Rossi Residencial S.A.
Demonstrações FinanceirasROSSI RESIDENCIAL S. A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
EXERCÍCIO ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000
Prezados Acionistas,
Atendendo aos dispositivos Legais, Estatutários e à regulamentação emanada da Comissão de Valores
Mobiliários, submetemos à apreciação de V.Sas. o presente relatório, acompanhado das demonstrações
contábeis da Rossi Residencial S.A. e de suas controladas, relativas ao exercício de 2000.
Mensagem da Diretoria
A importância que o tema da qualidade adquiriu nos últimos anos abrangeu todos os aspectos da
atividade humana nos diversos países industrializados. Mais recentemente no setor da construção civil,
a relevância do tema se fez sentir ao longo de toda a cadeia de produção, desde os parceiros
fornecedores até a maior conscientização do cliente final sobre seus direitos de consumidor.
A Rossi, empresa reconhecida no mercado pela capacidade de inovação, não poderia tardar seu
engajamento a este movimento mundial. Assim, durante o ano de 2000, não foram poupados esforços e
investimentos no contínuo aprimoramento dos padrões de qualidade e permanente defesa da excelência
da Empresa.
Sabedores de que somente através da completa mobilização de cada um de nossos funcionários
seríamos capazes de viabilizar o alcance das metas pretendidas, a incessante busca da qualidade tem
sido vista pela Administração como um atributo pessoal imprescindível a toda a equipe. Somente
assim, daremos continuidade a nossa política de buscar exceder os padrões do mercado e as
expectativas de nossos clientes, atuais e potenciais, visto reconhecermos nesses dois componentes -
clientes e mercado - os determinantes e direcionadores de todas as nossas ações.
Assumiram fundamental importância nesse processo quatro principais fatores, a seguir comentados:
1.
Reestruturação Organizacional:
A Empresa passou por uma reestruturação organizacional visando a integração total das áreas
comercial, financeira e engenharia na busca constante da melhor solução de mercado em termos de
produtos com excelente qualidade e preços competitivos. A principal alteração organizacional foi a
substituição das áreas de negócio (gestão por produtos) pelas regionais (gestão por localização
geográfica). Essa mudança, além de propiciar maior agilidade na prospecção e geração de
empreendimentos e dar atenção maior às exigências dos consumidores locais, agregou o benefício de
redirecionar a empresa para o trabalho em equipe, para a continuação da política de reaplicar
conhecimento e capacitações.
2.
Reorganização dos Processos e Implantação de Sistema de Gestão por Processos:
Com o objetivo de otimizar e integrar os processos de trabalho, automatizar suas rotinas, agilizar o
fluxo de informações entre as diferentes áreas e, principalmente visando aprimorar o processo de
planejamento e controle das atividades e da alocação dos recursos, após realizar a reorganização dos
processos, a Rossi implantou o sistema R/3 – ERP (Enterprise Resource Planning) desenvolvido pela
SAP. No total foram onze meses de implantação durante o ano de 2000 e investimentos de
aproximadamente R$ 5 milhões.
Além de ser alicerce fundamental para o crescimento seguro e contínuo da Empresa, a implantação
desse sistema integrado de gestão empresarial serviu de ferramenta de apoio à reestruturação
organizacional acima mencionada, permitindo consolidar a transformação da antiga organização
voltada para áreas de negócios / departamentos em uma empresa voltada para processos.
3.
A criação da Central Rossi de Inovação e Estratégia – CRIE
Visando orientar o processo de inovação e desenvolvimento de novas tecnologias, a especificação de
produtos, a coordenação de ações de marketing e do uso da marca, o planejamento estratégico dos
lançamentos e o aperfeiçoamento constante do relacionamento com o cliente, foi formada a Central
Rossi de Inovação e Estratégia (CRIE).
Seu objetivo primordial é fazer com que o conhecimento continuamente adquirido, tanto nos
projetos-piloto desenvolvidos nos núcleos de pesquisa, quanto através da experiência obtida nos canteiros de
obras, tão logo padronizado e normatizado, seja imediatamente permeado e difundido, de forma a
agregar produtividade e benefícios em todas as regionais da Empresa, no menor espaço de tempo
possível.
4.
Criação do Programa Rossi de Qualidade em Obras – PRQO
A formalização desse programa pela Empresa teve como objetivo comprovar sua aderência ao
“Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade na Construção Habitacional – PBQP-h”, que é um
programa nacional específico para certificação de empresas construtoras. Possuindo caráter evolutivo,
o PBQP-h estabelece níveis de qualificações progressivos, segundo os quais, através de vinte quesitos,
o sistema de gestão da qualidade de cada empresa é avaliado e classificado. Esse programa possui seis
principais objetivos: (1º) combater à não conformidade intencional com especificações; (2º) propiciar a
obtenção de um mercado mais equalizado e competitivo entre as construtoras; (3º) prover condições de
obter confiabilidade dos agentes financeiros; (4º) valorizar a utilização de materiais e serviços de
melhor qualidade; (5º) propiciar acesso à tecnologia diferenciada de construção; e (6º) obter preços de
habitações mais competitivos, através da redução dos custos de construção.
Por todas essas razões, a Rossi engaja-se ao programa com vistas à sua certificação em nível máximo,
como prova demonstrável e inconfundível de sua excelência no setor, fruto de seus constantes
investimentos em pesquisas e desenvolvimento tecnológico.
Estratégia de Expansão
A Empresa adotou uma nova estratégia de negócios, denominada, “Crescimento em 3 Dimensões”,
identificando 3 vetores, que combinados entre si, proporcionam um grande potencial de crescimento:
1º vetor - Linha de Produtos: Durante o ano de 2000 ampliamos a nossa linha de produtos, porém
mantendo a segmentação de mercado. A empresa atua no segmento de classe média baixa através da
marca Vida Nova (criada em 1996) com apartamentos de 41 a 54m
2de área útil, vendidos entre
R$34.000 e R$60.000; e no mercado de classe média através do plano 100 (criado em 1992) com
apartamentos de 55
a
75m
2, vendidos entre R$60.000 e R$100.000. Em 2000 lançamos a Linha
Nobless, com apartamentos a partir de 75m
2, e preços entre R$100.000 e R$200.000.
2º vetor – Expansão Geográfica: A gestão por processos, a implantação do sistema R/3 SAP, a
integração da empresa e o CRIE, permitem reaplicar nosso conhecimento, com estruturas reduzidas,
em novos mercados. Atuando em São Paulo, Campinas e Porto Alegre, pretendemos lançar também
empreendimentos no Rio de Janeiro no ano de 2001.
3º vetor – Desenvolvimento de Novos Conhecimentos: A empresa mantem times específicos para
desenvolvimento de novos conhecimentos. Em 1999, foi lançado o Villa Flora, primeira comunidade
planejada pela iniciativa privada, voltada para o segmento de baixa renda.
Localizado no município de Sumaré, região de Campinas/SP, o projeto prevê a construção até 2005, de
aproximadamente 3300 unidades residenciais, além de espaços para comércio, prestação de serviços,
praças, clube, escola, creche, posto policial, entre outros. Os imóveis do Villa Flora correspondem a
sete modelos de casas, com área útil entre 45 e 115m
2e preços de venda entre R$34.000 e R$75.000.
