2 – Avaliação da Formação 45
Anexo 3 – Formato Base de Dados 46
Anexo 4 – Proposta de Formação 47
Anexo 5 – Relatório de Formação 48
X
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Siglários
ETT’s – Empresas de Trabalho Temporário TI’s – Tecnologias de Informação
dib – Doitbetter
CAE – Código de Actividade Económica NIF – Número de Identificação Fiscal PME’s – Pequenas e Médias Empresas
DGERT – Direcção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho ERP – Enterprise Resource Planning
SIGE – Sistemas Integrados de Gestão Empresarial CRM – Customer Relationship Management RH – Recursos Humanos
PHC – Software de Gestão PDA – Personal Data Assistent B2B – Business-to-Business
LNF – Levantamento de Necessidades de Formação LDA – Limitada
CAP – Certificação da Aptidão Pedagógica CFM – Casa de Frangos de Moscavide
IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional eRH – electronic Recursos Humanos
-
1 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Introdução
Depois de ter formado alicerces com a teoria abordada ao longo dos três anos da Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos no Instituto Politécnico da Guarda, e para a conclusão da mesma, foi proposto à estagiaria um estágio de quatrocentas horas, onde pudesse aplicar e consolidar os conhecimentos adquiridos.
A área dos Recursos Humanos é cada vez mais vasta e presente em todos os sectores de negócio. Por esta razão as empresas de Consultoria desempenham cada vez mais o papel de prestação de serviços e na maioria das vezes dão suporte nas práticas de Recursos Humanos. Com a importância que a vertente voltada para o colaborador dentro de uma organização e seu desenvolvimento, trouxe como consequência, o surgimento cada vez mais de empresas com a finalidade de prestar auxilio em Recursos Humanos. Com a criação de várias entidades de ETT’s (Empresas de Trabalho Temporário) Outsourcing e Consultoras de Recursos Humanos no mercado, tornou-se quase uma “moda” recorrer a este tipo de prestação de serviços.
Os serviços de Consultoria constituem normalmente a actividade profissional de diagnóstico e formulação de soluções acerca de um assunto ou especialidade. Esta pode ser prestada em qualquer área de conhecimento por detentores desse conhecimento. É neste sentido que surgem empresas como a dib Consulting, de forma a apresentar soluções para pequenas e médias empresas, no âmbito dos Recursos Humanos e TI’s (Tecnologias de Informação).
Assim, este relatório está dividido em três capítulos, em que no primeiro se faz apresentação da empresa onde decorreu o estágio, seguindo-se o segundo capítulo com o enquadramento teórico sobre os seus serviços e, por fim, no terceiro Capítulo onde se retratam as actividades realizadas pela estagiária durante o período de estágio.
-
2 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Capítulo I
*– A dib Consulting
1.1 Caracterização
Denominação: Doitbetter Consulting, Lda
Sede: Praceta D. Álvaro Vaz de Almada, Nº3A Alverca do Ribatejo
Contacto/Fax: (+351) 219575110
E-mail: [email protected] NIF: 508192838
CAE Principal: 62010-R3
Actividade Principal: Serviços de Consultoria na área de Informática e Formação
Profissional
Capital Social: 7500€
Nº de Colaboradores: 4
A Doitbetter Consulting, Lda, doravante designada por dib Consulting, é uma empresa de Consultoria na área da Formação e de Softwares de Gestão. Está sediada em Alverca e encontra-se no mercado a auxiliar soluções para as Pequenas e Médias Empresas (PME’s), desde 1999 e tem quatro colaboradores. Esta empresa surge, como resposta a uma crescente tendência do mercado pela procura de tecnologias de informação adaptadas à realidade das empresas, assim como a necessidade de aumentar a produtividade, a motivação e o trabalho de equipa dos seus colaboradores.
-
3 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
A importância da diminuição de custos e da optimização de processos, bem como a constituição de equipas eficazes e eficientes são factores que têm especial atenção nas soluções que a dib Consulting aos seus clientes. É designado também, por Grupo dib por ser constituída por cinco áreas de negócios, isto é, um grupo de áreas diferentes de negócios, que teremos oportunidade de apresentar ao longo deste capítulo.
1.2 Localização e Instalações
A dib Consulting é uma empresa recente e que só adquiriu instalações próprias este ano. Possui um escritório em Alverca, e está a ser preparada uma sala de Formação (ver figuras 1 e 2). Futuramente e com o crescimento do negócio, a dib Consulting pensa expandir-se para outras zonas do país e até mesmo para outros países.
Figura 1 – Escritório dib Consulting
-
4 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Figura 2 – Vista exterior da dib Consulting
Fonte: dib Consulting
Com o projecto da Formação profissional nas áreas de Informática e a aposta na área da Formação, durante o mês de Julho do ano corrente, começou a ser criada nas instalações da dib, a sala de Formação. O projecto ainda se encontra em fase inicial e sujeito a burocracias necessárias para o arranque das Formações na sede da dib, visto que até à data, estas tenham decorrido no espaço do cliente que a solicitava.
A posição da sala de formação como se pode ver pela figura 3, é em forma de “U”. Esta metodologia não foi adoptada por acaso, pois segundo a responsável por esta área, indicou ser o melhor posicionamento para o âmbito da formação.
-
5 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
É vantajoso para a interacção entre o Formador e os Formandos, e entre os Formandos no caso das dinâmicas de grupo.
Figura 3 – Sala de Formação
Fonte: dib Consulting
A dib Consulting iniciou um processo de certificação da DGERT (Direcção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) que lhe permitirá dar formação certificada pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social.
Este processo burocrático designa-se por Acreditação. É uma operação que avalia e atribui a capacidade de uma determinada entidade, de estar habilitada para intervir no âmbito da formação profissional, organizar e realizar cursos mas, também, diagnosticar necessidades de formação e avaliar os impactos das acções formativas. A Acreditação é um processo voluntário podendo ser obrigatória em determinadas situações.
