CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA
NICOLI VACHT LUNARDI
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
Porto Alegre 2022
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E MEIO AMBIENTE CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA
NICOLI VACHT LUNARDI
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
Relatório de Estágio Curricular apresentado ao Supervisor da Instituição como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Medicina Veterinária.
Supervisora acadêmica: M.V. Carina Garrafielo
Supervisor local: M.V. Hermes Raupp
Porto Alegre 2022
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a minha família, pelos ensinamentos de amor, carinho, insistência e união, que sempre entenderam meus erros, falhas e ausência em certas ocasiões. Principalmente aos meus pais, que sempre estiveram ao meu lado, apoiando minhas decisões, com conselhos, abraços e positividade.
Aos meus professores da graduação, por tanta dedicação, risadas e principalmente pelo aprendizado e conhecimentos repassados para mim, e eu não estaria aqui com tanto amor e perseverança se não fosse por tudo isso.
Também aos profissionais veterinários nas clínicas que estagiei: vocês foram uma peça fundamental para a minha formação, não tenho palavras para agradecer tudo que foi me ensinado durantes esses anos, a segurança que foi passada e principalmente o amor pela profissão.
Obrigada também aos meus amigos da faculdade, Fernando, Dienifer, Rafaela, Vitória, pelas ajudas, pela companhia, pela amizade, cumplicidade e por toda alegria vivida nesses anos.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Fachada externa da clínica veterinária Espaço Animal ... 10
Figura 2 - Recepção da clínica veterinária Espaço Animal ... 11
Figura 3 - Consultório principal da clínica veterináriaEspaço Animal ... 11
Figura 4 - Consultório dois da clínica veterinária Espaço Animal, vista 1 ... 12
Figura 5 - Consultório dois da clínica veterinária Espaço Animal, vista 2 ... 12
Figura 6 - Sala de lavagens de mãos da clínica veterinária Espaço Animal. ... 13
Figura 7 - Sala de cirurgias da clínica veterinária Espaço Animal. ... 13
Figura 8 - Sala de esterilização de materiais da clínica veterinária Espaço Animal . 14 Figura 9 - Canil da clínica veterinária Espaço Animal, vista 1. ... 15
Figura 10 - Canil da clínica veterinária Espaço Animal, vista 2. ... 15
Figura 11 - Gatil da clínica veterinária Espaço Animal ... 16
Figura 12 - Isolamento da clínica veterinária Espaço Animal, vista 1 ... 16
Figura 13 - Isolamento da clínica veterinária Espaço Animal, vista 2 ... 17
Figura 14 - Sala de diagnóstico por imagem da clínica veterinária Espaço Animal, vista 1. ... 18
Figura 15 - Sala de diagnóstico por imagem da clínica veteinária Espaço Animal, vista 2 ... 18
Figura 16 - Olho esquerdo do paciente felino, macho, castrado, sem raça definida, com três anos de idade, apresentando o sequestro de córnea (seta) ... 2727
Figura 17 - Hemograma pré-operatório do paciente felino, macho, castrado, sem raça definida, com três anos de idade ... 2828
Figura 18 - Bioquímica sérica pré-operatória do paciente felino, macho, castrado, sem raça definida, com três anos de idade ... 2828
Figura 19 - Olho esquerdo do paciente felino durante procedimento cirúrgico com as pálpebras afastadas com o blefarostato. ... 2930
Figura 20 - Bisturi Crescent Blade 2,5 mm utilizado na cirurgia oftalmológica do paciente felino. ... 3031
Figura 21 - Separação do sequestro de córnea do tecido saudável no olho esquerdo do paciente felino durante procedimento cirúrgico. ... 3031
Figura 22 - Exérese total do sequestro de córnea do olho esquerdo do paciente felino e respectiva ferida cirúrgica. ... 3132
Figura 23 - Flap de terceira pálpebra no olho esquerdo do paciente felino realizado ao final do procedimento cirúrgico oftalmológico. ... 3132
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Divisão por espécie e sexo dos casos acompanhados durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal. ... 21 Tabela 2 - Divisão dos setores acompanhados durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal ... 21 Tabela 3 - Casuística do setor de clínica acompanhada durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal ... 22 Tabela 4 - Casuística do setor de cirurgia acompanhada durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal. ... 2223 Tabela 5 - Casuística do setor de exames por imagem acompanhada durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal. ... 2324 Tabela 6 - Casuística acompanhada de vacinações durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal.Erro! Indicador não definido.24
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
AINE Anti-inflamatório não-esteroidal FeLV Leucemia viral felina
