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Código: PRFDVN01I-01PPC - Projeto Pedagógico de Curso
1. Perfil do curso
De acordo com os dados disponíveis do IDHM - Índice de Desenvolvimento Humano constante dos dados do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, Fortaleza avançou de 0,652 no ano 2000 para 0,754 em 2010. Este avanço representou uma taxa de crescimento significativa de 15,64%.
Em relação ao Estado do Ceará, no seu conjunto de municípios, no mesmo período, o IDHM avançou de 0,541 para 0,682 representando um crescimento de 26,06%. Também alguns estudos indicam que o aumento da renda individual e familiar requer a melhoria da qualidade da educação em todos os níveis. Foi notória a contribuição para o IDHM em Fortaleza do fator educação, que, no período de 2000 a 2010, o IDHM-Educação, passou de 0,534 para 0,695.
Ainda se destaca em Fortaleza a importante e necessária expansão dos cursos superiores: "Dos jovens adultos de 18 a 24 anos, 16,28% estavam cursando o ensino superior em 2010. Em 2000 eram 10,20% e, em 1991, 5,99%", conforme o Atlas Brasil (2015).
Visando o crescimento do IDHM é necessária a oferta de vagas para a educação de nível superior, entre as condições que apoiam a ampliação da oferta de vagas para a formação de profissionais para atuarem com automação industrial, encontra-se a demanda do cinturão industrial próximo de Fortaleza (CE), e de forma especial, a crescente necessidade de profissionais que lidem com projetos de automação, desenvolvimento de equipamentos e manutenção, potencialmente requeridos pelo polo de desenvolvimento do PECÉM, que, de acordo com a instituição: "A CSP -Companhia Siderúrgica do Pecém tem como objetivo impulsionar o crescimento econômico do Ceará para um novo patamar de desenvolvimento, permitindo maior competitividade do Estado no Brasil e no Exterior" (CEARÁPORTOS, 2015).
As previsões estratégicas da CSP, para o desenvolvimento regional, apontam para um aumento de 48 % no PIB industrial do Estado do Ceará, os empregos diretos para a operação da usina serão de 14 mil pessoas e a prioridade será da utilização de recursos humanos locais.
A operação do polo siderúrgico, iniciada em 2016, será importante para o desenvolvimento da sociedade, para o aperfeiçoamento tecnológico, para a ampliação de ofertas de trabalho, contando com pessoal especializado, visando os projetos de automação, construção, operação, manutenção e gestão da cadeia produtiva. Com esta ampliação do horizonte econômico serão necessários profissionais que atuarão em todos os elos da cadeia produtiva e distributiva.
O Curso contempla as demandas de natureza econômica, social, cultural, política e ambiental. Além disso, o PPC destaca, no contexto de algumas disciplinas, a existência de "atividades relacionadas às relações étnico-raciais, atividades ligadas à história e à cultura afro-brasileira e indígena, atividades relacionadas à educação ambiental e atividades relacionadas aos direitos humanos".
Este cenário previsto, do desenvolvimento local e regional, propicia o campo fértil para a implantação do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial em Fortaleza. Portanto, a decisão da Fanor de incorporar esse Curso ao seu elenco de cursos já existentes na área de tecnologia vem ao encontro das reais necessidades locais e atende à demanda de cursos na área tecnológica, cobrindo uma lacuna ainda presente, diante do exíguo número de cursos oferecidos na Região Nordeste e, especialmente, no estado do Ceará com boas expectativas de retomada do crescimento, no mercado de trabalho e na economia regional.
2. Atividades do curso
Considerando que as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos Superiores de Tecnologia não estabelecem como obrigatória a realização das Atividades Complementares, a Instituição optou por não incluí-las nos Projetos Pedagógicos dessa modalidade de curso.
