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Revista Completa

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Academic year: 2020

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volume 96 número 244 set./dez. 2015

IS

SN 2176-6681

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(3)

RBEP

REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS

(4)

EDITORIA CIENTÍFICA

Ana Maria de Oliveira Galvão – UFMG – Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil Ana Maria Iório Dias – UFC – Fortaleza, Ceará, Brasil

Flávia Obino Côrrea Werle – Unisinos – São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil Guilherme Veiga Rios – Inep – Brasília, Distrito Federal, Brasil

Maria Clara Di Pierro – USP – São Paulo, São Paulo, Brasil Rogério Diniz Junqueira – Inep – Brasília, Distrito Federal, Brasil Wivian Weller – UnB – Brasília, Distrito Federal, Brasil

CONSELHO EDITORIAL Nacional:

Alceu Ravanello Ferraro – UFRGS – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil Ana Maria Saul – PUC-SP – São Paulo, São Paulo, Brasil

Bernardete Angelina Gatti – FCC – São Paulo, São Paulo, Brasil

Carlos Roberto Jamil Cury – PUC-MG – Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil Celso de Rui Beisiegel – USP – São Paulo, São Paulo, Brasil

Cipriano Luckesi – UFBA – Salvador, Bahia, Brasil

Clarissa Baeta Neves – UFRGS – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil Delcele Mascarenhas Queiroz – Uneb – Salvador, Bahia, Brasil Guacira Lopes Louro – UFRGS – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil Jader de Medeiros Britto – UFRJ – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil Janete Lins de Azevedo – UFPE – Recife, Pernambuco, Brasil

Leda Scheibe – UFSC – Florianópolis, Santa Catarina, Brasil Luiz Carlos de Freitas – Unicamp, Campinas, São Paulo, Brasil Magda Becker Soares – UFMG – Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil Marta Kohl de Oliveira – USP – São Paulo, São Paulo, Brasil Miguel Arroyo – UFMG – Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil Nilda Alves – UERJ – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Petronilha Beatriz Gonçalves Silva – UFSCar – São Carlos, São Paulo, Brasil Rosa Helena Dias da Silva – Ufam – Manaus, Amazonas, Brasil

Rosângela Tenório Carvalho – UFPE – Recife, Pernambuco, Brasil Internacional:

Almerindo Janela Afonso – Universidade do Minho – Minho, Braga, Portugal Carlos Alberto Torres – University of California – Los Angeles (UCLA), EUA

Carlos Pérez Rasetti – Universidad Nacional de la Patagonia Austral, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina

Domingos Fernandes – Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

Guiselle M. Garbanzo Vargas – Universidad de Costa Rica, San José, Costa Rica Izabel Galvão – Universidade de Paris 13, Paris, França

Juan Carlos Tedesco – Instituto Internacional de Planeamiento de la Educación – IIPE/ Unesco, Buenos Aires, Argentina

Margarita Poggi – Instituto Internacional de Planeamiento de la Educación – IIPE/Unesco, Buenos Aires, Argentina

(5)

RBEP

ISSN 0034-7183 ISSN 2176-6681

Online

REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS

(6)

© Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte. ASSESSORIA TÉCNICA DE EDITORAÇÃO E PUBLICAÇÕES

Clara Etiene Lima de Souza [email protected] Roshni Mariana de Mateus [email protected] EDITORIA EXECUTIVA

Andreza Jesus Meireles [email protected] Cinthya Costa Santos [email protected] Tânia Maria Castro [email protected] REVISÃO

Português:

Aline Ferreira de Souza Amanda Mendes Casal Elaine de Almeida Cabral Josiane Cristina da Costa Silva Mariana Fernandes dos Santos Espanhol:

Elisangela Dourado Arisawa Valéria Maria Borges Inglês:

Andreza Jesus Meireles NORMALIZAÇÃO E INDEXAÇÃO Aline do Nascimento Pereira Clarice Rodrigues da Costa Elisangela Dourado Arisawa Lilian dos Santos Lopes Sâmara Roberta de Souza Castro PROJETO GRÁFICO

Marcos Hartwich

DIAGRAMAÇÃO E ARTE-FINAL José Miguel dos Santos CAPA

Marcos Hartwich APOIO ADMINISTRATIVO Luana dos Santos TIRAGEM 2.000 exemplares EDITORIA

Inep/MEC – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Setor de Indústrias Gráficas - Quadra 04 - Lote 327, Térreo, Ala B

CEP 70.610-908 – Brasília-DF – Brasil Fones: (61) 2022-3077, 2022-3078

[email protected] - http://www.rbep.inep.gov.br DISTRIBUIÇÃO

Inep/MEC – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Setor de Indústrias Gráficas - Quadra 04 - Lote 327, Térreo, Ala B

CEP 70.610-908 – Brasília-DF – Brasil Fones: (61) 2022-3070

[email protected] - http://www.publicacoes.inep.gov.br Indexada em:

Bibliografia Brasileira de Educação (BBE)/Inep Directory of Open Ocen Journal (DOAJ)

Edubase/Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Educ@/Fundação Carlos Chagas (FCC)

Elektronische Zeitschriftenbibliothek (EZB) E-Revistas

Hispanic American Periodicals Index (HAPI)

Sistema Regional de Información en Linea para Revistas Cientificas de America Latina, el Caribe, España y Portugal (Latindex)

Scientific Electronic Library Online (SciELO) Avaliada pelo Qualis/Capes: Educação – B1

Interdisciplinar – A2 Letras – Linguística – A2

A exatidão das informações e os conceitos e opiniões emitidos são de exclusiva responsabilidade dos autores.

ESTA PUBLICAÇÃO NÃO PODE SER VENDIDA. DISTRIBUIÇÃO GRATUITA. PUBLICADA EM 2015

Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos / Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. v. 1, n. 1, (jul. 1944 - ). – Brasília : O Instituto, 1944 -.

Quadrimestral. Mensal 1944 a 1946. Bimestral 1946 e 1947. Trimestral 1948 a 1976. Suspensa de abr. 1980 a abr. 1983.

Publicada pelo Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, Rio de Janeiro, até o v. 61, n. 140, set. 1976.

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SUMÁRIO

RBEP

Editorial ... 499 Estudos

La formación de los educadores y de las educadoras de personas jóvenes y adultas en Latinoamérica: aportes desde

la investigación y la experiência ...501 Carmen Campero Cuenca

Recortes históricos sobre a noção de schème em Piaget:

o processo de desenvolvimento de um conceito ...522

Gabriel Dias de Carvalho Júnior Silvia Parrat-Dayan

Estratégias e procedimentos de crianças do ciclo

de alfabetização diante de situações-problema que envolvem

as ideias de número e sistema de numeração decimal ...541 João Alberto da Silva

Danielle Cenci

Vinicius Carvalho Beck

Educação não escolar como campo de práticas pedagógicas ...561 José Leonardo Rolim de Lima Severo

