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Rua Dr. Celestino, 74 24020-091- RJ – Brasil

Tel. (21) 2629-949/ E-mail: [email protected]

www.uff.br/mpea

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

ESCOLA DE ENFERMAGEM AURORA DE AFONSO COSTA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO PROFISSIONAL EM ENFERMAGEM ASSISTENCIAL

HELDER CAMILO LEITE

A CAPACITAÇÃO DOS ENFERMEIROS E O PROCESSO DA COLETA

DO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL E PLACENTÁRIO:

O CASO DA MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ

Niterói, RJ Dezembro/ 2015

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Rua Dr. Celestino, 74 24020-091- RJ – Brasil

Tel. (21) 2629-949/ E-mail: [email protected]

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A CAPACITAÇÃO DOS ENFERMEIROS E O PROCESSO DA COLETA

DO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL E PLACENTÁRIO:

O CASO DA MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ

Autor: Helder Camilo Leite

Orientadora: Prof.ª Dr.ª Ana Karine Ramos Brum

Relatório de pesquisa apresentado à Banca de defesa de dissertação do Mestrado Profissional em Enfermagem Assistencial da Universidade Federal Fluminense/UFF como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Enfermagem.

Linha de Pesquisa:O Contexto do Cuidado em Saúde

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Rua Dr. Celestino, 74 24020-091- RJ – Brasil

Tel. (21) 2629-949/ E-mail: [email protected]

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

ESCOLA DE ENFERMAGEM AURORA DE AFONSO COSTA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO PROFISSIONAL EM

ENFERMAGEM ASSISTENCIAL

CAPACITAÇÃO DOS ENFERMEIROS E O PROCESSO DA COLETA DO

SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL E PLACENTÁRIO:

O CASO DA MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

LINHA DE PESQUISA: O CONTEXTO DO CUIDAR EM SAÚDE

Autor: Helder Camilo Leite

Orientadora: Drª Ana Karine Ramos Brum (UFF)

Banca: Titulares:

_____________________________________________ Prof ª Dr ª. Ana Karine Ramos Brum – UFF – Presidente

_______________________________________________

Prof.ª Dr. ª Sônia Regina de Souza (UNIRIO)

_______________________________________________ Prof.ª Dr.ª Simone Cruz Machado Ferreira (UFF)

Suplentes:

_______________________________________________ Prof.ª Dr.ª Patricia dos Santos Claro Fuly (UFF)

_______________________________________________ Prof.ª Dr ª. Laura Johanson da Silva (UNIRIO)

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L 533 Leite, Helder Camilo.

A capacitação dos enfermeiros para o processo de coleta de sangue do cordão umbilical e placentário o caso da

Maternidade Escola / Helder Camilo Leite. – Niterói: [s.n.], 2015.

145 f.

Dissertação (Mestrado Profissional em Enfermagem Assistencial) - Universidade Federal Fluminense, 2015.

Orientador: Profª. Ana Karine Ramos Brum.

1. Capacitação de recursos humanos em saúde. 2.

Enfermeiros. 3. Sangue fetal. I. Título. Células-Tronco

(5)

Dedicatória

Dedico este trabalho: Dedico este estudo a memória dos meus pais, aos meus irmãos e sobrinhos pela parceria e auxílio em todas as horas. Ao Luís Fernando que sempre esteve ao meu lado. Ao grupo do “Grupo do Mal”: Maria Auxiliadora, Lúcia Jobim e Renata Martins por me fazer acreditar em tudo de novo, Ana Cristina e Wolgrand Ribeiro os grandes incentivadores e por fim as amigas Hilda Batista e Rose Mary pelas manifestações de credibilidade sempre.

(6)

AGRADECIMENTOS

Aos meus pais, familiares e amigos, pela compreensão e apoio mesmo nos momentos de ausência.

Aos colegas da Maternidade-Escola da UFRJ pelas manifestações de confiança e credibilidade no trabalho desenvolvido.

À Professora Drª Ana karine Ramos Brum, pela determinação nas orientações com a qual defende o mestrado profissional em enfermagem, mas principalmente pelo exemplo de dedicação aos seus orientandos.

À Professora Patrícia dos Santos Claro Fuly, pela acolhida fraterna com que me recebeu. Ao corpo docente do Mestrado Profissional em Enfermagem, pela sapiência e postura acolhedora.

À secretária Rosane Paiva, pelo zelo e presteza no trato com cada mestrando. À minha inesquecível turma, que estará sempre no meu coração.

À banca examinadora pela disponibilidade e contribuições.

Créditos

Revisão de Português

Ana Cristina de Almeida Souza Deborah Prates

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ... 13 1.1 Situação problema... 13 1.2 Justificativa ... 14 1.3 Relevância... 18 2. BASES CONCEITUAIS ... 20 2.1 A Célula-Tronco ... 20

2.2 As Células-Tronco e a sua Aplicação no Tratamento Oncológico... 20

2.3 A Coleta do sangue do cordão umbilical e placentário e a Enfermagem... 21

2.4.A Resolução da Diretória Colegiada (RDC) Nº 56... 23

2.5 Programa Nacional de Segurança do Paciente... 25

2.6 A Educação Permanente Na Coleta SCUP... 27

3. METODOLOGIA ... 30 3. 1 Tipo de Estudo ... 30 3.2Aspectos Éticos ... 31 3.3 O Cenário da Pesquisa... 31 3.4 Os Participantes... 33 3.5 Coleta de Dados ... 34 3.6 Análise de dados ... 39 4. RESULTADOS ... 41

4.1 A Maternidade Escola da UFRJ e sua caracterização como posto de coleta SCUP... 41

4.2 Capacitação dos Enfermeiros para a coleta SCUP... 48

4.2.1 Caracterização Socioprofissional dos Enfermeiros... 48

4.2.2 Caracterização Socioprofissional dos Experts... 51

4.2.3 Caracterização dos Materiais e Impressos utilizados na CSCUP na ME/UFRJ... 51

4.2.4 Avaliação Pré e Pós-Teste... 54

4.2.5 Avaliação da Oficina Teórica... 56

4.2.6 Avaliação da Oficina Prática... 60

4.2.6.1 A observação da Triagem e Captação... 61

4.2.6.2 A Observação Coleta Extra Útero (a técnica) ... 61

4.2.6.3 Ação Correção Da Técnica... 62

4.2.6.4 Avaliação da Oficina Prática pelos Participantes... 69

4.2.6.5 Percepção sobre a participação nas pesquisa, perguntas abertas... 69

5. DISCUSSÃO ... 70

5.1 A Maternidade Escola da UFRJ e sua caracterização como posto de coleta SCUP... 70

5.2 Capacitação dos Enfermeiros para a coleta SCUP... 73

5.2.1 Caracterização Socioprofissional dos Enfermeiros... 73

5.2.2 Caracterização Socioprofissional das experts... 73

5.2.3 Avaliação Pré E Pós-Teste... 74

5.2.4 Avaliação da Oficina Teórica pelos Participantes... 75

(8)

5.2.5.2 A Observação Participativa Coletas Extra Útero... 78

5.2.5.3 Avaliação da Oficina Prática pelos Participantes... 81

5.2.5.4 Percepções sobre a participação na pesquisa... 82

6. PRODUTO... 83

7. CONCLUSÃO ... 127

8. REFERÊNCIAS ... 129

9. APÊNDICE ... 134

(9)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1.Questão 1- Você já teve conhecimento sobre a coleta do Sangue de Cordão

Umbilical para obtenção de células-tronco? ... 54

Tabela 2 Questão 2-Você conhece a resolução número 304/2005 do COFEN? ... 54

Tabela 3 Questão 3- O uso alogênico de células-tronco é aquele em que? ... 54

Tabela 4 Questão 4 - Em acordo com a RDC nº 056 de 16 de dezembro de 2010 da ANVISA, são seguintes critérios para à doação de sangue de cordão umbilical e placentário... 55

