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Projeto de Leitura: Estrutura

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Academic year: 2021

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Texto

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1. Capa

Elemento obrigatório que identifica o trabalho. É a proteção externa do trabalho. Usaremos os elementos identificadores na seguinte ordem:

• Nome da Instituição de Ensino: localizado na margem superior, centralizado, letras maiúsculas;

• Título do trabalho: em letras maiúsculas, centralizado ;

• Nome do autor: nome e sobrenome do autor, em letras maiúsculas, centralizado; • Local e ano: nas duas últimas linhas da folha, em letras maiúsculas, centralizado.

2. Resumo Acadêmico

É uma apresentação sintética e seletiva das idéias do livro, ressaltando a progressão e a articulação delas. Devem aparecer as principais idéias do autor do texto.

REDAÇÃO: CARACTERÍSTICAS FORMAIS

Sendo um TEXTO CONCISO, o resumo deve ser redigido:

• em linguagem objetiva, suprimindo palavras desnecessárias (adjetivos e advérbios) .

• evitando a repetição de frases inteiras do texto original (a serem sintetizadas e não transcritas).

• respeitando a ordem em que as idéias ou fatos são apresentados. Assim, são suas características formais :

• 3ª pessoa sing., 3ª pessoa plural, 1ª pessoa sing. • Frases pouco extensas

• Terminologia específica • Ordem direta das frases • Linguagem denotativa

ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO MARIO QUINTANA Professoras: Telma e Vanessa Trimestre: 1º

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ESCOLA MARIO QUINTANA (PROJETO DE LEITURA)

TÍTULO DO TRABALHO

ALUNO TURMA Pelotas, março de 2008. CABEÇALHO Fonte tamanho 12, centralizado à margem superior, espaçamento entrelinhas simples, letra maiúscula. TÍTULO Fonte tamanho 16, letra maiúscula em negrito. MARGEM: Superior e esquerda: 3 cm Inferior e direita: 2 cm

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Estrutura do Resumo Acadêmico

O Menino do Pijama Listrado - JOHN BOYNE

Primeiro Parágrafo (Dados da obra e do Autor)

"O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre_______________________________ , o

______________________.Escrito em o

_____________________________________________________________. O livro é ______________________________________________________________________. Segundo Parágrafo (Tema central da história)

No ___________ o escritor____________________________________. JOHN BOYNE conduz-nos, como leitores, _______________________________________.

Em, O Menino do Pijama Listrado o conflito é

______________________________________________.

Neste livro ___________________________________________________________. Terceiro Parágrafo (Personagem)

Bruno possuía _____________________________________. Logo aqui, demonstra ___________________________________________.

Também o autor__________________________________________________________. Quarto Parágrafo (Resumo)

De acordo/Segundo/Conforme ____________________________________________. Para John Boyne,___________________________________. O escritor mostra-se _______________________________________________________________________.

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RESUMO ACADÊMICO

Define-se como resumo acadêmico um texto que explicita de forma clara uma compreensão global do texto lido, produzido por um aluno-leitor que tem a função de demonstrar ao professor-avaliador que leu e compreendeu o texto pedido, apropriando-se globalmente do saber institucionalmente valorizado nele contido e das normas as quais o gênero está sujeito. Nessa esfera de circulação, a função do resumo acadêmico é ser um texto autônomo, que recupera de forma concisa o conteúdo do texto lido numa espécie de equivalência informativa que conserva ou não a organização do texto original.

Quanto à função, o resumo no contexto acadêmico serve tanto ao aluno, como eficiente instrumento de estudo dos inúmeros textos teóricos e científicos que tem que ler, quanto ao professor, como instrumento de avaliação que permite verificar a compreensão global do texto lido. Além disso, o resumo acadêmico pode ser considerado um gênero que proporciona ao aluno a inserção nas práticas acadêmicas.

Resumo: Dicionário Aurélio: [Dev. de resumir.] Substantivo masculino.1.Ato ou efeito de

resumir(-se).2.Exposição abreviada de uma sucessão de acontecimentos, das características

gerais de alguma coisa, etc., tendente a favorecer sua visão

global: síntese, sumário, epítome, sinopse.