FIV Imunodeficiência viral felina
h Hora
kg Quilogramas
mg Miligramas
min Minutos
mmHg Milímetros de mercúrio M.V. Médico(a) Veterinário(a) OSH Ovariossalpingohisterectomia PIO Pressão intraocular
RS Rio Grande do Sul
SID Semel in die; uma vez ao dia; a cada 24 horas SRD Sem raça definida
TID Ter in die; três vezes ao dia; a cada 8 horas
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ... 9
2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ... 10
2.1 Caracterização do local de estágio ... 10
2.2 Atividades realizadas durante o estágio ... 19
2.2.1 Atividades relacionadas ao setor de clínica ... 19
2.2.2 Atividades relacionadas ao setor de cirurgia ... 19
2.2.3 Atividades relacionadas ao setor de anestesia ... 19
2.2.4 Atividades relacionadas ao setor de internação ... 20
2.2.5 Atividades relacionadas ao setor de imagem ... 20
2.3 Casuística acompanhada ... 20
3 FACILITADORES, ENTRAVES E RESULTADOS ENCONTRADOS ... 24
4 RELATO DE CASO ... 25
4.1 Introdução ... 25
4.2 Relato de caso ... 26
4.3 Discussão ... 32
4.4 Conclusão ... 34
4.5 Referências ... 34
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 35
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1 INTRODUÇÃO
O local que a aluna escolheu para a realização do estágio obrigatório curricular supervisionado foi a clínica veterinária Espaço Animal, situada na Rua Dom Pedro, 678 – Centro, Esteio, RS. O estágio teve início dia 10 de agosto e terminou no dia 28 de novembro, ao final de cujo período totalizaram-se 440h.
Durante o período de estágio, o acadêmico não cumpriu nenhum cronograma, tendo liberdade de acompanhar todas as áreas oferecidas.
Este trabalho visa descrever as principais atividades realizadas no estágio curricular obrigatório do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Ritter dos Reis – UniRitter e relatar um caso da área de clínica de pequenos animais, sendo estes, requisitos parciais para a conclusão do curso.
Ao longo do período, foi possível acompanhar os procedimentos ocorridos nos múltiplos setores da clínica, conforme o interesse do estudante, entre estes destacavam-se: clínica, internação, cirurgia, anestesia e diagnóstico por imagem.
A escolha da clínica se deu por uma ampla variedade de casuística, uma infraestrutura completa (incluindo setor de doenças infectocontagiosas), profissionais qualificados e especialistas para o serviço proposto.
2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
2.1 Caracterização do local de estágio
A clínica veterinária Espaço Animal foi inaugurada em 2000 e ficava localizada na Rua Dom Pedro, número 678, bairro Centro, em Esteio/RS (Figura 1).
O local funcionava 24 horas por dia, em horário comercial das 8h às 19h30min de segunda a sexta-feira e aos sábados das 8h às 18h30min.Os demais horários, domingos e feriados eram considerados sistema de plantão. No primeiro piso, encontrava-se a clínica e no segundo piso era a área comercial.
Figura 1 - Fachada externa da clínica veterinária Espaço Animal.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
O local contava com uma recepção (Figura 2) onde duas funcionárias compunham a equipe, e os clientes e pacientes realizavam um cadastro. Na recepção, podiam aguardar atendimento, que era especializado em cães e gatos.
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Figura 2 - Recepção da clínica veterinária Espaço Animal.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Ao entrar na clínica, observava-se que ela se dividia em dois consultórios (Figuras 3-5), onde a equipe da clínica era composta por três veterinários para atendimento clínico e dois auxiliares de veterinário, da rotina diária. No plantão havia mais cinco veterinários que revezavam as noites, acompanhados por um estagiário cada. Para limpeza do local, a clínica contava com uma auxiliar de limpeza.
Figura 3 - Consultório principal da clínica veterinária Espaço Animal.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 4 - Consultório dois da clínica veterinária Espaço Animal, vista 1.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 5 - Consultório dois da clínica veterinária Espaço Animal, vista 2.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
O bloco cirúrgico continha duas salas: uma sala de lavagem de mãos e preparação do cirurgião (Figura 6) e outra para cirurgias contaminadas e não contaminadas (Figura 7).
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Figura 6 - Sala de lavagens de mãos da clínica veterinária Espaço Animal.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 7 - Sala de cirurgias da clínica veterinária Espaço Animal.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
O local do estágio também possuía uma sala para a esterilização dos materiais cirúrgicos que eram utilizados nas cirurgias (Figura 8).