-
6 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
O Sistema de Acreditação foi criado pela Portaria n.º 782/97 de 29 de Agosto e o objectivo deste processo tem várias finalidades como se poder verificar na figura 4:
Figura 4 – Finalidade da Acreditação
Fonte: Adaptado de http://www.x-ray-consulting.pt
À Certificação estão associadas várias vantagens e benefícios para a empresa que requer aprovação (de acordo com a Direcção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) das quais se salientam:
O Uso da marca de Acreditação que corresponde ao logótipo de entidade acreditada pela DGERT. O que significa um claro sinal do comprometimento da entidade com a qualidade da sua formação;
Acreditação Elevar a qualidade e adequação das intervenções formativas Contribuir com rigor na aplicação dos fundos públicos disponíveis para apoio à formação Clarifica a oferta formativa, criando referências que constituam base de orientação para utilizadores Contribuir para a estruturação do sistema de formação profissional e aprofissionalização dos seus actores Apoiar as entidades na melhoria gradual e contínua das suas capacidades, das suas competências e dos seusrecursos pedagógicos
-
7 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Através do aconselhamento e retorno obtido durante o processo de Acreditação e de Acompanhamento, a entidade que requer a aprovação, certifica-se da
qualidade da sua actuação;
Em relação aos impostos as entidades requerentes ficam com o direito a isenção do IVA, nos termos do Art.º 9º do Código do Imposto Sobre o Valor Acrescentado
O processo da acreditação é muito demorado pois são necessários demasiados requisitos burocráticos a serem cumpridos, como por exemplo ao nível dos formulários (ver Anexo 1). Depois de se entregar os documentos no DGERT, é necessário aguardar alguns meses até que a entidade dê alguma resposta.
A dib Consulting está na fase de correcção de processos, resultantes da auditoria a que foi sujeita. Agora tem de voltar a apresentar os processos devidamente corrigidos e dois meses depois é realizada uma nova auditora por parte de dois técnicos do DGERT que visitam as instalações e darão o resultado da acreditação do DGERT de forma positiva ou não. Depois de estar concluído esse processo, as formações na sala da dib Consulting poderão entrar em funcionamento.
-
8 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
1.3 Estrutura Organizacional
“A estrutura de uma organização é caracterizada pelo conjunto de responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa que delega e distribui as tarefas de forma agrupada e coordenada. Correspondem ao conjunto de pessoas e recursos que trabalham juntos para se alcançar um objectivo comum. O posicionamento ou estrutura não é estática, uma vez que é formado por pessoas. Esta também possui duas realidades: a interna e a externa. Para sobreviver, as organizações precisam de se readaptar continuamente, trabalhar em grupo pode ajudar a multiplicar ideias e para alcançarmos resultados, precisamos da actuação simultânea de forças Esta estrutura é expressa pelo organograma da empresa, sendo definida pela chefia e comunicada a todos. Este representa graficamente a estrutura organizacional que mostra os seus órgãos, níveis hierárquicos e as relações entre todos os que compõem ou constituem a empresa.” Chiavenato (2004)
O organograma apesar de não mostrar os relacionamentos informais, retrata a divisão das tarefas e exibe de forma clara quais as posições que existem na organização, como estas são agrupadas em unidades e como a autoridade formal é exercida. Segundo Robbins (2006), a estrutura organizacional é entendida como a forma como as tarefas são distribuídas, agrupadas e coordenadas.
A estrutura definida tem de se adaptar e adequar aos objectivos da empresa. Cada organização tendo em conta a sua performance deve escolher o tipo de estrutura mais indicado para o seu objectivo principal.
No caso particular da dib Consulting, esta ainda não possui um organigrama, no entanto, com base na experiência adquirida durante o estágio e o conhecimento no “terreno”, a estagiária pôde elaborar um organigrama que descreve a estrutura da dib
-
9 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Figura 5 – Organograma
Fonte: Elaboração própria
Através deste organigrama conclui-se que os departamentos funcionam em conjunto, podendo as funções ou tarefas serem partilhadas e criando um sistema aberto entre as áreas que compõem a empresa, sendo que os colaboradores partilham e participam nas diferentes tarefas e projectos das empresas, mesmo estes sendo em áreas diferentes.
Director Geral e Fundador
Paulo Alexandrino Director de Produção Ricardo Ferreira Director Recursos Humanos Yara Nuñez Director Projectos e Financeiro Fábio Brites
-
10 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
1.4 Cultura Organizacional
A Cultura de uma organização é o conjunto de pressupostos, valores, normas comuns dos membros da mesma. Este fenómeno que se designa por cultura, é que confere a personalidade da organização e distingue-a perante as outras empresas. Para se entender a sua relevância pode-se dizer que a cultura é para a organização da mesma forma como a personalidade condiciona o indivíduo.
Conhecer os grandes traços que definem ou caracterizam a cultura de uma empresa permite e torna-se indispensável para a elaboração dos seus projectos, por estarem definidos consoante a estratégia da empresa. Esta cultura é constituída por elementos cruciais para a empresa, que servem como motor para o desenvolvimento da mesma. A componente formal da cultura organizacional corresponde à Missão, Visão, regras e normas que identificam os seus Valores. Estes são ditados pela estratégia e decorrem da estrutura organizacional. Os componentes informais da cultura organizacional são aqueles normalmente mais focados nas definições de cultura organizacional.
A mais ampla definição da razão pela qual a organização existe, é chamada de Missão, justifica a criação e os propósitos da organização. A Missão descreve a função da empresa num determinado contexto.
Missão
–
No caso da dib Consulting, a sua função consiste em prestar serviços personalizados e de excelência de forma a optimizar o crescimento e o sucesso dos seus clientes.-
11 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Por sua vez, a Visão é a imagem que a organização tem sobre si mesma e seu futuro, sobre a sua relação com meio envolvente, oportunidades e desafios. A visão está mais focada naquilo que a empresa quer ou pretende ser a longo prazo.
Visão
–
A dib Consulting tem a pretensão de crescer e expandir-se para prestar serviços de excelência a pequenas e grandes empresas.O conjunto de opiniões e avaliações por parte dos colaboradores que julga positivo ou negativo numa organização constitui o Sistema de Valores da organização. Normas e valores inter-relacionam-se, existindo, consequentemente, uma interdependência entre eles. Normalmente, os valores estarão reflectidos nas normasdefinidas pela empresa.
Valores
Ética profissional;
Relação transparente com os nossos clientes; Melhoria contínua das técnicas e métodos; Enfoque em resultados;
Responsabilidade social.
Desta forma podemos perceber que a estratégia, a estrutura e a cultura da organização sofrem influências mútuas. Por exemplo, de acordo com o seu sistema de valores, uma organização poderá identificar uma determinada situação no ambiente como uma oportunidade ou ameaça e traçar estratégias de acordo com esta percepção.
