• Nenhum resultado encontrado

Carta Educativa de Celorico da Beira

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Carta Educativa de Celorico da Beira"

Copied!
396
0
0

Texto

(1)

Carta Educativa de Celorico da Beira

(2)

FICHA TÉCNICA

ENTIDADE PROMOTORA

Associação de Municípios da Cova da Beira Gestor de Projecto: Dr. Carlos Santos

ENTIDADE FORMADORA E CONSULTORA

Tecnoforma

Gestora de Projecto: Dra. Teresa Cruz Formadora-Consultora: Dra. Teresa Amor

EQUIPA DE ACOMPANHAMENTO E MONITORIZAÇÃO

Câmara Municipal de Celorico da Beira Dra. Isabel Margarida de Brito Ferreira

(3)

Dra. Teresa Maria Nunes Pacheco Eng. Cristina Alexandra Freire Martins Dr. João Paulo Alves Pereira

Arq. Ivo Ricardo Ramos Lourenço Borrego

(4)

A execução da Carta Educativa de Celorico da Beira decorreu entre Abril de 2006 e Abril de 2007. Após a conclusão da sua elaboração o documento foi colocado no sítio da Câmara Municipal de Celorico da Beira por um período de 10 dias para consulta de todos os interessados.

(5)

Mais se informa que a revisão do Plano Director Municipal do Concelho de Celorico da Beira se encontra ainda a decorrer, razão pela qual os domínios de articulação não puderam ser aprofundados.

(6)

ÍNDICE

Introdução ... 1

A. DIAGNÓSTICO ... 4

1. Enquadramento legislativo ... 5

2. Enquadramento territorial e acessibilidades ... 8

3. População e demografia ... 15

4. Caracterização Sócio-económica ... 27

3.1. Condição perante o trabalho: actividade, inactividade, emprego e desemprego ... 27

3.2. Actividades económicas ... 45

5. Enquadramento geral do sistema de ensino e educação ... 51

5.1. Organização da Rede Escolar do Concelho de Celorico da Beira: agrupamento de escolas e estabelecimentos de ensino ... 51

5.2. Procura de ensino e educação ... 61

5.2.1.Análise global ... 63

5.2.2. Educação Pré-escolar ... 72

5.2.3. - 1º Ciclo do Ensino Básico ... 74

5.2.4. - 2º Ciclo do Ensino Básico ... 76

5.2.5. - 3º Ciclo do Ensino Básico ... 78

5.2.6. Ensino Secundário ... 80

5.3. Indicadores de Desempenho escolar ... 84

5.4. Alunos com necessidades educativas especiais ... 90

5.5. Oferta de educação ... 92

5.5.1. Pré-escolar ... 92

5.5.1.1. Taxas de ocupação ... 92

5.5.2. - 1º Ciclo do Ensino Básico ... 98

5.5.2.1. - Taxas de ocupação ... 98

5.5.3. - 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário ... 107

5.5.3.1. - Taxas de ocupação ... 107

5.6. Actividades de enriquecimento curricular ... 111

5.7. Regime de funcionamento dos estabelecimentos de ensino ... 113

5.8. ATL ... 114

5.9. Educação/Formação ao longo da vida ... 115

5.10. Transportes escolares ... 117

5.11. Apoios educativos ... 122

6. Percursos e expectativas escolares da população estudantil do Concelho de Celorico da Beira ... 123

6.1. Universo de inquirição ... 124

(7)

6.2. Caracterização do perfil sócio-demográfico dos inquiridos e do seu percurso

escolar ... 125

6.3. Expectativas e avaliação percurso escolar ... 134

B. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO ... 148

C. PROPOSTAS ... 154

Propostas ... 154

Sistema de monitorização ... 173

(8)

1 IN T R O D U Ç Ã O

O presente documento constitui a Carta Educativa do Concelho de Celorico da Beira, de acordo com os normativos legais em vigor, designadamente os dispostos no Decreto-Lei n.º 7/2003 de 15 de Janeiro.

De acordo com aquele diploma legal, entende-se que “a Carta Educativa é, a nível municipal, o instrumento de planeamento e ordenamento prospectivo de edifícios e equipamentos educativos a localizar no concelho, de acordo com as ofertas de educação e formação que seja necessário satisfazer, tendo em vista a melhor utilização dos recursos educativos, no quadro do desenvolvimento demográfico e sócio-económico de cada município.” (art.º 10, Decreto-Lei n.º 7/2003 de 15 de Janeiro)

Os objectivos inerentes à elaboração da Carta Educativa de Celorico da Beira são também necessariamente, e em primeira instância, subsidiários do normativo legal supra-citado:

“1 - A carta educativa visa assegurar a adequação da rede de estabelecimentos de educação pré-escolar e de ensino básico e secundário, por forma que, em cada momento, as ofertas educativas disponíveis a nível municipal respondam à procura efectiva que ao mesmo nível se manifestar.

2 - A carta educativa é, necessariamente, o reflexo, a nível municipal, do processo

de ordenamento a nível nacional da rede de ofertas de educação e formação, com

vista a assegurar a racionalização e complementaridade dessas ofertas e o

desenvolvimento qualitativo das mesmas, num contexto de descentralização

(9)

administrativa, de reforço dos modelos de gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos e respectivos agrupamentos e de valorização do papel das comunidades educativas e dos projectos educativos das escolas.

3 - A carta educativa deve promover o desenvolvimento do processo de agrupamento de escolas, com vista à criação nestas das condições mais favoráveis ao desenvolvimento de centros de excelência e de competências educativas, bem como as condições para a gestão eficiente e eficaz dos recursos educativos disponíveis.

4 - A carta educativa deve incluir uma análise prospectiva, fixando objectivos de ordenamento progressivo, a médio e longo prazos.

5 - A carta educativa deve garantir a coerência da rede educativa com a política urbana do município.” (art.º 11, Decreto-Lei n.º 7/2003 de 15 de Janeiro)

A Carta Educativa de Celorico da Beira traduz um trabalho rigoroso e fundamentado de

recolha e análise de informação, por meio do qual se procura assegurar:

(10)

3

Metodologicamente, para elaboração da Carta Educativa foram accionados uma série de passos e técnicas de recolha e de análise de informação:

recolha e análise da legislação em vigor, bem como de documentos disponibilizados pelo Ministério da Educação (designadamente GIASE)

concepção de bateria de indicadores estatísticos

recolha de informação estatística

tratamento e análise dos indicadores estatísticos

recolha e análise documental (por exemplo, Diagnóstico Social do Concelho de Celorico da Beira; Plano de Desenvolvimento Social, Estudos Prévios da Carta Educativa: 2005)

produção de relatório (versão preliminar e versão final)

Paralelamente, tendo em conta alguns dos resultados alcançados na primeira fase de diagnóstico, procedeu-se, igualmente, ao lançamento de uma operação de inquirição dos alunos do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, por forma a aferir: sobre as auto-percepções dos alunos sobre as suas trajectórias escolares, mas também sobre as suas expectativas em termos de percurso educativo e profissional.

O presente documento está estruturado em três partes principais:

1. Diagnóstico, onde se expõem e analisam, numa lógica temática e mais extensiva, os indicadores recolhidos e trabalhados no decurso do processo de elaboração da Carta Educativa,

2. Diagnóstico estratégico, na qual se sistematizam de forma esquemática os

principiais resultados e conclusões do diagnóstico,

(11)

3. Propostas, parte em que se começam por identificar os factores/dinâmicas que

sustentam as propostas concebidas e apresentadas, e onde se apresentam

também, evidentemente, as próprias propostas de intervenção e de reordenamento

da rede escolar concelhia. Estas propostas estão organizadas em dois eixos de

intervenção principais.