Figura 8 - Sala de esterilização de materiais da clínica veterinária Espaço Animal.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
A clínica Espaço Animal possuía internação para cães e gatos (Figuras 9-11), além de um local para internação de pacientes com doenças infectocontagiosas (Figuras 12 e 13). As salas eram separadas por espécie, sendo um canil com ambiente climatizado com 10 baias, um gatil com 12 baias e um isolamento com 11 baias. Todas as baias eram de alvenaria com grade de metal para uma melhor higienização e conforto dos pacientes. As salas de internação eram compostas por bancadas para tratamento dos animais, produtos necessários para o mesmo, além de aparelhos para melhor qualidade de trabalho, tais como bombas de infusão, cobertas e colchões para o conforto do paciente, Doppler e termômetro para aferir os parâmetros do animal.
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Figura 9 - Canil da clínica veterinária Espaço Animal, vista 1.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 10 - Canil da clínica veterinária Espaço Animal, vista 2.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 11 - Gatil da clínica veterinária Espaço Animal.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 12 - Isolamento da clínica veterinária Espaço Animal, vista 1.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
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Figura 13 - Isolamento da clínica veterinária Espaço Animal, vista 2.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
A clínica Espaço Animal também contava com um ambiente próprio para realização dos exames de diagnóstico por imagem, com um raio-x digital (Figuras 14 e 15) e profissionais especializados nesse ramo.
Figura 14 - Sala de diagnóstico por imagem da clínica veterinária Espaço Animal, vista 1.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 15 - Sala de diagnóstico por imagem da clínica veterinária Espaço Animal, vista 2.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
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2.2 Atividades realizadas durante o estágio
Ao decorrer do estágio na clínica Espaço Animal, a aluna teve a oportunidade de acompanhar os atendimentos dos animais, colaborar nos tratamentos dos internos, assistir e auxiliar as cirurgias que ocorreram durante o período, também nos exames de imagem e anestesias dos procedimentos cirúrgicos.
2.2.1 Atividades relacionadas ao setor de clínica
O setor da clínica se iniciava quando o tutor chegava para um atendimento com uma queixa principal, em que o profissional explorava mais a fundo o contexto geral do relato do tutor. Logo após a anamnese era feito o exame clínico do paciente, aferindo os principais parâmetros e em seguida aprofundando o exame de acordo com a queixa principal do cliente. Posteriormente eram solicitados exames complementares, se necessários, e prescrito o tratamento ideal para o animal de acordo com o parecer do veterinário responsável. O estagiário curricular acompanhava e auxiliava em todas as etapas.
A acadêmica teve a oportunidade de tirar dúvidas, discutir o caso e estabelecer o raciocínio clínico com os diagnósticos diferenciais e o diagnóstico presuntivo, na companhia do supervisor.
2.2.2 Atividades relacionadas ao setor de cirurgia
Ao entrar no bloco cirúrgico, era realizada a indução anestésica; a seguir, o posicionamento correto do paciente de acordo com a cirurgia e feita a assepsia.
Essas duas últimas etapas eram feitas pela acadêmica, possibilitando assim o início do procedimento.
Durante o procedimento a estagiária ficava de volante, auxiliando com os materiais, medicações e, se necessário, realizava todo o processo de paramentação e lavagens de mãos para auxiliar o cirurgião.
2.2.3 Atividades relacionadas ao setor de anestesia
No setor de anestesia, a aluna ajudava o anestesista na aplicação dos fármacos, na contenção dos animais para o acesso venoso, na indução anestésica e na aferição e monitoramento do paciente em plano anestésico. Além disso, acompanhava a recuperação anestésica durante o retorno do animal a sua baia, no pós-operatório imediato, até o animal ser liberado acordado e estável.
2.2.4 Atividades relacionadas ao setor de internação
Logo que o paciente era encaminhado para a internação, após o seu diagnóstico, a aluna tinha a oportunidade de discutir sobre o tratamento prescrito e os exames complementares necessários. Também acompanhava e ajudava na rotina de tratamentos dos animais internados, aferição dos parâmetros dos mesmos, coletas de exames laboratoriais e preparação de exames de imagem. A acadêmica também acompanhava a alimentação dos pacientes e os procedimentos ambulatoriais realizados a leito, sempre com supervisão do médico veterinário responsável.