O conhecimento obtido no Villa Flora foi utilizado para desenvolvimento de condomínios de casas
para a classe média e média alta. Os primeiros condomínios deste tipo serão lançados em 2001 em
Campinas e Porto Alegre.
Os gráficos a seguir apresentam a participação das linhas de produtos e regionais no faturamento da
empresa no ano 2000:
Quantidade de Habitações Vendidas
868 523 75 1.466 1.152 1.259 596 3.007 -500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500
Plano 100 Vida Nova Villa Flora Total
1999 2000
Valor das Vendas (R$ 000)
61.999 27.988 3.036 93.023 79.797 55.595 23.045 158.437 -20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000 160.000 180.000Plano 100 Vida Nova Villa Flora Total
1999 2000
Vendas por Regionais - Ano 2000
11% 15% 19% 55% São Paulo R$ 88.822mil Campinas R$ 29.637mil Villa Flora R$ 23.045mil Porto Alegre R$ 16.933mil
Fontes de Financiamentos:
A estabilidade econômica está propiciando não só a realização do sonho da casa própria de milhares de brasileiros mas também impulsionando instituições financeiras a aumentarem a oferta de recursos para financiamento a longo prazo de compradores de imóveis.
As linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) para construção no mercado de baixa renda é fator relevante, nos últimos anos, de alavancagem do mercado imobiliário. Muito embora, empreendimentos desenvolvidos através desta linha apresentem margens menores, o giro e a taxa interna de retorno são mais elevados, visto que todo o valor da venda é recebido durante o período de construção. Esta linha é oferecida para famílias com renda de até 20 salários mínimos, faixa de mercado de grande demanda e que estava pouco atendida até então. Para atender a este segmento, a Rossi
desenvolveu através da marca Vida Nova, a linha “Páteo”. São apartamentos com área útil
de 41
a 49m
2,
vendidos a partir de R$36.000 e cuja tecnologia empregada permite
construção de forma extremamente rápida. O primeiro empreendimento dessa linha de
produtos, com 288 apartamentos, foi construído em 8 meses, desde o início da
terraplanagem do terreno até a entrega dos apartamentos aos compradores.
Além da CEF e de bancos privados, a Rossi foi mais uma vez pioneira na busca de
soluções criativas para clientes com a primeira operação de securitização de recebíveis
juntamente com a emissão de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) pela
Brazilian Securities (joint venture entre o Grupo Rossi e o Banco Ourinvest). A primeira
tranche no valor de US$ 10 milhões e prazo de 10 anos envolve o Interamerican
Investment Corporation (IIC), braço de investimentos do BID, no papel de “market
maker” na criação do mercado secundário de CRIs, e a Moodys que concedeu um rating de
AA1 br para os recebíveis da Rossi. A criação de um mercado secundário de CRIs
significa para a Rossi a criação de uma alternativa importante de financiamento, com
adiantamento de fluxo caixa de recebíveis provenientes de vendas de imóveis a prazo.
Resultados:
No ano de 2000, a Rossi iniciou uma série de ajustes para adaptação da empresa às
mudanças do setor e ao novo momento de crescimento. Dentro destes ajustes, os principais
foram: 1) a redução significativa no prazo de construção (com impacto no curto prazo de
redução de resultados a apropriar e margens), 2) programa de aumento de liquidez através
principalmente de cobrança mais rigorosa e descontos nos preços para reduzir estoque, e 3)
maior diversidade de fontes de financiamento. Tais medidas, se por um lado geraram
impacto de curto prazo negativo nos resultados do último trimestre, foram importantes para
aumentar a geração de caixa operacional, diminuir endividamento e preparar a Empresa
para programa de lançamentos de 2001 e dar continuidade ao plano de crescimento.
Os gráficos a seguir demonstram desempenho da Empresa no ano de 2000:
12,2 150,6 13,5 196,9 0 50 100 150 200 250 1999 2000
Receita e Lucro Líquido
Lucro Líquido Receita
Endividamento Bancário Líquido
67.982
37.080
36%
19%
-10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 70.000 80.000 dez/99 dez/00 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%R$ (000) % sobre o Patrimônio Líquido
Balanço Social
Acreditando que o treinamento e benefícios concedidos aos funcionários influem decisivamente no aumento da produtividade, tornando a Empresa mais competitiva e distinguindo-a de seus concorrentes, notáveis recursos tem sido constantemente empregados, tanto no treinamento e desenvolvimento profissional quanto na concessão de benefícios. De forma a melhorar a eficiência e produtividade de seu pessoal, a empresa criou seu próprio centro de treinamento (Escola Rossi de Administração - ERA), na qual fornece contínuos cursos de aperfeiçoamento para os funcionários de vendas, construção e supervisão. Além do treinamento, a Empresa fornece aos trabalhadores alocados nas obras outros benefícios, tais como: acomodação no local da obra, refeitórios, cursos de alfabetização, plano de saúde, assistência odontológica, instalações para entretenimento e prática de esportes.
Balanço Ambiental
Ao lançar o Villa Flora, a Rossi resolveu além de inventar o bairro, reinventar o próprio conceito de comunidade. Uma comunidade destinada a famílias com renda mensal a partir de R$ 900, onde a qualidade de vida é levada a sério. Um bairro com padrões de arquitetura, paisagismo e organização urbana jamais experimentados em qualquer outra comunidade neste país, nessa faixa de renda. Alí, por exemplo, o esgoto é 100% tratado antes de retornar ao meio ambiente, e o índice de área verde é o dobro do mínimo exigido por lei. Naquela comunidade, assim como em todos os demais empreendimentos lançados, a empresa teve a oportunidade de demonstrar sua constante preocupação com a preservação ambiental.
8
Agradecimentos
O ano de 2000 foi marcado por alterações importantes no setor e na Empresa. Foi um ano
decisivo na criação de fundamentos básicos sobre os quais vamos crescer de forma segura.
Tudo isso só foi possível com o apoio e a confiança recebidos de clientes, acionistas,
instituições financeiras, fornecedores, funcionários, e todos os demais com os quais
durante o ano desenvolvemos parcerias de extremo sucesso, reflexo da credibilidade,
integração e profissionalismo que sempre nortearam nosso relacionamento e contribuíram
de maneira decisiva para o desenvolvimento, realizações e manutenção da posição de
destaque e liderança que a empresa ocupa no mercado.
São Paulo, 16 de fevereiro de 2.001
ROSSI RESIDENCIAL S.A.
