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RELATÓRIO DA QUALIDADE DO AR

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R ELATÓRIO DA Q UALIDADE DO A R NA R EGIÃO C ENTRO

2018

Ministério do Planeamento

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro

(2)

FICHA TÉCNICA

Título:

Relatório da Qualidade do Ar na Região Centro 2018

Estudo realizado por:

Helena Lameiras

Manutenção das estações realizada por:

Horácio Matos

Edição:

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro Rua Bernardim Ribeiro, 80

3000-069 Coimbra, Portugal Tel.: 239 400 100

Fax: 239 400 115 e-mail: [email protected] url: http://www.ccdrc.pt Data de conclusão:

abril de 2019

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ÍNDICE GERAL

1 - Introdução ... 1

2 - Fontes e Efeitos dos Principais Poluentes Atmosféricos ... 2

2.1 - Dióxido de Enxofre (SO2) ... 2

2.2 - Óxidos de Azoto (NO2/NO/NOX) ... 2

2.3 - Ozono (O3) ... 3

2.4 - Monóxido de Carbono (CO) ... 4

2.5 - Partículas (PM10 e PM2,5) ... 5

3 - Enquadramento Legislativo da Qualidade do Ar ... 6

3.1 Requisitos Legais Particulares Relativos à Qualidade do Ar ... 8

3.1.1 - Dióxido de Enxofre ... 8

3.1.2 - Óxidos de Azoto ... 8

3.1.3 - Monóxido de Carbono ... 9

3.1.4 - Partículas em Suspensão ... 9

3.1.5 - Ozono ... 10

3.2 – Eficiência Requerida para Assegurar a Validade dos Dados ... 12

4 - Caracterização da Rede de Monitorização ... 13

5 - Apresentação de Resultados ... 16

5.1 – Tratamento Estatístico dos Dados de 2018 ... 18

5.1.1 – Dióxido de Enxofre (SO2) ... 18

5.1.2 - Óxidos de Azoto (NO2/NO/NOX) ... 18

5.1.3 – Ozono (O3) ... 20

5.1.4 – Monóxido de Carbono (CO) ... 21

5.1.5 – Partículas (PM10 e PM2,5) ... 22

6 – Análise de Resultados ... 23

Anexos

Anexo I – Representações Gráficas

Anexo II – Composição das Zonas e Aglomerações

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1 - Introdução

O presente relatório tem o objetivo de divulgar os dados da qualidade do ar medidos nas estações de monitorização da área de jurisdição da CCDR-Centro, no ano de 2018.

Para cada poluente medido, é efetuado um tratamento estatístico e gráfico, tendo em vista a análise comparativa com os valores normativos nacionais e comunitários.

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2 – Fontes e Efeitos dos Poluentes Atmosféricos

Neste capítulo procede-se à caracterização dos poluentes atmosféricos que se monitorizam na rede da qualidade do ar da Região Centro, nomeadamente: dióxido de enxofre, óxidos de azoto, ozono, monóxido de carbono e partículas.

2.1 - Dióxido de Enxofre (SO2)

O Dióxido de Enxofre é um gás incolor, inodoro, muito solúvel em água, que pode ocorrer naturalmente na atmosfera como resultado da atividade vulcânica. A sua origem antropogénica resulta da queima de combustíveis fósseis que contêm Enxofre, no setor de produção de energia e noutros processos industriais, podendo também ser emitido por veículos a gasóleo. É um gás irritante para as mucosas oculares e vias respiratórias, podendo ter efeitos agudos ou crónicos na saúde humana, essencialmente no aparelho respiratório. Agrava problemas cardiovasculares devido ao seu impacto na função respiratória. O Dióxido de Enxofre resultante da queima de combustíveis pode transformar-se em Trióxido de Enxofre (SO3) que, na presença de humidade atmosférica, originará Ácido Sulfúrico (H2SO4) e seus sais. Os seus efeitos nas plantas consistem na alteração do metabolismo e diminuição da taxa de crescimento, principalmente quando sujeito a temperaturas reduzidas. Outros efeitos são o necrosamento de tecidos e aumento da sensibilidade a temperaturas baixas e aos parasitas. A deposição de Dióxido de Enxofre e de aerossóis sulforados sobre edificações e materiais de construção acelera a sua corrosão e envelhecimento.

2.2 -Óxidos de Azoto (NO2/NO/NOx)

Os compostos de Azoto mais importantes em termos de poluição atmosférica são o Monóxido e o Dióxido de Azoto (NO e NO2, respetivamente). O Monóxido de Azoto é um gás incolor e inodoro, não tóxico para as concentrações habitualmente presentes na atmosfera. O Dióxido de Azoto é um gás facilmente detetável pelo odor característico, de cor acastanhada, corrosivo e extremamente oxidante. Tanto o Monóxido como o

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do metabolismo microbiano dos solos e de descargas elétricas na atmosfera (durante as trovoadas), e também antropogénica, resultante da queima de combustíveis a altas temperaturas, quer em instalações fixas, quer em veículos automóveis (principal fonte de emissão deste poluente nas áreas urbanas). Quando as condições são favoráveis, o Monóxido de Azoto emitido para a atmosfera oxida-se fotoquimicamente, originando o respetivo Dióxido. Quando as condições meteorológicas são favoráveis (radiação solar e temperatura elevadas) os Óxidos de Azoto podem reagir com os Compostos Orgânicos Voláteis (COV) originando, entre outros, o Ozono (O3), composto oxidante fotoquímico muito forte.

