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O USO DA ARGILA VERDE E ÓLEOS ESSENCIAIS DE
LAVANDA E MELALEUCA NO TRATAMENTO DA DERMATITE
SEBORREICA
1THE USE OF GREEN CLAY AND ESSENTIAL OILS OF LAVANDA AND MELALEUCA IN THE TREATMENT OF SEBORRHAL DERMATITIS
Darlene Schütz Dela Justina2, Ingritd Vanessa Loeff3
Resumo
O presente artigo acadêmico tem como tema a investigação sobre propriedades terapêuticas e os benefícios do uso da argila verde e óleos essenciais de lavanda e melaleuca no tratamento da dermatite seborreica, no couro cabeludo. Sendo assim, de que forma a argila e os óleos essenciais podem contribuir para a saúde do couro cabeludo, mais especificamente para a dermatite seborreica. O objetivo desse estudo é analisar os benefícios que a argila verde o os óleos essenciais de lavanda e melaleuca podem oferecer no tratamento da dermatite seborreica. A Metodologia utilizada neste estudo trata-se de uma revisão bibliográfica com coleta de dados em fontes secundarias como livros, revistas, artigos e sites da internet que propõe uma investigação mais aprofundada das terapias alternativas no tratamento da dermatite seborreica. No período que compreende os anos entre 1999 e 2018. No mundo contemporâneo a exigência crescente para produtos naturais está se expandindo, adaptando-se ao novo cenário que está em constantes mudanças. Os tratamentos alternativos utilizando a argila e os óleos essenciais são considerados uma técnica milenar, que utilizasse as matérias-primas extraídas da terra, flores, folhas, frutos, entre outros recursos. Podendo ser utilizados em tratamentos ou cuidados para a pele. A ação terapêutica tanto da argila verde, como dos óleos essenciais de lavanda e melaleuca, oferece benefícios, por serem produtos de origem natural, oferecendo assim um tratamento eficaz ou preventivo para o surgimento da dermatite seborreica. Concluímos que a utilização de recursos naturais, tais como a argila verde e os óleos essenciais de lavanda e melaleuca possuem benefícios para os tratamentos capilares, que estão cada vez mais sendo utilizados, em centro de estética, como sendo uma terapia alternativa, com diferentes benefícios como: bactericida, antisséptica, cicatrizante, repor os minerais da pele, realizar um peeling natural, regular a oleosidade nos cabelos entre outros.
Palavras-chave: dermatite seborreica, glândulas sebáceas, argila verde, óleo essencial
de lavanda e melaleuca.
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Trabalho de Conclusão vinculado ao Curso de Tecnologia em Cosmetologia e Estética da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC).
2Acadêmica do Curso de Tecnologia em Cosmetologia e Estética da Uniplac.
41 Abstract
The present academic article has as subject the inquiry on therapeutical properties and the essential benefits of the use of the green clay and oils of lavanda and melaleuca in the treatment of the seborreica dermatitis, in the cabeludo leather. Being thus, of that it forms the clay and the essential oils can contribute for the health of the cabeludo leather, more specifically for the seborreica dermatitis. The objective of this study is to evaluate the benefits that the green clay the essential oils of lavanda and melaleuca can offer in the treatment of the seborreica dermatitis. The Methodology used in this study is about a bibliographical revision with collection of data in sources would second as books, magazines, articles and sites of the Internet that more considers a deepened inquiry of the alternative therapies in the treatment of the seborreica dermatitis. In the period that understands the years between 1999 and 2018. In the world contemporary the increasing requirement for natural products is if expanding, adaptando it the new scene that is in constant changes. The alternative treatments using the essential clay and the oil are considered one millenarian technique, that used the substances extracted cousins of the land, flowers, leves, fruits, among others resources. Being able to be used in well-taken care of treatments or for the skin. The therapeutical action in such a way of the green clay, as of essential oils of lavanda and melaleuca, offers benefits, for being products of natural origin, thus offering an efficient or preventive treatment for the sprouting of the seborreica dermatitis. We conclude that the use of natural resources, such as the green clay and essential oils of lavanda and melaleuca possess benefits for the hair treatments, that are each time more being used, in center of aesthetic, as being an alternative therapy, with different benefits as: bactericidal, antiseptic, cicatrizante, to restitute minerals of the skin, to carry through one peeling natural, to regulate the oleosidade in the hair among others.