-
12 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
1.5 As áreas de negócio
A empresa dib Consulting é constituída por um Grupo de cinco áreas de negócio complementares, daí chamar-se Grupo dib. Este grupo de áreas de negócio procura oferecer aos seus clientes soluções que contribuam para o seu crescimento qualitativo. Estas soluções têm como alvo as Pequenas e Médias Empresas, nas áreas de:
Distribuição e retalho; Construção;
Projecto e Serviços; Indústria;
Gestão de equipas comerciais; Logística e Armazém;
Outras.
Estas cinco áreas de negócio complementares, procuram oferecer aos clientes soluções que contribuam para o seu crescimento qualitativo. Essas áreas são divididas em sectores, dentro da empresa:
dib Consulting; dib CRM; dib B2B; dib IT Services; dib Human Capital.
-
13 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
O contexto organizacional exige cada vez mais do seu Capital humano ideias brilhantes, respostas e adaptação rápidas às alterações constantes do meio envolvente. O meio e o mercado oferecem um retorno compensatório àqueles que possuem essa predisposição para os fenómenos da inovação veiculada pelos modelos de negócios gerados pela Internet, pela inovação tecnológica e pela globalização.
Numa perspectiva de obtenção da rapidez, flexibilidade e inovação, são criadas estratégias efectivas de Gestão do Capital Humano que servem de suporte para os objectivos das empresas. A ideia chave passa por os gestores de Recursos Humanos deitarem para “trás das costas” formas obsoletas de pensar e agir, por mais difícil que esse processo signifique para a empresa alvo das práticas de RH. A partir de então, as áreas de Gestão de Recursos Humanos devem associar as estratégias do Capital Humano com as soluções tecnológicas mais adequadas.
Segundo Alexandre Körber, especialista em Tecnologias Online para Gestão Estratégica de RH, o eRH, ou Recursos Humanos Virtual, é o modelo de Gestão de RH indicado para uso de ferramentas baseadas na Internet que busca a melhoria na prestação de serviços e permite que os colaboradores exerçam actividades menos operacionais e mais estratégicas.
A adopção deste modelo oferece vantagens à organização, desde a redução do uso de papel e do fluxo de trabalho; redução de atividades rotineiras e repetitivas e atribui liberdade aos funcionários para utilizarem os sistemas de forma self-service;aumenta a velocidade de resposta dos sistemas/atividades de RH; garante a tomada de decisões melhor fundamentadas por parte dos empregados e uniformidade da informação que chega aos colaboradores em todos os níveis hierárquicos.
-
14 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
As tecnologias da World Wide Web permitem o acesso directo entre dois colaboradores, à Gestão de Recursos Humanos e informação a respeito do negócio. Os tópicos no actual contexto das tecnologias associadas à Gestão de Recursos Humanos incluem portais, integração de sistemas e ERP’s.
1.5.1 Área dib Consulting
A Empresa dib Consulting possui quatro áreas voltadas para as tecnologias de Informação. A área dib Consulting é a marca que a empresa utiliza para divulgação da área de Sistemas de Gestão ERP, nomeadamente o PHC.
Gerir a informação dentro de uma empresa é, hoje em dia, um verdadeiro factor competitivo de sucesso. Como tal a PHC desenhou a solução Enterprise com o objectivo simultâneo de facilitar e regular a entrada de informação do sistema, bem como criar ferramentas sólidas de análise de informação para tomada de decisões. A solução Enterprise pretende satisfazer todas as necessidades da Empresa em termos de informação e gestão do seu funcionamento diário. A integração de todo o sistema é um dos meios para atingir este objectivo.
A PHC Software1 é uma empresa portuguesa especializada no desenvolvimento de
software de gestão. Foi fundada em 1989 e em 1994 lançou a primeira versão de PHC
para Windows. Esta surge em 1989 tendo como primordial objectivo actuar na área informática em geral, mas nesse próprio ano iniciou uma dedicação exclusiva ao desenvolvimento de software de Gestão que nunca abandonou até hoje. Em 1994 nasceu a PHC Norte, a qual, contribuíu de uma forma determinante para o arranque da distribuição a nível nacional, passando assim a PHC a concentrar-se exclusivamente no desenvolvimento de software e assistência pós-venda à rede de distribuição.
1 Fonte: http://www.phc.pt/
-
15 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Esta Solução é destinada a Médias e Grandes Empresas oferecendo vantagens como: A fiabilidade total dos dados;
Adaptabilidade da aplicação ao negócio; Serviço de pré e pós-venda profissional; Recolha de informação de decisão flexível; Solução com as mais actuais tecnologias; Adaptação ao mercado Português;
Inovação e evolução.
Considerados também como parceiros, os clientes da dib Consulting contribuem significativamente para o desenvolvimento da empresa. Como se pode ver verificar na figura 6, são várias as empresas que solicitam o PHC.
Figura 6 – área Consulting
Área Empresa Cliente Software
Fonte: dib Consulting
Móveis Samper PHC Corporate
Sultubos PHC Enterprise
Santos & Pombo PHC Enterprise
Ginásio Lfit PHC Advanced
Braz & Braz S.A. PHC Advanced
Sensolazuli PHC Corporate
Mestre Maco – IZI PHC Enterprise
Grupo Infrasecur PHC Enterprise
Maio Contabilidade PHC Corporate
Sovende PHC Advanced
Sotecno-Gaio PHC Advanced
Clínica da Niza PHC Corporate
Grupo Socimbal PHC Advanced
CMCustódio PHC Corporate
Ferreira & Inácio Lopes PHC Corporate
Famex PHC Corporate
Sonconop Construções PHC Enterprise
-
16 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
1.5.1.1 Caso Superfresh
Com a prestação de serviço da área dib Consulting que trata do sistema PHC, as conhecidas frutarias Superfresh (ver figura 7), reconhecidas pela qualidade dos seus produtos comercializados, recorreram à dib Consulting para melhorar o controlo de gestão da Sede, Lojas e Armazém. No total são cinco lojas, sendo que a primeira arrancou em Alverca com centenas de clientes a recorrerem à loja como é habitual.
Figura 7 – Superfresh
Fonte: Rota comercial
A dib Consulting implementou o PHC Gestão, o PHC Lotes e o PHC replicação de dados entre Sede e lojas, tendo a Superfresh o total controlo das suas lojas na Sede. O PHC (frente de loja) foi completamente verticalizado e melhorado a sua performance radicalmente dado o volume de vendas diárias de cada loja. O POS touch foi ainda integrado com balanças psc magellan 8300, integração essa que, até à data, a dib
Consulting foi a única empresa do universo PHC a desenvolver.
