Gerenciamento do risco
Métodos empregados pela OIT; OMS e
PNUD.
Primeiro passo identificação de riscos
estudos toxicológicos e epidemiológicos
Identificação de perigos descrição
Próximo passo descrever e quantificar a
associação entre dose absorvida ou exposição e riscos à saúde.
Avaliação da dose-resposta.
Caracterização do risco integração dos três
primeiros passos.
Quantificação da estimativa de risco. Limitações do processo análise de
sensibilidade.
Avaliação de risco qualitativa baixa
Fontes de incerteza na avaliação de risco:
◦ Uso de estudos experimentais envolvendo uma
via de exposição inadequada;
◦ Diferenças na biocinética e/ou nos mecanismos
de toxicidade das espécies;
◦ Especificação limitada da exposição no estudo
experimental;
◦ Extrapolação de alta-dose para situações de
Fontes de incerteza na avaliação de risco:
◦ Exposição a múltiplos riscos em estudos
epidemiológicos;
◦ Fatores potenciais de confusão;
◦ Classificação errada dos efeitos à saúde;
◦ Diferença entre os grupos (experimental e de risco)
EPIDEMIOLOGIA DESCRITIVA Definição da doença Consideração das hipóteses e significado biológico. Definição da população ao risco. Medição do excesso de doença. Estabelecimento de vigilância. EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA
Hipóteses a serem testadas. Escolha do desenho de estudo: Coorte, ou
Caso controle. Desenho do estudo: Amostragem
Dados sobre a doença, detalhes da exposição, variáveis de confusão;
Ética; Recursos;
Controle de qualidade.
Realização do estudo e análise dos resultados.
.
EPIDEMIOLOGIA DE INTERVENÇÃO Remova ou modifique a causa suspeita da doença e estude a redução da doença.
ESTUDOS POSTERIORES Grupos de estudos
Agências de fomento.
NENHUMA AÇÃO INDICADA
Nenhum excesso significante de doença documentado.
Medidas de coeficientes de associação Razão de taxas –
Rate ratio
Taxa de incidência para expostos por taxa de incidência
para não expostos.
Coeficiente de densidade de incidência Faixa de idade de 40 a 64 anos
Fumante 13 por 1000
Não-fumante 6,2 por 1000
Considerando um tempo de observação de 25
anos.
Cálculo do risco:
Onde TI = taxa de incidência
t = tempo de observação em anos.
t TI
e
Razão de riscos (
Risk ratio
) coeficiente deincidência acumulada
Comparação de probabilidades D presença de doença
D- ausência dela
E Exposição ao agente, ao fator E- Sem exposição.
Razão de riscos = [Pr(D/E)]/[Pr(D/E-)] Exemplo: risco do primeiro evento
coronariano
Faixa de idades de 40 a 64 anos 0,277
fumantes
0,144 não fumantes
Estimativa da razão de riscos = 0,277/0,144
Odds Ratio – Razão de Chances E D E D E D E D E D E D E D E D OR Pr Pr Pr Pr Pr 1 Pr Pr 1 Pr
Odds
para o primeiro evento coronariano: Faixa de idade de 40 a 64 anos e fumantes 0,277/0,723 = 0,383
Faixa de idade de 40 a 64 anos e não
fumantes 0,144/0,856 = 0,168
Risco da doença pequeno no período de
observação (< 0,05) Razão de coeficientes = Razão de riscos = Odds Ratio
p = 17,50% D ND Total E 1500 3500 5000 NE 250 4750 5000 1750 8250 10000 RR = 6,00 OR = 8,14 p = 1,75% D ND Total E 150 4850 5000 NE 25 4975 5000 Total 175 9825 10000 RR = 6,00 OR = 6,15
Diferença de taxas:
Primeiro evento coronariano (40 – 64 anos)
6,8/1000 Homens
Diferença de risco
Sim(1) Não (0)
Expostos (1)
n11
n10
n1.
Não-expostos (0)
n01
n00
n0.
Total
n.1
n.0
n
Fator
Total
Desfecho
17 Razão entre as chances do evento ocorrer nos
expostos, em referência a do grupo não-exposto.
Expresso pela razão da incidência nos
indivíduos expostos ao fator pela incidência nos não-expostos.
Em estudos transversais ou seccionais, o
risco relativo é denominado como razão de prevalências (RP).
Estima-se a razão da prevalência nos
expostos ao fator de risco pela prevalência nos não-expostos.
Estima o excesso absoluto de risco atribuível
a uma certa exposição → diferença entre a incidência entre os expostos em relação ao não-expostos.