Keywords: seborreica dermatitis, sebáceas glands, green clay, essential oil of lavanda
and melaleuca.
1. INTRODUÇÃO
Este artigo acadêmico irá tratar sobre as propriedades terapêuticas e os benefícios do uso da argila verde e óleos essenciais de lavanda e melaleuca no tratamento da dermatite seborreica, no couro cabeludo.
O objetivo desta investigação e conhecer as propriedades terapêuticas e os benefícios da argila verde e óleo essenciais de lavanda e melaleuca, e
como influenciam no tratamento da dermatite seborreica, assim sendo uma terapia alternativa, podem proporcionar uma melhora significativa na saúde e na estética do couro cabeludo.
A relevância deste tema na atualidade vai ao encontro da crescente busca do uso de terapias naturais para os cuidados da saúde capilar.
O uso deste conhecimento pelos
profissionais tecnólogos em
cosmetologia e estética e considero viável por estar ligada à área da saúde
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preventiva, sendo assim é de suma importância as terapias alternativas, que são meios naturais que podem tratar afecções do couro cabeludo, uma destas afecções é a dermatite seborreica, que ainda é uma doença de causa
desconhecida, que provocadas
incomodo nos indivíduos.
A vantagem da argila verde e os óleos essenciais de lavanda e melaleuca, no tratamento ou equilíbrio da dermatite seborreica, deve-se pelo baixo custo, simplicidade do tratamento e por ser um recurso natural.
A argila e óleo essenciais eles influenciam na saúde do couro cabeludo, oferecendo um efeito de limpeza, redução da oleosidade, da descamação, e pelo desconforto que é causado pela coceira (prurido). As terapias, utilizando a argila e óleos essenciais, podem assim proporcionar uma melhora na qualidade do couro cabeludo, tratando os desequilíbrios que são provocados pela dermatite seborreica, assim aliviando ou minimizar os sintomas.
Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica com coleta de dados em fontes secundarias como livros, revistas, artigos e sites da internet que propõe uma investigação mais aprofundada das terapias alternativas no tratamento da dermatite seborreica. No período que compreende os anos entre 1999 e 2018.
2. DESENVOLVIMENTO Couro cabeludo
O couro cabeludo pode ser compreendido como uma unidade funcional composta por várias camadas de tecido, e que desliza livremente por sobre a calota craniana (LEMOS, RADWANSKI, RUSTON, 2011).
Segundo Lemos, Radwanski, Ruston (2011), afirma que num corte transversal, o couro cabeludo é dividido em 5 camadas anatômicas: pele, tecido adiposo, aponeurose epicraniana ou gálea, tecido conjuntivo frouxo subgaleal e pericrânio.
A pele é o maior órgão do corpo humano, e é dividida em três camadas distintas: A epiderme que é a camada mais superficial da pele e a protege de agressões externas; a derme que é uma camada vascularizada que tem como função nutrir a epiderme, possui fibras de colágeno e elastina que promove firmeza e elasticidade a pele respectivamente, já na hipoderme encontra-se o reservatório de energia (FARIA, JALIL, 2018).
A pele do couro cabeludo é grossa, contém muitos pelos e numerosas glândulas sebáceas e sudoríparas (LEMOS, RADWANSKI, RUSTON, 2011).
Conforme Wichrowshi (2007), a pele do couro cabeludo tem reduzida concentração de melanina, e é protegida pelos os cabelos e, com nas demais partes do corpo.
O couro cabeludo é uma região que pode ficar doente muito rapidamente. Se negligenciarmos os
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cuidados impostos, podemos sofrer danos abruptos e irreversíveis (BRAGA, 2014).
Glândulas sebáceas
De acordo com Azulay, Azulay, Abulafia (2017), afirma que as glândulas sebáceas se originam de uma modificação, ainda na fase embrionária, das células-fonte da protuberância do folículo piloso. Sua porção secretória é mais frequentemente polilobular, constituída, na área central, por células claras, cujo citoplasma é espumoso e rico em lipídios, enquanto a parte periférica é formada por células basais germinativas.
As glândulas sebáceas são holócrinas, isso quer dizer que sua secreção resulta na liberação do seu conteúdo, as células que elaboram a secreção morrem e fazem parte integrante do produto por elas elaborados e expelidos (BRAGA, 2014).
Podem existir mais de uma glândula sebácea por pelo, no couro cabeludo o número dessas glândulas pode chegar a 1.000 por cm² (DAMAZIO et al, 2015).