(12)

5

(13)

A. Diagnóstico

(14)

7 1 . EN Q U A D R A M E N T O L E G A L

Apontado por todas as entidades internacionais e instituições com competências directas e indirectas nas políticas nacionais, as componentes de escolarização e de qualificação dos indivíduos assumem-se, cada vez mais, como determinantes do potencial de desenvolvimento sócio-económico e humano. A organização dos sistemas educativos, incluindo as suas componentes de gestão e repartição de competências revelam-se também, assim, cada vez mais relevantes.

Em termos nacionais, o Decreto-Lei n.º 7/2003 representou uma alteração significativa das formas de conceptualização, implementação e operacionalização do sistema educativo nacional e, em particular, uma reconceptualização dos conceitos e das formas de gestão municipal da Educação: implementou-se a constituição dos Conselhos Municipais de Educação e as Cartas Escolares (que constituíam, sobretudo, cartas de equipamentos) dão lugar a instrumentos de planeamento que passam a deter um lugar central e muito relevante em termos das políticas municipais de educação.

É tendo por base esse enquadramento que, na parte introdutória do documento se indica

que “a carta educativa é, a nível municipal, o instrumento de planeamento e ordenamento

prospectivo de edifícios e equipamentos educativos a localizar no concelho, de acordo

com as ofertas de educação e formação que seja necessário satisfazer, tendo em vista a

melhor utilização dos recursos educativos, no quadro do desenvolvimento demográfico e

sócio-económico de cada município.” (art.º 10, Decreto-Lei n.º 7/2003 de 15 de Janeiro).

(15)

É justamente tendo por base esse pressuposto que se elegem como fundamentos principais da Carta Educativa de Celorico da Beira, os seguintes:

“1 - A carta educativa visa assegurar a adequação da rede de estabelecimentos de educação pré-escolar e de ensino básico e secundário, por forma que, em cada momento, as ofertas educativas disponíveis a nível municipal respondam à procura efectiva que ao mesmo nível se manifestar.

2 - A carta educativa é, necessariamente, o reflexo, a nível municipal, do processo de ordenamento a nível nacional da rede de ofertas de educação e formação, com vista a assegurar a racionalização e complementaridade dessas ofertas e o desenvolvimento qualitativo das mesmas, num contexto de descentralização administrativa, de reforço dos modelos de gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos e respectivos agrupamentos e de valorização do papel das comunidades educativas e dos projectos educativos das escolas.

3 - A carta educativa deve promover o desenvolvimento do processo de

agrupamento de escolas, com vista à criação nestas das condições mais

favoráveis ao desenvolvimento de centros de excelência e de competências

educativas, bem como as condições para a gestão eficiente e eficaz dos recursos

(16)

9

5 - A carta educativa deve garantir a coerência da rede educativa com a política urbana do município.” (art.º 11, Decreto-Lei n.º 7/2003 de 15 de Janeiro)

Do ponto de vista genérico, os princípios que estão subjacentes à elaboração da Carta Educativa são os que estão expressos na Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.º46/86), assim como os diplomas legais específicos que, tendo por base aquela lei de referência, têm sido publicados.

Sem prejuízo de outras referências que, ao longo do documento possam ser especificadas, foram levados em consideração os princípios, pressupostos e orientações dos seguintes diplomas legais:

Decreto-Lei n.º 7/2003 de 15 de Janeiro

Lei n.º 5/97 de 10 de Fevereiro

Decreto-Lei n.º 147/97 de 11 de Junho

Despacho Conjunto n.º 268/97 de 25 de Agosto

Decreto-Lei n.º 291/97 de 4 de Setembro

Decreto Regulamentar n.º 12/2000 de 29 de Agosto

Decreto-Lei n.º 4/98 de 8 de Janeiro

Decreto-Lei n.º 89-A/98 de 7 de Abril

(17)

Decreto-Lei n.º 115/98 de 4 de Maio

Decreto-Lei n.º 314/97 de 15 de Novembro

Despacho Normativo n.º 27/97 de 2 de Junho

Despacho Conjunto n.º 105/97 de 1 de Julho

Lei n.º 42/98 de 6 de Agosto

Lei n.º 159/99 de 14 de Setembro

Decreto-Lei n.º 380/99 de 22 de Setembro

Decreto-Lei n.º 299/84 de 5 de Setembro

Lei 46/86 de 14 de Outubro

Despacho Conjunto n.º 28/SERE/SEAM/88

Decreto-Lei n.º 108/88 de 31 de Março

(18)

11 2 . EN Q U A D R A M E N T O T E R R I T O R I A L E A C E S S I B I L I D A D E S

O concelho de Celorico da Beira pertence ao distrito da Guarda, fazendo fronteira com os concelhos da Guarda, Pinhel, Trancoso, Gouveia e Fornos de Algodres.

Administrativamente insere-se na sub-região Beira Interior Norte (NUT III) e na região Centro (NUT II),

Figura n.º 1 – Beira Interior Norte

De acordo com a informação disponibilizada no site da autarquia, situado a cerca de

800m de altitude, o concelho “pode dividir-se em duas zonas absolutamente distintas, quer

do ponto de vista geográfico, quer climatérico: a da Serra – parte dela integrada no Parque

Natural da Serra da Estrela – de relevo orográfico acentuado e de clima agreste, e a do

(19)

Vale, de terrenos férteis e clima mais ameno, que abrange uma vasta área ao longo do Rio Mondego. A especificidade do seu clima, que lhe advém da sua localização no Vale do Mondego entre a Cordilheira Central e o Planalto Beirão, bem como a dispersão dos seus aglomerados, fazem de Celorico da Beira um concelho predominantemente rural, em que a silvopastorícia e a produção de queijo de ovelha são as principais actividades económicas.”

Resumidamente importa, então, afirmar que o concelho tende a diferenciar-se em duas unidades distintas do ponto de vista das condições de acessibilidade: a Sul, uma parte de relevo muito acidentado (contrafortes da Serra da Estrela), a Norte, uma parte mais plana (Vale do Mondego).

O Concelho de Celorico da Beira encontra-se numa posição favorável em termos de acessibilidade, tanto a nível interno, como para os concelhos limítrofes: é atravessado por algumas estradas nacionais, tais como a EN 16, a EN 17 e a EN 102, todas elas com ligações importantes. A EN 102 liga a vila de Celorico da Beira, ao concelho de Trancoso;

a EN 17 tem acesso a Gouveia e a EN 16 (que outrora já foi a mais importante pois

atravessa o Concelho no sentido E-W) ligando o concelho de Celorico da Beira aos

concelhos da Guarda e de Fornos de Algodres.

(20)

13

dimensão, nomeiam-se: a EM 555 localizada na parte serrana do Concelho, a EM 586-3 na zona NW do Concelho, a EM 1102 na parte NE de Celorico da Beira, entre outras.

Possui ainda uma variante externa à vila, permitindo assim um maior escoamento do tráfego.

O concelho de Celorico da Beira, possui uma rede de estradas asfaltadas em bom estado de conservação que servem de elo de ligação às povoações mais afastadas do Concelho, colmatando assim as necessidades dos seus munícipes.

Figura n.º 2 – Acessibilidades viárias e ferroviárias

(21)

O Concelho é ainda servido pela linha ferroviária da Beira Alta, desempenhando funções de transporte de mercadorias e passageiros, tanto a nível nacional, como internacional.

Celorico da Beira ocupa uma área territorial de 247,2 km

2

e é composto por vinte e duas freguesias: Açores, Baraçal, Cadafaz, Carrapichana, Casas de Soeiro, Cortiçô da Serra, Fornotelheiro, Lageosa do Mondego, Linhares da Beira, Maçal do Chão, Mesquitela, Minhocal, Prados, Rapa, Ratoeira, Salgueirais, Santa Maria, São Pedro, Vale de Azares, Velosa, Vide Entre Vinhas e Vila Boa do Mondego.

