-1
UMA
CARACTERIZAÇAO
DOS
IMIGRANTES
No
DrsrRrro
DE
Évona
RELATORIO
DE
ESTÁGIO
MESTRADo EM MODELAÇÃo
nsrlrÍsucA
E,lxÁLIsr
DE
DADos
ZIJLN/IIRA
XIMENES DA
COSTA
a
t8S04t
Sob orientação:
Professor Doutor Paulo Infante
Professora Doutora Maria Filomena Mendes Inspector João Carlos Agostinho
EVORA
2011
Agradecimentos
A
Fundação das Universidades Portugueses(FUP)
em Timor
Leste que
me
ofereceu aoportunidade de trabalhar no âmbito do curso de informática em
Timor
Leste.À
Universidade NacionalTimor Loro
Sa'e(tlNTL)
que me indicou para receber uma bolsa fornecida pelo Governo Português através deIPAD.
Ao
Instituto Português deApoio
de Desenvolvimento(IPAD)
que financiou a minha vinda ea minha estadia em Portugal, tornando possível que eu realiza-se o curso de mesüado.
Ao
professorPaulo Infante como
orientadorcientífico
que duranteo
cursome
ajudou eexplicou as matérias de estatística e resolveu todos os problemas que enfrentei nas aulas do
curso. Com o seu esforço e a sua dedicação consegui realízar este curso até ao
final.
À
professora Filomena Mendes como co-orientadorado relatório
de esüígio e também aoinspector João
Agostiúo
como orientador Professional do estiâgio.Aos professores da Universidade de Évora, especialmente do Departamento de Matemática
no mestrado de Modelação Estatística e Análise de Dados.
Ao
professor José Carlos Tiago deOliveira
como o meututor
da bolsa paÍa o meu curso de mestrado.Ao
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) doDistrito
de Évora que mefacilitou
realizaro
estagioe
o
acessoos
dados sobreos
imigrantesa
partir
de2006
ate 2009, agradeço oacolhimento,
a
paciência,a
oportunidadee os coúecimentos
que
me foram
oferecidosdurante a
miúa
participação neste estiígio.Aos
funcioniírios
do
SEF
(JoãoLopes,
Maria da
Conceição Courelas,Maria
ManuelaBaptista, Joaquim Guerra e Maria Nazaré Madeira) que me facilitaram e transmitiram todas
as actividades do SEF durante o processo de estrígio.
À
mana VandaNarciso
queme
ajudou
dando coragem duranteo
estudoe
também meajudou
corrigir
a minha língua portuguesa.A
todos os que comentaram, criticaram, sugeriram, ajudaram e apoiaram este meu trabalho.À
Oaia
e ao Pedro Nogueira, pela sua amizade e pela disponibilidade que sempre tiverampara ajudar me.
A
Mana Susana, pelasua
anizade e pela disponibilidade que sempre tiveram para ajudarme.
À
ManaMaria
Jóse, Francisca e Joaquina pela vossa anizade econvívio duante
a minhal§
I
>
Ií
A
miúa
família, pela disponibilidade que sempre apresentaram para me ajudar no que fossenecessiírio.
Pelo apoio
incondicional
que
sempreme
deram mesmo
que ao longe
dadistância.
Ao
Valente Ferreira que
durantetoda
a
estadiame
acompanhoue
ajudou
sempre que necessário.A
todos os amigos de mestrado na Universidade de Évora.Finalmente, agradeço
a
todos
aquelesque
me
ajudaram,nas mais
variadasformas,
naelaboração deste trabalho.
Em especial,
veúo
manifestar o meu orientador, Professor Paulo Infante, a minha profundagratidão
por
toda
a
ajuda,
anizade
e
compreensãoque
foram
indispensáveis na concretização deste trabalho e durante o caminho do meu mestrado.Chegou a hora da partida...não é um momento
flícil
masum
diairia
acontecer! Obrigada atodos os colegas e amigos que durante todos estes anos frzerarrparte da minha
vida!
Para osmeus Amigos, obrigada pelo convívio, pelo apoio e principalmente pela amizade.
Espero
voltar
a
encontrar-vosem
Portugal...Em
língua tétum
IIAU
HADOMI TIMOR
LESTEEPORTUGAL!!!
Zulmira
Ximenes da Costa \I
f
f,
i
Íxurcr
Agradecimentos
Índice
Índice
dasFiguras
Índice
dosQuadros
Índice
das Tabelas ResumoAbstract
Capítulo
I
Introdução
l.l.
Preliminares1.2. Contextuúização do Problema
1.3. Actividades dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras
I .3.
l.
Sector documental1.3.2. Sector operacional
1.4. Actividades do Estrígio no SEF
Capítulo
2 Tópicos Gerais eMetodologia
2.1. Almigração
2.1.1 Conceito
2.1.2 Razões da imigração
2.1.3 Política da imigração
2.1.4
Casamentos dos imigrantes 2.2. Metodologia do Trabalho2.2.l.Local
e tempo de estágio 2.2.2.P opllação e amostra2.2.3.Y ariâveis de investigação
2.2.4.Técnica de recolher os dados
z.2.s.Técnica de análise dos dados
2.3. Análise Exploratória de Dados 2.4. Análise de Sobrevivência
2.4.1.0
estimador de Kaplan-Meierz.4.2.Modelo
Semi-paramétrico de Cox2.4.3 .Modelo probabilísticos aniílise de sobrevivência
I L-
iii
vi
ix
xi
xiii
xiv
I
I
4 4 5 6 8 8 9t0
t2
l3
13t3
l4
t4
t4
l5
t6
l8
233l
iii
)
35 35 39 40 40 62 62 64 69 707t
72 74 75 77 78 80 !-I IZ.4.4.Estímação dos parâmetros do modelo
2.4.5.Métodos dos gráficos para escolher o melhor modelo
2.5. Modelos Fragilidade
Capítulo
3Caracterização
dosImigrantes
doDistrito
deÉvora
3.1
Descrição das Variáveis3.2
Análise Exploratório de Dados3.3
Associação de Variáveis3.3.l.Relação entre sexo e país de origem
3.3.2.Relação entre o de ano entradaem Évora e a nacionalidade 3.3.3.Re1ação entre designação da morada e países União Europeia 3.3.4.Sexo e designação da morada
3.3.5.ReIação entre nacionalidade e sexo 3.3.6.ReIação entre estado
civil
e o sexo 3.3.7.Relação entre nível escolaridade e o sexo 3.3.8.Re1ação entre sexo e motivo de entrada3.3.9.Re1ação entre países de origem e motivo de entrada 3.3.10. Relação entre país origem e profissão dos imigrantes 3.4. Teste t Para Amostras Emparelhadas
Capítulo
4 EstudoEstatístico
do Casamento dosImigrantes
4.1. Modelação não paramétrica 4. l. 1. Curvas de Kaplan-Meier
4.1.2.Modelo de Regressão de Cox
4.l.3.Modelos
Paramétricos4. 1.4. Modelos de Fragilidade
Capítulo
5 Conclusões e Recomendações 5.1. Conclusões 5.2. Recomendaçõesl
83 84 97 107lu
tt2
tt4
1r6
BIBLIOGRAFIA
lv
Índice
dosAnexos
Anexo
l.
