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PRINCIPAIS NORMAS AMBIENTAIS APLICÁVEIS À INDÚSTRIA

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PRINCIPAIS NORMAS AMBIENTAIS APLICÁVEIS À INDÚSTRIA LEGISLAÇÃO FEDERAL:

NORMA BREVE RESUMO

Lei Federal n.º 6.938, de 31 de agosto de 1981.

Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação.

ƒ Define o meio ambiente como sendo o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas;

ƒ Institui o SISNAMA, que consiste no conjunto dos órgãos e entidades do poder público que expressa em seu artigo 6º os componentes do Sistema bem como sua hierarquia funcional e política, dando ao Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA o patamar de Órgão Superior do Sistema. e sua composição, objetivos e competências são expressas no artigo 7º;

ƒ Cita o Licenciamento Ambiental como uma das competências do CONAMA;

ƒ Trata dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente;

ƒ Define as competências do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) no que pertine ao Licenciamento;

ƒ Institui a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA) e trata da política de fiscalização ambiental, estabelecendo penalidades.

Decreto Federal n.º 99.274, de 06 de

junho de 1990.

Regulamenta a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981.

ƒ Trata da Execução da Política Nacional do Meio Ambiente, estabelecendo suas atribuições, estrutura, forma de atuação do órgão que a compõe, do licenciamento, da limitação aos incentivos concedidos pelas entidades governamentais;

ƒ Define a estrutura do SISNAMA e competências do CONAMA;

ƒ Define regras para criação de áreas de proteção ambiental e penalidades para ações e omissões relacionadas ao licenciamento.

Decreto Federal n.º

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abril de 1989.

ƒ Trata regras para empreendimentos que se destinem á exploração de recursos minerais no que pertine à apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e ao Relatório de Impacto Ambiental (RIMA);

ƒ Define processos considerados como de degradação e cita a necessidade de planos para obtenção da estabilidade do meio ambiente.

Decreto Federal n.º 5.975, de 30 de novembro de 2006.

Regulamenta os arts. 12, parte final, 15, 16, 19, 20 e 21 da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, o art. 4º, inciso III, da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, o art. 2º da Lei nº 10.650, de 16 de abril de 2003, altera e acrescenta dispositivos aos Decretos nos 3.179, de 21 de setembro de 1999, e 3.420,

de 20 de abril de 2000.

ƒ Trata do Plano de Manejo Florestal Sustentável - PMFS (documento técnico básico que contém as diretrizes e procedimentos para a administração da floresta, visando a obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais) emitido pelo SISNAMA, seus fundamentos técnicos e científicos e situações isentas de obtenção do mesmo;

ƒ Estabelece o requerimento de autorização de supressão a corte raso de vegetação arbórea natural;

ƒ Define procedimentos a serem adotados por empresas que utilizam matéria-prima florestal e da obrigação à reposição;

ƒ Define procedimentos para obtenção da licença para o transporte e armazenamento de produtos e subprodutos florestais de origem nativa no território nacional.

Decreto Federal n.º 4.297, de 10 de

junho de 2002.

Regulamenta o art. 9º, inciso II, da Lei 6.938, de 31 de agosto de 1981, estabelecendo critérios para o Zoneamento Ecológico-Econômico do Brasil – ZEE.

ƒ Estabelece critérios para o ZEE – Zoneamento Ecológico-Econômico do Brasil, instrumento de organização do território A ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas, que estabeleça medidas e padrões de proteção ambiental, dos recursos hídricos e do solo e conservação da biodversidade, fomentando o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população;

ƒ É um instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente, previsto no artigo 9º, Inciso II, da Lei Federal 6.938/1981; ƒ Define os termos para sua elaboração, os elementos mínimos que deverão constar de seu conteúdo, o uso, o armazenamento, a custódia e a publicidade dos dados e

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informações coletados, entre outros.

Decreto Federal n.º 3.179, de 21 de setembro de 1999.

Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às condutas atividades lesivas ao meio ambiente.

ƒ Define as sanções aplicáveis às infrações administrativas previstas, lesivas ao meio ambiente, contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural;

ƒ Trata do controle e fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional, prevista na Lei nº 9.966, de 28 de abril de 2000;

Lei Federal n.º 9.605, de 12 de

fevereiro de 1998.

Dispõe sobre sanções penais e administrativas derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente.