Figura n.º 3 – Concelho de Celorico da Beira

(22)

15

De destacar que a Vila de Celorico da Beira ocupa uma posição central no território concelhio. A vila é constituída por duas freguesias: Santa Maria e São Pedro (sendo esta última a sede do concelho). Como se detalhará mais adiante, a Vila de Celorico da Beira é também o maior aglomerado populacional concelhio.

Justamente pela posição de centralidade que ocupa face ao território concelhio, a distância de qualquer freguesia à sede do concelho é relativamente diminuta:

na esmagadora maioria dos casos, a distância a percorrer é inferior a 15 Km;

apenas nos casos de Linhares da Beira e Prados essa distância é superior aos designados 15 Km (18 e 20 Km, respectivamente).

Deste ponto de vista, a acessibilidade intra-concelhia assume-se, portanto, como relativamente facilitada, o que é um indicador tão relevante quanto influi directamente num dos domínios directamente correlacionados com a reorganização da rede escolar: a rede de transportes escolares.

Quadro n.º 1 – Distâncias à sede do concelho

Freguesias

Distância a Celorico da Beira

(Km) Entre 0 e 5 Km

Casas de Soeiro 0

(23)

Santa Maria 0

São Pedro 0

Ratoeira 5

V. Boa Mondego 5

Entre 6 e 10 Km

Fornotelheiro 7

Lageosa do Mondego 7

Vale de Azares 7

Vide Entre Vinhas 7

Cortiçô da Serra 8

Açores 10

Baraçal 10

Entre 11 e 15 Km

Salgueirais 11

Cadafaz 12

Minhocal 12

Carrapichana 13

Maçal do Chão 13

Mesquitela 13

Rapa 13

Velosa 13

Mais de 16 Km

Linhares da Beira 18

Prados 20

(24)

17

emergem como principais excepções as freguesias de São Pedro (93,9 hab/Km

2

), Casas de Soeiro (86,7 hab/Km

2

), Santa Maria (75,5 hab/Km

2

), Lageosa do Mondego (63,3 hab/Km

2

), Vale de Azares (51,6 hab/Km

2

) e Cortiçô da Serra (50,7 hab/Km

2

) .

Em todas as restantes freguesias verifica-se uma densidade populacional inferior a 50 hab/Km

2

.

Quadro n.º 2– Área territorial e densidade populacional por freguesia

Freguesias Área

(Km2)

Densidade Populacional

(Hab./Km2)

Açores 9,6 38,4

Baraçal 12,6 21,6

Cadafaz 8,5 19,2

Carrapichana 5,6 48,1

Casas de Soeiro 5,8 86,7

Cortiçô da Serra 4,5 50,7

Fornotelheiro 20,8 40,4

Lageosa do Mondego 12,4 63,3

Linhares da Beira 15,7 20,9

Maçal do Chão 15,1 12,7

Mesquitela 17,0 18,1

Minhocal 10,8 22,3

Prados 14,2 15,6

Rapa 7,6 25,8

Ratoeira 7,8 37,4

Salgueirais 9,1 17,1

Santa Maria 15,5 75,5

São Pedro 14,8 93,9

(25)

Vale de Azares 9,0 51,6

Velosa 11,1 13,2

Vide Entre Vinhas 8,6 22,6

V. Boa Mondego 11,1 13,6

TOTAL CONCELHO 247,2 35,9

Do ponto de vista da posterior definição dos critérios subjacentes à reorganização da rede escolar concelhia, importa notar, porém, o facto das freguesias mais densamente povoadas estarem concentradas na zona central do concelho ou, melhor dizendo, nas áreas limítrofes da sede do concelho. Salvaguarda-se desde já, portanto, este elemento analítico que, pela sua correlação com a procura potencial em termos educação e ensino, importará confrontar depois com a população residente em cada aglomerado populacional.

Se analisado por relação à sub-região Beira Interior Norte observa-se, aliás, que a par da

Guarda (sede do distrito) e de Manteigas, Celorico da Beira é o concelho que apresenta

maior densidade populacional. É certo que no seu caso, bem como no de Manteigas, tal

decorre do facto de serem os dois concelhos com menor área territorial concelhia, mas

isso não implica que seja, mesmo assim, considerado neste contexto como um factor a

relevar.

(26)

19 Quadro n.º 3– Área territorial e densidade populacional por concelhos da Beira Interior Norte

Beira Interior Norte Área (Km2)

Densidade populacional

(hab/Km2)

Almeida 518.0 16,3

Celorico da Beira 247.2 35,9

Figueira de Castelo Rodrigo 508.6 14,1

Guarda 728.9 60,5

Manteigas 105.2 36,4

Meda 286.1 21,8

Pinhel 484.5 22,6

Sabugal 823.1 18,1

Trancoso 361.5 30,1

Sub-total Beira Interior Norte 4 063.3 28,4 Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Censos 2001, Infoline

(27)

3 . PO P U L A Ç Ã O E D E M O G R A F I A

Situando na zona interior do país, o Concelho de Celorico da Beira defrontou-se sobretudo na segunda metade do século XX, como tantos outros concelhos do interior, com movimentos de perda de população residente que, a par da diminuição das taxas de natalidade e de fecundidade, têm conduzido também a um progressivo envelhecimento da estrutura demográfica concelhia.

No sentido em que todas estas dinâmicas de natureza sócio-demográfica influem,

directamente, nos níveis de procura de educação e de ensino (níveis de procura actuais e

potenciais) importa fazer uma breve caracterização sócio-demográfica do Concelho de

Celorico da Beira. Será essa caracterização que se exporá de imediato. Salvaguarda-se,

contudo, que não se define como objectivo uma caracterização exaustiva, mas sim a

identificação e reflexão em torno de um conjunto restrito de indicadores de natureza

estatística que, de forma latente ou manifesta, se correlacionam com o objecto e com os

objectivos que subjazem à elaboração de um instrumento de planeamento como a Carta

Educativa.

(28)

21 Gráfico n.º 1 – População residente no Concelho de Celorico da Beira (1981, 1991, 2001)

Conforme se observa no quadro seguinte, a dinâmica de perda populacional revela-se, por outro lado, quando se analisam também os dados relativos aos saldos natural e fisiológico.

De facto, regista-se, quer um saldo natural, quer um saldo migratório, negativo. Numa

perspectiva mais abrangente de notar, simultaneamente, que esta é um elemento que

caracteriza tanto a realidade concelhia como a da Beira Interior Norte, por oposição à da

Região Centro. Analiticamente revela, portanto, a manutenção de uma dinâmica de

progressiva desertificação do interior do país.

(29)

Quadro n.º 4 – Saldo natural e saldo migratório (2002)

Saldo natural Saldo migratório

Celorico da Beira -72 -184

Beira Interior Norte -745 -2403

Região Centro 5022 1133

A desagregação da informação relativa à população residente por freguesia põe em evidência, todavia, a existência de reconfigurações que importa não ignorar. Se por uma questão de rigor técnico-metodológico se apresentam também as taxas de variação relativa, por se estar perante freguesias de pequena dimensão (e, neste sentido, fortemente vulneráveis a qualquer alteração se considerada apenas em termos percentuais), opta-se por centrar o olhar nos valores absolutos dessa mesma variação inter-censitária.

