• Nenhum resultado encontrado

Eixo Temático – Administração, Gestão e responsabilidade social– sala nº 09

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Eixo Temático – Administração, Gestão e responsabilidade social– sala nº 09"

Copied!
23
0
0

Texto

(1)

XIV ERIC – (ISSN 2526-4230)

Eixo Temático – Administração, Gestão e responsabilidade social– sala nº 09 (ARTIGOS)

(2)

XIV ERIC – (ISSN 2526-4230)

FACULDADE DE FILOSOFIA CIÊNCIAS E LETRAS DE

MANDAGUARI

DAYANE SÃOVESSI LUIZ

EMERSON GONÇALVES MACHADO

(3)

MANDAGUARI/2018

DAYANE SÃOVESSI LUIZ

EMERSON GONÇALVES MACHADO

MARKETING DIGITAL

Trabalho apresentado ao XIV ENCONTRO REGIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA da FAFIMAN – FACULDADE DE FILOSOFIA CIÊNCIAS E LETRAS DE MANDAGUARI. Acadêmicos do terceiro ano do curso de Administração. [email protected];

[email protected]; Categoria de apresentação: COMUNICAÇÃO ORAL Prof. Rosa Mara Gregório.

(4)

MANDAGUARI/2018

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ... 4

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 5

2.1 O QUE É MARKETING DIGITAL? ... 5

2.2. COMO FUNCIONA? ... 5

2.3. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO MARKETING DIGITAL ... 5

2.3.1. DESVANTAGENS ... 5

2.3.2. VANTAGENS ... 6

2.4. APLICAÇÃO DO MARKETING DIGITAL ... 8

(5)
(6)

1. INTRODUÇÃO

Desde o momento em que começamos a desenvolver habilidades de negociações começamos a criar formas de ofertar nossos produtos para diferentes tipos de pessoas. A dificuldade que sempre encontramos foi descobrir qual o gosto de cada indivíduo e com o passar do tempo aprendemos a mensurar essas informações a fim de traçar estratégias mais robustas e precisas. Diferentes plataformas foram desenvolvidas e com essas plataformas foram criadas técnicas para poder explorar todo o seu potencial.

1.2 JUSTIFICATIVAS DO TEMA

O marketing digital é uma ferramenta poderosa que está em constante crescimento e vêm ganhando cada vez mais espaço dentro das empresas, através do Marketing Digital as empresas começaram a melhor mensurar suas métricas de divulgação e alcance de seu público tendo assim, em suas mãos dados mais concretos de seus produtos, diferente da mensuração de folhetos e banners utilizados.

1.3 PROBLEMÁTICA

Marketing Digital: Esta novidade está sendo usada de maneira correta?

1.4 OBJETIVOS

1.4.1 OBJETIVO GERAL

Identificar como usar o Marketing Digital de maneira correta.

1.4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Listar dados de clientes bem como o faturamento, localidade e segmentação. • Levantar dados através da plataforma Analytics

(7)

1.5 METODOLOGIA

Esse artigo foi desenvolvido para demonstrar de uma maneira mais clara e objetiva como diferentes autores indicam o uso correto do marketing digital. As pesquisas aqui apresentadas estão fundamentadas em livros e obras de autores reconhecidos.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 O QUE É MARKETING DIGITAL?

Marketing Digital são meios de comunicação que a empresa tem com o cliente através da internet e os utiliza para fazer publicidades e cativar o cliente, segmentando os produtos de seu interesse. Há várias vantagens do Marketing Digital em relação ao Marketing tradicional e tem um maior retorno de seus investimentos.

2.2. COMO FUNCIONA?

Segundo o Livro Google top 10, as práticas de Marketing Digital são meios utilizados por uma empresa/fornecedor dentro do espaço digital para chegar até seu potencial cliente. O marketing Digital visa explorar todos os recursos digitais empregados na internet, o e-commerce de uma determinada empresa é divulgado através do Marketing Digital dentro das redes sociais, sites e blogs. Através de ferramentas específicas é possível identificar lacunas, oportunidades de venda e segmentações de públicos, tudo isso evita o desperdício de recursos financeiros a longo e curto prazo.