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Sumário

Panorama das pesquisas brasileiras sobre educação

em museus de ciências ...577 Daniel Bovolenta Ovigli

Perfil dos alunos internos no ensino profissional agrícola federal mantido pelo Ministério da Agricultura

em Sergipe (1934 – 1967) ...596 Joaquim Tavares da Conceição

Relações entre as representações sociais sobre o estudo

e o desempenho na Prova Brasil ...616 Viviane Terezinha Koga

Ademir José Rosso

Sob o olhar das crianças: o processo de transição escolar da educação infantil para o ensino fundamental

na contemporaneidade ...635 Edilamar Borges Dias

Rosânia Campos

Formação escolar e prática docente de professoras das classes populares: reflexões a partir da análise

de memoriais acadêmicos ...650 Regina Lúcia Cerqueira Dias

Discutindo combinatória em um processo de formação

continuada com professores dos anos iniciais ...666 Adryanne Maria Rodrigues Barreto de Assis

Cristiane Azevêdo dos Santos Pessoa

Jogo tradicional-popular e aprendizagem:

uma análise teórica das comunicações dos jogadores ...683 Rodrigo Wanderley Sousa Cruz

Pierre Normando Gomes-da-Silva João Francisco Magno Ribas

Índice do Volume ... 703

Agradecimentos ... 737

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SUMMARY

RBEP

Editorial ...499 Studies

The formation of youth and adult educators in Latin America:

contributions from research and experience ...501 Carmen Campero Cuenca

Historical outlines about the notion of scheme in Piaget:

the process of development of a concept ...522 Gabriel Dias de Carvalho Júnior

Silvia Parrat-Dayan

Strategies and procedures of children in the literacy cycle in a problem situation involving the ideas of number and decimal

numbering system ...541 João Alberto da Silva

Danielle Cenci

Vinicius Carvalho Beck

Non-school education as a field of pedagogical practices ...561 José Leonardo Rolim de Lima Severo

Panorama of Brazilian research on Science Education

in museums ...577 Daniel Bovolenta Ovigli

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Summary

Profile of boarding students in federal professional agricultural education maintained by the Ministry of Agriculture in Sergipe (1934 – 1967)

Joaquim Tavares da Conceição ...596

Relations between social representations of studying

and performance in the Prova Brasil ...616 Viviane Terezinha Koga

Ademir José Rosso

Under the gaze of children: the school transition from early childhood education to elementary school

in the contemporaneity ...635 Edilamar Borges Dias

Rosânia Campos

School education and teaching practice of teachers of popular classes: reflections based on the analysis of

academic memorials ...650 Regina Lúcia Cerqueira Dias

Discussing combinatorics in a process of continuing

education with early grade teachers ...666 Adryanne Maria Rodrigues Barreto de Assis

Cristiane Azevêdo dos Santos Pessoa

Traditional folk games and learning: a theoretical analysis

of players’ communications ...683 Rodrigo Wanderley Sousa Cruz

Pierre Normando Gomes-da-Silva João Francisco Magno Ribas

Index v. 96 ...703

Acknowledgments ...737

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EDITORIAL

RBEP

http://dx.doi.org/10.1590/S2176-6681/ 380913886

É com prazer que publicamos mais um número da Revista Brasileira de

Estudos Pedagógicos (RBEP). Com mais de 70 anos de história, o periódico

tem se consolidado, cada vez mais, como um veículo de socialização da produção acadêmica do campo da educação no Brasil. Como expressão desse movimento, recentemente a RBEP foi indexada no Directory of Open Access Journals (DOAJ), o que lhe permitirá maior visibilidade na comunidade internacional.

Esta edição de número 244 expressa a pluralidade temática, teórica e metodológica característica da área que, por sua própria configuração, está frequentemente aberta à contribuição de olhares interdisciplinares.

Os artigos publicados neste número podem ser reunidos em três conjuntos. O primeiro trata da educação escolar e de seus sujeitos – alunos e professores. Entre os artigos que focalizam os alunos como sujeitos, o leitor poderá compreender melhor o processo de transição da educação infantil para o ensino fundamental, a partir do olhar dos próprios meninos e meninas. Poderá, também, entender as representações sociais dos alunos do 9º ano sobre o estudo e o desempenho de suas escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), assim como conhecer as estratégias e os procedimentos utilizados por crianças do ciclo de alfabetização diante de situações-problema que envolvem as ideias de número e do próprio sistema de numeração decimal, habilidades previstas nas avaliações sistêmicas. Entre os artigos que focalizam os professores, o leitor encontrará um estudo, também relativo à educação matemática, que busca analisar os efeitos de um processo de formação continuada de

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Editorial

professores que abordou problemas combinatórios. Há, ainda, uma análise sobre a formação escolar e a prática de professoras das classes populares, baseada em memoriais acadêmicos. A formação dos professores é também tema do artigo que abre o número, o qual trata da educação de jovens e adultos na América Latina.

Esse primeiro conjunto de textos nos fornece elementos, portanto, para nos aproximarmos das lógicas dos sujeitos que dão concretude às práticas pedagógicas vivenciadas cotidianamente nas escolas. Essa aproximação é essencial para que nos afastemos do discurso prescritivo, do “dever ser”, que por muito tempo caracterizou a produção acadêmica na área de educação e pouco contribuiu para a compreensão rigorosa da realidade social.

Os artigos do segundo conjunto abordam processos educativos não escolares e/ou trazem reflexões sobre práticas que se situam na interface entre aspectos da cultura popular e a escola. Mas, na verdade, do que estamos falando quando utilizamos a expressão “educação não escolar”? Essa é a temática de um desses artigos – um ensaio teórico. O leitor também encontrará uma análise das pesquisas recentes que vêm sendo publicadas sobre educação em museus de ciências e uma reflexão sobre o papel que pode ser desempenhado pelo jogo “tradicional-popular” na escola. Embora essas relações entre processos educativos não formais e a escola sejam objeto de debate na área há muitas décadas, esses textos certamente contribuirão para lançar novas perspectivas sobre a temática.

O terceiro conjunto de artigos é resultado de pesquisas documentais sobre questões educacionais do século 20. O primeiro problematiza um tema ainda pouco investigado na área de história da educação: o perfil dos alunos internos no ensino profissional agrícola federal mantido pelo Ministério da Agricultura em Sergipe (1934-1967). O segundo, resultado de uma pesquisa de fontes primárias realizada nos Archives Jean Piaget, na Suíça, busca elucidar como Piaget elaborou e utilizou a noção de schème na sua obra. Trazem, portanto, temáticas que estão na ordem do dia das reflexões contemporâneas sobre educação: a educação do campo e a melhor compreensão da obra de um dos autores que mais impacto tem causado nos discursos e nas práticas educacionais no Brasil nas últimas décadas.

Esperamos que a leitura dos trabalhos reunidos neste número resulte em uma compreensão mais rigorosa dos processos educativos – condição para uma ação mais consistente – e instigue os leitores a realizar novas pesquisas que consolidem, cada vez mais, a produção científica na área de educação.