2.3 - Ozono (O3)

O Ozono é um gás essencial na estratosfera, na medida em que possui a capacidade de filtrar a radiação ultravioleta que atinge a superfície terrestre. No entanto, na troposfera é considerado um dos poluentes mais nocivos para a saúde. Este poluente é formado por reação lenta entre os Óxidos de Azoto (NO2, NO e NOx) e Compostos Orgânicos Voláteis (COV), por ação da radiação solar. Os Compostos Orgânicos Voláteis são emitidos nas combustões incompletas e por volatilização de combustíveis.

A formação do Ozono é lenta (período de formação de várias horas) e a sua destruição demora apenas alguns minutos. O processo de formação inicia-se com a fotólise do Dióxido de Azoto:

NO2 + h  NO + O

O Oxigénio atómico é altamente reativo, pelo que reage com o Oxigénio diatómico formando Ozono segundo a reação:

O + O2  O3

O Ozono assim formado é rapidamente destruído por reação com o Monóxido de Azoto:

O3 + NO  NO2 + O2

O Monóxido de Azoto é regenerado por esta reação e, na ausência de COV, é obtido um estado de equilíbrio dinâmico entre as reações de formação e destruição de Ozono. Nas zonas não diretamente influenciadas pelas emissões de tráfego automóvel o equilíbrio referido é atingido durante o dia, quando a radiação solar provoca a fotólise do Dióxido

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de Azoto com formação de Ozono. Durante a noite, na ausência da radiação solar necessária para iniciar a primeira fase do ciclo, o Ozono é destruído sem ser reposto, formando-se uma reserva de Dióxido de Azoto que poderá originar Ozono no dia seguinte. Este ciclo básico não permite por si só explicar a formação de ozono na atmosfera urbana. Neste caso contribuem ativamente outros oxidantes fotoquímicos formados a partir dos COV, que possuem a capacidade de oxidar o Monóxido de Azoto em Dióxido de Azoto sem consumo de Ozono. O Monóxido de Azoto ao reagir com estes oxidantes fica menos disponível para destruir o Ozono. Os COV aceleram a oxidação do Monóxido de Azoto a Dióxido de Azoto, que, por sua vez, reage na presença de radiação para formar Ozono. Esta reação em cadeia permite a formação de um excesso de Ozono mesmo quando as concentrações dos seus percursores são relativamente reduzidas.

O Ozono penetra profundamente nas vias respiratórias, afetando essencialmente os brônquios e os alvéolos pulmonares, fazendo a sua ação sentir-se mesmo em concentrações baixas e em exposições de curta duração, principalmente em crianças e asmáticos, manifestando-se, inicialmente, por irritação dos olhos, nariz e garganta, seguindo-se tosse e dor de cabeça. Os efeitos nocivos deste poluente são acentuados com a atividade física intensa, por aumento da taxa respiratória. O Ozono provoca também danos nas espécies vegetais nomeadamente, manchas nas folhas, redução do crescimento e decréscimo de produtividade. Os danos provocados pelo ozono em materiais como a borracha e pigmentos podem também ser elevados.

2.4 - Monóxido de Carbono (CO)

O Monóxido de Carbono é um gás incolor e inodoro, que ocorre naturalmente de erupções vulcânicas, fogos florestais e da decomposição da clorofila. A sua origem antropogénica resulta da combustão incompleta de combustíveis e de outros materiais orgânicos, sendo, nas grandes cidades o poluente mais abundante. Por esse motivo é considerado um bom indicador da poluição resultante do tráfego rodoviário. A sua concentração diminui rapidamente com o aumento da distância às fontes de emissão.

No que respeita à saúde humana, salienta-se que a sua tendência para se fixar na hemoglobina é cerca de 210 vezes superior à do Oxigénio, pelo que esta fica bloqueada na forma de Carboxihemoglobina. Em caso de exposição prolongada verificam-se dificuldades respiratórias que poderão conduzir à morte.

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2.5 – Partículas (PM10 e PM 2,5)

As partículas são emitidas para a atmosfera a partir de uma gama variada de fontes antropogénicas sendo as mais importantes a queima de combustíveis fósseis, os processos industriais e o tráfego rodoviário. As fontes naturais deste poluente são os vulcões, fogos florestais e a ação do vento sobre o solo. As partículas em suspensão podem apresentar-se sob a forma sólida ou líquida com dimensões que variam entre as dezenas de nanómetros e uma centena de micrómetros. As de maiores dimensões sedimentam e as de menores dimensões têm um tempo de permanência na atmosfera longo, podendo ser transportadas a grandes distâncias dos locais onde foram emitidas.

Nas zonas urbanas, a maioria das partículas têm origem a partir dos poluentes primários Dióxidos de Enxofre e de Azoto. São as partículas de diâmetro inferior a dez micrómetros que constituem o maior risco para a saúde humana provocando, nomeadamente, o aparecimento e agravamento das doenças cardíacas e respiratórias como asma, bronquite e enfisema pulmonar. As partículas de maiores dimensões são normalmente filtradas e eliminadas ao nível do nariz e vias respiratórias superiores. As partículas de diâmetro inferior a 2,5 micrómetros podem mesmo atingir os alvéolos pulmonares e penetrar no sistema sanguíneo. Refira-se também que as partículas absorvem hidrocarbonetos e metais pesados transportando-os até aos pulmões e, seguidamente, pela corrente sanguínea.