2.3. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO MARKETING DIGITAL 2.3.1. DESVANTAGENS

Nos dias atuais, basicamente tudo gira em torno da Internet e tudo funciona mais rápido e com facilidade, porém, muda muito rápido também, e tudo o que

(8)

estiver ao seu redor tem que mudar também e acompanhar as tendências da atualidade para conseguir manter seu status. A desvantagem do Marketing Digital é a grande dedicação que ele exige para ter bons retornos financeiro uma vez que para um bom aproveitamento desta ferramenta é necessário preparar um profissional para exercer tais funções, esse profissional se dedicará em desenvolver campanhas em sites e redes sociais, o custo eleva ainda mais quando é necessário o treinamento deste indivíduo. Segundo Dailton Felipini (2010), a maneira correta de empreender na internet requer um trabalho ainda mais árduo em relação ao marketing puro conhecido pela maioria. O autor deixa claro que investir em marketing digital não é abrir mão das outras maneiras de fazer marketing, mas sim estar aberto para novas possibilidades de engajamento com seu potencial cliente.

2.3.2. VANTAGENS

Uma empresa que opta em adquirir o Marketing Digital consegue fazer uma mensuração de quais pessoas devem visualizar a sua publicidade e assim descobrir que sua empresa existe. Além dos custos serem menores, também é possível segmentar seu público alvo através de técnicas de E-mail Marketing, utilizando as técnicas e estratégias do SEO (Search Engine Optimization), um sistema de otimização de sites de busca que ajuda a manter seu site entre os mais procurados e acessados.

Segundo o que mencionado no Best seller Google Top 10, com o uso do Marketing Digital é possível você ter um alcance global economizando tempo e dinheiro, e ao final das vendas e das campanhas, poderá ter uma comunicação clara e objetiva com seu cliente sobre sua satisfação com a empresa, sobre o atendimento e produto, e tudo isso poderá ser feito quase em tempo real, o que permite alterar sua forma de recepção para com os clientes.

Para podermos entender melhor do que se trata o Marketing Digital é preciso que voltemos alguns anos atrás quando ninguém ainda havia comentado em colocar seus produtos na internet, na época da internet discada era quase impossível alguém querer migrar seus bens e serviços para um local de difícil acesso. O marketing é uma combinação de três aspectos: uma atitude mental que serve de

(9)

base à orientação global da empresa; uma forma de organizar as diversas funções e atividades dentro da empresa; um conjunto de ferramentas, técnicas e atividades à disposição dos clientes (Cowel 1983). Atualmente, dentro do contexto de velocidade e informação estar totalmente atrelados um com o outro é muito improvável que ninguém queira compartilhar informações e valores de suas marcas pela internet afora, imagine a quantidade de dados que estão trafegando nesse exato momento na rede mundial de computadores, quantos vídeos e textos de produtos de variados tipos e formas para variados tipos de clientes. A vantagem do Marketing Digital é a possibilidade que um especialista tem em mãos para organizar esses dados e decidir com base em análises qual o tipo de campanha deverá ser disparado e quais clientes realmente irão trazer conversão para tais acessos.

Dailton Filipine afirma também que crescer dentro da web requer primeiramente conhecimento de onde realmente você está colocando o seu negócio, quem são os seus concorrentes e como os clientes dos seus concorrentes chegam até eles. De certa maneira é colocado a importância de ter um empreendimento sólido e bem configurado dentro da web, especialmente dentro do Google.

O Google é citado como a principal ferramenta de busca por conter uma fatia de 90% de pessoas buscando informações de diversos assuntos, o autor ainda apresenta números impressionantes de buscas realizadas diariamente e o quanto é gigantesco o número de informações. Mas será que qualquer site se beneficia desses números apresentados?

