História
João Daniel (Octavio Correa)
23.05.2017
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João Daniel (Octavio Correa) 23.05.2017Exercícios de Aula
GRÉCIA ANTIGA1. Atenas foi considerada o berço do regime democrático no mundo antigo. Sobre o regime democrático ateniense, é CORRETO afirmar que:
a) Era baseado na eleição de representantes para as Assembleias Legislativas, que se reuniam uma vez por ano na Ágora e deliberavam sobre os mais variados assuntos. b) Apenas os homens livres eram considerados cidadãos e participavam diretamente das
decisões tomadas na Cidade-Estado.
c) Os estrangeiros e mulheres maiores de 21 anos podiam participar livremente das decisões tomadas nas assembleias da Cidade-Estado.
d) Era erroneamente chamado de democrático, pois negava a existência de representantes eleitos pelo povo.
e) A inexistência de escravos em Atenas levava a uma participação quase total da população da Cidade-Estado na política.
2. A Guerra do Peloponeso (431 a.C.- 404 a.C.), que teve importância fundamental na evolução histórica da Grécia antiga, resultou, entre outros fatores, de
a) um confronto econômico entre as cidades que formavam a Confederação de Delos. b) um esforço da Pérsia para acabar com a influência grega na Ásia Menor.
c) um conflito entre duas ideologias: Esparta, oligárquica, e Atenas, democrática. d) uma manobra de Esparta para aumentar a sua hegemonia marítima no mar Egeu. e) uma tentativa de Atenas para fracionar a Grécia em diversas cidades-estado.
ROMA ANTIGA
3. Várias razões explicam as perseguições sofridas pelos cristãos no Império Romano, entre elas:
a) a oposição à religião do Estado Romano e a negação da origem divina do Imperador, pelos cristãos.
b) a publicação do Edito de Milão que impediu a legalização do Cristianismo e alimentou a repressão.
c) a formação de heresias como a do Arianismo, de autoria do bispo Ário, que negava a natureza divina de Cristo.
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d) a organização dos Concílios Ecumênicos, que visavam promover a definição da doutrina cristã.
e) o fortalecimento do Paganismo sob o Imperador Teodósio, que mandou martirizar milhares de cristãos.
4. Na Roma Antiga, a expressão "até tu Brutus?" foi atribuída a Júlio César que, de acordo com fontes históricas, a teria proferido no momento de seu assassinato, em 44 a.C. Nesse contexto da história de Roma, Júlio César tornou-se conhecido porque:
a) iniciou o processo de expansão romana, desencadeando as chamadas guerras púnicas, por meio das quais Roma se converteu em potência marítima.
b) criou o primeiro código escrito, denominado "Leis das Doze Tábuas", que tratava de assuntos referentes ao Direito Civil e ao Direito Penal.
c) adquiriu grandes poderes e privilégios especiais, como os títulos de ditador perpétuo e de censor vitalício, suscitando lutas políticas pelo poder, sobretudo no Senado Romano. d) contribuiu, com as suas leis abolicionistas, para crise geral do escravismo romano, que
abalou as atividades agrícolas de todo o Império Romano.
e) propôs à Assembleia Romana o seu projeto de reforma agrária, limitando a ocupação de terras públicas aos cidadãos romanos.
Exercícios de Casa
1. Dentre os legados dos gregos da Antiguidade Clássica que se mantêm na vida contemporânea, podemos citar:
a) a concepção de democracia com a participação do voto universal.
b) a promoção do espírito de confraternização por intermédio do esporte e de jogos. c) a idealização e a valorização do trabalho manual em todas suas dimensões.
d) os valores artísticos como expressão do mundo religioso e cristão. e) os planejamentos urbanísticos segundo padrões das cidades-acrópoles.
2. A civilização grega atingiu extraordinário desenvolvimento. Os ideais gregos de liberdade e a crença na capacidade criadora do homem têm permanente significado. Acerca do imenso e diversificado legado cultural grego, é correto afirmar que:
a) a importância dos jogos olímpicos limitava-se aos esportes. b) a democracia espartana era representativa.
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c) a escultura helênica, embora desligada da religião, valorizava o corpo humano. d) os atenienses valorizavam o ócio e desprezavam os negócios.
e) poemas, com narrações sobre aventuras épicas, são importantes para a compreensão do período homérico.
3. Texto I
Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência.
Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por feltragem e, ainda mais condensado, transformam-se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transformasse em pedras.
BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado). Texto II
Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos”. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha.”
GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado) Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do
universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que:
a) eram baseadas nas ciências da natureza. b) refutavam as teorias de filósofos da religião. c) tinham origem nos mitos das civilizações antigas. d) postulavam um princípio originário para o mundo. e) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.
4. Não esqueçamos que o processo de formação de um povo e de uma civilização gregos não se desenrolou segundo um plano premeditado, nem de maneira realmente consciente.
Tentativa, erro e imitação foram os principais meios, de tal modo que certa margem de diversidade social e cultural, amiúde muito marcada, caracterizou os inícios da Grécia. De
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fato, nem o ritmo nem a própria direção da mudança deixaram de se alterar ao longo da história grega.
(Moses I. Finley. O mundo de Ulisses.3ª ed. Lisboa: Presença, 1998, p.16.) a) Indique um elemento “imitado” de outros povos e sociedades que teria estado presente nos “inícios da Grécia”.
b) Ofereça pelo menos dois exemplos do que o autor chama de “diversidade social e cultural”, que “caracterizou os inícios da Grécia”.
5. Não é possível pôr em dúvida por mais tempo, ao passar em revista o estado atual dos conhecimentos, ter havido realmente uma guerra de Troia histórica, em que uma coligação de Aqueus ou Micênios, sob um rei cuja suserania era conhecida pelos restantes, combateu o povo de Troia e os seus aliados. A magnitude e duração da luta podem ter sido exageradas pela tradição popular em tempos recentes, e o número dos participantes avalia dos muito por cima nos poemas épicos. Muitos incidentes, tanto de importância primária como secundária, foram sem dúvida inventados e introduzidos na narrativa durante a sua viagem através dos séculos. Mas as provas são suficientes para demonstrar não só que a tradição da expedição contra Troia deve basear-se em fatos históricos, mas ainda que boa parte dos heróis
individuais mencionados nos poemas foi tirada de personagens reais.
Carl W. Blegen. Troia e os troianos. Lisboa, Verbo, 1971. Adaptado. A partir do texto acima:
a) identifique ao menos um poema épico inspirado na guerra de Troia e explique seu título; b) explique uma diferença e uma semelhança entre poesia épica e história para os gregos da Antiguidade.
6. Vegetius, escrevendo no século IV a. C., afirmava que os romanos eram menos numerosos que os gauleses, menores em tamanho que os germanos, mais fracos que os espanhóis, não tão astutos quanto os africanos e inferiores aos gregos em inteligência criativa. Obviamente Vegetius considerava os romanos, como guerreiros, superiores a todos os demais povos. Já para os historiadores, o fato de os romanos terem conseguido estabelecer, e por muito tempo, o seu vasto império, o maior já visto até então, deveu-se sobretudo
a) à inferioridade cultural dos adversários. b) ao espírito cruzadista da religião cristã. c) às condições geográficas favoráveis do Lácio.
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d) à política, sábia, de dividir para imperar.
e) à superioridade econômica da Península itálica.
7. Considere a ilustração.
Durante muitos séculos, os antigos romanos divertiram-se com a atuação dos gladiadores nos chamados espetáculos públicos, que utilizavam diferentes tipos de armas, permitidas pelas autoridades de Roma, como as que podem ser observadas na ilustração. Esses gladiadores eram recrutados, principalmente, entre:
a) homens poderosos da plebe. b) cidadãos da nobreza romana. c) servos dos latifúndios estatais. d) escravos das áreas dominadas. e) heróis das conquistas romanas.
8. "A história da Antiguidade Clássica é a história das cidades, porém, de cidades baseadas na propriedade da terra e na agricultura."
(K. Marx. "Formações econômicas pré-capitalistas.") Em decorrência da frase de Marx, é correto afirmar que:
a) os comerciantes eram o setor urbano com maior poder na Antiguidade, mas dependiam da produção agrícola.
b) o comércio e as manufaturas eram atividades desconhecidas nas cidades em torno do Mediterrâneo.
c) as populações das cidades greco-romanas dependiam da agricultura para a acumulação de riqueza monetária.
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d) a sociedade urbana greco-romana se caracterizava pela ausência de diferenças sociais. e) os privilégios dos cidadãos das cidades gregas e romanas se originavam da condição de
proprietários rurais.