Descrição das variáveisAnexo 2. Descrigão das covariáveis para análise sobrevivência
Anexo 3. O Script do software R para Análise sobrevivência
ll9
125 126
L
Índice
das
Figuras
Figura
l.
Grrífico circular por sexoFigura 2.Diagrama de barras por nacionalidade dos imigrantes
Figura 3. Diagrama barras por codificação da nacionalidade
Figura 4. Diagramas barras por populações imigrantes Europeus de 2006
a2009
Figura 5. Diagramas
baras
por populações imigrantes Brasileiros de 2006 a2009Figura 6. Diagramas
baras
por populações imigrantes Africanos de 2006a2009
Figura 7. Diagramas barras por populações imigrantes Restantes de 2006
a2009
Figura 8. Gráfico circular por nível de escolaridade
Figura 9. Histograma e curva normal para idade dos imigrantes
Figura 10. Caixa de bigode por idade
Figura I
l.
Diagrama de barra por estadocivil
Figura
l2.Diagrarrta
de barra pormotivo
de entradaFigura 13. Diagrama de circular por profissão
Figura 14. Diagrama de circular por tipo de celebração do casamento
Figura 15. Diagrama de circular por União Europeia
Figura 16. Diagrama barras por naturalidade dos imigrantes
Figura 17. Diagrama barras por codificação da naturalidade dos imigrantes
Figura 18. Diagrama de barra para os imigrantes que mantém nacionalidade
e adquiriram outra nacionalidade
Figura 19. Diagrama de balra para naturalidade dos cônjuges
Figura 20. Diagrama de barra paraanacionalidade dos cônjuges Figura 21. Diagrama de circular por tipo profissão dos cônjuges Figura 22. O histograma para idade dos cônjuges
Figura 23. Caixa de bigode para idade dos cônjuges
Figura 24.Diagrama de barra para números dos
filhos
do casamento Figura 25. Diagrama debara
por números defilhos
de outro casamento Figura 26. Diagrama de barra em relação ano de entrada e nacionalidadecodiÍicados por classes
Figura 2T.Diagrama de barra em relação ano de entrada e nacionalidade codificada por classes (Juntando União europeia pelo SEF e
Município)
Figura 28. Curva do estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência para sexo
4t
43 44 44 44 44 44 46 47 47 48 49 50 51 52 54 55 55 57 58 59 59 606l
62 65 67 86vl
87 87 89 91 93 94 94 95 96 97 102 103 t
Figura 29. Cwva do estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência
para tipo
celebração do casamento
Figura 30. Curva do estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência
para país de origem
Figura 31. Curva do estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência para
motivo
de entrada
Figura 32.
Cwvado
estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência para nívelescolaridade
Figura 33. Curva do estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência para nível
escolaridade
Figura 34. Curva do estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência para profissão
dos imigrantes
Figura 35. Curva do estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência para profissão dos cônjuges
Figura 36. Curva do estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência para
nacionalidade dos imigrantes
Figura 37. Curvas do estimador Kaplan-Meier da função de sobrevivência para idade dos imigrantes codificados por duas e por quatro classes
Figura 38. Curvas de sobrevivência para existência dos
filhos
do casamento e de outrocasamento
Figura
39.
Log(Âo1(t))
versus tempo paÍa as covariáveisFigura 40. Resíduos de padronizados de Schoenfeld versus tempos para as covariáveis seleccionados
Figura 41. Resíduos martingal e deviance versus predictor linear do modelo de cox
Íinal
ajustados para os dados de casamento Figura 42. Resíduos martingalFigura 43. Resíduos dos pontos influentes
Figura 44. Gráficos de
t
versus-
log(S(t), log(t) versus log(S(t)))
e
log(t)
versuso
-'(S(t»
Figura 45. Gráficos das sobrevivências estimadas por Kaplan-Meier versus as sobrevivências estimadas pelos modelos Log-normal e Log-logístico
Figura 46. Gráficos das sobrevivências estimadas por Kaplan'Meier versus as sobrevivências estimadas pelos modelos Exponencial e
Weibull
104 104 105 108 108 109
vll
Figura 47. Curvas de sobrevivências estimadas pelos modelos de Log-normal e LogJogístico
Figura 48. Curvas de sobrevivências estimadas pelos modelos de Exponencial e
Weibull
il0
ll0
63 63 64 64 65 68 68 I
Índice
dos
Quadros
Quadro 1. Relação entre o sexo e países de origem
Quadro
l.
Estatística teste do Qü-quadradoQuadro 2. O risco estimado
Quadro 3. Quadro ano de entrada em Évora e Nacionalidade Quadro 4. Estatística teste para o Qui-quadrado
Quadro 6. Relação entre país de origem e ano de entrada Quadro 7. Estatística teste do Qui-quadrado
Quadro 8. Tabela,de contingência entre designação da morada e países da
União Europeia
Quadro 9. Estatística teste do Qui-quadrado
Quadro 10. Tabela de contingência entre sexo e designação da morada
Quadro 11. Estatísticateste do Qui-quadrado
Quadro 12.Tabela de contingência da codificação da nacionalidade e o sexo Quadro 13. Estatística teste do Qui-quadrado
Quadro 14. Tabela de contingência do sexo e estado
civil
Quadro 15. Tabela de contingência do sexo e codificação do estado
civil
Quadro 16. Estatística teste do Qui-quadrado
Quadro 17. Tabela de contingência do sexo e do nível de escolaridade Quadro 18. Estatística teste do Qui-quadrado
Quadro 19. Tabela de contingência do sexo e do motivo de entrada
Quadro 20. Tabela de contingência do sexo e codificação do
motivo
de entrada Quadro 21. Estatística teste do Qui-quadradoQuadro 22.Tabela de contingência do país da União Europeia e do
motivo
da entrada Quadro 2S.Tabelade contingência do país da União Europeia e da codificaçãodo motivo de entrada
Quadro 24. Estatística teste do Qui-quadrado
Quadro 25.Tabela de contingência do país da União Europeia e da profissão dos imigrantes
Quadro 26.Tabela de contingência do país da União Europeia e da codificação da profissão dos imigrantes
Quadro 27.Estatística teste do Qui-quadrado Quadro 28. Teste a normalidade
69 69 70 70
7t
7t
72 73 73 74 74 75 76 76 77 78 78 79 79 808l
lx
)
a
a
Quadro 29.
Ranks
82Quadro 30. Estatística
teste
82Quadro
3l.Tempo
médio e mediana da sobrevivência paruacovariável país de origem(País de União
Europeia)
88Quadro 32. Percentis para a covariável país de origem (País de União
Europeia)
88 Quadro 33. Tempo médio e mediana da sobrevivênciapaÍaacovariável motivo
deentrada
90Quadro 34. Percentis para a covariável motivo de
entrada
90Quadro 35. Tempo médio e mediana da sobrevivência para a covariável nível
escolaridade
92Quadro 36. Percentis para a cováriavel motivo de
entrada
92Índice
das
Tabelas
Tabela
l.