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3 – Enquadramento Legislativo da Qualidade do Ar

O Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 43/2015, de 27 de março e pelo Decreto-Lei n.º 47/2017, de 10 de maio, transpôs para o direito interno a Diretiva n.º 2008/50/CE, de 21 de maio, relativo à qualidade do ar ambiente e a um ar mais limpo na Europa, e veio revogar os Decretos-Lei nº 276/99, de 23 de julho, nº 111/2002, de 16 de abril, nº 320/2003, de 20 de dezembro, nº 279/2007, de 6 de agosto e nº 351/2007, de 23 de outubro. Este Diploma fixa os objetivos para a qualidade do ar ambiente, tendo em conta as normas, as orientações e os programas da Organização Mundial da Saúde, destinados a evitar, prevenir ou reduzir as emissões de poluentes atmosféricos.

A legislação sobre qualidade do ar impõe a divisão do território em Zonas e Aglomerações, sujeitando-as a uma avaliação obrigatória da qualidade do ar. Estas áreas são definidas como:

- Zonas – áreas geográficas de características homogéneas, em termos de qualidade do ar, ocupação do solo e densidade populacional;

- Aglomerações – zonas caracterizadas por um número de habitantes superior a 250 000 ou em que a população seja igual ou fique aquém de tal número de habitantes, desde que não inferior a 50 000, sendo a densidade populacional superior a 500 habitantes/ km2.

Em cumprimento do estabelecido legalmente, tendo em conta os dados dos Censos 91, dados de orografia, de uso do solo e as campanhas de monitorização realizadas, foram estabelecidas a nível nacional 13 Aglomerações e 11 Zonas. Na área de jurisdição da CCDR-Centro, foram delimitadas as Aglomerações de Coimbra e Aveiro/Ílhavo e as Zonas Centro Interior, Centro Litoral e de Influência de Estarreja, esta última agora denominada Zona Litoral Noroeste do Baixo Vouga.

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O Decreto-Lei nº 102/2010, na sua atual redação, define Valores Limite1, Valores Alvo2 e Valores Limiar de Alerta3 para os diversos poluentes.

A ultrapassagem dos Valores Limite (definidos como parâmetros estatísticos anuais) obrigará à execução de Planos e Programas integrados, com vista à redução dos valores em causa, de modo que lhes seja dado cumprimento nas Zonas e Aglomerações.

No que toca à ultrapassagem dos Valores Limiar de Alerta, obriga a legislação a que, nos casos em que se verifique risco da sua ocorrência, sejam elaborados Planos de Ação de Curto Prazo, com o objetivo de reduzir as ultrapassagens e/ou limitar a sua duração.

Assim, são impostas duas abordagens distintas: uma curativa ou de remediação e outra que obriga à análise mais profunda e que poderá implicar a imposição de condições mais restritivas e de fundo no que se refere às diversas atividades responsáveis pela emissão dos poluentes em causa.

Dada a sua natureza, o Ozono – poluente secundário4- dispõe de um tratamento distinto dos restantes poluentes, não tendo sido definidos Valores Limite, substituindo- os por Valores Alvo a aplicar no ano 2010. Nesse sentido, para este poluente, apenas obriga à preparação e execução de Planos de Curto Prazo, com vista a reduzir o risco e duração de ultrapassagens dos Valores Limiar de Alerta e de Informação, por forma a minimizar os perigos inerentes para a saúde humana. Para este poluente a legislação prevê a medição de substâncias precursoras de ozono, nomeadamente óxidos de azoto, bem como compostos orgânicos voláteis.

O poluente PM2,5 dispõe de Objetivo Nacional de Redução da Exposição, Valor Alvo e Valor Limite.

1 Valor Limite - nível de poluentes na atmosfera, fixado com base em conhecimentos científicos, cujo valor não pode ser excedido, durante períodos previamente determinados, com o objetivo de evitar, prevenir ou reduzir os efeitos nocivos na saúde humana e ou no meio ambiente.

2 Valor Alvo – nível fixado com o objetivo de evitar a longo prazo efeitos nocivos para a saúde humana e ou meio ambiente, a ser alcançado, na medida do possível, num período determinado.

3 Limiar de Alerta – nível de poluentes na atmosfera acima do qual uma exposição de curta duração apresenta riscos para a saúde humana e a partir do qual devem ser adotadas medidas imediatas, segundo as condições fixadas no presente diploma.

4 O Ozono Troposférico é um poluente que não é emitido diretamente para a atmosfera por nenhuma fonte; resulta de reações químicas complexas entre os Óxidos de Azoto e os Compostos Orgânicos Voláteis na presença de Radiação Solar e de Temperaturas Elevadas.

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3.1 - Requisitos Legais Particulares Relativos à Qualidade do Ar

Deste sub-capítulo consta a apresentação dos requisitos legais particulares para os poluentes atmosféricos que são medidos nas estações da qualidade do ar da rede da Região Centro.

3.1.1 - Dióxido de Enxofre

No Quadro 1 estão apresentados os Valores Limite definidos para a Proteção da Saúde Humana, constantes no Anexo XII do Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro, na sua atual redação, e os Níveis Críticos para a Proteção da Vegetação, definidos no Anexo XIV, do mesmo Diploma.

Quadro 1 – Valores Limite para a Proteção da Saúde Humana e Níveis Críticos para a Proteção da Vegetação, relativamente ao Dióxido de Enxofre

Tipo Período Valor Limite

VL horário para a Proteção da

Saúde Humana 1 hora 350 g/m3, a não exceder mais de

24 vezes por ano VL diário para a Proteção da

Saúde Humana 24 horas 125g/m3, a não exceder mais de

3 vezes por ano

Níveis críticos para a Proteção da Vegetação

Ano Civil e Período de Inverno

(1 de Outubro a 31 de Março)

Nível Crítico 20g/m3

Segundo o Anexo XIII, do Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro, na sua atual redação, o Valor Limiar de Alerta para o Dióxido de Enxofre é de 500g/m3 medido em três horas consecutivas, em locais que sejam representativos da qualidade do ar numa Zona, numa Aglomeração ou numa área de pelo menos 100km2, consoante a que apresentar menor área.