Segundo Rivitti (2014) as glândulas sebáceas estão presentes em todas a pele, com exceção nas regiões das palmas das mãos e plantas dos pés. Desembocando sempre no folículo pilossebáceo, com ou sem pelo. Assim a pele, é recoberta por uma camada fina de uma substância oleosa, o sebo (MAIO, 2011).
O sebo é constituído
principalmente
por esqualeno, colesterol, ésteres do colesterol, ésteres
graxos e triglicerídeos; estes últimos, ao sofrerem ação enzimática das bactérias do folículo, dão origem aos ácidos graxos livres (AZULAY, AZULAY, ABULAFIA, 2017).
De acordo com Mota (2014), o sebo tem como objetivo formar uma película conhecida como emulsão hidrolipídica, a funções dessa emulsão é a de proteção contra desidratação e controle da flora bacteriana da pele e do ph.
A atividade das glândulas sebáceas está sob controle dos hormônios andrógenos; por isso sua atividade está presente no nascimento, desaparece durante a infância, torna-se plena na puberdade e diminui gradativamente pelo resto da vida, paralelamente ao que ocorre com os níveis séricos do DHEA-S (andrógeno suprarrenal), que parece ser seu regulador. Eventualmente, as glândulas podem desembocar diretamente na superfície da pele ou apresentar-se em localizações atípicas, como na mucosa oral, onde são identificadas como
pequenos pontos amarelados
conhecidos pelo nome de grânulos de Fordyce (DAMAZIO et al, 2015).
Segundo Barsanti (2009), o excesso de sebo, quando se deposita na superfície do couro cabeludo, provoca uma irritação na epiderme chamada dermatite seborreica.
44 Dermatite seborreica
Segundo Kede, Sabatovich (2009), a dermatite seborreica é uma
doença inflamatória,
papulodescamativa, eritematosa e gordurosa, que afeta principalmente as áreas ricas em glândulas sebáceas do couro cabeludo, face e tronco. Desenvolve-se de maneira crônica, com períodos de melhora e piora dos sintomas.
A dermatite seborreica tem uma maior ocorrência entre os 18 a 40 anos de idade, e uma certa prevalência ao sexo masculino, podendo também existir uma pré-disposição familiar para o desenvolvimento da dermatite seborreica. A causa da doença e desconhecida (PEREIRA, 2016).
Segundo Gomes (1999), a dermatite seborreica é considerada um distúrbio causado pelo excesso da secreção sebácea, gera uma quantidade de sebo excessiva e de maior concentração no couro cabeludo, pois, nesta área existe uma maior quantidade de glândulas sebáceas, que acaba provocando uma irritação no couro cabeludo. Conforme figura 1.
Figura 1: Dermatite Seborreica
Fonte: www.saude.umcomo.com.br
Quimicamente pode existir uma alteração na qualidade e na quantidade de sebo, tendo uma maior quantidade de colesterol, triglicerídeos e parafina, e uma menor quantidade de esqualeno, ácidos graxos e ésteres (PEREIRA, 2016).
De acordo com Lacrimante (2008), existem certas influências que interferem na evolução da dermatite seborreica, denominado fatores reguladores, cuja a presença agrava o quadro da seborreia e cujo controle a melhora. Dentre elas estão o estresse emocional, o consumo de alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas, além de outros fatores como banhos muito quentes, e o clima, como o inverno.
A origem e a causa da dermatite seborreica não está totalmente definida, mas há um consenso que três fatores são importantes no desenvolvimento da doença, como, a secreção das glândulas sebáceas, alteração da microbiota (Malassezia sp) da pele e resposta imune do indivíduo (COELHO et al, 2013).
Gomes (1999), afirma que em um grau mínimo, a dermatite seborreica é percebida como caspa e oleosidade excessiva, com algum prurido no couro cabeludo. Já em um grau mais avançado, seus sintomas são irritação, prurido, seguido por vermelhidão e descamação do couro cabeludo.
De acordo com Tosti (2014), a dermatite seborreica pode geralmente está associada à alopecia androgenética. Cerca de 72% dos portadores da doença possuem algum grau de perda, podendo levar a rarefação capilar, em alguns
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casos, tratando-se a dermatite seborreica, a queda de cabelos regride (FORMARIZ et al, 2005).
