Universidade Federal do Rio de Janeiro
CARACTERIZAÇÃO TEXTURAL E MINERALÓGICA DAS PRAIAS BRAVA E SÃO GONÇALO NA REGIÃO DA COSTA VERDE, ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Joseane Ribeiro Santos
2014
MUSEU NACIONAL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
CARACTERIZAÇÃO TEXTURAL E MINERALÓGICA DAS PRAIAS BRAVA E SÃO GONÇALO NA REGIÃO DA COSTA VERDE, ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Joseane Ribeiro Santos
Monografia apresentada ao Programa de Pós- graduação em Geologia do Quaternário, Museu Nacional, Universidade federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Especialista em Geologia do Quaternário.
Orientador (a): Profa. Dra. Eliane Guedes
Rio de Janeiro Abril de 2014
CARACTERIZAÇÃO TEXTURAL E MINERALÓGICA DAS PRAIAS BRAVA E SÃO GONÇALO NA REGIÃO DA COSTA VERDE, ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Joseane Ribeiro Santos
Orientador(a): Profa. Dra. Eliane Guedes
Monografia submetida ao Programa de Pós- Graduação em Geologia do Quaternário, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Especialista em Geologia do Quaternário.
Aprovada por:
_______________________________________
Presidente, Profa. Dra. Eliane Guedes
_______________________________________
Prof. Dr. Ciro Ávila
_______________________________________
Prof. Dr. Antônio Soares da Silva
Rio de Janeiro Abril, 2014
Santos, Joseane Ribeiro.
Caracterização textural e mineralógica das praias Brava e São Gonçalo, na região da Costa Verde, Estado do
Rio de Janeiro/ Joseane Ribeiro Santos – Rio de Janeiro: UFRJ/MN, 2014 xv, 79 f. il. ;31 cm.
Orientador (a): Eliane Guedes.
Monografia – UFRJ/MN/Programa de Pós-graduação em Geologia do Quaternário, 2014.
Referências Bibliográficas: f. 77-79.
1. sedimentos de praia. 2. granulometria. 3. mineralogia. Guedes, Eliane. Universidade Federal do Rio de Janeiro, pós- graduação Museu Nacional. Caracterização textural e mineralógica das praias Brava e São Gonçalo, na região da Costa Verde, Estado do Rio de Janeiro.
v AGRADECIMENTOS
Primeiramente quero agradecer a Deus pelo dom da vida e por permitir que tantas coisas boas aconteçam em minha vida.
À Gisa, minha irmã que é minha parceira na minha caminhada acadêmica e sempre me ajudou, e principalmente a minha mãe por ser uma mulher extraordinariamente forte, que me passou valores que levo pra vida toda. Ela é meu exemplo de perseverança, alegria, bondade e minha maior fã.
À minha orientadora Eliane, por me ajudar neste novo caminho da geologia e por me abrir os olhos na ideia louca de descrever a mineralogia de todas as praias de Ilha Grande rsrsrs. Foi uma ideia na visão de uma geógrafa que quer abranger tudo nos braços. Obrigada mesmo pela paciência e por aguentar minha ansiedade.
Ao professor Ciro, pelas dicas preciosas na etapa de descrição dos minerais, cada vez que eu acertava o tipo de mineral que me perguntava sentia um orgulho imenso e uma vontade de aprender mais e mais.
À Sara pelas dicas, pelo mapa e pelas risadas na sala, quando minhas costas já estavam doendo e estava sem paciência de ficar olhando os minerais na lupa. A gente conversava, e você me distraia e assim a tarefa parecia mais fácil.
À Patrícia Souto por também escolhido trabalhar na Costa Verde como tema na monografia e assim me ajudar no campo rsrsrs e ter sido uma grata amizade feita ao longo do curso, junto com a Cecília. E pela paciência por me ajudar com os mapas. Obrigada por sempre me incentivarem e pelas conversas.
Enfim agradeço por todas as pessoas que de alguma forma tornaram este trabalho possível.
vi RESUMO
CARACTERIZAÇÃO TEXTURAL E MINERALÓGICA DAS PRAIAS BRAVA E SÃO GONÇALO NA REGIÃO DA COSTA VERDE, ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Joseane Ribeiro Santos Profa. Dra. Eliane Guedes
Resumo da Monografia submetida ao Programa de Pós-graduação em Geologia do Quaternário, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de especialista em geologia do Quaternário.
A descrição dos sedimentos de praia torna-se um importante fator para a caracterização da mineralogia, e análise da forma e granulometria dos grãos. O trabalho tem como objetivo a descrição e caracterização dos sedimentos de praia, em duas praias localizadas em distintas baias na região da Costa Verde, Estado do Rio de Janeiro. Ao longo do trabalho foi realizada uma descrição dos minerais, e foram encontrados minerais comuns nas duas praias que foram o quartzo, biotita, fragmentos de rocha, monazita, granada, ilmenita, plagioclásio, turmalina, epídoto, hidromica, magnetita e anfibólio. Os minerais de cianita, silimanita, zircão e piroxênio somente foram encontrados na praia São Gonçalo. Isto pode estar relacionado as diferentes áreas nas quais os minerais são provenientes. Na análise da granulometria dos grãos, nota-se que são em geral angulosos.
Palavras- chave: sedimentos de praia, granulometria, mineralogia
Rio de Janeiro Abril de 2014
vii ABSTRACT
TEXTURAL AND MINERALOGICAL CHARACTERIZATION OF BEACHES BRAVA AND SÃO GONÇALO REGION SOUTH- FLUMINENSE OF RIO DE JANEIRO
Joseane Ribeiro Santos Eliane Guedes
Abstract da Monografia submetida ao Programa de Pós-graduação em Geologia do Quaternário, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de especialista em geologia do Quaternário.
The description of sediment beach becomes an important factor to characterize the mineralogy and granulometry and shape analysis of grains. The objective is the description and characterization of sediment beach, two beaches located in different bays of the Costa Verde, State of Rio de Janeiro, the Brava beach in Mangaratiba and São Gonçalo beach in Paraty. Throughout the work was carried out a description of the minerals, and common minerals found in the two beaches that were quartz, biotite, crushed rocks, monazite, garnet, ilmenite, plagioclase, tourmaline, epidote, hidromica, magnetite and amphibole. The minerals kyanite, sillimanite, zircon and pyroxene were found only in São Gonçalo beach. This may be related to different areas in which minerals are obtained. In the analysis of the particle size of the grains, note that they are generally angular.