ƒ Lei de Crimes Ambientais;

ƒ Ordena a Legislação Ambiental Brasileira no que tange às infrações e punições, sistematizando os crimes ambientais, estabelecendo tratamento específico e diferenciado para o infrator ambiental;

ƒ A punição pode ser extinta quando se comprovar a recuperação do dano ambiental;

ƒ No caso de se tratar de pena de prisão de até quatro anos, poderão ser aplicadas penas alternativas;

ƒ Criminaliza atos de pichar edificações urbanas, fabricar ou soltar balões, maltratar plantas de ornamentação, dificultar o acesso às praias ou realizar desmatamentos sem autorização prévia (antes tipificados como contravenções penais);

ƒ Responsabiliza no âmbito penal a pessoa jurídica, autora ou co-autora, que poderá ser penalizada até à liquidação da empresa, se provado que esta tenha sido criada ou usada para facilitar um crime ambiental;

ƒ Institui multas que vão de cinqüenta reais a cinqüenta milhões de reais.

Lei Federal n.º 4.771, de 15 de

setembro de 1965.

Institui o novo Código Florestal.

ƒ Visa estabelecer normas e padrões para a tutela de florestas e do meio ambiente natural alheio à realidade urbana;

ƒ Define as Unidades de Conservação, que é o nome que se dá a áreas do território ou do mar brasileiro, com limites demarcados, sujeitas a um uso ou ocupação especial e onde se encontram ecossistemas únicos e recursos ambientais de valor cênico e paisagístico que devem ser protegidos”;

ƒ Define conceitos, para efeito desta Lei, como “pequena propriedade rural” ou “posse rural familiar”, “área de preservação permanente (APP)”, “reserva legal”, “utilidade

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pública”, “interesse social” e “Amazônia Legal”;

ƒ Define as áreas consideradas como de preservação permanente e condutas a serem seguidas no acesso às mesmas;

ƒ Trata dos requisitos da autorização, pelo SISNAMA, para exploração áreas, assim como técnicas de condução, reposição florestal e manejo;

ƒ Define a competência para fiscalização da aplicação dessas normas, assim como as contravenções penais e penalidades imputáveis;

ƒ Observa-se ao longo do Código a ocorrência de modificações produzidas por Leis e Medidas Provisórias, sempre no sentido de ampliar as restrições ao livre uso da terra.

Decreto Federal n.º 3.420, de 20 de

abril de 2000.

Dispõe sobre a criação do Programa Nacional de Florestas – PNF.

ƒ Cria o Programa Nacional de Florestas - PNF, constituído de projetos concebidos e executados de forma participativa e integrada pelos governos federal, estadual, distrital e municipal e a sociedade civil organizada;

ƒ Define os objetivos do PNF, como o de estimular o uso sustentável de florestas nativas e plantadas;

ƒ Define a competência para promover a articulação institucional do programa;

ƒ Constitui o Grupo de Trabalho, composto por representantes de Ministérios, definindo, também, suas incumbências.

Lei Federal n.º 5.106, de 02 e setembro de 1966.

Dispõe sobre os incentivos fiscais concedidos a empreendimentos florestais.

ƒ Autoriza o abatimento dos montantes gastos em florestamentos e reflorestamentos, sendo que as pessoas jurídicas são autorizadas a descontar até 50% do total do imposto em razão das importâncias aplicadas nessas atividades;

ƒ Define as condições para que as pessoas físicas e jurídicas tenham direito ao abatimento ou desconto previstos pela lei.

Lei Federal n.º 10.650, de 16 de

abril de 2003.

Dispõe sobre o acesso público aos dados e informações existentes nos órgãos e entidades integrantes do SISNAMA.

ƒ Obriga os órgãos e entidades da Administração Pública, direta, indireta e fundacional, integrantes do SISNAMA a

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permitir o acesso público aos documentos, expedientes e processos administrativos que tratem de matéria ambiental e a fornecer todas as informações ambientais que estejam sob sua guarda, em meio escrito, visual, sonoro ou eletrônico; ƒ Trata dos requisitos para ter acesso às informações, assegurando qualquer sigilo protegido por lei;

ƒ Estipula prazo máximo para ser prestada a informação solicitada;

ƒ Define a publicação de informações ambientais no Diário Oficial e a disposição das mesmas nos órgãos competentes.

