Instituto Itapetiningano de Ensino Superior INSTALAÇÕES PREDIAIS HIDRÁULICAS Prof. Walter R. Serrano

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5. Simbologia de componentes de instalações prediais de esgotos 6. Critérios e considerações gerais para projeto

7. Dimensionamentos e especificações de projeto

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Autor: Archibald Joseph Macintyre

Editora: LTC

Edição: 4ª (1 de janeiro de 2010) Encadernação: Brochura; papel couché Nº de Páginas 596

Idioma: Português ISBN-10: 8521616570

ISBN-13: 978-8521616573 Preço (aprox.): R$ 220,00

Informações: Livro de instalações dinâmico, que acompanha a evolução de normas, regulamentos, métodos de execução e utilização de materiais e equipamentos em aperfeiçoamento ou em inovação. Com a morte do autor, o trabalho de revisão e atualização foi feito por três professores do Instituto Militar de Engenharia (IME).

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Autor: Hélio Creder

Editora: LTC

Edição: 6ª (1 de janeiro de 2006) Encadernação: Brochura

Nº de Páginas 450

Idioma: Português ISBN-10: 8521614896

ISBN-13: 978-8521614890 Preço (aprox.): R$ 170,00

Informações: Atualizado segundo as normas brasileiras vigentes, destaca-se pela introdução de padrões de qualidade internacionais, como o detalhamento de instalações especiais para deficientes físicos segundo normas internacionais suíças e a incorporação de novos conceitos, como o Dry-Wall, visando à manutenção facilitada das instalações prediais.

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Utilizando Tubos Plásticos

Autores: Manoel Henrique Campos Botelho Geraldo de Andrade Ribeiro Jr.

Editora: Blucher / Amanco

Edição: 4ª (1 de janeiro de 2006) Encadernação: Brochura

Nº de Páginas 407

Idioma: Português ISBN-10: 8521208235

ISBN-13: 978-8521208235 Preço (aprox.): R$ 105,00

Informações: Manual para o projeto, construção, uso e manutenção de instalações hidráulicas prediais com tubos de PVC e PPR. Instalações de água fria e quente, de esgoto sanitário e de águas pluviais. Inclui reservatórios, sistemas de bombeamento e disposição de esgotos sanitários prediais.

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6.1. Considerações gerais

A fase de projeto de um sistema predial de esgoto sanitário é de extrema importância e deve ser conduzida somente por profissional legalmente habilitado, com fiel aplicação das normas pertinentes já mencionadas.

O atendimento da NBR 8160:1999 da ABNT não exclui o atendimento de outras regulamentações e posturas de órgãos competentes, devendo sempre prevalecer os ditames de maior nível de exigência entre todos os que se apliquem a cada caso.

Cabe portanto ao profissional de projetos procurar continuamente desenvolver e atualizar seus conhecimentos técnicos e das regulamentações pertinentes, assim como suas habilidades de gerenciamento de projetos, até o nível mais elevado que seja possível, de modo a obter correspondente nível de excelência em seus projetos de sistemas prediais de esgotos sanitários.

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6.2. Critérios Normativos

De acordo com a NBR 8160:1999, as instalações prediais de esgotos sanitários devem ser projetadas e construídas de modo a:

a) Evitar contaminação da água (do sistema predial de água fria), de forma a garantir sua qualidade de consumo, tanto no interior dos sistemas de suprimento e de equipamentos sanitários como nos ambientes receptores;

b) Permitir o rápido escoamento da água utilizada e dos despejos introduzidos, evitando a ocorrência de vazamentos e a formação de depósitos no interior das tubulações;

c) Impedir que os gases provenientes do interior do sistema predial de esgoto sanitário atinjam áreas de utilização;

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6.2. Critérios Normativos

d) Impossibilitar o acesso de corpos estranhos ao interior do sistema;

e) Permitir que os seus componentes sejam facilmente inspecionáveis;

f) Impossibilitar o acesso de esgoto ao subsistema de ventilação;

g) Permitir a fixação dos aparelhos sanitários somente por dispositivos que facilitem a sua remoção para eventuais manutenções.