Key-words: beach sediments, grain size, mineralogy
Rio de Janeiro Abril de 2014
viii SUMÁRIO
RESUMO ... vi
ABSTRACT ... vii
LISTA DE FIGURAS ... x
LISTA DE TABELAS ... xv
1. Introdução ... 17
2. Objetivos ... 18
2.1. Objetivos Gerais ... 18
2.2. Objetivos Específicos ... 18
3. Localização e vias de acesso da área de estudos ... 19
3.1. Localização Geográfica ... 19
3.2. Principais vias de acesso ... 20
3.3. Contexto Geológico ... 20
4. Contexto Geológico Regional ... 24
4.1. Unidades Pré-Cambrianas ... 24
4.2. Magmatismo Mesozoico e Cenozoico ... 24
4.3. Sedimentos Quaternários ... 25
5. Caracterização da área de estudos ... 26
5.1. Fisiografia da área de estudos ... 26
5.2. Geologia local ... 27
6. Método de Trabalho ... 29
6.1. Etapa de gabinete ... 29
6.2. Trabalho de campo ... 29
6.3. Etapa de laboratório e análise dos dados ... 33
ix
7. Apresentação dos dados: Caracterização dos sedimentos de praia ... 38
7.1. Praia São Gonçalo ... 43
7.2. Praia Brava ... 59
8. Considerações finais e conclusões ... 72
9. Referências Bibliográficas ... 77
x LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Mapa de localização da área de estudo, mostrando os municípios de Paraty e Mangaratiba na Região da Costa Verde, Estado do Rio de Janeiro. ... 19 Figura 2: Mapa geológico simplificado do Orógeno Ribeira, extraído de Heilbron et al, 2004.
... 21
Figura 3: Mapa geológico regional da área de estudo. No mapa são mostrados os tipos de rochas presentes na área de estudo, destacando que na área da praia São Gonçalo, prevalece a presença de granito e gnaisse aluminoso, rocha calcissilicática e na praia Brava o granito.
... 23 Figura 4: Granito – Paraty, que é um exemplo de tipos de rochas encontradas no entorno da praia São Gonçalo no município de Paraty, que foi observado durante a etapa de campo realizada. ... 28 Figura 5: Fotografia mostrando as rochas de migmatitos do embasamento que estão expostas na praia Brava, foram observadas na etapa de campo e foi o local em que a amostra 3 foi coletada. Fotografia: Patrícia Souto ... 29 Figura 6: Exemplo de amostra de sedimento de praia coletado para ser concentrado em bateia durante o trabalho de campo. Ponto coletado na porção distal da Praia São Gonçalo, região da Costa Verde, Rio de Janeiro. ... 30 Figura 7: Exemplo de amostra de sedimento de praia coletado para ser concentrado em bateia durante o trabalho de campo. Ponto coletado na porção distal da Praia São Gonçalo, região da Costa Verde, Rio de Janeiro. ... 31 Figura 8: Fotografia mostrando a drenagem com 20 m de largura aproximadamente, e que pode influenciar a dinâmica sedimentar da praia. Ponto de coleta da amostra 1, proximal ao rio São Gonçalo. Fotografia: Patrícia Souto ... 32 Figura 9: Fotografia mostrando a drenagem com 20 m de largura aproximadamente, e que pode influenciar a dinâmica sedimentar da praia. Ponto de coleta da amostra 1, proximal ao rio São Gonçalo. Fotografia: Patrícia Souto ... 32 Figura 10: Fotografia mostrando a área onde foi realizada a coleta da amostra 2, distal cerca de 400 m da desembocadura do rio São Gonçalo. Fotografia: Patrícia Souto ... 33
xi Figura 11: GRANUTEST proveniente do LAGECOST (Laboratório de Geologia Costeira), utilizado para separar a granulometria da amostra concentrada. ... 34 Figura 12: Peneiras de tamanho 2 mm, 1 mm e 425 µm respectivamente utilizadas, para peneirar novamente a amostra antes de ser novamente bateada, para diminuir a quantidade de quartzo da amostra. ... 35 Figura 13: Amostra 2 da praia São Gonçalo concentrada e dividida em quatro partes antes da separação feita com a caneta imã. ... 36 Figura 14: Amostra 2 da praia São Gonçalo mostrando as frações de minerais magnéticos em destaque no interior da placa de petri que foram separados com o imã. ... 36 Figura 15: Amostra 4 da praia Brava concentrada e dividida em quatro partes antes da separação feita com a caneta imã. ... 37 Figura 16: Amostra4 da praia Brava mostrando as frações de minerais magnéticos em destaque no interior da placa de petri que foram separados com a caneta imã. ... 37 Figura 17: Estereomicroscópio da marca Physis-Ac 100, 50/60 H2, utilizado para a observação dos minerais. ... 38 Figura 18: Escala de Udden-Wenthworth, Boog (1992). Que foi utilizada para classificar a granulometria dos grãos nas amostras de sedimentos coletados. Adaptada de Ramos (2010).
... 39 Figura 19: Escala mostrando o grau de arredondamento que foi criada por Powers (1953), usada para classificar o grau de arredondamento dos grãos. Adaptada de Ramos (2010) ... 40 Figura 20: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando grãos de quartzo incolor e branco com inclusão possivelmente de ilmenita e de magnetita, foto com aumento de zoom de 15 vezes. ... 43 Figura 21: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de biotita marrom mantém a forma principal do cristal. Foto com aumento de zoom de 25 vezes. ... 44
xii Figura 22: Fotografia da amostra 2distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de biotita mantém a forma principal do cristal, foto com aumento de zoom de 25 vezes. ... 45
Figura 23: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando fragmentos de rocha, nota-se que são mais finos e que isto pode estar relacionado a sua possível área fonte. Foto com aumento de zoom de 35 vezes. ... 46
Figura 24: Fotografia da amostra 1 proximal praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando um anfibólio de cor preta mantendo a forma característica do cristal alongado e fibroso, foto com aumento de zoom de 30 vezes. ... 47 Figura 25: Fotografia da amostra 1 proximal praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral de monazita cor castanho-amarelada subarredondada, foto com aumento de zoom de 40 vezes. ... 48 Figura 26: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, nota-se que os minerais de granada possui coloração laranja e rosa são angulosos, foto com aumento de zoom de 30 vezes. ... 49
Figura 27: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando minerais de ilmenita que mantém a forma principal do cristal.
