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AulaReumatologiaPediátrica

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Academic year: 2021

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Reumatologia Pediátrica

Disciplina de Reumatologia FML Prof João Eurico Fonseca

Prof Helena Canhão Dra Filipa Ramos Dra Susana Capela Dra Elsa Sousa Dra Ana Rodrigues Dr Joaquim Pereira

Reumatologia Pediátrica

 Artite Idiopática Juvenil e EASN juvenis

 LES juvenil e Lupus neonatal

 Vasculites- Doença de Kawasaki

 Artrite Viral

 Febre reumática

 Síndrome de activação macrofágica

 Patologias de fronteira com a Ortopedia

(2)

ARTROPATIAS IDIOPÁTICAS DA INFÂNCIA

Controvérsia na Nomenclatura e Classificação

 Europa – Artrite crónica juvenil ou ACJ/JCA

 USA – Artrite reumatóide juvenil ou ARJ/JRA

 Classificação de Durban, 1997

– Artrite Idiopática Juvenil, AIJ/JIA

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL

 Artrite com pelo menos 6 semanas de evolução

 Idade inferior a 16 anos  Exclusão de outras causas

(3)

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL

Sistémica  Poliarticular (FR positivo) Poliarticular (FR negativo)  Oligoarticular persistente estendida

 Artrite relacionada com entesite  Artrite psoriática

 Outras

Classificação para AIJ proposta em

Durban 1997,

“Internacional League Associations of

Rheumatology” (ILAR)

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL

 Grupo heterogéneo de doenças

 Crianças e jovens < 16 anos de idade

 Envolvimento articular crónico (> 6 semanas)

 Doenças inflamatórias sistémicas

 Padrão de envolvimento articular e manifestações extra-articulares permitem classificação em sub-tipos

(4)

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL

Prevalência AIJ – 50 /100 000 nos EUA

 Sistémica 10 a 20%

 Oligoarticular 40-50%

 Poliarticular factor reumatoide negativo – 20%

 Poliarticular factor reumatoide positivo – 5%

 Artrite relacionada com entesite – 10%

 Artrite psoriática – < 5%

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL- SISTÉMICA

 10 a 20% (7 a 43%)

 Incidência igual ambos sexos

 Se após 10 anos, um pouco + nas raparigas  2/3 doentes início antes 5 anos

(5)

 Artrite crónica associada a manifestações sistémicas que incluem:

 Febre alta intermitente com 1/2 picos diários  Rash cutâneo eritematoso transitório

 Linfadenopatias

 Hepatoesplenomegalia  Pericardite

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL- SISTÉMICA

 Febre intermitente. Picos 1 ou 2x/dia. Vespertina. Temperaturas elevadas (39º). Retorna apirexia.

 Duração superior a 2 semanas

(6)

 Rash evanescente, durante febre  Cor salmão

 ++ tronco e áreas pregas ou com trauma mínimo  Pruriginoso em 10% doentes

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL- SISTÉMICA

 Artrite geralmente surge nos 3 primeiros meses  Início: 55% oligo, 35% poli e 10% sem artrite  Artrite crónica em 1/2 a 2/3 dos doentes  A maioria dos doentes que mantém artrite

persistente, evolui para poliarticular

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MAIS DE 4 ARTICULAÇÕES ENVOLVIDAS NOS PRIMEIROS 6 MESES DE DOENÇA

FACTOR REUMATOIDE POSITIVO

 + raparigas, idade início 12 ou 13 anos, evolução semelhante à AR

FACTOR REUMATOIDE NEGATIVO

 + raparigas (3:1),

2 picos incidência (2-3 anos e pré-adolescência)

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL- POLIARTICULAR

(8)

 Sub-tipo mais frequente, 40 a 50%

 1 a 4 articulações nos primeiros 6 meses

 Evolução após 6 meses permite divisão em OLOGOARTICULAR PERSISTENTE ou OLIGOARTICULAR ESTENDIDA

 Determinação de ANA – correlação com uveíte

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL-OLIGOARTICULAR

ANA+ em 40% das oligoarticulares

F/M 4:1 (até 7,5:1)

Início 1-3 anos (<6 anos)

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ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL-OLIGOARTICULAR

ARTRITE RELACIONADA COM ENTESITE

Artrite e entesite

ou

Artrite ou entesite

e 2 manifestações:

Dor sacro-ilíaca ou raquialgia inflamatória

B27

História de “doença-B27” num familiar de 1º

Uveíte anterior

(10)

ARTRITE RELACIONADA COM ENTESITE

 ++ sexo masculino

 > 8 anos

 Envolvimento oligoarticular e assimétrico

 Entesite

 Geralmente difícil valorização envolvimento axial

 Iridociclite, manifestações GI

 Associação HLA B27

 >50% evolui para EA (Burgos-Vargas 1989)

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ARTRITE RELACIONADA COM ENTESITE

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Doença Inflamatória Intestinal

Surtos inflamatórios articulares coincidentes com sintomas GI

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ARTRITE PSORIÁTICA

Artrite e psoríase

ou

Artrite

e 2 manifestações:

Dactilite

Psoriase das unhas

História de psoríase num familiar de 1º

ARTRITE PSORIÁTICA

 Psoríase cutânea pode surgir anos depois do envolvimento articular

 Rara em crianças e adolescentes

 Idade variável de início (7 – 10 anos)

 História familiar de psoríase em 40%

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ARTRITE PSORIÁTICA

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MAS faltam outras formas de Espondiloartropatias Juvenis....