Editoria Científica

Ana Maria de Oliveira Galvão Ana Maria de Iório Dias Flávia Obino Corrêa Werle Guilherme Veiga Rios Maria Clara Di Pierro Rogério Diniz Junqueira Wivian Weller

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RBEP

ESTUDOS

Resumen

Este artículo se sustenta en la experiencia de la Universidad Pedagógica Nacional y la Red de Educación de Personas Jóvenes y Adultas de México, así como en cuatro estudios: dos sobre la investigación generada en este campo educativo en dicho país durante los años 2002-2011 y dos sistematizaciones de cursos de perfeccionamiento, uno de ellos de dimensión regional. Con base en ello, a partir de un análisis documental descriptivo, se tiene por objetivo examinar los referentes sociales y educativos, así como los fundamentos teóricos, metodológicos y ejes de los procesos de formación de educadores/as de personas jóvenes y adultas. Se busca contribuir a la reflexión y al mejoramiento de los programas y las prácticas formadoras, así como para coadyuvar a hacer realidad el ejercicio del derecho a una educación de calidad. La formación de educadores/as es un componente central para su profesionalización, ya que ésta hace la diferencia en los resultados que se obtienen en las prácticas. Sin embargo ha sido poco atendida y el escenario muestra educadores/as con bajos perfiles educativos y con carencias en su formación específica sobre el campo educativo.

La formación de los educadores

y de las educadoras de personas

jóvenes y adultas en Latinoamérica:

aportes desde la investigación y la

experiencia

Carmen Campero CuencaI, II

http://dx.doi.org/10.1590/S2176-6681/371013586

I Universidad Pedagógica

Nacional (UPN), Unidad Ajusco, Ciudad del México, México. E-mail: [email protected]. mx

II Maestría en Educación de

Adultos pela Universidad Pedagógica Nacional (UPN), Unidad Ajusco, Ciudad del México, México.

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Carmen Campero Cuenca

América Latina cuenta con programas e investigaciones que aportan elementos sustantivos para orientar la formación de estos educadores; si bien se requiere de su promoción, lo más urgente es pasar a la acción responsable y comprometida desde diferentes ámbitos e involucrando a diversos actores.

Palabras clave: educación de personas jóvenes y adultas; formación de educadores; América Latina.

Abstract

The formation of youth and adult educators in Latin America: contributions from research and experience

This article is grounded on the experience of the Universidad Pedagógica Nacional and the Youth and Adult Education Network in Mexico, and on four studies: two of them regarding research on this field of education in Mexico during 2001-2011 and two, concerning systematizations of advanced continuing education courses, one of them in regional level. Based on that and on the descriptive content analysis, we seek to investigate and review social and educational references, as well as the theoretical, methodological and curriculum approaches about the formation of teachers working with youth and adults. This study intends to contribute to the reflection and improvement of teaching training programs and practices and to make the right to a quality education a reality. The education of teachers is a key component for their professionalization, making a difference in the results of their practice. However, this component has been poorly addressed and, currently, there is a number of educators with low educational profiles and gaps in their training in regard to education and pedagogy. Latin America has programs and research that provide substantial information and elements to guide the formation of these educators. Though youth and adult education training requires greater promotion, the most urgent is moving towards a responsible and committed action in different approaches and arenas, involving a variety of actors in the process.

Keywords: youth and adult education; educator training; Latin America.

Resumo

A formação de educadores de jovens e adultos na América Latina: contribuições da pesquisa e experiência

Baseia-se na experiência da Universidade Pedagógica Nacional e da Rede de Educação de Jovens e Adultos do México, bem como em quatro

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La formación de los educadores y de las educadoras de personas jóvenes y adultas en Latinoamérica: aportes desde la investigación y la experiencia

estudos: dois sobre pesquisa desenvolvida neste campo educacional no México durante os anos de 2001-2011 e dois ligados a sistematizações de cursos avançados de formação continuada, um deles com dimensão regional. Com base nisso e na análise descritiva de conteúdo, buscamos investigar e avaliar as referências sociais e educacionais, bem como as abordagens teóricas, metodológicas e curriculares sobre a formação de professores que ensinam a jovens e adultos. Pretende-se contribuir para a reflexão e o aperfeiçoamento de programas e práticas de formação e para tornar o exercício do direito a uma educação de qualidade uma realidade. A formação de professores é um elemento central para sua profissionalização, fazendo a diferença nos resultados de sua prática. No entanto, este componente tem sido mal abordado e, atualmente, há educadores com baixos perfis educacionais e lacunas em sua formação no que diz respeito à educação e à pedagogia. A América Latina tem programas e pesquisas que fornecem informações substanciais e elementos para orientar a formação desses educadores. A formação na educação de jovens e adultos exige uma maior promoção, porém, o mais urgente é avançar em direção a uma ação responsável e comprometida com diferentes abordagens e arenas, envolvendo uma variedade de atores no processo.

Palavras-chave: educação de jovens e adultos; formação de educadores; América Latina.

Presentación

En muchos países de la región latinoamericana, la profesionalización de educadoras y educadores de personas jóvenes y adultas es uno de los principales desafíos para avanzar en el derecho a la educación con calidad, y es también un derecho de ellos y ellas, por lo que el Estado tiene la obligación de brindarles oportunidades para su desarrollo profesional.

Un componente central de la profesión es la formación, de ahí la importancia de difundir experiencias y resultados de la investigación tanto sobre sus referentes sociales y educativos como sobre los fundamentos teóricos, metodológicos y ejes a considerar en los procesos de formación de educadores y educadoras de personas jóvenes y adultas. Eso contribuye para la reflexión y al mejoramiento de los programas y las prácticas formadoras, así como para coadyuvar a hacer realidad el ejercicio del derecho de las personas jóvenes y adultas, a una educación de calidad. Es el objetivo del presente escrito, que se centra en la experiencia de la Universidad Pedagógica Nacional de México (UPN) y de la Red de Educación de Personas Jóvenes y Adultas (Red EPJA) al igual que en cuatro investigaciones.

La UPN es una institución pública con 77 filiales en el país, que desde 1982 ha impulsado programas de formación – cursos de actualización, diplomados, licenciaturas, especialidades y una maestría, investigación, extensión y difusión para fortalecer la educación de personas jóvenes y

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Carmen Campero Cuenca

adultas. En los primeros años, el trabajo se centró en la Unidad Ajusco y, a partir de los años 90, se amplió paulatinamente a varias entidades del país. Fue a partir del año 2000, que se inició la Licenciatura en Intervención Educativa, línea Educación de Personas Jóvenes y Adultas (LIE-EPJA), programa nacional que se ha impartido en diferentes momentos en 40 de sus sedes, en 20 entidades. Su desarrollo ha sido acompañado por dos diplomados sobre la EPJA orientados a sus formadores.

En esta labor educativa han participado docentes con diferentes formaciones y enfoques, dando lugar a un trabajo interdisciplinario. En el transcurso del tiempo los programas, sus énfasis y la manera de abordarlos han sufrido algunos cambios, pero los ejes formativos en su mayoría persisten, adaptados a las particularidades de cada programa y sus destinatarios (Campero; Suárez, 2012). Los grupos de estudiantes trabajan en diferentes instituciones, organizaciones y áreas de la EPJA; participan en procesos de formación por interés propio, y estos escenarios marcan los planteamientos que se comparten.

Por ser amplia la experiencia de la UPN, en este escrito se considera principalmente la del diplomado en Fundamentos Teórico-Metodológicos de las Prácticas Socioeducativas con Personas Jóvenes y Adultas que se ha impartido a cuatro generaciones y la del diplomado en Sistematización de las Prácticas Educativas con Adultos (Siprea) que se promovió de 1995 a 1999. Estos programas que se orientan a educadores en servicio, es decir que ya trabajan en ese campo educativo, sin embargo los planteamientos que se proponen son susceptibles de adaptarse para educadores que iniciarán su labor en la EPJA.