O mineral também foi observado como possíveis inclusões nos minerais de quartzo, e fragmentos de rocha, foto com aumento de zoom de 40 vezes. ... 50 Figura 28: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando minerais de hidromica que mantém a forma principal do cristal, nota-se que os minerais apresentam a cor dourada e alguns são transparentes, foto com aumento de zoom de 15 vezes ... 51
Figura 29: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando minerais de plagioclásio. Nota-se que o mineral apresenta uma forma angulosa, sem estrias no cristal, foto com aumento de zoom de 30 vezes. ... 52
Figura 30: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando minerais de magnetita. Nota-se que o mineral apresenta uma forma angulosa, e também foi observado no quartzo, e fragmentos de rocha como uma possível inclusão, foto com aumento de zoom de 40 vezes. ... 53
xiii Figura 31: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral de epídoto. Nota-se que o mineral apresenta uma forma angulosa, foto com aumento de zoom de 40 vezes. ... 54 Figura 32: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando os minerais de turmalina. Nota-se que o mineral apresenta uma forma prismática, foto com aumento de zoom de 40 vezes. ... 55
Figura 33: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral de cianita. Nota-se que o mineral apresenta uma forma em tabletes achatados e algumas estrias, foto com aumento de zoom de 45 vezes. ... 56 Figura 34: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando os minerais de silimanita. Nota-se que o mineral apresenta as faces fibrosas na cor castanha e amarelada e algumas tinham inclusão possivelmente de magnetita, foto com aumento de zoom de 45 vezes. ... 57 Figura 35: Fotografia da amostra1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral zircão. Nota-se que o mineral apresenta a forma principal do cristal e cor branca, foto com aumento de zoom de 45 vezes. ... 58
Figura 36: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando os minerais de piroxênio. Nota-se que o mineral apresenta a forma alongada e estriada de cor verde, foto com aumento de zoom de 40 vezes. ... 59 Figura 37: Fotografia da amostra 3 Praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando grãos de quartzo incolor, branco e alguns amarelados possivelmente por causa da presença de fragmentos oxidados e com provável inclusão de magnetita e ilmenita, foto com aumento de zoom de 15 vezes. ... 60 Figura 38: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando quartzo incolor arredondado sem inclusões, com aumento de zoom de 20 vezes. ... 61 Figura 39: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando a biotita preta com algumas inclusões de quartzo ou fragmentos de rocha, foto com aumento de zoom de 15 vezes. ... 61 Figura 40: fotografia da amostra 5 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando a biotita preta com algumas inclusões de quartzo ou fragmentos de rocha, foto com aumento de zoom de 30 vezes. ... 62
xiv Figura 41: Fotografia da amostra 3 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que os grãos de fragmentos de rocha são mais grossos, foto com aumento de zoom de 30 vezes. ....63 Figura 42: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando fragmentos de rocha mais finos, foto com aumento de zoom de 30 vezes. ... 63
Figura 43: Fotografia da amostra 5 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando um anfibólio de cor preta mantendo a forma característica do cristal alongado, foto com aumento de zoom de 35 vezes. ... 64
Figura 44: Fotografia da amostra 3 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de monazita apresenta forma angulosa e inclusões possivelmente de quartzo e magnetita, foto com aumento de zoom de 35 vezes. ... 65 Figura 45: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando minerais de granada laranja e rosa muito angulosas com forma até alongada, com aumento de zoom de 15 vezes. ... 66
Figura 46: Fotografia da amostra 5 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de ilmenita mantém a forma principal do cristal, e também foi observado no mineral de quartzo e fragmentos de rocha como uma possível inclusão. Foto com aumento de zoom de 30 vezes. ... 67
Figura 47: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de hidromica mantém a forma principal do cristal e sua cor dourada, foto com aumento de zoom de 30 vezes. ... 68 Figura 48: Fotografia da amostra 3 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de plagioclásio possui a feição estriada do cristal e coloração branca e amarelada, e com inclusões possivelmente de magnetita, foto com aumento de zoom de 30 vezes. ... 69
Figura 49: Fotografia da amostra 5 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando a magnetita. Nota-se que o mineral apresenta forma angulosa, foto com aumento de zoom de 30 vezes. ... 70 Figura 50: Fotografia da amostra5 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral de epídoto. Nota-se que o mineral apresenta uma forma angulosa, foto com aumento de zoom de 40 vezes. ... 71
xv Figura 51: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral de turmalina. Nota-se que o mineral apresenta possivelmente uma forma quebrada, foto com aumento de zoom de 40 vezes. ... 72
Figura 52: Mapa da Geologia local e da Bacia de drenagem da praia Brava no mapa está representado a geologia local com a presença de rocha granitoide e granito, o limite da bacia e seus canais. ... 73 Figura 53: Mapa da geologia local e da bacia de drenagem da praia São Gonçalo, no mapa mostra a geologia local com a presença de rochas de granito e gnaisse milionítico, metamarga, granada gnaisse o limite da bacia e o canal do rio São Gonçalo. ... 74
xvi LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Granulometria das amostras segundo a Escala de Udden-Wenthworth, Boog (1992) adaptada de Ramos (2010). ... 39
Tabela 2. Grau de arredondamento segundo a escala criada por Powers (1953) ... 41
Tabela 3: Listagem dos minerais encontrados em todas as amostras. ... 42
17 1. Introdução
As praias podem ser definidas como depósitos de material inconsolidado, formados na interface entre a terra e o mar que são retrabalhados por processos associados a ondas e marés, ventos e correntes geradas por estes agentes. (Suguio, 1992). As praias são ambientes dinâmicos e ocupam aproximadamente 9.200 km de extensão de linha de costa no Brasil, e apresentam múltiplas funções para a natureza e para o homem. (Souza, 2005).
A descrição de sedimentos de praia atua como uma importante ferramenta na caracterização dos mecanismos responsáveis pelo transporte deste material e sua deposição em uma determinada área. Através da descrição da mineralogia torna-se possível obter informações das possíveis áreas fontes destes sedimentos.
O presente trabalho consiste na descrição dos sedimentos de duas praias localizadas nas Baías de Paraty e Ilha Grande, região conhecida como Costa Verde, no Estado do Rio de Janeiro. São elas a praia São Gonçalo, localizada no município de Paraty e a praia Brava localizada no município de Mangaratiba.
As duas praias estão localizadas na Faixa Ribeira, na porção Oriental. E apresentam características distintas em relação ao seu formato. A praia São Gonçalo ocupa uma área de aproximadamente 2,75 km de faixa de areia, com a presença de uma drenagem de aproximadamente 600 m de comprimento e 20 m de largura, chegando a linha de praia, sem área de mangue próxima e pouca ação antrópica.
A praia Brava apresenta forma côncava com uma área de aproximadamente 257 m de faixa de areia, com presença de uma drenagem pouco acentuada de aproximadamente 2 m de largura, e a ocorrência de rochas migmatiticas do embasamento sob forma de laje nas regiões laterais da praia.
Próximo à drenagem, ocorrem também grandes blocos de gnaisses. Por estar localizada dentro de um complexo turístico, a praia apresenta acentuada ação antrópica
18 evidenciada por construções de médio porte que estão localizadas ao longo da faixa de areia, porém sem comprometer a área de ocorrência das lajes do embasamento.
Alguns trabalhos sobre sedimentos costeiros foram desenvolvidos na região pesquisada. As pesquisas em sua maioria eram voltadas para a Baía de Ilha Grande, como se destaca os primeiros trabalhos dos autores Mahiques & Furtado (1989), sobre o mapeamento sedimentar da Baía de Ilha Grande. E estudos realizados pelos autores como Suguio &
Martin, (1978) que reconstituíram a curva de nível de Angra dos Reis e Paraty.
2. Objetivos
2.1. Objetivos Gerais
O trabalho tem como objetivo principal a descrição e caracterização dos sedimentos de duas praias. Assim será realizada uma caracterização da textura dos sedimentos da praia São Gonçalo localizada no município de Paraty, e a da praia Brava, localizada no condomínio Porto Real em Conceição de Jacareí município de Mangaratiba.
Serão considerados os diferentes tipos de granulometria das praias e os minerais encontrados, que podem determinar as possíveis rochas fontes.
2.2. Objetivos Específicos
Realizada a etapa de caracterização da textura dos sedimentos e a apresentação dos dados relacionados a granulometria, será realizada uma descrição de todos os minerais encontrados em cada praia. Objetiva-se com a apresentação da mineralogia presente em cada praia realizar uma comparação dos minerais encontrados nas duas praias, e possivelmente relacionar com a área fonte do mesmo.
19 3. Localização e vias de acesso da área de estudos
3.1. Localização Geográfica
Figura 1: Mapa de localização da área de estudo, mostrando os municípios de Paraty e Mangaratiba na Região da Costa Verde, Estado do Rio de Janeiro.