Distribuição dos imigrantes por sexoTabela 2. Distribuição dos imigrantes por nacionalidade
Tabela 3. Distribuição dos imigrantes por classes de Nacionalidade Tabela 4. Distribuição dos imigrantes por nível escolaridade Tabela 5. Distribuição dos imigrantes por idade
Tabela 6. Distribuição dos imigrantes por estado
civil
Tabela 7. Distribuição dos imigrantes por motivo de entrada Tabela 8. Distribuição dos imigrantes por profissão
Tabela 9. Distribuição dos imigrantes por tipo de celebração do casamento Tabela 10.
Distribúção
dos imigrantes por proveniência da União Europeia Tabela 11. Distribuição dos imigrantes por naturalidadeTabela 12. Distribuição dos imigrantes por codificação da nacionalidade por classes
Tabela 13. Distribuição dos imigrantes por diferença entre naturalidade e nacionalidade
Tabela 14. Distribuição da naturalidade dos cônjuges
Tabela 15. Distribuição da nacionalidade dos cônjuges
Tabela 16. Distribuição por profissão dos cônjuges
Tabela 17. Estatística para idade dos cônjuges
Tabela 18. Frequência para números dos filhos do casamento Tabela 19. Frequência para números dos filhos do outro casamento
Tabela 20. Os imigrantes que foram certificados na Câmara
Municipal
de ÉvoraTabela 21. Relação entre ano de entrada em Évora e sua nacionalidade codificada
(untando
União Europeia pelo SEF eMunicípio
de Évora) Tabela 22. Sumáios dos dadosTabela 23. Valores p dos testes de Logrank e Peto para a comparação das curvas de
sobrevivência para as diferentes variáveis em estudo
Tabela 24. Regressão de Cox para todas as variáveis dos dados dos imigrantes Tabela 25. Modelo
final
do modelo de CoxTabela 46. Valores p do teste de
Honell's
Tabela 27. Comparações dos valores dos coeficientes do modelo com e sem a observação 7
Tabela 28. Codificação dos Perfis
4t
4t
42 44 45 47 48 49 505l
52 53 104 106 54 55 56 57 58 59 60 65 65 84 85 97 98 101xl
Tabela
29.Logaritmo
datunção L(e))
eAIC
Tabela 30. Teste DevianceTabela 31. Estimativas do modelo de fragilidade gama ajustados aos dados imigrantes
109
ll0
lll
Resumo
Uma vez
que existe
uma
grande necessidadede
se obter
um maior coúecimento
dascomunidades imigrantes residentes
no Distrito,
este trabalho tem comoprincipal
objectivocaructenzar
a
populaçãode
imigrantes comunitarios residentesno
distito
de Évora.
Emparticular,
procuramos analisaros
casamentos realizados não só entreos
não nacionais e portugueses, bem como entre os não nacionais entre si.Consideramos
os
354
imigrantes
que
constituem
os
imigrantes
comunitiários inscritoslegalmente
nos
Serviços Estrangeirose
Fronteiras de Évora entre2006
a2009. Por
outro lado, analisamos, para o mesmo período, os casamentos dos imigrantes que casaÍam com osportugueses num total de 165 indivíduos.
Começamos
por
levar
a
efeito uma
investigaçãobásica
de
tipo
descritivo
para
umacaracteização dos imigrantes relativamente
a
diferentes variáveise
investigamos algumasassociações entre elas
via
tabelas de contingência. Refira-se que a maioria dos imigrantes é do sexo feminino, sendo a nacionalidade mais representativa a brasileira.Com base no modelo de regressão de Cox identificamos factores de risco e diferentes perfis
associados à rotura
do
casamento. Mostramos que há evidência estatística para considerarque
um
menor
nível
de
escolaridade,o
pertencera um
país da
União
Europeiae o
ter
entrado
à
procura detrabalho
sãoníveis de
factores que aumentamo
risco
derotura
docasamento.
Analisam-se, ainda, de uma forma crítica, a abordagem paramétrica, procurando modelar os
dados através dos modelos Exponencial,
Weibull,
Lognormal e Log-logístico.Abstract
There
is
a needto
obtain a greater understandingof
immigrant
communitiesin
thedistrict;
this work
has asmain
objective
to
charucterizethe population
of
immigrant
communityresiding
in
the district
of
Évora.
In
particular,
we
analyzenot only
marriages between Portuguese and non-nationals, aswell
as among non-nationals among themselves.We consider the 354 immigrants
who
arelegally
registered immigrantsin
the CommunityService
of
Foreigners and Frontiersof
Évora,from
2006to
2009. Moreover, we analyze,for
the
same period, the marriagesof
immigrantswho
intermarriedwith
the
Portuguesefor
atotal
of
165 individuals.We start
by
carrying out a basic descriptive researchin
orderto
characterize the immigrantsin
relation
to
several variables
and
investigated some
associationsbetween
them
by
contingency tables.
It
should be noted
that
most immigrants are women,
ild
the
morerepresentative the Brazilian nationality.
Based
on the Cox
regressionmodel, were
possibleto
identiff
risk
factors and
identifr
profiles
of
high andlow risk
associatedwith
the rupture of the marriage. We show that thereis
statistical evidenceto
conclude that a less educated levels, belongingto
acounüy
insidethe
EuropeanUnion
and have gonelooking
for work
are factorsthat
increasethe
risk
of
rupture of the marriage.
The parametric approach
is
analyzed also,in
acritical
way, seeking to model the data using exponential,Weibull,
Lognormal and LogJogístic.CAPÍTULO
I
Introdução
1.1.
Preliminares
Pau:a a realizaçáo desta dissertação de Mestrado em Modelação Estatística e Anrálise de Dados, escolhi como tema
"Uma
caracteização dos imigrantes residentes noAlentejo".
Dentro de um grande leque de opções
foi
este que escolhi por ser um fenómeno complexo eactual. Ou seja,
por
serum
fenómeno sócio-demográfico epolítico,
mas também humano e que estií presente nos dias de hoje. Relativamente a este trabalho pretendo responder a certasdúvidas
que
possivelmente
ainda
subsistem
acerca
da
imigração
em
Portugal especiÍicamente noAlentejo.
Parair
ao encontro dos objectivos a que me proponhorealizei
um
esüígio profissionalizante que procura recolher, analisare discutir
as informações queexistem sobre
o
tema.Com
este trabalhoproctro
caracteizar a
populaçãode
imigrantesresidentes neste
distrito
e, em particular, analisar os casamentos realizados não sóente
osnão nacionais e poúugueses, bem como entre não nacionais entre si. Para este objectivo
fui
fazer estágio
no
SEF (Serviços de Estrangeirose
Fronteiras) em Évora e procurei rever aliterafura sobre
o
assuntocom a
ajuda deliwos
de viários autores que escrevem sobre osimigrantes.
Refira-se que esta é uma problemática interessante e acfual, uma vez que
têm
sidoencontrados indícios de que os casamentos com indivíduos fora da nacionalidade de origem
podem revelar estratégias paÍa
a
obtenção da nacionalidade e,por outro
lado, as relaçõesparecem não ocorrer de
forma
idêntica para os homens e para as mulheres de uma mesma nacionalidade para alguns países de origem.1.2.