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E 1999 (Em reais) A T I V O Controladora Consolidado 2000 1999 2000 1999 CIRCULANTE: Caixa e bancos 6.940.746 1.118.295 6.804.582 1.645.156 Aplicações financeiras 16.260.766 7.214.076 16.260.766 7.600.570 Contas a receber de clientes 122.224.442 107.039.924 128.039.499 114.676.172 Imóveis a comercializar 73.835.806 72.357.988 83.465.335 84.256.097 Outros créditos 27.863.586 15.873.607 28.576.754 16.392.848 --- --- --- --- Total do circulante 247.125.346 203.603.890 263.146.936 224.570.843 --- --- --- --- REALIZÁVEL A LONGO PRAZO:
Contas a receber de clientes 99.150.584 175.309.493 110.043.786 191.731.441 Valores a receber de sociedades
ligadas - 235.562 - 235.562
Depósitos judiciais 13.884.364 6.655.051 15.632.642 8.121.096 Imposto de renda e contribuição
social diferidos 19.335.829 15.804.840 20.287.887 16.649.356 Debêntures a resgatar - 1.882.620 - 2.344.541 Outros créditos 15.421.188 13.403.643 15.421.188 13.403.643 --- --- --- --- Total do realizável a longo prazo 147.791.965 213.291.209 161.385.503 232.485.639 --- --- --- --- PERMANENTE: Investimentos 19.959.383 21.110.437 - - Imobilizado 2.245.770 1.951.338 2.245.770 2.103.446 Diferido 7.379.128 7.639.726 7.379.128 7.642.488 --- --- --- --- Total do permanente 29.584.281 30.701.501 9.624.898 9.745.934 --- --- --- --- Total do ativo 424.501.592 447.596.600 434.157.337 466.802.416 ========= ========= ========= =========
As notas explicativas anexas são parte integrante destes balanços.
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BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E 1999 (Em reais) P A S S I V O Controladora Consolidado 2000 1999 2000 1999 CIRCULANTE: Financiamentos 41.240.380 48.351.731 41.240.380 48.351.731 Contas a pagar por aquisição de terrenos 19.185.320 18.000.070 20.285.643 19.307.696
Fornecedores 2.376.152 3.568.439 2.490.066 4.074.902
Salários e encargos sociais 3.321.814 2.885.684 3.321.814 2.885.684 Impostos e contribuições a recolher 17.401.496 10.277.026 19.376.732 11.983.889 Custo orçado a incorrer 57.135.442 64.451.428 59.948.868 72.539.791 Dividendos a pagar 3.213.600 2.892.775 3.213.600 2.892.775 Outras contas a pagar 12.421.115 7.428.726 12.850.394 8.467.405
--- --- --- --- Total do circulante 156.295.319 157.855.879 162.727.497 170.503.873 --- --- --- --- EXIGÍVEL A LONGO PRAZO:
Financiamentos 18.905.105 28.876.142 18.905.105 28.876.142 Contas a pagar por aquisição de terrenos 5.916.182 13.890.327 8.112.027 17.312.547 Custo orçado a incorrer 1.017.680 5.619.705 1.023.517 6.359.505 Imposto de renda e contribuição
social diferidos 19.994.527 15.840.568 20.426.279 15.914.989 --- --- --- ---
45.833.494 64.226.742 48.466.928 68.463.183
Resultado de vendas de imóveis a apropriar 25.227.023 38.684.691 25.139.142 39.932.613 --- --- --- --- Total do exigível a longo prazo 71.060.517 102.911.433 73.606.070 108.395.796 --- --- --- ---
PARTICIPAÇÃO DOS MINORITÁRIOS - - 678.014 1.073.459
--- --- --- ---
PATRIMÔNIO LÍQUIDO:
Capital social 150.732.271 150.732.271 150.732.271 150.732.271
Reserva de capital 27 27 27 27
Reserva legal 3.709.522 3.033.019 3.709.522 3.033.019
Reserva de retenção de lucros 42.703.936 33.063.971 42.703.936 33.063.971 --- --- --- --- Total do patrimônio líquido 197.145.756 186.829.288 197.145.756 186.829.288 --- --- --- --- Total do passivo 424.501.592 447.596.600 434.157.337 466.802.416 ========= ========= ========= =========
As notas explicativas anexas são parte integrante destes balanços.
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DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E 1999 (Em reais)
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
RECEITA OPERACIONAL BRUTA:
Venda de imóveis e serviços 191.191.249 130.119.717 203.993.148 154.591.860 Dedução de vendas (6.694.263) (3.059.098) (7.053.839) (3.967.725)
--- --- --- --- Receita operacional líquida 184.496.986 127.060.619 196.939.309 150.624.135 CUSTO DOS IMÓVEIS VENDIDOS E SERVIÇOS (126.308.312) (81.907.250) (137.974.304) (103.242.849)
--- --- --- --- Lucro bruto 58.188.674 45.153.369 58.965.005 47.381.286 (DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS:
Administrativas (17.983.187) (13.538.321) (18.228.104) (14.249.884) Comerciais (32.979.935) (20.313.913) (34.275.790) (23.425.692)
Depreciação e amortização (3.746.406) (1.416.063) (3.760.842) (1.438.959) Receitas financeiras líquidas das despesas (7.392.002) (6.639.968) (5.167.513) (8.488.888) Receitas de financiamentos a clientes 18.449.814 14.189.545 19.646.275 16.656.988 Resultado de equivalência patrimonial 2.245.307 (2.074.774) - -
Outras (despesas) receitas operacionais 250.048 (1.611.274) 248.748 (1.606.729) --- --- --- ---
Lucro operacional 17.032.313 13.748.601 17.427.779 14.828.122 RESULTADO NÃO OPERACIONAL (195.659) 461.785 (197.816) 1.063.035
--- --- --- --- RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO E DAS
PARTICIPAÇÕES 16.836.654 14.210.386 17.229.963 15.891.157 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (622.970) (35.729) (930.002) (2.223.247) PARTICIPAÇÕES NO RESULTADO:
Funcionários (1.330.609) (776.543) (1.330.609) (788.142) Administradores (1.353.007) (1.218.010) (1.353.007) (1.218.010) --- --- --- --- LUCRO LÍQUIDO ANTES DA PARTICIPAÇÃO DE
MINORITÁRIOS 13.530.068 12.180.104 13.616.345 11.661.758
ACIONISTAS MINORITÁRIOS - - (86.277) 518.346
--- --- --- --- LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 13.530.068 12.180.104 13.530.068 12.180.104
========= ========= ========= ========= LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO
FINAL DO EXERCÍCIO 0,11 0,09 0,11 0,09
=== === === === As notas explicativas anexas são parte
ROSSI RESIDENCIAL S.A.
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E 1999
(Em reais)
Reserva de lucros Reserva de
Capital Reserva Reserva retenção Lucros
social de capital legal de lucros acumulados Total
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 1998 150.732.271 27 2.424.014 24.385.647 - 177.541.959
Lucro líquido do exercício - - - - 12.180.104 12.180.104
Destinação do lucro líquido:
Reserva legal - - 609.005 - (609.005)
-Distribuição de dividendos - - - - (2.892.775) (2.892.775)
Reserva de retenção de lucros - - - 8.678.324 (8.678.324)
--- ---- --- --- ---
---SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 1999 150.732.271 27 3.033.019 33.063.971 - 186.829.288
Lucro líquido do exercício - - - - 13.530.068 13.530.068
Destinação do lucro líquido:
Reserva legal - - 676.503 - (676.503)
-Distribuição de dividendos - - - - (3.213.600) (3.213.600)
Reserva de retenção de lucros - - - 9.639.965 (9.639.965)
--- ---- --- --- --- ---SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 150.732.271 27 3.709.522 42.703.936 - 197.145.756 ========== == ======= ======== ======== =========
ROSSI RESIDENCIAL S.A.
DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E 1999
(Em reais)
Controladora Consolidada
2000 1999 2000 1999
ORIGENS DE RECURSOS:
Das operações-
Lucro líquido do exercício 13.530.068 12.180.104 13.530.068 12.180.104
Itens que não afetam o capital circulante--
Participação dos minoritários - - 86.277 (518.346)
Variação monetária líquida dos itens a longo prazo (5.193.057) (5.988.090) (5.982.456) (9.189.460)
Resultado da equivalência patrimonial (2.245.307) 2.074.774 - -
Imposto de renda e contribuição social diferidos 622.970 35.729 872.759 2.220.941
Depreciações e amortizações 3.746.406 1.416.063 3.760.842 1.438.959
--- --- --- --- 10.461.080 9.718.580 12.267.490 6.132.198 --- --- --- --- De terceiros-
Redução do realizável a longo prazo 61.726.363 47.860.415 68.463.777 70.616.833
Baixa de bens do imobilizado 23.040 623.562 161.577 661.083
Baixa de itens do ativo diferido 311.608 - 313.504 33.719
Redução de investimentos, líquidos de aportes 3.396.360 10.221.035 - - Empréstimos e financiamentos obtidos, líquidos das
transferências para o circulante 5.395.102 5.535.412 5.395.102 5.535.412
--- --- --- --- 70.852.473 64.240.424 74.333.960 76.847.047 --- --- --- ---
Total das origens 81.313.553 73.959.004 86.601.450 82.979.245
--- --- --- --- APLICAÇÕES DE RECURSOS:
Aquisição de bens do imobilizado 860.230 514.642 860.230 520.006
Adições ao diferido 3.254.657 3.253.391 3.254.657 3.253.391
Variação no resultado de venda de imóveis a apropriar 14.950.365 13.898.382 16.286.168 19.254.619 Diminuição dos custos orçados a incorrer 4.815.856 31.373.626 5.585.559 40.056.343 Aumento de outros exigíveis a longo prazo 9.136.829 6.040.865 11.048.767 8.889.586
Dividendos propostos 3.213.600 2.892.775 3.213.600 2.892.775
--- --- --- ---
Total das aplicações 36.231.537 57.973.681 40.248.981 74.866.720
--- --- --- --- AUMENTO NO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO 45.082.016 15.985.323 46.352.469 8.112.525
======== ========= ======== ========= VARIAÇÕES DO CAPITAL CIRCULANTE REPRESENTADAS POR:
Aumento do ativo circulante 43.521.456 56.265.031 38.576.093 42.095.368
Redução (Aumento) do passivo circulante 1.560.560 (40.279.708) 7.776.376 (33.982.843) --- --- --- --- AUMENTO NO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO 45.082.016 15.985.323 46.352.469 8.112.525
======== ========= ======== =========
As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações.
ANEXO I
ROSSI RESIDENCIAL S.A.
QUADRO SUPLEMENTAR
DEMONSTRAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E 1999
(Em reais)
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS:
Recebimentos-
Venda de imóveis de incorporações 216.504.071 127.058.000 227.658.275 142.382.588 Receitas de financiamentos a clientes 6.698.156 4.536.679 7.219.608 5.332.037
Serviços prestados 58.088 73.141 58.088 73.141
Pagamentos-
Custos de construção dos empreendimentos (111.254.307) (77.230.750) (120.984.280) (94.848.174)
Pagamento de terrenos (23.423.178) (18.921.553) (23.272.908) (20.259.651)
Despesas administrativas (17.983.187) (13.538.321) (18.228.104) (14.249.884)
Despesas de marketing e comercialização (37.664.543) (21.344.206) (38.316.321) (22.779.684)
Rescisões de clientes (2.488.469) (1.124.011) (3.107.021) (1.369.406)
Impostos e contribuições (7.244.644) (725.918) (7.526.878) (905.308)
Participações de funcionários nos resultados (1.330.609) (776.543) (1.330.609) (788.142) Participação dos administradores (1.218.010) (1.630.937) (1.218.010) (1.630.937)
--- --- --- --- Fluxo líquido das atividades operacionais 20.653.368 (3.624.419) 20.951.840 (9.043.420)
--- --- --- ---
DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos-
Venda de ações da Telebrás - 829.995 - 829.995
Reduções de capital em investidas 5.302.424 - - -
Pagamentos-
Aportes de capital em investidas (3.380.563) (6.521.693) - -
Aquisição de ativo imobilizado (860.230) (514.642) (860.230) (520.006)
Aquisição e desenvolvimento de softwares (3.254.657) (2.766.425) (3.254.657) (2.766.425) Gastos com pesquisa e desenvolvimento de projetos (2.000) (486.966) (2.000) (486.966)
--- --- --- --- Fluxo líquido das atividades de investimento (2.195.026) (9.459.731) (4.116.887) (2.943.402)
--- --- --- ---
DAS ATIVIDADES FINANCEIRAS:
Recebimentos-
Debêntures 668.865 1.227.318 1.130.786 1.641.846
Empréstimos bancários, líquidos de amortizações 2.414.462 (3.233.916) 2.414.462 (3.233.916)
Recebimento de dívidas de empresas ligadas 235.562 1.593.165 235.562 -
Despesas financeiras líquidas (4.015.315) (419.103) (3.903.366) (319.197)
Pagamentos-
Amortização de dívidas com sociedades ligadas - (974.081) - (974.081)
Dividendos (2.892.775) (3.982.414) (2.892.775) (3.982.414)
--- --- --- --- Fluxo líquido das atividades financeiras (3.589.201) (5.789.031) (3.015.331) (6.867.762) --- --- --- ---
Fluxo de caixa do exercício 14.869.141 (18.873.181) 13.819.622 (18.854.584)
CAIXA, BANCOS E APLICAÇÕES FINANCEIRAS:
No início do exercício 8.332.371 27.205.552 9.245.726 28.100.310 --- --- --- --- No final do exercício 23.201.512 8.332.371 23.065.348 9.245.726 ========= ========= ========= ========= --- --- --- --- E.B.I.T.D.A. 25.291.445 20.271.864 23.388.425 24.331.198 ========= ========= ========= =========
ANEXO II ROSSI RESIDENCIAL S.A.