De facto, observa-se que se o total de população residente se manteve inalterado entre

1991 e 2001, ele ‘esconde’ em si próprio reconfigurações intra-concelhias que, neste

(30)

23

(31)

Quadro n.º 5 – Evolução da população residente no Concelho de Celorico da Beira por freguesia (1991,2001)

População residente Taxa de variação

Variação absoluta

1991 2001 1991/2001 1991/2001

Açores 316 369 16,8 53

Baraçal 262 271 3,4 9

Cadafaz 217 164 -24,4 -53

Carrapichana 302 269 -10,9 -33

Casas de Soeiro 437 501 14,6 64

Cortiçô da Serra 255 229 -10,2 -26

Fornotelheiro 874 838 -4,1 -36

Lageosa do Mondego 828 783 -5,4 -45

Linhares da Beira 380 328 -13,7 -52

Maçal do Chão 287 192 -33,1 -95

Mesquitela 387 308 -20,4 -79

Minhocal 292 240 -17,8 -52

Prados 270 222 -17,8 -48

Rapa 122 197 61,5 75

Ratoeira 276 292 5,8 16

Salgueirais 192 156 -18,8 -36

Santa Maria 1064 1171 10,1 107

São Pedro 1082 1387 28,2 305

Vale de Azares 543 467 -14,0 -76

Velosa 122 146 19,7 24

Vide Entre Vinhas 209 195 -6,7 -14

V. Boa Mondego 158 150 -5,1 -8

CONCELHO 8875 8875 0,0 0

Num certo sentido estas dinâmicas demográficas parecem acentuar, assim, a centralidade

(32)

25

destacar que o peso que as cinco freguesias que fazem fronteira com Celorico (ou que o constituem mesmo) têm no total da população residente:

em conjunto as freguesias de São Pedro, Santa Maria, Fornotelheiro, Casas de Soeiro e Lageosa do Mondego representam 52,7% do total da população residente em todo o concelho.

Quadro n.º 6 – População residente pela dimensão das freguesias

FREGUESIAS 2001

ENTRE 101 E 250 HABITANTES

Cadafaz 164

Cortiçô da Serra 229

Maçal do Chão 192

Minhocal 240

Prados 222

Rapa 197

Salgueirais 156

Velosa 146

Vide Entre Vinhas 195

V. Boa Mondego 150

ENTRE 251 E 500 HABITANTES

Açores 369

Baraçal 271

Carrapichana 269

Linhares da Beira 328

Mesquitela 308

Ratoeira 292

Vale de Azares 467

MAIS DE 501 HABITANTES

Casas de Soeiro 501

(33)

Fornotelheiro 838

Lageosa do Mondego 783

Santa Maria 1171

São Pedro 1387

Atendendo ao objecto central do presente documento, aferir sobre a composição e

estruturação etária da população residente no concelho assume-se como um vector crucial

de análise.

(34)

27 Quadro n.º 7 – População residente por grupos etários

1991 2001 2004

0-14 anos 1695 1195 1119

15-24 anos 1202 1217 1131

25-64 anos 3878 4112 4197

65 e + anos 2100 2351 2305

Total 8875 8875 8752

Como anteriormente se avançou, de facto, a par da dinâmica de perda populacional, outro traço marcante dos padrões de evolução demográfica do concelho é o envelhecimento da sua população. Sendo certo que esta não é, de modo algum, uma característica distintiva do concelho (na medida que é uma questão que, como é do conhecimento global, é comum a todo o território nacional por via da diminuição acentuada das taxas de natalidade e de fecundidade), não deixa, por isso, de ser um factor que influi directamente nos níveis de procura de ensino e educação. É, pois, nesse sentido, que é aqui reportado.

Se se considerarem evoluções passadas, designadamente a taxa de variação inter- censitária, observa-se, desde logo, a quebra acentuada que se regista no escalão etário mais jovem: entre 1991 e 2001 registou uma taxa de variação negativa de –29,5%, o que corresponde, em termos absolutos, a uma diminuição de, exactamente, 500 crianças.

De salientar, por outro lado, que durante esse período foi o único escalão etário que

apresentou uma taxa de variação negativa, embora não se possa considerar despiciendo

(até porque inclui também população em idade escolar) o facto de a taxa de variação dos

(35)

indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos, sendo positiva, ser já também bastante reduzida (1,2%).

Gráfico n.º 2 – Taxa de variação da população residente por grupos etários (1991/2001)

Enquadrando também no âmbito desta análise as estimativas populacionais elaboradas

pelo Instituto Nacional de Estatística relativas ao ano de 2004, de registar, desde logo, dois

elementos analíticos principais:

(36)

29

em segundo lugar, o facto de apontarem no sentido da continuidade e intensificação do processo de envelhecimento populacional. Na verdade, como se pode constatar, de acordo com os dados do INE, entre 2001 e 2004 são os dois escalões etários mais jovens que perdem peso relativo no conjunto da população.

Gráfico n.º 3 – Estrutura etária da população residente no Concelho de Celorico da Beira

Deste ponto de vista não parecem emergir, portanto, indícios de que, a curto prazo, a dinâmica de perda de população residente e, em especial, de população em idade própria dos diferentes ciclos escolares, possa ser invertida.

De qualquer modo, e atendendo a que, apesar de tudo, a diminuição da população mais

jovem residente no concelho, sendo efectiva, não assume, de acordo com as estimativas

(37)

oficiais, valores disruptivos, conclui-se que não se antevê que possam emergir mudanças radicalizadas ao nível da procura de educação e ensino. Dito por outras palavras, julga-se que a curto prazo, em função destas dinâmicas demográficas, o nível de procura de ensino tenderá ainda a decrescer, mas de forma muito gradual e pouco acentuada.

Do ponto de vista da gestão dos recursos locais importa salvaguardar, contudo, que a dinâmica de envelhecimento demográfico não é um domínio completamente alheio à área da educação e do ensino. Na verdade, em função da escassez de recursos, o aumento significativo de um grupo da população que tende a apresentar necessidades muito específicas e crescentes, poderá representar a necessidade de redireccionamento de recursos. Nesta perspectiva, e ainda que por via indirecta, é um factor que poderá influir no âmbito das políticas educativas e do sistema educativo concelhio (gestão de recursos).

A médio prazo perspectiva-se já, contudo, uma situação ligeiramente diferente. De facto,

de acordo com as projecções demográficas realizadas para elaboração da Carta Educativa

estima-se que em 2015 o número de indivíduos com idades compreendidas entre os 0 e

os 14 anos de idade possa ser já ligeiramente superior ao que se verificava em 2001. Uma

vez mais, não se perspectiva uma alteração radicalizada dos níveis de procura de

educação e ensino, mas não deixa de ser relevante que, apesar de tudo, nesta perspectiva

de mais médio prazo, se anteveja já uma tendência para um certo rejuvenescimento da

(38)

31 Quadro n.º 8 – Projecção da população residente no concelho, segundo os escalões etários relativos às

idades próprias de cada nível de escolaridade (2015)

Grupo etário 2015 Nº

Relação idade própria / nível escolaridade

2015

%

0-2 anos 239

Pré-escolar 5,1

3-5 anos 225

6-9 anos 289 1º CEB 3,2

10-14 anos 476 2º e 3º CEB 5,3

15-19 anos 444 Secundário 4,9

20-29 anos 806

---

8,9

30-39 anos 1153 12,8

40-49 anos 1204 13,4

50-59 anos 1223 13,6

60-69 anos 1167 12,9

70-79 anos 1073 11,9

80-89 anos 616 6,8

mais de 90 anos 107 1,2

Apesar de, como se constata não se estimar uma alteração radical, as propostas de reordenamento da rede escolar deverão contemplar, necessariamente, estas projecções que indiciam um ligeiro aumento da procura.