De acordo com pesquisas realizadas por especialistas em SEO, a maioria dos sites que pretendem crescer e serem bem vistos dentro dos mecanismos de pesquisa não se importam com os critérios de relevância, segmentação e adequação de seus sites sendo esses os motivos de muitos gastarem quantias absurdas para patrocinarem seus sites e no final das contas não saírem do lugar. “É importante você diferenciar a busca orgânica dos links patrocinados” (Filipine 2010 ,4). Na maioria das vezes não basta apenas patrocinar o site para que sua conversão de clientes cresça, pois, a maioria dos usuários de hoje conseguem identificar um bom conteúdo quando o site é bem posicionado.

(10)

2.4. APLICAÇÃO DO MARKETING DIGITAL

Partindo da premissa de que é necessário maior esforço para trabalhar com uma determinada marca dentro da internet, fica claro que para Felipini a melhor maneira de se fazer marketing Digital é utilizando de técnicas de SEO (Search Engine Optimization) dentro do site, isso é o primeiro passo de acordo com o que Felipini diz em seu Livro, é necessário entender como um mecanismo de busca funciona como seu algoritmo é estruturado e o que esse motor de busca usa de critério para Ranquear milhares de sites e produtos espalhados em seus bancos de dados.

Segundo Kotler (2004, p.233) Uma Marca é um nome, termo, símbolo, desenho ou uma contribuição desses elementos - que deve identificar os bens ou serviços de uma empresa ou grupo de empresas e diferenciá-los da concorrência. Uma Marca deve ter em sua essência a identificação imediata junto à empresa ou fabricante, com a possibilidade de ser um nome, uma Marca comercial, um logotipo ou outro símbolo. Filipine não destrói o argumento de Kotler sobre a importância de se manter uma marca, ao contrário, o Marketing Digital é um aliado a favor da marca, essa ferramenta ajuda a empresa a desenvolver com mais força conceitos que o Marketing de Kotler não atingira até o momento, isso porque o Marketing Digital traz uma maior característica própria da marca que o utiliza.

O marketing Digital deve ser aplicado desde o princípio da concepção de um e-commerce, tudo começa dentro do código fonte onde ali são inserido tags e Keywords (palavras chaves) específicas para o tipo do site e consequentemente essas palavras chaves serão responsáveis ema auxiliar o motor de busca (como o Google, por exemplo) quando algum usuário pesquisar por alguma das palavras chaves salvas dentro desse código fonte.

Durante a leitura do livro Google top 10 percebe-se muitas características técnicas sobre a anatomia dos sites que são recomendadas por vários motores de busca, o mais citado é o famoso Google, o mecanismo é capaz de ranquear qualquer site que esteja dentro dos padrões exigidos pela organização, Filipine aponta que os sites devem se adaptar para diferentes dispositivos disponíveis no mercado como, por exemplo, os dispositivos mobiles. O que as pessoas querem é

(11)

responsividade, sites que se adaptem as diferentes necessidades do usuário, o que os usuários desejam é uma interface intuitiva e de fácil manuseio. Filipine apresenta termos como o m-commerce que são projetos dedicados para comércio em dispositivos Mobiles, uma plataforma adaptada e direcionada por empresas que pretendem ampliar a experiência do usuário com sua marca, a ideia do m-commerce é criar um “atalho” ainda mais curto entre o usuário até o produto desejado por esse usuário, o aplicativo assim como os sites também necessita das técnicas de SEO.

Filipine aponta que é muito mais barato desenvolver um site desde o seu começo seguindo as normas e regras de SEO do que ter que adaptá-lo futuramente, isso porque sua base de dados também deverá seguir critérios de SEO para evitar erros e frustrações durante o acesso deste. Quando o site está disponível na internet é muito mais complicado ter que desativá-lo e deixar o sistema fora de operação por um determina tempo, mesmo que isso seja para uma manutenção ou melhoria, o cliente que estiver dentro do site mudará seu conceito e não voltará mais.