Tabela 5 Questão 5- Em acordo com a resolução RDC nº 056 de 16 de dezembro de 2010 da ANVISA, são seguintes critérios desqualificação para uso alogênico não-aparentado as seguintes condições coleta, exceto:... 55

Tabela 6 Questão 6 -Descreva todo o processo de coleta de sangue de cordão umbilical e placentário, etapa por etapa... 55

Tabela 7: Domínio conceitual... 71 Tabela 8: Avaliação dos Instrutores... 74

Tabela 9:Avaliação dos serviços de apoio... 77

Tabela 10: Auto Aproveitamento... 77

Tabela 11.Critérios de qualificação para doação de SCUP alogênico não-aparentado... 78 Tabela 12: Números percentuais de respostas corretas e incorretas no pré e pós-teste, 2014. 79

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LISTA DE SIGLAS

ANVISA-Agência Nacional de Vigilância Sanitária BRASILCORD-Rede Nacional dos Bancos de Cordão

BSCUPA- Banco de Sangue do Cordão Umbilical e Placentários Autólogo

BSCUP-Banco de Sangue do Cordão Umbilical e Placentários CEP-Comitê de Ética e Pesquisa

CO -Centro Obstétrico

COFEN-Conselho Federal de Enfermagem CPH- Transplante de Células Hematopoiética

CSCUP-Coleta Sangue de Cordão Umbilical e Placentário CTH-Células-Tronco Hematopoiéticas

DNA-Ácido Desoxirribonucléico IG-Idade Gestacional

INCA-Instituto Nacional do Câncer

HLA-histocompatibilidade Leucocitário Humano ME- Maternidade Escola

MPEA-Mestrado profissional Enfermagem assistencial OMS-Organização Mundial de Saúde

OPAS-Organização Pan-Americana de Saúde RDC-Resolução Diretória Colegiada

RN-Recém Nascido

SUS- Sistema Único de Saúde

SCUP-Sangue de Cordão Umbilical e Placentário TCLE-Termo de Consentimento Livre Esclarecido TCTH-Transplante de Célula-Tronco Hematopoiética UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1. Artigos selecionados... 35

Quadro 2. Plano de ação de acordo com os objetivos... 39

Quadro 3: Análise descritiva das variáveis idade... 42

Quadro 4: Análise descritiva das variáveis números consultas no pré-natal... 42

Quadro 5: Análise descritiva das variável idade gestacional... 42

Quadro 6: Análise descritiva das variáveis tempo de Bolsa Rota... 43

Quadro 7: Análise descritiva das variáveis Ausência Doenças que Interferem no Fluxo Sanguíneo... 43

Quadro 8: Análise descritiva das variáveis tempo de bolsa rota... 44

Quadro 9: Análise descritiva das variáveis Sofrimento Fetal... 44

Quadro 10: Análise Feto com anormalidade congênita... 45

Quadro 11: Análise Temperatura materna igual ou superior a 38°C durante o trabalho de parto... 45

Quadro 12: Análise descritiva das variáveis gestante com situação de risco acrescido para infecções transmissíveis pelo sangue... 46

Quadro 13: Análise Presença de processo infeccioso e ou doença durante o trabalho de parto, que possa(m) interferir na vitalidade placentária... 46

Quadro 14: Análise Gestante em uso de hormônios ou drogas que se depositam nos tecidos... 47

Quadro 15: Análise Gestante com história pessoal de doença sistêmica autoimune ou de neoplasia... 47

Quadro 16: Análise Gestante e seus familiares, pais biológicos e seus familiares ou irmãos biológicos do recém-nascido com história de doenças hereditárias do sistema hematopoiético... 48

Quadro 17: Análise Gestante incluída nos demais critérios de exclusão visando à proteção do receptor, descritos nas normas técnicas vigentes para doação de sangue... 48

Quadro 18: Caracterização Socioprofissional dos Experts... Quadro 19 Impressos Usados Na Coleta SCUP... Quadro 20 Materiais/ Insumos... Quadro 21 Domínio conceitual... 57

Quadro 22: Avaliação dos Instrutores... 58

Quadro 23: Avaliação dos serviços de apoio... 60

Quadro 24: Auto Aproveitamento... 61

Quadro 25 Avaliação da observação participativa, módulo Triagem e captação das doadoras.... 64

Quadro 26: Avaliação da Oficina Prática pelos Participantes. ... 70

Quadro 27 Motivação em participar da pesquisa... 70

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LISTA DE IMAGENS E GRÁFICOS

Figura 1: Fluxograma - Coleta de SCUP com Técnica Extrauterina...

Imagem 1. Fachada da Maternidade... 23

32

Imagem 2. Instalações Maternidade-Escola... 32

Imagem3. Maternidade de Laranjeiras atualmente... 33

Imagem 4: Os Participantes... 34

Imagem 5: Impressos usados na CSCUP... 52

Imagem 6: Aula expositiva... 57

Imagem 7:Avaliação da oficina teórica... 59

Imagem 8: Montagem do material para CSCUP ... 66

Gráfico 1 Sexo ... 49

Gráfico 2 Faixa Etária... 49

Gráfico 3 Tempo de Formação Profissional... 49

Gráfico 4 Tempo de Atuação na Instituição... 49

Gráfico 5 Números de Vínculo... 50

Gráfico 6 Tipo de Regime... 50

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Leite, Helder Camilo. A Capacitação dos Enfermeiros para o Processo de Coleta de Sangue do Cordão Umbilical e Placentário: o caso da Maternidade Escola. Niterói/ RJ, Dissertação (Mestrado Profissional em Enfermagem Assistencial) Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/ - Universidade Federal Fluminense, 2015.

RESUMO

Introdução: O sangue de cordão umbilical age como ligação entre a placenta e o feto durante a gestação e contém células-tronco que podem ser utilizadas como fonte de células-tronco hematopoéticas em transplantes. Objetivo geral: Analisar a capacitação dos enfermeiros para o processo da coleta SCUP, considerando os aspectos relevantes para a caracterização da Maternidade Escola/UFRJ como posto de coleta. Objetivos específicos: 1- Traçar a caracterização das potenciais doadoras de sangue de cordão e placentário na Maternidade Escola da UFRJ. 2- Descrever a capacitação dos enfermeiros no processo da coleta do sangue de cordão umbilical e placentário na Maternidade Escola da UFRJ. 3 - Avaliar a capacitação dos enfermeiros para o processo da coleta do sangue do cordão umbilical e placentário. 4 Elaborar um programa de educação e capacitação dos enfermeiros para o processo da coleta do sangue do cordão umbilical e placentário para a Maternidade Escola da UFRJ. Método: A primeira fase da pesquisa para atender o objetivo de traçar a caracterização das potenciais doadoras de sangue de cordão e placentário na Maternidade Escola da UFRJ utilizou a metodologia do estudo de caso, as fases seguintes se caracterizaram pela abordagem da pesquisa-ação, com dados descritivos realizada com 20 enfermeiros em uma Maternidade Escola pública do Rio de Janeiro. Para a coleta de dados utilizamos várias fontes de informações (pesquisa documental, entrevistas, observação participativa) para assegurar as diferentes perspectivas dos participantes e por outro, obter várias medidas do mesmo fenômeno. Os dados foram coletadas no período de janeiro de 2014 a novembro de 2015. Para atender a análise e tratamento quantitativos os dados foram tabulados em uma planilha do programa MS Excel® e analisados por meio de estatística descritiva. Para os objetivos qualitativos foram realizados uma análise descritiva de frequência e porcentagem para cada um dos itens dos instrumentos de coleta de dados aplicados, como também através da descrição da percepção subjetiva contidas nos questionários. A pesquisa observou os preceitos éticos contidos na resolução na resolução 466/2012. Aprovado com o número do parecer: 722.172 em 18/07/2014. Resultados: Considerando os critérios de qualificação 73,8% (n=404) aptas para a doação do SCUP, enquanto que nos critérios de desqualificação 89% (n=490) aptas. Apontaram que 62,5% (n=345) das pacientes da maternidade-escola estariam aptas para a doação do sangue do cordão umbilical e placentário, dependendo do seu consentimento. A oficina teórica teve um efeito positivo e significativo no aprendizado para os participantes da pesquisa. As oficinas práticas da CSCUP aconteceram no período de setembro a novembro de 2015, foram realizadas no centro obstétrico da ME/UFRJ, totalizando 18 oficinas e houve a participação de 20 enfermeiros participantes da pesquisa, nesse período foram coletadas 87 bolsas do SCUP. Após o término das oficinas práticas os enfermeiros participantes se sentiram aptos para realizarem a coleta SCUP. Conclusão: A Maternidade-Escola da UFRJ tem aptidão para ser posto de CSCUP com um grande diferencial: que os enfermeiros devidamente capacitados da instituição poderão realizar as coletas SCUP. Houve aprimoramento dos conhecimentos para enfermeiros em relação ao processo da coleta do sangue do cordão umbilical e placentário. A pesquisa possibilitou elaborar um programa de educação de capacitação para a coleta SCUP contribuindo para que as outras maternidades públicas com perfil de posto de coleta também possam usar este programa como modelo para capacitar os enfermeiros no processo de CSCUP. Assim as instituições poderão ser mais um posto de coleta SCUP.