A desagregação das projecções demográficas por freguesia estão expressas no quadro

seguinte:

(39)

Quadro n.º 9 – Projecção da população residente no concelho por freguesia (2015)

Freguesia 2015

Açores 481

Baraçal 282

Cadafaz 106

Carrapichana 211

Casas de Soeiro 625

Cortiçô da Serra 207

Fornotelheiro 805

Lageosa do Mondego 707

Linhares da Beira 294

Maçal do Chão 101

Mesquitela 244

Minhocal 181

Prados 133

Rapa 222

Ratoeira 289

Salgueirais 110

Santa Maria 1291

São Pedro 1873

Vale de Azares 441

Velosa 145

Vide Entre Vinhas 159

Vila Boa Mondego 115

Por último, impõe-se analisar com um nível mínimo de detalhe os níveis de habilitação e

de qualificação da população residente no concelho.

(40)

33 Gráfico n.º 4 - Taxa de analfabetismo (1991/2001)

Na verdade, é verificável que das unidades territoriais aqui consideradas como pontos de referência, o Concelho de Celorico da Beira é o que apresenta taxas de analfabetismo mais elevadas.

Apesar de tudo, também pelo efeito de substituição de gerações e do impacto das medidas de política que têm vindo a ser implementadas no âmbito da requalificação da população portuguesa, de notar a diminuição daqueles valores entre 1991 e 2001. Esta é uma tendência que não é, contudo, exclusiva do concelho, mas sim transversal a todas aqueles referentes territoriais.

No que concerne especificamente à estrutura de habilitações da população residente em

Celorico da Beira, e por comparação com os valores evidenciados pelo conjunto da sub-

região de pertença – Beira Interior Norte-, ainda que não haja diferenças muito

(41)

significativas, é evidente que o concelho surge a este respeito numa posição de maior vulnerabilidade: a menor qualificação da população residente em Celorico da Beira faz-se sentir nos ‘dois extremos’, ou seja, maior peso da população com nenhuma habilitação escolar ou com o 1º ciclo do ensino básico, e menor peso relativo dos indivíduos com níveis de instrução mais elevados.

Gráfico n.º 5 - População residente segundo o nível de instrução: Celorico da Beira e Beira Interior Norte (2001)

(42)

27 4 . CA R A C T E R I Z A Ç Ã O SÓ C I O-E C O N Ó M I C A

4 . 1 . CO N D I Ç Ã O P E R A N T E O T R A B A L H O: A C T I V I D A D E, I N A C T I V I D A D E, E M P R E G O E D E S E M P R E G O

Em 2001, 46,1% da população residente no concelho de Celorico da Beira era economicamente activa

1

. Destes, 43,3% encontrava-se empregada e 2,8%

desempregada. No que diz respeito à população residente sem actividade económica (ou inactivos), verifica-se que o grupo com maior peso é o dos reformados, com 34%, seguido do grupo das domésticas com 9,6%.

Gráfico n.º 6 - População Residente no concelho de Celorico da Beira segundo a Condição perante o Trabalho (2001)

43,3

8,0 2,8 9,6

34,0

2,2

Empregado Desempregado

Estudante Doméstica

Reformado Incapac. permanente para o trabalho

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, 2001.

1 População activa = População empregada + População desempregada.

(43)

Se se proceder à análise desta variável por sexo, constata-se que a presença das mulheres em cada um dos grupos é sempre superior à dos homens, excepto no grupo dos empregados.

Quadro n.º 10 - População Residente no concelho de Celorico da Beira segundo a Condição perante o Trabalho e Sexo (2001)

Com actividade económica Sem actividade económica

Empregados Desempregados Estudantes Domésticas Reformados

Incapacitado permanente

para o trabalho M H Total M H Total M H Total M H Total M H Total Total 40,6 59,4 100 58,7 41,3 100 52,2 47,8 100 99,6 0,4 100 54,9 45,1 100 100

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, 2001.

Esta tendência, de alguma forma, menos favorável para as mulheres é confirmada, como adiante se verá, por outros indicadores, como, por exemplo, a taxa de actividade ou a taxa de desemprego.

Globalmente, entre 1991 e 2001, a taxa de actividade

2

do concelho de Celorico da Beira

cresceu de 34,3% para 38,5%. Ainda assim, Celorico da Beira apresenta, em qualquer dos

anos em análise, valores inferiores, se comparado, por exemplo, com a região Beira

Interior Norte, 37,4% (1991) e 40,5% (2001).

(44)

29

Em concreto, em 2001, quase metade dos homens residentes no concelho eram economicamente activos

3

(46,4%). Por seu turno, menos de 1/3 da população feminina residente no concelho era economicamente activa (31,0%).

Emprego

Do ponto de vista da distribuição da população empregada pelos sectores de actividade económica, verifica-se não existirem diferenças significativas entre a estrutura apresentada pelo concelho e a estrutura evidenciada pela região.

Gráfico n.º 7 - População Residente Empregada segundo o Sector de Actividade Económica (2001)

12,7 35,1 52,2

12,2 32,2 55,6

0%

20%

40%

60%

80%

100%

Celorico da Beira Beira Interior Norte

Sector primário Sector secundário Sector terciário

Fonte: Recenseamento da População e da Habitação (Centro) – Censos 2001 (NUTS 2002), INE.

Assim sendo, em ambos os territórios, o sector o terciário é aquele em que mais de metade da população residente se encontra empregada (52,2% para Celorico da Beira e

3 Taxa de actividade masculina = (Total da população masculina empregada + Total da população masculina desempregada)/Total da população masculina residente*100

(45)

55,6% para a Beira Interior Norte). Por seu turno, tantos os valores do sector secundário, quanto os valores do sector menos "representado" (sector primário), não se afastam significativamente em ambos os territórios, ficando-se por valores, respectivamente, na ordem dos 30% e 12%.

Analisando a distribuição da população residente empregada segundo o sector de actividade e sexo e, especificamente, para o concelho de Celorico da Beira, verifica-se um predomínio masculino em todos os sectores. Ainda assim, existem diferenças, consoante o sector em análise, na expressão destes valores.

O sector primário é o sector onde a diferença de valores é mais acentuada: da totalidade da população residente empregada neste sector, 77,8% são homens, contra 22,2% de mulheres. No sector secundário, a diferença entre ambos os sexos é já menor: 65,8% para os homens e 34,2% para as mulheres. Por fim, é no sector terciário que os valores apresentados por homens e mulheres são mais próximos: 50,5% vs. 49,5%.

Quadro n.º 11 - População Residente no concelho de Celorico da Beira Empregada segundo o Sector de Actividade Económica e Sexo (2001)

Sector primário Sector secundário Sector terciário Total

N % N % N % N %

Homens 316 77,8 741 65,8 846 50,5 1903 59,4

Mulheres 90 22,2 385 34,2 828 49,5 1303 40,6

(46)

31 Quadro n.º 12 – População Residente no concelho de Celorico da Beira Empregada no Sector Terciário

por Tipo de Serviço (2001) Serviços de natureza

social

Serviços relacionados com

actividades económicas Total

N % N % N %

Homens 312 40,6 534 59,0 846 50,5

Mulheres 457 59,4 371 41,0 828 49,5

Total 769 100,0 905 100,0 1674 100,0

Fonte: Recenseamento da População e da Habitação (Centro) – Censos 2001 (NUTS 2002), INE.

Enquanto que a presença das mulheres é maior nos “Serviços de natureza social”, o peso relativo dos homens faz-se sentir ao nível dos “Serviços relacionados com as actividades económicas”.

Esta é, aliás, uma tendência também comum à Beira Interior Norte, como se pode verificar no quadro seguinte.

Quadro n.º 13 – População Residente na Beira Interior Norte Empregada no Sector Terciário por Tipo de Serviço (2001)

Serviços de natureza social

Serviços relacionados com

actividades económicas Total

N % N % N %

Homens 4922 38,2 6948 59,5 11870 48,3

Mulheres 7979 61,8 4720 40,5 12699 51,7

Total 12901 100,0 11668 100,0 24569 100,0

Fonte: Recenseamento da População e da Habitação (Centro) – Censos 2001 (NUTS 2002), INE.