3. Perfil do egresso
De acordo com o Art. 2º da Resolução CNE/CP n°03/2002, os cursos de educação profissional de nível tecnológico serão designados como Cursos Superiores de Tecnologia e deverão:
I. incentivar o desenvolvimento da capacidade empreendedora e da compreensão do processo tecnológico, em suas causas e efeitos;
II. incentivar a produção e a inovação científico-tecnológica, e suas respectivas aplicações no mundo do trabalho;
III. desenvolver competências profissionais tecnológicas, gerais e específicas, para a gestão de processos e a produção de bens e serviços;
IV. propiciar a compreensão e a avaliação dos impactos sociais, econômicos e ambientais resultantes da produção, gestão e incorporação de novas tecnologias;
V. promover a capacidade de continuar aprendendo e de acompanhar as mudanças nas condições de trabalho, bem como propiciar o prosseguimento de estudos em cursos de pós-graduação; VI. adotar a flexibilidade, a interdisciplinaridade, a contextualização e a atualização permanente dos cursos e seus currículos;
VII. garantir a identidade do perfil profissional de conclusão de curso e da respectiva organização curricular.
O Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial visa à formação tecnológica específica, mas também humanista, crítica e reflexiva, capacitando seu egresso a compreender e traduzir as necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidades, com relação às atividades inerentes ao
exercício profissional. Seu egresso será um profissional com competência na área de automação industrial, com embasamento teórico e prático na área. As principais atividades deste profissional estarão relacionadas à modernização das técnicas de produção utilizadas no setor industrial, visando o aumento de competitividade do setor. O profissional estará apto a atuar no planejamento, instalação, supervisão e manutenção de sistemas de automação de qualquer nível de complexidade ou ramo específico da indústria. Ele estará preparado para utilizar tecnologias como controladores lógicos programáveis, sensores e atuadores industriais, transdutores, redes industriais, sistemas supervisórios, entre outras.
Além disto, ao longo do curso os estudantes desenvolverão atividades que estimulem o trabalho em grupo, o exercício da liderança e a prática da comunicação formal oral e escrita. A qualificação adquirida pelos egressos deverá permitir a rápida empregabilidade e ascensão profissional.
O egresso do Curso estará apto a:
a) aplicar conhecimentos adquiridos ao longo do Curso e, com habilidade e atitude, resolver problemas relacionados às áreas de projetos, implantação e manutenção de sistemas de automação industrial;
b) planejar, executar, supervisionar e gerir de forma crítica e ativa as atividades ligadas ao projeto, implantação e manutenção de sistemas de automação industrial;
c) atuar na manutenção e definição de estratégia para a consecução de projetos e atividades ligadas aos processos de fabricação;
d) desenvolver ou utilizar novas ferramentas e técnicas na solução de problemas do mercado; e) implementar ações que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, respeitando as peculiaridades étnico-raciais e os direitos humanos;
f) desenvolver projetos que garantam a sustentabilidade do planeta, implementando políticas de preservação ambiental;
g) comunicar-se nas formas escrita, oral e gráfica, compatíveis com o exercício profissional, facilitando os processos de negociação nas relações interpessoais ou intergrupais;
h) gerenciar equipes de trabalho multidisciplinares no desenvolvimento de sistemas de automação industrial, buscando a excelência através da melhoria contínua dos serviços prestados;
i) assumir a postura de permanente busca de atualização e aprofundamento profissional, garantindo melhor qualidade de serviços e produtos;
j) aplicar a ética e agir com responsabilidade profissional, atuando em conformidade e probidade.
Conforme consta no PDI, a política de acompanhamento de egressos é implementada pelo setor denominado Carreiras. Este setor aplica pesquisas e implanta mecanismos para conhecer a opinião dos egressos sobre a formação recebida, para saber o índice de ocupação entre eles e para procurar estabelecer a relação entre a ocupação e a formação profissional recebida.
denominado Carreiras. Este setor aplica pesquisas e implanta mecanismos para conhecer a opinião dos egressos sobre a formação recebida, para saber o índice de ocupação entre eles e para procurar estabelecer a relação entre a ocupação e a formação profissional recebida.
4. Forma de acesso ao curso
O acesso dos alunos ao Curso é realizado através das seguintes modalidades.
Processo Seletivo
Aplica-se a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente. Neste caso, os candidatos submetem-se a um exame, contendo questões de diferentes áreas do saber, observando a complexidade do ensino médio, bem como temas da atualidade nacional e internacional. A partir das notas obtidas, os candidatos são classificados em ordem decrescente de desempenho e convocados para a efetivação da matrícula até o preenchimento das vagas. Havendo vagas ociosas, os candidatos habilitados serão, sequencialmente, convocados.