Outra área recém explorada pelo Marketing Digital é a forma com que as empresas estão se engajando dentro das redes sociais, através de grupos, pages, e comunidades, as empresas estão investindo fortemente no conceito de Networking. As redes sociais seguem rumo a fora trazendo novas experiências para seus consumidores, Filipine aponta a importância da análise de dados de acesso dentro dessas redes sociais e em alguns comparativos é possível perceber o quanto o fator familiaridade é citado durante os Feedbacks apresentados pelos consumidores, isso se deve a confiança que as redes sociais passam para esses clientes. É importante ressaltar que o Marketing Digital pode tanto ajudar quanto atrapalhar o desenvolvimento de uma determinada marca, isso acontece por causa da despreparação de indivíduos que assumem um papel de estarem à frente se socializando em nome da empresa nas redes sociais e isso acarreta em discussões que se prolongo há dias a fio e podem acabar de maneira trágica quase sempre para a empresa.

É coerente conceber a insatisfação como os resultados menos conseguidos nas interações comerciais entre cliente e fornecedor (Freitas Sousa, 2011), diante

(12)

dessa afirmação pode-se subtender que o cliente também irá passar a sua insatisfação com a marca, irá criticar de maneira construtiva ou não, irão reclamar como antigos funcionários apenas para poder destruir a marca o que indica que nem sempre apenas o cliente terá acesso a essas plataformas como forma de desabafar.

A plataforma de análise (Analytics) é a única capaz de mensurar a insatisfação do cliente com determinada plataforma, isso porque através destas análises é possível identificar possíveis detratores, pessoas que não somam e não geram retorno ou conversões nas campanhas de publicidade dentro do Marketing Digital.

REFERÊNCIAS

KOTLER, Marketing 3.0, 2010

FREITAS SOUZA, Satisfação de Clientes: O caso de uma empresa industrial. São Paulo 2011

FELIPINI, Google Top 10. São Paulo 2012

PHILIP KOTLER; KEVIN L. KELLER. Administração de Marketing, São Paulo 2013 Marketing Digital: Aprenda definitivamente o que é e como fazer. Disponível em:

(13)

XIV ERIC – (ISSN 2526-4230)

GESTÃO DE CUSTOS

Cleber Fecchio- G/FAFIMAN INTRODUÇÃO

Não há dúvidas um dos assuntos que merecem grande atenção nas empresas hoje em dia é a gestão de custos. Com a alta competitividade do mercado, o conhecimento e domínio dos métodos de custeio atrelado a uma boa gestão tornam-se de suma importância para a sustentação e otimização dos processos produtivos.

Nesse ambiente de acirramento da concorrência, a função econômica não é a principal, mas é imprescindível para se alcançar os objetivos traçados pela organização. O lucro é a maior exigência de qualquer atividade econômica. E este só será alcançado se a função econômica for atendida com comprometimento. Entretanto, o lucro só será o resultado alcançado a partir do momento que o gerenciamento dos custos for feito com ferramentas eficientes otimizando os processos de gestão dos negócios.

Organizações que não possuem um sistema de gestão de custo, normalmente analisam os custos de forma que leva à tomada de decisões equivocadas na intenção de reduzir gastos, uma vez que, com uma análise mais adequada, apontaria quais os melhores recursos a serem utilizados.

Nesta perspectiva, toda empresa, seja de qual porte for, necessitam de ferramentas eficientes que, juntamente com as técnicas modernas de produção e de administração de recursos, mostrem o melhor caminho para uma boa gestão de custos. É sempre possível reduzir os custos, seja na racionalização de tarefas, na eliminação aos desperdícios e no banimento de supérfluos.

O presente artigo propõe apresentar um estudo sobre os sistemas de custeios e como essas ferramentas podem contribuir numa gestão mais eficaz nas organizações. E também:

(14)

• Elaborar um estudo bibliográfico fundamentando os sistemas de gestão de custos;

O administrador está capacitado para gerenciar recursos financeiros, materiais e humanos de uma empresa. Em qualquer área que o administrador atuar ele tem que estar atualizado com a economia mundial, nacional e local, para que possa gerir de forma mais eficaz os recursos de uma organização.