La creación de la Red de Educación de Personas Jóvenes y Adultas, en el año 2001, fue promovida en sus inicios como estrategia para fortalecer los proyectos nacionales, en particular la LIE-EPJA. Esa Red es un espacio de convergencia de personas interesadas en ese campo educativo que articulan sus esfuerzos para promoverlo, visualizarlo, resignificarlo y valorarlo socialmente a través de encuentros presenciales, medios impresos, audiovisuales y electrónicos. Para el año 2014, contaba con 465 integrantes de diversas instituciones públicas y organismos de la sociedad civil, en su mayoría docentes y estudiantes de la UPN (Campero; Suárez, 2012).

Esta labor se ha llevado a cabo en un escenario nacional en el que ese campo educativo ocupa un lugar secundario respecto a la educación dirigida a la niñez y a la juventud, situación que también se ha presentado al interior de la propia universidad, en diversos momentos de su historia. Ese contexto ha implicado muchos retos y los proyectos se han mantenido gracias al compromiso y al trabajo sostenido de los formadores y formadoras, así como de los estudiantes y egresados.

Son cuatro las investigaciones en las que se fundamenta principalmente este ensayo: el estado del conocimiento sobre la educación con personas jóvenes y adultas en México de los años 2002- 2011 (Hernández et al., 2013) y el reporte de investigación sobre los educadores y educadoras de personas jóvenes y adultas (Añorve; Campero; Díaz, 2015), así como las sistematizaciones: del diplomado Siprea que se impartió a dos generaciones

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La formación de los educadores y de las educadoras de personas jóvenes y adultas en Latinoamérica: aportes desde la investigación y la experiencia

de técnicos docentes del Instituto Nacional para la Educación de los Adultos (INEA) (Campero, 2005) y del estudio sobre ocho programas de Formación de los Educadores de las Personas Jóvenes y Adultas en América Latina promovido por la Asociación Alemana para la Educación de Adultos (Deutscher Volkshochschul-Verband–DVV). Los programas analizados son desarrollados tanto por instituciones superiores, públicas e internacionales como por organizaciones de la sociedad civil y redes, en países como México, El Salvador, Cuba, Ecuador, Bolivia. Otros tienen un carácter regional: Consejo de Educación Popular de América Latina y el Caribe (Ceaal), Centro de Cooperación Regional para la Educación de Adultos en América Latina y el Caribe (Crefal), Red de Educación Popular entre Mujeres de Latinoamérica y el Caribe (Repem) (Campero; Gutiérrez, 2013). Cabe mencionar que esas investigaciones, junto con otras, buscan abonar a una perspectiva o comprensión compartida de la formación que sea coherente con las implicaciones y necesidades de la EPJA desde la práctica (Añorve; Campero; Diaz, 2015).

El presente ensayo está estructurado en dos partes. En la primera se abordan aspectos generales que relacionan la formación con algunos referentes educativos y sociales y, en la segunda, se hace referencia a elementos internos a los procesos de formación de los educadores/as de ese campo educativo.

Referentes educativos y sociales de la formación de educadores y educadoras de personas jóvenes y adultas

Paulo Freire, gran educador brasileño, luchador social y constructor de utopías, nos dice en su tercera carta a quien pretende enseñar:

La práctica educativa [...] es algo muy serio. Tratamos con gente, con niños, adolescentes o adultos. Participamos en su formación. Los ayudamos o los perjudicamos en esta búsqueda. Estamos intrínsecamente conectados con ellos en su proceso de conocimiento. Podemos contribuir a su fracaso con nuestra incompetencia, mala preparación o irresponsabilidad. Pero también podemos contribuir con nuestra responsabilidad, preparación científica y gusto por la enseñanza, con nuestra seriedad y nuestro testimonio de lucha contra las injusticias, a que los educandos se vayan transformando en presencias notables en el mundo [...] debemos de asumir con honradez nuestra tarea docente, para lo cual nuestra formación tiene que ser considerada rigurosamente. (Freire, 1998, p. 52-53).

De esta cita se desprende que nuestro actuar como educadores/as hace la diferencia en los procesos educativos y también que nuestra formación específica y en profundidad es clave para lograr buenos resultados en los mismos.

En la siguiente cita, se hace un reconocimiento a los educadores/as de ese campo educativo:

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Carmen Campero Cuenca

Las educadoras y educadores de personas jóvenes y adultas han realizado una importante labor en nuestro país, a lo largo de su historia; mediante su trabajo, han demostrado la responsabilidad ciudadana que implica llevar hasta los últimos rincones el conocimiento, la información, la capacidad crítica y analítica a los grupos más desfavorecidos de la población; además, han enfrentado los sinsabores de una práctica difícil y ardua y, al mismo tiempo, han sabido desarrollar alternativas y propuestas para hacer más exitosas sus experiencias. (Valenzuela; Gomes, 1987).

En este escrito nos referimos a educadores/as de personas jóvenes y adultas por lo que se requiere reflexionar sobre ese campo educativo y sus finalidades ya que de esa aproximación se desprenden elementos para la orientación y los contenidos de la formación de sus educadores y educadoras.

La EPJA es un objeto de conocimiento y de transformación. De conocimiento ya que se requiere sistematizar las prácticas y generar investigaciones para acumular saberes que permitan profundizar en él para apoyar la toma de decisiones sobre políticas, programas y acciones, además de plantear nuevas líneas de indagación. Es objeto de transformación porque no se limita sólo a los sujetos que participan y a los procesos educativos en sí, sino que su finalidad es coadyuvar al desarrollo basado en principios de respeto a la dignidad del ser humano y de justicia social, en la búsqueda de la transformación social.

Desde una mirada amplia, acorde con los planteamientos de la V y VI Conferencia Internacional de Educación de Adultos (Confintea V y VI), se consideran las siguientes áreas de acción: la educación básica (alfabetización, primaria y secundaria), la capacitación en y para el trabajo, la educación orientada al desarrollo social, a la promoción de la cultura y al fortalecimiento de la identidad, así como a la organización y a la participación democrática, al ejercicio de los derechos humanos y a la familia. Todas esas experiencias han sido emprendidas por diversos actores: instituciones públicas y privadas, así como movimientos y organizaciones sociales, organismos civiles y sindicatos, con múltiples intencionalidades y destinadas a una gran heterogeneidad de sujetos por razones de sexo, edad, ubicación geográfica, ocupación y pertenencia a un grupo social, entre otros. De sus rasgos y contextos surgen necesidades e intereses de formación que requieren ser considerados en los procesos educativos por los educadores/as, para lograr la pertinencia y la relevancia de su trabajo. Si bien en México se plantea que la EPJA se dirige a todas las personas de 15 años o más, algunos académicos priorizan el trabajo hacia los grupos desfavorecidos, como opción política e ideológica, los cuales son múltiples y diversos y han estado al margen de los beneficios sociales y del ejercicio pleno de sus derechos, en particular, la educación. A esos grupos se les nombra sectores populares. Así, pasa a un segundo término el trabajo con personas jóvenes y adultas que participan en programas y acciones del sistema regular, incluyendo la formación docente y universitaria (Campero; Rautenberg, 2006).