Descritores: 1. Capacitação de recursos humanos em saúde. 2. Enfermeiros. 3. Sangue fetal. Células-Tronco.

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Leite, Helder Camilo. A Capacitação dos Enfermeiros para o Processo de Coleta de Sangue do Cordão Umbilical e Placentário: o caso da Maternidade Escola. Niterói/ RJ, Dissertação (Mestrado Profissional em Enfermagem Assistencial) Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/ - Universidade Federal Fluminense, 2015.

ABSTRACT

Introduction: The umbilical cord blood acts as a connection between the placenta and the fetus

during pregnancy. It contains stem cells and can be used as a source for hematopoietic stem cell transplantation. General objective: To analyze the training of nurses for the process of UCB collection, considering specific aspects of the hospital Maternidade Escola/UFRJ as a collection station. Specific objectives: 1 - To outline the profile of potential placenta and cord blood donors at UFRJ´s Maternidade Escola hospital. 2 – To define nurses’ training in the placental and umbilical cord blood collection process at UFRJ´s Maternidade Escola hospital. 3 – To assess nurses' training in the placental and umbilical cord blood collection process at UFRJ´s Maternidade Escola hospital. 4 – To elaborate a training program for nurses in the placental and umbilical cord blood collection process at UFRJ´s Maternidade Escola hospital. Method: The objective of the first phase of the research is to outline the profile of potential placenta and cord blood donors at UFRJ´s Maternidade Escola hospital using the case study methodology. The following stages resorted to the action research methodology, with descriptive data conducted with 20 nurses at the public Hospital Maternidade Escola in Rio de Janeiro. Several sources of information were used to collect data (documentary research, interviews, participant observation) in order to establish the participants' different perspectives, and also get multiple measures of the same phenomenon Data were collected in the period from January 2014 to November 2015. To present the quantitative analysis and treatment data were tabulated in a MS Excel® spreadsheet and analyzed using descriptive statistics. For qualitative objectives it was developed a descriptive analysis of frequency and percentage for each of the items of data collection instruments used. The description of the subjective perception in the questionnaires was also used. The research followed the ethical principles of the Resolution 466/2012. Accredited with the opinion number: 722.172 in 07/18/2014. Results: Considering the qualification criteria 73.8% (n = 404) were suitable for donation of UCB, while as per the disqualification criteria it was 89% (n = 490). It was indicated that 62.5% (n = 345) of the maternity hospital patients would be able to donate placenta and umbilical cord blood, depending on their consent. The theoretical workshop had a positive and significant effect on the survey participants’ learning curve. UCB practical workshops took place from September to November 2015 at the ME / UFRJ's obstetric center. 20 nurses participating in the research attended 18 workshops, collecting a total 87 UCB bags. Nurses that attended the practical workshops felt able to perform the UCB collection. Conclusion: UFRJ's Maternidade Escola hopsital is suited to be a UCB collection point with a significant advantage: the institution’s properly trained nurses can conduct the UCB collections. Nurses’ knowledge in the placenta and umbilical cord collection process improved. The research made it possible to draw up a training education program for UCB collection contributing to other public hospitals with a collection point profile, which can also use this program as a model to train nurses in UCB collection process. Thus these institutions may become another UCB collection point.

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Leite, Helder Camilo. A Capacitação dos Enfermeiros para o Processo de Coleta de Sangue do Cordão Umbilical e Placentário: o caso da Maternidade Escola. Niterói/ RJ, Dissertação (Mestrado Profissional em Enfermagem Assistencial) Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/ - Universidade Federal Fluminense, 2015

Resumen

Introducción: La sangre del cordón umbilical actúa como conexión entre la placenta y el feto durante el embarazo. Ésta contiene células madre y se puede utilizar como fuente de células madre en trasplantes hematopoyéticos. Objetivos generales: Analizar la capacitación de enfermeros en el proceso extracción de SCUP, teniendo en cuenta las características particulares del hospital Maternidade Escola/UFRJ como puesto de extracción. Objetivos específicos: 1. Determinar el perfil de los potenciales donantes de sangre de cordón umbilical y placenta en el hospital Maternidade Escola de la UFRJ.; 2 – describir el tipo de entrenamiento de enfermeros en el proceso de extracción de sangre de cordón umbilical y placenta; 3 – evaluar la formación de enfermeros en el proceso de extracción de sangre de cordón umbilical y placenta; 4 – elaborar un programa de entrenamiento de enfermeros en el proceso de extracción de sangre de cordón umbilical y placenta en el hospital Maternidade Escola de la UFRJ. Método: La primera fase de la investigación tiene el objetivo de determinar el perfil de los potenciales donantes de sangre de cordón umbilical y placenta en el hospital Maternidade Escola de la UFRJ mediante la metodología de estudio de caso. Las fases siguientes utilizan el proceso de investigación-acción, con datos descriptivos sobre 20 enfermeros en el Hospital Maternidade Escola de Río de Janeiro. Para recoger datos se utilizaron diversas fuentes de información (investigación documental, entrevistas, observación participante) para asegurar la representación de las diferentes perspectivas de los participantes y, asimismo, obtener múltiples medidas de un mismo fenómeno. Los datos fueron recolectados en el período comprendido entre enero de 2014 y noviembre de 2015. Los datos de análisis y tratamiento cuantitativos fueron tabulados una planilla de MS Excel® y analizados mediante estadística descriptiva. Para los objetivos cualitativos se llevo a cabo un análisis descriptivo de la frecuencia y porcentaje para cada uno de los instrumentos de recolección de datos usados, incluyendo también la descripción de percepción subjetiva en los cuestionarios. La investigación siguió los principios éticos de la Resolución 466/2012. Aprobado con el número de opinión: 722.172 del 18/07/2014. Resultados: Teniendo en cuenta los criterios de calificación un 73,8% (n = 404) son aptas para donación de SCUP, mientras que según los criterios de descalificación un 89% (n = 490) son aptas. Se indicó que el 62,5% (n = 345) de los pacientes del Maternidade Escola sería capaz de donar sangre de cordón umbilical y placenta, dando su consentimiento. El taller teórico tuvo un efecto positivo y significativo en el aprendizaje de los participantes en la investigación. Los talleres prácticos de colección SCUP se llevaron a cabo desde septiembre hasta noviembre de 2015 en el centro obstétrico del ME/UFRJ. Se realizaron un total de 18 talleres con la asistencia de 20 enfermeros que participaron en la investigación. Durante este período se recolectaron 87 bolsas de SCUP. Al finalizar los talleres prácticos los enfermeros que participaron se sentían capaces de realizar la extracción de SCUP. Conclusión: El hospital Maternidade Escola de la UFRJ tiene la capacidad de ser un puesto de extracción de SCUP con un gran diferencial: que los enfermeros de la institución debidamente capacitados podrán realizar las extracciones de SCUP. El conocimiento de los enfermeros sobre el proceso de extracción de sangre de cordón umbilical y placenta mejoró. La investigación ha permitido elaborar un programa de formación para la extracción de SCUP pudiendo contribuir con otros hospitales públicos que tengan el perfil de punto de extracción y que también puedan utilizar este programa como modelo para capacitar a sus enfermeros en el proceso de extracción de SCUP. De esta manera las instituciones pueden tornarse otro puesto de extracción de de SCUP.