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6.3. Esgotos Primários e Esgotos Secundários

6.3.1. Sistema Dual

A instalação predial de esgotos segundo o sistema dual é dividida em seções, perfeitamente caracterizadas, que são:

a) Instalação de esgoto primário – É a seção conectada ao coletor público, compreendendo as canalizações, dispositivos e aparelhos sanitários que contêm gases provenientes desse coletor (ou de uma fossa, se for o caso), tais como coletor predial, subcoletores, ramais de esgotos, ramais de descarga, tubos de queda, tubos ventiladores primários, colunas de ventilação e tubos ventiladores, caixas de inspeção, caixas retentoras, caixas sifonadas, sifões, vasos sanitários e demais desconectores.

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6.3. Esgotos Primários e Esgotos Secundários

6.3.1. Sistema Dual (cont.)

b) Instalação de esgoto secundário – É a seção desconectada do coletor público (ou de uma fossa, se for o caso), compreendendo canalizações, dispositivos e aparelhos sanitários que não contêm gases provenientes desse coletor (ou fossa). As descargas desta seção vão ter às caixas retentoras, caixas sifonadas, ralos sifonados, sifões e demais desconectores.

6.3.2. Sistema Uno

Neste sistema a instalação é constituída apenas de canalizações primárias de esgoto. Todos os aparelhos sanitários têm em sua saída desconectores devidamente ventilados. É utilizado nos EUA. No Brasil não é empregado.

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6.3. Esgotos Primários e Esgotos Secundários

6.3.2. Sistema Uno (cont.)

Todo prédio esgotado possui um conjunto de canalizações e aparelhos sanitários formando uma instalação essencial, cujos elementos constitutivos são os seguintes:

✓ Coletor predial;

✓ Caixa de inspeção;

✓ Subcoletor;

✓ Ramal de descarga;

✓ Tubo de queda (quando o prédio tiver mais de um pavimento);

✓ Tubo ventilador primário;

✓ Vaso(s) sanitários(s);

✓ Aparelhos(s) de descarga;

✓ Ralo(s) sifonado(s);

✓ Caixa de gordura (se houver despejos gordurosos).

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6.4. Condições de Esgotamento dos Prédios

‒ A instalação predial de esgoto de cada prédio deve ser inteiramente independente da de qualquer outro prédio, ficando cada uma com sua canalização primária de esgotos, derivada do coletor existente na via pública ou particular no qual descarrega, com a seguinte exceção:

Quando um edifício ficar nos fundos de outro, em lote interior, legalmente desmembrado, o coletor predial do prédio da frente pode ser prolongado para esgotar o dos fundos, desde que:

• Não haja contraindicação técnica

• O proprietário do lote interior requeira essa ligação ao órgão público competente

• Se obtenha a devida autorização do proprietário do prédio da frente, concedida mediante a prévia assinatura de um termo especial, no referido órgão público.

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6.4. Condições de Esgotamento dos Prédios (cont.)

‒ Em geral, cada prédio é esgotado por um só coletor predial de esgotos, mas, em casos especiais, como os de grandes edifícios, conjuntos industriais, hospitalares e hoteleiros, ou de prédios construídos em esquinas, poderá haver mais de um coletor predial.

‒ Se a disposição das instalações de um prédio – mesmo residencial ou de um só pavimento – obrigar ao excessivo desenvolvimento de um único coletor predial de esgoto, assim prejudicando suas boas condições de funcionamento, inspeção e segurança, deve ser então construído outro coletor predial, se isso proporcionar a melhoria dessas condições.

‒ Todo prédio em que a instalação sanitária estiver situada abaixo do nível do respectivo logradouro público (avenida, rua, etc.), terá a elevação mecânica de seus dejetos, por meio de bombas centrífugas ou ejetores de ar comprimido.

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6.4. Condições de Esgotamento dos Prédios (cont.)

‒ Se o prédio tiver apenas parte de sua instalação de esgoto abaixo do nível do logradouro, somente esta deverá ser elevada mecanicamente, desde que a outra parte possa ser esgotada por gravidade.

‒ Se a extensão do coletor for muito grande, não havendo possibilidade de se obter declividade necessária para o lançamento no coletor público por gravidade, deve ser construída uma elevatória capaz de elevar o esgoto a uma caixa de inspeção, de onde passa a escoar por gravidade até o coletor público.

‒ O coletor a ser construído em terrenos particulares deverá ser instalado, de preferência, em áreas não edificadas, a fim de que sua integridade e as melhores condições de acesso para sua limpeza e conservação fiquem completamente asseguradas.