Lei Federal n.º 9.985, de 18 de

julho de 2000.

Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).

ƒ Dá inicio ao processo de transferência da responsabilidade do estado para com as unidades de conservação, entregando-a a particulares, mediante a chamada compensação ambiental estabelecida pela lei em seu artigo 36 que é a busca de financiamento privado, a ser expendido pelo empreendedor de atividades impactantes sobre o meio ambiente;

ƒ Define conceitos, como o de “unidade de conservação”, “conservação da natureza”, “diversidade biológica”, “proteção integral”, “uso sustentável”, etc.

ƒ Define os objetivos do SNUC, por quais órgãos deve ser gerido e as atribuições dos mesmos;

ƒ Categoriza as Unidades de Proteção Integral e regras a serem observadas quanto à Estação Ecológica, Parque Nacional, Monumento Natural, Refúgio de Vida Silvestre, dentre outras áreas;

ƒ Trata da criação, implantação e gestão das unidades de conservação.

ƒ Estabelece incentivos, isenções e penalidades para pessoas físicas ou jurídicas que não observem os preceitos dessa lei, assim como compensações para comunidades que, em razão dela, sejam prejudicadas.

Decreto Federal n.º 4.340, de 22 de agosto de 2002.

Regulamenta artigos da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC.

ƒ Define aspectos a serem observados no ato de criação de uma unidade de conversação, limites da unidade em relação ao subsolo e espaço aéreo, forma de reconhecimento do mosaico de unidades, forma de aprovação do Plano de Manejo, obrigações dos órgãos executores do SNUC, regras do Conselho Consultivo ou Deliberativo da unidade de conservação e suas competências;

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ƒ Trata dos requisitos para que uma OSCIP possa gerir unidade de conservação;

ƒ Trata da autorização para exploração de bens e serviços, da compensação por significativo impacto ambiental, de reassentamento das populações tradicionais que sejam atingidas em razão do SNUC;

ƒ Cuida de definir a Reserva da Biosfera, a necessidade de gerenciamento da mesma, que deve coordená-la (COBRAMAB) e suas competências.

Resolução CONAMA n.º 1, de

23 de janeiro de 1986.

ƒ Estabelece definições, responsabilidades, critérios básicos e diretrizes gerais para uso e implementação da Avaliação do Impacto Ambiental com um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA).

ƒ Define impacto ambiental e o que pode ser impactado; ƒ Enumera atividades modificadoras do meio ambiente e estabelece que o licenciamento das mesmas dependerá da elaboração de RIMA;

ƒ Contempla condutas a serem seguidas pelos órgãos ambientais competentes e as atividades técnicas a serem desenvolvidas no estudo de impacto ambiental;

ƒ Define as conclusões mínimas que o RIMA deverá refletir, forma como deve ser apresentado e prazo para manifestação dos órgãos competentes.

Resolução CONAMA n.º 237, de 19 de dezembro de 1997.

Trata do licenciamento ambiental.

ƒ Impõe que a instalação, construção, ampliação, modificação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras dependam de prévio licenciamento pelo órgão ambiental competente (IBAMA ou seus delegatários);

ƒ Estabelece regras para o gerenciamento ambientalmente correto de resíduos;

ƒ Estabelece as licenças a serem emitidas pelo Poder Público, as etapas/fases a serem observadas para obtenção do Licenciamento Ambiental, etc.

ƒ Aplicação do princípio do poluidor-pagador, onde o responsável pela atividade produtiva deve assumir todos os custos da proteção ambiental, quaisquer que eles sejam, abarcando os custos de prevenção, reparação e repressão do dano ambiental, quando couber.

ƒ Classifica os resíduos em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade;

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ƒ Enumera atividades ou empreendimentos sujeitos ao Licenciamento Ambiental.

LEGISLAÇÃO ESTADUAL:

NORMA BREVE RESUMO

Lei Estadual n.º 7.772, de 8 de

setembro de 1980.

Dispõe sobre a proteção, conservação e melhoria do meio ambiente no Estado de Minas Gerais.