La educación para personas jóvenes y adultas es la puerta al ejercicio de muchos otros derechos y factor de justicia social, y contribuye para

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La formación de los educadores y de las educadoras de personas jóvenes y adultas en Latinoamérica: aportes desde la investigación y la experiencia

el logro de una ciudadanía mejor formada y activa. Forma familias más interesadas por la educación de sus hijos y más capaces de apoyarlos; sujetos con más posibilidades de empleo y productivos; una democracia más plural y vigorosa, una sociedad más incluyente; también colabora con la prevención de la violencia y de las adicciones (Campero; Maceira; Matus, 2009). Esa orientación integral de la EPJA coadyuva a superar los enfoques y prácticas compensatorias, centradas en proporcionar lo que la escuela no les dio en su momento, de manera simplificada e instrumental, las cuáles prevalecen aún en muchos servicios educativos de nuestro país, con bajos resultados en lo que concierne a la calidad de los procesos. Una de las líneas estratégicas para avanzar en la EPJA, propuesta por los especialistas, es la profesionalización de los educadores/as de ese campo, que involucra la atención a su formación y a sus condiciones de trabajo.

Para ubicar esas aportaciones, vale la pena preguntarnos sobre

¿quiénes son los educadores/as, sus principales tareas y sus perfiles, que

fundamentan la importancia de su profesionalización y en particular de su formación? Son varios los rostros de los educadores/as que participan en la educación de personas jóvenes y adultas en México, al igual que en Brasil y en otros países de nuestra región latinoamericana. La investigación reporta asesores de sistemas abiertos y a distancia, personal técnico-docente, profesores de grupo, capacitadores, promotoras sociales, educadores populares, facilitadores, enlaces educativos, instructores comunitarios, educadores rurales, formadores de educadores de personas jóvenes y adultas y profesores internacionales. Algunas indagaciones plantean que estos educadores realizan un papel clave en los procesos educativos: se encargan de crear las condiciones para los aprendizajes y facilitar su construcción; favorecen las interacciones, asesoran, apoyan y motivan a los sujetos. Otros también diseñan, promueven, ejecutan y evalúan proyectos, acompañan el proceso educativo y le dan seguimiento, pero son los menos. Un mayor número de estudios reportan que, en sus prácticas, los educadores trasladan sus experiencias escolares que están permeadas por concepciones tradicionales, con énfasis en los aspectos instrumentales y memorísticos, por lo que plantean la urgencia de su formación específica sobre la EPJA (Hernández et al., 2013).

Aunado a la importancia de sus tareas, diversas indagaciones realizadas en América Latina (Messina, 1993; Caruso; Di Pierro; Ruiz; Camilo, 2008) y en México (Campero, 2005; Pieck, 2003; Hernández et al., 2013) dan cuenta de rasgos frecuentes en los educadores de ese campo educativo: bajos niveles de escolaridad, falta de formación específica sobre la educación de personas jóvenes y adultas y de experiencia docente. Además son sujetos

“prestados” de otros campos y que realizan su labor bajo la condición de

“voluntarios”, con bajas remuneraciones o con un pago por productividad, que se relaciona con las etapas y componentes del currículo que acreditan los estudiantes. También se informa de algunas mejoras en los últimos años. Ante esa situación, las investigaciones de Campero (2005), Campero

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Carmen Campero Cuenca

y Suárez (2012) y Méndez (2006) reportan que la formación es un elemento clave para la construcción de la profesión de educadores/as de personas jóvenes y adultas, al promover una formación sólida, sistemática y específica, así como para la construcción de un código ético, la orientación de sus trabajos al servicio de la colectividad y el reconocimiento social del mismo. Indirectamente, la formación coadyuva a la organización entre sus integrantes y al mejoramiento de sus condiciones laborales y de trabajo, que constituyen los rasgos de una profesión desde la sociología de las profesiones (Johnson, 1972; Leggatt, 1970). Cabe destacar que todos esos rasgos tienen como resultado la construcción de su identidad, en la que la formación también desempeña un papel clave (Campero, 2005; Campero; Suárez, 2012).

Desde el enfoque de la profesionalidad, la formación proporciona a los educadores y educadoras la significación de la finalidad del conocimiento y de su práctica, así como elementos para dominar el saber y el método les permite; además, reflexionar respecto a su propia historia e inducir a una toma de compromiso consciente con su práctica educativa. Todos esos elementos abonan a la construcción de la identidad profesional (Aguilar, 2003), así como a fortalecer sus cualidades morales y competencias técnicas, que, junto con el compromiso con la comunidad, constituyen las dimensiones de la profesión (Aguilar, 2010).

En síntesis se plantea que la formación es fundamental para la

construcción de la profesión de educadores/as de personas jóvenes y adultas, que constituye una aspiración y un derecho y es, a la vez, el criterio que orienta múltiples acciones de formación o incidencia (Caruso et al., 2008; Hernández et al., 2013). Por otra parte, los estudios sobre redes, como el de María Cristina Martínez (2008) plantea que los colectivos y las redes pedagógicas de maestros se han constituido en formas alternativas para responder a la problemática de la formación y actualización de educadores/ as en ejercicio y para la construcción de su identidad (Marcelo, 2010), papel que ha desempeñado la Red EPJA respecto a sus integrantes (Campero; Suárez, 2012).

En ese escenario, como se mencionó en párrafos anteriores, la formación es también un elemento fundamental para la profesionalización del campo (Schmelkes; Kalman, 1994), en otras palabras, un requisito para avanzar en el ejercicio del derecho de las personas jóvenes y adultas a una educación de calidad, que es expresado en los resolutivos y declaratorias de las políticas internacionales. Al respecto, el Plan de Acción para el Futuro de la V Confintea lo estipula en el punto 20 del Tema 2: “Mejorar las condiciones y la calidad de la educación de adultos”, (Unesco, 1997, p.28) y, el Marco de Acción de Belém, resultado de Confintea VI, se suma a plantear esta urgencia al enunciar:

Mejorar la formación, la creación de capacidades, las condiciones de empleo y la profesionalización de los educadores de adultos, entre otras cosas, mediante la colaboración con establecimientos de enseñanza

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La formación de los educadores y de las educadoras de personas jóvenes y adultas en Latinoamérica: aportes desde la investigación y la experiencia

superior, asociaciones de docentes y organizaciones de la sociedad civil. (Unesco, 2009, p. 6).

La sociedad civil, también ha alzado su voz sobre esa problemática. En el documento de la Retórica a la acción coherente, resultado caucus de la sociedad civil, durante Confintea VI, se plantea en el punto 5: “Los planes deben también tomar en cuenta [...] la necesidad de formación de calidad y una mejor remuneración para educadoras/es de personas adultas” (Sociedad..., 2009). Y, en la Declaración Conjunta de la Sociedad Civil sobre El Derecho Humano a la Educación en la Agenda de Desarrollo post-2015, se expresa en el punto 7 que “los maestros y las maestras son fundamentales para la educación de calidad” y precisa; además, “los derechos de los y las docentes se deben respetar como una cuestión de principios y como una condición para la realización del derecho a la educación de los niños y niñas, los y las adolescentes, las personas jóvenes y adultas” (Derecho..., 2013).