2.2.5 Atividades relacionadas ao setor de imagem
No setor da imagem, incluindo raio-x e ultrassom e coleta de materiais via imagem, a aluna conseguia acompanhar diversas patologias diagnosticadas em exames de imagem, discutir sobre elas e seus diferenciais com os profissionais especializados nessa área. Além disso, auxiliava na contenção dos pacientes e nos posicionamentos necessários para os exames radiológico e ultrassonográfico.
2.3 Casuística acompanhada
No decorrer do estágio curricular, a aluna teve a oportunidade de acompanhar 203 casos, incluindo os setores de clínica, cirurgia e diagnóstico por imagem. A espécie que teve maior prevalência foi a canina, com 139 animais (53,7%); os felinos apareceram em menor número, com 64 animais (46,3%).
Dentre os atendimentos acompanhados (Tabela 1), houve predominância de fêmeas caninas, seguidas de machos caninos, fêmeas felinas e machos felinos.
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Tabela 1 - Divisão por espécie e sexo dos casos acompanhados durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal.
SEXO CANINOS FELINOS TOTAL N (%)
FÊMEA 75 34 109 (53,7%)
MACHO 64 30 94 (46,3%)
TOTAL 139 64 203 (100%)
A Tabela 2 mostra os setores acompanhados, que foram separados em:
consultas, cirurgias e diagnóstico por imagem. As consultas obtiveram uma porcentagem significativamente maior (64%), seguida de exames de imagem (24,7%) e cirurgias (11,1%).
Tabela 2 - Divisão dos setores acompanhados durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal.
SETORES TOTAL N (%)
CIRURGIA 26 (11,3%)
CONSULTAS 150 (64%)
DIAGNÓSTICO POR
IMAGEM 58 (24,7%)
TOTAL 234 (100%)
Figura 16 - Representação gráfica do número de pacientes nos diferentes setores acompanhados durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal.
Os setores de clínica (Tabela 3) e cirurgia (Tabela 4) foram divididos conforme os sistemas acometidos.
Os sistemas mais cometidos no setor de clínica foram o sistema genitourinário com de casos, incluindo, por exemplo, piometrite, doença do trato urinário inferior felino, urolitíase e doença renal crônica. O sistema gastrointestinal incluiu casos de gastroenterite alimentar e corpo estranho, enquanto o sistema ósseo incluiu casos de fraturas, luxação coxofemoral e displasia coxo femoral. No sistema cardiorrespiratório apareceram casos de edema pulmonar, pneumonia e bronquite; no sistema odontológico casos de fístula oronasal, e no tegumentar,
Comentado [VCM1]: Por que a tabela 2 apresenta um total de 234 casos enquanto a tabela 1 apresenta 203 casos?
Comentado [NV2R1]: Pois alguns casos de animais faziam o exame de imagem e iam para cirurgia, as vezes os animais passavam por mais de um setor
casos de dermatite alérgica a picada de pulga, dermatite atópica e laceração de pele, otites.
Casos oncológicos eram de linfoma, carcinoma e mastocitoma. Casos neurológicos incluíram doença do disco intervertebral e trauma crânio-encefálico.
Exemplos de trauma foram atropelamento e queda, enquanto casos de doenças.
Casos otológicos foram representados por otite bacteriana; casos oftalmológicos por úlcera de córnea e sequestro corneano, além de orientação pediátrica com informações e orientações para filhotes.
Tabela 3 - Casuística do setor de clínica acompanhada durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal.
SISTEMAS ACOMETIDOS TOTAL N (%)
CARDIORRESPIRATÓRIO 24 (12,6%)
GASTROINTESTINAL 29 (15,4%)
GENITURINÁRIO 48 (25,5%)
NEUROLOGIA 17 (9,1%)
ODONTOLÓGICO 12 (6,4%)
OFTALMOLÓGICO 2 (1,1%)
ONCOLOGIA 12 (6,4%)
ÓSSEO 28 (14,8%)
TEGUMENTAR 16 (8,7%)
TOTAL 188 (100%)
Dentre os setores de que a aluna participou, as cirurgias foram muito satisfatórias e de grande aprendizado, totalizando 26 procedimentos acompanhados (Tabela 4).
Tabela 4 - Casuística acompanhada de cirurgias durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal.