Algumas dicas para facilitar a produção de um resumo:

A. Leia atentamente o texto a ser resumido, certifique-se de tê-lo entendido;

B. Utilize a inserção de citações. (Segundo o autor… / Fulano de tal considera… / De acordo

com que afirma…) ;

C. Redija-o em linguagem objetiva, clara e concisa;

D. Escreva-o com suas palavras, evitando copiar as frases e expressões contidas no texto

original;

E. Desconsidere conteúdos facilmente inferíveis;

(”Maria era uma pessoa muito boa. Gostava de ajudar as pessoas…”)

F. Ignore expressões explicativas;

(”Discutiremos a construção de textos argumentativos, isto é aqueles nos quais…”)

G. Não use expressões que exemplifiquem;

(As pessoas deveriam ler, também outros autores. Por exemplo…

H. Não considere as justificativas de uma

afirmação; (”Não corra tanto, pois quando se corre…”)

ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO MARIO QUINTANA

Aluno: Turma: 11 e 12

Professoras : Telma e Vanessa Trimestre: 1º

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I. Reduza o texto a uma fração do texto original, respeitando a ordem em que as idéias ou fatos

são apresentados.

Cultura da paz- Leonardo Boff

A cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Essa é a lógica dos dinossauros que criou a cultura do medo e da guerra. Praticamente em todos os países as festas nacionais e seus heróis são ligados a feitos de guerra e de violência. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência, bem simbolizado nos filmes de Schwazenegger como o “Exterminador do Futuro”. Nessa cultura o militar, o banqueiro e o especulador valem mais do que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cultura da paz. E sempre de novo faz suscitar a pergunta que, de forma dramática, Einstein colocou a Freud nos idos de 1932: é possível superar ou controlar a violência? Freud, realisticamente, responde: “É impossível aos homens controlar totalmente o instinto de morte…Esfaimados pensamos no moinho que tão lentamente mói que poderíamos morrer de fome antes de receber a farinha”. Sem detalhar a questão, diríamos que por detrás da violência funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos sempre presente no processo cosmogênico. Viemos de uma imensa explosão, o big bang. E a evolução comporta violência em todas as suas fases. São conhecidas cerca de 5 grandes dizimações em massa, ocorridas há milhões de anos atrás. Na última, há cerca de 65 milhões de anos, pereceram todos os dinossauros após reinarem, soberanos, 133 milhões de anos. A expansão do universo possui também o significado de ordenar o caos através de ordens cada vez mais complexas e, por isso também , mais harmônicas e menos violentas. Possivelmente a própria inteligência nos foi dada para pormos limites à violência e conferir-lhe um sentido construtivo.

Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as instituições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência como o Estado, as classes, o projeto da tecnociência, os processos de produção como objetivação da natureza e sua sistemática depredação.

Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma de resolução dos conflitos. Sobre esta vasta base se formou a cultura do capital, hoje globalizada; sua lógica é a competição e não a cooperação, por isso, gera guerras econômicas e políticas e com isso desigualdades, injustiças e violências. Todas estas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura da violência que nos desumaniza a todos.

A essa cultura da violência há que se opor a cultura da paz. Hoje ela é imperativa.

É imperativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas as partes, o pacto social mínimo sem o qual regredimos a níveis de barbárie. É imperativa porque o potencial destrutivo já montado pode ameaçar toda a biosfera e impossibilitar a continuidade do projeto humano. Ou limitamos a violência e fazemos prevalecer o projeto da paz ou conheceremos, no limite, o destino dos dinossauros.

Onde buscar as inspirações para cultura da paz? Mais que imperativos voluntarísticos, é o próprio processo antroprogênico a nos fornecer indicações objetivas e seguras. A singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que nós, à

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distinção deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, temos capacidades de afetividade, compaixão, solidariedade e amorização. Hoje é urgente que desentranhemos tais forças para conferir rumo mais benfazejo à história. Toda protelação é insensata.

O ser humano é o único ser que pode intervir nos processos da natureza e co-pilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. Dispõe de recursos de re-engenharia da violência mediante processos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. A competitividade continua a valer mas no sentido do melhor e não de destruição do outro. Assim todos ganham e não apenas um.

Há muito que filósofos da estatura de Martin Heidegger, resgatando uma antiga tradição que remonta aos tempos de César Augusto, vêem no cuidado a essência do ser humano. Sem cuidado ele não vive nem sobrevive. Tudo precisa de cuidado para continuar a existir. Cuidado representa uma relação amorosa para com a realidade. Onde vige cuidado de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violência, como analisou Freud. A cultura da paz começa quando se cultiva a memória e o exemplo de figuras que representam o cuidado e a vivência da dimensão de generosidade que nos habita, como Gandhi, Dom Helder Câmara e Luther King e outros. Importa fazermos as revoluções moleculares (Gatarri), começando por nós mesmos. Cada um estabelece como projeto pessoal e coletivo a paz enquanto método e enquanto meta, paz que resulta dos valores da cooperação, do cuidado, da compaixão e da amorosidade, vividos cotidianamente.

O fragmento abaixo é um exemplo de resumo (Machado, Ana Rachel).