A incidência nos não-expostos representaria
o risco de apresentar o desfecho por outras causas, diferente da exposição em pauta.
Fração atribuível:
Atribuível a uma dada exposição
Proporção de ocorrência da doença que
potencialmente poderia ser eliminada se a exposição ao fator de risco fosse prevenida.
Medida da proporção das incidências do
desfecho atribuída à sua exposição a um determinado fator no grupo dos expostos.
Medida da proporção da incidência do
desfecho na população, atribuída à exposição de um certo fator.
FA não informa apenas uma fração do que
cada fator pode explicar do desfecho, mas também nos indica a proporção do desfecho que se espera eliminar ao se excluir o fator de exposição.
[(Taxa para a população inteira)-(Taxa para
os não expostos)]/(Taxa para a população
inteira)
Expressão equivalente Razão de Taxas
(Prevalência da exposição) X (Razão de taxas
-1)/(1 + [(Prevalência de exposição) X (razão
de taxas – 1)]
Exemplo:
43% de prevalência de tabagismo na
população homens de 40 a 64 anos.
Fração atribuível para a população:
28
0
,
43
1
,
10
0
,
32
1
10
,
1
43
,
0
[(Taxa para os expostos)-(Taxa para os
não expostos)]/(Taxa para expostos)
Fração atribuível para os expostos
excesso de ocorrência doença associado
com o fator de risco.
Exemplo:
PEC FAE = [(13-6,2)/13]= 0,52
52% PEC Fumantes na faixa de idade
entre 40 e 64 anos Tabagismo.
Risco atribuível
Exemplo: Dois estudos A e B RR = 2,0 A: frequência de exposição = 0,10
B: frequência de exposição = 0,90
A: RA populacional muito pequeno
B: RA populacional consideravelmente
maior
Estudo A: Prevalência de exposição = 0,10 0 20 40 60 80 100
População Não-expostos Expostos
In c id ê n c ia p o r 1 0 0 32
Estudo B: Prevalência de exposição = 0,90 0 20 40 60 80 100
População Expostos Não expostos
Inc idê nc ia po r 1 0 0 33
Fração atribuível para a população – outras
denominações: ◦ Fração etiológica
◦ Risco Atribuível
Epidemiologia Descritiva:
◦ Quem adoeceu?
◦ Onde a doença ocorreu?
◦ Quando a doença ocorreu?
Há grupos especiais mais vulneráveis?
Pertencer a uma dada classe social determina
1. Avaliação das medidas de controle
Exemplos: Incidência da poliomielite e de
Compreensão de eventos inusitados: Exemplo: primeiros casos de Aids. Detecção de epidemias: epidemia de
Mês de setembro: aumento da temperatura,
precipitação mais intensa e a umidade relativa do ar ligeiramente mais baixa
possivelmente contribuíram para elevar a incidência nesse mês (Figuras 1B, 1C e 1D).
Variação sazonal:
Exemplo: meningite
Gotículas de
Flügge
habitações insalubres,mal ventiladas, úmidos maior proporção de doenças.
Enfermidade com caráter crônico e predomina em
focos de transmissão localizados nas zonas rurais.
Importante incremento: anos 1984-1985 e
1993-1994 ⇨fenômenos El Niño de 1982-1983 e 1991-1993 ⇨ seca ⇨ migrações também no sentido
rural-urbano, dentro do próprio estado, com a
população afetada se dirigindo às cidades maiores (principalmente à capital), em busca de assistência social e trabalho
Rouquairol (1962) óbitos por diarreia e estações
chuvosas contaminação do lençol freático
Tendência:
Coeficiente de inclinação de uma reta
regressão
Incidência (casos) da malária no Brasil,
Taxa de morbidade e de letalidade por AT - Trabalhadores registrados - 1973-1991 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 1973 197419751976197719781979 198019811982198319841985198619871988 198919901991 Anos Mo rb id a d e p o r 1 0 0 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 L e ta li d a d e p o r 1 0 0 Morbidade Letalidade
Três tendências atuais:
1. Mudança na estrutura da morbimortalidade
◦ Aumento das mortes violentas
◦ São Paulo: taxa de mortalidade por homicídio =
42,1/100.000 habitantes julho de 1991 a junho de 1992.
2. Diminuição da mortalidade por doenças imunopreveníveis: ◦ Poliomielite; ◦ Tétano; ◦ Difteria; ◦ Coqueluche; ◦ Sarampo ◦ Tendência decrescente
3. Permanência e até agravamento dos
níveis de pobreza em algumas regiões do mundo.