Sendo assim, este trabalho proporciona ao autor a oportunidade de pôr em prática os conhecimentos adquiridos, trabalhando com um tema de grande relevância em uma empresa e de suma importância para que a empresa se mantenha competitiva no seu mercado de atuação.

Dessa forma, o presente estudo, proporciona ao autor a oportunidade de apresentar as ferramentas de gestão de custos que se adaptam para a realidade do mercado que se encontra cada vez mais competitivo e assim otimizar os processos produtivos.

CUSTOS

A Contabilidade de Custos adveio com a Revolução Industrial com a necessidade de obter mais informações para se estabelecer padrões, elaborar orçamentos e controlar dispêndios. (MARTINS, 2001)

Existem muitas definições sobre custos apresentadas na literatura descritas por vários autores as quais passam a serem explanadas neste capítulo.

Definições e Conceitos

Para Martins (2001), gastos podem ser definidos como o sacrifício financeiro arcado pela entidade para a obtenção de um produto ou serviço qualquer, representado por entrega ou promessa de entrega de ativos. Os gastos podem ou não estarem relacionados com a atividade fim da empresa.

Já para Sá e Sá (1994), gastos compreendem toda despesa, custo ou investimento feito para obter uma utilidade. Sendo que, para os mesmos autores, investimento é a “aplicação de valores para a obtenção dos fins da empresa”

(15)

Neste sentido, custo é definido por Lacerda (1999) como o sacrifício despendido para produzir um produto ou serviço a partir do desenvolvimento, aquisição, processamento e acabamento de outros produtos e/ou serviços.

Para Bruni e Fama (2007), custos compreendem as medidas monetárias dos sacrifícios com os quais uma organização arca a fim de alcançar seus objetivos.

Marques (2004), por sua vez, define custo como o valor expresso monetariamente de atividades, serviços ou produtos efetivamente consumidos e aplicados na sua fabricação. Para ele, o custo somente ocorre quando houver “consumo” e “aplicação”.

Iudícibus (1998) corrobora dizendo que custo “significa tudo quanto foi gasto para adquirir certo bem, objeto, propriedade ou serviço”.

Entretanto, pode-se dizer que custo é tudo o que pode ser identificado em valores monetários despendidos para a produção de um bem, produto ou serviço.

Classificação dos Custos

Os custos podem ser classificados de acordo com as necessidades gerenciais de cada empresa, de forma que o contador estabelece e prepara os diferentes tipos de custos que vão atender a administração.

Os sistemas, formas e metodologias aplicados no controle e gestão de custos podem ser classificados em função da forma de associação dos custos aos produtos elaborados, de acordo com a variação dos custos em relação ao volume de produtos fabricados, em relação aos controles exercidos sobre os custos, em relação a alguma relação específica e em função da análise do comportamento passado. (BRUNI E FAMÁ, 2004)

Custos Diretos

São os que podem ser diretamente (sem rateio), apropriados aos produtos, bastando existir uma medida de consumo, como explica Martins (2003): “podem ser diretamente apropriados aos produtos, bastante haver uma medida de consumo”.

Para Sá e Sá (1994), custo direto é o mesmo que custo primário, restringindo os custos diretos à matéria-prima e à mão-de-obra.

Leone (2000) por sua vez, conceitua os custos diretos como todos aqueles que podem ser identificado com as atividades, do modo mais econômico e lógico.

(16)

Custos Indiretos

Por outro lado, os custos indiretos são aqueles que, para serem incorporados aos produtos irão necessitar de algum critério de rateio, como por exemplo o aluguel, depreciação.

Neste sentido, Sá e Sá (1994) salientam que custos indiretos são os investimentos empregados na produção, mas que não participam fisicamente na elaboração do produto; que são gastos que cooperam com a produção, mas não participam diretamente do produto.

Martins (2003) corrobora dizendo que os custos indiretos não possuem forma de mensurar objetivamente uma medida e a alocação terá de ser feita de maneira estimada e ao mesmo tempo arbitrária.