Palabras clave: 1. Formación de recursos humanos en salud. 2. Enfermeros. 3. Sangre fetal. Células madre.

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A motivação pelo tema sobre a capacitação dos enfermeiros na coleta de sangue de cordão umbilical surgiu através experiência no campo de prática da assistência obstétrica na Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2010 esta instituição tentou inserir-se junto Instituto Nacional do Câncer (INCA) para ser posto de coleta de sangue de cordão umbilical e placentário. Na época, alguns enfermeiros iniciaram a capacitação para realização da coleta, porém por motivos técnico administrativos não houve possibilidade dos enfermeiros darem seguimentos a capacitação da coleta do sangue do cordão umbilical e placentário. Esta experiência levou-me a refletir sobre os diversos fatores que interferem na operacionalização da coleta e armazenamento do sangue de cordão umbilical e placentário. Assim, como coordenador do centro obstétrico em 2013, agora com o centro obstétrico mais estruturado, então surgiu o desejo de resgatar novamente a capacitação dos enfermeiros para a coleta do sangue do cordão umbilical e placentário com cunho cientifico através do ingresso no Mestrado Profissional enfermagem assistencial (MPEA).

1.1 Situação problema

No início de 80, alguns pesquisadores comprovaram que o sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP) continha células progenitoras hematopoéticas (CPH) em grande quantidade como o da medula óssea, as quais poderiam ser criopreservada e posteriormente descongeladas, sem perder a capacidade de formação de colônias in vitro.1

O primeiro transplante alogênico de CPH de SCUP foi realizado em 1988 seguido de sua utilização ampla em tratamentos de doenças, sobretudo hematológicas e oncológicas, associada a resultados satisfatórios. Desta forma, o SCUP estabeleceu-se como excelente fonte de CPH e opção à utilização das células provenientes da medula óssea, o que gerou o interesse pelo armazenamento das células nele contidas 2.

Nesse contexto, o Transplante de Células-tronco hematopoiéticas (CTH), que tem se desenvolvido, principalmente nos últimos vinte anos, como um importante método no tratamento das doenças hematológicas, oncológicas, hereditárias e imunológicas 3.Neste

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sentido, o Ministério da Ciência e da Tecnologia, o Ministério da Saúde e agências de financiamento têm investido recursos substanciais nas pesquisas com terapia celular, atendendo assim a um dos requisitos para que o país continue se desenvolvendo nesta área3. O primeiro Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário de caráter público foi fundado em Nova York, em 1992 encorajando o estabelecimento de outros serviços ao redor do mundo. Considera-se este fato forte aliado na busca por doadores compatíveis a pacientes necessitados de um transplante de CPH, particularmente no contexto pediátrico 4.

Em 2004 foi criada a rede Brasil Cord, estabelecendo uma rede nacional de bancos de SCUP com o objetivo de aumentar as chances de localização de doadores e ampliar o número de bancos de SCUP no país5.

A dificuldade de se encontrarem doadores compatíveis tem estimulado a busca por fontes alternativas de CTH, notadamente o sangue de cordão umbilical e placentário tem sido usados também para suprir essa demanda.

Após a escolha do tema de pesquisa, observou-se a dificuldade para encontrar um doador compatível para os transplantes. Além disso, a falta de inserção das maternidades públicas como posto de coleta do SCUP e também observou-se a escassez de enfermeiros capacitados relacionados ao seu processo de trabalho da coleta SCUP.

Portanto, elegemos como questão norteadora para essa pesquisa: Como os enfermeiros devem ser capacitados para o processo da coleta do SCUP na ME/ UFRJ? Considerando o Objeto: a capacitação dos enfermeiros para o processo de coleta do SCUP na Maternidade Escola da UFRJ. Dessa forma, nosso objetivo geral foi: analisar a capacitação dos enfermeiros para o processo da coleta SCUP, considerando os aspectos relevantes para a caracterização da Maternidade Escola/UFRJ como posto de coleta. E como

objetivos específicos: 1- Traçar a caracterização das potenciais doadoras de sangue de cordão e placentário na Maternidade Escola da UFRJ. 2- Descrever a capacitação dos enfermeiros no processo da coleta do sangue de cordão umbilical e placentário na Maternidade Escola da UFRJ. 3 - Avaliar a capacitação dos enfermeiros para o processo da coleta do sangue do cordão umbilical e placentário. 4 Elaborar um programa de educação de capacitação dos enfermeiros para o processo da coleta do sangue do cordão umbilical e placentário para a Maternidade Escola da UFRJ.

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As dificuldades que os pacientes com doenças hematológicas têm para conseguir um transplante não são conhecidas por parte da população.6 Apesar de todo sucesso nos tratamentos em várias doenças, encontrar um doador compatível não é tão simples. Os transplantes apresentam como limitação à disponibilidade de doador, pois devido à complexidade do sistema imunológico há uma chance de apenas 25% dos candidatos ao transplante terem doadores compatíveis aparentados, geralmente um irmão, devido à incompatibilidade do sistema HLA, fatores como o tempo gasto no processo de procura de doador, que pode variar de um mês a seis anos, a disponibilidade do doador no momento em que é solicitado, e a limitada disponibilidade de doadores em uma dada

população étnica ou grupo racial.5

Por isso, os focos das pesquisas na área concentram-se cada vez mais no uso de células-tronco do cordão umbilical. Embora os bancos mundiais de doadores se esforcem em campanhas para incentivar a doação, ainda é difícil encontrar o chamado doador alótipo que seja compatível.

Os Bancos de Sangue do Cordão Umbilical e Placentários (BSCUP) serviços responsáveis pelos processos de obtenção, realização de exames laboratoriais, processamento, armazenamento e fornecimento de células-tronco hematopoiéticas de sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP) para uso terapêutico6.Estes bancos devem realizar seus processos atendendo a critérios técnicos determinados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

O banco público disponibiliza as unidades imediatamente para quaisquer pacientes brasileiros que precisem de transplante de medula óssea e não tenham um doador familiar. A coleta é realizada com controles de qualidade e segurança e as unidades são utilizadas para indicações precisas, sem ônus para o paciente que irá se beneficiar. É a única modalidade recomendada pelos organismos internacionais e por publicações científicas. A correta realização desses processos é de suma importância para que seja garantida a qualidade e a segurança das células-tronco disponibilizadas, implicando no menor risco possível à saúde do paciente que delas se utilize.

O Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso Autólogo (BSCUPA) é um serviço privado. Está habilitado para executar atividades dedicadas à coleta, processamento, testes laboratoriais, armazenamento e liberação de unidades de células-tronco hematopoiéticas obtidas do SCUP exclusivamente para uso autólogo, ou

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seja, do próprio recém-nascido e exclui o seu uso por pessoas da família ou outrem5. O banco privado tem legislação específica, de cunho comercial, com ônus para as famílias que desejam armazenar o sangue. Além disso, as indicações e aproveitamento do material são duvidosos, já que não existem publicações extensas sobre os resultados obtidos com uso de cordões armazenados em bancos privados. Armazenar o sangue do cordão em um banco privado é uma aposta num futuro que a ciência ainda não comprovou5.

Assim, todos os custos dos procedimentos são cobertos pela família contratante. Através da celebração do contrato entre as partes, a empresa torna-se a única responsável pela extração e remessa do material coletado para armazenamento quando realizado por profissionais por ela credenciados. A contratante deve encaminhar, ao profissional obstetra, uma carta informando o desejo de realizar a coleta e a criopreservação do SCUP a fim de que, a empresa contratada, tenha autorização prévia para a realização da coleta do sangue de cordão umbilical e placentário nas dependências hospitalares e possa interagir com a equipe. No dia do parto, a empresa contratada disponibiliza um profissional, bem como o material necessário para a realização da coleta. Toda e qualquer intercorrência que houver durante o procedimento de parto pode impedir e suspendê-la a qualquer momento, visando o bem estar da paciente e do RN 7.