Frente a la importancia que se otorga a la profesionalización en el nivel internacional, existe una limitada atención a la misma en la legislación y las políticas educativas nacionales de México (Hernández et al., 2013), siendo que la educación de las personas jóvenes y adultas es tan importante como la de los niños o de la educación superior, por lo que sus educadores deben ser personas profesionales, formadas especialmente para desarrollar ese tipo de educación (Rosas, 2009). Por lo mismo, se promovió una iniciativa de ley que se presentó en la Cámara de Diputados, el 25 febrero 2009, la cual lamentablemente no fue aprobada (Campero; Maceira; Matus, 2009). Esa situación es extensiva a otros países de la región latinoamericana como lo señala la publicación De la alfabetización al aprendizaje a lo largo

de toda la vida:

[...] la calidad de la educación está en buena medida vinculada a la calidad de los educadores y que si no se invierte en ella (calidad profesional, condiciones de trabajo y condiciones de vida), no hay mejoría posible. El principal déficit en este momento, en fin, es un déficit de acción. (Torres, 2009, p. 58).

Por su parte, Maria Clara Di Pierro (2008, p. 124) discurre sobre esta problemática con relación a las universidades, al plantear que la situación marginal de la EPJA en las políticas educativas “[...] dificulta aún más la conformación de un campo de trabajo profesional específico y, en ese contexto, hay poca demanda e incentivos para la formación inicial de educadores de esta modalidad educativa”. Ese “nudo crítico de la formación” (Di Pierro, 2008, p. 123) complementa las explicaciones sobre la débil respuesta de las universidades a las necesidades de formación del campo. En México, esa problemática tiene una cara complementaria: ante la ausencia de puestos profesionales, muchos egresados y egresadas de la LIE-EPJA o de los diplomados se insertan laboralmente en otro tipo de instituciones y organizaciones educativas. Así, los educadores/as con formación específica no tienen los espacios para contribuir al mejoramiento de este campo educativo, por razones externas a ellos (Campero; Gutiérrez, 2013).

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Hacia procesos de formación de educadores y educadoras de personas jóvenes y adultas relevantes e integrales: algunas contribuciones

Una vez ubicada la importancia de la formación de los educadores y educadoras desde sus dimensiones sociales y educativas, así como los retos y la importancia de los formadores y formadoras para promoverla, se reflexiona sobre aspectos claves de los procesos de formación, podríamos decir internos aunque siempre en relación con los contextos institucionales y locales de las prácticas de los educadores y educadoras y de las personas jóvenes y adultas con las que trabajan, ya que el enfoque central en el que se fundamentan es el socioeducativo. Las aportaciones se relacionan con las respuestas a las siguientes preguntas: ¿qué es la formación?, ¿desde qué referentes orientarla y cuáles son las principales características que le imprimen?, ¿en qué planteamientos metodológicos se concretan? y ¿cuáles son los ejes formativos presentes en varios programas de la región latinoamericana?

Aproximación a la formación y la mirada de las y los participantes

En los programas de formación que la UPN ofrece sobre ese campo educativo, se concibe la formación como el conjunto de procesos sistemáticos y en profundidad que brindan a los educadores/as conocimientos teórico-metodológicos, herramientas y valores en torno a la EPJA, con el propósito de favorecer la reflexión y el análisis sobre su práctica educativa cotidiana. Eso se realiza apoyándose en el diálogo, en el trabajo en grupo y en el intercambio de experiencias, lo que permite contrastarla con algunos elementos de carácter teórico y metodológico que provocan nuevos aprendizajes y hacen posible la reorientación de los procesos con una mirada más amplia, integral y renovada, a fin de lograr la transformación paulatina de su práctica.

Además, cabría decir que el proceso de formación en su conjunto fortalece la identidad del educador y de la educadora a partir de ubicarse como parte de un campo educativo mundial con gran trascendencia social; identificar elementos compartidos con otros educadores y educadoras y por la valoración del trabajo que realiza. Valoración que recibe tanto de los grupos de las personas jóvenes y adultas con quienes trabaja, como de sus compañeros de estudio y formadores lo produce un aumento de su autoestima, así como el compromiso, el desarrollo de la empatía, la escucha atenta y la comunicación asertiva, que son competencias socio afectivas vitales para su trabajo educativo (Campero, 2011).

En síntesis, esa aproximación involucra los siguientes elementos de la formación que se encuentran íntimamente relacionados: el carácter social e integral de la formación, la consideración de la subjetividad y la participación

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La formación de los educadores y de las educadoras de personas jóvenes y adultas en Latinoamérica: aportes desde la investigación y la experiencia

activa de los educadores/as, y la aplicación de los nuevos aprendizajes para la transformación de su práctica (Rosas, 1999; Campero, 2005).

Desde otra arista, en este acercamiento a la formación subyace una mirada multirreferencial de los educadores/as, que son extensivos a las personas jóvenes y adultas y que apuntan elementos coincidentes y articulados. En la conferencia preparatoria de nuestra región a Confintea VI, donde se concibe “[...] al ser humano como sujeto de la educación, poseedor

de saberes singulares y fundamentales, creador de cultura, protagonista

de la historia, capaz de producir los cambios urgentes y necesarios para la

construcción de una sociedad más justa” (Unesco, 2008). Así, con relación a los procesos de formación y atendiendo a los últimos rasgos mencionados, los educadores/as son constructores y transformadores de su propia formación y de su práctica.

Desde la sociología se destaca su agencia, al ser actores sociales que aportan múltiples recursos a sus prácticas cotidianas, en este caso, a sus procesos de formación, a partir de sus conocimientos y experiencias. Desde el constructivismo se habla de sujeto cognitivo “aportante” (Díaz Barriga; Hernández, 1999). Pero a la vez, los miramos desde la carencia por sus rasgos socioeducativos, que fueron previamente planteados. Esa doble condición es considerada de manera dialéctica a lo largo de los procesos de formación y, desde la investigación, se reporta que educadores de jóvenes y adultos dejan de percibirse como sujetos “sujetados”, y en forma incipiente se los conciben como agentes en acción (Hernández et al., 2013).

Desde otra mirada, los educadores/as son sujetos reflexivos capaces de reconocer y resignificar sus vivencias y procesos, en ese caso, los formativos, así como sus prácticas educativas (Rosas, 1999; Campero, 2005; Torres Carrillo, 2007).

Esos acercamientos a los educadores/as en cuanto sujeto histórico, político, cultural y epistémico posibilitan otras lógicas de comprensión/ desarrollo/transformación de los programas y procesos de formación (Hernández et al., 2013) y tienen implicaciones metodológicas de las que se habla más adelante.

Características de los procesos de formación desde una orientación socioeducativa

Esta mirada de la formación y de los educadores/as en la UPN está anclada en un enfoque socioeducativo que es coherente con la concepción de la EPJA y su orientación hacia una educación en y para la vida, que busca expandir las potencialidades de las personas, fortalecer sus capacidades, lograr una vida digna y el ejercicio de sus derechos humanos, a fin de favorecer el desarrollo político, económico y social de los grupos y de las naciones. Eso compartido por varios programas de América Latina que se orientan al mejoramiento de las prácticas de los educadores/as para lograr una mayor calidad de la educación y, algunos de éstos dan un paso más al plantear la finalidad de coadyuvar a la transformación de las realidades

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Carmen Campero Cuenca

personales y sociales de los participantes, así como de la sociedad (Campero; Gutiérrez, 2013).