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
A Instituição reserva parte das vagas oferecidas para ingresso em seus cursos a candidatos que tenham participado do Enem e alcançado média igual ou superior a 50% do total de pontos.
Graduados
Aplica-se a candidatos portadores de diploma de curso de graduação, dispensando-o do processo seletivo. Neste caso, o candidato deve protocolar o pedido de matrícula e, havendo vagas disponíveis, é feita a análise curricular para eventual dispensa de disciplinas que possuírem equivalências com as disciplinas a serem cursadas.
Transferências
Aplica-se a estudantes que já estejam matriculados em cursos de graduação de outra instituição. Neste caso, o estudante deve protocolar o pedido de transferência e, havendo vagas disponíveis, é procedido o processo seletivo e feita a análise curricular para eventual dispensa de disciplinas que possuírem equivalências com as disciplinas a serem cursadas.
Programa Universidade para Todos (ProUni)
Governo Federal a partir da nota do Enem dentre aqueles que preencham os requisitos sociais. Os candidatos pré-selecionados pelo Programa apresentam à Instituição os documentos comprobatórios, exigidos pelo Ministério da Educação.
Vagas remanescentes
Se ao final do processo seletivo não houver preenchimento de todas as vagas oferecidas, a Instituição poderá admitir candidatos que tenham participado do Enem e obtido desempenho maior ou igual a 50% do total de pontos.
5. Representação gráfica de um perfil de formação
Com uma Estrutura Curricular modular, o Curso possibilita que o estudante se aprofunde em cada tópico, de maneira gradativa e sequencial, garantindo um melhor aprendizado e maior flexibilidade à apropriação voltada para o desenvolvimento de competências. Assim, o Curso se desenvolve a partir de um processo de interação entre os módulos, em que o ensino-aprendizagem tem forte apelo dialógico, reflexivo e investigativo, de base contextualizada na realidade operacional. Isso se constitui na viabilização para o desenvolvimento do currículo, enfatizando a troca de experiências entre professores e estudantes.
Nos dois primeiros módulos ocorre o Ciclo Básico, o qual está compreendido por 14 disciplinas. Neste período os alunos receberão uma preparação prática e teórica nas áreas de física, química e matemática, aprendendo os conceitos mínimos necessários para compreender, modelar e solucionar os problemas reais que encontrarão na sua vida profissional, e que serão abordados ao longo dos demais módulos do curso. Além das disciplinas de física, desenho e matemática, desde o primeiro semestre os alunos terão contato com temas específicos da área de Mecânica, em disciplinas como Desenho Mecânico Industrial e Física Aplicada à Eletricidade e Magnetismo.
Os Módulos profissionalizantes, que constituem os blocos dos quatro últimos semestres e serão cursados pelos alunos após o cumprimento dos dois primeiros módulos e abordarão disciplinas de cunho tecnológico, focadas em sistemas de automação e assuntos correlatos na área de engenharia.
O Módulo de Projetos de Automação levará ao egresso os conhecimentos sobre redes industriais, meios de transmissão e protocolos de comunicação industriais, analisando a infraestrutura industrial para definir as melhores soluções de intercomunicação de equipamentos. Ele estará apto para projetar sistemas de comunicação e implementar soluções para comunicar equipamentos com inteligência de tráfego e segurança, construirá conceitos de supervisórios, capacitando o aluno para o desenvolvimento de software para monitoramento, supervisão e interface com o usuário. Aplicará procedimentos de modelagem estrutural e cinemática para projeto e análise de componentes e
sistemas mecânicos, utilizando ferramentas computacionais dedicadas. Também estará apto a interpretar e elaborar projetos de automação e instrumentação de acordo com as normas internacionais difundidas no mercado em nível mundial.
