Legale Educacional
Direito Notarial Imobiliário
09.3.2019
MBA 15
LEGALE Cursos Jurídicos
P r o f e s s o r : M a r c u s V i n i c i u s K i k u n a g a
Advogado
Mestre em Direitos Difusos e Coletivos pela Universidade Metropolitana de Santos – UNIMES
Especialista em Direito Notarial e Registral pela Escola Paulista de Direito - EPD.
Professor da Pós-Graduação em Direito Notarial e Registral Imobiliário na EPD
Professor do Legale Cursos Jurídicos
Professor da Pós-Graduação em Direito Imobiliário da Unicuritiba/PR
Professor do Instituto Conde Matarazzo/SC
Autor do Manual Lex Magister de “Prática Imobiliária” – Notarial e Registral.
Presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB/SPLEGALE Cursos Jurídicos
Objetivo:
Capacitar o discente a sistematizar a
atividade notarial
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Direito Registral
Processo de dúvida
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1. Processo de dúvida registral
1.1. Conceito
É o procedimento administrativo que visa sanear o juízo
obstativo de registro pelo oficial.
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1. Processo de dúvida registral
1.2. Princípios
1º) P. Qualificação (legalidade)
Ex1: Arrolamento de bens – Formal de partilha – Qualificação
registral que questiona a que título a viúva do de cujus
deveria receber seu quinhão – Indagação que desborda dos
limites da qualificação registral – impossibilidade de a via
administrativa discutir o mérito da decisão judicial transitada
em julgado – Recurso provido. (Apelação Cível n°
1025290-06.2014.8.26.0100 j. 22.01.2015)
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1. Processo de dúvida registral
1.2. Princípios
1º) P. Qualificação (legalidade)
Ex2: Formal de partilha - Inobservância do princípio da
continuidade - Inocorrência - Qualificação registral que não
pode discutir o mérito da decisão judicial - Recurso provido.
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1. Processo de dúvida registral
1.2. Princípios
1º) P. Qualificação (legalidade)
Ex3: Apesar de se tratar de título judicial, está ele sujeito à qualificação registrária. O fato de tratar-se o título de mandado judicial não o torna imune à qualificação registrária, sob o estrito ângulo da regularidade formal, O exame da legalidade não promove incursão sobre o mérito da
decisão judicial, mas à apreciação das formalidades extrínsecas da ordem e à conexão de seus dados com o registro e a sua formalização instrumental" (Ap. Cível nº 031881-0/1).
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1. Processo de dúvida registral
1.2. Princípios
2º) P. Instância (Inércia do oficial)
Requerimento:
a)
Verbal
b)
Escrito
c)
Ordem judicial
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1. Processo de dúvida registral
1.3. Natureza jurídica
Procedimento administrativo vinculado.
Não se confunde com jurisdição voluntária (103, CPC)
Não se admite discussão de alta indagação.
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1. Processo de dúvida registral
1.4. Hipótese de incidência (art. 198, LRP)
1º) Atos de registro = dúvida (CSM/SP – art. 64, VI, Decreto-lei
Complementar 3/69 e art. 16, V, Regimento Interno do TJSP)
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1. Processo de dúvida registral
1.5. Partes
1º) Suscitante – sujeito ativo da dúvida = Oficial (1º, LRP) ou Tabelião de Protestos (18, L. 9492/97)
2º) Suscitado – é o interessado (jurídico ou econômico) no ato ou apenas aquele em cujo nome será feito o registro.
3º) Terceiro interessado - aquele que possa ter um direito atingido se o título for registrado
4º) Terceiro prejudicado (202, LRP)
5º) Tabelião de Notas – como assistente (item 41.4.1, Cap. XX, NSCGJ)
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
1º) Prenotação do título (art. 221 e 174, LRP)
Observar: Art. 12, LRP
Cap. XX, item 26.4. Nenhuma exigência fiscal, ou dúvida, obstará a
apresentação de um título e o seu lançamento no Protocolo, com o
respectivo número de ordem, salvo o depósito prévio de emolumentos, nas hipóteses em que há incidência deste.
