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AGOSTO. Provocação do Papa

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Academic year: 2021

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AGOSTO

A

Política – Eleições 2020

A eleição 2020 marcada para 04 de outubro será a primeira em que os partidos não poderão fazer alian-ças para disputar as câmaras municipais – somente para as pre-feituras. Nas cidades com mais de 200 mil eleitores onde o candidato mais votado não atingir 50% dos votos válidos haverá 2º turno no dia 25 do mesmo mês.

O Doc. 105 da CNBB, nos n.º 258-263, trata do mundo da política, missão do cristão leigo direcionada de modo especial para a participação na construção da sociedade, segundo os critérios do Reino.

É urgente estimular a participação dos cristãos leigos e leigas na política, a partir dos critérios do Ensino Social da Igreja, seja como eleitores, seja como candidatos, rompendo o preconceito comum de que a política é coisa suja, conscientizando-os de que ela é essencial para a transformação da sociedade. Como também, impulsionar a construção de mecanismos de participação popular que contribuam com a democratização do Estado e com o fortalecimento do controle social e da gestão participativa.

Apesar de desacreditada pela população, é necessária a participação política através da democracia representativa, mas também através da cidadania ativa, pela participação nos Comitês de

Combate à Corrupção Eleitoral (9.840), nos Grupos de Acompanhamento Legislativo (GAL), nos Conselhos Paritários de

Direitos, nos Movimentos Populares e Sociais que lutam por “Terra, Teto e Trabalho”, etc.

Lembrando sempre que somos sujeitos na Igreja e na Socie-dade, a partir de nosso Batismo, exercendo nossa função sacerdotal,

profética e real, cuidando da nossa Casa Comum em nossas comunidades eclesiais missionárias – vendo, sentindo e cuidando.

(Tales Falleiros – Comissão de Fé e Política do CNLB/Regional Sul II)

Confira as datas de votação:

04/10/2020 – votação primeiro turno;

25 de outubro - segundo turno.

Provocação do Papa

A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vi-vem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição. (Mensagem do Papa Francisco para o 52º dia mundial da paz, 1º de janeiro de 2019).

Intenções de oração do Papa para 2020

Oração universal - O mundo do mar

Rezemos por todas as pessoas que trabalham e vivem do mar, entre elas os marinheiros, os pescadores e suas famílias.

Conversando...

A propósito, vale a pena recordar as «bem-aventuranças do político», do Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002:

Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciên-cia do seu papel.

Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade. Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses.

Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente. Bem-aventurado o político que realiza a unidade.

Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical.

Bem-aventurado o político que sabe escutar. Bem-aventurado o político que não tem medo.

Cada renovação nos cargos eletivos, cada período eleitoral, cada etapa da vida pública constitui uma oportunidade para voltar à fonte e às referências que inspiram a justiça e o direito.

Duma coisa temos a certeza: a boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras. (Pa-pa Francisco, 1º /1/ 2019).

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Questões que nos interpelam

“Defendei o oprimido e o órfão, fazei justiça ao humilde e ao pobre, livrai o oprimido e o necessitado, tirai-o das gar-ras dos ímpios” (Sl. 81, 3 - 4).

Esta é a ordem de Deus para os homens do povo que é Dele e que não é massa de manobra, nem é gado para viver contado por cabeça que ocupa um pasto. É um povo que não é de um líder, nem é de ninguém, a não ser do próprio Deus... O povo de Deus tem sentimento porque é hu-mano. E mais, é dignificado por Deus na criação, com a estatura de ser imagem e semelhança do próprio criador. Para reinar sobre tudo, mas não para reinar sobre seus semelhantes, ou ser submisso a outros.

Mas essa lógica de soberania parece ter adquirido contornos sutis, permitindo que pessoas ou grupos, que não são reis, se comportem como deus – a arrogância do homem que imagina poder contemplar o mundo a partir de sua própria inteligência é o vírus letal inoculado pelo demônio para a destruição do gênero humano.