Esa orientación socioeducativa está entretejida con otros enfoques educativos, en particular, con la educación popular, la pedagogía crítica y el constructivismo; esta situación también coincide con otros programas de formación en América Latina. El estudio de Campero y Gutiérrez (2013) arroja que las propuestas formativas están fundamentadas en más de un enfoque.

La intencionalidad de los proyectos, programas y acciones de transformar las realidades sociales cotidianas que viven los sujetos, en este caso los educadores/as, implica que, durante la formación, se establezcan vinculaciones entre las instituciones y los procesos educativos que promueven con las realidades cotidianas de las personas jóvenes y adultas para dar respuesta a sus problemáticas, necesidades e intereses y de esta manera lograr la pertinencia y relevancia de los mismos (Freire, 1988; Mclaren, 1989; Campero, 2005, 2011; Torres Carrillo, 2007).

En esa orientación subyace que el aprendizaje ocurre en un contexto social, en la interacción de las personas entre sí y con su cultura (Vygotsky, 2009). En consecuencia, los conocimientos, las habilidades y los valores siempre están contextualizados a las particularidades de los grupos de educadores/as (Olmos, 2008), en otras palabras, los procesos de formación son históricos (Añorve; Campero; Diaz, 2015). Por otra parte, al estar centrados en los sujetos, implican una participación activa y reflexiva de ellos y ellas para la construcción de aprendizajes significativos versus la transmisión de conocimientos (Díaz Barriga; Hernández, 1999; Coll, 2000; Kalinowski; Campero; Diaz, 2015).

La integralidad es otro rasgo de los procesos de la formación que también es nombrado por otros autores como un aprendizaje holístico (Olguín, 2007), o la consideración de la individualidad y la socialidad de las personas (Argüello; Mondragón, 2012). La impartición del diplomado Siprea y la sistematización del mismo que realizó la UPN (Campero, 2005) arrojam que la integralidad apela al desarrollo cognitivo, social, afectivo y motor de los sujetos (Díaz Barriga; Hernández, 1999), que incluye conocimientos, habilidades y actitudes, así como la diversidad de ámbitos – familiar, laboral y comunitario – en los que se desenvuelven cotidianamente. En la formación de educadores/as se prioriza lo relativo al ámbito laboral.

La flexibilidad constituye un rasgo más del enfoque socioeducativo que apunta a las posibilidades que tiene una propuesta de responder y adaptarse a la diversidad de intereses, necesidades y situaciones de los y las educadoras que participan en diversidad de espacios educativos. Por lo mismo, concierne a la propuesta, en su conjunto, tanto a los requisitos de admisión, contenidos, metodologías y procesos de evaluación, como a la modalidad en que se imparte y a los espacios y horarios. Además, implica dar margen para que los equipos docentes que la impartan puedan adaptarla a los grupos, incorporando otras temáticas y textos, así como enriquecerla con sus conocimientos y experiencias, sin perder los aspectos esenciales de ésta. De ahí que la adaptación de las propuestas tiene lugar

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La formación de los educadores y de las educadoras de personas jóvenes y adultas en Latinoamérica: aportes desde la investigación y la experiencia

tanto previamente a su impartición como durante el proceso de formación (Campero, 2005; Kalinowski; Campero; Diaz, 2015).

Planteamientos metodológicos

De la orientación socioeducativa se desprenden los siguientes planteamientos metodológicos, que fueron anunciados en párrafos

anteriores. La práctica educativa como punto de partida y de llegada, es

el primero de ellos. Eso implica que, a lo largo del proceso de formación, se recuperen los conocimientos y experiencias de los educadores/as, relacionadas con los diferentes temas que se abordan, los cuales se amplían con la bibliografía sugerida, para dar lugar a la reflexión, a la confrontación entre “lo nuevo y lo viejo”, a la síntesis y a la aplicación a las diversas realidades en las que se interviene desde el punto de vista educativo y, paulatinamente, a la construcción de propuestas para la transformación y resignificación de sus prácticas educativas (Campero, 2011). Cabe destacar que la investigación realizada en México apunta que desde 1993, se planteaba la importancia de la formación desde la práctica y ese postulado es reiterado en los estados del conocimiento posteriores, incluyendo otras dimensiones, como es la formación específica para dar respuesta a las particularidades de los procesos educativos con población de jóvenes y adultos (Añorve; Campero; Diaz, 2015).

Un segundo aspecto de la estrategia metodológica es el trabajo grupal, en tanto que el aprendizaje se construye socialmente y, además, el grupo permite la trascendencia de la mirada y de las expectativas individuales, para unir voluntades, deseos e inquietudes en un proyecto o tarea común, con base en el respeto de la identidad de cada uno, para generar relaciones de igualdad. De igual manera, el grupo se constituye como una instancia de motivación, ya que favorece el encuentro con los otros y las otras, siendo el diálogo la herramienta que permite compartir puntos de vista, aprendizajes, dudas, experiencias, sentimientos, problemas y logros, así como llegar a ciertos acuerdos (Campero, 2011). Al respecto, Argüello y Mondragón (2012) apuntan la importancia del diálogo igualitario para llegar a los argumentos más convincentes y convenientes. En estos planteamientos está presente el pensamiento de Freire. Por otra parte, el trabajo y estudio individual es indispensable para el trabajo en colectivo y es, al mismo tiempo, el resultado de pasar a una mayor autonomía del participante en su propio aprendizaje.

Íntimamente relacionado con el trabajo grupal, está la promoción de la

interculturalidad a partir del reconocimiento, valoración y fortalecimiento de las diversas expresiones culturales de los grupos, así como considerar las diferencias de género, edad, clase social, experiencia laboral, origen

étnico, entre otras (Torres Carrillo, 2007). El respeto y la tolerancia de las

distintas perspectivas de los participantes constituyen un principio rector para aprender a resolver conflictos de manera pacífica y, además, favorece el cumplimiento de objetivos y fines personales y a la vez los ensancha y enriquece, en una sentido colectivo (Campero, 2011; Argüello; Mondragón, 2012).

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En lo antes expuesto, está implícito que la estrategia metodológica propone una relación horizontal entre las y los formadores y los estudiantes que promueva la participación activa, la reflexión conjunta y la construcción colectiva del conocimiento frente a la transmisión de éstos y a actitudes autoritarias (Freire, 1998; Argüello; Mondragón, 2012; Torres Carrillo, 2007; Díaz Barriga; Hernández, 1999; Campero, 2011).

Por otra parte, se busca que la metodología sea creativa y que combine diversas estrategias de enseñanza y aprendizaje para promover el aprendizaje activo, significativo a través de autobiografías, estudios de casos, análisis de tendencias, comparación de propuestas, discusión de lecturas, producción de informes orales y escritos, contrastación y debate de posiciones, etc. y también incluir el componente lúdico. La incorporación de recursos virtuales constituye un recurso más que requiere incorporarse en función de los objetivos de formación (Kalinowski; Campero; Diaz, 2015; Añorve; Campero; Diaz, 2015; Argüello; Mondragón, 2012; Díaz Barriga; Hernández, 1999; Campero, 2005; Campero, 2011).