20 3.2. Principais vias de acesso
O acesso para os municípios de Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba é feito pela BR 101 Rio – Santos que contorna o litoral. As rodovias estaduais que passam pela região são a estrada Paraty - Cunha e a Rodovia Angra dos Reis – Barra Mansa (RJ- 124). O acesso para a praia Brava fica no km 454 e o acesso para a praia São Gonçalo no km 545 da BR 101.
3.3. Contexto Geológico
A região da Costa Verde está inserida no contexto geológico do Segmento Central da Faixa Ribeira, que é um Orógeno da Província Mantiqueira. Segundo Heilbron (2004), o sistema da Província Mantiqueira se estende do sul da Bahia ao Uruguai com abrangência de cerca de 700 mil km².
A Província Mantiqueira segundo Almeida (1977) se localiza paralela à costa Atlântica Sudeste e Sul do Brasil, de direção NE-SW. E se constitui como um sistema orogênico neoproterozoico – cambriano. (Almeida, 1977). A Província é constituída pelos Orógenos Araçuaí, Ribeira, Dom Feliciano e São Gabriel. A Faixa Ribeira representa o local onde as duas praias do presente trabalho estão inseridas, portanto torna-se necessária um maior entendimento sobre ela.
A Faixa Ribeira possui direção NE-SW e resulta da interação entre o Cráton São Francisco e outras micro placas. A sua evolução tectônica está associada à subducção do Cráton do São Francisco e a micro placa Serra do Mar e do paleocontinente do Congo durante a Orogênese Brasiliana (Heilbron et al. 2000). De acordo com os autores, o Orógeno Ribeira é subdividido em cinco terrenos tectono-estratigráficos denominados, Ocidental, Paraíba do Sul, Embu, Oriental, que inclui o Arco Magmático Rio Negro, e Cabo Frio.
A área estudada está inserida no Terreno Oriental, também incluindo granitoides do Arco Magmático Rio Negro, porém a localização da praia São Gonçalo esta muito próxima ao
21 Domínio Juiz de Fora, porção do Terreno Ocidental por isto torna-se importante uma breve descrição do contexto geológico deste domínio.
No Domínio Juiz de Fora ocorre uma grande diversidade tectônica, com presença de rochas do rochas da cobertura neoproterozoica. (Heilbron, 2004). A figura 2 apresenta a geologia do Orógeno Ribeira, destacando a área de trabalho.
Figura 2: Mapa geológico simplificado do Orógeno Ribeira, extraído de Heilbron et al, 2004.
Legenda: 1-Sedimentos quaternários, 2-Sedimentos terciários, 3-Rochas alcalinas cretácea/terciárias, 4-Granitoide Brasilianos sin a pós-colisionais (4-9), 4-Biotita granitos pós-colisionais (510-480 Ma,
G5), 5-Granitos contemporâneos às ZCs D3 (535-320 Ma, G4), 6- Granitos e charnockitos tardi- colisionais (ca. 560 Ma, G3), 7-Granitos porfiroides sin-colisionais (590-560 Ma), 8-Leucogranitos e charnockitos tipo S ou híbridos sin-colisionais (ca. 580 Ma, G2); granitoides com idade indeterminada
(9-10), 9- Hornblenda granito gnaisse, 10-Suítes Anta e São Primo, 11-Arco magmático Rio Negro (790-620 Ma); Terreno Ocidental (12-17); Megassequência Andrelândia (12-14), 12-Sequência Rio do
Turvo em fácies granulito de alta P, 13-Sequência rio do Turvo, 14-Sequência Carrancas, 15- Complexo Mantiqueira, 16-Fácies distais da Megassequência Andrelândia no Domínio Juiz de Fora,
17-Complexo Juiz de Fora, 18-Complexo Embu indiviso; Terreno Paraíba do sul (19-20), 19-Grupo Paraíba do Sul, 20-Complexo Quirino; Terreno Oriental (21-22), 21-Sucessão metassedimentar Italva,
22-Sucessão metassedimentar Costeiro; Terreno Cabo Frio (23-24), 23-Sucessão Búzios e Palmital, 24-Complexo Região dos Lagos.
Na porção Oriental, apresentam-se três domínios denominados Cambuci, Costeiro e Italva e possuem sequências metassedimentares distintas. A área estudada está inserida no Domínio Costeiro onde predominam gnaisses ricos em granada e silimanita, com muitas intercalações, e também pode ter rochas características do Complexo Rio Negro.
22 Segundo Tupinambá (1999) o Complexo Rio Negro se estende por 300 km e possui direção NE- SW e compreende o Domínio Costeiro, portanto a área estudada. Ele representa o principal magmatismo cálcioalcalino do Orógeno Ribeira. (Tupinambá, 1999). O autor afirma também que o tipo litológico de maior ocorrência é um gnaisse, composto por agregados de biotita e hornblenda. E afirma que dioritos, quartzo diorito e hornblenda gabro são tipos que ocorrem em menor quantidade. (Tupinambá, 1999).
Delgado (2003) apresenta que no Complexo Rio Negro, são caracterizados por ter margens em rift, com presença de prismas acrescionários e/ou imbricações locais de depósitos de assoalhos oceânicos, de arcos e retroarcos. No Complexo Rio Negro afloram ortognaisses de origem plutônica que foram inseridas dentro de unidades metassedimentares denominadas São Fidélis, no Terreno Oriental. (Tupinambá, 2007).
Ele é composto por: hornblenda biotita gnaisse porfiroblástico de composição granodiorítica e hornblenda biotita gnaisse de composição quartzo-monzodiorítica a quartzo- monzonítica. (Fernandes, 2001).
O conhecimento sobre a geologia da região torna-se um fator determinante na apresentação do trabalho, por isto foi elaborado o mapa que apresenta as rochas presentes na área de estudo.
23 Figura 3: Mapa geológico regional da área de estudo. No mapa são mostrados os tipos de rochas presentes na área de estudo, destacando que na área da praia
São Gonçalo, prevalece a presença de granito e gnaisse aluminoso, rocha calcissilicática e na praia Brava o granito.
24 4. Contexto Geológico Regional
4.1. Unidades Pré-Cambrianas
O embasamento Pré-cambriano e sua formação na Bacia de Santos estão relacionados à porção do Cinturão Ribeira. Este embasamento inclui ortognaisses, granulitos, paragnaisses e rochas granitoides que foram geradas ou retrabalhadas durante a orogenia do Brasiliano- Neoproterozoico. (Machado et. al 1996; Heilbron et. al. 2000).
Assim de acordo com Heilbron et. al. (2000), as unidades Pré-cambrianas podem ser divididas em dois terrenos de empurrão, o Klippe do Paraíba do Sul e o terreno Ocidental.
Nestes dois terrenos pode-se aplicar três subdivisões litotectônicas, o pré-embasamento de 18Ga, a cobertura de deformação do Meso-neoproterozoico e os granitoides do Brasiliano.
No terreno Oriental a cobertura Neoproterozoica predominam gnaisses pelíticos e semi pelíticos com intercalações de rochas carbonáticas nos Domínios Cambuci e Italva e pelíticas, quartzíticas a calcissilicáticas no Domínio Costeiro. (Silva, 2006).