CIRURGIAS TOTAL N (%)
23
CERATECTOMIA 1 (3,84%)
CISTOTOMIA 1 (3,84%)
CONCHECTOMIA 1 (3,84%)
NODULECTOMIA 2 (7,69%)
ORQUIECTOMIA 7 (26,92%)
OSH ELETIVA 5 (19,23%)
OSH TERAPÊUTICA 4 (15,38%)
OSTEOSSÍNTESE 3 (11,53%)
PROFILAXIA DENTÁRIA 2 (7,69%)
TOTAL 26 (100%)
Relacionado ao diagnóstico por imagem, a estagiária acompanhou um total de 58 exames, sendo a maioria ultrassom abdominal. Exames radiológicos totalizaram, sendo a região mais solicitada o tórax, seguido da articulação coxofemoral, coluna vertebral, membros e, por último, crânio, como demostrado na Tabela 5.
Tabela 5 - Casuística do setor de exames por imagem acompanhada durante o estágio curricular supervisionado na clínica veterinária Espaço Animal.
DIAGNÓSTICO POR
IMAGEM TOTAL N (%)
COLUNA 5 (8,62%)
COXOFEMORAL 5 (8,62%)
CRÂNIO 3 (5,17%)
MEMBROS 4 (6,89%)
TÓRAX 7 (12,06%)
ULTRASSOM 34 (58,62%)
TOTAL 58 (100%)
Foram acompanhados também pela acadêmica, procedimentos de vacinação, tanto protocolos iniciais, quanto vacinação anual, totalizando 46 procedimentos.
3 FACILITADORES, ENTRAVES E RESULTADOS ENCONTRADOS
A clínica veterinária Espaço Animal possuía profissionais qualificados, como clínicos, imaginologistas, anestesistas, cirurgiões e especialistas, que a acadêmica teve o prazer de acompanhar e com os quais pode discutir casos e tratamentos.
Além disso, a aluna teve a oportunidade e ter o diálogo com o tutor, colocando em prática os ensinamentos da graduação.
O ato de analisar o paciente como um todo, enxergando a patologia juntamente com a clínica possibilitou à estagiária ter uma visão ampla de pensamento para desenvolver o raciocínio clínico adequado para o animal.
Como entraves, a estudante observou a negligência de alguns tutores em relação ao tratamento prescrito pelo médico veterinário, também a limitação financeira de alguns tutores foi um entrave, visto que não tinham condições de realizar o tratamento adequado para o caso do paciente. Entretanto, um facilitador desse quesito foi que os veterinários tentavam ajustar ao máximo para que o tratamento fosse, ao mesmo tempo, efetivo para a afecção do animal e financeiramente acessível para o tutor do mesmo.
Ao término do estágio curricular obrigatório, a acadêmica se sente apta para exercer a tão sonhada profissão, para cuidar dos pacientes com amor, ética e conhecimento clínico e tratar com tutores de forma clara, segura e correta. Nesse sentido, é sempre importante ressaltar que, além de estarmos cuidando da vida de um animal, ele também é o amor de alguém que precisa de amparos em um momento delicado.
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4 RELATO DE CASO
CERATECTOMIA LAMELAR ANTERIOR EM UM FELINO
4.1 Introdução
A parte transparente da túnica fibrosa do olho é a córnea, cujas funções são a transmissão de luz para a retina e a sustentação dos conteúdos oculares (SLATTER, D, 2005). A ausência de vascularização na córnea e a forma uniforme com que as fibras de colágeno se organizam são o que fazem com que ela seja transparente (ROBERTS, S. R, 1964).
Segundo Roberts (1964), o sequestro de córnea é uma doença comum em gatos que foi relatada no ano de 1964 pela primeira vez. Mesmo a afecção sendo mais comum e mais relatada em gatos, também tem relatos em equinos (BRUDAS, 2012).
As raças Persa, Himalaio e Siamês tem mais predisposição a ter o sequestro corneano, entretanto há relatos em gatos sem raça definida (SRD). Seus sinais clínicos são bem singulares, assim a biópsia para confirmação do diagnóstico raramente é necessária (GELATT, 1971). O sequestro de córnea é basicamente uma necrose do colágeno da córnea; a degeneração do estroma é o que vemos como uma mancha escura no olho (MOREIRA, 2015).
A origem da afecção não está completamente esclarecida, porém existem alguns fatores que podem auxiliar no seu desenvolvimento, como lagoftalmia, entrópio, triquíase, ceratite ulcerativa, anormalidades da lágrima, fatores genéticos e infecção pelo herpesvírus felino tipo 1 (HVF-1) (FEATHERSTONE e SANSOM, 2004). O tempo de evolução da doença pode ser rápido de até duas semanas ou considerável lento até anos, (MARTIN, 2010).