ƒ Inicia com definições acerca de expressões como “meio ambiente”, “degradação ambiental” e “agente poluidor”; ƒ Institui a política estadual de proteção, conservação e melhoria do meio ambiente, como sendo o conjunto de diretrizes administrativas e técnicas destinadas a fixar a ação do Governo no campo dessas atividades;

ƒ Trata dos órgãos de proteção, conservação e melhoria do meio ambiente, estabelecendo suas competências. (COPAM)

ƒ Define regras, prazos e procedimentos para o controle das fontes poluidoras;

ƒ Define importantes questões a serem observadas para a concessão de incentivos e financiamentos pelo Poder Executivo Estadual;

ƒ Estipula penalidades a serem aplicadas em razão de infrações às normas de proteção ao meio ambiente e aos recursos hídricos, à critério do COPAM e CERH, sendo elas, entre outras, sanções restritivas de direitos, multas, advertências, suspensão de venda e fabricação do produto, embargo de obra ou atividade, etc;

ƒ Prevê a possibilidade de delegação de competências pela FEAM, o IEF e o IGAM à Polícia Militar;

ƒ Estipula obrigações para a pessoa física ou jurídica que provocar acidente com dano ambiental.

Decreto Estadual n.º 44.844, de 25 de junho de 2008.

Estabelece normas para licenciamento ambiental e autorização ambiental de funcionamento, tipifica e classifica infrações às normas de proteção ao meio ambiente e aos recursos hídricos e estabelece procedimentos administrativos de fiscalização e aplicação das penalidades.

ƒ Define que, em Minas Gerais, as atribuições do licenciamento ambiental e da Autorização Ambiental de

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Funcionamento (AAF) são exercidas pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), por intermédio das Câmaras Especializadas, das Unidades Regionais Colegiadas (URCs), das Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SUPRAMS), da FEAM e do Instituto Estadual de Florestas (IEF);

ƒ Define diversos critérios e procedimentos a serem observados para obtenção do Licenciamento Ambiental e para a Autorização Ambiental de Funcionamento;

ƒ Define as Licenças expedidas pelo COPAM: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI), Licença de Operação (LO), assim como procedimentos administrativos para obtenção das mesmas;

ƒ Prevê hipóteses de proposição de recurso, tanto quanto a penalidades como ao licenciamento ambiental e autorização ambiental de funcionamento, assim como prazos, legitimidade, requisitos, competência para julgá-los, etc;

ƒ Dispõe sobre diversos procedimentos e detalhes da fiscalização, autuação e procedimento administrativo;

ƒ Trata do recolhimento das multas e parcelamento dos débitos;

ƒ Define as penalidades a serem aplicadas em razão das infrações administrativas;

ƒ Define as infrações das normas previstas nas leis 7.772/1990 e 13.199/1999, considerando-as leves, graves e gravíssimas e estabelecendo, de acordo com a gravidade de casa uma, suas penas;

ƒ Estabelece obrigações e procedimentos aos responsáveis (pessoa física e jurídica) por acidente ambiental;

ƒ Por fim, no Anexo I, especifica detalhadamente, as infrações, classificação, incidência da pena, valores de multa sem reincidência e no caso de reincidência genérica e específica.

Lei Estadual n.º 13.199, de 29 de janeiro de 1999.

Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.

ƒ Disciplina a Política Estadual de Recursos Hídricos, visando a assegurar o controle, pelos usuários atuais e futuros, do uso da água e de sua utilização em quantidade, qualidade e regime satisfatórios;

ƒ Trata de assegurar, através do Estado, programas e medidas de proteção e recuperação das disponibilidades hídricas do estado.

ƒ Define os programas que objetiva implantar nos municípios;

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Hídricos, sendo eles: I - o Plano Estadual de Recursos Hídricos; II - os Planos Diretores de Recursos Hídricos de Bacias Hidrográficas; III - o Sistema Estadual de Informações sobre Recursos Hídricos; IV - o enquadramento dos corpos de água em classes, segundo seus usos preponderantes; V - a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos; VI - a cobrança pelo uso de recursos hídricos; VII - a compensação a municípios pela exploração e restrição de uso de recursos hídricos; VIII - o rateio de custos das obras de uso múltiplo, de interesse comum ou coletivo; IX - as penalidades.

ƒ Mais adiante, define as características, periodicidade, competência de procedimentos para todos os instrumentos supracitados;

ƒ Estabelece os objetivos, composição e território de atuação do SEGRH-MG, assim como as diversas competências dos órgãos integrantes do Sistema;

ƒ Por fim, trata da participação integrada de Recursos Hídricos, como os Consórcios, Associações Intermunicipais de Bacias Hidrográficas, Associações Regionais, Locais e Multissetoriais de Usuários de Recursos Hídricos, etc.