Argila verde
Segundo Damazio, Gomes (2009), a argiloterapia ou geoterapia é o uso de recursos minerais empregados com a finalidade de promover efeito terapêutico. Contudo, a utilização da argila para curar não é nenhuma novidade, na Grécia, cerca de 400 a.C., Hipócrates, o pai da medicina já utilizava a argila em seus tratamentos; já no Egito, cerca de 50 a.C., Cleópatra utilizava a argila em máscaras e banhos.
A argiloterapia é 100% natural, considerada importante por ter extrema capacidade de absorção para retirar toxinas da pele e absorção de minerais, obtida pela extração em regiões não poluídas, isoladas ou remotas do contato humano (AMARAL, 2015).
As argilas são classificadas em primárias que são as originadas da decomposição do solo devido às ações físico-químicas do ambiente natural ao longo dos anos. Normalmente, apresentam-se em forma de pó. Já as secundarias são decorrentes da
sedimentação de partículas
transportadas pelas chuvas e pelos ventos, possui a aparência de lama ou tem um aspecto mais pastoso (CLAUDINO, 2010).
De acordo com Damazio, Gomes (2009), as argilas contêm componentes químicos (oligoelementos), que variam em suas quantidades, o que inclusive determina sua coloração e indicação.
São muitas as propriedades e as técnicas de utilização das argilas nas terapias estéticas nas quais ela pode ser utilizada nos procedimentos faciais, corporais e capilares.
Os oligoelementos estão presentes em pequenas quantidades, tais como: alumínio, boro, cálcio, cobre, ferro, fósforo, lítio, magnésio, manganês, níquel, potássio, selênio, sílica, sódio, titânio, zinco e muitos outros elementos (SOUSA, 2013).
A argila possui importantes propriedades cosméticas, no momento em que é utilizada na pele, um sistema de troca energéticas entre a pele e os elementos da argila acontece, por meio da permeação dos oligoelementos na pele, devido à capacidade de troca de cátions das argilas, e também pela água, que é absorvida pelos queratinócitos, gerando uma troca iônica de íons e facilitando assim a entrada nos espaços intersticiais das células da epiderme e derme, auxiliando na respiração celular e na transferência de elétrons (ADAD, DAVID, YASUNAGA, 2017).
De acordo com Sousa (2013, p.158), “uma das mais antigas preparações cosméticas de que se tem ciência, as argilas têm sido usadas para propósitos cosméticos há séculos”.
Conforme Claudino (2010), a argila verde é a mais completa entre as argilas por possuir maior diversidade em elementos, com um equilíbrio perfeito entre seus componentes, sendo, inclusive, a mais rica em silício e alumínio. Conforme figura 2.
46 Figura 2: argila verde
Fonte: www.belezadaterra.com.br
Segundo Sousa (2013), os benefícios da argila verde são: possui pH neutro, possui ação absorvente, combate edema, é secativa, emoliente, antisséptica, bactericida, analgésica, cicatrizante e é indicada para peles oleosas e para produtos para cabelos oleosos. E ainda realiza um verdadeiro peeling natural (CLAUDINO, 2010).
A terapia com a argila pode ser utilizada em afecções do couro cabeludo como dermatite seborreica, seborreia e caspa, sendo ela capaz de provocar estímulos no tecido dérmico, gerando a capacidade de remover resíduos de glândulas sudoríparas e sebáceas da superfície da pele, o que faz a pele resistir aos agentes patogênicos e assim aumentando a nutrição tópica. Acontecendo assim um tipo de peeling capilar, quando a argila é utilizada no couro cabeludo, elimina células mortas, assim promovendo a liberação das toxinas do organismo, reativando a circulação local, absorvendo impurezas e resíduos causados pela dermatite seborreica (SOUSA, 2013).
As contraindicações da utilização da argila são durante o período menstrual, gravidez, não fazer a aplicação sobre a boca, e os órgãos
genitais e diretamente sobre feridas. Caso tenha almoçado ou jantado, fazer a
aplicação três horas depois
(CLAUDINO, 2010).
Para a preparação da argila é necessário usar materiais que preservem os efeitos terapêuticos e não ofereçam risco de contaminação. Independente da maneira que a argila for aplicada, será preciso de uma espátula (ou colher) e recipiente de vidro, madeira ou cerâmica. Não utilizar materiais de metal ou plástico, pois a argila funciona como um ímã que puxa partículas de material. É importante que tudo esteja muito limpo, inclusive as mãos (GRECCO, 2018).
