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ASPECTOS DE GESTÃO E
CONTABILIDADE PARA O 3º SETOR,
COM ENFASE EM RELIGIÃO DE
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LINHA DO TEMPO
1935 – Lei 91 – regras para as sociedades
declaradas de utilidade
1961 – Decreto 50.517- declaração de utilidade
pública (Ministério da Justiça)
1966 – Lei despesas
1976 - 1988 – Constituição Federal
1998 – Decreto 2.536 – concessão do
Certificado de Entidade Filantrópicos .
1999 – Lei 9.790 – qualificação de OSCIP
(princípios fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade)
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1999 – Decreto 3.100 – Prestação de contas
anuais das Organizações da Sociedade Cível de Interesse Público
2000 – Resolução CFC 877 – aprova a NBC
T10 e 10.19 sem Finalidades de Lucros
2007 – Lei Demonstrações Contábeis
2009 – Lei contribuições para seguridade social
2010 – Decretos 7.237 e 7.300 – Entidade com
atuação em áreas (Ministérios)
2012 – Resolução CFC 1.409 – ITG 2002 –
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ASPECTOS JURÍDICOS
Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/02 e
alterações, Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações (fins não econômicos); II – as sociedades (fins econômicos);
III – as fundações;
IV – as organizações religiosas (Lei nº 10.825/03); V – os partidos políticos (Lei nº 10.825/03);
VI as empresas individuais de responsabilidade limitada(Lei nº 12.441/11);
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REGISTRO E TÍTULOS CONCEDIDOS
POR ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS
Para proporcionar benefícios como: imunidade e isenção; Para possibilitar o recebimento de recursos públicos – convênios, contratos, subvenções sociais, auxílios, doações e termos de parceria.
- TÍTULO DE UTILIDADE PÚBLICA
- REGISTRO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
- CEBAS - CERTIFICADO DE ENTIDADES BENEFICENTE DE ASSISTENCIA SOCIAL OU DE FINS FILANTRÓPICOS
- ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO – OSCIP lei 9790/99
• Estatuto registrado em Cartório
• Ata de eleição da atual diretoria
• Balanço Patrimonial
• Demonstração do resultado do exercício
• Declaração de Isenção do Imposto de Renda
• Inscrição no CNPJ
Tributos???
Taxas = Impostos =
Contribuições?
Tributos
Os tributos são o conjunto de impostos, taxas,
contribuições e empréstimos compulsórios que formam a receita da União, Estados e municípios.
O IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) é exemplo de tributo, assim como a taxa de iluminação ou taxa do lixo cobrada por uma prefeitura, ou ainda a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido).
Os tributos podem ser diretos, onde são os contribuintes que devem arcar com a contribuição, como ocorre no Imposto de Renda, ou podem ser indiretos, como os impostos que incidem sobre o preço das mercadorias e serviços vendidos.
Impostos
Como vimos, os impostos são um tipo de tributos, e não há uma destinação específica para os recursos obtidos por meio de seu recolhimento. Geralmente são utilizados para o financiamento de serviços públicos, como educação e segurança. Eles podem incidir sobre o patrimônio (como o IPTU e o IPVA), renda (Imposto de Renda) e consumo, como o IPI que é cobrado dos produtores e o ICMS que é pago pelo consumidor.
Taxas
As taxas são os valores cobrados do
contribuinte por um serviço prestado
pelo poder público, como a taxa de
lixo
urbano
ou
a
taxa
para
a
confecção do passaporte.
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Contribuições
Podem ser de dois tipos: de melhoria ou especiais. No primeiro caso estão as contribuições cobradas em uma situação que representa um benefício ao contribuinte, como uma obra pública que valorizou seu imóvel. Já as contribuições especiais são cobradas quando há uma destinação específica para um determinado grupo, como o PIS (Programa de Integração Social) e PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), que são direcionados a um fundo dos trabalhadores do setor privado e público. Profª Rose Rozendo
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CFC(88) Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
[...] VI – instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei:
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.
O templo é, portanto, o edifício
onde se pratica culto religioso.
Um
edifício
só
é
templo
se
o
completam
as
instalações
ou
pertenças adequadas àquele fim, ou
se o utilizam efetivamente no culto
ou prática religiosa.
§ 4º As vedações expressas no
inciso
VI,
alíneas
“b” e “c”,
compreendem
somente
o
patrimônio, a renda e os serviços
relacionados com as finalidades
essenciais das entidades nelas
mencionadas.
A imunidade tributária é, assim, a
qualidade da situação que não
pode ser atingida pelo tributo, em
razão de norma constitucional que,
à vista de alguma especificidade
pessoal
ou
material
dessa
situação, deixou-a fora do campo
sobre
que
é
autorizada
a
instituição do tributo.