No início de 2013, o valor inicial, referente à coleta, processamento, criopreservação e armazenamento do sangue de cordão umbilical e placentário por um ano era R$ 3.161,00. A anuidade de armazenamento correspondia a R$ 540,00, esses valores podem variar conforme a empresa7.

Através da publicação do Relatório de Produção dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para Uso Autólogo (BSCUPA) 2003/2009, a ANVISA tornou pública a avaliação e monitoramento direto dos dados de produção e indiretamente, o monitoramento da implantação e crescimento dos BSCUPA no país. Segundo o relatório, os BSCUPA atingiram o quantitativo de 15 unidades instaladas em território nacional no ano de 20097.

A Rede BrasilCord que é a responsável pela normatização técnica desde 2000, quando foi editada a Portaria Ministerial nº 903/GM e substituída pela nº 2.381/GM em 29 de setembro de 2004, onde criou a Rede Nacional de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para Transplantes de Células-Tronco Hematopoiéticas – Rede BrasilCord, com base nas necessidades de proteção epidemiológicas e diversidade étnica e genética da

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população brasileira. Trata-se de um projeto gerenciado pela Fundação do Câncer com a coordenação de implantação do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Até junho de 2013, a Rede contava com onze bancos públicos inaugurados no país. Isto permite, aos pacientes, recorrer a mais doadores compatíveis para a realização de transplante de medula óssea, além de contribuir com a redução de gastos na busca do doador, pois o material já se encontra-se testado, armazenado e disponível para uso8.

Nos bancos públicos, a doação do sangue de cordão umbilical e placentário tem caráter voluntário, sem custos para a família e sem compensações financeiras. As células obtidas são disponibilizadas para qualquer pessoa que as necessite, através do uso alogênico não-aparentado ou alogênico aparentado, quando há indicação médica. O sangue armazenado também pode ser utilizado pelo próprio doador, desde que haja compatibilidade e caso, ainda esteja disponível. São obrigatórios o respeito ao sigilo e a gratuidade da doação9. O serviço deve prover ao doador todas as informações relativas ao processo de doação, riscos envolvidos e testes laboratoriais, além de garantir a segurança do receptor. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido autorizando a participação voluntária, precisa estar assinado pelo doador e elucidar a natureza do procedimento, incluindo a autorização de descarte das unidades que não atenderem aos critérios para armazenamento9.

A resolução no 56 da ANVISA, publicada em 16 de dezembro de 2010, consta que a coleta do sangue do cordão umbilical e placentário seja realizada por profissionais de saúde de nível superior devidamente capacitados, mas não define como deve ser essa capacitação10. A participação do enfermeiro devidamente capacitado na captação e triagem das prováveis doadoras com potencial à doação, o desenvolvimento de aprimoramento técnico na coleta e o acompanhamento pós-coleta da doadora representam etapas importantes em todo processo da doação voluntária do SCUP, contribuindo efetivamente na garantia da qualidade nos acervos do BSCUP.

A realização desse procedimento pelo SUS ainda é pouco divulgada. Além disso, como o credenciamento das maternidades para a coleta e armazenamento está em processo de implantação, muito material acaba sendo inutilizado por falta de informação. A maioria dos transplantes efetuados com células de SCUP até 2008 foi de origem alogênica. Dos 3.372 transplantes realizados em todo o mundo entre os anos de 1988 e 2007, 2.965 foram alogênicos, 359 alogênicos aparentados e 3 autólogospor issoa importância em investir na coleta pública11

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Apesar da grande utilidade do SCUP no tratamento de diversas doenças sanguíneas e imunológicas, a divulgação de informação e a mobilização da sociedade para a doação desse material é pequena. Dessa maneira, estudos que abordem a percepção da população sobre o tema podem contribuir par a produção de informações sensibilizadoras.

A Resolução COFEN 304/2005 normatiza a atuação do Enfermeiro na coleta de sangue do cordão umbilical e placentário. Para atuação nesta atividade, o enfermeiro deverá estar devidamente capacitado. A capacitação para os enfermeiros da Maternidade Escola se diferencia foi realizada através de oficinas teóricas e práticas. As oficinas teóricas tiveram como objetivo capacitar os enfermeiros participantes sobre conteúdos relacionados à coleta SCUP, através de roda de conversa, aula expositiva teórica utilizando recursos visuais (projetor multimídia) e textos, totalizando dez horas. As oficinas práticas foram desenvolvidas no centro obstétrico da maternidade, onde cada oficina teve no máximo dois enfermeiros que discutiram aspectos abordados na oficina teórica e desenvolveram habilidades na técnica de coleta de sangue de cordão umbilical e placentário, bem como na seleção e captação de gestantes com potencial para doação de acordo com legislação vigente, totalizando doze horas para cada dupla de enfermeiros12.

Essa pesquisa contribui para aumentar o quantitativo de maternidades públicas para se tornarem-se posto de coleta com enfermeiros devidamente capacitados para a coleta SCUP e consequentemente aumentar o número das coletas imprescindível para o acervo dos bancos do sangue do cordão umbilical e placentário públicos (bancos alogênicos). Assim, a medida que há mais postos de coleta, enfermeiros capacitados para a coleta SCUP e implantação dos serviços, aumenta a possibilidade de compatibilidade entre doadores e receptores.

1.3 Relevância

O objetivo da CSCUP é retirar do cordão umbilical e da placenta o maior volume possível de sangue e com alta celularidade. Pode ser realizada em parto normal ou cesáreo ocorrendo apenas no terceiro estágio do parto, após o clampeamento e secção do cordão umbilical e a dequitação ou extração manual da placenta13. Quanto à técnica, pode ser realizada através da técnica intrauterina (antes da liberação da placenta) ou extrauterina, após o descolamento da placenta14.Nesta pesquisa consideramos apenas a técnica extrauterina,

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sendo esta predominante no referido BPSCUP a fim de não interferir no campo de atuação do profissional de obstetrícia em relação aos cuidados com a doadora.

A RDC nº56 normatiza, mas não define como deve ser esta capacitação desses profissionais, a proposta deste estudo é capacitar os enfermeiros ME/UFRJ criando um modelo de capacitação específico para a CSCUP da ME/UFRJ e que também sirva de modelo para outras capacitações.

Para obter sucesso na coleta de SCUP, é necessário desenvolver competência técnica. Além disso, o enfermeiro responsável pela coleta deve planejar antecipadamente as atividades, desenvolvendo o entrosamento com os profissionais envolvidos na assistência ao parto, destacando desta forma a competência da comunicação, uma vez que a equipe deve estar ciente da realização da coleta para preservar o segmento do cordão umbilical a ser coletado13.

Para efetivar a coleta do sangue do cordão umbilical e placentário na maternidade escola foi necessário capacitar os enfermeiros do centro obstétrico para desenvolver confiança e competência, por meio de conhecimentos e domínio das habilidades necessárias para a prática segura da coleta do sangue do cordão umbilical e placentário. Assim desenvolvem a expertise, os enfermeiros tornam-se interessados em enfrentar novos desafios e usam seu conhecimento e habilidades para aumentar a doação do SCUP e consequentemente aumentando a possibilidade de encontrar doadores compatíveis.

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2.1 A Célula-Tronco

A célula-tronco é caracterizada por ser indiferenciada, não especializada, autorrenovável e dividir-se infinitas vezes, podendo se diferenciar-se em vários tipos de células. São originadas no embrião, no feto e também no adulto. Podem ser classificadas pluripotentes ou multipotentes, aquelas células capazes de diferenciar-se em quase todos os tecidos humanos, excluindo a placenta e anexos embrionários. As oligopotentes, aquelas células que se diferenciam em poucos tecidos; unipotentes, aquelas células que se diferenciam em um único tecido15.