QUADRO SUPLEMENTAR
DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E 1999 (Em reais)
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
RECEITAS:
Venda de imóveis de incorporações 191.133.161 130.046.576 203.935.060 154.518.719
Serviços prestados 58.088 73.141 58.088 73.141
--- --- --- ---
191.191.249 130.119.717 203.993.148 154.591.860
--- --- --- ---
INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS:
Terrenos (24.667.225) (16.083.712) (27.046.621) (19.644.922) Materiais e serviços de terceiros (127.875.626) (80.115.746) (137.186.773) (98.170.918)
--- --- --- ---
(152.542.851) (96.199.458) (164.233.394) (117.815.840)
--- --- --- ---
VALOR ADICIONADO BRUTO 38.648.398 33.920.259 39.759.754 36.776.020 DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO (3.746.406) (1.416.063) (3.760.842) (1.438.959)
--- --- --- ---
VALOR ADICIONADO LÍQUIDO 34.901.992 32.504.196 35.998.912 35.337.061
--- --- --- ---
VALOR ADICIONADO TRANSFERIDO:
Receitas de financiamentos a clientes 18.449.814 14.189.545 19.646.275 16.656.988
EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 2.245.307 (2.074.774) - -
--- --- --- ---
VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR 55.597.113 44.618.967 55.645.187 51.994.049
========= ========= ========= =========
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO:
Salários e encargos sociais diretos 18.178.552 15.401.836 19.208.004 17.459.439
--- --- --- ---
Impostos, taxas e contribuições-
Sobre folha de pagamento 4.680.418 4.159.822 4.894.082 4.732.727 Demais impostos (inclusive IRPJ) 9.132.457 4.242.684 10.075.627 7.645.085
--- --- --- ---
13.812.875 8.402.506 14.969.709 12.377.812
--- --- --- ---
Receitas financeiras líquidas 7.392.002 6.639.968 5.167.513 8.488.888
--- --- --- --- Participação em resultados- Funcionários 1.330.609 776.543 1.330.609 788.142 Administradores 1.353.007 1.218.010 1.353.007 1.218.010 Acionistas minoritários - - 86.277 (518.346) --- --- --- --- 2.683.616 1.994.553 2.769.893 1.487.806 --- --- --- --- Dividendos 3.213.600 2.892.775 3.213.600 2.892.775 Lucros retidos 10.316.468 9.287.329 10.316.468 9.287.329 --- --- --- --- Total 55.597.113 44.618.967 55.645.187 51.994.049 ========= ========= ========= =========
ROSSI RESIDENCIAL S.A.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E 1999
(Valores em reais) 1. CONTEXTO OPERACIONAL
As operações da Rossi Residencial S.A. compreendem a incorporação, construção e
comercialização de imóveis residenciais, especialmente consubstanciadas em três linhas de produtos: Plano 100, Vida Nova e Villa Flora.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
As demonstrações contábeis foram elaboradas consoante as práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira e estão apresentadas para atender à Instrução CVM nº 248, de 29 de março de 1996, e aos artigos 4º e 5º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, a qual revogou a correção monetária das demonstrações contábeis a partir de 1º de janeiro de 1996. 3. PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
(a) Aplicações Financeiras--Representadas por fundos de investimentos de alta liquidez, certificados de depósitos e instrumentos financeiros normalmente com vencimento não superior a 30 dias, demonstrados ao custo de aquisição mais rendimentos auferidos até as datas dos balanços.
(b) Imóveis a Comercializar--São avaliados ao custo de construção ou aquisição, inferiores ao valor de mercado.
(c) Provisão para Devedores Duvidosos--É constituída em montante considerado suficiente para cobrir possíveis perdas na realização desses créditos.
(d) Reconhecimento de Resultados de Incorporações--As receitas de vendas, os custos de terrenos e de construção e as despesas comerciais inerentes às
respectivas incorporações são apropriados ao resultado, utilizando-se o método do percentual de conclusão de cada empreendimento sendo esse percentual
mensurado em razão do custo incorrido em relação ao custo total orçado dos respectivos empreendimentos, em conformidade com os critérios estabelecidos no Ofício CVM SEP nº 5, de 20 de dezembro de 1995.
As receitas oriundas de prestação de serviços (basicamente representadas por gerenciamento de obras e mão-de-obra empregada na construção civil) são contabilizadas conforme a execução dos serviços.
(e) Reconhecimento do Custo Orçado--No momento da venda das unidades habitacionais, o total dos custos orçados a incorrer é contabilizado a título de passivo circulante e exigível a longo prazo. Eventuais alterações aos custos orçados, caso ocorram, são registradas à medida que são conhecidas e alocadas entre custo de vendas e resultado de vendas de imóveis a apropriar.
(f) Capitalização de Juros--Os juros dos empréstimos diretamente ligados aos empreendimentos imobiliários são capitalizados como custo dos imóveis a
comercializar, no caso dos apartamentos em estoque, ou ao resultado de vendas a apropriar, no caso dos imóveis já vendidos, para posterior apropriação ao resultado, de acordo com o método de percentual de conclusão da obra de cada
empreendimento.
(g) Ativo Imobilizado--Está registrado ao custo de aquisição, corrigido até 31 de dezembro de 1995, líquido das depreciações registradas pelo método linear, considerando a vida útil-econômica estimada para os bens.
(h) Diferido--O diferido está representado por gastos com aquisição e
desenvolvimento de softwares, gastos com projetos pré-operacionais e gastos com o processo de abertura de capital. A amortização dá-se pelo método linear em cinco anos, a partir do momento em que os benefícios começam a ser gerados. (i) Investimentos--Os investimentos permanentes são avaliados pelo método de equivalência patrimonial.
(j) Imposto de Renda e Contribuição Social--As bases de cálculo do imposto de renda e da contribuição social são apuradas de acordo com os critérios
estabelecidos pela legislação fiscal vigente. Os impostos diferidos obedecem aos critérios mencionados na Nota 23.
4. CRITÉRIOS DE CONSOLIDAÇÃO
As demonstrações contábeis consolidadas compreendem a Rossi Residencial S.A. e suas controladas, SCP Campinas, SCP Verona, SCP Guarujá, Rossi Securities Ltda. e Rossi Trust e Participações Ltda. Na consolidação são eliminados os investimentos nas sociedades
controladas, os saldos a receber e a pagar, as receitas, as despesas e os lucros não realizados decorrentes de transações entre as empresas. A participação dos acionistas minoritários é destacada nas demonstrações contábeis consolidadas.
5. APLICAÇÕES FINANCEIRAS São representadas por:
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
Aplicações de renda fixa 16.130.804 7.015.833 16.130.804 7.402.327 Fundos de renda fixa 129.962 198.243 129.962 198.243
--- --- --- --- 16.260.766 7.214.076 16.260.766 7.600.570
6. CONTAS A RECEBER
Contas a receber de clientes são apresentadas conforme segue:
2000 1999
Longo Longo
Controladora Circulante prazo Total Circulante prazo Total Clientes por incorporação
e imóveis 131.757.048 107.111.158 238.868.206 112.150.629 184.308.871 296.459.500 Rendas a apropriar (9.686.454) (7.960.574) (17.647.028) (5.476.056) (8.999.378) (14.475.434) Provisão para devedores
duvidosos - - - (376.088) - (376.088)
Clientes por venda de
terrenos - - - 78.010 - 78.010 Contas a receber de franquias, líquidas 153.848 - 153.848 663.429 - 663.429 --- --- --- --- --- --- 122.224.442 99.150.584 221.375.026 107.039.924 175.309.493 282.349.417 ========== ========== ========== ========= ========== ========== 2000 1999 Longo Longo
Consolidado Circulante prazo Total Circulante prazo Total Clientes por incorporação
de imóveis 138.715.748 120.433.265 259.149.013 121.336.446 204.410.112 325.746.558 Rendas a apropriar (10.830.097) (10.389.479) (21.219.576) (7.025.625) (12.678.671) (19.704.296) Provisão para devedores
duvidosos - - - (376.088) - (376.088)
Clientes por venda de
terrenos - - - 78.010 - 78.010 Contas a receber de franquias, líquidas 153.848 - 153.848 663.429 - 663.429 --- --- --- --- --- --- 128.039.499 110.043.786 238.083.285 114.676.172 191.731.441 306.407.613 ========== ========== ========== ========== ========== ========== a. Clientes por Incorporação de Imóveis
Os valores relativos a contas a receber estão atualizados conforme cláusulas contratuais, como segue:
Até a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Geral de Preços de Mercado - IGP-M e/ou Índice Nacional da Construção Civil - INCC.