O Módulo de Sistemas Hidro-Pneumático desenvolverá a capacidade do aluno de efetuar leitura e interpretação de texto de plantas de sistemas eletro-hidráulico e eletro-pneumáticos, selecionando adequadamente os componentes de sistemas fluidos de potência, ou sistemas eletro-pneumáticos. O aluno será apresentado a diversas aplicações de automação hidráulica e pneumática utilizada em diversos processos industriais, desde processos de fabricação mecânica e produção seriada. O egresso deverá elaborar projetos de automação fluida com e sem controle elétrico e projetar montagem prática de sistemas de automação fluida. O mesmo se reflete aos sistemas pneumáticos, podendo dimensionar e selecionar os componentes de um sistema pneumático. Desenvolverá a capacidade de avaliar o impacto dos sistemas hidráulicos e Pneumáticos ao meio ambiente.
O Módulo de Automação Industrial, que envolve disciplinas como: Robótica Industrial, Máquinas Elétricas e Acionamentos e Sistema de Controle Digital levará o aluno à aptidão para implementar projetos de automação que envolvam operação e controle de braços robóticos e máquinas elétricas, visando otimização dos processos automáticos na indústria, minimizando os impactos no meio ambiente. O aluno estará apto ainda a realizar o planejamento dos processos automatizados, seu acompanhamento e solucionará possíveis problemas fazendo uso de softwares comerciais ou desenvolvido por ele.
O módulo de Controladores Digitais capacitará o egresso a planejar soluções para automação em sistemas de produção, utilizando-se do conhecimento adquirido em disciplinas como: Eletrônica Industrial, Linguagem e Técnicas de Programação para Clp, Circuitos Digitais. Ao final do módulo ele estará apto a desenvolver modelos de automação e discutir problemas de manufatura, visando a otimização da produção e consequente melhoria de competitividade das empresas da região.
O Módulo de Automação Industrial visa desenvolver no egresso sua visão crítica ao realizar as atividades de identificar sistemas de produção, modelos de automação e discutir problemas de manufatura visando a otimização da produção e consequente melhoria de competitividade das empresas. Irá preparar o estudante para atuar em processos de automatização de fabricação; Desenho auxiliado por computador(CAD); Manufatura auxiliada por computador(CAM); irá familiarizar-se com os tipos de comandos numéricos computadorizados (CNC) que permitem o controle de máquinas e são utilizados principalmente em Tornos e Centros de Usinagem. O egresso será capaz de elaborar soluções de automação utilizando controladores lógicos programáveis (CLP), sistemas supervisórios (SCADA) e redes industriais. Irá desenvolver a capacidade de especificar robôs industriais e seus acessórios para realizações de tarefas específicas e integração em células de fabricação robotizadas, identificar os algoritmos de processamento de imagens e métodos de navegação para aplicações robotizadas.
O Módulo de Controladores Digitais visa prover o egresso de conhecimentos sobre os conceitos fundamentais da programação estruturada usando a linguagem para desenvolver programas, com eficiência e qualidade. O egresso identificará as principais características e funcionalidades das arquiteturas dos microprocessadores e dos microcontroladores e terá a oportunidade de criar uma aplicação que simule um microcontrolador. Estará apto a realizar conversões entre sistemas de numeração (decimal, binário, octal e hexadecimal) e códigos digitais utilizados nos projetos de circuitos digitais; construir circuitos lógicos, observando as equivalências entre blocos lógicos, para reduzir os componentes de um circuito e seu custo de produção; otimizar os circuitos digitais para reduzir os custos do projeto, utilizando adequadamente as técnicas de simplificação; projetar e implementar circuitos lógicos para solução de problemas práticos utilizando os circuitos integrados; projetar e implementar os circuitos combinacionais para desenvolver os circuitos aritméticos e os codificadores e decodificadores. Aprenderá as diversas técnicas de controle digital utilizada na indústria de processos, consolidando os conhecimentos através de ferramentas de simulação e aplicações práticas em laboratório.
Os conteúdos programáticos e as bibliografias são atuais e estão plenamente adequados às disciplinas teórico/práticas e estágios curriculares supervisionados, bem como dão suporte à pesquisa realizada por discentes e docentes, além de assegurar o desenvolvimento das competências previstas no Perfil do Egresso.