Frente ao diagnóstico de sequestro de córnea, o tratamento de escolha é cirúrgico, sendo indicado o procedimento de ceratectomia lamelar anterior. Os sinais clínicos do paciente devem ser levados em conta ao escolher o tratamento de associação e a urgência da cirurgia. Conforme o desconforto ocular, o tamanho da lesão e a profundidade em que ela se encontra, a associação de colírios pode ser feita com antibiótico, AINE e colírio midriático (BARACHETTI, GIUDUCE, &
MORTELLARO, 2010). No pós-cirúrgico, são utilizados colírios antibiótico para evitar
infecções bacterianas secundárias que pode levar a um prognóstico desfavorável, e midriático (SLATTER, 2005).
O objetivo deste trabalho é relatar um caso de sequestro de córnea em um gato não pertencente a nenhuma das raças predispostas à afecção.
4.2 Relato de caso
Foi encaminhado para a clínica veterinária Espaço Animal um gato para atendimento com especialista oftalmológico. Era um felino macho, SRD, de três anos de idade, castrado, pesando 3,3 kg, testado negativo para FIV/FeLV, vacinado com vacina quíntupla, morando em apartamento, sem acesso à rua e se alimentando normalmente.
A tutora trouxe como queixa principal secreção ocular no olho esquerdo, a 1 mês, a qual já havia sido tratado com colírio de tobramicina e sulfato de condroitina com ciprofloxacina prescrito por outro veterinário, não apresentando resposta de melhora e sim uma piora no quadro.
No exame clínico, o paciente se encontrava calmo, com temperatura 38,4°C, ausculta cardiopulmonar sem alteração, mucosas normocoradas, sem demais alterações. No exame oftalmológico, ambos os olhos apresentaram todos os reflexos oculares, como reflexo de ameaça, reflexo fotomotor direto e consensual, sem alterações. No olho direito, a aferição da pressão intraocular (PIO) aferidada atráves da tonometria obteve resultado de 20 mmHg, onde o valor de referência para felinos é varia de 15 a 30 mmHg e não se observaram alterações.
No olho esquerdo, observou-se secreção mucopurulenta, desconforto considerável, vascularização intensa, quemose, epífora e mancha escurecida que correspondia ao sequestro de córnea central (Figura 16). Não foi possível aferir a PIO do olho esquerdo, pois o paciente estava com bastante desconforto. O teste da fluoresceína para úlcera de córnea foi negativo em ambos os olhos.
O diagnóstico, baseado nos sinais clínicos, história clínica e achados físicos, foi sequestro de córnea. O tratamento indicado foi cirúrgico para remoção desse sequestro, realizando uma ceratectomia lamelar anterior. Como prescrição para casa até o paciente realizar os exames pré-operatórios e agendar a cirurgia, foi recomendado uso do colar elisabetano, bem como uso de colírios no olho esquerdo:
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colírio de diclofenaco de sódio 0,01& duas gotas TID e colírio lubrificante (Systane®) duas gotas TID.
Figura 1716 – Olho esquerdo do paciente felino, macho, castrado, sem raça definida, com três anos de idade, apresentando o sequestro de córnea (seta).
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Os exames pré-operatórios solicitados foram: hemograma, fosfatase alcalina, alanina aminotransferase e creatinina. Os resultados não apresentaram alterações significativas (Figuras 17 - 18), possibilitando o procedimento cirúrgico.
Figura 17 - Hemograma pré-operatório do paciente felino, macho, castrado, sem raça definida, com três anos de idade.
Fonte: Laboratório Hennemann.
Figura 18 - Bioquímica sérica pré-operatória do paciente felino, macho, castrado, sem raça definida, com três anos de idade.
Fonte: Laboratório Hennemann.
Para iniciar a cirurgia foi utilizado como medicação pré-anestésica metadona 0,3 mg/kg e acepram 0,05 mg/kg por via intramuscular. Após acesso venoso com cateter 22, a indução anestésica foi realizada com propofol 4 mg/kg e cetamina 1 mg/kg por via intravenosa. Foi utilizado o traqueotubo número 4 para intubação, a
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manutenção anestésica foi feita com isoflurano por via inalatória e foi instilado colírio anestésico no olho esquerdo.O paciente se manteve estável durante a anestesia, com os parâmetros dentro do padrão de normalidade.