Custos de Transformação ou Atribuído

Para Bruni (2008), os custos de transformação podem ser denominados também de custos de conversão ou de agregação e consistem no esforço agregado pela empresa na obtenção do produto.

Custos Fixos

Os custos fixos não apresentam nenhuma relação com o volume de produção, pois são gastos que se referem ao funcionamento básico da empresa para que as operações produtivas da mesma se realize.

Neste sentido, Leone (2000) conceitua os custos fixos como custos que não variam com a variabilidade da atividade escolhida, ou seja, o valor total dos custos permanece praticamente igual independente da variação do volume produzido.

Para Bruni (2008), os gastos fixos não oscilam com a variação dos volumes de produção e vendas.

Custos Variáveis

Segundo Martins (2003), os custos variáveis estão diretamente atrelados à variação do volume de produção.

(17)

Para Bruni (2008), o comportamento dos custos variáveis depende do volume da produção e das vendas, sendo que seu valor total altera diretamente em função das atividades da empresa.

Elementos de Custos

Os elementos de custos influenciam diretamente o resultado da empresa, pois, estes, são representados pelas receitas auferidas, pelos custos diretos e indiretos e pelas despesas incorridas no período.

Neste sentido, Bruni (2007) reitera que os custos diretos podem ser facilmente associados à produção, uma vez que os custos indiretos necessitam de um rateio para serem incorporados aos produtos.

Como principais elementos dos custos de produção, de acordo com Ferreira (2007), podem-se destacar: Custos com Materiais diretos, custos com mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.

Material Direto (MD)

Material é todo elemento corpóreo e com valor patrimonial. Com relação ao material utilizado no processo de produção, segundo Bruni (2007), classifica-se como material direto todos os custos de aquisição de materiais facilmente identificado como uma unidade de produto.

Mão-de-Obra Direta (MOD)

Segundo Santos (2016), a Mão de Obra Direta (referenciada como MOD) faz parte do gasto relativo ao pessoal e é caracterizada pelo trabalho direto na produção e, também, pela possibilidade de verificação do exato tempo despendido na elaboração do produto, sem qualquer necessidade de rateio.

Custos Indiretos de Fabricação

De acordo com Santos (2016), os gastos relacionados à produção, mas que não estejam enquadrados com Material direto e Mão-de-obra Direta são denominados Custos Indiretos de Fabricação (CIF).

(18)

Para Ferreira (2007), os custos considerados no custo final do produto e que não podem ser medidos e identificados e especificados são os custos indiretos de fabricação.

GASTOS

O conceito de gasto é bem amplo e pode-se confundir com os conceitos de custos, despesas e investimentos.

Martins (2003) corrobora dizendo que gasto é a

Compra de um produto ou serviço qualquer, que gera sacrifício financeiro para a entidade (desembolso), sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).

Conceito extremamente amplo e que se aplica a todos os bens e serviços adquiridos; assim, temos Gastos com a compra de matérias-primas, Gastos com mão-de-obra, tanto na produção como na distribuição, Gastos com honorários da diretoria, Gastos na compra de um imobilizado etc. Só existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou serviço, ou seja, no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento. (...) Note que o gasto implica desembolso, mas são conceitos distintos.

Para Dantas (2018) diz que um gasto pode transformar-se num investimento, o qual, posteriormente, será classificado como um custo ou como uma despesa.

DESPESAS

Segundo Martins (2001), “teoricamente a separação é fácil: l: os gastos relativos ao processo de produção são custos, e os relativos à administração, às vendas e aos financiamentos são despesas”.

Bruni e Famá (2007) exemplificam que os custos estão diretamente relacionados ao processo de produção. Dessa forma, os produtos que ficam em estoques têm seus custos ativados e destacados como Estoques no Balanço Patrimonial, sendo incorporados ao Resultado do Exercício somente quando vendidos, onde o custo de produção será confrontado com as receitas de vendas.

Por outro lado, segundo os mesmos autores, as despesas associam-se aos gastos administrativos e/ou com vendas e incidências de juros. Sua natureza não é fabril e integra o Resultado do Exercício do período em que incorrem.