Apesar da tendência se manter, efectivamente, a presença das mulheres nos “Serviços de

natureza social” é mais acentuada na Beira Interior do que no concelho de Celorico da

Beira. Quanto aos “Serviços relacionados com as actividades económicas”, a estrutura é

muito semelhante à referenciada para o concelho.

(47)

Tal como se referiu acima, em 2001, a população activa residente em Celorico da Beira encontrava-se maioritariamente empregada no sector terciário, contudo em cada freguesia é possível encontrar algumas especificidades e diferenciações.

Quadro n.º 14 - População Residente no concelho de Celorico da Beira Empregada segundo o Sector de Actividade Económica, por Freguesia (valores absolutos) - (2001)

Total Primário Secundário

Terciário

Total

Serviços de Natureza

Social

Serviços relacionados

com Activ.- Económica

Açores 125 15 71 39 22 17

Baraçal 95 11 47 37 19 18

Cadafaz 35 5 15 15 6 9

Carrapichana 96 7 46 43 19 24

Casas de Soeiro 202 15 60 127 48 79

Cortiçô da Serra 63 7 28 28 9 19

Fornotelheiro 321 43 132 146 62 84

Lageosa do Mondego 334 20 142 172 67 105

Linhares da Beira 87 24 39 24 12 12

Maçal do Chão 57 24 16 17 9 8

Mesquitela 73 31 21 21 8 13

Minhocal 68 14 31 23 9 14

Prados 53 15 18 20 9 11

Rapa 66 14 26 26 13 13

Ratoeira 128 13 58 57 13 44

Salgueirais 43 15 18 10 3 7

Santa Maria 479 13 141 325 149 176

São Pedro 557 48 113 396 193 203

Vale de Azares 159 19 72 68 49 19

Velosa 59 21 14 24 15 9

Vide Entre Vinhas 55 15 7 33 21 12

V. Boa Mondego 51 17 11 23 14 9

(48)

33

As freguesias mais rurais apresentam, naturalmente, percentagens superiores de população empregada no sector primário: Maçal do Chão e Mesquitela, 42%; Velosa, 36%;

e Vila Boa do Mondego, 33%.

O sector secundário assume em algumas freguesias muita importância: em Açores, 57%

do emprego; em Baraçal, 49%; em Carrapichana, 48%; em Minhocal, 46%; e em Ratoeira e Vale de Azares, 45% cada.

Gráfico n.º 8 – População Residente no concelho de Celorico da Beira Empregada segundo o Sector de Actividade Económica, por Freguesia (valores relativos): (2001)

12 57 31

12 49 39

14 43 43

7 48 45

7 30 63

11 44 44

13 41 45

6 43 51

28 45 28

42 28 30

42 29 29

21 46 34

28 34 38

21 39 39

10 45 45

35 42 23

3 29 68

9 20 71

12 45 43

36 24 41

27 13 60

33 22 45

0% 20% 40% 60% 80% 100%

Açores Baraçal Cadafaz Carrapichana Casas de Soeiro Cortiçô da Serra Fornotelheiro Lageosa do Mondego

Linhares da Beira Maçal do Chão

Mesquitela Minhocal Prados Rapa Ratoeira Salgueirais Santa Maria

São Pedro Vale de Azares Velosa Vide Entre Vinhas V. Boa Mondego

Primário Secundário Terciário

Fonte: INE, in Estudos preliminares Carta Educativa, IST, Maio, 2005.

(49)

Dos 3206 habitantes do município empregados, 72,9% trabalha por conta de outrem, 13,7% são empregadores e 10,1% são trabalhadores por conta própria.

O sector primário é aquele em que se regista um maior peso, quer dos empregadores (39,2%), quer dos trabalhadores por conta própria (32,5%). Em qualquer outro dos sectores, verifica-se ser a categoria “Trabalhadores por conta de outrem” a deter maior peso.

Quadro n.º 15 – População Residente no concelho de Celorico da Beira Empregada segundo o Sector de Actividade Económica e Situação na Profissão (2001)

Primário Secundário Terciário Total

N % N % N % N %

Empregador 159 39,2 101 9,0 178 10,6 438 13,7

Trabalho por conta própria 132 32,5 49 4,4 144 8,6 325 10,1 Trabalho familiar não

remunerado 26 6,4 5 0,4 43 2,6 74 2,3

Trabalho por conta de outrem 87 21,4 967 85,9 1282 76,6 2336 72,9 Membro activo de

cooperativa 1 0,2 0 0,0 2 0,1 3 0,1

Outra situação 1 0,2 4 0,4 25 1,5 30 0,9

Total 406 100,0 1126 100,0 1674 100,0 3206 100,0

Fonte: Recenseamento Geral da População e Habitação, INE – 2001.

(50)

35

Os grupos profissionais com menor peso, em 2001, são “Membros das Forças Armadas”,

“Especialistas das profissões intelectuais e científicas” e “Técnicos e profissionais de nível intermédio” com 0,5%, 4,4% e 5,5% da população empregada, respectivamente.

Quadro n.º 16 - População Residente no concelho de Celorico da Beira Empregada segundo o Grupo Profissional (2001)

Grupo Profissional N %

Grupo 1 - Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros

Superiores de Empresa 196 6,1

Grupo 2 - Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas 141 4,4 Grupo 3 - Técnicos e Profissionais de nível intermédio 177 5,5

Grupo 4 - Pessoal Administrativo e Similares 198 6,2

Grupo 5 - Pessoal dos Serviços e Vendedores 505 15,7

Grupo 6 - Agricultores e Trabalhadores qualificados da Agricultura e Pesca 426 13,3 Grupo 7 - Operários, artífices e trabalhadores similares 676 21,1 Grupo 8 - Operadores de Instalação e máquinas e trabalhadores de montagem 371 11,6

Grupo 9 - Trabalhadores não qualificados 500 15,6

Grupo 0 - Membros das Forças Armadas 16 0,5

TOTAL 3206 100,0 Fonte: Recenseamento da População e da Habitação (Centro) – Censos 2001 (NUTS 2002), INE.

Desemprego

Entre 1991 e 2001, verifica-se, tanto no concelho de Celorico da Beira, quanto na Beira Interior Norte, um aumento da taxa de desemprego

4

4 Taxa de desemprego = Total da população desempregada/Total da população activa*100

. Contudo, esse aumento é mais

(51)

acentuado na Beira Interior Norte (+ 1,4 pontos percentuais) do que em Celorico da Beira (+ 0,5).

Ainda assim, em qualquer um dos anos em análise, a taxa de desemprego apresenta sempre valores mais elevados em Celorico da Beira do que na Beira Interior Norte.

Gráfico n.º 9 – Taxa de Desemprego da População Residente (1991 - 2001)

5,5

4,0

6,1 5,4

0,0 1,5 3,0 4,5 6,0 7,5

1991 2001

Celorico da Beira Beira Interior Norte

Fonte: Recenseamento da População e da Habitação (Centro) – Censos 2001 (NUTS 2002), INE.

Em 2001, verifica-se que a taxa de desemprego feminina é superior à masculina.

Efectivamente e no ano em apreço, a taxa de desemprego feminina (8,6%) é o dobro da

taxa de desemprego masculina (4,3%).

(52)

37 Gráfico n.º 10 – Taxa de Desemprego da População Residente no Concelho segundo o Sexo

(2001)

8,6

4,3

6,1

0,0 1,5 3,0 4,5 6,0 7,5 9,0

Mulheres Homens Total

Fonte: Recenseamento da População e da Habitação (Centro) – Censos 2001 (NUTS 2002), INE.