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TÍTULO DE UTILIDADE PÚBLICA
É uma declaração reconhecendo a Entidade como de Utilidade Pública. Concedido nas 03 (três) esferas do governo (Municipal, Estadual e Federal), cumprindo leis estabelecidas em cada esfera. A Declaração de Utilidade Pública possibilita a Entidade obter verbas, isenções e outros benefícios do governo.
- UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL (Câmara de Vereadores);
- UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL (Assembleia Legislativa); - UTILIDADE PÚBLICA FEDERAL E OSCIP (Ministério da
Justiça http://justica.gov.br/seus-direitos/entidades-sociais/utilidade-publica-federal/requerimento)
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NORMAS CONTÁBEIS
APLICÁVEIS
Aplicam se a essas entidades as seguintes normas contábeis:
I – Normas Gerais;
a) NBC TG 00 Estrutura Conceitual (Res. CFC Nº. 1.374/11)
b) NBC TG 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos
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d) NBC TG 12 Ajustes a Valor Presente h) NBC TG 27 – Ativo Imobilizado
i) ICPC 10 – Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado
j) NBC TG 30 Receitas l) NBC TG 1000 – PME´s
II– Normas Específicas;
a) ITG 2002
b) NBC TG 07 – Subvenções e Assistência Governamentais
III Demais Normas Brasileiras de Contabilidade.
(NBC TG) e suas Interpretações Técnicas (ITs) e Orientações Técnicas
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Demonstrações contábeis exigidas
das Entidades sem Finalidade de
Lucros definidas pela ITG 2002 são:
Balanço Patrimonial(BP);
Demonstração do Resultado do Período(DRP); Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido(DMPL);
Demonstração dos Fluxos de Caixa(DFC); e Notas Explicativas(NE).
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Órgãos fiscalizadores e controladores
das organizações do terceiro
Conselho Nacional Ministério de Previdência e
Assistência Social (MPAS);
Ministério Público;
Ministério da Justiça; Tribunal de Contas;
Receita Federal do Brasil;
Setor de Assistência Social (CNAS);
Órgãos Estaduais e Municipais que proporcionem
benefícios às ONGs, como:Conselhos Municipais, TCE, etc;
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É
o
conjunto
de
documentos
e
informações
disponibilizados
pelos
dirigentes das entidades aos órgãos
interessados e autoridades, de forma
a
possibilitar
a
apreciação,
conhecimento
e
julgamento
das
contas
e
da
gestão
dos
administradores
das
entidades,
segundo as competências de cada
órgão e autoridade, na periodicidade
estabelecida no estatuto social ou na
lei.
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É Ato da organização
demonstrar está:
cumprindo sua missão;
fazendo aquilo que se propôs;
aplicando corretamente os recursos;
comprovando que realizou os encargos aos quais
estavam sob sua responsabilidade;
justificando o uso dos recursos que obtidos através da
confrontação de suas receitas e despesas;
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Documentos e procedimentos de
prestação de contas, controle e
contabilidade:
Oficio contas de encaminhamento da prestação
de contas;
Cópia do convênio, contrato e termos aditivos; Demonstrações Contábeis.;
Livros Razão e Diários;
Relação (assinada) dos documentos de
despesas, numeradas e ordenadas pela data, mencionando a ordem bancária ou de saque ou número de cada cheque nominativo e o nome do beneficiário;
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Documento de caixa comprovando o ingresso e
a contabilização dos recursos no caixa da entidade tudo devidamente assinado pelos responsáveis;
Documentos comprobatórios das despesas
realizadas sempre em primeira via original;
Cópias dos documentos comprobatórios das
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Comprovantes dos recolhimentos de impostos
e outros valores descontados dos beneficiários dos pagamentos efetuados;
Extratos bancários da conta corrente; Conciliação bancária;
Relatório de acompanhamento e fiscalização
da execução do projeto emitido pelo órgão repassador dos recursos e por firma de auditoria Independente.