47.2. Será também prorrogado o prazo da prenotação se a protocolização de reingresso do título, com todas as exigências cumpridas, der-se na vigência da força da primeira prenotação.
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
2º) Prazo para qualificação do título
Prov. 58/89, Tomo II, Cap. XX item 43. O prazo para exame, qualificação e devolução do título, com exigências ou registro, será de 10 (dez) dias, contados da data em que ingressou na serventia.
Prov. 58/89, Tomo II, Cap. XX item 43.1. O prazo acima ficará reduzido a 5
(cinco) dias, se o título for (...) estruturado em XML (...).
Prov. 58/89, Tomo II, Cap. XX item 43.2. Reapresentado o título com a satisfação das exigências, o registro será efetivado nos 5 (cinco) dias
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
2º) Prazo para qualificação do título
Prov. 58/89, Tomo II, Cap. XX item 43.3. Caso ocorram dificuldades na qualificação registral em razão da complexidade, novidade da matéria, ou
volume de títulos apresentados em um mesmo dia, o prazo poderá ser prorrogado, somente por uma vez, até o máximo de 10 (dez) dias, desde
que emitida pelo Oficial nota escrita e fundamentada a ser arquivada, microfilmada ou digitalizada com a documentação de cada título.
Prov. 58/89, Tomo II, Cap. XX item 43.4. As disposições acima não se aplicam às hipóteses de prazos previstos em lei ou decisão judicial.
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
3º) Qualificação negativa
NSCGJS/SP Cap. XX, item 40. É dever do Registrador proceder ao exame
exaustivo do título apresentado. Havendo exigências de qualquer ordem,
deverão ser formuladas de uma só vez, por escrito, de forma clara e
objetiva, em formato eletrônico ou papel timbrado do cartório, com
identificação e assinatura do preposto responsável, para que o interessado possa satisfazê-las ou requerer a suscitação de dúvida ou procedimento administrativo.
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
3º) Qualificação negativa
NSCGJS/SP Cap. XX, item 40.1. A nota de exigência deve conter a exposição
das razões e dos fundamentos em que o Registrador se apoiou para
qualificação negativa do título, vedadas justificativas de devolução com expressões genéricas, tais como “para os devidos fins”, “para fins de direito” e outras congêneres.
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
3º) Qualificação negativa
NSCGJS/SP Cap. XX, item 40.2. Ressalva-se a emissão de segunda nota de exigência, exclusivamente, na hipótese de, cumpridas as exigências primitivamente formuladas, surgirem elementos que não constavam do
título anteriormente qualificado ou em razão do cumprimento parcial das exigências formuladas anteriormente.
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
4º) Cumprimento parcial das exigências (Irresignação parcial)
Apelação n° 0075967-91.2013.8.26.0100 j. 16/10/2014
“A concordância parcial com as exigências do Oficial prejudica a dúvida, que só admite duas soluções: a determinação do registro do título protocolado e prenotado, que é analisado, em reexame da qualificação, tal como se encontrava no momento em que surgida dissensão entre a apresentante e o Oficial de Registro de Imóveis; ou a manutenção da recusa do Oficial. Para que se possa decidir se o título pode ser registrado ou não é preciso que todas as exigências – e não apenas parte delas – sejam reexaminadas pelo Corregedor Permanente. Nesse sentido, é pacífica a jurisprudência deste Egrégio Conselho Superior, como demonstra o julgamento da apelação cível no. 1.118-6/8, rel. Des. Ruy Camilo, de 30.06.2009.
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
5º) Requerimento do interessado
Prov. 58/89 CGJSP, Tomo II, Cap. XX, item 41. Não se conformando o apresentante com a exigência, ou não a podendo satisfazer, será o título, a seu requerimento e com a declaração de dúvida, remetido ao Juízo competente para dirimi-la, obedecendo-se ao seguinte: a) o título será prenotado; b) será anotada, na coluna "atos formalizados", à margem da prenotação, a observação "dúvida suscitada", reservando-se espaço para anotação do resultado; (...)