Decreto Estadual n.º 41.578, de 08 de março de 2001.

Regulamenta a Lei nº 13.199, de 29 de janeiro de 1999, que dispõe sobre Política Estadual de Recursos Hídricos.

ƒ Enumera os órgãos integrantes do SEGRH-MG (Sistema Estadual De Gerenciamento De Recursos Hídricos de Minas Gerais), estabelecendo suas diretrizes, atuação e competências;

ƒ Dispõe sobre a forma de gestão de recursos hídricos no âmbito do SEGRH-MG;

ƒ Prevê hipótese do IGAM firmar Contratos de Gestão, estabelecendo regras para estas contratações;

ƒ Define os instrumentos da Política Estadual de Recursos Hídricos, detalhando aspectos de cada uma, como o órgão competente para aprová-las e realizá-las, assim como seus objetivos;

ƒ Prevê a realização de ato do IGAM para efetivar a outorga do direito de uso de recursos hídricos, além de aspectos a serem observados e da suspensão e dispensa da outorga;

ƒ Trata da cobrança pelo uso de recursos hídricos.

Lei Estadual n.º 14.309, de 19 de

junho de 2002.

Dispõe sobre as políticas florestal e de proteção à biodiversidade no Estado.

ƒ Dispõe sobre as ações empreendidas pelo poder público para o uso sustentável dos recursos naturais e para a conservação do meio ambiente ecologicamente equilibrado,

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essencial à sadia qualidade de vida, nos termos do artigo 214 da Constituição do Estado;

ƒ Estabelece diretrizes para utilização dos recursos vegetais naturais e as atividades que importem uso alternativo do solo, sendo elas: I - proteção e conservação da biodiversidade; II - proteção e conservação das águas; III - preservação do patrimônio genético e IV - compatibilização entre o desenvolvimento socioeconômico e o equilíbrio ambiental;

ƒ Define os objetivos das políticas florestal e de proteção à biodiversidade no Estado, mecanismos de fomento a serem criados pelo Poder Público, órgãos competentes para as ações (IEF e COPAM);

ƒ Classifica as áreas produtivas, produtivas com restrição de uso e de preservação permanente, assim como a forma como as estas devem ser utilizadas;

ƒ Define a reserva lega, suas características, aspectos a serem observados para utilização e obrigações do proprietário;

ƒ Trata das Unidades de Conservação de Proteção Integral e de Uso Sustentável, do Sistema Estadual de Unidades de Conservação, da Servidão Florestal, dos Ecossistemas Especialmente Protegidos (Mata atlântica e Mata Seca);

ƒ Trata das normas de apoio e incentivos fiscais, definindo cada um desses, a serem concedidos pelo poder público, definindo diretrizes a serem seguidas pelo proprietário rural para se beneficiar deles;

ƒ Trata da exploração florestal, assim como das autorizações, licenças e demais aspectos a serem observados para essa atividade;

ƒ Estabelece infrações e penalidades em razão das ações e omissões contrárias às disposições da lei, regulamentando, também, hipóteses de reincidência, redução de valores das multas, parcelamento, análise dos recursos administrativos, prazos para interposição de recursos, etc.

ƒ Por fim, dispõe sobre cadastros a serem realizados por pessoas físicas ou jurídicas, assim como o prazo a ser observado para tal, de acordo com os instrumentos a serem utilizados na realização atividade empreendedora.

Decreto Estadual n.º 43.710, de 8 de

janeiro de 2004.

Regulamenta a Lei nº 14.309, de 19 de junho de 2002, que dispõe sobre as políticas florestal e de proteção à biodiversidade no Estado.

Trata dos mesmos assuntos da lei supracitada, incluindo especificidades para alguns dispositivos, como:

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cumprimento dos objetivos das Políticas Florestal e de Proteção à Biodiversidade;

ƒ atividades que esse projeto deve contemplar;

ƒ inventário florestal dos ecossistemas nativos e das áreas de produção florestal do Estado de Minas Gerais;

ƒ aspectos a serem observados nas áreas de preservação permanente;

ƒ competências do IEF;

ƒ vedações às intervenções nas áreas de veredas;

ƒ permissão do sistema silviagrícola nos sistemas agroflorestais;

ƒ obrigatoriedade de averbação das áreas de reserva legal no Cartório de Registro de Imóveis, etc.