Será ainda implementado um módulo dib Mobilidade para PDA (Personal Data
Assistent), através do qual a Superfresh poderá realizar as suas compras em
fornecedores directamente nas instalações dos mesmos, decidindo na altura o que comprar. Este módulo faz também logística de armazém.
-
17 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
1.5.2 Área dib CRM
A dib CRM é a marca que divulga a área de Sistemas de Relação com o Cliente, nomeadamente o SugarCRM, da qual a dib Consulting empresa é sua parceira desde 2008.
O CRM consiste numa estratégia de negócio orientada para o cliente, concebida para optimizar o lucro da empresa e a satisfação do cliente. Este termo pretende definir um conjunto de metodologias e ferramentas que proporcionam a gestão e o fortalecimento das relações entre a empresa e o cliente.
O SugarCRM é uma plataforma de CRM criada pela softwarehouse SugarCRM Inc, empresa que actualmente emprega cento e sessenta colaboradores tendo a sua sede nos Estados Unidos da América. Actualmente o SugarCRM está implementado em clientes a nível Mundial sendo que o maior projecto em Portugal pertence à dib Consulting, nomeadamente o Wall Street Institute.
A plataforma tem como objectivos:
Conhecer melhor as necessidades dos clientes de modo a desenvolver uma relação mais próxima com estes;
Identificar ‘leads’ qualificados de forma a ganhar novos clientes; Fechar vendas de modo mais eficiente e eficaz;
Permitir aos clientes efectuar transacções de forma mais fácil e rápida; Fornecer serviços de suporte, pré, durante e pós-venda;
Ter uma maior incidência nos clientes com vista a uma maximização da receita líquida média por cliente;
Disponibilizar a mesma informação ao cliente, independentemente do canal de contacto com a empresa (Internet, Call Center, Loja, etc).
-
18 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
As organizações procuram cada vez mais soluções de CRM, económicas e dinâmicas, que lhes permitam obter a vantagem que a plataforma oferece na relação da empresa com o cliente. O software SugarCRM é baseado em tecnologia Open Source. Esta tecnologia tem o código fonte aberto, ou seja, todo o código fonte de uma aplicação está visível ao utilizador. Permite usar as ferramentas sem necessidade de licenciamento ou não tem custos. Sendo económico e totalmente adaptável ao perfil e às necessidades de cada organização, a dib Consulting após um diagnóstico sobre a área em que a empresa cliente actua, apresenta e posteriormente fornece as soluções CRM. Seguem-se as empresas que subscrevem este serviço (ver figura 8).
Figura 8 – área CRM
Fonte: dib Consulting
Esta vertente possui soluções destinadas: CRM e Marketing; Gestão Documental; Gestão de Equipas; Gestão de Tarefas;
Recolha de dados de Obras (empresas de projecto ou construção civil); Telemarketing;
Gestão de Aluguer de Equipamentos; Gestão de Imobilizado;
Gestão de Tesouraria e Bancos.
Wall Street Institute SugarCRM
Ergométrica SugarCRM
Grupo Turiprojecto SugarCRM
PSQ SugarCRM
TP Estudo e Gestão Projectos SugarCRM
TP Investimentos Imobiliários SugarCRM
Sunwind SugarCRM
Construsan SugarCRM
-
19 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
1.5.3 Área dib B2B
A área B2B quer dizer business-to-business. Esta é a área da empresa que trata dos desenvolvimentos à medida, nomeadamente web-sites. Basicamente é a área da empresa que trata de produtos web desde portais para parceiros (rede interna onde várias empresas parceiras podem pesquisar e colocar informações de e para outros parceiros da empresa), portais para colaboradores (rede interna onde os colaboradores podem pesquisar e colocar informações de e para outros colaboradores da empresa) e portais de terceiros (sites de venda on-line ou simplesmente sites institucionais).
Vantagens da Web:
Permite a presença da empresa na Internet, transmitindo sinal de rejuvenescimento, sinónimo de apetência pela modernidade, dinamismo e que acompanha as novas tecnologias.
Conduz à melhoria da comunicação e divulgação da empresa. Pode através da
Web disponibilizar online informações sobre a empresa, desde as características
dos outputs à sua localização e contactos;
Possibilita a empresa a estar visível em qualquer ponto do país e do mundo, criando oportunidades de negócio a qualquer altura.
Na área dib B2B, as soluções estão direccionadas para websites ou plataformas Web com gestor de conteúdos e soluções de Mobilidade. Como se pode observar na figura 9 este serviço é solicitado por empresas de ramos diferenciados.
-
20 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Figura 9 – área B2B
Fonte: dib Consulting
1.5.4 Área dib IT Services
Esta área é aquela que está vocacionada para as infra-estruturas, nomeadamente implementação e venda de soluções de Hardware. Quando é efectuada a aquisição de um sistema de gestão como por exemplo o PHC, referido anteriormente, é normal que os clientes remodelem o seu parque informático, nomeadamente o servidor e computadores até mesmo componentes de comunicações e configuração de redes internas. Toda a instalação e configuração de hardware são efectuadas nos clientes através da área de IT Services.
Para um sistema de gestão funcionar bem a nível de rapidez, é muito importante que os clientes tenham um bom parque informático e até mesmo uma correcta configuração do mesmo e é aqui que a dib IT Services actua.
Em linhas gerais, significa que a dib Consulting trata das infra-estruturas a nível informático, isto é, fornece suporte a nível de hardware. Os equipamentos informáticos da empresa têm de ser actualizados para o software trabalhar nas melhores condições. No caso de a empresa utilizar computadores muito rudimentares, o software vai
Grupo Socimbal Desenvolvimentos à Medida
Estrela da Serra Desenvolvimentos à Medida
Grupo Infrasecur Desenvolvimentos à Medida
Assicomate Página Web
Siderfer Página Web
Infrasecur Página Web
Infraplan Página Web
Infrasys Página Web
Santos & Pombo Página Web
Sonconop Imobiliária Página Web
Sonconop Construções Página Web
CMCustódio Página Web
Câmara Municipal da Azambuja Página Web
Maio Contabilidade Página Web
AJM Página Web
-
21 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
trabalhar de forma instável ou pode demorar mais tempo a efectuar as operações. A dib
IT Services dá suporte nessa área, indicando ao cliente qual o melhor sistema a nível de hardware para poder tirar o real partido do software e procede à respectiva
implementação do hardware. Em suma, todo o software, tem requisitos mínimos para poder estar operacional e a infra-estrutura tem de satisfazer os requisitos necessários. A equipa da dib IT Services conta com onze anos de experiência em sistemas Linux e
Microsoft. Tem competência e know-how para intervir em PME’s implementando
soluções como:
Servidores Windows e Linux; Redes;
Postos de trabalho Windows e Linux; Virtualização em Windows e Linux; Soluções de segurança.