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Certidões de regularidade;
Ações Trabalhistas em 1° e 2° Graus;
Cópia da ata de eleição dos órgãos da fundação,
referente ao ano base, aprovada pelo Ministério Público e registrada no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas;
Cópia do Recibo de entrega da RAIS;
Cópia integral da DIPJ, com recibo de entrega;
No caso dos Convênio registrar os mesmo no Sistema
de Gestão de Convênios e Contratos de Repasses – SINCONV;
No caso das Fundações devem prestar contas através
do Sistema de Cadastro e Prestação de Contas – SICAP
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Cópia dos contratos, convênios, acordos,
ajustes contabilidade etc que envolvam recursos públicos;
Certificado ou atestado de aprovação da
aplicação dos recursos públicos utilizados, expedido pelo órgão público que liberou os recursos;
Para análise das contas poderão ser solicitadas
diligências ou a complementação dos documentos apresentados;
As contas não aprovadas poderão ser objeto
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Comprovante de incorporação ou tombamento
bem no patrimônio da entidade;
Cópia do certificado de registro de veículo
(CRV) emitido pelo DETRAN, no caso de aquisição de veículo;
Cópia de registro junto a capitania dos portos,
quando da aquisição de embarcação;
Escritura Pública de Imóvel, quando este for
adquirido;
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As devem ser realizadas da vigência do
convênio e ou contrato (não são regulares os pagamentos efetuados antes do repasse dos recursos ou após ou fim do convênio );
Os saques na conta corrente devem ser
realizados em consonância com os
pagamentos efetuados;
Os saldos enquanto não utilizados, devem ser
obrigatoriamente aplicados em acordo com o Reconhecimento Contábil.
•Relatório anual de execução de atividades
• Balanço patrimonial
• Demonstração de resultados do exercício
• Demonstração das origens e aplicações de recursos
• Demonstração das mutações do patrimônio social
• Notas explicativas das demonstrações contábeis
• Parecer de Auditoria
Prestação de Contas
Assembleia Geral 30/04 Declaração de IR 31/05 INSS Relatório de Planejamento 31/01 Relatório de Atividades 30/04 CNASRenovação do Certificado Triênio
UTILIDADE PÚBLICA
Federal 30/04
Estadual - SP 31/10
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Demonstrações Contábeis para
Prestação de Contas
Base para preparação; Controles Internos;
Gerenciamento de riscos;
Apresentação das Demonstrações Contábeis (CPC
26);
Identificar os fatos relevantes para o devido registro; Conhecimento prévio do “negócio” da Instituição
para o devido registro;
Sinergia com as áreas de TI e Jurídica da Instituição; Segregação do Balanço Patrimonial: Circulante e Não
OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS DAS
ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR
•
Folha de Pagamento, Gratuidades e
Destaque da Isenção
•
Retenção do Imposto de Renda Na Fonte –
IRF
•
Placa Indicativa - A pessoa jurídica de
direito privado que se enquadre na isenção
das contribuições patronais deverá manter,
em seu estabelecimento, em local visível
ao público
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• PIS Devido Pelas Entidades Sem Fins
Lucrativos - A contribuição para o PIS das será determinada na base de 1% sobre a folha de salários do mês
• DIPJ- Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica
• DCTF - Declaração de Débitos e Créditos
Tributários Federais, para todas as entidades sociais, esportivas, etc, inclusive associações religiosas, mesmo que não tenham qualquer valor a declarar.
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Retenção do Imposto de Renda
Na Fonte – IRF
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Outras Obrigações Anuais
•
TFF – Taxa de Funcionamento
•
Renovação de Alvará
•
TVL – Termo de Viabilidade de
Localização, quando não for definitiva
•
RAIS – Relação Anual de Informações
Sociais
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• Nem todas as entidades do 3º setor, mesmo as que pratiquem ações sociais e filantrópicas, têm isenção total de tributos.
A isenção pode ser total ou parcial, dependendo do cumprimento de determinados aspectos
específicos da regulamentação. •
• Ainda há de se observar que as obrigações tributárias acessórias atingem todas as
entidades, inclusive as do 3º setor.
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Mensagens
Felizes são aqueles que conseguem transpassa a cortina do seu dinheiro, status social e títulos acadêmicos e se apaixonar pela vida, enxergando que cada ser humano é um ser único no palco da existência. Para esses, cada dia é um novo dia. A solidão e o tédio foram banidos dos seus labirintos, e os seus sofrimentos se tornaram alimentos que sustentam uma alegria superior. Augusto Cury
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MBA Gestão Pública
Especialista em Contabilidade para o
Terceiro Setor
Bacharel em Ciências Contábeis
Profª Fundação Visconde de Cairu e
CONAPROF
Gestora do FIEMA/SMED – PMS Gestora Social
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Referências
Manual de procedimentos para o terceiro setor: aspectos de
gestão e de contabilidade para entidades de interesse social / José Antonio de França (coordenador); Álvaro Pereira de Andrade ... [et al.]. - - Brasília: CFC : FBC : Profs, 2015;
Captação de Recursos para o Terceiro Setor : Aspectos
Jurídicos, Comissão de Direito do Terceiro Setor – OAB/SP
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI24585
1-16642,00-CAUSA+NOBRE+E+BOM+SALARIO.html
http://www.portalcfc.org.br/noticia.php?new=14079;
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/fasfil/2010/de