Constitui um mistério para os cientistas a ordem ou comando que determina no embrião humano que uma célula-tronco pluripotente se diferencie em determinado tecido específico, como fígado, osso, sangue etc. Porém, em laboratório, existem substâncias ou fatores de diferenciação que quando são colocadas em culturas de células-tronco in vitro, determinam que elas se diferenciem no tecido esperado15.

Quanto a sua natureza, podem ser: adultas, extraídas dos diversos tecidos humanos, tais como, medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical e placenta, estas duas últimas são consideradas células adultas, haja visto a sua limitação de diferenciação8. Nos tecidos adultos também são encontradas células-tronco, como medula óssea, sistema nervoso e epitélio. Entretanto, estudos demonstram que a sua capacidade de diferenciação seja limitada e que a maioria dos tecidos humanos não podem ser obtidas a partir delas. Embrionárias, só podem ser encontradas nos embriões humanos e são classificadas como totipotentes ou pluripotentes, dado seu alto poder de diferenciação15.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o SCUP é rico em células-tronco hematopoiéticas (CTH) e tem sido utilizado para tratar doenças hematológicas como cânceres das células sanguíneas e outras disfunções do sistema de produção ou funcionamento das células do sangue quando há necessidade de transplante, com destaque para as leucemias, linfomas, tumores sólidos e enfermidades não-malignas16.

2.2 As Células-Tronco e a sua Aplicação no Tratamento Oncológico

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O uso do sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP) na obtenção das Células-tronco Hematopoiéticas (CTH) constitui uma das principais opções no transplante de célula-tronco hematopoiética (TCTH). As CTH podem ser obtidas durante o parto, após o nascimento, sem causar nenhum tipo de dor/danos á parturiente ou ao recém-nascido, a doação é voluntária, confidencial, altruísta e sem fins lucrativos. Existem três tipos de utilização do SCUP para transplantes de medula óssea: o autólogo, o alogênico e o alogênico aparentado15. O uso autólogo é aquele em que as células progenitoras hematopoéticas provêm do SCUP do próprio indivíduo a ser transplantado. O emprego alogênico ocorre quando as células provêm do SCUP de outro indivíduo. Em situações em que receptor e doador são consanguíneos, o transplante é denominado alogênico aparentado15.

Diversas doenças têm sido tratadas por meio de transplante de células progenitoras hematopoéticas, tais como leucemias, anemias, distúrbios autoimunes e doenças metabólicas13..A portaria nº 2.048 do Ministério da Saúde indica as principais utilizações de células progenitoras hematopoéticas. Segundo Souza et.al mesmo em doenças como Linfoma de Hodgkin, em estágio avançado, no Linfoma Não-Hodgkin, mieloma múltiplo e anemia aplástica severa, em que poderia ser utilizado o SCUP para transplante autólogo, seria mais indicada a coleta de células progenitoras hematopoéticas coletadas do sangue periférico após estímulo da medula óssea com fatores de crescimento17. É importante observar que cada um dos tipos de transplante ora expostos são procedimentos distintos e possuem diferentes indicações clínicas, prognósticos e resultados17.

2.3 A Coleta do sangue do cordão umbilical e placentário e a Enfermagem

A regulamentação do BSCUP através da Portaria do Ministério da Saúde nº903/GM de 16.08.00, uma nova área ao profissional enfermeiro. Esta regulamentação é revogada em 2010 pela RDC 56 que dispõe sobre o regulamento técnico para o funcionamento dos laboratórios de processamento de células progenitoras hematopoiéticas provenientes de medula óssea, sangue periférico e bancos de sangue de cordão umbilical e placentário, para finalidade de transplante convencional12.

A correta realização desses processos é de suma importância para que seja garantida a qualidade e a segurança das células-tronco disponibilizadas implicando no menor risco possível à saúde do paciente que delas se utilize.

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A resolução 153 da ANVISA, publicada em 14 de junho de 2004, determinava que a coleta do sangue do cordão fosse realizada por enfermeiros ou médicos, com sua revogação em 2010 e substituição pela nova resolução no 56 da ANVISA, publicada em 16 de dezembro de 2010, consta nesta nova resolução que a coleta do sangue do cordão seja realizada por profissionais de saúde de nível superiordevidamente capacitados.18

O COFEN, Conselho Federal de Enfermagem, para atender a resolução 153 publicou a Resolução 304/2005 que regulamentou a coleta do sangue de cordão umbilical e placentário para armazenamento como uma atribuição do enfermeiro, desta forma, um novo campo de atuação abriu-se para a categoria que passa a atuar nos serviços de Banco de Sangue12. A participação do enfermeiro na captação e triagem das potenciais doadoras do SCUP, o desenvolvimento de aprimoramento técnico na coleta e o acompanhamento pós-coleta da doadora representam etapas importantes em todo processo da doação voluntária do SCUP, contribuindo efetivamente na garantia da qualidade nos acervos do BSCUP12.

A captação das CTH ocorre pela coleta de SCUP no terceiro estágio do parto, ou seja, após a expulsão do recém-nato, do clampeamento do cordão umbilical e da dequitação ou extração placentária19.Trata-se de um procedimento realizado por profissional de nível superior devidamente capacitado, o enfermeiro tem sua prática respaldada pela Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) nº 304/200512.

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FIGURA 1: FLUXOGRAMA - COLETA DE SCUP COM TECNICA EXTRA-UTERINA

Fonte: O autor

2.4 A Resolução da Diretória Colegiada (RDC) Nº 56

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 56, de 16 de dezembro de 2010, que dispõe sobre o regulamento técnico para o funcionamento dos laboratórios de processamento de células progenitoras hematopoiéticas provenientes de medula óssea, sangue periférico e bancos de sangue de cordão umbilical e placentário, para finalidade de transplante convencional.10

Seleção de acordo com a RDC 56/2010 Preenchiment o do histórico clínico Abordagem da gestante explicando o objetivo da CSCUP Apresentaçã o do Prossional Assinatura do TCLE Montagem do material para a CSCUP Calçar de luvas estéril Colocação da placenta no suporte apropriado Antissepsia do cordão com álcool e clorexidine da distal para proximal

Tocar de luvas estéril Punção do cordão com agulha própria Coleta da amostra sanguínea materna Fechamento das travas da bolsa e das agulhas com protetor Adicionamento da unidade e amostra em embalagem secundários Acondicionamento da unidade em maleta térmica para transporte Preenchimento da ficha de transporte Etiquetagem do material com etiqueta com código de barra Descarte apropriado do material utilizado na CSCUP

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Esta Resolução abrange os setores públicos e privados relacionados a todos os procedimentos de obtenção das células -tronco hematopoiéticas oriundas do SCUP. A responsabilidade técnica deve ficar a cargo de um médico hematologista ou hemoterapêuta ou de um profissional médico com capacitação comprovada na área e com registro no respectivo Conselho de Classe.10 Os bancos devem possuir licenças de funcionamento atualizadas emitidas pelo órgão de Vigilância Sanitária competente. No caso dos bancos públicos, é necessário também a autorização de funcionamento emitida pela Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.

Seleção do doador / Candidatas à Coleta

Quando há opção em doar o SCUP para bancos públicos, devem ser respeitados o sigilo, a gratuidade da doação, o caráter voluntário e a inexistência de compensações financeiras. O serviço permite assegurar proteção ao doador, prover todas as informações relativas ao processo de doação, riscos envolvidos, realização de testes laboratoriais e instituir segurança ao receptor16.

As candidatas à doação do SCUP para uso em transplante convencional, devem satisfazer a legislação específica vigente e respeitar os preceitos éticos sobre a matéria. As células obtidas são disponibilizadas para qualquer pessoa que as necessitem, através do uso alogênico não-aparentado ou alogênico aparentado, quando o parentesco é de primeiro grau com o nascituro e portador de patologia que justifique o tratamento e procedimento médico. As células armazenadas também poderão ser utilizadas pelo próprio doador (transplante autólogo), desde que haja compatibilidade e ainda estejam disponíveis na rede pública3.