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
6º) Suscitação de dúvida pelo oficial
7º) Anotação à margem da prenotação (suspensão do prazo)
8º) Contra-fé ao interessado e notificação para impugnação
em 15 dias ou inércia (199, LRP)
9º) Remessa ao juiz competente
10º) Intimação ao TN para apresentar justificativas lavratura
11º) Vista ao MP (custus legis) em 10 dias
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1. Processo de dúvida registral
1.6. Procedimento de dúvida
12º) Sentença improcedente = manda registrar ou averbar
---13º) Sentença procedente = oficial tem razão
14º) Apelação administrativa (atos de registro) ou recurso
administrativo (atos de averbação) em15 dias
15º) Acórdão do CSM (atos de registro) ou julgamento pela
CGJ (atos de averbação)
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2. Direito Notarial
2.1. Introdução
Razões da atividade notarial:
- Complexidade social (vontade + leis) = Notariado Latino
vontade (assinatura)
- Paz social = autenticação
fatos (ata notarial)
documentos
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2. Direito Notarial
2.2. Conceito
É o ramo do direito que estuda as formas de efetivar o direito
material, cuja responsabilidade está afeta exclusivamente
ao Tabelião de Notas.
Tabelionato de Notas:
É a serventia extrajudicial responsável pelas autenticações da
vontade, documentos e de fatos, outorgando-lhes fé
pública, além de conserva-los e gerar efetividade do direito
privado.
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2. Direito Notarial
2.3. Bem jurídico
É a tutela da manifestação de vontade na efetivação do direito
privado.
2.4. Elementos do direito notarial
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2. Direito Notarial
2.5. Características do Tabelionato de Notas
2.5.1. Imparcialidade (decorre da função)
2.5.2. Informativo (decorre da obrigação em tutelar a vontade)
2.5.3. Autenticador (decorre da fé pública)
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2. Direito Notarial
2.6. Princípios
2.6.1. P. Juridicidade (6º, II, LNR)
(SP) item 1.1 Na atividade dirigida à consecução do ato
notarial, atua na condição de assessor jurídico das partes,
orientado pelos princípios e regras de direito, pela
prudência e pelo acautelamento.
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2. Direito Notarial
2.6. Princípios
2.6.1. P. Juridicidade (6º, II, LNR)
(RS) Art. 562 – Ao Tabelião é atribuída a função de:
b) colher, interpretar e formalizar juridicamente a vontade das partes;
Art. 1º – As normas técnicas a serem observadas pelos Notários e Registradores são as estabelecidas nesta Consolidação Normativa como subsidiária à legislação federal sobre a matéria e as decisões emanadas dos juízos competentes.
§ 1º – É dever do Notário e do Registrador manter-se atualizado em relação à
legislação aplicável à função, verificando e observando as edições, alterações
e revogações das leis e regulamentos, de modo que sejam aplicadas sempre as normas em vigor.
§ 2º – A aplicação de novas normas legais ou regulamentares independe de prévia
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2. Direito Notarial
2.6. Princípios
2.6.2. P. Territorialidade (9º, LNR)
(PR) Art. 3º É vedada a prática de ato notarial e registral fora do
território da circunscrição para a qual o agente recebeu delegação.
(MG) Art. 136. É vedado ao TN funcionar em mais de um endereço, devendo a serventia estar localizada na circunscrição para a qual o titular recebeu a delegação, em local de fácil acesso ao público e que ofereça segurança para o arquivamento de livros e documentos.
(RJ) Art. 216. O Tabelião de Notas não poderá praticar atos de seu ofício fora do Município para o qual recebeu delegação.
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2. Direito Notarial
2.6. Princípios
2.6.3. P. Confiança (8º, L. 8.935/94)
Art. 8º É
livre a escolha do tabelião de notas
, qualquer que
seja o domicílio das partes ou o lugar de situação dos bens
objeto do ato ou negócio.
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2. Direito Notarial
2.6. Princípios
2.6.4. P. Imediação (6º, I, LNR e 446, II, CPC/73)
(SP) item 2. A função pública notarial, atividade própria e
privativa do tabelião de notas, que contempla a audiência
das partes, o aconselhamento jurídico, a qualificação das
manifestações de vontade, a documentação dos fatos, atos
e negócios jurídicos e os atos de autenticação, deve ser
exercida com independência e imparcialidade jurídicas.