Contextualização
doProblema
Os imigrantes são as populações que saem dos seus países de
origem
paraoutos
países com objectivos de mudar de vida, procurar o trabalho, e alguns pretendem mudar as
identidades das cidadanias. Também
por
causa depolíticas de
guerras que obrigavam as pessoas a sair para outros países que nãotiúam
guerras, como Portugal. Acfualmente, emPortugal há
muitos
imigrantes que se espalharampor todo
o
país,incluindo
o
distito
deÉvora. O distrito de Évora é uma região qrue fazparte do Alentejo onde há muitos imigrantes
de vários países como
Brasil,
Cabo Verde, Angola, Moçambique,Timor
Leste, São Tomé ePríncipe, Guine Bissau, Índia, Espanh4 Alemanha, entre outros. Neste trabalho procuramos
caracteizar a população imigrante residente
no
Distrito
de Évora, tomando como base osdados dos imigrantes que foram identificados pelo SEF (Serviços Estrangeiras e Fronteiras) do
Distrito
de Évora. UtilizaraÍn-se os dados dos registos entre 2006 e2OO9.Os imigrantes comunitiírios são os imigrantes que fazem parte da União Europeia ou
de origem da
União
Europeia.Por outro lado,
esses imigrantes comunitarios compostostambém
por
imigrantes de países terceiros,por
exemploos
imigrantesde fora da
UniãoEuropeia, mas que têm relação com os Europeus.
Estudos sociológicos
de
caracteização dos imigrantes permitemidentificar
algunsaspectos
positivos
e negativos que se relacionemcom
as suas características. Os aspectospositivos são, por exemplo, as contribuições que os imigrantes dão para desenvolver o país e
a sua cidade de origem, e integrarem-se bem como cidadãos na cidade de acolhimento. Os aspectos negativos, como os negócios feitos pelos imigrantes mas que não beneficiaram o
país
e
as comunidades, os problemas criadoscom a
suavinda e
integração, os disturbiosmuitas vezes causados pelos próprios, entre outros.
No
presente estudo começamospor levar a efeito
uma investigação básica detipo
descritivo, utilizando uma metodologia que nos permite recolher as informações sobre perfis
dos imigrantes do
Distrito
de Évora.A
Lei
de
base 2312007,de
4
de
Julho regula as
condiçõese
procedimentos deentrada, permanência, saída e afastamento de cidadãos estrangeiros do
território
português,bem como
o
estatutode
residentede longa
duraçãol.Com
base nestalei
a
entrada dosimigrantes
em
Portugal deve serfeita
com os viírios tipos
devisto
que existem,em
queconsistem as autorizações de residência, quais os trâmites de um processo de expulsão. Os
imigrantes que precisam de tratar
o
processo parater
cartões de residentes e paÍa poderemter o
direito
deviver
em Portugal tratam do processo no Serviço Estrangeiros e Fronteira de cadadisrito.
Em relação ao
tipo
de medidas, a legislação portuguesa aplica as regras do Acordo de Schengen e das normas comuniüárias, em relação ao segundotipo,
assegura aos imigrantesum
conjuntosignificativo
de direitos, aonível do
acessoà
saúde, àjustiça, à
educação, àI
Imigração em Pornrgal (pâgna:7 ;2009)
segurança social e outros direitos fundamentais, decorrentes da Constituição e da Legislação que impedem discriminações por motivos de
raç4
cor, nacionalidade ou origem éürica.Os
cartõesde
residentestêm
uma validade determinada, sendo que paradefinir
avalidade dos cartões
é
necessiírio saber quais são ostipos de
imigrantes. Os cidadãos daUnião
Europeia têmdireito
ao regime comuniüírio ao abrigo daLei
3712006 de 09/08, aoqual lhe é
emitido
um certificado de residência pela AutarquiaMunicipal
vríüidopor
5 anosrenovável
por
cartÍlo de residênciapor
l0
anos.Aos
nacionais de países terceiros é emitidauma
autorizaçáode
residênciaao
abrigo
da
Lei
2312007de
04107 vrálidapor
I
ano
erenovável por 2 anos.
Os comunitários são os imigrantes que fazem parte da
União
Europeiaou
que têmuma relação
formal com
cidadãos daUnião
Europeia.Por
exemplo: casamento, trabalho,reagrupamento
familiar,
estudo,ser reformado.
Os
comunitiírios
têm direito
iguais
aosportugueses, apenas não se podendo candidatar a Presidente da República.
Na realidade existem dois tipos de imigrantes que estiÍo em Portugal: imigração legal
e imigração ilegal. O imigrante legal tem os documentos legalizados e tem direito a
viver
ouficar
em Portugal duranteum
dado período de tempo, a imigraçãoilegal
pode assentar emvários
tipos
como,
por
exemplo,
associação, transportes
ilegais,
casamento
porconveniência, agregação de mão-de-obra.
Imigrantes que vêm para Portugal algumas vezes procuram alegalização aüavés do
casamento
com
Portugueses sendo esses casamentos algumas vezespor
conveniência sópualegalizar
os cartões de residentes. Com o estágio rcalizado nos Serviços de Esüangeirose
Fronteira
do
Distrito de Évora
pretendeu-se caracterizara
populaçãode
imigrantes comunitrírios residentes nodistrito.
Uma vez que existe uma grande necessidade de se obterum maior
coúecimento
das comunidades imigrantes residentes nos diferentes distritos. Emparticular,
procuramostambém
analisaros
casamentos realizadosnão só
entre
os
não nacionais e portugueses, bem como entre os não nacionais entre si.Inicialmente
a
ideia
era estendero
estudoao Alentejo,
mas questõesde natueza
logística,
temporal
e
de
disponibilizaçãode
dadoslevou
a
queo
mesmo apenas Íicasserestrito ao
Distrito
de Évora.Houve, ainda, outras
limitações
ao nível
das
basesde
dados,
entre
as
quais destacamos:.3. Os dados SEF existem em dossiers, não estando informatizados;
.3. Dificuldade em
enconfar adatado
fim
do casamento;*
Muitas vezes os imigrantes que estavam casados com cidadãos nacionaissepararam-se e foram renovar os cartões de residentes noutros distritos.
1.3.
Actividades
do Seruiço deEstrangeiros
eFronteiras
Do
que
pudemos observarao longo do
período
em que
decorreueste
esüágio,podemos considerar que as actividades
do
SEF se podemdividir
em dois grandes sectores: Documentrírio e Operacional.1.3.1. Sector
Documental
Este sector comporta fundamentalmente as seguintes actividades:
a.
Informações:
as
informações
necessiáriaspara
dar
aos
imigrantes quando
temdificuldades
de
acessoou tratar
dos papéis. Para obter informaçõese
impressos épossível fazÊ:-lo através
do
sistemade
agendamentoon-line,
do
Portal
do
SEF oupessoalmente no atendimento de cada delegação regional.
b.
Coimas Aplicadas: pela não renovação atempada do cartiio, excesso, de permanência emterritório
nacional, entre outras.c.
Reagrupamentofamiliar:
legalizaçáode familiares
(acendestese
descendentes) de cidadãos legais paraviver
em Portugal.d.
Atendimento telefonico: para esclarecimento e informação aos utentes.e.
Análise e instrução de processos:verificar
e avaliar os documentos, e propor decisãode aceitar ou Íecusar o pedido.
f.
Atendimento de utentes: os estrangeiros que são atendidos ao balcão.g.