Técnicas de Análise Espacial em Saúde: Identificação de padrões espaciais de
morbidade ou mortalidade fatores
associados, difusão de doenças e etiologia de doenças predição e controle.
Distribuição das doenças no espaço Características geográficas, naturais e
sociais
Ambiente físico e processos sociais
John Snow associação espacial entre
mortes por cólera e suprimento de água.
Maxcy ocorrência de tifo na cidade de
Montgomery (1922-1925) vetor = pulga do rato.
Palm raquitismo falta de luz solar
Lancaster mortalidade por melanoma
excesso de luz solar.
Estabelecimento de formulações de hipóteses
etiológicas análise conjunta das variações nos fatores ambientais
Distribuição
de
determinada
mortalidade no tempo
casos de
AIDS no Brasil.
Distribuição espacial dos municípios brasileiros com pelo
menos um caso de AIDS registrado em três períodos: 1980/86, 1987/93 e 1994/00.
Instrumento
importante de gestão em saúde.
Taxa de incidência de
leptospirose nos municípios do Rio Grande do Sul, Brasil. Os círculos claros mostram municípios com taxa de
incidência significativamente superior à média no Estado.
Métodos empregados: Visualização;
Análise exploratória de dados; Modelagem.
Procedimentos para análise espacial:
Geoprocessamento;
Sistema de Informação Geográfica
Importante instrumento para as atividades
de vigilância epidemiológica
planejamento de ações de prevenção e controle.
Representação esquemática de uma realidade em
3. Análise de dados em treliça:
◦ Observações associadas com regiões
◦ Incidência de agravo segundo divisão
administrativa treliça irregular
4. Análise de padrões pontuais
◦ Variável de interesse localização dos eventos
◦ Objetivos ocorrência aleatória ou se há um
padrão sistemático em determinada região,
como agregação (Clustering)
◦ Agregação espacial fatores demográficos,
Distribuição por município do percentual de casos
confirmados de hepatites virais com etiologia indefinida e municípios silenciosos, SES-MG-2004
Localização de domicílios com casos de dengue e com a presença de
Aedes aegypt
no município de Porto Alegre Transição de riscos
Doenças que acompanham o
desenvolvimento econômico mudanças nas exposições ambientais.
Risco de morrer homens, jovens e adultos
Situação brasileira
Transição demográfica
Década de 40 queda da taxa de
mortalidade redução das doenças infecto parasitárias
1960 redução da taxa de fecundidade. Crescimento vegetativo = natalidade –
4,7% 4,6% 4,6% 4,5% 4,5% 4,5% 4,4% 4,3% 1,8% 1,6% 1,5% 1,4% 1,4% 3,9% 3,2% 2,4% 2,0% 0% 1% 2% 3% 4% 5% 1890 1900 1910 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 2050 T a x a B ru ta d e N a ta li d a d e
Transição epidemiológica:
Modelo contemporâneo ou retardado
introdução maciça de tecnologia e assistência médica.
Europa e América do Norte evolução
gradual
Evolução temporal da mortalidade proporcional por quatro causas de óbito no Brasil, 1930 a 1990 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% 40,0% 45,0% 50,0% 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 Anos % DIP Neoplasias Circulatório Externas
Taxa de mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias, por sexo - Nordeste e Sudeste - 1980 a 1995 0 20 40 60 80 100 120 140 1980/1981 1982/83 1984/85 1986/87 1988/89 1990/91 1992/93 1994/95 Anos T a x a s /1 0 0 .0 0 0 Nordeste - Homens Nordeste - Mulheres Sudeste - homens Sudeste - mulheres
taxas de mortalidade por neoplasias por sexo - Nordeste e Sudeste - 1980 a 1995 0 20 40 60 80 100 120 1980/1981 1982/83 1984/85 1986/87 1988/89 1990/91 1992/93 1994/95 Anos T a x a s /1 0 0 .0 0 0 Nordeste - Homens Nordeste - Mulheres Sudeste - homens Sudeste - mulheres
Taxas de mortalidade por doenças do aparelho circulatório, por sexo - Nordeste e Sudeste - 1980 a 1995. 0 50 100 150 200 250 300 1980/1981 1982/83 1984/85 1986/87 1988/89 1990/91 1992/93 1994/95 Anos T a x a s /1 0 0 .0 0 0 Nordeste - Homens Nordeste - Mulheres Sudeste - homens Sudeste - mulheres
Transversais ou de Prevalência Duas maiores limitações:
Distinção entre causa e efeito Exemplos:
Doença mental e classe social Bronquite crônica
Uma série de casos prevalecentes terão uma
proporção maior de casos com doença de longa duração do que uma série de casos incidentes.