“Do alto deste monumento, quarenta séculos vos contemplam!”, disse Napoleão Bonaparte aos seus soldados diante

das pirâmides do Egito. Líder ou louco? Visionário ou Sanguinário? A

distância dos anos não permite que se ouse mais tê-lo como referência. O que será daqui a muitos anos quando a história contar

a trajetória dos líderes de hoje? Em face dos desafios atuais, o mun-do parece carecer de líderes que apontem com responsabilidade para um futuro esperançoso. A mesma esperança que Deus teve quando nos colocou sobre a face da terra.

(Sergio Zavaris, Comissão de Fé e Política do CNLB/ RCC).

Recordando o Sínodo

O Documento final do Sínodo recorda a Lumen Gentium (26), a possibilidade de ordenar sacerdo-tes a homens idóneos e reconhecidos pela comu-nidade, que tenham um diaconato fecundo e

rece-bem a uma formação adequada para o presbiterato, podendo ter familia legítimamente constituída e estável, para sustentar a vida da comunidade cristã meditante a proclamação da Palavra e a celebração dos Sacramentos nas zonas mais remotas da região amazónica.” (111).

Lembrando ainda

“A Cruz e o sofrimento. A Igreja cresce também com o sangue dos mártires, homens e mulheres que dão a vida. Hoje existem muitos. Curioso: não são notícia. O mundo esconde isso. O espírito do mundo não tolera o martírio, o esconde. (Francisco, capela Santa Marta, tema: a Igreja cresce no silêncio, sem dar espetáculo). O Papa definiu como "uma espécie de genocídio cau-sado pela indiferença geral e coletiva”.

“Os filhos deles são sequestrados por serem cristãos; eles sofrem torturas por serem cristãos; eles são abandonados a deixa-rem suas casas por sedeixa-rem cristãos; você é chamado a rezar por eles por serem cristãos. A perseguição aos cristãos não acontece aqui, mas acontece agora”. (ACN, site Ajuda à Igreja que sofre).

“Vocês podem usar um crucifixo, eles não. Vocês podem ir a uma celebração, eles não. Vocês podem rezar um terço eles não, são simplesmente perseguidos por serem cristãos. Dedique um dia de oração por aqueles que guardam a fé com a vida” – Rezemos

pelos cristãos perseguidos neste mês de agosto, na sua casa, na

sua paróquia, no seu movimento e pastoral. (apoio CNBB- ACN- aju-da à Igreja que sofre).

Gritos do VII Encontro do CNLB

Gritamos pela família desestruturada, pela Igreja dividida, pelas crianças e adolescentes sem cuidado e pelas vítimas da pedofilia.

19 de agosto - Dia de luta da população em situação de rua

Estima-se que haja 101.000 pessoas em situação de rua no Brasil. Isto é reflexo da exclusão social quer sejam como ausência de vínculos familiares, desemprego,

violência, perda de autoestima, alcoolismo, uso de drogas, doença mental, abuso familiar e outros fatores. Na rua, tornam-se vulneráveis a perigos, além de adoecimento físico e psicológico por essa situa-ção.

Falta de políticas públicas, ou sua ineficiência, tornam os

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Aprendendo sempre

Quanto mais uma vocação se ilumina, mais ela enriquece o

conjunto.

E esse é o papel de um Conselho de leigos e leigas, iluminar o laicato na caminhada para entender e vivenciar a sua vocação laical.