Concessões de autorização residência/ primeiro cartão de residente emitido pelo SEF,que
consiste
na
avaliação
dos
vistos
concedidos
pelas
embaixadas,
faz.er o enquadramento legal da situação e mandaremitir
o cartÍÍo em Lisboa.h.
Renovaçãode
autonzação residência:cada cartão
tem
uma terminada
validade,obriga
os
estrangeirosa
fazer
a
swr
renovaçãoconforme
cada sifuação: estudo, trabalho, reagrupamentofamiliar,
voluntariado, entre outros.i.
Entrada e saída de correspondência relacionada com a actividade do SEF.j.
Elaboração contabilidade referente ao pagamento dos cartões de residentes.k.
Estatística: consequênciado
investimento
do
SEF
na
melhoria
da
qualidade dainformação estatística,
em
cada
ano
é
possível recolher dados
extaídos
exclusivamente
do
Sistema Integradode
Informação
do
SEF
sobrea
populaçãoestrangeira residente legal em Portugal.
l.
Arquivo
dos processos que foram emitidos.1.3.2. Sector
Operacional
Este
sector
é
exercido
no
terreno
e
comporta
fundamentalmenteas
seguintes actividades:a.
X'iscalização deimigrantes
No
domínio
do
controlo
e
fiscalização
da
permanência
e
actividades
de estrangeiros emterritório
nacional,o
SEF concretiza as atribuições que lhe esüiolegalmente confiadas, centrando
a
sua
actuaçãona
repressãodas
redes
derecrutamento
de
mão-de-obrailegal
e
de
trrffico
de
sereshumanos.
Como pressuposto desta actuação,o
reforço
da fiscalizaçãoe
da investigaçãocriminal
constituem um factor de equilíbrio tendo em vista uma imigração mais regulada e tutelada dos direitos fundamentais dos imigrantes. Actuação conjunta com outras
entidades, nomeadamente,
GNR,
PSP,PJ,
ACT,
SegurançaSocial
e
o
CorpoNacional
dePolícia
de Espanha, esteno
âmbito da cooperação, luso-espanhola.Ver
se o imigrante é legal ouilegal;
sefor
ilegal poderá ser detido e voltar paÍa opaís origem.
b.
Investigaçãocriminal
O SEF possui competência para proceder à averiguação e investigação criminal de crimes de
auxílio
à imigração ilegal e outros com ele conexos, nomeadamente, docrime de
triífico
de pessoas, semprejuízo
das atribuições de ouüas entidades nestedomínio. Não deverá descurar-se que
o
combate às redes de imigração e demão-de-obra
ilegais
constituemum
objectivo
estratégicoda
actuaçãodo
Serviço. Ocasamento de conveniência e angariação de mão-de-obra ilegal são exemplos.
c.
Detecção deimigrantes
Na
concretizaçãodas
suas atribuiçõesno âmbito do controlo de
fronteiras
efiscalização
de
estrangeiros,o
SEF
desenvolve actividadesde
identificação
eperitagem documental, em especial no que se prende com documentos de viagem e de identidade.
O
reforço
da
segurança documentale
a
introduçãode
dadosbiométricos
emdocumentos
de viagem
Europeus concoÍrem decisivamentepara
a
reduçÍlo dafalsificação deste
tipo
de documentos. Por outro lado,o
alargamento daUnião
eda
sua fronteira
externa,constituiu
um factor de
deslocaçãoda
utilização
de documentos fraudulentos, tendênciajá
assinalada noutros Estados Membros.O
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras possui competência paravigiar
e fiscalizar a circulação de pessoas nos postos de fronteira,incluindo
azorlra internacional dosportos
e
aeroportos.Durante
este processoverifica-se
as
nacionalidades dosdocumentos,
nacionalidadesdos
portadores
e
proveniência
ou
destino
dos documentos.d.
Outros
Podem ainda referir-se, entre outros, processos de expulsão
com
notificação deabandono
de
território
nacional;
operaçõesmóveis
de
fiscalização
de
ruas,escoltar cidadãos estrangeiros
no território
nacional (levá-los para
centros deinstalação temporária, tribunal) escoltar cidadãos estrangeiros ao país de origem; e Pco's (Processo de coimas ou multas aplicadas).
1.4.
Actividades
do Estágio no SEFEstígio
é um trabalho em que se aprende a aplicarcoúecimentos
adquiridos na fasecurricular, permitindo
dar
uma
experiência
profissional
ao
estagiário.
A
actividade desenvolvida no SEF ao longo deste estágiofoi
integrada no sector documental.A
minha integração no grupo de trabalhofoi
boa não desistindo de aprofundar o meuconhecimento.
Pude
constatar
a
forma como
os
empregados
do
SEF
ü:alava
da documentação necessáriapararesolver as diversas questões que apareciam diariamente.A
actividade desenvolvida durante o período do estígiofoi
a seguinte:a. Notificação
dos
requerentes
paÍa
levantamento
dos
cartões
da
residência imigrantes;b.
Atendimento telefonico: chamadas telefonicas para informar os requerentes da data que podiavir
levantar os cartões residentes outítulo
da residência;c.
Observação do atendimento geral;d.
Recolhaos
dados dos imigrantes comunitiírios nos anosde
2006a
2009
para otrabalho de pesquisa.
Finalmente este estágio
orientou-se
para
uma
componente
de
investigação,nomeadamente
a
realização
do
trabalho
de
mestrado,
de
forma
a
aprofundar
oscoúecimentos
adquiridos. Para além dissoo
estágiopermitiu
aprendero
tratamento dos processos documentais dos imigrantes.No
capítulo
I
apresenta-sea
introdução
que
é
compostapor
caÍacterizryão
do problema, objectivos, limitações do estudo e as actividades do SEF. De seguida no capítuloII
apresenta-se tópicos gerais e metodologia.A
caracterização dos imigrantes dodistito
deÉvora é apresentada
no
capítuloIII. No
capítuloIV
apresenta-seo
estudo de estatístico docasamento dos imigrantes. Por
último
as conclusões e recomendações são apresentadas no capítuloV.
CAPÍTULO
II
Tópicos Gerais
eMetodologia
2.1
A
Imigração
2.1.1.
ConceitoA
imigração é uma maneira de migração, de intenção das pessoas que querem mudarpara outro país novo, em função dos seus objectivos. Portanto, a maioria das pessoas que se deslocam de
um
país para outro não pretende deixar a própria terra permanentemente. De acordo com Malheiros (1996), a imigração é o processo de entrada num país ou região como
objectivo
de fixação, temporáriaou definitiva,
nessaárei.
Por
isso considera-se que aimigração é o resultado de um processo das decisões individuais ou familiares, mas também
faz
parte deum
processo social. Em termos económicos, a migração é tantoum
fenómenomundial
comoo
comércio de mercadorias. Designao
movimento das populações, masfaz
parte de um modelo mais profundo e é
um
sinal de relações económicas, sociais e culturaisem transformação.
