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AULA1 Glicólise Fermentaçãoalcoólica2011

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(1)

Glicólise e

Fermentação alcoólica

Prof. Dr. Julio Cezar Franco de Oliveira

[email protected]

Unidade Curricular: Bioquímica Metabólica, 1º semestre de 2011

UNIFESP – Campus Diadema

(2)

PROCESSOS METABÓLICOS GERAIS.

2. ANABOLISMO: Processo de montagem de moléculas complexas e ricas em energia, a partir de moléculas mais simples. Normalmente é realizada através de reação de condensação (por desidratação), onde observamos a união de moléculas orgânicas com liberação de moléculas de água. Um exemplo clássico é a síntese das proteínas, que se processa pela união de aminoácidos.

3. CATABOLISMO: Corresponde ao processo de degradação de moléculas complexas, com liberação de energia e formação de moléculas menores. Normalmente o processo de quebra das ligações de moléculas orgânicas, é feito pela adição de moléculas de água ( reações de hidrólise).

METABOLISMO: Conjunto de reações químicas que se realizam em um organismo visando o armazenamento e o consumo energético para as diversas reações bioquímicas celulares. Pode ser dividido em duas partes:

1. ANABOLISMO. 2. CATABOLISMO.

(3)
(4)
(5)

Fases:

1. Anaeróbia (glicólise): não necessita de

oxigênio para ocorrer e é realizada no

citoplasma.

2. Aeróbia (ciclo de Krebs e cadeira

transportadora de elétrons): requer e

presença de oxigênio e ocorre dentro das

mitocôndrias

(6)

Respiração Celular

Glicólise –

ocorre no citoplasma.

Ciclo de Krebs –

dá-se no interior das mitocôndrias, na

matriz mitocondrial.

Cadeia respiratória –

acontece no interior das

(7)

1.

Glicólise:

é a oxidação da Glicose em ácido pirúvico com a

produção de ATP e NADH contendo energia.

2.

Ciclo de Krebs:

é a oxidação do acetil-CoA (derivado do

ácido pirúvico) em CO

2

com a produção de ATP, NADH

contendo energia e um outro transportador de elétrons

reduzido (FADH

2

).

3.

Cadeia de transporte de elétrons:

NADH e FADH

2

são

oxidados, entregando elétrons para uma cascata de reações

redox. A energia destas reações gera uma considerável

quantidade de energia (a maior quantidade de energia é

gerada neste passo).

(8)

Ciclo de Krebs –

dá-se no interior das

(9)

Cadeia respiratória –

acontece no interior

das mitocôndrias, nas cristas

mitocondriais.

Citocromo a Citocromo a Citocromo c Citocromo b O 3 2 2 1 ATP ATP ATP NAD.H H O H O FAD 2H+ 2 2 2 2e 2e 2e 2e 2e

(10)

Considerações Históricas:

Na primeira metade do séc. XX, a

Glicólise

foi estudada por

alguns dos mais renomeados Bioquímicos:

1860:

Pasteur postula que a Fermentação é catalisada

por enzimas indissociáveis das estruturas celulares

1897:

Buchner descobre que as enzimas da fermentação

podem actuar independemente das estruturas celulares

1905:

Harden e Young identificam uma Hexoxe bisfofato

como intermediaria da Glicólise e verificaram a

necessidade de certas coenzimas (NAD, ADP e ATP)

Anos 30:

Embden postulou a separação da

frutose 1,6 - Bisfosfato

1938 –

Warburg et al. Demonstraram a capacidade de

conservar energia sob a forma de ATP

(11)
(12)

Glicólise ou via Embdem-Meyerhof

Etapas da Glicólise (10):

1. Etapa preparatória (1-4): Duas moléculas de ATP são utilizadas enquanto uma molécula de Glicose é fosforilada, reestruturada e quebrada em dois compostos de três carbonos: gliceraldeído 3-fosfato (GP) e

diidroxiacetona fosfato (DHAP).

2. Na etapa de conservação da energia (6-10) as duas moléculas de três carbonos são oxidadas em 2 moléculas de ácido pirúvico.

Dois moléculas de NAD+ são reduzidas a NADH e quatro moléculas de

ATP são formadas.