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6.5. Etapas do Projeto

O projeto de um sistema predial de esgoto sanitário se divide basicamente em três grandes etapas, que englobam cada qual fases subsequentes e progressivas, conforme segue.

6.5.1. Planejamento – O maior mérito de um projeto bem planejado está na adequação de sua concepção às necessidades que se propõe a atender. Por essa razão, na etapa de planejamento devem ser observadas todas as recomendações normativas pertinentes, bem como as implicações específicas para o projeto em questão, o conjunto de fatores intervenientes, de caráter legal, urbanístico, econômico, técnico e prático – no que concerne à sua execução.

A definição do posicionamento das tubulações e dispositivos – com suas interferências com as demais tubulações –, na estrutura e no projeto arquitetônico, se constitui em um dos principais problemas do projetista hidráulico.

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6.5

.2. Dimensionamento – Nessa etapa se utilizam todos os conhecimentos técnicos e ditames normativos para o dimensionamento adequado, especificação e seleção de todas as peças, componentes e equipamentos do sistema predial de esgoto sanitário.

6.5.3. Projeto Executivo – Na última etapa do projeto é gerada (ou finalizada) toda a documentação técnica para sua aprovação formal, orçamento, execução e manutenção, que deve compreender:

✓ Memorial descritivo e justificativo;

✓ Memorial de cálculo;

✓ Relação de Normas adotadas;

✓ Especificações de materiais, componentes e equipamentos;

✓ Relação de materiais, componentes e equipamentos;

✓ Conjunto de desenhos de execução da instalação.

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6.5.3. Projeto Executivo (cont.)

O conjunto de desenhos para a execução da instalação de um sistema predial de esgoto sanitário deve incluir todos os documentos relacionados abaixo.

1) Planta baixa da cobertura, andar(es) tipo, térreo, subsolo(s), com a indicação dos tubos de queda, ramais e desvios, colunas de ventilação (no caso de sistema com ventilação secundária), dispositivos em geral;

2) Planta baixa do pavimento inferior, com traçados e localização dos subcoletores, coletor predial, dispositivos de inspeção, local de lançamento do esgoto sanitário e suas respectivas cotas;

3) Esquema vertical, ou fluxograma geral, apresentado separadamente ou em conjunto com o sistema predial de águas pluviais, sem escala, indicando os componentes do sistema e suas interligações;

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6.5.3. Projeto Executivo (cont.)

4) Plantas, em escala conveniente, dos ambientes sanitários, com a indicação do encaminhamento das tubulações;

5) Detalhes (cortes, perspectivas, etc.) que se fizerem necessários para melhor compreensão do sistema;

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7.1. Generalidades

O sistema de esgoto funciona por gravidade, existe pressão atmosférica ao longo de todas as tubulações, característica essa que é mantida pela ventilação do sistema.

A fórmula básica adotada é a de Chézy, utilizada para cálculo de canais (condutos livres), a meia seção, materializada em tabelas, as quais fornecem diretamente os diâmetros dos trechos calculados.

7.2. Dimensionamento dos Tubos de Esgoto

O dimensionamento dos tubos de queda, coletores prediais, subcoletores, ramais de esgotos e ramais de descarga é estabelecido em função das Unidades Hunter de Contribuição (UHC), atribuídas aos aparelhos sanitários contribuintes. A NBR 8160:1999 fixa os valores dessas unidades para os aparelhos comumente utilizados.

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7.2. Dimensionamento dos Tubos de Esgoto (cont.)

* Unidade Hunter de Contribuição (UHC) – A UHC é um fator probabilístico numérico que representa a frequência habitual de utilização associada à vazão típica de cada uma das diferentes peças de um conjunto de aparelhos sanitários heterogêneos em funcionamento simultâneo, em hora de contribuição máxima do hidrograma diário.

Quando se emprega tubo de PVC, o diâmetro mínimo é de 40 [mm], e, se o material for ferro fundido, deve ser de 50 [mm].

É importante frisar que as municipalidades têm seus regulamentos próprios, que complementam – e em certos casos divergem – da NBR 8160:1999. Os dados da tabela a seguir representam o número de UHC correspondente a cada aparelho sanitário, conforme a NBR 8160:1999.