Seguem-se na figura 10, as empresas que necessitam de apoio no sentido de adequar o seu parque informático para melhor utilização de software.
Figura 10 – área IT Services
Fonte: dib Consulting
Grupo Socimbal Desenvolvimentos à Medida
Estrela da Serra Desenvolvimentos à Medida
-
22 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
1.5.5 Área dib Human Capital
Gerir os Recursos Humanos consiste em seleccionar, gerir e nortear os colaboradores na direcção dos objectivos e metas da empresa. Gestor de recursos Humanos é a função ou cargo que ocupa o responsável por desenvolver, usar e reter os colaboradores da organização. O objectivo básico que persegue a função de Recursos Humanos é alinhar as políticas de Recursos Humanos com a estratégia da organização.
Esta área está voltada para o Capital Humano, é a vertente da empresa que faz a Gestão da Formação dos profissionais activos. Existe uma conexão entre as várias modalidades de formação e as diversas situações da passagem dos Recursos Humanos pelas empresas, que recorrem às práticas dos Recursos Humanos em seu próprio benefício. A área dos Recursos Humanos intervém nas empresas com as praticas de Recrutamento, Avaliação do desempenho, gere o sistema de remunerações e a Formação. Esta última gestão elabora a política de formação, acompanha as acções e avalia-as.
Como se pode ver na figura 11, estão exemplos de empresas que recorrem à dib
Consulting como suporte no âmbito das formações.
Figura 11 – área Human Capital
Fonte: dib Consulting
Despomar – Billabong Portugal Formação Especializada
Helen Seward Formação Especializada
-
23 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Sendo os Recursos Humanos cada vez mais associados ao investimento de uma empresa, a dib Consulting também criou essa oportunidade no sector em que labora por ser também muito importante para o desenvolvimento do seu negócio. O grupo das áreas dib Consulting criou uma nova oferta no mercado para as pequenas e médias empresas, resultado da criação da área de negócio dib Human Capital focado na disponibilização de soluções de formação e consultoria em RH. Essas formações são em várias áreas, desde a comportamental às mais técnicas e específicas.
Com base na necessidade da empresa cliente que recorre à consultoria, é apresentado uma proposta de formação no sentido dessa necessidade. Posteriormente essa mesma proposta pode sofrer alguns ajustes indicados por parte do cliente.
A acção da Formação habitualmente é no espaço do cliente, isto é, no local da empresa que recebe este tipo de consultoria. Mas com o projecto da sala de formação passará a existir a possibilidade de essas acções serem no espaço da dib Consulting.
-
24 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Capítulo II* – dib Human Capital: Formação e Consultoria de
Recursos Humanos
Tal como vimos no capítulo anterior, a dib Human Capital trabalha a parte da Formação e Consultoria de Recursos Humanos, e também a parte comercial que dá suporte às restantes áreas da dib Consulting, onde a estagiária desempenhou funções.
É no presente capítulo que se tratará de apresentar as actividades desenvolvidas pela dib
Human capital, também a componente teórica que fundamentará a importância que
tiveram as actividades desenvolvidas pela estagiária ao longo do período que decorreu o estágio.
2.1 Importância e Gestão da Formação nas organizações
A formação dos profissionais tem correlação com as actividades de formação inicial desenvolvidas pelos grandes sistemas nacionais públicos, como por exemplo o ensino tecnológico, escolas profissionais, sistema de formação em aprendizagem, etc., que por sua vez permite a actualização do conhecimento e do saber fazer dos colaboradores. Tendo em conta essas situações, existem outras realidades e necessidades de qualificação dos trabalhadores. Trata-se do aperfeiçoamento dos já activos na organização. A Formação é uma medida necessária em auxílio do desenvolvimento, que depende do desempenho dos activos da organização. Este método possui um carácter formal, educativo, genérico e útil enquanto desenvolvimento do Capital Humano.
Em tempos de constantes mudanças e fenómenos evolutivos, o acto de formar é uma mais-valia para a empresa a nível competitivo, inserindo novos conceitos organizativos e técnicos que proporcionem um desempenho favorável do colaborador alvo da acção de Formação. Pode, também contribuir para acelerar essas mudanças na medida em que possibilita a intervenção directa sobre os profissionais já presentes, não implicando que dependam da renovação do pessoal e do processo lento de rotação demográfica.
-
25 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Logo, o aperfeiçoamento profissional, se aceitando os constrangimentos e limites das organizações de trabalho, focado nas efectivas necessidades de desempenho e se realizado nas adequadas condições técnicas, pode constituir um instrumento poderoso de desenvolvimento das organizações.
2.2 Área de Recursos Humanos – Consultoria
A consultoria baseia-se nas origens das relações humanas. Constitui-se na reflexão em busca de uma resposta através do mais adequado conselho ou de forma mais complexa, porém menos objectiva, de um parecer. A sua ideia base consiste em obter suporte num determinado contexto para benefício daquele que procura auxílio nesse sentido.
Foi somente no início do século XX que a Consultoria passou a ganhar os moldes da actividade hoje bem definida e caracterizada. Especialmente nas décadas de 40 e 50, nos Estados Unidos da América e na Europa Ocidental ocorreram importantes avanços na sistematização do trabalho de Consultoria, com vinculação eminentemente técnica e científica aliada à experiência e fundamentada em teorias, mas sempre com foco nas soluções práticas.
Pode-se referir que a Consultoria constitui-se na transição do conhecimento e da experiência de um homem em prol de um objectivo humano. Essencialmente, é a busca constante do saber preparado para o benefício de outrem. O sujeito que desempenha esta prática é designado por Consultor. É este que presta o auxílio.
O consultor pode estar ou não vinculado a uma organização específica. O consultor que se dedica totalmente a uma organização é chamado de Consultor Interno, normalmente empregado desta, mas pode ter outro título formal. No caso daquele que presta serviços pontuais é chamado Consultor Externo ou autónomo e pode ser um empregado de uma empresa de consultoria. Muitos autores consideram apenas o segundo como Consultor efectivamente.