“Leonardo Boff inicia o artigo ‘A cultura da paz’ apontando o fato de que vivemos em uma

cultura que se caracteriza fundamentalmente pela violência. Diante disso, o autor levanta a questão da possibilidade de essa violência poder ser superada ou não. Inicialmente, ele apresenta argumentos que sustentam a tese de que seria impossível, pois as próprias características psicológicas humanas e um conjunto de forças naturais e sociais reforçariam essa cultura da violência, tornando difícil sua superação. Mas, mesmo reconhecendo o poder dessas forças, Boff considera que, nesse momento, é indispensável estabelecermos uma cultura de paz contra a violência, pois essa estaria nos levando à extinção da vida humana no planeta. Segundo o autor, seria possível construir essa cultura, pelo fato de que os seres humanos são providos de componentes genéticos que nos permitem sermos sociais, cooperativos, criadores e dotados de recursos para limitar a violência e de que a essência do ser humano seria o cuidado, definido pelo autor como sendo uma relação amorosa com a realidade, que poderia levar à superação da violência. A partir dessas constatações, o teólogo conclui, incitando-nos a despertar as potencialidades humanas para a paz, como projeto pessoal e coletivo.”

Resgatar o coração – Leonardo Boff

Seguramente a crise ecológica global exige soluções técnicas, pois podem impedir que o aquecimento global ultrapasse 2 graus Celsius, o que seria desastroso para toda a biosfera. Mas a técnica não é tudo nem o principal. Parafraseando Galileo Galilei podemos dizer: "a ciência nos ensina como funciona o céu mas não nos ensina como se vai ao céu". Da mesma forma, a ciência nos indica como funcionam as coisas mas por si mesma não tem condições de nos dizer se elas são boas ou ruins. Para isso temos que recorrer a critérios éticos aos quais a própria prática científica está submetida. Até que ponto, apenas soluções técnicas equilibram

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Gaia a ponto de ela continuar a nos querer sobre ela e ainda garantir os suprimentos vitais para os demais seres vivos? Será que ela vai identificar e assimilar as intervenções que faremos nela ou as rejeitará?

As intervenções técnicas têm que se adequar a um novo paradigma de produção menos agressivo, de distribuição mais equitativa, de um consumo responsável e de uma absorção dos rejeitos que não danifique os ecossistemas. Para isso precisamos resgatar uma dimensão, profundamente descurada pela modernidade. Esta se construiu sobre a razão analítica e instrumental, a tecnociência, que buscava, como método, o distanciamento mais severo possível entre o sujeito e o objeto. Tudo que vinha do sujeito como emoções, afetos, sensibilidade, numa palavra, o pathos, obscurecia o olhar analítico sobre o objeto. Tais dimensões deveriam ser postas sob suspeição, serem controladas e até recalcadas.

Ocorre que a própria ciência superou esta posição reducionista seja pela mecânica quântica de Bohr/Heisenberg seja pela biologia à la Maturana/Varela, seja por fim pela tradição psicanalítica, reforçada pela filosofia da existência (Heidegger, Sartre e outros). Estas correntes evidenciaram o envolvimento inevitável do sujeito com o objeto. Objetividade total é uma ilusão. No conhecimento há sempre interesses do sujeito. Mais ainda, nos convenceram de que a estrutura de base do ser humano não é a razão mas o afeto e a sensibilidade.

Daniel Goleman trouxe a prova empírica com seu texto a Inteligência emocional que a emoção precede à razão. Isso se torna mais compreensível se pensarmos que nós humanos não somos simplesmente animais racionais mas mamíferos racionais. Quando há 125 milhões de anos surgiram os mamíferos, irrompeu o cérebro límbico, responsável pelo afeto, pelo cuidado e pela amorização. A mãe concebe e carrega dentro de si a cria e depois de nascida a cerca de cuidados e de afagos. Somente nos últimos 3-4 milhões de anos surgiu o neo-cortex e com ele a razão abstrata, o conceito e a linguagem racional.

O grande desafio atual é conferir centralidade ao que é mais ancestral em nós, o afeto e a sensibilidade. Numa palavra, importa resgatar o coração. Nele está o nosso centro, nossa capacidade de sentir em profundidade, a sede dos afetos e o nicho dos valores. Com isso não desbancamos a razão mas a incorporamos como imprescindível para o discernimento e a priorização dos afetos, sem substituí-los. Hoje se não aprendermos a sentir a Terra como Gaia, não a amarmos como amamos nossa mãe e não cuidarmos dela como cuidamos de nossos filhos e filhas, dificilmente a salvaremos. Sem a sensibilidade, a operação da tecnociência será insuficiente. Mas uma ciência com consciência e com sentido ético pode encontrar saídas libertadoras para nossa crise.

Referências

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