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2.6. Princípios
2.6.4. P. Imediação (6º, I, LNR e 446, II, CPC/73)
CPC/73 - Art. 446. Compete ao juiz em especial:
I - dirigir os trabalhos da audiência;
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2. Direito Notarial
2.6. Princípios
2.6.5. P. Independência (6º, II, “autorizando”, LNR)
(MG) Art. 143. O TN, como autor do instrumento público, não
está vinculado a minutas que lhe sejam apresentadas,
podendo revisá-las ou negar-lhes curso, uma vez que é
sua a responsabilidade pela redação dos atos notariais.
(RS) Art. 570 – O Tabelião, como autor do instrumento público,
não está vinculado a minutas, podendo revisá-las ou
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2. Direito Notarial
2.6. Princípios
2.6.6. P. Segurança (6º, II, “conservando”, LNR)
Art. 6º Aos notários compete:
II - intervir nos atos e negócios jurídicos a que as partes
devam ou queiram dar forma legal ou autenticidade,
autorizando a redação ou redigindo os instrumentos
adequados, conservando os originais e expedindo cópias
fidedignas de seu conteúdo;
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2. Direito Notarial
2.6. Princípios
2.6.6. P. Segurança (6º, II, “conservando”, LNR)
(SP) 2.2. A consultoria e o assessoramento jurídicos devem ser prestados por meio de informações e de esclarecimentos objetivos, particularmente sobre o melhor meio jurídico de alcançar os fins desejados pelas partes, os efeitos e consequências dos fatos, atos e negócios jurídicos a serem documentados, e visar à tutela da autonomia privada e ao equilíbrio substancial da relação jurídica, de modo a minimizar as desigualdades materiais e a proteger os
hipossuficientes e os vulneráveis, tais como as crianças e os
adolescentes, os idosos, os consumidores, os portadores de necessidades especiais e as futuras gerações.
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2.6. Princípios
2.6.7. P. Profilaxia
(SP) item 1.3. É seu dever recusar, motivadamente, por escrito,
a prática de atos contrários ao ordenamento jurídico e
sempre que presentes fundados indícios de fraude à lei, de
prejuízos às partes ou dúvidas sobre as manifestações de
vontade.
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2.6. Princípios
2.6.7. P. Profilaxia
(RJ) Art. 219. Os TN devem abster-se de lavrar escrituras relativas a negócios jurídicos de alienação de frações ideais, quando, à base de dados objetivos, apontarem indícios de fraudes e infringências às Leis
nºs. 6.766/79 e 10.257/01, ao ordenamento positivo normatizador do
parcelamento do solo urbano e protetivo da zona rural, prejudiciais aos mananciais da fauna e da flora e a fim de proteger os ecossistemas contra a predação e a destruição causadas pela ocupação desorganizada e sem fiscalização.
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2.6. Princípios
2.6.8. P. Excelência
(SP) 3.1. A competição entre os Tabeliães de Notas deve ser leal, pautada
pelo reconhecimento de seu preparo e de sua capacidade profissional e praticada de forma a não comprometer a dignidade e o prestígio das funções exercidas e das instituições notariais e de
registro, sem utilização de publicidade individual, de estratégias mercadológicas de captação de clientela e da intermediação dos serviços e livre de expedientes próprios de uma economia de mercado, como, por exemplo, a redução de emolumentos.
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2.6. Princípios
2.6.9. P. Imparcialidade
(RS) Art. 658. Ao notário compete:
XVI - aconselhar, com imparcialidade e independência, todos os integrantes da relação negocial, instruindo-os sobre a natureza e as consequências do ato que pretendam realizar;
(RJ) Art. 221. Integra a atividade notarial:
II - assessorar e orientar, com imparcialidade e independência, os interessados, instruindo-os sobre a natureza e as consequências do ato a ser realizado;
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2. Direito Notarial
2.7. Estrutura jurídica
2.7.1. Sujeitos (art. 20, Lei 8.935/94)
2.7.2. Objeto
a)
Livros
b)
Classificadores
c)
Impressos de segurança
2.7.3. Forma
a)
P. Diligência
b)
P. Escrituração
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2. Direito Notarial
2.7. Estrutura jurídica
2.7.4. Incidentes na escrituração
1º) No ato da escrituração
a)
Emendas, entrelinhas e notas marginais (50) = vedação
absoluta
(RS) Art. 698, § 6º – As emendas, rasuras, borrões, riscaduras e entrelinhas serão ressalvados no fim do texto e antes da subscrição, com referência à sua natureza e localização.