EA típica de início juvenil

Artrite da doença inflamatória intestinal

Artrite Reactiva/Reiter

Espondiloartropatias indiferenciadas:

Oligoartrite de inicio tardio

Entesopatia +B27

Dactilite +B27

Terapêutica AIJ- Equipa

Reumatologista

Pediatra

Oftalmologista

Fisiatra

Ortopedista

(16)

Abordagem AIJ oligoarticular

 AINE (Ibuprofeno 40mg/Kg; Naproxeno 20mg/Kg; AAS 80-100 mg/Kg)

 Monitorização analítica 6/6 meses

(Hemograma, VS, PCR doseada, TGO, TGP, ureia, creatinina, urina II )

 Hexacetonido de triancinolona IA, 1mg/Kg (mesma articulação max. 3/ano e 6/total)

 Ortóteses, hidroterapia; MTX?

Abordagem AIJ oligo- estendida

Se a doença não está controlada- MTX!

 10 mg/m2 (PO, IM, SC)

 Folicil 1mg/dia

 Hemograma, VS, PCR doseada, TGO, TGP,

creatinina, ureia, urina II; mensal durante aumento da dose e depois 3/3 meses

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Abordagem AIJ poliarticular

 AINE

 MTX max. dose tolerada até controle

 Se mto incapacitante Prednisona (1-2 mg/Kg PO 2-3 S ou 30mg/m2 EV 3d)

 Intolerância/não resposta Etanercept (alternativas SLZ, SO, HQ, AZT?)

 Hexacetonido triancinolona IA (articulações refractárias, com flexo ou sinovite intensa)

Abordagem AIJ sistémica

 AINE max. dose tolerada

 Se não responde Prednisona (1-2 mg/Kg PO 2-3 S ou 30mg/m2 EV 3d)

 PDN 10%/S; ¼ dose 5%/S; < 5mg 1mg/M

 Tratar manif. articulares conforme forma oligoarticular ou poliarticular

(18)

Abordagem AP e AIJ relacionada com entesite

Comportamento variável

Formas menos agressivas - tratar como

oligoarticular

Formas mais agressivas- MTX,

considerar SLZ se entesite

Alguns problemas- OP e PDN

DEXA

Calcio 0,5-1g e VitD 400-800 UI

(19)

Alguns problemas- Crescimento

Controlar actividade inflamatória!

Reduzir PDN o mais rápido possível!

Ponderar hormona do crescimento

Alguns problemas- Quando parar o tratamento?

 Após 6M- 1 ano em remissão clínica e laboratorial

 Redução muito lenta

PDN 1mg/mês e MTX 2,5mg/3meses

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Alguns problemas- Cirurgia

Parar AINE 3 dias antes

Parar MTX e Etanercept 1 semana

antes e até cicatrização

PDN>5mg, dar hidrocortisona 30mg/m

2

6/6 horas, até retomar via oral

Raro

Associa-se a alta morbilidade e por vezes

mortalidade

Critérios de classificação ARA 1982,

usados como padrão e orientação diagnóstica

Experiência de adultos aplicada nas

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 20% de todos LES, início antes 18 anos

 prevalência 10 a 20 casos/10 000 na pop < 18 a  incidência 6/100 000 sexo fem antes 15 anos  masc : fem = 1 : 4,3

 Início raramente antes dos 5 anos de idade  Maioria dos casos diagnosticados adolescência  é + frequente em hispânicos, negros e orientais

LES JUVENIL

 Maior envolvimento de orgão major

 Maior frequência de envolvimento hematológico,

renal, SNC, vasculite, cutâneo e síndrome de anticorpos antifosfolípidos

 Envolvimento articular e síndrome de Sjögren

secundário menos frequentes na população juvenil

 OP e crescimento

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LUPUS NEONATAL

Doença de Kawasaki

4 de 5 critérios:

1. Febre alta durante pelo menos 5 dias

2. Conjuntivite Bilateral

3. Eritema difuso da orofaringe, língua com aspecto de morango ou lábios avermelhados, secos e fissurados, ou rash eritematoso

4. Adenopatias Cervicais

5. Mais um dos seguintes sinais:

Edema duro dos pés ou mãos

Eritema palmar e plantar

(23)

Doença de Kawasaki

Outras causas de febre, rash e artrite

Febre reumática Artrite Viral- Parvovirus

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Outras causas de dor articular

Dores de crescimento

Síndrome de Hipermobilidade

Osteocondrites e Legg-Calvé-Perthes

Sinovite transitória da anca

Epifisiólise

Displasia epifisária

Espondilolistese e espondilóslise

Artrite séptica/discite/osteomielite

Dor óssea e doenças malignas na criança

Leucemia

Linfoma

Neuroblastoma

Histiocitose

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Semiologia sugestiva de doença maligna

 Prostração

 Febre baixa

 Dor nocturna

 Dor desproporcionada em relação ao EO

 Dor articular e óssea

 Palidez, petéquias

Referências

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