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Ocupação da USP, maio de 2007.

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Academic year: 2021

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Lutas Sociais nº 17/18 - 2º sem. 2006 e 1º sem. 2007 ISSN 1415-854X

NEILS – Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais Faculdade de Ciências :Sociais

Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais PUC-SP

Capa: Daniela Palma e Soraia de Carvalho – sobre foto de Mariana de Alencar,

Ocupação da USP, maio de 2007.

Editoração Eletrônica: Maíra Kubik Mano e Soraia de Carvalho Revisão Técnica: Renata Gonçalves

Versão dos resumos para o inglês: Leandro Vergara-Camus Tiragem desta edição: 500 exemplares

Impressão: Midiograf Gráfica e Editora Ltda.

Correspondência:

Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais (NEILS) Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais – PUC/SP

Ministro Godói, 969 - 4º andar - Perdizes CEP: 05015-001 - São Paulo - SP - Brasil

Fone/Fax: (5511) 3670-8517 End. Eletrônicos: [email protected]; [email protected]

ou

[email protected]; [email protected]

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NEILS - Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais

Faculdade de Ciências Sociais e Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO Reitora: Maura Pardini Bicudo Veras

Presidenta do Setor de Pós-Graduação da PUC-SP: Anna Maria Marques Cintra Vice-presidenta: Vera Maria Nigro de Souza Placco

Diretor da Faculdade de Ciências Sociais: Douglas Santos Vice-diretora: Maria do Rosário Cunha Peixoto

Coord. do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais: Teresinha Bernardo Vice-coordenador: Paulo Edgar A. Resende

Comitê editorial

Andrew Hand, Eliel Machado, Fhoutine Marie Souto, Julia Gomes e Sousa, Lúcio Flávio de Almeida, Maíra Kubik, Pedro Fassoni Arruda e Renata Gonçalves

Conselho editorial

Adalberto Floriano Greco Martins - Mestre em Ciências Sociais PUC/SP; Adalberto Paranhos - UFU; Afonso Klein - Fund. Santo André; Almerindo Janela Afonso -Universidade do Minho (Portugal); Álvaro Bianchi - UNICAMP; Ana Patrícia Pires Nalesso - Centro Universitário de Maringá; Angélica Lovatto - Fundação Santo André; Andrew Stanley Hand - graduando em C. Sociais PUC/SP; Aníbal Quijano - Centro de Investigaciones Sociales (Peru); Antônio Carlos de Moraes - PUC/SP; Antonio Carlos Mazzeo - UNESP/Marília; Antonio Ozaí UEM; Antônio Thomaz Jr. -UNESP/Presidente Prudente; Ariovaldo Umbelino de Oliveira - USP; Bernard Hengcheng - Institut Cardijn (Bélgica); Bernardo Mançano Fernandes - UNESP/ Presidente Prudente; Carlos Eduardo Martins - Cátedra e Rede UNESCO/ONU sobre Globalização e desenvolvimento sustentável (REGGEN); Carlos Montaño UFRJ; Cássia Chrispiniano Adduci -Doutora em C. Sociais PUC/SP e Fundação SEADE; Célia Motta - Doutora em C. Sociais PUC/SP; Célia Congílio Borges - Doutora em C. Sociais PUC/SP; Celso Uemori -Doutor em C. Sociais PUC/SP; Claudete Pagotto - doutoranda em Sociologia UNICAMP; Claudia Santiago - Núcleo Piratininga de Comunicação; Claudilene Pereira de Souza - Mestra em C. Sociais; Cloves Barbosa - UFPA; Cliff Welch - Grand Valley State University (Estados Unidos); Cristiano Monteiro da Silva - Doutorando

em C. Sociais PUC/SP;

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Cada número de Lutas Sociais é coordenado por um comitê editorial, eleito pela assembléia do Conselho Editorial da revista.

Após a publicação de cada número, este conselho elege um novo comitê, com vistas à produção do número seguinte.

Lutas Sociais não possui qualquer vínculo político-partidário.

Matérias assinadas não expressam necessariamente a posição do coletivo da revista e são de exclusiva responsabilidade

dos respectivos autores.

Agradecemos aos secretários do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP.

Um agradecimento especial a Soraia de Carvalho, cujo trabalho foi decisivo para concluirmos a produção deste número de Lutas Sociais.

José Martins - Doutor em economia; José Rubens Mascarenhas de Almeida - UESB/ Vitória da Conquista; Julia Gomes e Souza - Mestra em Ciências Sociais; Karen Fernandez - Doutoranda em C. Sociais UNICAMP; Kátia Rodrigues Paranhos -UFU; Lauro Ávila- Arquivo do Estado/SP; Leandro Vergara-Camus - Doutor em Ciência Política University of York (Canadá); Luis Manuel Rebelo Fernandes - PUC/RJ; Lúcio Flávio de Almeida - PUC/SP; Luís Antonio Vital Gabriel - Doutorando em C. Sociais PUC/SP; Maíra Kubik Mano - Mestranda em C. Sociais PUC/SP; Maria Angélica Borges PUC/SP; Marcelho Cunha -mestrando em C. Sociais PUC/SP; Marcelo Buzzeto - Fundação Santo André; Marcelo Ridenti UNICAMP; Márcio Naves -UNICAMP; Marcos Del Roio - UNESP/Marília; Margot Soria Saravia - Universidad Nacional de la Patagonia (Bolívia); Maria Izabel Lagoa - mestra em C. Sociais UNESP/Marília; Maria Lygia Quartim de Moraes UNICAMP; Mariana Bueno -Mestranda em C. Sociais PUC/SP;Marise Duarte - UFPA; Merilyn Escobar de Oliveira - Mestranda em C. Sociais PUC/SP; Michael Löwy - École des Hautes Études em Sciences