(19)

CONTABILIDADE DE CUSTOS

Martins (2003) salienta que “o conhecimento dos custos é vital para saber se, dado o preço, o produto é rentável; ou, se não rentável, se é possível reduzi-los (os custos)”.

O principal objetivo de conhecer e dominar o custo é aumentar a competitividade da empresa através de uma metodologia que determine os custos dos itens comercializados, sua rentabilidade e viabilidade comercia e econômica. (FERRERIA, 2007)

Os objetivos do conhecimento de custos, coincidem com os objetivos da Contabilidade de Custos que, para Leone (2008):

a Contabilidade de Custos é uma atividade que se assemelha a um centro processador de informações, que recebe (ou obtém) dados, acumula-os de forma organizada, analisa-os e interpreta-os,produzindo informações de custos para os diversos níveis gerenciais.

Objetivos da Contabilidade de Custos

Segundo Kroetz e Vieira (2007), a Contabilidade de Custos tem como objetivos:

➢ Avaliação de estoques;

➢ Atendimento das exigências fiscais; ➢ Determinação do resultado;

➢ Planejamento;

➢ Formação do preço de venda; ➢ Controle gerencial;

➢ Avaliação de desempenho; ➢ Controle operacional; ➢ Análise de alternativas;

➢ Estabelecimento de parâmetros; ➢ Obtenção de dados para orçamentos; ➢ Tomada de decisão.

Neste sentido, o conhecimento dos custos de uma empresa auxilia os administradores em suas funções de planejamento, controle e tomada de decisões com um mercado cada vez mais competitivo e globalizado.

(20)

Segundo Marques (2004), a ausência de informações dos custos da empresa pode trazer grandes consequências, ameaçando o crescimento da organização e a estabilidade financeira da mesma.

SISTEMAS DE CUSTEIO

Sistemas de custeio são um conjunto de métodos e técnicas utilizadas pela empresa para atribuir ao produto ou ao serviço os custos a ele relacionados. Referem-se às formas como os custos são registrados e transferidos internamente dentro da entidade. Como reitera Megliorini (2012, p. 2), “Os métodos de custeio determinam o modo de valorização dos objetos de custeio”.

Segundo o mesmo autor, existem diferentes métodos de custeio que podem ser adotados pela empresa.

Acumulação de Custos

Acumulação de custos, segundo Martins (2003), corresponde a um subsistema do sistema de custeio tendo como função acumular os custos de uma maneira organizada, considerando-se o modo como a empresa opera as decisões que precisa tomar e ainda seus objetos de custos.

Sistema de Custeio por Ordem Específica ou de Produção

De acordo com Berti (2006), o sistema de custeio por ordem de produção é caracterizado pelo somatório dos gastos envolvidos com insumos, sendo apropriado diretamente na ordem de produção relacionado aos produtos que serão produzidos. É caracterizado também, segundo o autor, neste método, só se sabe o custo real após concluída a ordem de produção.

Complementando, Horngren, Foster e Datar (2000), dizem que se considera uma ordem, uma empreitada que consome recursos para trazer um determinado produto ou serviço ao mercado, cujo produto ou serviço é geralmente feito sob medida ou por encomenda.

(21)

O custeio por processo é o método de custeio em que os custos são atribuídos igualmente a unidades homogêneas, em determinado período, e é utilizado quando a produção é feita em fluxo contínuo, como salienta Berti (2006).

Marion et Ribeiro (2011), observa que, no custeamento por processo, cada fase da produção se desenvolve em departamentos distintos, nos quais são incorridos custos diretos e indiretos, cujos produtos não permitem o controle unitário de custos, cabendo assim a acumulação por processos.

Borinelli, Beuren e Guerreiro (2003) apresentam as principais características do sistema de acumulação de custos por processo

Os produtos são produzidos em grande escala para venda em geral; normalmente fornecem produtos similares, ou seja, um único produto é feito de forma contínua em grande quantidade; a produção é organizada em processos, departamentos ou seções distintas umas das outras; buscam custear o processo, identificando os recursos consumidos, tanto em unidades físicas como em valores monetários, por processos.