3.1.2 - Óxidos de Azoto

Relativamente aos Óxidos de Azoto, o Quadro 2 mostra os Valores Limite para a Proteção da Saúde Humana e do Quadro 3 constam os Níveis Críticos para a Proteção

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Quadro 2 – Valores Limite para a Proteção da Saúde Humana, relativamente aos Dióxido de Azoto.

Tipo Período Valor Limite

VL para a Proteção da Saúde Humana

1 hora 200g/m3, a não exceder mais de

18 vezes por ano Ano Civil

(Média Anual) 40 g/m3

Quadro 3 –Níveis Críticos para a Proteção da Vegetação, relativamente aos Óxidos de Azoto.

Tipo Período Valor Limite

Níveis críticos para a Proteção da Vegetação

Ano Civil (Média Anual)

Nível Crítico 30g/m3

O Valor Limiar de Alerta para o Dióxido de Azoto, definido no Anexo XIII do Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro, na sua atual redação, é de 400g/m3, medido em três horas consecutivas, em locais que sejam representativos da qualidade do ar numa zona, numa aglomeração ou numa área de pelo menos 100km2, consoante a que apresentar menor área.

3.1.3 - Monóxido de Carbono

O Valor Limite para a Proteção da Saúde Humana, relativo ao poluente Monóxido de Carbono, fixado no Decreto-Lei n.º 102/2010,de 23 de setembro, na sua atual redação, é apresentado no Quadro 4.

Quadro 4 – Valor Limite para a Proteção da Saúde Humana definido, para o Monóxido de Carbono

Tipo Parâmetro Valor Limite

Valor Limite para a Proteção da Saúde Humana

Máximo diário das Médias de oito horas

(médias deslizantes) 10 000 g/m3

3.1.4 - Partículas em Suspensão

Relativamente a Partículas em Suspensão (PM10) os Valores Limite para a Proteção da Saúde Humana encontram-se definidos no Anexo XII do Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro, na sua atual redação.

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Quadro 5 – Valores Limite para a Proteção da Saúde Humana definidos, para o poluente Partículas em Suspensão PM10.

Tipo Período Valor Limite

VL para a Proteção da Saúde Humana

24horas 50g/m3, a não exceder mais de

35 vezes por ano

Ano Civil 40 g/m3

No que se refere ao poluente partículas (PM2,5), o mesmo diploma no seu Anexo XV, estabelece um objetivo nacional de redução da exposição, Valor Alvo e Valor Limite. A determinação do objetivo nacional tem por base o cálculo do Indicador da Exposição Média (IEM), o qual se encontra sujeito à obrigação em matéria de concentração de exposição.

Os Quadros 6 e 7 ilustram apenas o Valor Alvo e os Valores Limite para o PM2,5, respetivamente, não sendo apresentada a restante informação constante do Anexo XV do Decreto-Lei n.º 102/2010,de 23 de setembro, na sua atual redação.

Quadro 6 – Valor Alvo definido para o poluente Partículas em Suspensão PM2,5.

Período de Referência Valor-Alvo Data-Limite para a observância do

valor-alvo

Ano civil 25 g/m3 1 de Janeiro de 2010

Quadro 7 – Valores Limites definidos para o poluente Partículas em Suspensão PM2,5.

Período de Referência Valor Limite Data limite para observância do

Valor limite Ano civil

1ª Fase 25 g/m3 2015

2ª Fase(1) 20 g/m3 1 de Janeiro de 2020

(1) 2ª fase – valor limite indicativo a rever pela Comissão em 2013 à luz de novas informações sobre os efeitos sanitários e ambientais, a viabilidade técnica e a experiência obtida com o valor alvo nos Estados Membros.

3.1.5 – Ozono

Segundo o Decreto-Lei n.º 120/2010, de 23 de setembro, na sua atual redação, relativo ao Ozono no ar ambiente, os requisitos que deverão ser respeitados são os que se apresentam nos Quadros 8, 9 e 10, constante dos Anexos XIII e VIII daquele diploma, respetivamente.

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Quadro 8 – Valores Limiar de Informação e de Alerta da População do Ozono (Anexo XIII)

Tipo Período Valor

Limiar de Informação da População Valor médio de 1 hora 180g/m3

Limiar de Alerta à População Valor médio de 1 hora 240g/m3

Quadro 9 – Valores Alvo da Proteção da Saúde Humana e da Vegetação, para o poluente Ozono (Anexo VIII)

Tipo Parâmetro Valor Alvo para 20105

Valor Alvo para Proteção da Saúde Humana

Valor Máximo das Médias Octo-horárias do dia6

120g/m3 não deve ser excedido em mais de 25 dias por ano civil, calculados em média em relação a 3

anos Valor Alvo para Proteção da Vegetação AOT407 Calculado com base nos valores

horários medidos de Maio a Julho

18 000g/m3h ,calculados em média em relação a 5 anos

Quadro 10 – Objetivos a Longo Prazo para a Proteção da Saúde Humana e da Vegetação, para o poluente Ozono (Anexo VIII)

Tipo Parâmetro Objetivo

(não definida a data de cumprimento) Objetivo a Longo Prazo para Proteção da

Saúde Humana

Valor Máximo da Média diária octo-

horária num ano civil 120g/m3

Objetivo a Longo Prazo para Proteção da Vegetação

AOT40 Calculado com base nos valores

horários medidos de Maio a Julho 6 000g/m3h

5O cumprimento dos valores alvo será avaliado a partir desta data. Assim, 2010 será o primeiro ano cujos dados são utilizados para a avaliação da conformidade nos três anos ou cinco anos seguintes, consoante o caso.