4.2. Magmatismo Mesozoico e Cenozoico
O magmatismo toleítico e alcalino Meso-Cenozoico está relacionado a ruptura do Gondwuana e é encontrado em todas as partes do território brasileiro. Na região Sul e Sudeste o magmatismo toleítico encontram-se os fluxos basálticos na costa das Bacias de Pelotas, Santos, Campos, Espírito Santo e na Bacia do Paraná, local em que também se encontram diques que mergulham no embasamento cristalino. (Almeida et al. 1996).
Segundo Almeida (1996), por se ter o conhecimento de que eventos vulcânicos são encontrados na região sul e sudeste torna-se possível a correspondência entre o magmatismo das bacias costeiras com áreas continentais. Pode-se observar que o magmatismo ocorre em algumas áreas de forma restrita ou não, isto depende do tipo de rifteamento ocorrido na região.
25 O magmatismo toleítico pode ser representado pela formação Serra Geral e de mergulhos de diques máficos que vão de Ponta Grossa no Paraná até o Rio de Janeiro. Esta formação Serra Geral está localizada na Bacia do Paraná e representa altos volumes de fluxos basálticos e poucos volumes de unidades félsicas. (Almeida et al. 1996). O magmatismo alcalino está associado aos episódios vulcânicos que ocorreram após a abertura do oceano Atlântico Sul e que proporcionou o desenvolvimento das bacias sedimentares terciárias.
(Guedes et al. 2005).
4.3. Sedimentos Quaternários
Segundo Villwork (2005), a ação das ondas e das correntes litorâneas definem os processos de erosão e deposição ao longo da zona costeira. Isto depende da intensidade do suprimento de areia e da declividade da zona costeira, levando a acumulação das areias litorâneas. Em toda a faixa litorânea que engloba o Estado do Rio de Janeiro, ocorre uma série de ambientes de sedimentação, denominados barreiras ou cordões litorâneos e nestes ambientes de sedimentação estão associados a sistemas deposicionais de origem continental e marinha/ transicional. (Villwork, 2005).
Ainda segundo Villwork (2005) em toda costa do sudeste é caracterizada pela presença da Serra do Mar, constituindo promontórios rochosos de costões que podem estar associados ou não a desembocadura de rios. Por esta razão os depósitos quaternários sedimentares que ocorrem na região costeira do estado são mais desenvolvidos em alguns pontos do que em outros.
Pode- se entender que seu desenvolvimento deposicional está relacionado a uma série de fatores controladores, como por exemplo, as direções estruturais do embasamento. Os quais acabam exercendo o controle sobre a formação de baías, por isto os depósitos sedimentares são menos desenvolvidos no setor costeiro entre Paraty e Mangaratiba. (Souza, 2005).
26 Os depósitos Quaternários localizados nesta região estão por sobre depósitos continentais originados por eventos de variação do nível do mar, no período glacial, que caracterizou o Quaternário. (Souza, 2005). Os ambientes de deposição podem ser divididos em ambientes de sedimentação continentais e transicionais/marinhos.
Os ambientes continentais são também denominados depósitos colúvio-aluvionares, e os ambientes transicionais/ marinhos, e/ou lagunares. (Fernandes, 2001), Na área de estudo do trabalho o ambiente de sedimentação podem ser considerados como ambientes praias marinhos.
Para Fernandes (2001), os depósitos fluvio-marinhos da área estudada apresentam grande variação de sua granulometria. Esta variação pode ser desde matacão presentes até sedimentos argilosos, e deve-se resaltar que estes sedimentos podem apresentar granulodecrescência.
5. Caracterização da área de estudos 5.1. Fisiografia da área de estudos
A área estudada está inserida no contexto morfológico da Serra do Mar. Esta feição representa, segundo Tomba (2012), um conjunto de escarpas com cerca de 1000 km de extensão, desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina. Sua origem está relacionada a fenômenos tectono-magmáticos relacionados a reativação tectônica durante o Cenozoico, ocasionando a reativação do embasamento Pré-Cambriano. (Almeida & Carneiro, 1998).
Assim a feição possui relevo escarpado, e apresenta sua morfoestrutura inserida na escarpa da Serra da Bocaina com litoral muito recortado e surgimento de acidentes geográficos como pequenas enseadas, ilhas e cabos. (Fernandes, 2001). Para o mesmo autor a Serra do Bocaina pode ser apresentada segundo três aspectos geomorfológicos, a porção do Planalto, a porção em contato com a escarpa da Serra do Mar e a porção próxima a baía de Ilha Grande. Apresentando encostas constituídas por paredões rochosos, com presença de
27 vales fluviais profundos constituindo cachoeiras e alguns vales fluviais mais alargados e rasos.
A porção voltada para o oceano segundo Heilbron (2007) é constituída por uma face íngreme, que alterna vales fluviais encaixados e interflúvios. Assim estes vales escarpados possuem baixa porção de sedimentos fluviais, ocorrendo à presença de cascalhos e seixos. E a porção voltada para a Baía de Ilha Grande apresenta planícies costeiras originadas por sedimentos marinhos, fluviais e lagunares. (Heilbron, 2007.).
Elas apresentam morfologia do tipo delta em suas planícies, algumas com predomínio fluvial e outras com predomínio marinho. Para a autora a fisiografia predominante é a presença de colinas do embasamento pré-cambriano no meio de sedimentos, que resultam no recuo da escarpa da Serra da Bocaina e dos processos de espraiamento.
5.2. Geologia Local
A praia São Gonçalo não apresenta rochas do embasamento, porém observando o entorno pode- se encontrar gnaisses, migmatitos e granitos, como pode ser observado na Figura 4. Esta praia apresenta um relevo pouco íngreme, se compararmos com as características das encostas que são frequentes na região. Nela ocorre um ambiente caracterizado como uma área de mangue, esta praia é muito influenciada pela drenagem.
28 Figura 4: Granito – Paraty, que é um exemplo de tipos de rochas encontradas no entorno da praia São
Gonçalo no município de Paraty, que foi observado durante a etapa de campo realizada.
A praia Brava está inserida em um local de relevo muito inclinado, que é característica da topografia da região. E pode-se observar a presença de migmatitos em ambas as laterais da praia, a drenagem nesta praia não é um fator de grande influência. Figura 5.
29 Figura 5: Fotografia mostrando as rochas de migmatitos do embasamento que estão expostas na praia
Brava foram observadas na etapa de campo e foi o local em que a amostra 3 foi coletada.
Fotografia: Patrícia Souto
6. Método de Trabalho 6.1. Etapa gabinete
Para execução do trabalho foram realizadas as etapas de revisão bibliográfica, no sentido de se ter um levantamento dos aspectos geológicos e geomorfológicos da área estudada. Foram utilizadas as cartas topográficas SF-23Z-C12 Paraty e SF-23Z-C112 Ilha Grande com escala 1:50.000 para determinar a localização das duas praias, assim como uma compilação de dados geológicos existentes na área.
6.2. Etapa de campo
Uma etapa de campo foi realizada no período do dia 9 e 10 de Outubro para coleta de sedimentos de praia e também no sentido de observar os aspectos da geologia local, e a dinâmica da praia. As amostras foram coletadas em diferentes pontos e bateadas para a
30 concentração dos minerais pesados, com a finalidade de determinar a caracterização mineralógica das praias e a comparação das mesmas. Figura 6 e 7.
Figura 6: Exemplo de amostra de sedimento de praia coletado para ser concentrado em bateia durante o trabalho de campo. Ponto coletado na porção distal da Praia São Gonçalo, região da Costa Verde,
Rio de Janeiro.