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Sumário

Apresentação, 7

ARTIGOS

Néstor Kirchner e as desventuras da “centro-esquerda” na Argentina Atilio A. Boron, 9

O petróleo e a política dos EUA no Golfo Pérsico: a atualidade da Doutrina Carter Igor Fuser, 23

Abertura econômica e “democratização” na ponta do fuzil: a questão do Iraque e o chamado consenso sobre a democracia liberal no pós-Guerra Fria

Fhoutine Marie Souto e Mariana Silveira Bueno, 38

Ideologia nacional e discurso geográfico sobre a natureza brasileira Rogata Soares Del Gáudio, 48

Lutas sociais e questões nacionais na América Latina: algumas reflexões Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida, 64

América Latina: cuatro bloques de poder James Petras, 78

A política internacional de JK e suas relações perigosas com o colonialismo português

Waldir José Rampinelli, 83

Uma crítica à sociologia rural de José de Souza Martins José Flávio Bertero, 99

DOSSIÊ: Estado e trabalhadore(a)s em perspectiva histórica

Gerando o contrapoder, de baixo para cima e à esquerda

-ou de como mudar o mundo, revolucionando o poder, de baixo para cima Carlos Antonio Aguirre Rojas, 115

As classes trabalhadoras em movimento: alguns aspectos teóricos Jair Pinheiro, 130

Direitos trabalhistas e políticas de confrontação com o sindicalismo britânico: 1979-90 Pedro Fassoni Arruda, 143

Estado, movimentos sociais e reforma agrária: as duas fases do pensamento de Celso Furtado no pré-1964

Julia Gomes e Souza, 156

A (des)constituição de classe no MST: dilemas da luta anti-sistêmica Eliel Machado, 170

ENTREVISTA

Neoliberalismo e dominação de classe: uma análise marxista do capitalismo contemporâneo - Entrevista com Gérard Duménil

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RESENHA CRÍTICA

Poder e antipoder. Sobre o livro de John Holloway Mudar o mundo sem tomar o poder

Joachim Hirsch, 197

LIVROS

Informatização do trabalho e reificação: uma análise à luz dos programas de qualidade total - de Simone Wolff

por Sávio Cavalcanti, 206

O império derrotado: revolução e democracia em Portugal - de Kennet Maxwell por Waldir José Rampinelli, 210

ABSTRACTS, 214

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Os textos aqui publicados contemplam uma série de questões candentes

neste início de século. Qual a relevância do poder político para a reprodução

e para a transformação social? Trata-se em ambos os casos do mesmo poder

e das mesmas formas de seu exercício? Transformar o mundo sem tomar o

poder? Transformando o poder? Com esta nova rodada de espraiamento do

capitalismo, enquanto alguns se confortam com cândidos discursos sobre a

“globalização”, recolocam-se questões sobre dois aspectos fundamentais para

o desenvolvimento daquele modo de produção: a ideologia nacional e o

imperialismo. Discutir sua atualidade (e as descontinuidades) exige um duplo

esforço de análise: teórico e empírico. Quais os limites da empreitada do

candidato a império para consolidar seu papel hegemônico no pós-Guerra

Fria? Inversamente, quais as novas possibilidades que as questões nacionais em

formações sociais dependentes apresentam para as lutas anti-sistêmicas?

Todas estas questões são candentes para o que se passa de um extremo a

outro da América Latina. Procuramos levar em conta o que, ao sul do rio

Grande, as formações sociais têm de comum – a posição subordinada no

sistema capitalista mundial – e os diferentes padrões de dominação internos a

cada uma delas. Estas dimensões estão presentes, de distintos modos, nas

lutas sociais e nas relações que se estabelecem entre os governos dos diversos

países do subcontinente e deles com o imperialismo, em especial o

estadunidense.

Em uma formulação célebre, afirmou-se que o proletariado, classe de

vocação internacionalista, na conquista do poder político, torna-se classe

dirigente nacional e, ao seu modo, se constitui em nação. Nestes tempos

sombrios em que a dominação capitalista produz um extraordinário

esvaziamento das instituições políticas voltadas essencialmente para

reproduzi-Apresentação

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la, talvez não se trate de fim da política, mas de pensar alternativas de ação

política. A relação entre lutas proletárias e questões nacionais atravessa todo

este número e o dossiê, voltado para a análise, em perspectiva histórica, de

diferentes momentos das relações entre trabalhadores/as e Estado, visa a

contribuir para esta reflexão.

Quando produzíamos esta edição, universidades públicas tornavam-se o

cenário de uma luta que muitos consideraram inglória e mesmo quixotesca.

Dentro e fora dos campi, as clivagens e contradições se manifestaram claramente.

Mais ou menos sofisticados, os dispositivos de repressão – inclusive ideológicos

– não se fizeram esperar.A vitória, mesmo que parcial, das forças contra a

ordem foi cristalina. Destacamos a importância dessas lutas, na expectativa

de que, já no futuro imediato, mereçam estudos acurados.

L. F. R. A.

Referências

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