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Doenças Auto-Imunes (Continuação)

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Academic year: 2021

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Doenças Auto-Imunes

(Continuação)

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Esclerose Sistêmica (Esclerodermia)

• Doença caracterizada por fibrose excessiva

difusamente no corpo. A pele é afetada mais

comumente, porém, o trato gastrointestinal , rins, coração, músculos e pulmões também são

acometidos com frequência. Em alguns pacientes a doença pode ficar limitada à pele por muitos

anos, mas, na maioria ela progride para envolvimento visceral com morte por

insuficiência renal, má absorção intestinal, insuficiência cardíaca ou pulmonar.

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Esclerose Sistêmica (Esclerodermia)

• Em função dessa heterogeneidade, a doença é classificada em :

– Esclerodermia Localizada – Esclerodermia Difusa

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Esclerose Sistêmica (Esclerodermia)

• Etiogenia e Patogenia: Causa desconhecida. A

fibrose é secundária a uma ativação anormal do sistema imune: ativação de linfócitos CD4,

respondendo a um antígeno ainda desconhecido. A resposta imune iniciada, produz várias

citocinas, inclusive fatores estimuladores de fibroblastos. A lesão geralmente inicia-se na

micro-vasculatura, principalmnte na íntima das artérias digitais.

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Esclerose Sistêmica (Esclerodermia)

• Morfologia: Pele – esclerose da pele dos dedos com atrofia das cristas epidermais, esclrodactilia

(“dedos” de madeira). Bolas se formam perto da boca e face com aspecto de “máscara”.

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Esclerose Sistêmica (Esclerodermia)

• Morfologia: Trato Gastrointestinal – Elastose e fibrose das paredes da do esôfago, apresentando dificuldade de deglutição e digestão, levando a um quadro de disfagia e dificuldade de absorção. • Rim – Glomerulo-nefrite encontra-se,

geralmente, presente levando a uma insuficiência renal.

• Pulmão – elastose e fibrose pulmonar levando a um quadro de “Cor Pulmonar”

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Esclerose Sistêmica (Esclerodermia)

• Evolução Clínica: A esclerose sistêmica é

principalmente uma doença de mulheres (3:1), com incidência máxima na faixa etária de 50 a 60 anos. Alguns sintomas semelhantes ao LES e

artrite reumatóide. A manifestação mais funesta é a hipertensão maligna, com subsequente

desenvolvimento de insuficiência renal fatal,

mas, na ausência, a progressão da doença pode

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Artrite Reumatóide

• A Artrite Reumatóide (AR) é um distúrbio

inflamatório sistêmico crônico que pode afetar

muitos tecidos e orgãos – pele, vasos sangüíneos, coração, pulmões e músculos – mas ataca

principalmente as articulações, produzindo uma sinovite proliferativa não-supurativa que, muitas vezes, evolui para destruição da cartilagem

articular e anquilose das articulações. Embora a

causa da AR permaneça desconhecida, a

auto-imunidade desempenha um papel central na sua cronicidade e progressão.

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Artrite Reumatóide

• Cerca de 1% da população mundial é afligida pela AR, as mulheres em uma freqüência de três a

cinco vezes maior que os homens. A incidência máxima é da terceira à quinta década de vida, mas nenhuma idade é imune.

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Artrite Reumatóide – Morfologia:

• Articulações: sinóvia edematosa, espessada e hiperplásica. Infiltrado perivascular denso

composto de folículos linfóides (CD4, plasmócitos e macrófagos); atividade

osteoclástica no osso subjacente, permitindo

que a sinóvia penetre no osso formando erosões justa-articulares, cistos subcondrais e

osteoporose; formação de pannus (massa

fibrocelular de sinóvia e estroma sinovial que consiste em células inflamatórias, tec.

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Artrite Reumatóide – Morfologia:

• Articulações: Com o tempo, após a destruição da cartilagem, o pannus une os ossos opostos formando anquilose fibrosa, que depois se

ossifica para gerar anquilose óssea.