Segundo
a
equipado
SOS Racismo (2005), os imigrantes são pessoas queentaÍn
num determinado
território,
como
objectivo de mudar a sua residência para esse local3.A
palavra imigração refere-se a um movimento entre os indivíduos do seu país de origem para
outro
país,a
imigração refere-seao
movimentode
entradaem
dado país, região, cidade.Com estes conceitos podemos dizer que os imigrantes são as pessoas que se movimentam
para entrar
num
paísnovo ou
noutro país e trouxeram os seus objectivos assinalados, porexemplo:
os
refugiadosforam
expulsospela
guerracivil,
tragédias naturais, perseguição,procurar
segurançafora
dos
seus países, saempara
o
trabalho temporiírio
e
esfudar.Considera-se
como imigração
o
movimento
de
entrada,
com âmbito
permanente outemporiário e com a intenção de trabalho e/ou residência, de pessoas ou populações, de um
país para outro.
Os imigrantes comunitiários são os imigrantes
que
fazem parte daUnião
Europeia,por outro
lado existem
os
imigrantescom
a
sua nacionalidadede
países terceiros, masquando
têm
relação
com
os
Europeus esses
imigrantes também fazem
paÍte
dos'Malheiros, J, Macaísta. Imigrantes na Região de Lisboa (Os anos da Mudança),1996,p:30
'Racismo, SOS. Imigração e Etnicidade (Vivências e Trajectórias de Mulheres em Portugal),2005,p:29
comunitários.
Ao
cidadãocomunitário
é
admitida
a
sua
entradaem território
nacional mediante a apresentação de bilhete de identidade ou passaporte viílidosa.2.1.2.
Razões daImigração
Os imigrantes paÍa entraram num país que não é
o
seu país de origem paraviver
ouesfudar, ffabalhar, entre outras, precisam de expor as suas razões.
As
razões que levam as pessoas a saíremdo
seu país de origem, compreendendo e referindo algumas políticas que sustentam este fenómeno. Não se deve confundir a figura do imigrante com a do turista, que ingressa num país apenas com ointuito
devisitá-lo
e depois retornar ao seu país natal5.As
razões davinda
para Portugal podem serpor
motivos de
ferias,de
estudo, detrabalho
e
melhorar as condiçõesde
vida6. Relativamente aosmotivos
que trouxeram osimigrantes são
geralmentetrabalho,
reagrupamentofamiliar,
estudo,reform4
guerra
e outros. Estas são as razões que motivaram a maioria dos imigrantes a deixarem o seu país deorigem
e
ir
para
outro
país.
Assim os
motivos
quejustificam
a
atracção exercida porimigrantes comunitiírios
encontram-seclarificados
e a
motivação das
pessoas paÍa abandonarem o seu país de origem e imigrar para a Portugal.As
condições devida
são ummotivo
para tal, a miséria em quevivem
os imigrantesno
seu país,o
desemprego.Todos
estes factores são verdadeiras razões para as pessoasabandonarem
o
seu país; masé
evidente que não bastadizer
que estes fenómenos são osmais importantes, pois é necessiário
reflectir
sobre os conflitos político-militares que também provocam tais fluxos migratórios.De acordo com o relatório anual do SEF, outra das razões apontadas puraa imigração para este país
foi
a existência de familiares em Portugal os quais serviram de sustento no períodoinicial,
oferecendo alojamento, trabalho e criando oporhrnidades para a estabilidade económica do imigranteT.Ao
longo deste esfudo social que é a imigração, revelaram-se as razões que levam aspessoas a saírem do seu país de origem e a imigrarem para um país distante e desconhecido.
Entretanto, os imigrantes ao longo de todo este processo, passam
por
situações que nós nãoo
Meireles. J, Meireles. M, Barbosa. M. GUIA PRÁTICO ruRÍDICO DO CIDADÃO IMIGRANTE NÃO
coMtrNITÁNO): DIREITOS E DEVERES EM PORTUG AL,2002,p.41
5
htp://pt.wikipedia.org/wiki/Imigração 6Ibid. p;208
7
SEF, relatório anual de2007.
nos
apercebemose
nem
sequer imaginamos;isto
leva
a
deduzir
as consequências de talfenómeno8.
Uma
das
consequênciasda
imigração
é
o
aproveitamentodos proprietiírios
de empresas, fábricas, e de obras. Os imigrantes são aproveitados como "homens de mão-de-obra clandestina", que agrupam uma grande quantidade de mão-de-mão-de-obra, ilegal ou não, e quepor
fim
não
lhes pagam as remunerações devidas. Portanto, as razõesque explicam
asmigrações são inúmeras
(político
-
ideológicas, étnico-
raciais, profissionais, económicas, catástrofes naturais etc.), embora as razões económicas sejam as predominantes.2.1.3.
Política
deImigração
A
política
de
imigração
é
um
aspectodefinido
legalmente
que pode regular
asobrevivência
dos
imigrantesnum
país,e
estapolítica é muito
importante paratratar
aentrada e saída dos imigrantes. Por exemplo, em Portugal o Governo com o Decreto-Lei N.o 244198, de 08 de Agosto,
instituiu
um novo regimejurídico
da política da imigração. E esteDecreto aplica-se
regularmente condiçõesde
entrada, permanênciae
afastamento dos imigrantes doterritório
português (Falcão, 2OO2)e.Portanto,
o
fenómeno crescenteda
imigraçáo,
cadavez
mais
visível na
sociedadeportuguesa,
obrigou
o
Estadoa
desenvolver,a partir de
meadosda
décadade
noventa,políticas
de
intervenção
ao
nível
da
imigração
e
políticas
de
direitos
e
deveres dos imigrantes. Países, como Portugal, até ainda há pouco tempo países «exportadores» de mão-de-obra estão pouco habituados à recepção de imigrantes. Não é pois de estranhar que estetipo
de Estados não tenha desenvolvido qualquer plano de integração destes cidadãos, atémuito recentemente, abandonando-os a todos os tipos de exploração.
Podem-se considerar
como «políticas
de
imigração»
dois tipos
de
medidas:legislativas e regulamentares. Primeiramente, as medidas relativas à entrada de esfangeiros
no país e, em seguida, as medidas destinadas a promoverem a inserção
ou
a integração de grupos ou comunidades estrangeiras residentes em Portugal.Em
relaçãoas
medidasde
integraçãona
sociedade portuguesa,a
situaçãoé
nomomento
acfual
globalmente
positiva.
Em
termos
constitucionais, tem-se
lutado
para8
htç://sosracismo.blogspot.com/
'Falcão. Luísa (2002), A imigração em Portugal
-
Relatório síntese elaborado pelo Delta Consultores, Lisboqpl0.
estabelecer
o princípio
da igualdade,o
da não discriminação dos cidadãos eo princípio
da equiparação de direitos entre nacionais e estrangeiros. Esses direitos incluemo
do acesso à educação,à
saúde,à
protecção social, aostribunais,
além detodo
o
conjunto
de direitosfundamentais
relativos
à
vida,
à
família
e à
segurança pessoal(Trindade,
2001).
Osimigrantes legalmente residentes em Portugal
gozarida
generalidade dos direitos, liberdades e garantias pessoais (tais como odireito
à vida, integridade e identidade pessoal, liberdade e segurança), de participaçãopolítica
e dos mesmosdireitos
que os trabalhadores nacionais,assim
como dos direitos
e
deveres económicos,sociais
e
culturais.