Métodos de Cálculos de Custeio

Custeio por Absorção

Megliorini (2012) observa que o custeio por absorção caracteriza-se por apropriar custos fixos e variáveis aos produtos de forma que os produtos produzidos incorporem os custos incorridos num período.

Segundo Bruni (2007), o método de custeio por absorção estabelece que todos os gastos produtivos, inclusive, os indiretos, devem ser incorporados ao valor dos estoques.

Custeio Direto ou Variável

Custeio Padrão

(22)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS

BERTI, A. Contabilidade e análise de custos. Curitiba: Juruá, 2006.

Borinelli, M. L., Beuren, I.M. e Guerreiro, R (2003), “Os sistemas de acumulação de custos em organizações de serviços: um estudo de caso em uma entidade hospitalar”, artigo apresentado em: Congresso Brasileiro de Custos, Guarapari, ES, 1-16. Anais.

BRUNI, Adriano Leal. A Administração de Custos, Preços e Lucros. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

DANTAS, Tiago. "Gastos, custos e despesas"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/economia/gastos-custos-despesas.htm>. Acesso em 13 de agosto de 2018.

FLICK, Uwe. Desenho da pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009.

LEONE, George Sebastião Guerra. Custos - Planejamento, Implantação e Controle. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

LAKATOS, E. M. & MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2007.

MARION, J. C. et RIBEIRO, O. M. (2011), Introdução a Contabilidade Gerencial. 1 ed., Saraiva, São Paulo, SP.

MARQUES, Wagner Luiz. Contabilidade Gerencial à Necessidade das Empresas. 2ª ed. Cianorte: Bacon, 2004.

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 8ª ed. São Paulo: Atlas, 2001.

MEGLIORINI, Evandir. Custos: análise e gestão. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 2012.

OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Tratado de metodologia científica. São Paulo: Pioneira. 1997.

YIN, Robert K. Estudo de caso – planejamento e métodos. (2Ed.). Porto Alegre: Bookman. 2001.

(23)

SÁ, A. Lopes de; SÁ, A. M. Lopes de. Dicionário de Contabilidade. 9ª ed. Ver. e ampl. São Paulo: Atlas, 1994.

SANTOS, Luiz Eduardo. Contabilidade de Custos Decifrada. 2016. Disponível em: <http://www.contabilidadedecifrada.com.br/upload/topico/pdf_envios/aula-0030103-a-texto.pdf> Acesso em 15 de julho 2018.

Referências

Documentos relacionados

17 CORTE IDH. Caso Castañeda Gutman vs.. restrição ao lançamento de uma candidatura a cargo político pode demandar o enfrentamento de temas de ordem histórica, social e política

baseado nos resultados de ensaios analíticos insatisfatórios, realizados pela própria empresa ou terceiro contratado, conforme formulário específico. Ampliar sempre seus

5º O Programa Escola do Adolescente será implementado nas escolas que oferecem anos finais do ensino fundamental, por meio de articulação institucional e

Neste Capítulo será apresentada a Fundamentação Teórica que ancora esse estudo, percorrendo desde questões pertinentes à inclusão social, à visão da Língua Inglesa como

- o apagamento do objeto ocorre com bastante freqüência na fala araguaiense. Ocorre entre os mais escolarizados e entre os pouco alfabetizados. É uma construção que tem sido

Esses resultados podem ser visualizados através dos gráficos da médio do nível em função do resíduo. A Figura 37 ilustra a variação significativa do fator controlável Base quando

Os riscos que receberam menor priorização foram o de caráter tecnológico (Invasão e Queda no sistema) e risco de sofrer recurso administrativo. O terceiro objetivo específico

Há um encontro, ou melhor, um borrifo, uma aspersão cristã sobre a ideologia liberal udenista, o que leva Carlos Lacerda – convertido ao catolicismo pelo grupo do Centro Dom