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de dimensionamento efetuado pelo método hidráulico apresentado no anexo B e somente depois da revisão da NBR 6452:1985 da ABNT (aparelhos sanitários de material cerâmico), pela qual os fabricantes devem confeccionar variantes das bacias sanitárias com saída própria para ponto de esgoto de DN 75, sem ser necessária uma peça especial de adaptação.

2) Por metro calha - considerar como ramal de esgoto (ver tabela 5).

3) As recomendações dos fabricantes devem ser consideradas.

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7.3. Componentes do subsistema de coleta e transporte de esgoto sanitário

As tubulações do subsistema de coleta e transporte de esgoto sanitário podem ser dimensionadas pelo método hidráulico, apresentado no anexo B da NBR 8160:1999, ou pelo método das Unidades de Hunter de Contribuição (UHC), apresentado nas seções 5.1.2. a 5.1.4. da referida norma, devendo, em qualquer um dos casos, ser respeitados os diâmetros nominais mínimos dos ramais de descarga indicados na tabela 3 da NBR 8160:1999.

Todos os trechos horizontais previstos no sistema de coleta e transporte de esgoto sanitário devem possibilitar o escoamento dos efluentes por gravidade, devendo, para isso, apresentar uma declividade constante. Recomendam-se as seguintes declividades mínimas:

a) 2% para tubulações com diâmetro nominal igual ou inferior a 75;

b) 1% para tubulações com diâmetro nominal igual ou superior a 100.

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7.3. Componentes do subsistema de coleta e transporte de esgoto sanitário

7.3.1. Desconectores

Em toda instalação de esgoto sanitário é obrigatória a colocação de dispositivos desconectores, destinados à proteção de ambiente interno contra a ação dos gases emanados das canalizações.

Os desconectores fazem parte dos esgotos primários.

São usados três tipos de desconectores: sifões, ralos sifonados e caixas sifonadas.

De acordo com a NBR 8160:1999, todo desconector deve necessariamente satisfazer as seguintes condições:

a) Ter fecho hídrico com altura mínima de 0,05 m (50 mm);

b) Apresentar orifício de saída com diâmetro igual ou superior ao do ramal de descarga a ele conectado.

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7.3.1. Desconectores (cont.)

As caixas sifonadas dos desconectores devem ter as seguintes características mínimas:

a) Ter DN 100, qdo recebem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 6 UHC;

b) Ter DN 125, qdo recebem efluentes de ap. sanitários até o limite de 10 UHC;

c) Ter DN 150, qdo recebem efluentes de ap. sanitários até o limite de 15 UHC.

O ramal de esgoto da caixa sifonada deve ser dimensionado conforme indicado na tabela 4 da NBR 8160:1999 (slide a seguir).

As caixas sifonadas especiais devem ter as seguintes características mínimas:

a) Fecho hídrico com altura de 0,20 [m];

b) Se cilíndricas, devem ter ØINT = 0,30 [m], e se prismáticas de base poligonal, devem permitir na base a inscrição de um círculo de diâmetro de 0,30 [m];

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7.3.1. Desconectores (cont.)

c) Devem ser fechadas hermeticamente com tampa facilmente removível;

d) Devem ter orifício de saída com o diâmetro nominal DN 75.

O ramal de esgoto da caixa sifonada deve ser dimensionado conforme indicado na tabela 5 da NBR 8160:1999 (ao lado).

Todos os aparelhos da instalação predial de esgoto devem ser conectados à rede com a interposição de um desconector, salvo os que já vêm com desconector no conjunto, como é o caso dos vasos sanitários. As pias de cozinha devem ser dotadas de sifões mesmo quando forem ligadas a caixas retentoras de gordura.

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7.3.2. Ramal de Descarga

O cálculo do diâmetro do ramal de descarga – trecho entre o aparelho sanitário e a caixa sifonada ou, no caso do vaso sanitário, entre ele e o subcoletor ou o tubo de queda – é função apenas do número de UHC.

Para os ramais de descarga, devem ser adotados no mínimo os diâmetros da Tabela 3.

Para os aparelhos não constantes da Tabela 3, devem ser estimadas as UHC correspondentes e o dimensionamento deve ser feito com os valores indicados na tabela 4.

Por se tratar de ramal interno, exclusivo do cômodo sanitário, o exemplo da figura é válido tanto para residências como para prédios.