• A inflamação dos tendões, ligamentos e, às vezes, do músculo esquelético contíguo

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Artrite Reumatóide – Morfologia:

• Pele: Os nódulos reumatóides são a lesão cutânea mais comum. Ocorrem em 25% dos pacientes, em geral naqueles com doença

intensa e surgem nas reiões da pele que estão sujeitas a pressão, incluindo a face ulnar do

antebraço, cotovelos, occipital e região

lombossacral. Menos comumente podem se formar em vísceras ( coração, baço, pulmões, aorta, válvulas cardíacas).

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Artrite Reumatóide – Morfologia:

• Pele: Os nódulos reumatóides são firmes

indolores, redondos ou ovais e, na pele, surgem no tecido subcutâneo. Microscopicamente,

possuem uma zona central de necrose fibrinóide circundada por uma orla proeminente de

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Artrite Reumatóide – Morfologia:

• Vasos sangüíneos: vasculite reumatóide,

envolvimento das artérias de pequeno e médio calibre, pode ter caráter catastrófico quando

envolve orgãos vitais. Com freqüência, artérias pequenas como os vasa nervorum e artérias

digitais são obstruídas por uma endoarterite

obliterativa resultando em neuropatia periférica, úlceras e gangrena.

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Artrite Reumatóide

• Patogenia: Embora muitos aspectos permaneçam obscuros, atualmente acredita-se que a AR é

desencadeada por exposição de um hospedeiro imunogeneticamente suscetível a um antígeno

microbiano artritogênico. Desse modo, uma artrite

aguda é desencadeada, mas é a reação auto-imune continuada, a ativação das células T CD4 e a

liberação local de mediadores inflamatórios e citocinas que, depois, destroem a articulação.

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Artrite Reumatóide

• Evolução Clínica: Começa lenta e insidiosa em mais da metade dos pacientes, no início há mal-estar

fadiga e dor musculo-esquelética, e somente após várias semanas ou meses as articulações são

envolvidas. Geralmente as pequenas articulações são afetadas antes das grandes, articulações MCF, MTP e IF, seguidas pelo punho, cotovelo, tornozelo e joelho. Incomumente, a coluna cervical é

envolvida, mas a lombo-sacral e quadril são poupados. As articulações envolvidas são

tumefeitas, quentes, dolorosas e particularmente rígidas no início da manhã ou após inatividade.

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Artrite Reumatóide

• Evolução Clínica: A evolução da doença pode ser lenta ou rápida, pode haver períodos de remissão parcial ou completa, mas os sintomas

inevitavelmente retornam e acometem articulações previamente indenes. A destruição dos tendões,

cápsula e ligamentos produz deformidades típicas, incluindo desvio ulnar dos dedos, desvio radial do punho e anormalidade em flexão-hiperextensão dos dedos (“em pescoço de cisne e em “botoeira”). O

resultado final são articulações deformadas e com ADM mínima.

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Critérios diagnósticos

• São utilizados os critérios publicados em 1987 pelo Colégio

Americano de Reumatologia, sendo necessários pelo menos quatro:

• artrite de três ou mais articulações e com envolvimento simultâneo com duração mínima de 6 semanas

• artrite de articulações das mãos, incluindo punhos, com duração mínima de 6 semanas

• artrite simétrica (para interfalangianas e metacarpofalangianas não é necessário o mesmo dedo)com duração mínima de 6

semanas

• rigidez matinal de mais de 1 hora com duração mínima de 6 semanas

• presença de fator reumatóide • nódulos reumatóides

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Artrite Reumatóide Juvenil (ARJ)

• Uma das doenças infantis do tecido conjuntivo mais comuns, é causa importante de incapacidade

funcional em crianças.

• Por definição, começa antes dos 16 anos de idade e a maioria dos pacientes é diagnosticada durante a segunda infância.