6O valor máximo diário das médias octo-horárias é selecionado com base nas médias obtidas por períodos consecutivos de oito horas, calculadas a partir dos dados horários e atualizados de hora a hora.

7AOT40 (expresso em g/m3.h) é a soma das diferenças entre as concentrações horárias superiores a 80g/m3 e o valor de 80g/m3, num determinado período, utilizando apenas os valores horários determinados diariamente entre as 8 e as 20 horas. No caso de não se encontrarem disponíveis todos os dados medidos possíveis medir, o valor deve ser corrigido segundo a fórmula seguinte:

m edidos horários valores de núm ero

possível horas de total núm ero Calculado

AOT Estim ativa

AOT40( ) 40( )

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3.2 - Eficiência requerida para assegurar a validade dos dados

Desde o ano 2007 que o período de integração dos valores medidos pelos vários analisadores instalados é de 15minuntos. Relativamente às médias horárias, o seu cálculo é efetuado se existirem naquele período de tempo 75 % das médias de 15 minutos, ou seja 3 médias de 15 minutos válidas.

No que se refere à avaliação da qualidade dos dados recolhidos (medições fixas) foram seguidas neste trabalho as disposições do Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro, na sua atual redação, que estabelece uma taxa de eficiência mínima de recolha de dados de 90%. No entanto, tendo em conta o estabelecido no Guia dos Anexos da Decisão 97/101/CE, de 27 de janeiro de 1997, relativo à troca de informação, revista de acordo com a Decisão 2001/752/CE, de 17 de outubro de 2001, como não foi tida em conta a perda de dados decorrente de ação de manutenção e calibração, foi considerada uma taxa mínima de recolha de dados de apenas 85%.

No caso do Ozono, para verificação dos requisitos impostos pela Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro, na sua atual redação, no quadro infra indicam-se os critérios de validade aplicáveis aos vários parâmetros estatísticos.

Quadro 11 – Critérios de Validação relativos à recolha de dados e cálculo de Parâmetros Estatísticos.

Parâmetro Percentagem de dados válidos requerida

Valores Horários 75% (45 minutos)

Valores relativos a 8 horas 75% dos valores horários (6 horas)

Valores máximos diários das médias octo-horários, calculadas por períodos consecutivos de 8 horas

75% das médias octo-horárias (18 médias oito horas/dia)

AOT40 90% dos valores horários no período definido para o cálculo do

AOT40

Média anual 75% dos valores horários correspondentes aos períodos de Verão

(abril a setembro) e de Inverno (janeiro a março e o outubro a dezembro), considerados separadamente

Número de Excedências e Valores máximos mensais 90% dos valores médios dos máximos diários correspondentes a períodos de oito horas (27 valores diários/mês)

90% dos valores horários determinados entre as 8 e as 20 h (Hora da Europa Central)

Número de Excedências e Valores Máximos anuais Valores relativos a 5 meses do semestre de Verão (abril a setembro)

No quadro seguinte apresentam-se os critérios de validação aplicáveis aos vários parâmetros estatísticos dos poluentes Dióxido de Enxofre, Dióxido de Azoto, Monóxido

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Quadro 12 – Critérios de Validação relativos à recolha de dados e cálculo de Parâmetros Estatísticos.

Parâmetro Percentagem de dados válidos requerida

Valores Horários 75% (45 minutos)

Valores relativos a 8 horas 75% dos valores horários (6 horas)

Valores máximos diários das médias octo-horários, calculadas por períodos consecutivos de 8 horas

75% das médias octo-horárias (18 médias oito horas/dia) Valores por períodos de 24 horas 75% das médias horárias (pelo menos 18 valores)

Média anual 90% (1) dos valores de 1 hora ou (se estes não estiverem

disponíveis) dos valores por períodos de 24 horas ao longo do ano

(1) Os requisitos em matéria de cálculo da média anual não incluem as perdas de dados decorrentes da calibração regular e da manutenção periódica dos instrumentos.

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4 – Caracterização da Rede de Monitorização

A Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional do Centro dispõe na sua área de jurisdição de nove estações de monitorização da qualidade do ar afetas à Rede Nacional de Medição da Qualidade do Ar.

Face à necessidade de proceder à avaliação da qualidade do ar em todo o território, com vista a dar cumprimento ao disposto no DL nº 102/2010, de 23 de setembro, na sua atual redação, foram delimitadas na Região Centro três Zonas (Zonas Centro Interior, Centro Litoral e Litoral Noroeste do Baixo Vouga (ex Zona de Influência de Estarreja)) e duas Aglomerações (Coimbra e Aveiro/Ílhavo).

Na Figura 1 é apresentada a delimitação das Zonas e Aglomerações da Região Centro, bem como as estações de monitorização nelas instaladas.

No Anexo II é discriminada a composição das Zonas e Aglomerações da Região Centro.

Pelo Grupo de Trabalho constituído para implementação desta legislação (que integra o ex-Instituto do Ambiente, as ex-DRAOT e a Universidade Nova de Lisboa), foi definido que cada Aglomeração deveria possuir: uma estação para acompanhamento da poluição originada pelo tráfego automóvel (equipada preferencialmente com analisadores de NOx, CO, PM10) e outra com uma localização tal, que não sofra influência direta de qualquer fonte emissora (equipada preferencialmente com analisadores de SO2, NOx, O3 e PM10).