Doença de curta duração ou rapidamente
Comparação de prevalência da doença
Odds de Prevalência
Em alguns casos
Odds Ratio
de Prevalência razão de taxas de incidência ou riscos
Duração média da doença = expostos e não
Forças de um estudo seccional: Implica em menor custo.
Possibilidade de analisar exposições e
doenças no mesmo estudo formulação de novas hipóteses.
Importância descritiva administração,
Deficiências de um estudo transversal:
Ambiguidade temporal de causa e efeito.
Minimização da limitação coleta de dados
retrospectivos.
Sem amostra aleatória dificuldade em inferência
estatística viés de seleção.
“Sobrevivência seletiva”
Viés de Berkson (viés de admissão).
Métodos de análise de dados Comparações de prevalência
Odds prevalência = Taxa de incidência (I) X
duração média da doença (D), com taxa de incidência constante no tempo.
P
ID
P
Disposição de dados para uma série de
estratos de um estudo seccional:
Expostos Não-expostos Total Doentes ai bi M1i Não-doentes ci di M0i Total N1i N0i Ti
Chance (Odds) de prevalência medida
básica de efeito
c
b
d
a
d
b
c
a
RCP
abcdacbd n bc ad X 2 2Limite inferior =
a b c de
OR
1 1 1 1 96 , 1 Limite superior =
a b c de
OR
1 1 1 1 96 , 1 Razão de Chances (Odds Ratio) de Mantel e Haenszel (1959):,
i i i i i i MHT
c
b
T
d
a
RC
)
(
0 2 2 _A
Var
A
E
a
X
M H a Onde:
a = número observado de doentes expostos = número esperado de doentes
expostos, assumindo que não exista
associação entre a exposição e a doença.
= variância do número de
doentes expostos, assumindo que não exista associação entre a exposição e a doença.
T M N A E0 1 1
1 2 0 1 0 1 0 T T M M N N A Var Intervalo de confiança:
Onde z = 1,96 para limites de 95%
X2= Chi quadrado de Mantel e Haenszel
1 2,
X zRC
RC
RC
Prevalência entre os expostos (P1) e entre os não-expostos (P0): 1 1
N
a
P
0 0N
b
P
PD (diferença entre prevalências): Razão de prevalências (PR):
0
1
P
P
PD
0
1
P
P
PR
Razão de Prevalência Padronizada SPR – Estimativa de Mantel-Haenszel
i i i i i i i H MT
N
b
T
N
a
SPR
1 0 Variância
i i i i i i i i i i N i H M T N b T N a T T b a N N M SPR Var 1 0 2 0 1 ln Intervalo de confiança:
M H
M H
H M H M SPR SPR z Var SPR SPR , exp ln( ) ln Exemplo de aplicação:
Idade Expostos Não-expostos Total
< 40 Doente 6 2 8 Não-doente 34 28 62 Total 40 30 70 40 Doente 15 10 25 Não-doente 50 90 140 Total 65 100 165
Controle de variáveis de confusão Regressão logística Coeficientes magnitude do incremento n n
x
b
x
b
a
y
1 1
...
Exemplo: Pressão sanguínea sistólica
Osaka = 487 homens Variável Coeficiente DR² Erro padrão Idade (anos) 0,7187 0,0918 0,09608 Ingestão diária de álcool 2,4704 0,0465 0,54582 Índice de ponderação 1,8275 0,0328 0,47979
Akita = 365 homens Variável Coeficiente DR² Erro padrão Idade (anos) 0,8208 0,0596 0,14395 Ingestão diária de álcool 3,1268 0,0528 0,67293 Índice de ponderação 1,209 0,0135 0,75454 Colesterol -0,0665 0,0065 0,04075
Exemplo: HAS
Ingestão de álcool escala de seis pontos:
abstenção até 83 g/dia.
DR² proporção da variação total que é
explicada pela variável.
Coeficiente para idade 0,7187 mmHg 20 anos de diferença 20 X 0,7187 =
Geographical information system and
environmental epidemiology: a
cross-sectional spatial analysis of the effects of traffic-related air pollution on population respiratory health.
Nuvolone et al. Environmental Health 2011,
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Uemura et al. volume 117 | number 4 | April
Associações de prevalência entre fumo
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