• Classificada em oligoarticular (< de 5 articulações envolvidas) e poliarticular (> de 5 articulações) e sistêmica.

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Artrite Reumatóide Juvenil (ARJ)

• Difere da AR em adultos nos seguintes pontos: 1. A oligoartrite é mais comum

2. O início sistêmico é mais freqüente

3. As grandes articulações são afetadas com maior freqüência que as pequenas

4. Nódulos reumatóides e fator reumatóide costumam estar ausentes.

5. Soropositividade para anticorpos antinucleares é comum

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Artrite Reumatóide Juvenil (ARJ)

• Patogenicidade inclui fatores genéticos,

semelhantes àqueles da AR, infecção bacteriana ou viral com imunerregulação anormal com

prevalência de células CD4+.

• As articulações mais atingidas são joelhos, punhos, tornozelos e cotovelos. Tornam-se

quentes e tumefeitas, muitas vezes apresentam envolvimento simétrico.

• Pericardite, miocardite, fibrose pulmonar,

glomerulonefrite e retardo do crescimento são manifestações extra-articulares possíveis.

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Artrite Reumatóide Juvenil (ARJ)

• A doença sistêmica pode ter início abrupto com picos febris, eritema migratório e transitório,

hepatoesplenomegalia e serosites.

• Uma recuperação satisfatória ocorre em 70 a 90% dos pacientes e apenas em 10%

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Espondiloartropatias Soronegativas

• As Espondiloartropatias soronegativas são um grupo de doenças caracterizadas por artrite periférica ou axial inflamatória e associadas a outros distúrbios, em geral infecciosos. Incluem: • Espondilite Anquilosante

• Artrite Reativa (Síndrome de Reiter) • Artrite Psoriática

• Artrite associada à doença inflamatória intestinal

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Espondilite Anquilosante

• Conhecida também como espondilite reumatóide e

doença de Marie-Strümpell, é uma artropatia inflamatória crônica das articulações axiais,

especialmente as sacroilíacas. Geralmente ocorre em meninos e começa na adolescência. Cerca de 90% são positivos para o HLA-B27, contudo certos subtipos de HLA-B27 não acarretam suscetibilidade à doença. Como n AR, essa doença pode predispor ao desenvolvimento de auto-anticorpos dirigidos contra elementos articulares, após uma infecção.

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Espondilite Anquilosante

• Histologicamente, uma sinovite crônica causa destruição da cartilagem articular e anquilose

óssea, especialmente nas articulações sacroilíacas e interapofisárias. A inflamação em locais de inserção tendineoligamentares acarreta excrescências

ósseas, que agravam a anquilose produzindo

imobilidade vertebral acentuada. Os pacientes, em geral, apresentam lombalgia crônica progressiva. Envolvimento de articulações periféricas, como os quadris, joelhos e ombros ocorre em cerca de um terço dos pacientes.

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Síndrome de Reiter

• Consiste em uma tríade de artrite, uretrite ou

cervicite não-gonocócica e conjuntivite. A maioria

são homens entre a terceira ou quarta década de vida e 80% são positivos para o HLA –B27. Doença autoimune, desencadeada por uma infecção

prévia(gastrintestinal ou genitourinárias). Os

sintomas de artrite se desenvolvem após várias

semanas da uretrite ou diarréia. Rigidez articular e lombalgia são sintomas iniciais comuns. Tornozelos, joelhos e pés são afetados com mais freqüência,

presença de esporões calcâneos e sinovite da bainha tendínea em dedos da mão ou do pé.

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Síndrome de Reiter

• Os pacientes com doença crônica têm um envolvimento da coluna vertebral que é

indistinguível da espondilite anquilosante. A história natural da Síndrome de Reiter é

extremamente variável. Os episódios de artrite costumam ir e vir durante um período de várias semanas a 6 meses. Quase 50% dos pacientes

têm artrite recorrente , tendinite, fasciite plantar e dor lombossacra que pode causar

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Referências

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