31 Figura 7: Exemplo de amostra de sedimento de praia coletado para ser concentrado em bateia durante
o trabalho de campo. Ponto coletado na porção distal da Praia São Gonçalo, região da Costa Verde, Rio de Janeiro.
A Praia São Gonçalo apresenta uma drenagem, então os sedimentos foram coletados com ênfase na região ao redor da drenagem. Assim as amostras foram coletadas em dois pontos distintos somente, pois não houve tempo apto para coletar mais amostras de sedimentos. A amostra 1 no primeiro ponto ao lado da drenagem (proximal) figura 8 e 9, e a Amostra 2 distante em torno de 400 metros (distal) do Rio São Gonçalo figura 10.
32 Figura 8: Fotografia mostrando a drenagem com 20 m de largura aproximadamente, e que pode
influenciar a dinâmica sedimentar da praia. Ponto de coleta da amostra 1, proximal ao rio São Gonçalo. Fotografia: Patrícia Souto
Figura 9: Fotografia mostrando a drenagem com 20 m de largura aproximadamente, e que pode influenciar a dinâmica sedimentar da praia. Ponto de coleta da amostra 1, proximal ao rio São
Gonçalo. Fotografia: Patrícia Souto
33 Figura 10: Fotografia mostrando a área onde foi realizada a coleta da amostra 2, distal cerca de 400 m
da desembocadura do rio São Gonçalo. Fotografia: Patrícia Souto
Na Praia Brava ocorre a presença de uma drenagem pouco acentuada. Assim foram coletados sedimentos em três pontos distintos da praia, a amostra 3 na face de praia a leste próxima as rochas de embasamento que afloram na praia e estão expostas no ambiente, a amostra 4 na face de praia no centro, e a amostra 5 na face de praia a oeste, próxima a pequena drenagem que ocorre na praia.
6.3. Etapa de laboratório e análise de dados
Para a análise das amostras no laboratório, elas foram secadas, separadas e peneiradas com auxílio do GRANUTEST proveniente do LAGECOST (Laboratório de Geologia Costeira) para separar a granulometria presente nas amostras, como se apresenta na figura 11.
Posteriormente as amostras foram separadas nas frações magnéticas e não magnéticas através do uso do imã de mão.
34 As amostras sem a fração magnética foram peneiradas novamente com peneiras de 2 mm, 1 mm e 425 µm e bateadas novamente no sentido de eliminar a quantidade de quartzo da amostra, figura 12.
Figura 11: GRANUTEST proveniente do LAGECOST (Laboratório de Geologia Costeira), utilizado para separar a granulometria da amostra concentrada.
35 Figura 12: Peneiras de tamanho 2 mm, 1 mm e 425 µm respectivamente utilizadas, para peneirar
novamente a amostra antes de ser novamente bateada, para diminuir a quantidade de quartzo da amostra.
Para etapa de caracterização mineralógica entre as duas praias as amostras foram divididas em quatro partes iguais e somente uma parte foi analisada. As figuras abaixo mostram as amostras concentradas, e um quarto delas com as frações magnéticas separadas.
36 Figura 13: Amostra 2 da praia São Gonçalo concentrada e dividida em quatro partes antes da
separação feita com a caneta imã.
Figura 14: Amostra 2 da praia São Gonçalo mostrando as frações de minerais magnéticos em destaque no interior da placa de petri que foram separados com o imã.
37 Figura 15: Amostra 4 da praia Brava concentrada e dividida em quatro partes antes da separação feita
com a caneta imã.
Figura 16: Amostra4 da praia Brava mostrando as frações de minerais magnéticos em destaque no interior da placa de petri que foram separados com a caneta imã.
38 A última etapa realizada foi a observação dos minerais através da utilização do estereomicroscópio, que possibilitou a identificação dos mesmos, como pode ser representado pela figura 17 abaixo.
Figura 17: Estereomicroscópio da marca Physis-Ac 100, 50/60 H2, utilizado para a observação dos minerais.
7. Apresentação dos dados: Caracterização dos sedimentos de praia
Ao se realizar a análise e observação dos sedimentos coletados, alguns parâmetros texturais foram considerados como a granulometria, o arredondamento, a seleção e a forma dos minerais.
Depois que o sedimento passou pelo GRANUTEST, pode-se considerar uma análise granulométrica mais detalhada das amostras de sedimentos, como está relacionado na Tabela 1. A granulometria do sedimento que ficou retido em cada peneira foi classificada de acordo com a Escala de Udden-Wenthworth, Boog (1992) que foi adaptada de Ramos (2010). A escala pode ser observada na figura 18.
39 Figura 18: Escala de Udden-Wenthworth, Boog (1992). Que foi utilizada para classificar a granulometria dos grãos nas amostras de sedimentos coletados. Adaptada de Ramos (2010).
Tabela 1. Granulometria das amostras segundo a Escala de Udden-Wenthworth, Boog (1992) adaptada de Ramos (2010).
Granulometria (mm) Escala Wentworth (americana) Amostra 1
51,44g
2 Grânulo
1 Areia muito grossa
0,50 Areia grossa
0,25 Areia média
0,125 Areia fina
0,0625 Areia muito fina
0,031 Silte grosso
0,51g 0,59g 4,21g 8,62g 23,66g 11,96g 1,38g
Amostra 2 175,82g
0,26g 0,95g 8,03g 22,46g 101,25g 41,76g 0,49g
Amostra 3 910,27g
28,67g 458,93g 418,05g 1,01g 0,02g ____ ____
Amostra 4 1.238,76g
38,57g 247,44g 824,50g 6,8g 2,6g ____ ____
Amostra 5 680,00g
0,19g 8,50g 226,85g 418,83g 21,22g 1,25g 0,29g
40 Pode-se observar que a presença de sedimentos mais finos está localizada na praia São Gonçalo, sendo representadas pelas amostras 1 e 2, respectivamente e na amostra 5 localizada em Praia Brava.
Pouca quantidade de sedimentos grossos é encontrada na praia São Gonçalo, em contrapartida na praia Brava, se apresenta uma maior quantidade de sedimentos mais grossos, como visto nas amostras 3 e 4, respectivamente.
Com relação ao grau de arredondamento dos grãos nas amostras, eles foram classificados de acordo com a escala criada por Powers (1953), que também foi adaptada de Ramos, (2010). Pode ser observada na figura 19 abaixo. A Tabela 2 mostra o grau de arredondamento dos grãos nas amostras.
Figura19: Escala mostrando o grau de arredondamento que foi criada por Powers (1953), usada para classificar o grau de arredondamento dos grãos. Adaptada de Ramos (2010).
41 Tabela 2. Grau de arredondamento segundo a escala criada por Powers (1953)
Arredondamento
Amostra 1 Angulosa
Amostra 2 Angulosa
Amostra 3 Angulosa
Amostra 4 Angulosa
Amostra 5 Angulosa
A concentração de minerais pesados separados por imã foi analisada com auxílio do estereomicroscópio. Os minerais encontrados foram identificados de acordo com Pereira (2005), e estão listados na Tabela 3.