Os registros e documentos referentes à doadora gestante englobam seus dados pessoais, familiares (presença de doenças na família entre os pais maternos, avós paternos e maternos, incluindo se há parentesco entre os pais biológicos do nascituro), dados étnicos dos familiares (nacionalidade e raça), informações que possam identificar situações que impliquem no alto risco para contaminação de doenças transmissíveis pelo sangue, histórico das gestações anteriores (quantidade, paridade, aborto), exposição a fatores de riscos (tatuagens, piercing, uso de drogas, transfusões de sangue, contatos sexuais durante a gestação com grupos de risco, gravidez de risco entre outros), histórico do acompanhamento da gravidez (número de consultas pré-natal, idade gestacional, infecções, febre, entre outros), histórico de vacinação, testes sorológicos realizados no pré-natal (sífilis, anti-HIV,

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chagas, malária, entre outros), resultado da tipagem ABO , Rh (tipagem sanguínea) e pesquisa de anticorpos irregulares4.

Também se faz-se necessário à permissão para consulta aos prontuários da doadora para obtenção de dados clínicos e histórico médico de familiares, com importância potencial para o procedimento de transplante e autorização para armazenar amostras de células, plasma, soro e Ácido Desoxirribonucléico (DNA) da doadora para testes que se fizerem necessários no futuro15.

O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, autorizando a participação voluntária, deve estar assinado pela doadora ou seu representante legal e elucidar a natureza do procedimento, incluindo a autorização de descarte das unidades que não atenderem aos critérios para armazenamento ou seu uso posterior para transplantes.

Para viabilizar a coleta e o armazenamento, é necessário atender alguns critérios obstétricos e obedecer certos procedimentos durante o parto e imediatamente após o delivramento da placenta, conforme o estabelecido da resolução RDC nº 56 de 16 de dezembro de 2010 da ANVISA10.

São os seguintes critérios de qualificação para realização da coleta: Idade gestacional superior a 35 semanas, bolsa rota no máximo de 18 horas, trabalho de parto sem anormalidades e ausência de processos de infecção durante a gestação ou doenças que possam interfirir no fluxo placentário.10

São os seguintes critérios de desqualificação: sofrimento fetal grave; feto com anormalidade congênita; temperatura materna igual ou superior a 38°C durante o trabalho de parto; gestante com situação de risco acrescido para infecções transmissíveis pelo sangue; presença de processo infeccioso e ou doença durante o trabalho de parto, que possa(m) interferir na vitalidade placentária; gestante em uso de hormônios ou drogas que se depositam nos tecidos; gestante com história pessoal de doença sistêmica auto-imune ou de neoplasia; gestante e seus familiares, pais biológicos e seus familiares ou irmãos biológicos do recém-nascido com história de doenças hereditárias do sistema hematopoético, gestante incluída nos demais critérios de exclusão visando à proteção do receptor, descritos nas normas técnicas vigentes para doação de sangue 10

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O cuidado com segurança do paciente nas instituições de saúde surgiu em âmbito global, tornado um dos temas mais discutidos em todo o mundo e teve seu início na última década do século XX, após a publicação do relatório do Institute of Medicine dos EUA que abordou os resultados sobre a situação crítica de assistência em todo o país. Esses resultados apontaram que de 33,6 milhões de internações 44.000 a 98.000 pacientes, aproximadamente, morreram em consequência de eventos adversos.

No Brasil,

o

tema “Segurança do Paciente” vem sendo desenvolvido sistematicamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) desde sua criação, cooperando com a missão da vigilância sanitária de proteger a saúde da população e intervir nos riscos advindos do uso de produtos e dos serviços, por meio de práticas de vigilância, controle, regulação e monitoramento sobre os serviços de saúde e o uso das tecnologias disponíveis para o cuidado20.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que atua na área de segurança do paciente, tem como objetivo a proteção da saúde da população e a melhoria da qualidade em serviços de saúde, ações visando a segurança do paciente consonantes com as previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).15

O Programa Nacional de Segurança do Paciente tem por objetivo instituir ações para a promoção da segurança do paciente e a melhoria da qualidade dos serviços de Saúde, através do monitoramento e prevenção de danos na assistência à saúde. Nas estratégias e ações de gestão de risco, contidas no Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde, em 2006, foram definidas as 06 metas internacionais de Segurança ao Paciente, essas foram desenvolvidas a partir da análise de causa-raiz de eventos sentinela reportados voluntariamente a Joint Commission nos Estados Unidos desde 1995.

As metas:

Identificar os pacientes corretamente.

Melhorar a efetividade da comunicação entre os profissionais. Melhorar a segurança de medicações de alta vigilância.

Assegurar cirurgia com local de intervenção correto, procedimento correto e paciente correto.

Reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde por meio da higienização das mãos.

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Sendo essas metas, estabelecidas para serem implantadas nas instituições hospitalares americanas está descrita a identificação adequada do paciente. Esta identificação correta do paciente é o processo pelo qual se assegura ao paciente que a ele é destinado o procedimento ou tratamento correto, prevenindo a ocorrência de erros e enganos que o possam lesar.16

Assim, na CSCUP os números de identificação consecutivos devem ser atribuídos a cada unidade de SCUP, devendo ser colocada uma etiqueta de código de barras de igual numeração, no termo de consentimento informado, histórico clínico, nos frascos de amostra de coleta de sangue materna, na bolsa do SCUP, na ficha que contém os dados da coleta, acondicionamento, ficha de transporte, processamento, criopreservação e armazenamento do SCUP e dos resultados dos testes laboratoriais realizados em cada bolsa coletada.12

As exigências de qualidade e segurança da CSCUP devem ser seguidas durante a rotina que incluem testes sorológicos de alta sensibilidade para detecção de infecções transmissíveis pelo sangue, testes microbiológicos, contagem do número TCN e eritroblastos se necessário for, testes de viabilidade e fenotipagem celular quantificando as células com o marcador CD34+, teste funcional quando couber e caracterização molecular (identificação de histocompatibilidade pela determinação dos antígenos leucocitários humanos). Esses testes asseguram a segurança das células-tronco disponibilizadas implicando no menor risco possível à saúde do paciente que delas se utilize.12

2.6 A Educação Permanente Na Coleta SCUP

Educação em Saúde é uma estratégia utilizada para capacitar pessoas ou grupos sobre determinado assunto, visando estimular o conhecimento crítico reflexivo e uma participação mais efetiva e autônoma nos problemas individuais ou coletivos de uma determinada comunidade20.

A questão da educação para profissionais de saúde vem modificando ao longo dos anos, e sendo acrescida de informações de acordo com o momento sócio-econômico-político vivenciado no país. Essa evolução resultou em conceitos diversos, que são utilizados, em determinados momentos, como sinônimos e, em outros, como concepções diferentes: educação em serviço, educação continuada e educação permanente21.

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A educação dos profissionais é um forte indicador de qualidade porque representa a estratégia básica de formação dos recursos humanos.22 Na América Latina, a educação permanente tem sido divulgada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), desde a década de 80, como um modelo diferenciado de educação de adultos entendida como um conjunto de processos de aprendizagem que possibilita aos adultos o desenvolvimento de suas capacidades, o enriquecimento de seus conhecimentos e a melhoria de suas competências técnicas ou profissionais.23

A educação permanente é baseada na pedagogia da problematização através da transformação das práticas dos serviços. É sustentada pela concepção de aprendizagem para a transformação das atividades profissionais mediante a reflexão crítica sobre as práticas reais dos serviços de saúde.22

Atualmente, é imprescindível que a maioria dos serviços capacitem seus profissionais, por meio de uma educação reflexiva e participativa como elevação da escolaridade, crescente aumento do nível de informação das pessoas e inovações tecnológicas, bem como motivação e expectativa das pessoas para participação nas decisões, nos resultados e no futuro da empresa.21,24

Os termos seguintes são baseados em definições operacionais e serão apresentados com o propósito de evitar possíveis distorções ou desentendimentos no momento de mencioná-los:

Treinamento: é definido como um processo educacional que possibilita às pessoas adquirirem novos conhecimentos, habilidades e atitudes para o desempenho de seus cargos22. Pode ser entendido também, como ação sistemática de capacitação e adaptação do indivíduo em uma situação profissional específica, buscando como objetivo o aumento do conhecimento teórico e prático do indivíduo para a realização eficiente de suas atividades profissionais, atividades estas desejáveis no cargo atual ou futuro, ou então habilidades requisitadas pela organização.