Relativamente às Zonas Centro Interior e Litoral, foi estabelecido que o seu acompanhamento seria efetuado com, pelo menos, uma estação de monitorização do tipo fundo regional (representativas de vastas áreas, dado que se encontram a distâncias consideráveis de fontes de emissão), na qual seriam medidos os poluentes SO2, NOx, O3

e PM10. A Região Centro dispõe de duas estações deste tipo, em cada Zona.

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A Zona Litoral Noroeste do Baixo Vouga, dispõe de uma estação, que foi relocalizada no final do ano de 2016, de modo a dar cumprimento aos critérios estabelecidos legalmente de localização de um ponto fixo de amostragem, a qual pelas características da área onde se situa e do tipo de influência em termos de emissões atmosféricas, é classificada como Urbana de Fundo.

Figura 1 - Delimitação das Zonas e Aglomerações da Região Centro, identificação e localização das respetivas estações de monitorização.

No Quadro seguinte, resumem-se as características gerais das Estações de cada Zona e Aglomeração.

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Quadro 133 – Caracterização da Rede de Monitorização da Qualidade do Ar da Região Centro, ano 2018

Zona/

Aglomeração Estação

(Concelho) Classificação Poluentes Monitorizados

SO2 NOx O3 PM10 PM2,5 CO

Aglomeração de Coimbra

Instituto Geofísico

(Coimbra) Urbana de Fundo

Av. Fernão Magalhães

(Coimbra)

Tráfego

Aglomeração de Aveiro/Ílhavo

EB 2,3 Gabriel Ançã (Ílhavo)

Urbana de Fundo

Escola Secundária José Estêvão

(Aveiro)

Tráfego

Zona Centro Litoral

Ervedeira

(Leiria) Regional de

Fundo √ (1)

Montemor-o- Velho (Montemor-o-

Velho)

Regional de

Fundo √ (2) √ (2) √ (2)

Zona Centro Interior

Salgueiro

(Fundão) Regional de

Fundo

Fornelo do Monte (Vouzela)

Regional de

Fundo

Zona Litoral Noroeste do Baixo Vouga

Estarreja Industrial

(1) Este poluente deixou de ser monitorizado a 6/7/2018;

(2) Estes poluentes deixaram de ser monitorizados a 13/10/2018, na sequência da tempestade Leslie;

A CCDR-Centro dispõe de uma base de dados da qualidade do ar, desenvolvida no software ATMIS, que permite a recolha remota dos dados medidos em cada estação da qualidade do ar, o seu armazenamento e tratamento.

(20)

5 – Apresentação de Resultados

Neste capítulo, apresentam-se os resultados do tratamento estatístico efetuado aos dados recolhidos nas estações de monitorização da qualidade do ar da Região Centro.

O tratamento estatístico apresentado tem em conta os objetivos de monitorização de cada poluente atendendo aos critérios de localização de macro e microescala legalmente definidos.

A apresentação do tratamento estatístico é efetuada por poluente atmosférico.

No que se refere ao poluente Ozono e quanto aos seus Objetivos a Longo Prazo, estes são apresentados com caráter meramente indicativo, porquanto não existe uma data definida para o seu cumprimento.

Para o poluente Partículas (PM2,5) apenas é determinado o Valor Alvo, dado que o cumprimento deste parâmetro já se encontra em vigor.

Salienta-se que, para o poluente Monóxido de Azoto monitorizado na rede da qualidade do ar da CCDR Centro, apesar de não dispor de Valor Limite, são determinados alguns parâmetros estatísticos.

Quanto à Proteção da Vegetação e dos Ecossistemas, a abordagem efetuada recai, tal como previsto legalmente, sobre as estações a mais de 20Km das Aglomerações e a mais de 5km de outras zonas urbanizadas, instalações industriais ou auto-estradas ou estradas principais, pelo que apenas se avalia a qualidade do ar, para este efeito, em estações do tipo regional de fundo.

Em suma, a análise estatística efetuada prende-se essencialmente com a verificação do cumprimento dos Valores Limite, Valores Alvo e Valores Limiares legislados que se encontram efetivamente em vigor.

(21)

Mais se informa que, os parâmetros estatísticos determinados para estações que dispõem de uma taxa de eficiência inferior a 85% encontram-se apresentados a vermelho ou simplesmente são representados por SE (sem eficiência).

No Anexo I podem consultar-se as representações gráficas consideradas mais pertinentes, tendo sempre em atenção os parâmetros de caracterização da qualidade do ar utilizados na legislação. A sua apresentação é efetuada por poluente. Deste Anexo constam representações gráficas relativas aos poluentes Dióxido de Enxofre (SO2), Óxido de Azoto (NO2, NO e NOx), Ozono (O3), Monóxido de Carbono (CO) e Partículas (PM10 e PM2,5).

(22)

5.1 – Tratamento Estatístico dos Dados de 2018

5.1.1 -

Dióxido de Enxofre (SO2)

Quadro 5.1 – Parâmetros estatísticos relativos ao dióxido de enxofre (SO2)

Zona/

Aglomeração

Concelho/

Estação

Eficiência de dados (%)

Máximo (g/m3)

P50 g/m3 P98 g/m3 Média anual* (g/m3)

Valores Limite para a Proteção da Saúde Humana

Valor Limiar de

Alerta

Nível Crítico para a Proteção da Vegetação

H D

P.

Inv.