Eles serão apresentados de acordo com a quantidade encontrada nas amostras, ou seja, os minerais que apareceram em maior quantidade estarão listados primeiro e posteriormente os minerais em menor quantidade. O quartzo e o quartzo branco estão representados na fração total encontrada nas amostras com ou sem inclusão possivelmente de magnetita e ilmenita.
42 Tabela 3: Listagem dos minerais encontrados em todas as amostras.
Minerais Amostra 1 Amostra 2 Amostra 3 Amostra 4 Amostra 5
Quartzo X X X X X
Biotita X X X X X
Fragmento de rocha X X X X X
Anfibólio X X X X X
Monazita X X X X X
Granada X X X X
Ilmenita X X X X
Hidromica X X X
Plagioclásio X X X
Magnetita X X X
Epídoto X X X
Turmalina X X X
Cianita X X
Silimanita X X
Zircão X X
Piroxênio X X
Os minerais encontrados nas amostras serão descritos de acordo com suas principais características apresentadas por Pereira (2005) e as características específicas dos mesmos
43 encontrados em cada praia. Como, por exemplo, a porcentagem do mineral encontrada em cada amostra e a principal forma do cristal.
7.1. Praia São Gonçalo
Quartzo – Ele é um mineral transparente a translúcido, cujas cores mais frequentes são a branca leitosa e a incolor. É um mineral abundante e aparece em todas as amostras analisadas representando cerca de 50% do total, e alguns apresentam possivelmente inclusão de magnetita e ilmenita. Sua forma na amostra 1 é subarredondada e na amostra 2 é angulosa como mostra a figura 20.
Figura 20: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando grãos de quartzo incolor e branco com inclusão possivelmente de ilmenita e de magnetita,
foto com aumento de zoom de 15 vezes.
Biotita – A biotita é um mineral com forma principal hexagonal, e com cores frequentemente preta, marrom e castanho- dourada. Sendo abundante nas amostras 1 e 2, chegando a apresentar cerca de 30% da amostra e mantendo a forma principal do cristal
44 mineral, na amostra 1 proximal encontra-se a biotita marrom em maior quantidade do que a biotita preta, na amostra distal ocorre o inverso.
Figura 21: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, nota- se que o mineral de biotita marrom mantém a forma principal do cristal. Foto com aumento de zoom
de 25 vezes.
45 Figura 22: Fotografia da amostra 2distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de biotita mantém a forma principal do cristal, foto com aumento de zoom de 25 vezes.
Fragmento de rocha – Os fragmentos de rochas encontrados nas amostras 1 e 2 são fragmentos mais finos, com muitas inclusões. Pode-se relacionar que os grãos foram mais trabalhados desde sua rocha fonte até a praia, ou sua área fonte também está relacionada a uma rocha de granulometria mais fina. Como se apresenta na figura 23.
46 Figura 23: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando fragmentos de rocha, nota-se que são mais finos e que isto pode estar relacionado a sua
possível área fonte. Foto com aumento de zoom de 35 vezes.
Anfibólio – Está enquadrado no grupo da hornblenda com cristais prismáticos, alongados e fibrosos. É um mineral com cor frequentemente preta e verde- escura. O mineral foi encontrado em todas as amostras representando cerca de 10% da amostra, e seus cristais mantém sua forma característica.
47 Figura 24: Fotografia da amostra 1 proximal praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando um anfibólio de cor preta mantendo a forma característica do cristal alongado e fibroso,
foto com aumento de zoom de 30 vezes.
Monazita – A monazita é um mineral cuja forma dos cristais é tabular ou prismática, suas cores frequentes são amarelas, castanho-amarelada e amarelo- esverdeada. Os minerais encontrados nas amostras são de coloração castanho- amarelada, e apresentam forma de subarredondada representando 1% do total da amostra.
48 Figura 25: Fotografia da amostra 1 proximal praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral de monazita cor castanho-amarelada subarredondada, foto com aumento de zoom
de 40 vezes.
Granada – A granada é um mineral transparente cujas cores frequentes são vermelha, rosa e laranja e possuem brilho vítreo a resinoso, a forma do cristal encontrada nas amostras foi muito angulosa, com as cores laranja e rosa e ela representa cerca de 1% do total da amostra.
49 Figura 26: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, nota-
se que os minerais de granada possui coloração laranja e rosa são angulosos, foto com aumento de zoom de 30 vezes.
Ilmenita – As principais formas são cristais achatados com forma hexagonal, geralmente com grãos bem definidos ou tabulares, sua cor frequente é a preta com brilho metálico. Nas amostras o mineral apresentou a sua forma característica, representando cerca de 1% do total da amostra e também foi observado como uma possível inclusão nos minerais de quartzo, e fragmentos de rocha.
50 Figura 27: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio,
mostrando minerais de ilmenita que mantém a forma principal do cristal. O mineral também foi observado como possíveis inclusões nos minerais de quartzo, e fragmentos de rocha, foto com
aumento de zoom de 40 vezes.
Hidromica – A hidromica é uma variação da biotita, pode ser definida como uma biotita muito hidratada, que apresenta coloração dourada, porém mantém a mesma forma do cristal de biotita. Ela representa 10% do total da amostra 2, e 15% da amostra 1.
51 Figura 28: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando minerais de hidromica que mantém a forma principal do cristal, nota-se que os minerais
apresentam a cor dourada e alguns são transparentes, foto com aumento de zoom de 15 vezes.
Plagioclásio – O plagioclásio apresenta coloração branca leitosa, frequentemente apresentando feições estriadas e apresenta formas em tabletes. O mineral somente foi encontrado na amostra 1, e não possui estrias tendo uma forma mais angulosa.
52 Figura 29: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando minerais de plagioclásio. Nota-se que o mineral apresenta uma forma angulosa, sem estrias
no cristal, foto com aumento de zoom de 30 vezes.
Magnetita – É um mineral opaco, e suas cores frequentes são marrom, preto e ocre, geralmente sua possui formas em octaedros e esferulitos ou massas sem forma. A magnetita encontrada manteve sua forma em octaedros de coloração preta, e foi encontrada na porção mais fina da amostra 1 representando 1% do total de amostra., ela também aparece no quartzo e fragmentos de rocha como uma possível inclusão.
53 Figura 30: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando minerais de magnetita. Nota-se que o mineral apresenta uma forma angulosa, e também foi observado no quartzo, e fragmentos de rocha como uma possível inclusão, foto com aumento de zoom
de 40 vezes.
Epídoto – Apresenta forma dos cristais prismáticos, com faces estriadas, sendo um mineral transparente cujas cores frequentes são castanho- amarelada, verde- amarelada e verde pistache. Os cristais deste mineral encontrado são de cor verde- amarelada, representando menos que 1% do total da amostra e estão presentes na porção de granulometria mais fina da amostra 1 e 2.
54 Figura 31: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral de epídoto. Nota-se que o mineral apresenta uma forma angulosa, foto com
aumento de zoom de 40 vezes.
Turmalina – A principal forma dos cristais são prismas trigonais, é um mineral transparente cujas cores frequentes são a preta, castanha, rosa, verde e azul. A turmalina encontrada nas amostras é de cor preta, e castanha e representam 5% do total das amostras 1 e 2.
55 Figura 32: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando os minerais de turmalina. Nota-se que o mineral apresenta uma forma prismática, foto com
aumento de zoom de 40 vezes.