•
• Após a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do IGP-M, com juros de 12,7% ao ano (tabela “Price”).
b. Rendas a Apropriar
Rendas a apropriar representam a parcela do Contas a receber relativo aos juros a serem apropriados em períodos futuros, de acordo com o regime de competência de exercícios.
c. Contas a Receber de Franquias
É representado por taxas a receber de empresas franqueadas, pela concessão de
licenciamento para uso da marca “Plano 100” e pela transferência de tecnologia nas áreas de desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, estudos de viabilidade econômica,
marketing, comercialização e técnicas construtivas. 7. IMÓVEIS A COMERCIALIZAR
São representados por apartamentos e casas a serem vendidos e terrenos para futuras incorporações, assim distribuídos:
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
Imóveis concluídos 16.186.491 10.391.709 17.131.053 12.459.533 Imóveis em construção 27.422.435 25.304.315 32.808.841 27.391.605 Terrenos para futuras incorporações 30.156.923 36.661.964 33.455.484 44.404.959
Materiais 69.957 - 69.957 -
--- --- --- --- 73.835.806 72.357.988 83.465.335 84.256.097
========= ========= ========= =========
O valor contábil do terreno de um empreendimento é transferido para a conta “Imóveis em construção” no momento em que o empreendimento é lançado.
8. OUTROS CRÉDITOS São compostos por:
Controladora Consolidado 2000 1999 2000 1999 Títulos a receber 24.333 586.149 24.759 362.772 Contas a receber 3.384.808 3.001.636 2.802.490 3.168.638 Adiantamento a fornecedores 3.259.606 - 3.329.384 - Impostos a recuperar 1.100.248 1.357.994 2.091.042 1.647.727 Contas a receber vinculadas à
liberação do FGTS - 1.347.398 - 1.347.398 Cessões de créditos 19.369.789 9.037.101 19.369.789 9.037.101 Outros créditos 724.802 543.329 959.290 829.212 --- --- --- --- 27.863.586 15.873.607 28.576.754 16.392.848 ======== ======== ======== ======== a. Contas a Receber
São substancialmente representadas por recursos a serem liberados, provenientes de financiamentos bancários.
b. Cessões de Créditos São assim representadas:
Controladora e consolidado
Circulante Longo prazo
2000 1999 2000 1999
Contas a receber de clientes cedidos para instituições
financeiras 49.409.219 25.811.853 58.121.568 37.891.856
Rendas a apropriar (1.847.185) (2.948.525) (7.399.930) (7.046.053) Valores antecipados por
conta da cessão (28.192.245) (13.826.227) (35.300.450) (17.442.160) --- --- --- ---
19.369.789 9.037.101 15.421.188 13.403.643
======== ======== ======== ======== Representam créditos cedidos às instituições financeiras, oriundos de contratos de vendas de unidades imobiliárias. O produto das respectivas cobranças das parcelas mensais, mantido em conta de titularidade das respectivas instituições financeiras, é diretamente destinado à
amortização dos valores antecipados. Referidos contratos de venda cedidos são garantidos pelos próprios imóveis objeto das vendas.
9. DEPÓSITOS JUDICIAIS
São representados por valores depositados judicialmente referentes a processos em andamento (Nota 15), conforme demonstrado abaixo:
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
COFINS 9.682.082 4.741.263 10.963.761 5.847.045
PIS sobre a receita 3.744.485 1.553.523 4.211.084 1.913.786
Outros 457.797 360.265 457.797 360.265
--- --- --- --- 13.884.364 6.655.051 15.632.642 8.121.096
10. INVESTIMENTOS
Os investimentos são representados por:
Patrimônio (Prejuízo) Participação Equivalência Saldos dos investimentos
líquido do exercício - % patrimonial 2000 1999
SCP Campinas 731.692 (312.434) 99,99 (a) (312.434) 731.692 1.744.241
SCP Verona 968.207 130.417 50,00 (a) 65.208 484.103 898.895
SCP Guarujá 17.575.149 1.909.500 98,90 (a) 1.888.431 17.381.240 18.247.938
Rossi Securities Ltda. 738.277 201.741 99,99 199.940 738.276 -
Rossi Trust e Participações Ltda. 624.073 404.516 99,99 404.162 624.072 219.363
--- --- ---
2.245.307 19.959.383 21.110.437
======== ========= ========
(a) Durante o exercício de 2000, os sócios-cotistas das sociedades em contas de participação SCP Campinas, SCP Guarujá e SCP Verona procederam a movimentações de recursos provenientes de suas operações nos valores líquidos de R$700.115 (retiradas - SCP Campinas), R$2.756.658 (retiradas - SCP Guarujá) e R$960.000 (retiradas - SCP Verona), respectivamente. Referidas movimentações não geraram efeitos nos resultados da Rossi Residencial S.A.
As participações dos minoritários nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2000 e 1999, destacadas nos balanços patrimoniais e nas demonstrações do resultado consolidados, são obtidas pela aplicação dos percentuais de participação dos mesmos nos valores dos
patrimônios líquidos e dos lucros ou prejuízos nos respectivos exercícios.
As sociedades em conta de participação (SCP) têm como propósito específico a realização de empreendimentos imobiliários relativos à construção e à comercialização de edifícios de apartamentos residenciais, sob a modalidade do sistema “Plano 100”, similar ao da Rossi Residencial S.A.
As demonstrações contábeis das sociedades investidas, utilizadas para fins de apuração do resultado de equivalência patrimonial e da consolidação, tiveram os saldos ajustados em atendimento ao Ofício CVM SEP nº 5/95, equiparando-o às práticas contábeis adotadas pela sociedade controladora pelo reconhecimento das receitas de vendas e dos custos de
construção inerentes às respectivas incorporações, apropriadas ao resultado utilizando-se o método do percentual de conclusão de cada empreendimento e descritas na Nota 3.
As demonstrações contábeis das sociedades investidas foram revisadas pelos auditores independentes da Sociedade.