(MG) Art. 285. As emendas, entrelinhas, rasuras e riscaduras devem ser evitadas, mas, caso ocorram, serão ressalvadas “em tempo”, ao final do texto e antes das assinaturas, fazendo-se referência a seu motivo e localização.
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2.7. Estrutura jurídica
2.7.4. Incidentes na escrituração
1º) No ato da escrituração
b)
Incompleta (52.2.1) = falta de assinatura = 1/3 custas (9.1.
Tabela) e vedado a certidão (52.3)
(SP) 52.2.1. Não sendo assinado o ato notarial dentro do prazo fixado, a escritura pública será declarada incompleta, observando-se a legislação que trata dos emolumentos.
(SP) 52.3. Pelo ato notarial incompleto, serão devidos os emolumentos e custas, restando proibido o fornecimento de certidão ou traslado, salvo ordem judicial.
(RS) Art. 712, § 1º – Na ausência de assinatura de uma das partes, o Tabelião declarará incompleta a escritura e consignará, individuando, as assinaturas faltantes, mas pelo ato serão devidos emolumentos, se imputável a qualquer das partes.
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2.7. Estrutura jurídica
2.7.4. Incidentes na escrituração
1º) No ato da escrituração
c)
Sem efeito – certificar os motivos (55)
(SP) 55. Nas escrituras tornadas sem efeito, ou corrigidas em
decorrência de erro imputável ao Tabelião de Notas,
dever-se-ão certificar os motivos.
(RS) Art. 712 – Nas escrituras declaradas sem efeito, o Tabelião
certificará as causas e motivos, datará e assinará o ato,
sendo exigíveis os emolumentos respectivos se atribuíveis
a culpa às partes.
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2.7. Estrutura jurídica
2.7.4. Incidentes na escrituração
1º) No ato da escrituração
d)
Em tempo (50.1) – antes da assinatura e não afetar elem.
Essenciais (objeto, preço e forma de pagamento)
(RS) Art. 698, § 7º – Se o defeito ou omissão for verificado após a assinatura, em havendo espaço a seguir, será feita a corrigenda “em tempo”, e nova subscrição; mas, se não existir, deverá ser feita retificação em ato próprio, com a participação de todos os anteriores intervenientes no ato
(MG) Art. 285. Parágrafo único. Caso se verifique o defeito ou a omissão após as assinaturas, mas antes da expedição do traslado, e havendo espaço a seguir, poderá ser feita a corrigenda “em tempo”, sendo a ressalva novamente por todos assinada.
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2. Direito Notarial
2.7. Estrutura jurídica
2.7.4. Incidentes na escrituração
2º) Após a escrituração
a)
Ata retificativa ou “aditamento” (53)
(SP) 53. Os erros, as inexatidões materiais e as irregularidades, constatáveis documentalmente e desde que não modificada a declaração de vontade das partes nem a substância do negócio jurídico realizado, podem ser corrigidos de ofício ou a requerimento das partes, ou de seus procuradores, mediante ata retificativa lavrada no livro de notas e subscrita apenas pelo tabelião ou por seu substituto legal, a respeito da qual se fará remissão no ato retificado.
(MG) Art. 286. Mediante escritura pública de aditamento lavrada em Livro de Notas e subscrita apenas pelo tabelião de notas, poderá ele suprir omissões e corrigir erros evidentes cometidos em escritura pública que já tenha sido objeto de traslado, se em nada for alterada a vontade das partes ou a substância do ato, anotando-se à margem da escritura pública corrigida a circunstância.