Cianita – A cianita geralmente apresenta formas em tabletes achatados, alongados segundo seu eixo principal, podendo conter inclusões escuras carbonosas ou argilosas. É um mineral transparente geralmente em grãos incolores, e representam 1% da amostra total e somente foram encontrados nas amostras 1 e 2.
56 Figura 33: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral de cianita. Nota-se que o mineral apresenta uma forma em tabletes achatados e
algumas estrias, foto com aumento de zoom de 45 vezes.
Silimanita – Este mineral apresenta como forma principal cristais prismáticos, com faces finamente estriadas em cristais aciculares, em grãos fibrosos. É um mineral transparente a translúcido, sendo incolores ou levemente amarelados. A silimanita encontrada apresenta forma fibrosa (fibrolita) amarelada e com tons castanhos. Ela representa até 5% da amostra total 1 e 2.
57 Figura 34: Fotografia da amostra 1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando os minerais de silimanita. Nota-se que o mineral apresenta as faces fibrosas na cor castanha e amarelada e algumas tinham inclusão possivelmente de magnetita, foto com aumento de zoom de 45
vezes.
Zircão – O mineral possui sua forma em prismas bipiramidais, sendo um mineral transparente a translúcido com cores mais frequentes incolor, branca, branca leitosa, rosa, lilás, amarelada, acinzentada, marrom, avermelhada e amarelo- alaranjadas (referencia) Os zircões encontrados mantinham a forma principal do cristal, e sua coloração era branca leitosa e alguns rosa. Eles representam menos de 1% do total da amostra, e também somente foram encontrados nas amostras 1 e 2.
58 Figura 35: Fotografia da amostra1 proximal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando o mineral zircão. Nota-se que o mineral apresenta a forma principal do cristal e cor branca,
foto com aumento de zoom de 45 vezes.
Piroxênio – Os minerais de piroxênio encontrados nas amostras possuíam forma alongada e estriada, e de coloração verde escura, eles representam menos de 1% do total das amostras.
59 Figura 36: Fotografia da amostra 2 distal da praia São Gonçalo tirada do estereomicroscópio, mostrando os minerais de piroxênio. Nota-se que o mineral apresenta a forma alongada e estriada de
cor verde, foto com aumento de zoom de 40 vezes.
7.2. Praia Brava
Quartzo – Nesta praia as amostras 3, 4 e 5 os minerais de quartzo são mais amarelados, provavelmente por causa da presença fragmentos oxidados e as possíveis inclusões de magnetita e fragmentos de rocha. Sua forma em todas as amostras é angulosa, porém na amostra 4 e 5 ocorre a presença de quartzo arredondado isto indica que os minerais foram trabalhados pelo vento na praia. Figura 38.
60 Figura 37: Fotografia da amostra 3 Praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando grãos de
quartzo incolor, branco e alguns amarelados possivelmente por causa da presença de fragmentos oxidados e com provável inclusão de magnetita e ilmenita, foto com aumento de zoom de 15 vezes.
Figura 38: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando quartzo incolor arredondado sem inclusões, com aumento de zoom de 20 vezes.
61
Biotita – Ela também aparece em todas as amostras e sendo uma quantidade pouco expressiva na amostra 3, representando cerca de 1% , porém nas amostras 4 e 5 elas apresentam muita inclusão de outros minerais,e o brilho está mais opaco. Figura 39 e 40.
Figura 39: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando a biotita preta com algumas inclusões de quartzo ou fragmentos de rocha, foto com aumento de zoom de 15 vezes.
62 Figura 40: fotografia da amostra 5 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando a biotita preta
com algumas inclusões de quartzo ou fragmentos de rocha, foto com aumento de zoom de 30 vezes.
Fragmento de rocha – Os fragmentos de rochas encontrados nas amostras 3 e 4 os fragmentos de rocha são mais grossos e aparentam um “granito”, como mostra a figura 41 e na amostra 5 os fragmentos são mais finos e com algumas inclusões, são parecidos com os encontrados nas amostras proximal e distal da Praia São Gonçalo. Pode-se relacionar que os grãos foram mais trabalhados desde sua rocha fonte até a praia, ou sua área fonte também está relacionada a uma rocha de granulometria mais fina. Como se apresenta na figura 42.
63 Figura 41: Fotografia da amostra 3 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que os grãos de
fragmentos de rocha são mais grossos, foto com aumento de zoom de 30 vezes.
Figura 42: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando fragmentos de rocha mais finos, foto com aumento de zoom de 30 vezes.
64
Anfibólio – Nas amostras 3,4 e 5 os minerais estão mais alongados e fibrosos.
Ele foi encontrado em todas as amostras além da cor preta também na cor verde representando cerca de 10% do total.
Figura 43: Fotografia da amostra 5 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando um anfibólio de cor preta mantendo a forma característica do cristal alongado, foto com aumento de zoom de 35
vezes.
Monazita – Os minerais encontrados nas amostras são de coloração castanho- amarelada, e nas amostras 3, 4 e 5 apresentam a forma mais angulosa e algumas inclusões, possivelmente de quartzo e magnetita, representando 1% do total da amostra.
65 Figura 44: Fotografia da amostra 3 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de
monazita apresenta forma angulosa e inclusões possivelmente de quartzo e magnetita, foto com aumento de zoom de 35 vezes.
Granada – Este mineral não foi encontrado na amostra 3, e nas outras representou uma quantidade pouco expressiva, cerca de 1% do total da amostra. As cores encontradas foram a rosa e laranja e sua forma é muito angulosa e alongada, observando o mineral nota-se que ele parece estar “quebrado”.
66 Figura 45: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, mostrando minerais de granada laranja e rosa muito angulosas com forma até alongada, com aumento de zoom de 15 vezes.
Ilmenita – Nas amostras 4 e 5 o mineral também apresentou a sua forma característica, representando cerca de 1% do total da amostra. Ele também aparece no quartzo e fragmentos de rocha como uma possível inclusão.
67 Figura 46: Fotografia da amostra 5 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de
ilmenita mantém a forma principal do cristal, e também foi observado no mineral de quartzo e fragmentos de rocha como uma possível inclusão. Foto com aumento de zoom de 30 vezes.
Hidromica – A hidromica é uma variação da biotita, este mineral somente está presente na amostra 4 e representa 10% do total da amostra, na praia Brava.
68 Figura 47: Fotografia da amostra 4 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de
hidromica mantém a forma principal do cristal e sua cor dourada, foto com aumento de zoom de 30 vezes.
Plagioclásio – O plagioclásio apresenta coloração branca leitosa, frequentemente apresentando feições estriadas e apresenta formas em tabletes. O mineral somente foi encontrado nas amostras 3 e 4 e apresenta feições estriadas e cor amarelada e branca, e alguns com inclusões possivelmente de magnetita.
69 Figura 48: Fotografia da amostra 3 praia Brava tirada do estereomicroscópio, nota-se que o mineral de
plagioclásio possui a feição estriada do cristal e coloração branca e amarelada, e com inclusões possivelmente de magnetita, foto com aumento de zoom de 30 vezes.
Magnetita – A magnetita foi encontrada nas amostras 4 e 5 , apresentando coloração preta e seu cristal mineral representa 1% do total de amostra., ela também aparece no quartzo e fragmentos de rocha como uma possível inclusão.