-
26 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Existem um conjunto de vantagens associadas a um Consultor interno, por estar diariamente em contacto com os procedimentos internos, nomeadamente possui o maior conhecimento dos aspectos informais e maior acesso a pessoas e grupos de interesse, além de participar da avaliação e do controle do processo inerente ao trabalho. Por último, o Consultor interno possui uma relação informal que pode facilitar seu trabalho. No entanto, o Consultor interno carece de actualização prática. Os seus conhecimentos são adquiridos de maneira teórica, por este não ter oportunidade de aplicar esses novos conhecimentos em diferentes casos e empresas. Por essa razão, o Consultor interno geralmente possui menos experiência que o consultor autónomo, por não ter uma experiência em outras situações fora do seu contexto diário de trabalho. Dentro da empresa, as suas ideias geralmente tem menor aceitação nos altos escalões da empresa e, por normalmente ter vínculo de empregabilidade com o cliente, possuem menor liberdade para dizer e fazer as coisas.
Ao Consultor externo estão também associadas vantagens no método ou posição em relação à empresa, quando comparado ao consultor interno, por possuir maior experiência prática que o interno, por estar sempre em actividade em empresas diferentes, com problemas diferentes. Por esse mesmo motivo, o consultor externo pode trabalhar com maior imparcialidade, tendo dos altos escalões da empresa uma maior confiança. E ainda, este pode estar livre de "vícios" praticados pela empresa, para alcançar uma visão diferente de problemas praticados pela empresa. O consultor externo, ao contrário do interno, pode estar mais a par de realidades que divergem o que o proporciona mais experiência para lidar com qualquer tipo de situação.
Mas também existem desvantagens, relacionadas à consultoria externa. O Consultor externo possui menor conhecimento dos atalhos organizacionais, pois normalmente não está presente diariamente na empresa cliente. Por outro lado tem menor acesso a pessoas e grupos de interesse, além de possuir somente uma relação formal com os colaboradores.
-
27 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
2.3 Consultoria de Formação
Depois de uma breve explicação no ponto anterior sobre a Consultoria, neste, especificar-se-á o tipo de consultoria com a qual a estagiária esteve envolvida nas actividades do estágio.
A empresa dib Consulting presta serviços na área de Formação. Desenvolve programas de Formação e Desenvolvimento personalizados às necessidades do Cliente, as chamadas “Formações à medida”.
A consistência dos seus programas, somada à forma dinâmica, criativa e envolvente das suas actividades, alia-se a uma destacada relação custo - benefício, o que eleva as suas Formações, sejam elas Indoor ou Outdoor, ao patamar das mais competitivas do mercado.
A consultoria nesse âmbito inicia-se num processo que obedece a requisitos necessários e fundamentais para uma consultoria eficaz. Começa pela obtenção de informação sintética sobre a empresa, normalmente de pequena dimensão, para depois identificar as necessidades de formação, em particular as que justificam intervenções formativas. Antes de colocar em prática qualquer medida de solução em relação às lacunas encontradas no diagnóstico, é importante identificar a empresa alvo para melhor adequar as soluções à medida da empresa.
Sendo a dib Consulting, especializada em Pequenas e Médias Empresas, procura oferecer um serviço aos seus clientes na área da Consultoria de Recursos Humanos que tipicamente só está acessível a grandes empresas devido aos custos envolvidos. Avalia as necessidades específicas e factores culturais dos seus clientes, planeia acções dirigidas e faz o seguimento dos resultados obtidos através das melhores práticas aplicadas em Consultoria de Recursos Humanos.
A dib Human Capital surge do forte objectivo da dib Consulting em atender aos clientes de forma global através de soluções personalizadas. A empresa diversifica e amplia serviços de Consultoria oferecidos, através da oferta em Gestão Estratégica de Talentos. Os seus Consultores formam uma equipa de primeira linha, com profissionais de
-
28 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
elevada formação e experiência internacional, capazes de apresentar soluções à medida aos clientes.
A dib Human Capital actua nas seguintes áreas: Formações Inter-empresas;
Formações Outdoor;
Consultoria de Recursos Humanos.
2.4 A Formação dos Activos
O Aperfeiçoamento profissional dos Activos visa melhorar competências profissionais, actualizar conhecimentos, alargar a gama de actividades realizadas ou o respectivo nível e, de maneira geral, fazer frente aos obstáculos inerentes às actividades do colaborador. Deve ser, assim, marcadamente orientado para a melhoria de desempenho das funções exercidas.
2.4.1 Formas de realizar o aperfeiçoamento dos Activos
Se a diversidade destas acções reflecte a infinita variação de situações que se encontram no trabalho, ela tem consequências sobre a respectiva organização no terreno. Em geral, as formas de execução devem adaptar-se casuisticamente às condições das entidades para que as acções são desenvolvidas. É muito comum, em pequenas ou mesmo médias empresas, as acções de Formação serem realizadas por Consultores externos. Nesta situação, a Formação pode ainda ser organizada para grupos de pessoas ou ser frequentada em termos individuais. Os Consultores externos ou outras entidades actuando no mercado, oferecem acções para grupos de diversas entidades e realização de acções de Formação “à medida” ou segundo as necessidades específicas do cliente, como é o caso da dib Human Capital, (ver figura 12) que obedecendo às fases deste processo, auxilia Pequenas e Médias empresas com acções de Formação com perspectiva de melhoria do serviço da empresa a quem é prestada ao serviço de consultoria.
-
29 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Figura 12 – Imagem dib Human Capital
Fonte: www.dibconsulting.com
2.4.2 Apoio externo para a organização do aperfeiçoamento
Os consultores empresariais desempenham um papel essencial na oferta de serviços formativos, independentes dos sistemas estatais de formação inicial. Como se referiu, existem entidades formadoras que oferecem formação para as empresas, determinados grupos profissionais ou actividades, organizando acções numa lógica de oferta de serviços pagos pelos clientes, isto é empresas clientes que pretendem investir no desenvolvimento dos seus colaboradores e consequentemente do seu negócio.
Normalmente essas entidades são de carácter privado, empresas de consultoria, associações e outros, cuja acção é sensível nos domínios da Formação contínua criando aquilo que se designa habitualmente por “mercado de formação”.
A relevância da formação no âmbito laboral cresceu nos últimos anos, tornando-se mais visível a acção desenvolvida quando os sistemas de financiamento público estão mais activos. A generalidade destas entidades actua em domínios especializados, sectorialmente ou por público-alvo, em muitos casos dando acessibilidade às empresas ao financiamento público disponibilizado pelos programas de financiamento existentes. A informação sobre todas estas entidades e actividades pode ser hoje obtida de forma actualizada directamente na Internet. E em muitos casos as empresas criam uma relação
-
30 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
com a empresa cliente, ou esta prestação de serviço pode ser feita por uma empresa parceira da empresa que requer o serviço, como indica a figura 13.