Sobre isso, diz a Christifideles Laici: “dessa forma, o estar e o agir no mundo são para os fiéis leigos uma realidade, não só antro-pológica e sociológica, mas também e, especificamente, teológica e eclesial, pois é na sua situação no meio do mundo que Deus mani-festa o seu plano e comunica a especial vocação de procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus. Assim sendo essa ação no mundo, vem para os cristãos lei-gos/s, antes mesmo das tarefas na comunidade eclesial. Ser agente de pastoral é apenas um dos ângulos de nossa vocação laical, porém não o primeiro e nem o prioritário. Concretamente isto quer dizer que nossa primeira missão/vocação é estar no meio do mundo para santi-ficá-lo, para fazer com que ele seja segundo o projeto de Salvação de Jesus Cristo e nosso, a partir de nosso batismo e nossa inserção na comunidade de fé.

Naturalmente são muitos os campos de ação que se apresentam, porém, Jesus nos dá um critério imprescindível quando diz: “não vim para os justos, mas sim pelos pecadores, quero salvar a ovelha perdida, os primeiros devem ser os pobres, com a massa sobrante, esse é o critério que deve orientar nossa ação e presença entre os irmãos. Por isso precisamos ocupar todos os espaços onde se decidem as políticas públicas e onde se decidem as ações eclesi-ais. (Wanda Conti – CNLB Arquidiocese de Campinas SP – co-fundadora do CNLB Regional Sul).

Agosto – mês das vocações

Pensamento do Mês

Você sabia?

O território da Amazônia é composto por nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa. A bacia amazônica ocupa uma área de cerca de 7,5 milhões de quilômetros quadrados. Na região, concentra-se 20% da água doce não congelada da Terra, 34% das florestas primárias do planeta e entre 30 e 40% da fauna e flora do mundo. O arcebispo de Huancayo recorda ainda em seu artigo que “a Amazônia é um bioma ou sistema vivo, que serve de "estabilizador climático regional e global". Seus habitantes são cerca de 33 milhões, entre os quais 2 milhões e 800 mil indígenas.

A solenidade do Congresso Eucarístico em Recife/Olinda também marcará as comemorações pelos 80 anos da terceira edição do CEN, que foi realizado no Recife, entre os dias 3 e 7 de setembro de 1939, e teve como tema “A Eucaristia e a vida cris-tã”. O tema do Congresso Eucarístico deste ano será Pão em todas as mesas”.

Vocação para constituir família

“A história de uma família está marcada por crises de todo o gênero, que são parte também da sua dramática beleza. É preciso ajudar a descobrir que uma crise superada não leva a uma relação menos intensa, mas a melhorar, sedimentar e maturar o vinho da união. Não se vive junto para ser cada vez menos feliz, mas para aprender a ser feliz de maneira nova, a partir das possibilidades que abre uma nova etapa. Cada crise implica uma aprendizagem, que permite incrementar a intensidade da vida comum, ou, pelo menos, encontrar um novo sentido para a experiência matrimonial. É preciso não se resignar de modo algum a uma curva descendente, a uma inevitável deterioração, a uma mediocridade que se tem de suportar. Pelo contrário, quando se assume o matrimônio como uma tarefa que implica em também superar obstáculos, cada crise é sentida como uma ocasião para beber juntos o vinho melhor”, como nas bodas de Caná. (Amoris Laetitia n.232).

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Conhecendo a realidade

A urgência do combate aos

agrotóxicos

Eliminar o uso de substâncias

tóxi-cas na agricultura deveria ser uma das prioridades de governos e sociedade para

preservar a vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 20 mil mortes são registradas to-dos os anos ligadas ao uso de venenos nas lavouras. Mas isso não mobiliza a opinião pública. Não obstante o trabalho dos ambienta-listas, somente neste ano o governo federal liberou mais 382 novas substâncias.

De acordo com a publicação do Instituo Nacional do Câncer (INCA) os males que o veneno causa podem variar desde dificuldade

para dormir, esquecimento, aborto, impotência, depressão, incapacidade de gerar filhos, até câncer.

Além disso, desde 2014, cientistas pesquisam sobre associação entre autismo e glifosato e há indícios de que o aumento

da utilização de agrotóxicos pode ter efeito na geração de crianças

com o transtorno. Independente disso, é óbvio que ninguém, voluntariamente, envenenaria sua própria alimentação.