Desemprego registado

5

Da análise da evolução dos valores totais do desemprego registado

6

destaca-se a existência de flutuações conjunturais cíclicas traduzidas no facto de, em cada um dos anos em análise, os valores registados em Junho serem sempre inferiores ao verificados no mês de Janeiro (situação explicada, necessariamente pela própria dinâmica do mercado de trabalho ao longo do ano).

Gráfico n.º 11 – Evolução do Desemprego Registado no concelho de Celorico da Beira (valores absolutos)

(2004 - 2006)

5 Na análise sobre o desemprego registado no concelho consideram-se tendencialmente os valores absolutos (indivíduos inscritos no Centro de Emprego) e não os valores relativos (percentagens) porque, em função do número reduzido de efectivos de que se trata, o recurso às percentagens poderia conduzir a análises abusivas e, estatisticamente, pouco rigorosas. O recurso a valores percentuais verificar-se-á apenas para demonstração das variações absolutas entre períodos temporais e/ou das respectivas taxas de crescimento.

6 Este indicador, cuja fonte é o Instituto do Emprego e Formação Profissional, diz respeito aos desempregados inscritos num centro de emprego, no final do mês em referência, à procura de 1.º emprego ou à procura de novo emprego.

(53)

Janeiro 2004 Junho 2004 Janeiro 2005 Junho 2005 Janeiro 2006 Junho 2006 280

183

222 204

277

227

0 50 100 150 200 250 300

Fonte: Instituto do Emprego e Formação Profissional

Apesar das referidas variações, é de realçar uma diminuição dos valores absolutos do

desemprego registado no concelho de Celorico da Beira: em Janeiro de 2004 estavam

inscritos 280 desempregados, sendo que este valor desceu para 227, em Junho de 2006.

(54)

39 Gráfico n.º 12 – Taxa de Variação do Desemprego Registado (Celorico da Beira e Beira Interior

Norte) (2004 - 2006)

-34,6 -14,1

21,3 9,6

-8,1 -7,4

35,8

24,5

-18,1 -8,3

-18,9 -0,4

-40,0 -30,0 -20,0 -10,0 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0

Jan-04/Jun-04 Jun-04/Jan-05 Jan-05/Jun-05 Jun-05/Jan-06 Jan-06/Jun-06 Jan-04/Jun-06 Celorico Beira Interior Norte

Fonte: Instituto do Emprego e Formação Profissional

Do ponto de vista da taxa de variação, verifica-se que, ainda que com expressões diferenciadas, no período em análise, concelho e região apresentam comportamentos genericamente semelhantes: sempre que os valores do desemprego registado aumentam na região da Beira Interior Norte, aumentam também no concelho de Celorico da Beira.

Ainda assim, da análise do gráfico precedente evidencia-se que as taxas de variação registadas no concelho são sempre superiores às taxas de variação verificadas na região.

Tal afirmação revela-se verdadeira, quer em cada um dos períodos de 6 meses em análise, quer entre Janeiro de 2004 e Junho de 2006.

Saliente-se, por fim, que neste período de dois anos e meio, se verificou uma diminuição

do desemprego registado, tanto no concelho de Celorico da Beira, quanto na Beira Interior

Norte. Contudo e enquanto que na região essa diminuição foi quase residual, no concelho,

o valor atingiu 18,9%.

(55)

Os valores do desemprego registado confirmam uma tendência atrás referida aquando da análise da taxa de desemprego por sexo (indicador INE): uma maior presença feminina.

Esta não deve, no entanto, ser entendida como uma característica particular do concelho, uma vez que é um indicador que se tende a verificar a nível nacional.

Como se constata pela análise do gráfico seguinte, quer na globalidade do período em análise, quer em cada mês de referência, o peso das mulheres é sempre superior ao dos homens, variando entre 56,8% e 62,5%.

Gráfico n.º 13 - Desemprego Registado no concelho de Celorico da Beira segundo o Sexo (2004-2006)

43,2 56,8

43,2 56,8

42,8 57,2

39,7 60,3

37,5 62,5

42,3 57,7

0%

20%

40%

60%

80%

100%

Janeiro 2004 Junho 2004 Janeiro 2005 Junho 2005 Janeiro 2006 Junho 2006

(56)

41

de variação registada no concelho de Celorico da Beira foi sempre mais penalizadora das mulheres do que dos homens.

De facto, como se pode verificar, pese embora seja evidente a tendência de ligeira diminuição do desemprego registado, quer entre os homens, quer entre as mulheres (com excepção dos períodos entre Junho de 2005 e Janeiro de 2006 e entre Junho de 2005 e Janeiro de 2006, em que se verificou um aumento dos valores do desemprego registado), observa-se que o comportamento da taxa de variação é (quase) sempre mais favorável para os homens do que para as mulheres, tanto quando o desemprego aumenta, quanto quando o desemprego diminui.

A única excepção a este padrão aconteceu nos primeiros 6 meses de 2006, onde, a situação se inverte, sendo, de facto, a taxa de variação mais penalizadora para os homens do que para as mulheres.

Quadro n.º 17 – Taxa de Variação do Desemprego Registado no concelho de Celorico da Beira segundo o Sexo (2004 - 2006)

Homens Mulheres

Jan-04/Jun-04 -34,7 -34,6

Jun-04/Jan-05 20,3 22,1

Jan-05/Jun-05 -14,7 -3,1

Jun-05/Jan-06 28,4 40,7

Jan-06/Jun-06 -7,7 -24,3

Jan-04/Jun-06 -20,7 -17,6

Fonte: Instituto do Emprego e Formação Profissional

De futuro, importará tentar compreender se, por um lado, a diminuição do desemprego

total e, por outro, uma variação (recentemente) mais favorável para as mulheres são

(57)

situações resultantes de flutuações de natureza conjuntural em termos do mercado de trabalho local e regional ou se poderão ser indicadoras de alterações mais profundas nos padrões do desemprego concelhio.

Da análise do desemprego registado por nível de escolaridade, destaca-se, desde logo, o facto de ser o 1.º Ciclo do Ensino Básico o nível de escolaridade com maiores efectivos.

Apesar de algumas diferenças, segundo o mês de referência, esta é uma tendência que se mantém entre 2004 e meados de 2006.

Concomitantemente, assiste-se a uma diminuição dos valores relativos aos desempregados que não possuem nenhuma qualificação escolar. Por fim, saliente-se o crescimento mais acentuado nos dados relativos a 2006, dos desempregados detentores de uma qualificação de nível superior.

Gráfico n.º 14 – Desemprego Registado no concelho de Celorico da Beira segundo o Nível de Escolaridade (valores absolutos) - (2004 - 2006)

47 40 48 13

31 175

34 28 8

44 2110

51 53 36 23

35 33 23

150 200 250 300

(58)

43

No que diz respeito à taxa de variação, em Celorico da Beira e na globalidade do período em análise, verifica-se uma diminuição dos efectivos em quase todos os níveis de escolaridade, variando esta diminuição entre 12,5% (3.º CEB) e 50% (Nenhum nível de escolaridade). A excepção a esta quebra nos valores do desemprego registado acontece concretamente no nível de escolaridade superior, que regista um aumento de 76,9%

7

.

7 Saliente-se, uma vez mais, que, apesar da expressão desta percentagem, os valores absolutos que estão na sua origem são 10 indivíduos.