Figura 13 – Consultoria/Parceria
Quando uma empresa presta serviços de Consultoria é, também encarada como parceira da empresa cliente para a qual presta auxilio.
Fonte: www.rentingpoint.com
2.4.3 Etapas do processo de Formação
O processo de formação da dib Human Capital envolve quatro fases sequenciais que são necessárias para a eficácia deste serviço, como se segue na figura 14.
Figura 14 – Fases do processo formativo
Fonte: dib Human Capital (Adaptado)
Diagnostico das necessidades Elaboração do programa de Formação Implementação Avaliação Sistemática
-
31 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
A primeira etapa estabelece ou fixa a orientação geral da formação, constituindo a política de formação. Consiste em rastrear as intenções gestionárias acerca do papel que se pretende dar à acção em prol da evolução da organização. Esta fase do processo corresponde ao levantamento das necessidades de formação a serem satisfeitas. O
diagnóstico é feito através de uma reunião com responsáveis das empresas cliente que
indicam as lacunas a serem trabalhadas. O diagnóstico está relacionado com o Levantamento de Necessidades de Formação (LNF).
Este levantamento é feito com a deslocação dos consultores da dib Consulting à empresa cliente ou futura cliente, para numa reunião os consultores colocarem questões e perceberem qual a necessidade da empresa. É feita uma identificação das necessidades concretas de formação e abordagem das soluções que se poderão adaptar à realidade da empresa.
Após ficarem esclarecidos os pontos de necessidade da empresa, na fase que se segue é elaborado um plano ou programa de formação tendo em conta a política formativa e a identificação de necessidades concretas que definirão as actividades formativas, para responder às necessidades diagnosticadas. Este plano formativo é uma proposta para a concretização da acção, que posteriormente deverá ser aprovado pelos responsáveis da empresa, como também o orçamento envolvido no processo.
Seguidamente, é implementado o programa de Formação, depois de analisado e acordados entre as partes envolvidas.
Depois da acção formativa a etapa seguinte corresponde ao feedback, em que são verificados os resultados obtidos com a Formação, através de uma avaliação. Tem como objectivo a análise dos objectivos previstos e dos resultados. Segundo os critérios de avaliação da dib Human Capital e como se verifica no Anexo 2, também faz parte dessa avaliação a opinião por parte dos formandos.
-
32 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
A dib Human Capital após a avaliação e depois de se reunir todos os dados da formação, elabora um relatório que posteriormente é apresentado e discutido com os responsáveis da empresa. É também importante para a dib Human Capital ter um acompanhamento sobre a evolução e impacte da formação nos colaboradores alvo.
2.4.4 Consultoria em Recursos Humanos
Actuando no sentido de aperfeiçoar o desempenho competitivo das empresas, a dib
Human Capital diagnostica, elabora, implementa e monitoriza soluções à medida.
Para além disso, é possível medir o impacto da intervenção tanto a nível da Gestão de Pessoas focada em resultados quanto ao nível da Formação e Desenvolvimento das competências dos indivíduos e dos grupos de trabalho. Neste sentido, a dib Human
Capital presta serviços nessa vertente como:
Diagnosticar e intervir em Gestão de Talentos;
Programar o acompanhamento e avaliar competências; Desenvolver o Banco de Talentos próprio da empresa;
-
33 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Capítulo III* – Actividades Desenvolvidas
No presente capítulo, pretende-se abordar as actividades que foram desempenhadas ao longo do estágio. Estas são apresentadas de forma sequencial, de acordo com os processos em que a estagiária esteve envolvida e deu o seu contributo.
3.1 Integração e Acolhimento
O processo de adaptação na dib Consulting foi curto e satisfatório. A integração consistiu na apresentação da estagiária aos colaboradores da empresa e também aos dois estagiários que se encontravam a desenvolver o segundo estágio curricular.
Depois da apresentação aos futuros colegas de trabalho e conhecer os “cantos à casa”, foi-lhe cedido uma secretária e um computador portátil para que pudesse desenvolver as suas actividades, tendo começado por uma pesquisa sobre os serviços prestados pela empresa, seguindo as orientações da Dra. Yara.
Durante esta fase de acolhimento a Dra. Yara fez um acolhimento informal para que pudessem conhecer-se melhor e para que a estagiaria se integrasse não só a nível formal de trabalho mas também para criar algum tipo de relação com quem iria trabalhar directamente. Inicialmente e para começar a integrar o âmbito de trabalho, convidou a estagiária a participar numa reunião com a empresa Grupo Turiprojecto, para apresentação de proposta para Formação dos colaboradores dos seus vários departamentos.
3.2 Vertente Comercial
Para que existam clientes é preciso angariá-los. Neste sentido, foi proposto à estagiária que se dedicasse à angariação de clientes, pelo que esta teve de criar uma base de dados de empresas e proceder a contactos a propor uma reunião com a dib Consulting. A base de dados foi criada através de um programa do site www.linkb2b.pt. A pesquisa foi feita de forma discriminada, consoante o tipo de empresa para a qual se direccionam os serviços prestados pela dib Consulting.
-
34 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
A pesquisa foi efectuada de acordo com os seguintes critérios: Localidade; Número de empregados;
CAE (Código de Actividade Económica) Capital Social;
Facturação; Área de negócio.
Visto que as PME’s seriam as empresas – alvo, estes dados respeitavam determinados valores e características que correspondessem ao perfil de empresa pretendido. Foi criado um documento em formato Excel para agregar e manusear esta informação, como se pode verificar no Anexo 3.
Depois de criada a base de dados, a estagiária efectuou contactos com as empresas, com o intuito de agendar uma reunião com Director de Recursos Humanos ou Financeiro para apresentação dos serviços com os consultares da dib Consultinge tentar conhecer a realidade da empresa, bem como as possíveis necessidades de Formação e/ou Software de Gestão. Esta fase pode corresponder ao diagnóstico, abordado no capítulo II.
No seguimento desta actividade, a estagiária teve como função adaptar um Plano de Formação de Técnicas de Venda (Ver anexo 4) para as empresas com as quais a dib
Consulting reuniu e efectuou contrato, nomeadamente para as empresas:
Ralic II – Importação, Comercio e Serviços LDA (antiga Lisbonense Som), que comercializa e distribui toda a gama de produtos Sony, em Portugal.