(1)

H D

n.ºcasos>

350g/m3* (Máx=24ex)

n.ºcasos>

125g/m3**

(Máx=3exc)

500g/m3* (3 h consec)

Média ano civil*

(20g/m3)

Média Período Inverno*

(20g/m3) Aglomeração de

Aveiro/Ílhavo

Ílhavo/Escola

EB2,3 Ílhavo 96 96 - 15 4 0 4 0 0 0 0 - -

Zona Centro Interior

Fundão/

Salgueiro 68 68 95 7 2 0 2 0 0 0 0 0 0

Zona Centro Litoral

Leiria/

Ervedeira 81 81 96 55 19 2 25 4 0 0 0 4 6

Zona Litoral Noroeste do Baixo Vouga

Estarreja 99 100 - 29 10 1 7 1 0 0 0 - -

(1) Período Inverno - 1 de outubro de 2018 a 31 de março de 2019

* Médias horárias

** Médias diárias

(-) Parâmetro não monitorizado

Nota: os parâmetros estatísticos assinalados a vermelho dispõem de uma taxa de eficiência de recolha de dados inferior ao legislado (< 85%)

5.1.2 –

Óxidos de Azoto (NO2, NO e NOx) Dióxido de Azoto (NO2)

Quadro 5.2 – Parâmetros estatísticos relativos ao dióxido de azoto (NO2)

Zona/

Aglomeração

Concelho/

Estação

Eficiência dados (%)

Máx*

(g/m3)

Média anual*

(g/m3) P50 * (g/m3)

P98 * (g/m3)

Valores Limite para a Proteção da

Saúde Humana*

Valor Limiar de Alerta*

n.ºcasos>

200g/m3 (Máx=18

exc.)

Média anual (40g/m3)

VLA = 400

g/m3* (durante 3 h consecutivas) Aglomeração

de Coimbra

Coimbra/ Inst.

Geofísico 98 88 14 11 51 0 14 0

Coimbra/ Av. F.

Magalhães 37 108 28 25 66 0 28 0

Aglomeração de Aveiro/Ílhavo

Aveiro/ Escola

Sec. J. Estêvão 72 118 23 21 62 0 23 0

Ílhavo/ Escola

EB2,3 53 65 11 9 31 0 11 0

Zona Centro Interior

Vouzela/ Fornelo

Monte 57 25 2 1 8 0 1 0

Fundão/ Salgueiro 29 17 5 5 10 0 5 0

Zona Centro Litoral

Leiria/ Ervedeira 46 120 3 3 11 0 3 0

Montemor-o-

Velho 42 65 7 5 21 0 7 0

Zona Litoral Noroeste do Baixo Vouga

Estarreja 96 98 9 7 28 0 9 0

* Médias horárias

Nota: os parâmetros estatísticos assinalados a vermelho dispõem de uma taxa de eficiência de recolha de dados inferior ao legislado (< 85%)

(23)

Monóxido de Azoto (NO)

Quadro 5.3 – Parâmetros estatísticos relativos ao monóxido de azoto (NO)

Zona/

Aglomeração

Concelho/

Estação

Eficiência dados H (%)

Máximo*

(g/m3)

Média anual*

(g/m3)

P50 * (g/m3)

P98 * (g/m3)

Aglomeração de Coimbra

Coimbra/ Inst. Geofísico 98 168 2 1 19

Coimbra/ Av. F.

Magalhães 37 370 21 14 97

Aglomeração de Aveiro/Ílhavo

Aveiro/ Escola Sec. J.

Estêvão 72 247 5 2 38

Ílhavo/ Escola EB2,3 53 29 1 0 9

Zona Centro Interior

Vouzela/ Fornelo Monte 57 21 0 0 1

Fundão/ Salgueiro 29 4 0 0 0

Zona Centro Litoral

Leiria/

Ervedeira 46 59 0 0 1

Montemor-o-Velho 42 26 1 1 3

Zona Litoral Noroeste

do Baixo Vouga Estarreja 96 89 6 3 34

* Médias horárias

Nota: os parâmetros estatísticos assinalados a vermelho dispõem de uma taxa de eficiência de recolha de dados inferior ao legislado (< 85%)

Óxidos de Azoto (NOx)

Quadro 5.4 – Parâmetros estatísticos relativos a óxidos de azoto (NOx)

Zona/

Aglomeração

Concelho/

Estação

Eficiência dados

(%) Máximo*

(g/m3)

Média anual*

(g/m3)

P50 * (g/m3)

P98 * (g/m3)

Nível Crítico para a Proteção da Vegetação

H P.

Inv.

(1)

Média ano civil*

(30g/m3)

Média Período Inverno*

(30g/m3) Aglomeração de

Coimbra

Coimbra/ Inst.

Geofísico 98 - 318 17 12 75 - -

Coimbra/ Av. F.

Magalhães 37 - 631 60 47 198 - -

Aglomeração de Aveiro/Ílhavo

Aveiro/ Escola Sec.

J. Estêvão 72 - 466 30 23 116 - -

Ílhavo/ Escola

EB2,3 53 - 81 9 6 37 - -

Zona Centro Interior

Vouzela/ Fornelo

Monte 57 66 56 2 1 8 2 1

Fundão/ Salgueiro 29 42 15 3 3 9 3 5

Zona Centro Litoral

Leiria/

Ervedeira 46 33 45 3 3 10 3 8

Montemor-o-Velho 42 0 37 5 4 17 5 -

Zona Litoral Noroeste do Baixo Vouga

Estarreja 96 - 203 18 12 74 - -

* Médias horárias

(24)

5.1.3 –

Ozono (O3)

Quadro 5.5 – Parâmetros estatísticos relativos ao ozono (O3) (base horária)

Zona/

Aglomeração

Concelho/

Estação

Efic.

dados H (%)

Max. * (g/m3)

Média anual*

(g/m3) P50 * (g/m3)

P98 * (g/m3)

P99,9*

(g/m3)

Valores Limiares para a Proteção da Saúde Humana *

Informação (nºcasos

>180g/m3)

Alerta (nºcasos

>240g/m3)

Alerta**

(nºcasos

>240g/m3) Aglomeração

de Coimbra

Coimbra/

Inst.