Na Glicólise há um ganho de 2 moléculas de ATP por cada

molécula de glicose que é oxidada.

(13)

Glicólise

• Quebra da glicose em duas moléculas de

piruvato + NADH + ATP

(14)

Esquema Geral da Glicólise

2 açúcares de 3 C

1 açúcar de 6 C

A partir deste ponto as reações são duplicadas 2 moléculas de Piruvato (3C) Saldo 2 moléculas de ATP 2 moléculas de NADH

(15)

A Glicólise divide-se em

duas partes principais:

1- Ativação ou

Fosforilação da

Glicose

2- Transformação

do Gliceraldeído

em Piruvato

(16)

Primeira fase:Fosforilação da Glicose

- Utilização de

ATP

(2 Moléculas)

- Formação de duas

Moléculas de

Triose-Fosfato:

Dihidroxicetona

Fosfato e

Gliceraldeído

3-Fosfato

(17)

• Glicose + ATP

Glicose -6-Fosfato + ADP

 A Glicose é uma molécula quimicamente inerte, assim

para se iniciar a sua degradação é necessário que seja

ativada

G a s t o d e E n e r g i a

 Depois de entrar na Célula a Glicose é fosforilada pela

Hexoquinase

produzindo Glicose-6-P pela transferência do

Fosfato Terminal do ATP para o grupo Hidroxila da Glicose

 Reação irreversível

 Permite a entrada da Glicose no Metabolismo

Intracelular dado que Glicose-6-P não é transportado

através da membrana Plasmática

(18)

• Glicose -6- Fosfato

Frutose -6- Fosfato

 Conversão da Glicose -6- Fosfato

em Frutose -6- Fosfato pela

Fosfohexose Isomerase

G a s t o d e E n e r g i a

(19)

• Frutose -6-P + ATP

Frutose 1,6-BiFosfato + ADP

G a s t o d e E n e r g i a

∞ A Frutose 6P é Fosforilada a Frutose

-1,6-Bifosfato pela

Fosfofrutoquinase

(enzima marca-passo da glicólise)

∞ Esta é a Principal Reação de controle

(irreversível) da Glicólise

(20)

• Frutose 1,6-BiFosfato Gliceraldeído 3-P + Dihidrocetona Fosfato

G a s t o d e E n e r g i a

× A Frutose 1,6- Bifosfato é dividida pela

aldolase em duas trioses fosfatadas

ficando cada uma com um fosfato

× As duas trioses são:

Gliceraldeído 3-Fosfato e a

(21)

• Gliceraldeído 3-P

Dihidrocetona Fosfato

Ø As Duas trioses são interconversíveis por uma

reação reversível catalizada pela Isomerase dos

Fosfatos de Trioses ou Fosfotriose Isomerase (TIM)

Ø A Aldolase e a Isomerase

estabelecem equilíbrio assinalado

no Esquema da Esquerda:

Ø Só o Gliceraldeído é

Substrato das reações

seguintes, por isso o

isômero assegura que

todos os 6 Carbonos

Derivados da Glicose

podem Prosseguir na Via

Glicolítica

(22)

Segunda fase:

Conversão de Gliceraldeído em Piruvato

Na Segunda Fase temos:

- Formação de

ATP

- Oxidação da

Molécula do

Gliceraldeído 3-P

- Redução do

NAD+

- Formação do

Piruvato

(23)

• Gliceraldeído 3-P + NAD + Pi 1-3 Difosfoglicerato + NADH + H

φ O Gliceraldeído 3-P é Convertido num Composto

intermediário potencialmente energético

φ Enzima: Gliceraldeído 3-P desidrogenase

φ Grupo Aldeído (-CHO) oxidado em Grupo

Carboxílico (-COOH)

φ Grupo Carboxílico formado forma uma ligação

Anídrica com o fosfato

φ O NADH

(carreador de elétron)

intervirá na Formação

de ATP

φ O Grupo Fosfato deriva de um Fosfato

Inorgânico

P r o d u ç ã o d e E n e r g i a

(24)