11. ATIVO IMOBILIZADO
O ativo imobilizado é composto por:
Taxa anual de
depreciação - Controladora Consolidado
% 2000 1999 2000 1999 Terrenos - 11.583 11.583 11.583 11.583 Máquinas e equipamentos 10 531.483 527.002 531.483 651.517 Móveis e utensílios 10 1.039.319 1.000.080 1.039.319 1.041.496 Instalações 10 246.066 - 246.066 - Equipamentos de processamento de dados 20 1.769.647 1.220.248 1.769.647 1.261.027 Veículos 20 164.632 164.632 164.632 164.632 Direito de uso - 77.719 91.174 77.719 99.524 Marcas e patentes - 108.098 108.098 108.098 108.098 Obras de arte - 6.218 6.218 6.218 6.218 --- --- --- --- 3.954.765 3.129.035 3.954.765 3.344.095 Depreciações acumuladas (1.708.995) (1.177.697) (1.708.995) (1.240.649) --- --- --- --- 2.245.770 1.951.338 2.245.770 2.103.446 ======== ======== ======== ======== 12. DIFERIDO É representado por: Controladora Consolidado 2000 1999 2000 1999
Gastos com emissão de ações 5.184.238 5.184.238 5.184.238 5.184.238 Gastos com projetos em
desenvolvimento 1.176.837 1.180.719 1.176.837 1.180.719
Gastos com softwares (*) 6.945.636 3.998.705 6.945.636 4.005.002 Amortizações acumuladas (5.927.583) (2.723.936) (5.927.583) (2.727.471)
--- --- --- --- 7.379.128 7.639.726 7.379.128 7.642.488 ======== ======== ======== ======== (*) O acréscimo do exercício findo em 2000 representa substancialmente gastos com a
13. FINANCIAMENTOS São representados por:
Controladora e consolidado
2000 1999
Circulante: Créditos imobiliários 11.479.020 11.600.735 Financiamento para capital de giro 28.895.871 35.966.834
FINEP 865.489 784.162 --- --- 41.240.380 48.351.731 ========= ========= Controladora e consolidado 2000 1999 Longo prazo: Créditos imobiliários 254.126 4.556.365 Financiamento para capital de giro 18.079.630 22.953.850
FINEP 571.349 1.365.927
--- ---
18.905.105 28.876.142
========= =========
a. Créditos Imobiliários
Correspondem a financiamentos para construção dos imóveis, sujeitos a juros de 11% a 13% ao ano, indexados pela Taxa Referencial - TR, a serem pagos em prestações com vencimento até 2003. Esses financiamentos estão garantidos por hipotecas dos respectivos imóveis. b. Financiamentos para Capital de Giro
Os financiamentos para capital de giro estão sujeitos a juros que variam de 3,88% a 16,4% ao ano, mais variação cambial ou monetária, quando aplicável, a serem pagos em prestações com vencimento até 2002. Em 31 de dezembro de 2000, o montante a ser pago a curto e longo prazos, equivalente a R$23.525.964, era indexado em dólar norte-americano (US$12.031.280). c. FINEP
Corresponde a financiamentos mediante abertura de crédito de Apoio à Gestão de Qualidade - AGQ, com vencimento até 2002, com encargos de variação monetária baseados na variação da TJLP acrescida de juros de 5,5% ao ano.
d. Garantias
Em 31 de dezembro de 2000, os financiamentos estão lastreados nas seguintes garantias: Controladora e
consolidado Caução de contas a receber de clientes 39.495.497 Hipotecas dos imóveis objeto dos créditos imobiliários 4.804.149 Notas promissórias avalizadas pelos acionistas controladores 15.845.839
--- 60.145.485 ========= 14. CONTAS A PAGAR POR AQUISIÇÃO DE TERRENOS
São representadas por contratos de compras de terrenos para incorporação de
empreendimentos imobiliários. Os contratos possuem cláusula de correção monetária com base no IGP-M e, geralmente, são pagos à medida que são auferidos os recebimentos de vendas dos respectivos imóveis. As parcelas correntes e de longo prazo são alocadas de acordo com o vencimento dos pagamentos a serem efetuados.
15. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECOLHER
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
COFINS 13.758.930 7.702.261 15.320.233 8.965.332
PIS sobre receita 3.429.519 2.117.338 3.821.461 2.483.574 Provisão para contribuição social - 213.903 3.572 213.903
Outros tributos 213.047 243.524 231.466 321.080
--- --- --- --- 17.401.496 10.277.026 19.376.732 11.983.889
======== ======== ======== ======== A Sociedade questiona judicialmente a constitucionalidade de tributos federais com relação à COFINS e ao PIS, para os quais existe depósito judicial (Nota 9). Com base na opinião de seus assessores jurídicos, a Sociedade mantém provisionado o montante relativo a esses tributos até o encerramento dos referidos pleitos.
16. OUTRAS CONTAS A PAGAR São compostas por:
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
Valores a pagar por rescisões de
clientes 3.905.531 2.659.743 4.776.195 3.403.194
Participação dos administradores a
pagar 1.353.007 1.218.010 1.353.007 1.218.010
Provisão para contingências 324.000 324.000 324.000 324.000 Contas a pagar 5.981.091 2.017.667 5.477.067 2.162.130 Retenções contratuais de
fornecedores 743.123 619.557 805.762 770.079
Outras contas a pagar 114.363 589.749 114.363 589.992
--- --- --- --- 12.421.115 7.428.726 12.850.394 8.467.405 ======== ======== ======== ======== a. Valores a Pagar por Rescisões de Clientes
Correspondem a cartas de crédito concedidas aos clientes por ocasião de rescisões
contratuais. Tais cartas de crédito possuem validade de três anos para serem utilizadas pelo próprio cessionário na aquisição de outro imóvel perante a Sociedade. As cartas de crédito são intransferíveis e se não forem utilizadas no prazo prescrevem, sendo os respectivos valores revertidos em favor da Sociedade. Os saldos são atualizados monetariamente de acordo com cláusulas contratuais.
b. Participação dos Administradores a Pagar
Em 31 de dezembro de 2000, foi provisionado o montante de R$1.353.007 (1999 -
R$1.218.010), correspondente à participação dos administradores sobre o lucro do exercício, conforme previsto no estatuto social e dentro dos critérios da Lei das Sociedades por Ações. c. Contas a Pagar
Correspondem a valores a repassar a consórcios, associados e instituições financeiras, referentes a cobranças de parcelas de clientes, repasses e operações de cessões de créditos.
17. CUSTOS ORÇADOS A INCORRER E RESULTADO DE VENDAS DE IMÓVEIS A APROPRIAR a. Custos Orçados a Incorrer
Representam as estimativas dos custos orçados das unidades vendidas dos empreendimentos residenciais, efetuadas com base em relatórios executados pela área técnica responsável, que têm como contrapartida inicial a conta “Resultado de vendas de imóveis a apropriar”.
b. Resultado de Vendas de Imóveis a Apropriar
Representa os valores das vendas dos imóveis em construção, cuja apropriação ao resultado é em virtude do custo incorrido nos respectivos empreendimentos, como determina o Ofício CVM SEP nº 5/95, conforme descrito na Nota 3.(d), e está assim composto:
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
Receitas com vendas de imóveis 92.686.465 123.496.065 96.377.310 134.432.123 Custos de construção (48.005.457) (56.782.012) (50.076.816) (63.706.274) Terrenos (9.928.072) (14.763.156) (11.212.612) (16.642.483) Despesas com vendas e comercialização (9.461.454) (12.983.424) (9.884.281) (13.867.971) Juros de financiamentos (64.459) (282.782) (64.459) (282.782)
--- --- --- --- Resultado líquido a apropriar 25.227.023 38.684.691 25.139.142 39.932.613
========= ========= ========= ========= 18. SOCIEDADES LIGADAS
Os saldos de contas entre sociedades ligadas sofrem atualização monetária pela variação do IGP-M e estão assim representados:
a. Valores a Receber de Sociedades Ligadas
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
Rossi Participações Ltda. - 235.562 - 235.562
--- --- --- --- - 235.562 - 235.562 ====== ====== ====== ======
b. Debêntures a Resgatar
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
Rossi Securities S/A. - 1.882.620 - 2.344.541
--- --- --- ---
- 1.882.620 - 2.344.541 ====== ======= ====== ======= c. Outras Transações com Partes Relacionadas
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2000, foram incorridos R$772.702 e R$97.907 (1999 - R$683.012 e R$102.272) relativos a despesas com serviços de planejamento, serviços jurídicos, auditoria interna e outros serviços prestados pela Rossi S.A. e Rossi Participações Ltda., respectivamente.