Un elemento más es el acompañamiento para responder a las características particulares de los contextos, de las personas jóvenes y adultas así como de las y los educadores. Mediante éste se posibilita la transformación de las prácticas educativas tradicionales, a partir de la reflexión y comprensión pedagógica desde una visión multirreferencial y, al mismo tiempo, se favorece un proceso integrador, global, interdisciplinario y humanizador de la formación de educadores de la educación de personas jóvenes y adultas (Añorve; Campero; Diaz, 2015).

La planeación, el desarrollo y el seguimiento de un proceso de formación es complejo por la diversidad de elementos involucrados y por estar en permanente construcción. De ahí la importancia del trabajo colegiado a lo largo del mismo para atender la articulación de contenidos y las situaciones particulares que se presentan en los educadores, tanto personales como en relación a sus aprendizajes (Campero, 2005). En la UPN, el seguimiento se realiza mediante reuniones semanales o quincenales del equipo docente.

Ejes formativos, competencias/objetivos y contenidos temáticos En el Estudio Latinoamericano se identificaron dos ejes formativos que están presentes en varios programas de formación de educadores/as de personas jóvenes y adultas, que fueron expresados en competencias u objetivos que se buscan desarrollar o lograr mediante diferentes contenidos; éstos se encuentran con diferentes énfasis y profundización y, además, en los mapas curriculares presentan diversos tipos de organización. También se identificaron temáticas particulares, que pueden constituir un eje más (Campero; Gutiérrez, 2013).

El primer eje corresponde a la ubicación histórica, política y social de la EPJA y de su práctica; a la importancia de ese campo educativo y de la labor de los educadores/as, el cual se desagrega en dos competencias/ objetivos con sus respectivos contenidos para fortalecerlas/alcanzarlos.

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La formación de los educadores y de las educadoras de personas jóvenes y adultas en Latinoamérica: aportes desde la investigación y la experiencia

El primero, en el que conoce y analiza la historia, los enfoques y las políticas de EPJA a nivel local, nacional e internacional para situar su práctica profesional en la EPJA y valorar la importancia de ese campo educativo, así como su labor. Contenidos: historia, enfoque/s de la EPJA, realidad social y política; importancia de la EPJA, y de las prácticas y del trabajo de los educadores/as.

Y el segundo, en el que realiza el diagnóstico de la práctica educativa, incluyendo el análisis del contexto local, nacional e internacional, así como él de los sujetos que participan, con la finalidad de situar su práctica profesional y, realizar procesos, programas y proyectos educativos pertinentes y relevantes. Contenidos: elaboración de diagnósticos; contextos locales, de las instituciones y de las prácticas de los educadores/as. Sujetos: concepciones, acercamiento, características.

Se podría decir que ese primer eje tiene un énfasis en los aspectos sociales vinculados con la formación y en la investigación social y se encontró con el nombre de socioeducativo en el diplomado Siprea.

Los procesos de enseñanza y aprendizaje con personas jóvenes y adultas constituyen el segundo eje formativo y las competencias vinculadas con el mismo buscan que éstos sean pertinentes y relevantes. Este eje es el de mayor importancia en todos los programas, ya que el propósito de los mismos es enriquecer las prácticas de los educadores/as de personas jóvenes y adultas, a partir del conocimiento, reflexión, análisis y puesta en práctica de los diferentes componentes que entran en juego en los procesos de enseñanza y aprendizaje. Por lo mismo, los contenidos se relacionan con teorías de enseñanza y aprendizaje con personas jóvenes y adultas; métodos, estrategias y técnicas; comunicación y trabajo en grupo; y planeación, organización, ejecución y evaluación de actividades. Un programa incluyó, además, un módulo de diseño curricular. A ese eje en el diplomado Siprea se le nominaba psicopedagógico.

En razón de la diversidad que caracteriza el campo de la educación de personas jóvenes y adultas es fundamental la consideración de los énfasis particulares de la formación en cualquier proceso, que constituyen un tercer eje formativo. Todas las propuestas consideran otros contenidos, además de los antes mencionados, que aportan una gran riqueza a los procesos formativos y se infiere que, mediante éstos, se desea profundizar en las áreas de la EPJA en las que trabajan los educadores/as así como con las problemáticas nacionales que se desea coadyuvar a dar respuesta (alfabetización y educación básica, pautas de crianza y educación en y para el trabajo, proyectos de desarrollo comunitario) o, en las perspectivas de las propuestas (género, derechos humanos y educación para la paz). Otros se vinculan con estrategias que se desean promover (proyectos comunitarios/ de incidencia local/ telecolaborativos, sistematización de experiencias, comunidades de aprendizaje); y unos más tienen relación con la modalidad con la que se ofrece el programa, por lo que se incluyen las tecnologías de la información y la comunicación. Finalmente, se encontraron dos énfasis adicionales: la incidencia política y la economía feminista.

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Al ser contextualizados los programas, los tres ejes formativos son susceptibles de ser considerados en cualquier programa, desde un curso de actualización hasta un diplomado o propuesta de formación inicial, acotándolos y adaptándolos al propósito y a las características, necesidades e intereses de las y los educadores/as así como a los tiempos previstos.

Consideraciones finales

La formación es un derecho de los educadores y educadoras y un elemento fundamental para avanzar en la profesionalización de ellos y ellas así como del campo de la EPJA en su conjunto, ya que por el papel clave que tienen en los procesos educativos, su desempeño hace la diferencia en los resultados que se obtienen. Es en este mismo sentido que se plantea que su preparación es fundamental para avanzar en el ejercicio al derecho a una educación de calidad de las personas jóvenes y adultas, en un escenario en el que la mayoría cuenta con bajos perfiles educativos y carecen de formación específica y en profundidad sobre ese campo educativo.

América Latina cuenta con una gran riqueza de programas que en sí constituyen aportes para otras regiones del mundo, incluyendo Europa y Norteamérica, así como con investigaciones de diversos tipos que delinean elementos sustantivos para orientar la formación de esos educadores de manera pertinente y relevante para abonar al mejoramiento de sus prácticas, a fin de promover aprendizajes significativos en las personas jóvenes y adultas que contribuyan tanto a su transformación personal, como a la de los grupos y sus contextos. Así, el enfoque socioeducativo resulta relevante por sus finalidades, características de los procesos, planteamientos metodológicos y ejes formativos.

Por lo mismo, si bien se requiere seguir promoviendo la investigación, lo más urgente es pasar a la acción responsable y comprometida mediante políticas públicas que promuevan y/o amplíen las oportunidades de formación de los educadores y educadoras, con la participación de las universidades y organismos de la sociedad civil, con la finalidad de sumar esfuerzos, trabajar de manera coordinada, creando sinergias.

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Figura 1 – Associação da Coleção de Palitos à sua   Respectiva Numeração
Figura 2 – Representação Numérica
Figura 3 – Representação Numérica para 31, 87, 54, 68 e 13
Figura 4 – Representação Numérica Espelhada para   31, 87, 54, 68 e 13
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Referências

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