9. Os combates de gladiadores surgiram no sul da Itália, chegaram a Roma no meio século III a.c. e foram oficializados pelo Senado, em 105 a.C. Inicialmente realizados durante as
cerimônias fúnebres, pouco a pouco eles foram perdendo seu caráter sagrado e se transformaram em manifestações laicas, no início da era cristã. Apesar de escravos, os
gladiadores eram esportistas de alto nível, pois cabia aos promotores das lutas oferecerem um espetáculo de qualidade. Esses combates representavam, para os gladiadores, cair nas graças da multidão, fato que os levava à fama. Para conquistar o reconhecimento do povo, cidadãos importantes, desde líderes locais até o próprio imperador, ofereciam esses espetáculos ao público. O governo de Otávio Augusto (30 a.C.- 14 d.C.), visando aumentar a popularidade e diminuir as revoltas dos pobres da cidade de Roma, ampliou a “política do pão e circo”.
(Revista História Viva, ano V, nº 56. Adaptado) Sobre esse momento da história romana, é válido afirmar que
a) esses espetáculos públicos tinham um caráter puramente religioso e evitavam as revoltas sociais, pois os romanos temiam a ira de seus deuses.
b) a “política do pão e circo”, no fim da era cristã, manteve o caráter sagrado dos
combates de gladiadores, pois muitos desses participantes ofereciam sua vida ao deus cristão.
c) a política do “pão e circo”, ampliada por Otávio Augusto, pôs fim às desigualdades sociais entre patrícios e plebeus.
d) os combates entre gladiadores, promovidos nos estádios, serviam para diminuir a insatisfação popular contra os governantes.
e) as lutas de gladiadores surgiram no sul da Itália para pôr fim a revoltas sociais ocorridas no governo de Otávio Augusto, no século III a.c.
10. Após a tomada e o saque de Roma pelos visigodos, em 410, pagãos e cristãos
interrogaram-se sobre as causas do acontecimento. Para os pagãos, a resposta era clara: foram os maus princípios cristãos, o abandono da religião de Roma, que provocaram o
desastre e o declínio que se lhe seguiram. Do lado cristão, a queda de Roma era explicada pela comparação entre os bárbaros virtuosos e os romanos decadentes: dissolutos, preguiçosos, sendo a luxúria a origem de todos os seus pecados.
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(Adaptado de Jacques Le Goff, “Decadência”, em História e Memória. Campinas, Ed. da Unicamp, 1990, p. 382-385.) a) Identifique no texto duas visões opostas sobre a queda de Roma.
b) Entre o surgimento do cristianismo e a queda de Roma, que mudanças ocorreram na relação do Império Romano com a religião cristã?
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João Daniel (Octavio Correa) 23.05.2017Gabarito
Exercícios de Aula1.
B2.
C3.
A4.
C Exercícios de Aula1.
B2.
E3.
D4.
Sócrates foi o criador da ideia da autarquia moral do homem, postura que foi perpetuada por seu discípulo Platão e por grandes pensadores na história da filosofia, como Kant. A moral, para esses inatistas, seria uma estrutura constituinte da consciência humana, sendo necessário apenas despertá-la na criatura. Para Aristóteles, a moral é uma aquisição humana possível pela vivência e pelo exercício. É evidente que para os racionalistas (sinônimo de inatistas, nesse caso) a educação é fundamental paradespertar a latente consciência moral do homem, mas para Aristóteles, a educação será a única via e possibilidade de formar a moralidade no indivíduo, pelo exercício da
transmissão, via instituições como a família e a escola.
5.
a) Ilíada, cuja autoria é atribuída a Homero. O título dessa obra deriva de Ílion – nome dado pelos gregos à cidade de Troia, cujo assédio e queda constituem o tema central do poema.b) Semelhança: um e outro têm como base um evento real. Diferença: no poema épico há intervenções de divindades, ao passo que o fato histórico é narrado com base em
elementos exclusivamente mate - riais – ainda que eventualmente exa gerados ou alterados por juízo de valor.
6.
D7.
D8.
E9.
D10.
a) Segundo o texto, a tomada de Roma pelos visigodos se explicaria de duas maneiras: para os pagãos, seria um castigo pelo abandono da crença nas divindades romanasHistória
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tradicionais; para os cristãos, seria uma punição divina dos pecados praticados pelos romanos, com destaque para o pecado da luxúria.
b) A princípio, o cristianismo foi perseguido pelos imperadores sobretudo porque não reconhecia a divindade imperial. Apesar da violência dessas perseguições, o número de cristãos aumentou a tal ponto que Constantino, procurando granjear seu apoio,
concedeu-lhes liberdade religiosa pelo Edito de Milão (313). Em 391, objetivando fortalecer o apoio da Igreja Cristã para o Império Romano – já, então, em franca
decadência – Teodósio, pelo Edito de Tessalônica, proclamou o cristianismo religião do Estado.