Óleo essencial
De acordo com Damazio, Gomes (2009), a aromaterapia é um método terapêutico com aplicação em vários segmentos da saúde, também podendo ser defina como a arte e ciência milenar de utilizar aromas na forma de óleos essenciais para cuidar da beleza e saúde física e mental. Sendo assim, somente óleos essenciais puros e naturais devem ser utilizados.
Desde os primórdios, as plantas são utilizadas inteiramente, incluindo todos os seus elementos (raízes, folhas, flores e frutos), sendo consideradas desde então, altamente benéficas, com propriedades curativas. As plantas foram utilizadas como matéria-prima para perfumes, fins medicinais, ritos de beleza e para rituais religiosos. Esses fatos são evidenciados através de registros, nos mais variados suportes,
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advindos de regiões variadas no mundo, no qual é possível perceber a busca contínua por métodos que trouxessem benefícios físicos e espirituais, através de meios naturais, obtidos nas regiões
onde residiam (CAVAGLIERI,
PADILHA, PRADO, 2017).
Segundo Amaral, (2015), a versatilidade na aplicação está presente em todos os óleos essenciais, é uma de suas características é a versatilidade, servindo para diversas áreas do corpo e para várias técnicas e objetivos. Conforme figura 3.
Figura 3: óleo essencial
Fonte: www.http://portaldobem.net
Conforme Amaral (2015), com um mesmo óleo essencial é possível desenvolver diversos tratamentos. Por exemplo, o mesmo óleo essencial que utilizamos para o cabelo ou o couro cabeludo pode ser aplicado em outras regiões do corpo, como pés ou pernas.
Os óleos essenciais podem ser aplicados tanto pela via olfativa, quanto pela via cutânea, está podendo ser em quase todas as partes do corpo humano exceto nos olhos, que se irritam facilmente em contato com essas substâncias (AMARAL, 2015).
Quando aplicados externamente os óleos essenciais penetram pela pele,
através dos folículos capilares e glândulas sebáceas, e são facilmente absorvidos pelos fluidos do corpo, onde eles não só ajudam a matar bactérias e inibir a ação de vírus, mas também
ajudam estimulam o sistema
imunológico, melhorando a resistência corporal (LÁSZLÓ, 2005).
Os óleos essenciais não podem ser utilizados diretamente na pele, por serem muito concentrados. Deve-se utilizar o mesmo com um óleo vegetal como carreador para promover a melhor absorção na pele, já que ele é neutro, sendo assim não interferem nas propriedades dos óleos essenciais (FARIA, JALIL, 2018).
Vale ressaltar que os únicos óleos essenciais que podem ser usados topicamente na pele de forma segura, são os óleos de lavanda e tea tree (melaleuca), os outro devem ser diluídos em óleo vegetal (SOUSA, 2013).
São contraindicados a utilização dos óleos essenciais na gestação, doenças graves como câncer, diabetes, deficiência hepática e renal, hipertensão arterial, pessoas com sensibilidade aos óleos essenciais, fotossensibilidade (óleos cítricos), e nunca se deve usar o óleo essencial diretamente sobre a pele, mas diluído a um carreador. As exceções são os óleos de lavanda e melaleuca, que podem ser utilizados (DAMAZIO, GOMES, 2009).
Os óleos essenciais podem ser orientados para pessoas que buscam terapias alternativas naturais, para alívio de dores, cura alternativa de doenças, tratamentos estéticos, sensação de
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estar, entre outros benefícios (CAVAGLIERI, PADILHA, PRADO, 2017).
Óleo essencial de lavanda
As espécies mais comuns são as seguintes: Lavandula angustifolia, Lavandula officinalis e Lavandula Vera.
Faz parte da família das labiadas. Sua origem da França (AMARAL, 2015).
De acordo com Amaral, (2015), quando quiser deixar o tratamento de qualquer óleo essencial mais seguro, recomenda-se a aplicação conjunta com o óleo essencial de lavanda. Conforme figura 4.
Figura 4: óleo essencial de lavanda
Fonte: www.dicassobresaude.com
Segundo Lászlo (2005), o óleo essencial de lavanda possui um excelente citofilático (regenerador do tecido epitelial), sendo muito útil, no tratamento de problema de pele: queimaduras, pele envelhecida, rugas, pele seca, alergias, dermatites e como prevenção da acne. Age também como antisséptico para infecções cutâneas, e promove a regeneração celular do tecido. (AMARAL, 2015).