O que parece ser loucura aos olhos de qualquer pessoa, não é estranho às grandes corporações que produzem medicamentos, alimentos e agrotóxicos. Na prática, vendem a doença e depois vendem o remédio.

As alternativas já existem e estão crescendo, mas não na proporção adequada para diminuir o uso de veneno. O argumento mais utilizado é de que não é possível produzir sem a utilização des-ses produtos. Uma falácia demonstrada em muitos experimentos agroecológicos. Essa modalidade agrícola preserva não apenas a saúde da população, mas também os recursos naturais do planeta.

A Terra existe há pelo menos quatro bilhões e meio de anos e deve permanecer por outros tantos bilhões. Já para a humanidade, as previsões não são tão otimistas e há cientistas que preveem a nossa extinção em poucos séculos. Dá para mudar isso.

(Beto Mistrorigo Barbosa- membro da Comissão de Forma-ção do CNLB/ Regional Sul II).

Fazendo memória dos mártires da ecologia, do

cuidado com a floresta, com a comunidade

Dionísio Ribeiro, Doroty Stang, Irmã Adelaide Molinari, Wilson Pinheiro, Marcal de Sousa, Pe. Josimo, José Claudio e Maria do Espírito Santo Silva, Chico Mendes, Pe. Ezequiel Ramim, Adelino Ramos “Dinho”, Fábio Luis Soares, Irmã Cleusa Coelho.

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CNLB: Identidade e Missão

Fazer memória é reforçar nossa identidade e utopia.

O CNLB também é um espaço de FORMAÇÂO, o que significa favorecer a descoberta da própria vocação, espiritualidade e missão e a disponibilidade cada vez maior para vivê-la no cumprimento da própria missão (CfL, n.º 51).

Também articula o laicato a participar dos planos de pastoral da

diocese e da Igreja em suas ações. É certo que a índole secular leva

o laicato a atuar preferencialmente na sociedade, mas no seio da Igreja também. Puebla disse que o leigo é o coração da Igreja no mundo e o coração do mundo na Igreja. Ele traz para o interno da Igreja as perguntas que o mundo faz e pastoralmente junto com toda a Igreja busca respostas à essas mesmas perguntas.

Um CNLB deverá se sustentar em algumas colunas, quais sejam:

Formação – que seja integral, programada, sistemática e

diversificada. Deve-se ligar o aspecto antropológico e o teológico à luz da Palavra de Deus e da Tradição e Magistério da Igreja.

Espiritualidade – que seja autenticamente evangélica,

apostóli-ca e missionária. A espiritualidade do cristão leigo, leiga se alimenta nas fontes de toda a espiritualidade cristã: a Palavra, a oração, a vida litúrgica e o testemunho de comunhão eclesial.

Organização e Participação - que seja articulada, ativa e

responsável. Deve-se estabelecer o relacionamento de cristãos lei-gos e leigas dos mais variados campos da sociedade a fim de ajudá-los a se tornarem agentes de evangelização e transformação do mundo como sujeitos eclesiais que devem ser.

Ação Transformadora - que seja evangélica, generosa, firme,

dedicada, competente e generosa. Deve-se habilitar plenamente o laicato para o exercício da fé na vida, nas mais diferentes pistas e caminhos de atuação; não é tarefa do Conselho criar ou organizar estas pistas, mas apontá-las. Para tanto reunirá, formará, criará situações de reflexão e estudo em vista desta ação transformadora.

A organização e articulação do laicato deve ser entendida como uma resposta à nova evangelização dos tempos presentes. É dada à vocação laical a prioridade de evangelizar os ambientes como Igreja em lugares que só a ele é dado ir.

Anotações desta reunião

O que decidimos nesta reunião? Que data agendamos? Quais, quando, onde, quem organiza, quem participa, quanto vai custar, faremos parceria? ____________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________

Referências

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