(59)

Gráfico n.º 15 – Taxa de Variação do Desemprego Registado segundo o Nível de Escolaridade (Celorico da Beira e Beira Interior Norte)

(Janeiro 2004 – Junho 2006)

-50,0

-17,0 -15,7 5,2

-25,5

-10,9 -12,5 15,6

-31,3 -13,9

76,9

7,0

-100,0 -50,0 0,0 50,0 100,0

Nenhum 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Secundário Superior

Celorico da Beira Beira Interior Norte Fonte: Instituto do Emprego e Formação Profissional

No que diz respeito à Beira Interior Norte, verifica-se um aumento do valores dos

desempregados inscritos num centro de emprego com níveis de escolaridade 1.º CEB

(5,2%), Ensino superior (7,0%) e 3.º CEB (15,6%). Saliente-se que, tal como no concelho

de Celorico da Beira, a maior quebra registou-se nos indivíduos sem nenhum nível de

escolaridade (-17,0%).

(60)

45

(61)

Gráfico n.º 16 – Desemprego registado no concelho de Celorico da Beira segundo o Grupo Etário (valores absolutos)

(2004 - 2006)

75 66 92 47

31 35 77 40

45 47 95 35

40 50 80 34

56 79 107 35

41 59 84 43

0 50 100 150 200 250 300

Janeiro 2004 Junho 2004 Janeiro 2005 Junho 2005 Janeiro 2006 Junho 2006

< 25 Anos 25-34 Anos 35-54 Anos 55 e + anos

Fonte: Instituto do Emprego e Formação Profissional

A análise da taxa de variação deste indicador põe em evidência, por outro lado, que o

grupo etário mais jovem foi, significativamente, o que registou um decréscimo mais

acentuado dos níveis de desemprego. Este dado reflecte, necessariamente, um aumento

de ofertas de emprego dirigidas a esta população e/ou que foram preferencialmente

atribuídas a este sub-grupo populacional. Do ponto de vista da intervenção, este indicador

poderá ser tão mais relevante quanto pode configurar uma ‘janela de oportunidades’ em

(62)

47 Gráfico n.º 17 – Taxa de Variação do Desemprego Registado segundo o Grupo Etário

(Celorico da Beira e Beira Interior Norte) (Janeiro 2004 – Junho 2006)

-32,6 -29,2

10,3

-5,1

12,6 19,5

12,9

0,0

-50,0 -25,0 0,0 25,0

< 25 Anos 25-34 Anos 35-54 Anos 55 e + anos

Celorico da Beira Beira Interior Norte Fonte: Instituto do Emprego e Formação Profissional

Um outro indicador importante quando se abordam os valores do desemprego registado

prende-se com o tempo de inscrição.

(63)

Gráfico n.º 18 – Desemprego Registado no concelho de Celorico da Beira segundo o Tempo de Inscrição (2004 – 2006)

65,0 35,0

64,5 35,5

72,1 27,9

70,1 29,9

71,5 28,5

71,4 28,6

0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0

Janeiro 2004 Junho 2004 Janeiro 2005 Junho 2005 Janeiro 2006 Junho 2006

< 1 Ano 1 ano e +

Fonte: Instituto do Emprego e Formação Profissional

A maioria dos desempregados do município de Celorico da Beira, de Janeiro de 2004 a Junho de 2006, estava inscrito há menos de 1 ano. Ao longo deste período, inclusivamente, o número de desempregados de longa duração diminuiu face aos desempregados há menos de um ano.

Sintetizando: os desempregados do concelho de Celorico da Beira eram maioritariamente

mulheres, com idade entre os 35 aos 54 anos de idade, com o 1º Ciclo do Ensino Básico e

(64)

49

4.2. Actividades económicas

Em 2004, as estruturas produtivas de Celorico da Beira e Beira Interior Norte tinham configurações muito semelhantes.

Em ambas as unidades territoriais, mais de 60% das empresas com sede no concelho

distribuíam-se, fundamentalmente, por 3 sectores de actividade: “Comércio por Grosso e a

Retalho, Reparação de Veículos Automóveis” (34,8% - Celorico da Beira; 33,8% - Beira

Interior Norte); “Alojamento e Restauração (Restaurantes e Similares)” (18,6% - Celorico

da Beira; 14,0% - Beira Interior Norte) e Construção (13,5% - Celorico da Beira; 18,2% -

Beira Interior Norte).

(65)

Gráfico n.º 19 - Número de Empresas8 por concelho da sede, segundo o Sector de Actividade9 (2004)

7,7 7,8

0,4 0,7 8,5 8,1

0,0 0,0 13,5

18,2

34,8 33,8

18,6 14,0

4,7 4,1

2,7 2,9 3,7 5,3 5,3 5,0 0,0

10,0 20,0 30,0 40,0

A+B C D E F G H I J K M a O

Celorico da Beira Beira Interior Norte Fonte: INE, Ficheiro de Unidades Estatísticas

Saliente-se, por fim, a presença significativa de empresas no sector de Agricultura, Produção Animal, Caça e Silvicultura, com valores na casa dos 7%.

Do ponto de vista da taxa de variação, entre 2003 e 2004, verifica-se uma diminuição do número total de empresas, mais acentuada na região do que no concelho. Os sectores que mais contribuíram para esta variação negativa foram: “Agricultura, Produção Animal, Caça e Silvicultura + Pesca” (-62,0% - Celorico da Beira; -58,2% - Beira Interior Norte);

seguido de “Transportes, Armazenagem e Comunicações” (-23,3% - Celorico da Beira; -

(66)

51

12,8% - Beira Interior Norte) e “Actividades Financeiras” (-5,0% - Celorico da Beira; -14,1%

- Beira Interior Norte).

Gráfico n.º 20 - Taxa de Variação do Número de Empresas por concelho da sede, segundo o Sector de Actividade (2003-2004)

-5,8-8,5

-62,0 -58,2

0,0 0,0 5,4

-8,9 0

33,3

14,6

7,7 9,0

-1,8

11,1 7,7

-23,3 -12,8

-5,0 -14,1

-3,7 15,2

32,1 26,0

-80,0 -60,0 -40,0 -20,0 0,0 20,0 40,0

Total A+B C D E F G H I J K M a O

Celorico da Beira Beira Interior Norte Fonte: INE, Ficheiro de Unidades Estatísticas

Ainda assim e apesar desta quebra, saliente-se a evolução positiva dos sectores

“Educação + Saúde e Acção Social + Outras Actividades de serviços Colectivos, Sociais e Pessoais” (32,1% - Celorico da Beira; 26,0% - Beira Interior Norte), mas, em particular, do sector “Construção” (14,6% - Celorico da Beira; 7,7% - Beira Interior Norte) e do sector

“Alojamento e Restauração (Restaurantes e Similares)” (11,1% - Celorico da Beira; 7,7% -

Beira Interior Norte) que, como atrás se referiu, são dois dos sectores mais presentes em

ambas as unidades territoriais.

Referências

Documentos relacionados

Este trabalho tem como objetivo contribuir para o estudo de espécies de Myrtaceae, com dados de anatomia e desenvolvimento floral, para fins taxonômicos, filogenéticos e

Para al´ em disso, quando se analisa a rentabilidade l´ıquida acumulada, ´ e preciso consid- erar adicionalmente o efeito das falˆ encias. Ou seja, quando o banco concede cr´ editos

the human rights legislated at an international level in the Brazilian national legal system and in others. Furthermore, considering the damaging events already

Desse modo, tomando como base a estrutura organizacional implantada nas SREs do Estado de Minas Gerais, com a criação da Diretoria de Pessoal, esta pesquisa permitirá

Realizar esse trabalho possibilita desencadear um processo de reflexão na ação (formação continuada), durante a qual o professor vivencia um novo jeito de

O Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb), criado em 2000, em Minas Gerais, foi o primeiro programa a fornecer os subsídios necessários para que

Com a mudança de gestão da SRE Ubá em 2015, o presidente do CME de 2012 e também Analista Educacional foi nomeado Diretor Educacional da SRE Ubá e o projeto começou a ganhar