No couro cabeludo, ele é indicado no tratamento da psoríase, ajudando a cicatrizar o local e a mantê-lo hidratado (AMARAL, 2015).
Óleo essencial de melaleuca
Segundo Ribeiro (2010), o óleo essencial de melaleuca, também conhecido como tea tree (árvore do chá), é utilizado como antisséptico tópico para várias infecções da pele, o óleo essencial é extraído da Melaleuca Alternifólia – uma árvore nativa da Austrália. Conforme figura 5.
Figura 5: folhagem de melaleuca
Fonte: www.engenhariadasessencias.com.br
De acordo com Amaral (2015), suas principais propriedades são: antisséptico, antiviral, fungicida, parasiticida, bactericida, germicida e cicatrizante, pode ser utilizado em quase todos os tipos de infecções cutâneas.
Sendo indicada para uso nos cabelos, possui mais afinidade com o couro cabeludo, com os excessos de sebo produzido pelas glândulas sebáceas, sendo indicado para
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tratamentos de seborreia, caspa e psoríase. Também regula a produção de sebo em cabelos oleosos (AMARAL, 2015).
Tratamentos
O uso dos recursos naturais tais como óleos essenciais e argila nos tratamentos capilares, está em crescente expansão. E a estética está contribuindo com esse crescimento, inovando com terapias alternativas, mantendo o equilíbrio cutâneo e restaurando as patologias do couro cabeludo (FARIA, JALIL, 2018).
Quando a argila verde é aplicada no couro cabeludo, ela proporciona uma espécie de peeling capilar, é faz a absorção da oleosidade. O óleo essencial de lavanda é cicatrizante, equilibra a oleosidade e estimula a renovação celular, tendo a ação tônica sobre os cabelos. Já o óleo essencial de Melaleuca vai atuar como antisséptico conta as infecções bacterianas da pele (DUARTE, LIMAS, 2011).
Quando se utiliza a argila com um óleo essencial, primeiro adiciona-se um carreador (óleo vegetal) ao óleo essencial. Em seguida dilui-se a argila em um veículo inodoro ou neutro, que pode ser água, creme, gel, shampoo, e posteriormente acrescenta-se o carreador com o óleo essencial e faz se a aplicação no couro cabeludo (DAMAZIO, GOMES, 2009).
De acordo com Gomes (2017), para atingir bons resultados é importante ter cautela no uso da argila. Quando utilizado em excesso, o produto
pode causar ressecamento do couro cabeludo e dos fios. Indicando assim a aplicação a cada 15 dias, sempre observando o couro cabeludo e as reais necessidades da aplicação. Lembre-se que cada caso é único e que você deve observar a resposta do couro cabeludo e dos fios para realizar uma nova aplicação. Podendo fazer a aplicação de óleo vegetal nos fios de cabelo para prevenir o ressecamento que pode ser causado pela argila.
Os Óleos Vegetais são a forma natural de hidratar a pele e os cabelos, não deixam com aspecto oleosa, como o
óleo mineral, pois penetram
integralmente. O Óleo vegetal de Abacate é rico em vitamina A, B1, B2 e C, em lipídios, aminoácidos e substâncias nutrientes essenciais para peles normais e oleosas com também para cabelos (AMARAL, 2015).
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso de recursos naturais, como a argila e os óleos essenciais no tratamento de patologias no couro cabeludo está em crescente expansão. Sendo a estética a principal contribuinte para esse crescimento, buscando sempre os benefícios e os meios de se ter um tratamento eficaz ou preventivo.
As vantagens deste tratamento da ser pela sua simplicidade, baixo custo e por ser um tratamento inovador, que traz como base os recursos naturais.
Constatou-se que ainda exista pouco estudo sobre o uso da argila juntamente com os óleos essenciais em
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tratamentos do couro cabeludo e a sua aplicação na estética capilar.
Verificamos que o uso de produtos naturais, tais como a argila verde e os óleos essenciais de lavanda e melaleuca possuem benefícios para os tratamentos capilares, que estão cada vez mais sendo utilizados, em centro de estética, como sendo uma terapia alternativa, com diferentes benefícios como: bactericida, antisséptica, cicatrizante, repor os minerais da pele, realizar um peeling natural, regular a oleosidade nos cabelos entre outros.
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