Rei dos Frangos
Com início de actividade a 12 de Agosto de 1989, começou como uma churrasqueira tradicional focada nos grelhados a carvão, passados 20 anos, traduz-se numa reputada cadeia de 15 lojas distribuídas pela faixa litoral, de Lisboa a Coimbra.
-
35 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
3.3 Reuniões
Após vários contactos com empresas e já tendo conhecimento das estratégias na angariação de empresas clientes, a estagiária também começou a deslocar-se às reuniões acompanhando um Consultor e, assim, aprender mais sobre o processo de diagnóstico das possíveis necessidades da empresa visitada. A estagiária também participou em algumas reuniões para perceber como se processa a apresentação da empresa e as suas soluções para o cliente.
3.4 Elaboração de propostas
Como já foi abordado anteriormente, depois da reunião, o responsável presente na reunião indica quais as lacunas que a empresa tem e necessitam ser tratadas. Nesse sentido e com a experiência na área, a dib Human Capital, (que se dedica à área associada aos Recursos Humanos), direcciona o programa de Formação para uma melhoria do desempenho dos colaboradores alvo.
Para tal foi cedido à estagiária, um modelo para que pudesse seguir na elaboração da proposta e algum material onde pudesse pesquisar os métodos e conteúdos a serem abordados na acção de Formação.
No Anexo 4 é possível observar um dos planos elaborados pela estagiária, seguindo um modelo já existente para outras propostas já efectuadas, onde consta uma breve apresentação da dib Consulting, o conteúdo programático a ser abordado na acção formativa e o orçamento previsto para a prestação de serviço.
-
36 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Posteriormente, é marcada uma nova reunião para ser apresentada à empresa cliente a proposta elaborada, esta é analisada e ajustada ao nível da necessidade da empresa e discutido o orçamento viável e acordado por ambas as partes. Depois disso inicia-se o processo de implementação da acção planeada.
3.5 Implementação da acção formativa
No seguimento do resultado da segunda reunião, são negociadas as condições da contratação dos serviços a serem prestados pela dib Consulting, e em comum acordo das condições, segue-se a implementação da formação.
Em relação à proposta elaborada pela estagiária, a supervisora de estágio Dra.Yara, estava habilitada a leccionar, visto ter formação na área Comportamental e a Certificação da Aptidão Pedagógica (CAP). Mas para outras acções de formação no âmbito da Higiene e Segurança, Direito e áreas técnicas e específicas foi criada uma carteira de formadores que trabalham para a dib Consulting em regime de freelancer, de forma a responder às necessidades de cada cliente, uma vez que a dib Human Capital oferece soluções à medida do cliente. A contratação dos formadores passa por um processo de entrevista e de teste para avaliar o perfil pedagógico do formador. Posteriormente, consoante a necessidade da dib Consulting e os resultados da avaliação são contactados para dar a Formação solicitada pela empresa cliente. De entre os requisitos para a selecção dos formadores candidatos, destacam-se o Certificado de Aptidão Pedagógica, a posse de curso superior e especialista na área em que está inserido o conteúdo da formação.
3.6 Feedback da acção
Na fase final da formação, a Coordenadora Formativa elabora um questionário em relação à formação, para obtenção da avaliação da formação, tanto por parte dos formandos como do formador. No Anexo 2 é demonstrado o exemplo dos questionários feitos ao formador e formandos sobre a formação, em que é questionada a opinião sobre as condições em que decorreu a formação.
-
37 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
Mais especificamente, sobre o espaço, o material, o conteúdo programático, o formador, a forma como foi dinamizada e alguns comentários adicionais. Estes dados são recolhidos e à posteriori analisados no relatório da formação.
3.7 Relatório da acção
Tal como a estagiária teve de elaborar este relatório sobre o seu estágio, no fim de cada processo de formação também é necessário elaborar um relatório com base em todos os dados da acção. Este relatório serve para tirar ilações e concluir um pouco sobre o impacto da mesma nos formandos.
Os dados sobre a formação são inseridos num ficheiro em Excel. No Anexo 5 pode-se verificar um exemplar de um relatório sobre a formação dada à Casa de Frangos de Moscavide (CFM).
Durante o período de estágio, já estava programada a formação de Atendimento de Excelência, correspondendo ao terceiro módulo da formação para a Casa de Frangos de Moscavide, a ocorrer nas instalações do cliente. Neste sentido, a estagiária teve a oportunidade de participar na mesma e conhecer como funciona uma acção de Formação de Activos. Deu todo apoio necessário na formação, ficando encarregue da montagem do material necessário, da distribuição da folha de presenças e do material atribuído aos formandos para as diversas dinâmicas. No fim da acção a estagiária ficou incumbida da distribuição dos inquéritos sobre a avaliação global por parte dos formandos.
Com a abertura da sala de formação, estas passaram a decorrer nas instalações da Consultora, salvo imposição contrária da parte do cliente. Na preparação desta, participaram os colaboradores da dib Consulting bem como a estagiária, que desenhou a planta da sala, para servir de molde para desenho e decoração do espaço. A estagiária não usou nenhum programa específico, apenas os conhecimentos em Word. Este processo ainda não está terminado devido a razões burocráticas. Neste processo a participação do Web – designer, em regime de freelancer, é fundamental pois iria proceder ao processo de design da imagem da sala.
-
38 -
Relatório de Estágio: Narete Ceita
3.8 Recrutamento
Para suporte da área comercial, a dib Consulting necessitava de recrutar um colaborador para que o número de reuniões agendadas pudesse aumentar, criando assim mais oportunidades de negócio. Como tal, a estagiária realizou entrevistas a candidatos, enviados pelo Centro de Emprego tendo recorrido aos conhecimentos adquiridos na unidade curricular de Recrutamento e Contratação. A realização de entrevistas obedeceu a algumas etapas deste processo como a colocação do anúncio, a triagem curricular, em que reunia os candidatos com perfil mais próximo do pretendido, e a entrevista. Segue, no Anexo 6, o documento do Centro de Emprego onde constam os candidatos enviados pela instituição à procura de emprego e que foram entrevistados com a mesma finalidade.
Com a abertura da sala de Formação nas instalações da dib Consulting, era necessário contratar os serviços de um Web-designer para montagem da vitrina que seria a imagem da sala de Formação. Para o recrutamento deste, a estagiária elaborou e procedeu a publicação do anúncio online, como se pode ver na figura 17
Figura 15 – Anuncio para Web – Designer