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7.3.3. Ramal de Esgoto

Para os ramais de esgoto, deve ser utilizada a tabela 5 da NBR 8160:1999 (slide anterior). O diâmetro do ramal de esgoto – trecho entre a saída da caixa sifonada e a ligação ao ramal da bacia sifonada – é determinado em função do somatório das UHC conforme a tabela.

O dimensionamento é imediato, a partir dos valores indicados na tabela em função do número de UHC de cada aparelho.

Por se tratar de ramal interno, exclusivo do cômodo sanitário, o exemplo da figura a seguir é válido tanto para residências como para prédios.

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7.3.3. Ramal de Esgoto (cont.)

Da figura anterior, a partir da tabela de UHC dos aparelhos, determina-se o número de UHC de cada aparelho:

Lavatório de residência ... 1 Bidê ... 1 Chuveiro de residência ... 2

Total ... 4 UHC Pela tabela 5 da NBR 8160:1999, como o diâmetro nominal DN 40 deve ser usado para um UHC máximo de 3, então deve-se utilizar o diâmetro imediatamente superior, DN 50, com UHC máximo de 6

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7.3.4. Subcoletores e Coletor Predial

Segundo a NBR 8160:1999, o coletor predial e os subcoletores devem ser de preferência retilíneos. Quando necessário, os desvios devem ser feitos com peças com ângulo central igual ou inferior a 45°, acompanhados de elementos que permitam a inspeção.

Todos os trechos horizontais devem possibilitar o escoamento dos efluentes por gravidade, devendo, para isso, apresentar uma declividade constante, respeitando- se os valores mínimos previstos na seção 4.2.3.2 da NBR 8160:1999, a saber:

a) 2% para tubulações com diâmetro nominal igual ou inferior a 75;

b) 1% para tubulações com diâmetro nominal igual ou superior a 100.

A declividade máxima a ser considerada é de 5%.

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7.3.4. Subcoletores e Coletor Predial (cont.)

Ainda conforme a NBR 8160:1999, no coletor predial não devem existir inserções de quaisquer dispositivos ou embaraços ao natural escoamento de despejos, tais como desconectores, fundo de caixas de inspeção de cota inferior à do perfil do coletor predial ou subcoletor, bolsas de tubulações dentro de caixas de inspeção, sendo permitida a inserção de válvula de retenção de esgoto.

As variações de diâmetro dos subcoletores e coletor predial devem ser feitas mediante o emprego de dispositivos de inspeção ou de peças especiais de ampliação.

Quando as tubulações forem aparentes, as interligações de ramais de descarga, ramais de esgoto e subcoletores devem ser feitas através de junções a 45°, com dispositivos de inspeção nos trechos adjacentes; quando as tubulações forem enterradas, devem ser feitas através de caixa de inspeção ou poço de visita.

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7.3.4. Subcoletores e Coletor Predial (cont.)

O coletor predial e os subcoletores podem ser dimensionados pela somatória das UHC conforme os valores da tabela 7 da NBR 8160:1999 (slide a seguir). O coletor predial deve ter diâmetro nominal mínimo DN 100.

No dimensionamento do coletor predial e dos subcoletores em prédios residenciais, deve ser considerado apenas o aparelho de maior descarga de cada banheiro para a somatória do número de unidades de Hunter de contribuição.

Nos demais casos, devem ser considerados todos os aparelhos contribuintes para o cálculo do número de UHC.

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7.3.5. Tubo de Queda

O dimensionamento do tubo de queda também é função do somatório das UHC dos ramais de esgoto que se conectam ao tubo de queda, por pavimento.

O tubo de queda deve ter diâmetro uniforme. A tabela ao lado apresenta fornece os diâmetros, subdividida em prédios de até 3 pavimentos e acima de 3 pavimentos.

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Prédio de até três pavimentos Prédio com mais de três pavimentos

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7.3.5. Tubo de Queda (cont.)

Para o exemplo anterior, tem-se UHC total para o tubo de queda como sendo 4 + 6 = 10. Isso implica DN 50 pela tabela abaixo.

A NBR 8160:1999 estabelece que o DN mínimo para o ramal de descarga de uma bacia sanitária pode ser reduzido para DN 75, caso justificado pelo cálculo de dimensionamento efetuado pelo método hidráulico apresentado no anexo B, mas recomenda que se adote DN 100, que deveria então ser especificado nesse caso.