Os
üabalhadoresimigrantes
têm
direito,
sem distinçãode
nacionalidade, ((raça»ou
território
de origem,
àsegurança social, à retribuição
do
trabalho, segundoa
quantidade, naiJreza e qualidade; à orgarização do trabalho em condições socialmente dignificantes, à prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde; ao repouso e aos lazeres e a umlimite
mríximo dajornada de
trabalho,
entre
outros.
A
lei
que
institucionalizou
o
Rendimento Mínimo
Garantido
previu que
essedireito
seja
reconhecidoaos
residenteslegais,
incluindo
osimigrantes, o que significa o reconhecimento da sua cidadania.
Por esta altura, o único organismo encarregue da temática da imigração era o Serviço
de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), na dependência do
Ministério
da Administração Intema.No
entanto,as
suas competências (direccionadaspara
o
controlo de
fronteiras, paÍa
adocumentação
e
regularizaçào
de
estrangeiros, fiscalização
das
suas
condições
depermanência, prevenção
e
combateà
criminalidade
associadaao
fenómeno migratório),embora importantes para
a
integração dos imigrantes, não conseguiam (nem podiam) darresposta a todas as exigências delas decorrenteslo.
Os cidadãos provenientes de países
fora
daUnião
Europeia sãoos
imigrantes que fazemparte de países terceiros. Quando esses imigrantes entram em Portugal deve-se:{.
Verificar
se temum
documento de viagemválido
reconhecido(passapoúe)
(n.ol,
aÍt.o l2.o e art.o 59." da
LI);
.3.
VeriÍicar
se tem umvisto
deentrada válido
e adequado à finalidade da deslocação(n.o 1, art.o l3.o da
LI);
{.
Verificar
setem
meios
de
subsistência suÍicientes
parao
período
que pÍetende perÍnanecer em Portugal(n.'
1, art.ol4.o
daLI)
Pode ser contudo dispensado destal0 htp://www.sef.pt/documentos/56Ay'ersaoFinal, O ImpactodalmigracaonasSociedadesdaEuropavlPort.pdf
exigência se provar
ter
alimentação e alojamentos assegurados durante a respectiva estadia (Portarian.'
1426198, dellll2,
doMinistro
da Administração Interna);€. Verificar
se
tem
documentosque
justifiquem
o
motivo
e
as
condiçõesda
suapermanência em Portugal (art.o l5.o da
LI)ll.
Portanto os imigrantes que fazem parte da União Europeia e os que não fazem parte
da União
Europeiatêm
diferentescritérios para tratar
os
papéispaÍa
a
legalização emPortugal.
Aos
imigrantes comunitiírios basta apresentar bilhete de identidade ou passaportevrálido para entrar em Portugal.
Segundo
a
equipa
do
SOS
Racismo
(2002), pode haver viírias
razõespara
adeportação dos imigrantes,
tais
como, posse de drogascom
intenção dedistibuir,
alvo
devrírias condenações, assaltos, permanência ilegal, homicídio e violência doméstical2.
Entretanto, a
política
de imigração éum
ambienteou
espaço em que podepermitir
aos
imigrantes poderem
imigrar
ou viver
noutro país. Esta política
é
definida
pelas autoridades do País e dentro destapolíticahâ
alguns critérios ou leis que tratam os direitosdos imigrantes. Quando os imigrantes não cumprem estas regras deportam-se para os seus
países de
origem. Por outro
lado, os que cumprem estas políticas podemviver
à
vontade como cidadãos legais.2.1.4.
Casamentos dosImigrantes
Como em qualquer processo
histórico
desta natureza háum factor
queé
essencial,mas que é sempre doloroso, o tempo. É necessário tempo para que ocorram cruzamentos de povos e culturas, para que entre pessoas de origens muitos diferentes se crie e consolide uma
história em comum, permitindo o nascimento de novas culturas que superem velhos ódios e
discriminaçõesl3. Relacionado com esta teoria há viírios cruzamentos que ocorrem entre os
imigrantes, entre vários aspectos especificamente são os casamentos dos imigrantes com os
cidadãos nacionais.
,'Meireles.
J, Meireles. M, Barbosa. M. GUIA PRÁTICO TUNÍOICO DO CIDADÃO IMIGRANTE NÃO
CoMLINITÁRIO): DIREITOS E DEVERES EM PORTUGAL,2002,p.42
12
Racismo SOS, 2002
13
http://confrontos.no.sapo.pípagegb.html
De acordo com
Michel
(1983), o casamento é somente um dosmúltiplos
aspectos detroca entre grupos humanos que podem contrair aliança, gÍaças às regras de exogamia que
interdita
o
casamentocom um
membro da
família
legalra.O
casamentopode
definir-secomo
um
contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente, quevivem
ou passam aviver
em comum
e
quena maioria
das vezestem como
símboloa
troca de
alianças. O casamento entre imigrantes e cidadãos nacionais assume diferentes tendências, consoante osnoivos sejam africanos, brasileiros e ucranianos. Os brasileiros (as) saem mais do seu grupo
para casar com os portugueses (as).
Há varias razões que levam os imigrantes a casar com os portugueses (as), um deles é
o
casamentopor
conveniência. Estetipo
de casamento visa beneficiar os imigrantes paraobterem
o
título de
residênciapara
viver em
Portugal.
Por
exemplo,
a lei
permite
quequando
um
estrangeiro(imigrante)
casecom um
portuguêsobteúa
automaticamente aa:otorizaçáo
de
residênciae
pode
pedir a
nacionalidadeao
fim
de três
anos.Mas,
pelocontrário, se
um
portuguêsque
casecom
um
imigrante
ilegal
para que
este obtenha aautorização de residência ou a nacionalidade portuguesa pode ser condenado de um a quatro
anos
de prisão.
O
SEF
da
regiãoNorte
detectou25
a
30
imigrantesde
casamentos deconveniência por mês15.
2.2.
Metodologia
doTrabalho
2.2.1.
Local
eTempo
de EstágioComo
referi
anteriormente,
este
estiágiodecorreu
no
Serviço
Estrangeiros
e Fronteiras Évora, entre odia
I
de Março de 2010 e o dia3l
de Julho de 2010.2.2.2.
População eAmostra
A
população é basicamente um conjunto de indivíduos ou objectos em uma região oude um determinado
local
que se torna o alvo da investigação. Com base na definição acimapode
concluir
a população é constituída por todos os imigrantes que fixaram residência nodistrito
de Évora nos anos de 2006 a2009 que são 2391 indivíduos.A
base de amostragemfoi
aplicarum
corte só para os imigrantes comunitiírios queentraÍam, conforme
a
base
de
dados
considerada,sendo constituída
pelos
imigrantes'a Michel. Andrée, Sociologia da Familia e do Casamento, Coimbra, 1983, p. 58
15
Noticia Expresso:
http://aeiou.expresso.píimigracao-sefrrorte-detetou-25-a-30-casamentos-de-conveniencia-por-mes:f596521
inscritos nos Serviços Estrangeiros Fronteiras nos anos de
2006
ate 2009.As
informações necessáriasforam
obtidas atravésdo
inquérito
dos processos comunitiíriosno
SEF. Combase nos dados que
recolhi
entre 2006e
2009
entraram354
imigrantes comturitarios em Évora. Neste trabalho analisei os casamentos em 165 indivíduos.2.2.3.