• 1-3 Bisfosfoglicerato + ADP

3-Fosfoglicerato + ATP

Ω Formação de ATP

Ω Enzima interveniente: Fosfoglicerato quinase

 Transferência direta do grupo fosfato do 1-3

Bisfosfoglicerato (composto de alta energia) para o ADP –

fosforilação ao nível do substrato

P r o d u ç ã o d e E n e r g i a

(25)

• 3-Fosfoglicerato

2-Fosfoglicerato

P r o d u ç ã o d e E n e r g i a

Ж O 3-Fosfoglicerato é Isomerizado a

2-Fosfoglicerato pela 2-Fosfoglicerato Mutase

(“Mutase”, pois o Grupo Fosfato muda de

Posição dentro da Molécula)

(26)

• 2-Fosfoglicerato

Fosfoenolpiruvato + H O

2

P r o d u ç ã o d e E n e r g i a

© Há Desidratação e redistribuição da

Energia

(27)

• Fosfoenolpiruvato + ADP

Piruvato + ATP

P r o d u ç ã o d e E n e r g i a

 Ultima Reação

 É Catalizada pela

piruvato quinase

 Transferência direta do grupo fosfato do Fosfoenolpiruvato

(composto de alta energia) para o ADP – fosforilação ao nível do

substrato

(28)
(29)

Aldolase

(30)
(31)
(32)
(33)
(34)

Controle da Glicólise

A necessidade glicolítica varia de acordo com os

diferentes estados fisiológicos

O grau de conversão de Glicose para o Piruvato é

regulado de forma a satisfazer as necessidades

celulares/fisiológicas

(35)

Controle da Glicólise

 O Controle a Longo Prazo da Glicólise, particularmente no

fígado, é efetuado a partir de alterações na quantidade de Enzimas

glicolíticas, com reflexos nas taxas de síntese e degradação

 O Controle a Curto Prazo é feito por alteração alostérica

(concentração de Produtos) reversível das enzimas e também pela

sua fosforilação.

As enzimas mais propensas a serem locais de controle são as

que catalisam as reações irreversíveis:

-Hexoquinase

-Fosfofrutoquinase

-Piruvatoquinase

(36)
(37)

Os destinos possíveis do piruvato:

Anaerobiose

Aerobiose

 É posteriormente fermentado em Acido Láctico ou Etanol

(38)
(39)
(40)

Fermentação lática

É um processo utilizado por diversos microrganismos e determinadas células de mamíferos – fibras musculares sob contração vigorosa, hemácias.

(41)

Fermentação Láctica

• Realizada por bactérias do leite que é

empregada na preparação de iogurtes e

queijos.

• Também ocorre em nossos músculos em

situações de grande esforço físico.

• Também rende 2 ATPs por molécula de

glicose.

(42)

Fermentação Láctica

• Utilização pelo homem:

Produção queijos e

iogurtes

(43)

A oxidação do NADH pelo piruvato gera o lactato caracteristicamente produzido

por músculos em anaerobiose, permitindo que, na regeneração do NAD+, a Glicólise

(44)

Fermentação alcoólica

Em certos organismos como as leveduras e alguns tipos de bactérias, a regeneração do NAD+ é feita pela pela fermentação alcoólica .

(45)

Fermentação Alcóolica

• Produtos Finais: etanol, CO

2

e 2 ATPs

• Realizada por leveduras que é utilizada na

produção pouco eficaz no que diz respeito à

liberação de energia, pois uma molécula de

glicose só rende 2 ATPs

(46)
(47)

QUESTÕES

1) Escreva as reações da glicólise, mostrando as fórmulas estruturais dos intermediários e os nomes das enzimas que catalisam as reações.

2) Descreva os três possíveis destinos do piruvato.

3) Descreva os mecanismos que regulam a atividade da fosfofrutoquinase.

4) Como o processo geral da glicólise produz um rendimento líquido de 2 moléculas de ATP por molécula de glicose ?

5) Qual mecanismo a levedura (eucarioto inferior) utiliza para regenerar o NAD+ para continuar a glicólise ?

6) Se todas as enzimas glicolíticas, ATP, ADP, NAD+ e glicose são reunidos em condições ideiais (in vitro), o piruvato seria produzido ?

Referências

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