Com o paciente em decúbito lateral direito, foi realizada a antissepsia na região periocular com iodopovidona tópico diluído a 0,05%, colocados os campos estéreis, posicionado o blefarostato para manter as pálpebras afastadas durante a cirurgia (Figura 19) e utilizado o microscópio cirúrgico para uma magnificação óptica.
Foi iniciada a remoção do sequestro de córnea com o bisturi Crescent Blade de 2,5 mm (Figura 20), com o cuidado para que não ultrapassasse os dois terços do estroma, assim então separou-se a camada do sequestro do tecido saudável (Figura 21) e terminando a exérese do sequestro corneano com uma tesoura Castroviejo curva (Figura 22). Depois de retirado o blefarostato, foi realizada a cobertura da ferida cirúrgica com um flap de terceira pálpebra, em que a membrana nictante foi suturada com um fio nylon 4-0 em sutura de Wolf à pálpebra superior (Figura 23).
Figura 19 - Olho esquerdo do paciente felino durante procedimento cirúrgico com as pálpebras afastadas com o blefarostato.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 20 - Bisturi Crescent Blade 2,5 mm utilizado na cirurgia oftalmológica do paciente felino.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 21 - Separação do sequestro de córnea do tecido saudável no olho esquerdo do paciente felino durante procedimento cirúrgico.
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Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 22 - Exérese total do sequestro de córnea do olho esquerdo do paciente felino e respectiva ferida cirúrgica.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Figura 23 - Flap de terceira pálpebra no olho esquerdo do paciente felino realizado ao final do procedimento cirúrgico oftalmológico.
Fonte: Arquivo pessoal (2022).
Como pós-operatório imediato, foram aplicados amoxicilina triidratada 0,1 mg/kg e meloxican 0,05 mg/kg por via subcutânea e instilado colírio de atropina 0,01% uma gota no olho esquerdo do animal. Para uso em casa foi receitado meloxican 0,06 mg/kg SID VO por dois dias, iniciando um dia após a cirurgia. Para uso ocular foram prescritos colírio de cloridrato de moxifloxacino 5mg/mle colírio lubrificante (Systane®), ambos uma gota no olho esquerdo TID por 30 dias. Além disso, recomendou-se o uso do colar elisabetano, a limpeza do olho com solução fisiológica três vezes por dia e o retorno em 30 dias para remoção do flap de terceira pálpebra.
Paciente retornou a clínica em 10 dias para uma revisão, se encontra estável sem mais intercorrências, porém ainda não retirou o flap.
4.3 Discussão
O relato de caso descrito aborda um paciente felino, SRD, diferente do que é relatado geralmente, pois as raças mais encontradas são Persa e Himalaio. Porém já foram relatados casos em gatos sem raça definida, não havendo predisposição em relação à idade ou gênero (MOREIRA, 2015).
Os sintomas que o paciente apresentou condiziam com os sinais relatados pela literatura, como a secreção ocular, o desconforto, a vascularização intensa ao
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redor do sequestro e a epífora devido a irritação no olho, sinais clínicos comuns em problemas oculares (GELATT et al., 2013).
O animal relatado no caso não tinha histórico de doenças infecciosas, porém não a tutora não sabia informar desde o nascimento do paciente, ele foi resgatato com 4 meses. O paciente não foi devidamente testado com o PCR para HVF-1, entretanto por esse paciente ser vacinado, o teste iria dar um falso positivo, para ser comprovada tal suspeita, O tutor não relatou nenhum histórico de doença compatível com rinotraqueíte. Alguns autores, como Featherstone e Sansom (2004) e Slatter (2005), relatam que o sequestro corneano acomete felinos com algum histórico viral, como por exemplo HVF-1.
A indicação de cirurgia depende da profundidade, desconforto e tamanho da lesão, sendo um tratamento rápido, efetivo, que diminui as chances de recidiva, por isso foi a opção para o paciente descrito no relato de caso (Batista, 2019).
Para a realização da cirurgia são necessários instrumentais adequados, como o utilizado neste paciente, como a lâmina de bisturi Crescent Blade e o microscópio cirúrgico, para um procedimento minucioso e preciso, de acordo com o que diz Batista (2019).
A realização do flap de terceira pálpebra após a retirada do sequestro corneano foi realizado com o objetivo de reduzir os danos causados pela remoção do sequestro, dano este idêntico quando o tratamento é cirúrgico em casos de úlcera de córnea (MOREIRA, 2015).