Qualificação: processo de aprendizagem baseado em ações de educação formal, por meio do qual o funcionário adquire conhecimentos e habilidades, tendo em vista o planejamento institucional e o desenvolvimento do funcionário na carreira25.

Oficina pedagógica: é uma forma de construir conhecimento, com ênfase na ação, sem perder de vista, porém, a base teórica26. Conceitua como sendo “um tempo e um espaço para aprendizagem; um processo ativo de transformação recíproca entre sujeito e objeto; um

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caminho com alternativas, que nos aproximam progressivamente do objeto a conhecer”. Uma oficina é, pois, uma oportunidade de vivenciar situações concretas e significativas, baseada no tripé: sentir-pensar-agir, com objetivos pedagógicos26.

Nesse sentido, a metodologia da oficina muda o foco tradicional da aprendizagem (cognição), passando a incorporar a ação e a reflexão. Em outras palavras, numa oficina ocorrem apropriação, construção e produção de conhecimentos teóricos e práticos, de forma ativa e reflexiva26.

Capacitação: processo permanente e deliberado de aprendizagem, que utiliza ações de aperfeiçoamento e qualificação, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento de competências institucionais, por meio do desenvolvimento de competências individuais27.

Sendo assim, propusemos a capacitação dos enfermeiros do centro obstétrico para a CSCUP para que estes profissionais se tornem seguros e desenvolvam suas habilidades utilizando as oficinas pedagógicas como meio de capacitação. Assim, os enfermeiros capacitados para a CSCUP sejam capazes de enfrentar novos desafios e usem seus novos conhecimentos e habilidades para manter um ambiente de trabalho transformador e que apoie e respeite as práticas de enfermagem.

A construção de novas práticas de saúde tem se confrontado com dificuldades para romper o modelo biomédico e mecanicista, presente no cenário da saúde atual. Apesar das transformações já vivenciadas a partir da Constituição Brasileira de 1988 e a implantação do SUS em 1990, percebe -se, ainda que é preciso caminhar para se atingir uma assistência voltada para a universalidade, integralidade e equidade, conforme rege os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).45

Portanto, existe a necessidade de se promover a verdadeira integração ensino-serviço, pois se reconhece que uma das formas de se aprender é aprender fazendo. Portanto, é um caminho de mão dupla. As escolas articuladas com os serviços podem formar um profissional adequado e capacitado para atuar de acordo com a política de saúde vigente no país, e o serviço se capacita com a presença das escolas no serviço27. Assim, a educação permanente deve ter como objetivo aproximar os profissionais de saúde à realidade. Deve-se entender a educação permanente como instrumento que auxilia na qualificação das ações de saúde de seus praticantes, buscando sempre alternativas e soluções para os problemas de saúde reais vivenciados pelos trabalhadores de saúde em suas realidades.

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Neste capítulo serão abordados os materiais e métodos utilizados nessa pesquisa, bem como a descrição das etapas desenvolvidas.

3. 1 Tipo de Estudo

Para esta pesquisa a primeira fase o objetivo de traçar a caracterização das potenciais doadoras de sangue de cordão e placentário na Maternidade Escola da UFRJ atendeu a metodologia do estudo de caso que trata-se de uma abordagem metodológica de investigação especialmente adequada quando procuramos compreender, explorar ou descrever acontecimentos e contextos complexos, nos quais estão simultaneamente envolvidos diversos fatores28. As fases seguintes se caracterizaram pela pesquisa-ação que trata de uma metodologia de trabalho que pode ser descrita como um instrumento de investigação de grupos, instituições e coletividades no qual as questões e aspectos sócio-políticos são considerados e privilegiados, suscitando ênfase na forma de ação. É concebida para ser realizada em associação com uma resolução ou ação efetuada no âmbito coletivo, de modo cooperativo e participativo, onde o sujeito, frequentemente, uma associação ou um agrupamento ativo de profissionais 28.

No estudo de caso se adapta à investigação em vários cenários, quando o investigador é confrontado com situações complexas, de tal forma que dificulta a identificação das variáveis consideradas importantes, quando o investigador procura respostas para o “como?” e o “porquê?”, quando o investigador procura encontrar interações entre fatores relevantes próprios dessa entidade, quando o objetivo é descrever ou analisar o fenômeno, a que se acede diretamente, de uma forma profunda e global, e quando o investigador pretende apreender a dinâmica do fenômeno, do programa ou do processo29.

Portanto, propusemos a construção da seguinte pergunta para o esse estudo de caso “Como os enfermeiros devem ser capacitados para o processo da coleta do SCUP na ME/ UFRJ? com a finalidade de apreender a capacitação dos enfermeiros para o processo da coleta do sangue do cordão umbilical e placentário da maternidade-escola da UFRJ.

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3.2 Aspectos Éticos

O estudo foi inscrito na Plataforma Brasil e posteriormente encaminhado ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Maternidade Escola onde cumpriu todos os requisitos solicitados pela instituição, seguindo preceitos estabelecidos na resolução 466/2012. Aprovado com o número do parecer: 722.172 em 18/07/2014. (Anexo1). A pesquisa foi auto financiada e não acarretou qualquer dano aos sujeitos do estudo. Os enfermeiros e as parturientes e as doadoras da CSCUP foram convidados a participar e os que aceitaram, o fizeram de forma voluntária, assinando o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (Anexo 2) antes do início da coleta de dados do estudo, após serem informados quanto aos objetivos da pesquisa. Os pesquisadores (mestrando e orientadora) garantiram a inexistência de conflito de interesses entre si, aos participantes e à instituição envolvidos.

3.3 O Cenário da Pesquisa

A Maternidade-Escola da UFRJ faz parte de uma rede de hospitais na cidade do Rio de janeiro e tem como público alvo as gestantes da Área Programática 2.1 que englobam os seguintes bairros: Botafogo, Catete, Copacabana, Cosme Velho, Flamengo, Gávea, Glória, Humaitá, Ipanema, Jardim Botânico, Lagoa, Laranjeiras, Leblon, Leme, Rocinha, São Conrado, Urca e Vidigal. A Maternidade de Laranjeiras, como é popularmente conhecida a atual Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi criada pelo decreto n. 5.117, de 18 de janeiro de 1904. A sua finalidade principal era, então, a de assistir às gestantes e às crianças recém-nascidas das classes menos favorecidas. Sua importância no ensino da Obstetrícia, no Brasil, foi base para a formação dos cursos de pós-graduação em níveis de mestrado e de doutorado em 1974. Ela ampliou o seu leque de atuação ao longo do século, com a incorporação das novas tecnologias à medicina e o surgimento das novas especialidades. A obstetrícia, especialidade médica inicial da instituição, uniu-se a pediatria, mais especificamente a neonatologia, tendo atualmente uma assistência perinatal, com a participação de profissionais médicos e outros profissionais da área de saúde.

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Imagem 1. Fachada da Maternidade Escola

Fonte: Acervo Museu da Imagem e do Som, RJ

A instituição presta assistência integral à saúde da mulher e da criança, com perfil multiprofissional, recebendo alunos dos cursos de graduação em medicina, enfermagem, nutrição, assistência social, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e saúde coletiva. Possui programas de residência médica e multiprofissional, programas de pós-graduação lato sensu e atividades de pesquisa vinculadas à programas de pós-graduação stricto sensu da UFRJ. Tais ações integram a missão institucional: assistência de qualidade à saúde materno-infantil, formação profissional, atividades de pesquisa e inovação tecnológica.

Imagem 2. Instalações da Maternidade Escola

Referências

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