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2.7. Estrutura jurídica
2.7.4. Incidentes na escrituração
2º) Após a escrituração
b)
Retificação e ratificação (54)
(SP) 54. Os erros, as inexatidões materiais e as irregularidades, quando insuscetíveis de saneamento mediante ata retificativa, podem ser remediados por meio de escritura de retificação-ratificação, que deve ser assinada pelas partes e pelos demais comparecentes do ato rerratificado e subscrita pelo Tabelião de Notas ou pelo substituto legal.
54.1. Far-se-ão remissões na escritura de retificação-ratificação e no ato rerratificado.
54.2. Se praticados os atos em serventias distintas, o Tabelião de Notas que lavrou a escritura de retificação-ratificação comunicará o evento, para a remissão devida, ao que realizou o ato rerratificado.
54.3. Pela escritura de rerratificação destinada a sanear os erros, as inexatidões materiais e as irregularidades imputáveis ao Tabelião de Notas, nada será devido a título de emolumentos e custas.
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
a)
Escrituras
- Declaratórias (U.E., rec. patern., inv. provisório, dep. econ., man. subs) - Translativas (CV, doação, permuta, dação)
- Sucessórias (inventário, sobrepartilha)
- Testamentárias (com e sem conteúdo econômico) e revogações - Constitutivas próprias (CCB/ Sep/Div./Conf. dívida/Novação) - Constitutivas impróprias (Emanc./Afid/Hipoteca)
- Retificatórias (reti-rati, ato retificatório, aditamento) - Extintivas (renúncia usufruto ou propriedade / quitação)
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
b)
Procurações públicas (substabelecimentos/revogações)
- Fins previdenciários (2.1.)
- Foro em geral comum (2.2.1. e 2.2.2) - Foro em geral analfabeto (2.2.3.) - Sem conteúdo econômico (2.3.) - Com conteúdo econômico
- Subprocuração
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2. Direito Notarial
2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
1º) Conceito: é o instrumento dotado de fé pública, de
competência exclusiva do Tabelião de Notas, no qual
assenta a narração de fatos jurídicos, envolvendo ou não
pessoas ou coisas, constatados pelos seus sentidos (olfato,
paladar, audição, visão ou tato)
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
2º) Elementos da ata notarial são:
(i) a narrativa de um fato;
(ii) presença do Tabelião de Notas;
(iii) presunção de autenticidade.
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
3º) Bem jurídico: pré-constituição de prova de qualquer fato.
Kioitsi Chicuta, “(...) em seu sentido lógico, a prova nada mais significa do que a demonstração ou a comprovação da verdade de uma proposição, qualquer que seja sua natureza”.
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
4º) Natureza jurídica:
(i) Plano da existência
constatação do fato pelo Tabelião de Notas (PESSOALMENTE)
(ii) Plano da validade
forma prescrita (art. 7º, inciso III, Lei nº 8.935/94), permissão de materialização pelo preposto.
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica:
5.1. Sujeito ativo: Tabelião de Notas
(MG) (Provimento nº 260/CGJ/2013) - Art. 234. A ata notarial, dotada de fé pública e de força de prova pré-constituída, é o instrumento em que o
tabelião, seu substituto ou escrevente, a pedido de pessoa
interessada, constata fielmente os fatos, as coisas, pessoas ou situações para comprovar a sua existência ou o seu estado. (grifo nosso)
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica:
5.1. Sujeito ativo: Tabelião de Notas
(PR) (Provimento 249/2013 – CGJ) - Art. 726. Ata notarial é a certificação de fatos jurídicos, a requerimento da parte interessada e por constatação pessoal do tabelião, do substituto ou do escrevente, cujo objeto não comporte a lavratura de escritura pública. Pode ser lavrada ata notarial, entre outros exemplos, para a captura de imagens e de conteúdo de sites (Internet), vistorias em objetos e lugares, bem como narração de situações fáticas, com o intuito de prevenir direitos e responsabilidades.
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2. Direito Notarial
2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica:
5.1. Sujeito ativo: Tabelião de Notas (SC – art. 817, RS – art.
817 e SP item 137, cap. XIV)
(SC) - Art. 817. Na lavratura da ata notarial,
o tabelião
deverá
efetuar narração objetiva de uma ocorrência ou fato por
ele constatado ou presenciado.