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7.3.5. Tubo de Queda NOTAS

a) Nenhum vaso sanitário (BS) deve descarregar em tubo de queda de diâmetro nominal inferior a DN 100;

b) Nenhum tubo de queda (TQ) deve ter diâmetro inferior a ao da maior tubulação a ele conectada.

* Para o exemplo anterior, tem-se UHC calculado para o tubo de queda como sendo 4 + 6 = 10, implicando DN 50 pela tabela. Porém, pelo exposto em a) e b) acima, como o tubo de descarga do vaso sanitário está conectado a este, o tubo de queda deverá ter então DN 100.

c) Nenhum tubo de queda que receba descarga de pias de copa, de cozinha ou de pias de despejo deve ter diâmetro nominal inferior a DN 75, com exceção do caso de tubos de queda que recebam até 6 UHC de contribuição em prédios de até 2 pavimentos – nesse caso pode ser usado DN 50.

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Figura 2) Ramais de descarga, esgoto e de ventilação; coluna de ventilação e tubo de queda.

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Figura 4) Tubo de queda de um edifício de vários pavimentos.

Figura 3) Tubos de queda e de ventilação

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Figura 5) Ramais de descarga, subcoletor e caixa de inspeção.

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Coletor público

Figura 6) Tubos de queda, subcoletor, coletor predial e coletor público.

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Figura 7) Tubos de queda, subcoletor, coletor predial e coletor público.

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Figura 8) Esquema geral com tubo de queda, subcoletores e coletor predial.

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7.3.6. Ventilação Sanitária

É obrigatória a ventilação das instalações prediais de esgotos primários a fim de que os gases emanados dos coletores sejam encaminhados convenientemente para a atmosfera, acima das coberturas, sem a menor possibilidade de entrarem no ambiente interno dos edifícios, e também para evitar a ruptura do fecho hídrico dos desconectores, por aspiração ou compressão.

Caso a ventilação primária não seja suficiente deve-se alterar as características geométricas do subsistema de ventilação ou prover ventilação secundária.

A ventilação secundária consiste em ramais e colunas de ventilação que:

a) interligam os ramais de descarga ou de esgoto à ventilação primária, ou b) que são prolongados acima da cobertura, ou

c) Que utilizam dispositivos de admissão de ar, devidamente posicionados.

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7.3.6. Ventilação Sanitária (cont.)

A ventilação da instalação predial de esgotos é feita em geral da seguinte forma:

Em prédios de um só pavimento – pelo menos por um tubo ventilador primário ligado diretamente à caixa de inspeção, ou em junção ao coletor predial, subcoletor ou ramal de descarga de um vaso sanitário e prolongado acima da cobertura desse prédio (figura g);

Em prédio de dois ou mais pavimentos – os tubos de queda devem ser prolongados até acima da cobertura, e todos os vasos sanitários sifonados, sifões e ralos sifonados serão providos de ventiladores individuais ligados à coluna de ventilação (figura h).

Toda a canalização de ventilação deverá ser instalada de modo que qualquer líquido que porventura venha adentrá-la possa escoar-se completamente por gravidade, para dentro do tubo de queda , ramal de descarga ou desconector de origem.

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Figura 9) Ventilação em prédio de um só pavimento

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Figura 10) Ventilação em prédio de dois ou mais pavimentos

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Figura 12) Esquema de ventilação com tomada acima do ramal de esgotos e saída em nível superior aos aparelhos.

Figura 11) Ventilação em vários níveis de um edifício.

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Fig. 13) Ramais e coletores prediais de esgoto sanitário – prédio de vários pavimentos.

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7.3.6. Ventilação Sanitária (cont.)

Toda tubulação de ventilação deve ter:

a) Diâmetro uniforme;

b) A extremidade inferior ligada a um subcoletor (figura 15) ou a um tubo de queda, em um ponto situado abaixo da ligação do primeiro ramal de esgoto ou de descarga (figura 16) ou neste ramal de esgoto ou de descarga (figura 17);

c) A extremidade superior situada acima da cobertura do edifício, nas mesmas condições que os ventiladores primários, ou ligada ao prolongamento de um tubo de queda, a 0,15 [m], no mínimo, acima do nível máximo de água no mais alto dos aparelhos servidos (figura 18).

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Figura 14) Ligação de ramal de ventilação.