Deliberação Normativa COPAM

n.º 94, de 12 de abril de 2006.

Estabelece diretrizes e procedimentos para aplicação da compensação ambiental de empreendimentos considerados de significativo impacto ambiental, de que trata a Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000.

ƒ Estabelece critérios básicos que permitam identificar empreendimentos de significativo impacto ambiental, fazendo considerações sobre “impacto negativo não mitigável”, “plano de aplicação”, “plano operativo anual (POA)”, “termo de compromisso de compensação ambiental”, etc.

ƒ Trata da competência para definição da incidência da compensação ambiental, como condicionante do processo de licenciamento (COPAM, mediante EIA/RIMA), com seus respectivos prazos de atendimento;

ƒ Em seu anexo único, exemplifica os casos nos quais os empreendimentos deverão se submeter ao licenciamento ambiental para efeitos da compensação;

ƒ Trata dos trâmites a serem observados para análise dos processos da compensação ambiental, no âmbito do IEF.

Deliberação Normativa COPAM

n.º 74, de 9 de setembro de

2004.

Estabelece critérios para classificação, segundo o porte e potencial poluidor, de empreendimentos e atividades modificadoras do meio ambiente passíveis de autorização ou de licenciamento ambiental no nível estadual, determina normas para indenização dos custos de análise de pedidos de autorização e de licenciamento ambiental.

ƒ Enquadra os empreendimentos e atividades modificadoras do meio ambiente sujeitas ao licenciamento ambiental no nível estadual conforme lista constante em seu anexo, assim como os empreendimentos considerados de impacto ambiental não significativo, que ficam dispensados

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do processo de licenciamento ambiental no nível estadual, mas sujeitos obrigatoriamente à autorização de funcionamento pelo órgão ambiental estadual competente; ƒ Determina que os empreendimentos e atividades modificadoras do meio ambiente não passíveis de licenciamento no nível estadual podem ser licenciados pelo município na forma em que dispuser sua legislação, ressalvados os de competência do nível federal;

ƒ Dispõe sobre os casos exigíveis de Autorização para Exploração Florestal e/ou Outorga de Direito de Uso de Recursos hídricos;

ƒ Isenta do ônus da indenização dos custos de análise de licenciamento e de autorização de funcionamento as micro-empresas e as unidades produtivas em regime de agricultura familiar, dispondo, ainda, sobre a forma de pagamento da referida indenização pelas empresas não isentas desse ônus e prevê outras hipóteses de indenizações, de acordo com os procedimentos a serem adotados na obtenção do licenciamento;

ƒ Define que as normas estabelecidas pelo COPAM referentes à classificação de empreendimentos conforme a Deliberação Normativa n.º 1, de 22 de março de 1990 passam a incidir segundo as seguinte correspondências: I - Pequeno porte e pequeno ou médio potencial poluidor: Classe 1; II - Médio porte e pequeno potencial poluidor: Classe 2; III - Pequeno porte e grande potencial poluidor ou médio porte e médio potencial poluidor: Classe 3; IV - Grande porte e pequeno potencial poluidor: Classe 4; V - Grande porte e médio potencial poluidor ou médio porte e grande potencial poluidor: Classe 5; VI - Grande porte e grande potencial poluidor: Classe 6;

ƒ Impõe condições para a aplicabilidade das normas pertinentes às classificações acima enumeradas;

ƒ Determina que os empreendimentos dispensados do licenciamento ambiental e que já possuem Licença de Operação deverão cumprir o Plano de Controle Ambiental - PCA e demais condicionantes estabelecidas no processo de licenciamento dentro do prazo de validade da licença. Ao final do prazo de validade desta, o empreendimento de classe 1 ou 2 deverá ser objeto de autorização de funcionamento junto ao órgão ambiental;

ƒ Define prazo para que o órgão ambiental responsável pelo processo de licenciamento conclua a análise dos processos já formalizados (90 dias);

ƒ Por fim, em seu Anexo Único, classifica as fontes de poluição e o potencial poluidor/degradador das atividades de acordo com o porte, características das mesmas, que são listadas detalhadamente ao longo do anexo.

Referências

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