Geofísico

99 160 53 54 107 153 0 0 0

Aglomeração de Aveiro/Ílhavo

Ílhavo/

Escola EB2,3

95 261 52 55 104 158 4 1 0

Zona Centro Interior

Vouzela/

Fornelo Monte

83 172 78 77 123 154 0 0 0

Fundão/

Salgueiro 97 123 56 58 101 115 0 0 0

Zona Centro Litoral

Leiria/

Ervedeira 52 125 68 70 106 120 0 0 0

Montemor-

o-Velho 78 247 80 80 127 164 3 1 0

Zona Litoral Noroeste do Baixo Vouga

Estarreja 68 241 42 41 108 159 4 1 0

* Médias horárias

** Três horas consecutivas (-) Parâmetro não monitorizado

Nota: os parâmetros estatísticos assinalados a vermelho dispõem de uma taxa de eficiência de recolha de dados inferior ao legislado (< 85%)

Quadro 5.6 – Parâmetros estatísticos relativos ao ozono (O3) (base octo-horária)

Zona/

Aglomeração

Concelho/

Estação Efic.

Dados

* (%)

Max.*

(g/m3) Média anual*

(g/m3) P50 * (g/m3)

P98 * (g/m3)

P99,9*

(g/m3)

Valor Alvo para a Proteção da Saúde Humana

Objetivo Longo Prazo Proteção Saúde

Humana***

nº casos** >

120 g/m3 (Max= 25 exc,

1 ano)

nº casos** >

120 g/m3 ( Max= 25 exc, média de 5 anos)

Máximo das médias octo-horárias do dia,

num ano civil (Max = 120g/m3) Aglomeração

de Coimbra

Coimbra/

Inst.

Geofísico

98 148 53 54 99 138 4 6 148

Aglomeração de Aveiro/Ílhavo

Ílhavo/

Escola EB2,3

95 175 52 53 97 146 6 4 175

Zona Centro Interior

Vouzela/

Fornelo Monte

83 157 78 77 119 146 16 27 (a) 157

Fundão/

Salgueiro 97 115 55 58 96 108 0 8 115

Zona Centro Litoral

Leiria/

Ervedeira 52 117 68 70 103 116 0 8 (b) 117

Montemor-

o-Velho 78 175 80 80 123 161 31 25 (c) 175

Zona Litoral Noroeste do Baixo Vouga

Estarreja 68 166 42 41 99 148 5 10 (c) 166

*Média octo-horária consecutiva

** Máximo das médias octo-horárias do dia

*** Não definida a data de entrada em vigor (-) Parâmetro não monitorizado

Nota: os parâmetros estatísticos assinalados a vermelho dispõem de uma taxa de eficiência de recolha de dados inferior ao legislado (< 85%) (a) Média relativa aos 5 anos consecutivos com eficiência >= 75% (2012-2016)

(b) Média relativa aos 5 anos consecutivos com eficiência >= 75% (2013-2017) (c) Média relativa aos 5 anos consecutivos com eficiência >= 75% (2011-2015) Excedência

(25)

Quadro 5.7 – Parâmetros estatísticos relativos ao ozono (O3) (AOT40)

Zona/

Aglomeração

Concelho/

Estação

Eficiência AOT40 Maio a Julho (das 8 às 20h)

Valor Alvo para a Proteção da Vegetação

Objetivo Longo Prazo para a Proteção da Vegetação*

AOT40 (Maio a Julho) (VAlvo = 18 000g/m3h)

Média 5 anos

AOT40 (Maio a Julho) (Max = 6 000g/m3h)

Zona Centro Interior

Vouzela/ Fornelo Monte 98 10659 9216

Fundão/ Salgueiro SE 15922 (a) -

Zona Centro Litoral

Leiria/ Ervedeira SE 6546 (a) -

Montemor-o-Velho 100 12371 (b) 14223

* Não definida a data de entrada em vigor (-) Parâmetro não monitorizado

SE – AOT40 não determinado por dispor de uma eficiência inferior a 90%

(a)Média dos últimos 5 anos consecutivos com eficiência >=75% (2013-2017) (b)Média dos últimos 5 anos consecutivos com eficiência >=75% (2011-2015)

5.1.4 –

Monóxido de Carbono (CO)

Quadro 5.8 – Parâmetros estatísticos relativos ao monóxido de carbono (CO)

Zona/

Aglomeração

Concelho/

Estação

Eficiência dados

(%)

Máximo (g/m3)

Média Anual (g/m3)

P50*

(g/m3) P98*

(g/m3)

Valor Limite para a Proteção da Saúde

Humana**

Horária Octo-

horária Horária Octo-

horária Horária Octo- horária

Máximo Anual das Médias Oito horas (10 000 g/m3) Aglomeração

de Aveiro/Ílhavo

Aveiro/ Escola

Sec. J. Estêvão 91 90 1510 1572 203 203 156 754 1572

* Médias horárias

** Médias octo-horárias consecutivas (-) Parâmetro não monitorizado

Referências

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