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Figura 16) Ventilação com a extremidade inferior ligada a um tubo de queda em ponto situado abaixo da ligação do primeiro ramal de esgoto ou de descarga.

Figura 15) Ventilação com a extremidade inferior ligada a um subcoletor.

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Figura 18) Tipos de ligação de tubos de queda e ventilação.

Figura 17) Ventilação com a extremidade inferior ligada ao primeiro ramal de esgoto ou de descarga

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Figura 19) Ventilação em circuito.q))

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7.4. Exemplos de aplicação

7.4.1. Dimensione o ramal de esgoto do banheiro de um edifício residencial contendo: 01 lavatório, 01 chuveiro e 01 bidê.

Solução:

Da Tabela 3 da NBR 8160:1999:

ΣUHC = 1 x 1 + 1 x 2 + 1 x 1 = 4 UHC Da Tabela 5 da NBR 8160:1999:

Para UHC = 3 < 4 < 6 >> DN = 50

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7.4. Exemplos de aplicação

7.4.2. Dimensione os subcoletores de esgoto de um edifício residencial de 12 pavimentos cujos banheiros contém 1 bacia sanitária, 1 lavatório, 1 bidê e 1 chuveiro.

Solução: Os subcoletores são tubulações que recebem efluentes de um ou mais tubos de queda ou ramais de esgotos.

‒ Para cada pavimento: ΣUHC/1 pavto = 1 x 6 + 1 x 1 + 1 x 1 + 1 x 2 = 10 UHC

‒ Para 12 pavimentos: ΣUHC/12 pavtos = 12 x 10 = 120 UHC Da Tabela 7 da NBR 8160:1999,

para subcoletores e coletor predial, pode-se considerar declividade mínima de 1% e adotar o diâmetro nominal DN = 100 [mm]

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7.4. Exemplos de aplicação

7.4.3. Dimensione o tubo de queda (que recebe os efluentes dos ramais de esgoto e dos ramais de descarga) para um edifício residencial de 12 pavimentos cujos banheiros contém: 1 bacia sanitária, 1 lavatório, 1 bide e 1 chuveiro.

Solução:

‒ Para cada pavimento: ΣUHC/1 pavto = 1 x 6 + 1 x 1 + 1 x 1 + 1 x 2 = 10 UHC

‒ Para 12 pavimentos: ΣUHC/12 pavtos = 12 x 10 = 120 UHC Da Tab. 6 da NBR 8160:1999, para tubos de

queda, o nº máx. de UHC passa de 70 (DN 75) para 500 (DN 100), e para 120 UHC devemos então considerar o DN de 500 UHC. Assim,

DN = 100 [mm]

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7.4. Exemplos de aplicação

7.4.4. Dimensione os coletores de esgoto (fig.), para um edifício residencial de 12 pavimentos cujos banheiros contém: 1 bacia sanitária, 1 lavatório, 1 bidê e 1 chuveiro, admitindo 2 tubos de queda.

Solução 1: ΣUHC/1 pavto = 10 UHC

Considerando 1 TQ para cada 6 pavimentos: ΣUHC/6 pavtos = 60 UHC >> DN 75 Porém, como a NBR 8160:1999 recomenda DN 100 para BS, e nenhum TQ deve ter DN inferior a ao da maior tubulação a ele conectada,

então os TQ devem ter DN 100.

Para o trecho A-B: DN 100, com imin = 1%

Para B-C: UHC = 120 DN 100, com imin = 1%

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7.4. Exemplos de aplicação

7.4.4. Dimensione os coletores de esgoto (fig.), para um edifício residencial de 12 pavimentos cujos banheiros contém: 1 bacia sanitária, 1 lavatório, 1 bidê e 1 chuveiro, admitindo 2 tubos de queda.

Solução 2 - Outra forma de resolver:

Para banheiros residenciais, pode-se utilizar o aparelho de maior UHC como referência de cálculo – no caso, BS. Assim, UHC = UHCBS = 6

Para o trecho A-B: 6 UHC x 12 pavimentos = 72 UHC

Na Tabela 6: 70 < 72 < 500, Então: DN 100, com imin = 1%

Para o trecho B-C: 72 UHC x 2 = 144 UHC

Na Tabela 6: 70 < 144 < 500, Então: DN 100, com imin = 1%

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Referências

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