Variáveis
de InvestigaçãoNeste trabalho foram consideradas diversas variáveis medidas em diferentes escalas:
nacionalidade
dos
imigrantese do
seu cônjuge, idade, sexo, estadocivil,
designação damorada,
os
motivos
de
entrada, profissões
dos
imigrantes
e
do
seu
cônjuge,
nívelescolaridade, residência antes e depois de casamento, naturalidade dos imigrantes e dos seus
cônjuges,
tipo
de
celebraçãodo
casamento, númerosde
filhos do
casamentoe filhos
deoutros casamentos,
Distrito,
União Europeia, tempo de duração do casamento.2.2.4.
Técnica de Recolha de DadosA
técnica de recolha
de
dados deste estudofoi
a
aniílise documental.Utilizei
adocumentação para obter os dados dos imigrantes em Évora no período
de
2006 a2009.A
documentação é "dedicado a obter dados directamente a
partir
da pesquisa,incluindo liwos,
regulamentos, relatórios sobre as actividades, fotografias, documentários, dados de pesquisa relevantes".
O
Trabalhofoi
realizado com base em dados recolhidos apartir
dos inquéritos porquestioniírio que
foram
aplicadospelo
SEF aos imigrantes que
foram
tratar
os
cartões Residentes nos Serviços Estrangeiros e Fronteiras nos anos de 2006a
2009no distrito
de Évora. Os dados não se encontram tratados e neste trabalho apenas vão ser tratados os dadosrelativos aos processos classifi cados como comunittários.
2.2.5.
Técnica deAnálise
dos DadosEm cada estudo, após os dados colectados, os próximos passos a serem feitos por um
investigador é a análise e discussão dos dados. Com base no tamanho das amostras colhidas
pelos investigadores neste esfudo, os processos de análise dos dados são os que a seguir se descrevem.
2.3.
Análise
Exploratória
de DadosEm
qualquer estudo a análise exploratória de dados émuito
importante, na medidaem que torna
possívelproduzir
um
estudodescritivo
e
interpretar resultados,resumir
ainformação contida num conjunto de dados, através do recurso a tabelas, gráficos e diversas
medidas descritivas,
de forma
a
evidenciar
os
aspectosmais
relevantesou
pertinentes,produzir uma descrição simples, concisa e completa de uma população caracteizada por um
atributo.
De
acordocom
Maroco
Q007), a
aniíliseexploratória de
dadosé
uma
análise compostapor
duas partes, uma ou poucas variáveis e múltiplas variáveis16.Na
análise comuma ou poucas variáveis estuda-se a análise descritiva que é necessária para
caracteizar
aamostra e para determinar as chamadas medidas de tendência central como média, mediana
e
outras (que procuramcaracteizar
o valor
de variável
sob estudo que ocorrecom
maisfrequências) e a dispersão das observações em torno das estatísticas de tendência central ou
na amostra. Ainda na análise exploratória podemos usar as medidas da forma da
distibúção
dos elementos das amostras-
as ditas medidas de assimetria e achatamento. Finalmente, nocaso
das
amostras
multivariadas podemos
utilizar
as
medidas
de
associação quecaructeizama intensidade e a direcção da variação comum entre variáveis.
Fundamentalmente, construímos e apresentrímos as tabelas de frequência referentes as questões apresentadas no questionário e, quando
foi
caso disso, dos dados recodificados.Aplica-se
análise
estatísticadescritiva
que pode
caracteizar
os
perfis dos
imigrantes comunitiários nodistrito
de Évora. Para o efeito,utilizímos
o programa Excel e os software de anrílise estatística SPSS e R.Na
parte de investigaçãoo
primeiro objectivo
é
descrevero
fenómeno,por
isso aprimeira
faseda
aniílisedos
dadosutiliza-se
a
análise univariada, elaborando tabelas de frequências e o cálculo das medidas de localização, dispersão, assimetria e achatamento paraas
variáveis
em
estudo. Portanto,
na
aniílise univariada cada variável
é
estudada isoladamente.No
entanto, as medidas que estão explicadas em cima não poderão ser calculadaspara qualquer
tipo
devariável, tudo
isso depende da escala de valores de cada variável.Assim tem
um
passomais
importanteé
clarificarmos
as variáveis quantoà
sua escala,portanto
esta classificaçãoé de
importânciacrucial
parautilizar de forma
adequada a estatística.'u Maroco, J. QOOT),Análise Estatística
-
Com Utilização do SPSS, Edições Sílabo, Lda, Lisboa, p.37.Além
de aplicar aniílise exploratória, averigua-se também a associação entre algumasvariáveis porque várias variáveis
têm
escalanominal,
as medidasde
associação tambémdesignadas
por
coeficientes de correlação que são frequentemente usadas, incorrectamentediga-se,
para
inferir
sobre
relações causais(Maroco,
2OOTr7.De
següda,
procuramosveriÍicar
até queponto
os resultadosimplicam
associaçãoforte
entre variáveis, calculadas através de simples subtracções e risco relativo e odds ratio.2.4.
Análise
de SobrevivênciaA
análisede
sobrevivênciaé
umas das iíreasda
estatísticamais
importantes eminvestigação, na análise de eventos que ocoÍTem uma única vez. Os eventos podem ocolrer
uma única vez ou diversas vezes e os eventos são atributos especiais, porque estilo sempre
associados ao tempo. De acordo com Oliveira, (2009) um evento é uma variável binária que
estiá associada
ao
tempo que decorreu desdeo
início
da
observaçãodo
indivíduo
até aomomento em que ocorreu
o
eventols.No
nosso estudo observa-se a duração do casamentoaté à ocorrência do
divórcio
(falha de casamento).Colosimo e
Giolo
(2006) referem que na análise de sobrevivência a variável respostaé, geralmente, o tempo até ocorrência de um evento de interesse. Este tempo é denominado
tempo
de falha,
podendo sero
tempo
atéa
morte do
paciente, bemcomo
atéa
cura ourecidiva de uma doençale. Por causa da sua dependência do tempo, precisamos de métodos
estatísticos especiais para analisar este
tipo
de variáveis. Umas das características dos dados de sobrevivência são a existência de censura.A
análise sobrevivência é uma colecção de procedimento estatístico para análise dedados cuja variável resposta é o tempo até ocorrência de um evento de interesse. Este tempo denominado tempo de falha, de sobrevivência
ou
devida.
Esse tempo de falha pode ser o tempo até a separação de um indivíduo casado.Os
dados
de
sobrevivênciasão
caracterizadospela
presençade
censura. Nessecontexto, censura corresponde as observações incompletas ou parciais sobre os indivíduos.
A
ocorrênciade
dados censuradosinforma
queo
tempo de falha
foi
superior ao tempoobservado no esfudo. Todos os dados, até mesmo os censurados, devem ser considerados na análise de sobrevivência, pois mesmo incompletas essas observações possuem informações
"
Íbid:42.18
Oliveira. A. G, Bioestatística Epidemiologia e Investigação,2009,p. 138.
re
Colosimo.E. A e Giolo. S.R, 2006, Análise SobrevivênciaAplicada, 1" edição, Edgar Blucher, Brasil