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2. Direito Notarial
2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica:
5.1. Sujeito ativo: Tabelião de Notas (SC – art. 817, RS – art.
817 e SP item 137, cap. XIV)
(RS) (Prov. nº 32/06-CGJ, atualizado até o prov. 02/2015) - Art.
628 – Ata Notarial é a narração objetiva de uma ocorrência
ou fato, presenciado ou constatado
pelo Tabelião
.
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica:
5.1. Sujeito ativo: Tabelião de Notas (SC – art. 817, RS – art.
817 e SP item 137, cap. XIV)
(SP) NSCGJ - Capítulo XIV - item 137. Ata notarial é a narração
objetiva, fiel e detalhada de fatos jurídicos presenciados ou
verificados
pessoalmente pelo Tabelião de Notas
.
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica
5.2. Sujeito passivo: Qualquer pessoa (CAPAZ ou INCAPAZ)
(MG) Art. 235. (...)
§ 2º. Recusando-se o solicitante a assinar a ata, será anotada
a circunstância no campo destinado à sua assinatura. (grifo
nosso)
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica
5.2. Sujeito passivo: Qualquer pessoa (CAPAZ ou INCAPAZ)
(SP) 139. A ata notarial poderá:
a) conter a assinatura do solicitante e de eventuais
testemunhas;
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica:
5.3. Objeto – QUALQUER FATO
(i) COISAS, na hipótese da narrativa da existência material ou não de algum objeto;
(ii) DOCUMENTOS, que seria a situação da autenticação de documentos ou suas cópias, a verificação da presentação ou representação de uma associação, a posse por determinada pessoa ou a recusa de assinatura em documentos;
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica:
5.3. Objeto – QUALQUER FATO
(iii) PESSOAS, na situação da constatação da existência ou não de uma pessoa, situação pela qual exigiria a identificação do sujeito, ou seu estado físico; e
(iv) ATOS HUMANOS, que seriam as hipóteses da autenticação das ações da pessoa.
RODRIGUES, Felipe Leonardo; FERREIRA, Paulo Roberto Gaiger. Tabelionato de Notas (Coleção cartórios / coordenador Christiano Cassettari). São Paulo: Saraiva, 2013, p. 106
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
5º) Estrutura jurídica:
5.4. Forma:
(i)
Extraprotocolar (FORMAÇÃO)
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
c)
Atas notariais
Sujeitos – capazes e incapazes Objetos – qualquer fato jurídico
Forma – extraprotocolar (na sua formação) e protocolar (na sua produção de efeitos
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
d)
Atas notariais para usucapião extrajudicial
138.1. Da ata notarial para fins de reconhecimento extrajudicial de usucapião, além do tempo de posse do interessado e de seus sucessores, poderão constar:
a) declaração dos requerentes de que desconhecem a existência de ação possessória ou reivindicatória em trâmite envolvendo o imóvel usucapiendo;
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
d)
Atas notariais para usucapião extrajudicial
138.1. Da ata notarial para fins de reconhecimento extrajudicial de usucapião, além do tempo de posse do interessado e de seus sucessores, poderão constar:
a) (...)
b) declarações de pessoas a respeito do tempo da posse do interessado e de seus antecessores;
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
d)
Atas notariais para usucapião extrajudicial
138.1. Da ata notarial para fins de reconhecimento extrajudicial de usucapião, além do tempo de posse do interessado e de seus sucessores, poderão constar:
a) (...); b) (...);
c) a relação dos documentos apresentados para os fins dos incisos II (planta), III (feitos ajuizados) e IV (justo título), do art. 216-A, Lei 6.015/73.
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
d)
Atas notariais para usucapião extrajudicial
138.2. Os documentos apresentados para a lavratura da ata notarial serão arquivados em classificador próprio, obedecidos, no que couber, os itens da Seção II, deste Capítulo;
138.3. Aplicam-se à ata notarial de reconhecimento extrajudicial de usucapião os itens 5, 5.1 e 5.2, deste Capítulo XIV (Princípio da territorialidade).