Parte do concreto utilizado nas obras da Sociedade é adquirida da Geral de Concreto S.A. (anteriormente denominada Engemix S.A.), pertencente ao Grupo Rossi. As compras efetuadas durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2000 e 1999 foram cerca de R$6.920.000 e R$5.420.000, respectivamente, realizadas a preços e condições eqüitativas de mercado.
19. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a. Capital Social
O capital social é de R$150.732.271 em 31 de dezembro de 2000 e 1999, representado por 128.750.000 ações ordinárias nominativas.
b. Reservas de Lucros e Distribuição de Dividendos
Foi constituída a reserva legal de R$676.503, equivalente a 5% do lucro líquido do exercício, em conformidade com as disposições legais e estatutárias.
O cálculo dos dividendos propostos, correspondentes ao exercício de 2000, é a seguir demonstrado:
Lucro líquido do exercício 13.530.068
Reserva legal de 5% (676.503)
---
Base de cálculo 12.853.565
Dividendos estatutariamente previstos (%) 25
---
Dividendos propostos 3.213.600
A Administração da Sociedade proporá à Assembléia Geral dos Acionistas a destinação do saldo de lucros acumulados, no montante de R$9.639.965, para reinvestimento em suas operações, conforme plano de investimentos.
20. OUTRAS (DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS Os saldos são representados como segue:
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
Provisão para perdas com franquias (102.422) (1.435.534) (102.422) (1.435.534) Reversão (provisão) para devedores
duvidosos 376.088 (133.221) 376.088 (133.221)
Outros (23.618) (42.519) (24.918) (37.974)
--- --- --- ---
250.048 (1.611.274) 248.748 (1.606.729)
====== ======== ====== ========
Considerando as garantias representadas pelos próprios imóveis, as novas medidas de cobrança e regularização sobre os saldos de contas a receber e a experiência de anos anteriores, a Sociedade reverteu a provisão para devedores duvidosos constituída em anos anteriores.
21. RESULTADO NÃO OPERACIONAL
O resultado não operacional está representado por:
Controladora Consolidado
2000 1999 2000 1999
Perda de participação societária – Rossi Trust e
Participações Ltda. - (1.119.014) - (1.119.014)
Perda relativa às debêntures - Rossi Securities Ltda. (203.680) - (203.680) -
Reversão de provisões - 1.243.874 - 1.884.106
Outros 8.021 336.925 5.864 297.943
--- --- --- ---
(195.659) 461.785 (197.816) 1.063.035
====== ======= ====== ========
22. PARTICIPAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS
Os valores registrados a título de participação dos funcionários nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2000 e 1999 estão de acordo com os critérios do programa de participação nos resultados, previstos pela Medida Provisória nº 1.539/97 e alterações/
reedições posteriores. Esses critérios estão descritos no acordo de participação nos resultados homologado no Sindicato dos Trabalhadores.
23. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS
O imposto de renda e a contribuição social diferidos da controladora e das sociedades controladas incluídos nas demonstrações contábeis são provenientes de diferenças
temporárias e de prejuízos fiscais a compensar, no ativo, e de diferenças dos critérios para reconhecimento das receitas e despesas pelo método do custo incorrido da obra comparados com os critérios utilizados para fins de tributação, no passivo. Administração da Sociedade e de suas controladas, tomando-se por base as projeções de resultados futuros, estimam a sua realização no prazo de cinco anos.
Em 31 de dezembro de 2000, a Sociedade apresenta saldo de prejuízos fiscais a compensar com imposto de renda, contribuição social e diferenças temporárias no montante de
R$56.870.086 (R$58.127.181 - consolidado), estando R$31.897.346 limitados à compensação de 30% ao ano.
Adicionalmente, R$58.807.432 (R$60.077.291 - consolidado) representam valores apropriados aos resultados pelo método de custos incorridos e que serão objeto de tributação em períodos futuros.
Os ajustes das provisões para impostos diferidos existentes em 31 de dezembro de 1999, decorrentes da revisão das estimativas de lucratividade futura e de aproveitamento dos prejuízos fiscais, foram debitados ao resultado do corrente exercício.
A apuração dos impostos diferidos e correntes para os exercícios está apresentada a seguir:
Controladora Consolidado
2000 1999 Variação 2000 1999 Variação
Imposto de renda e contribuição social diferidos - ativo
Sobre prejuízos fiscais 13.101.224 11.982.597 1.118.627 13.691.916 12.471.345 1.220.571
Sobre diferenças temporárias 6.234.605 3.822.243 2.412.362 6.595.971 4.178.011 2.417.960
--- --- --- --- --- ---
19.335.829 15.804.840 3.530.989 20.287.887 16.649.356 3.638.531
======== ======== ======== ======== ======== ======== Imposto de renda e contribuição social diferidos -
passivo
Sobre a diferença entre a receita tributada pelo regime de caixa (instrução normativa nº 84/79) e valor de
acordo com a evolução física da obra 19.994.527 15.840.568 4.153.959 20.426.279 15.914.989 4.511.290 ======== ======== ======== ======== ======== ========
Valor líquido dos impostos diferidos (622.970) (872.759)
Despesas de imposto de renda de controladas - (57.243)
--- ---
Despesas de imposto de renda e contribuição social (622.970) (930.002)
======== ========
24. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Os instrumentos financeiros correntemente utilizados pela Sociedade restringem-se às aplicações financeiras de prazo inferior a três meses e à captação de empréstimos e
financiamentos para capital de giro, em condições normais de mercado, estando reconhecidos nas demonstrações contábeis pelos critérios descritos na Nota 3.
25. SEGUROS
A Sociedade mantém, em 31 de dezembro de 2000, os seguintes contratos de seguros a valores considerados compatíveis com os riscos envolvidos:
a. Responsabilidade civil - relativa a danos pessoais de caráter involuntário, causados a terceiros, e danos materiais a bens tangíveis.
b. Incêndio - incluindo incêndio, queda de raio ou explosão de gás dentro da área do terreno segurado.
26. CPMF
A Sociedade desembolsou os seguintes valores, relativos à Contribuição Provisória sobre as Movimentações Financeiras - CPMF:
2000 1999
Controladora 1.495.323 861.823 Consolidado 1.586.036 923.788
Parecer dos Auditores Independentes
Ao Conselho de Administração e aos Acionistas da Rossi Residencial S.A.:
(1) Examinamos os balanços patrimoniais individuais (controladora) e consolidados da ROSSI RESIDENCIAL S.A. e controladas em 31 de dezembro de 2000 e 1999 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis.
(2) Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas brasileiras de auditoria e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos das Sociedades; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis
divulgados; e
(c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração das Sociedades, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
(3) Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo (1) representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidada da Rossi Residencial S.A. e controladas em 31 de dezembro de 2000 e 1999, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes aos exercícios findos naquelas datas, de acordo com as práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira.
(4) As informações contidas nos Anexos I e II - Quadros Suplementares, referentes ao fluxo de caixa e ao valor adicionado, são apresentadas com o propósito de permitir análises adicionais e não são requeridas como parte das demonstrações contábeis básicas. Essas informações foram por nós examinadas de acordo com os procedimentos de auditoria mencionados no parágrafo (2) e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
São Paulo, 16 de fevereiro de 2001
ARTHUR ANDERSEN S/C - CRC 2SP000123/O-1
Walter Dalsasso
Sócio-Diretor Responsável Contador - CRC 1SP077516/O-9