O tratamento pós-cirúrgico com o colírio antibiótico é indicado para prevenir infecções bacterianas secundárias foi utilizado no referido paciente é confirmado eficaz pela literatura, assim como um flap de terceira pálpebra (Viega, 2018). A aplicação do colírio de atropina 1% para analgesia do paciente é eficaz (Batista, 2019), o qual também foi usado no paciente.
4.4 Conclusão
O relato descrito de sequestro de córnea é relativamente comum em felinos, de fácil diagnóstico e com um tratamento funcional. A ceratectomia lamelar anterior se mostrou eficaz segundo a literatura, porém no paciente acompanhado não se pode relatar a evolução do tratamento, pois ainda não terminou o tratamento com a remoção do flap de terceira pálpebra do sequestro de córnea, juntamente com a técnica do flap de terceira pálpebra para a cicatrização da lesão ocasionada pela retirada desse sequestro, sendo uma técnica simples, pouco invasiva.
4.5 Referências
BARACHETTI, L., GIUDICE, C., & MORTELLARO, C. M. Amniotic membrane transplantation for the treatment of feline corneal sequestrum: pilot study.
Veterinary Ophthalmology, v.13 n.5 p. 326-330, 2010
Batista, R. L.. Sequestro de córnea: revisão de literatura e estudo retrospectivo.
Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, p. 52, 2019 BRUDAS, Klaus D., et al. Anatomia do cão, texto e atlas. Órgãos do sentido:
Olho. 5 Ed. Manole, p.119, São Paulo 2012.
FEATHERSTONE, H. J. & SANSOM, J. Feline corneal sequestra: a review of 64 cases (80 eyes) from 1993 to 2000. Veterinary Ophthalmology, v.7, n.4, p.213-227, 2004.
GELATT, K. N.; GILGER, R.; BRIAN, C.; KERN, T.J. Veterinary ophthalmology. 5 ed. Iowa, USA: John Wiley & Sons, Inc., p.1492-1540, 2013.
GELATT, K.N. Corneal sequestration in a cat. Veterinary Medicine/Small Animal Clinician. v. 66, p. 561–562, 1971
Lim, C., & Maggs, D. J. Oftalmologia. In S. E. Little (Ed.), O gato: medicina interna p. 1177– 1178, Roca Ltda, 2015.
Martin, C. L. Ophthalmic disease in veterinary medicine. London, UK: Manson Publishing, 2010
Moreira, A. R. L.. Sequestro corneal felino: estudo retrospectivo. 88f. Lisboa, Portugal. Dissertação (Mestrado Integrado em Medicina Veterinária) – Universidade de Lisboa, 2015.
ROBERTS, S. R. Corneal ulcers. In: Feline Medicine and Surgery. ed. Catcott EJ.Santa Barbara, p. 365, 1964.
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SLATTER, D. Estruturas e função do olho. Fundamentos de oftalmologia veterinária. 3ed. São Paulo: Rocca, p.1-22, 2005.
Viega, I. O. Ceratectomia lamelar com recobrimento de terceira pálpebra no tratamento de sequestro corneal - relato de caso. Centro de Ciências Agrária, Universidade Federal da Paraíba, p. 33, 2018.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A arte de diagnóstico e tratamento que foram ensinadas na graduação só serão exercidas de forma correta se soubermos relacionar a teoria com a prática.
Sem esse raciocínio e a vivência na rotina clínica para associar os dois ensinamentos, não será possível executar de forma apropriada tudo isso que foi ensinado.
Uma frase muito marcante durante as aulas foi “a clínica é soberana”. Durante todo o estágio obrigatório, essa frase foi fundamental para ter a ética e a consciência de ter uma visão ampla de relacionar a teoria e a prática para o melhor do paciente.
Durante o estágio curricular, a acadêmica teve apenas experiências incríveis, que a fizeram ter mais certeza ainda de que a profissão escolhida é a certa para sua vida, superando dificuldades, aprimorando conhecimentos e tendo oportunidades únicas.
O poder de encaixar todas as peças que foram aprendidas durante 5 anos de aulas difíceis e desafiadoras, nas quais muitas vezes o medo de não conseguir montar o quebra-cabeça do paciente e dar o melhor para ele vinha à tona, é extremamente gratificante. Enxergar o animal e conseguir explicar o diagnóstico e propor um tratamento é incrível.
A experiência vivia foi de tamanha importância para meu ganho profissional, todos os ensinamentos, tanto teórico e prático serão muito aproveitadas.
Sinto-me preparada e apta a exercer essa linda profissão que me vai ser concedida, realizando meu tão amado sonho.