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
d)
Atas notariais para usucapião extrajudicial
Base de cálculo:
Enunciado nº 8 – XX Congresso de Direito Notarial, realizado em 03/10/2015.
“A ata notarial para fins de usucapião tem conteúdo
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
d)
Atas notariais para usucapião extrajudicial
Prov. 65/2017 CNJ:
Art. 5º A ata notarial mencionada no art. 4º deste provimento será lavrada pelo tabelião de notas do município em que estiver localizado o imóvel usucapiendo ou a maior parte dele, a quem caberá
alertar o requerente e as testemunhas de que a prestação de declaração falsa no referido instrumento configurará crime de falsidade, sujeito
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2.8. Espécies de atos
2.8.1. Atos protocolares
d)
Atas notariais para usucapião extrajudicial
Prov. 65/2017 CNJ:
Art. 5º (...) § 3º Finalizada a lavratura da ata notarial, o
tabelião deve cientificar o requerente e consignar no
ato que a ata notarial não tem valor como
confirmação ou estabelecimento de propriedade,
servindo apenas para a instrução de requerimento extrajudicial de usucapião para processamento perante o registrador de imóveis.
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2. Do Direito Notarial
2.8. Da ata notarial
2.8.2. Diferenças com a escritura pública
Critério Escritura pública Ata notarial
Objeto de tutela Consentimento Fato jurídico ou não Escrituração
material Assentamento de declarações Narrativa Natureza jurídica
formal Realização de ato e negócios jurídicos Ato fato-jurídico
P. Imediação Sim Não
P. Unicidade Sim Não
Atos ilícitos Proibição relativa Permissão legal
Encerramento Depende das assinaturas das partes Independe de assinatura do requerente
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2.8.3. Atos extraprotocolares
a)
Autenticações de documentos
b)
Autenticações de assinaturas (reconhecimentos de firma)
c)
Cartas de sentença extrajudiciais (item 213 a 218, Cap. XIV,
NSCGJ/SP)
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2.8. Espécies de atos
2.8.4. Atos mistos
a)
Autenticação de assinatura por verdadeira (rec. firma por
autenticidade)
b)
Aprovação de testamento cerrado
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2.8. Espécies de atos
2.8.5. Escrituras públicas imobiliárias
a)
Negócios jurídicos onerosos
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2.8. Espécies de atos
2.8.6. Escrituras públicas de compra e venda
a)
Elementos do negócio jurídico
a.1. Elementos de existência fundamental
a.2. Elementos de existência estrutural
a.3. Elementos de existência funcional
a.4. Elementos de validade (art. 104, CC)
a.5. Elementos de ineficácia
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2.8. Espécies de atos
2.8.6. Escrituras públicas de compra e venda
b)
Due diligence
É o estudo dos riscos inerentes ao negócio imobiliário.
1º) Análise quanto à pessoa (art. 94, CPC/73 ou art. 46, NCPC)
- Estado familiar - Estado profissional - Estado domiciliar
2º) Análise quanto ao imóvel (art.95,CPC/73 ou art. 47, NCPC)
3º) Análise cronológica (art. 18, L. 6.766/79)
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2.8. Espécies de atos
2.8.6. Escrituras públicas de compra e venda
c)
Due diligence em relação ao alienante
c.1. Dívidas extrajudiciais (SCPC, SERASA, Protestos, RTD)
c.2. Dívidas fiscais (CDA e CND)
ADIs nºs 173-6 e 394-1 - O STF reconheceu, por unanimidade,
a inconstitucionalidade do art. 1º, I, III e VI, e § § 1º a 3º,
da Lei nº 7.711/88.
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2.8. Espécies de atos
2.8.6. Escrituras públicas de compra e venda
c)
Due diligence em relação ao alienante
c.3. Feitos ajuizados estaduais
c.4. Feitos ajuizados federais
c.5. Indisponibilidades
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2.8.6. Escrituras públicas de compra e venda
d)
Due diligence em relação ao imóvel
d.1. Origem
(Título aquisitivo)d.2. Registro
(Certidão de propriedade)d.3. Restrições administrativas
(tombamentos, desapropriações e preempção)
d.4. Obrigações propter rem
(CND multas, tributos, débitos condominais)