Na abordagem dos conteúdos curriculares os docentes são capacitados, através do Programa Mandacaru, acerca da educação inclusiva, com o objetivo de estarem preparados para adaptar suas práticas pedagógicas para alunos portadores de necessidades especiais.
Os requisitos legais relativos às relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, políticas para educação ambiental e direitos humanos são abordados transversalmente ao longo de todo o percurso formativo do alunado, quer como conteúdo específico de algumas disciplinas, quer como atividades complementares.
6. Sistema de avaliação do processo de ensino e aprendizagem
O processo de avaliação da aprendizagem é parte integrante do processo de ensino e obedece às normas e procedimentos pedagógicos estabelecidos pelo Conselho Superior da UniFanor Wyden, tanto para os cursos presenciais quanto a distância.
As avaliações de aprendizagem têm por objetivo acompanhar o processo de construção do conhecimento, a compreensão e o desenvolvimento da capacidade do aluno para resolver problemas referentes às competências (conteúdos, habilidades e atitudes) gerais e específicas exigidas para o exercício profissional, desenvolvidas ao longo do percurso formativo.
A sistemática institucional para a avaliação da aprendizagem considera a participação do estudante na construção do próprio saber e nas atividades acadêmicas programadas para as disciplinas que compõem a Matriz Curricular, parte do Projeto Pedagógico do Curso e o domínio dos conteúdos de natureza técnico-científica e instrumental, bem como acompanhar e aferir o desenvolvimento das habilidades e atitudes demonstradas em cada componente curricular, principalmente, o desempenho nos trabalhos e atividades realizados individualmente ou em grupo, provas e testes (orais ou escritos), visitas técnicas, debates, dinâmicas de grupo, seminários, oficinas, preleções, pesquisas, resolução de exercícios, arguições, trabalhos práticos, excursões e estágios, inclusive os realizados fora da sala de aula e da sede da Instituição.
A depender das características da disciplina, os professores, ao elaborarem os cronogramas de atividades, parte integrante dos Planos de Ensino, definem as ferramentas e os critérios de avaliação da aprendizagem que serão adotados, com vistas a atender às diferenças individuais dos educandos, orientando-os ao aperfeiçoamento do processo da aprendizagem. O sistema de avaliação da aprendizagem está institucionalizado no Regimento Institucional e seu funcionamento está normatizado na Norma 006.
Considerando o disposto no referido instrumento legal, a avaliação do desempenho acadêmico do estudante é realizada por disciplina, abrangendo os aspectos de aproveitamento e frequência. O aproveitamento é expresso por uma nota de eficiência que é a média ponderada das avaliações realizadas no período letivo. Respeitado o limite mínimo de frequência de 75% da carga horária do componente curricular, será considerado aprovado o aluno que obtiver média de eficiência igual ou superior a 5 (cinco), em uma escala que varia de 0 (zero) a 10 (dez).
A critério dos Dirigentes, por proposta do professor ou grupo de professores que ministram uma disciplina, ouvido o Coordenador do Curso, poderá ser adotado um regime especial de avaliação da aprendizagem considerado mais adequado.
Os critérios de verificação de desempenho no Trabalho de Conclusão do Curso e no Estágio Curricular Supervisionado, quando couber, constam de regulamentos próprios (normas 002 e 003, respectivamente), aprovados pelo Conselho Superior da Instituição.
Alunos com necessidades especiais, quando necessário, podem ser assistidos por equipes da CASA, para que realizem seus processos avaliativos em consonância com suas características e particularidades.
O processo de avaliação do Curso de Automação Industrial da Centro Universitário Fanor Wyden é desenvolvido pela Coordenação Geral de Graduação e Coordenação de Curso, em colaboração com a Comissão Própria de Avaliação (CPA), no que couber. Os procedimentos de avaliação têm por objetivos acompanhar continuamente o planejamento estratégico expresso no PDI e no PPC, com vistas à melhoria da qualidade, sob vários aspectos, tais como a execução do planejamento acadêmico, a gestão acadêmico-administrativa, as condições de infraestrutura oferecidas (laboratórios, salas de aula, biblioteca, áreas de conveniência, os serviços de atendimento ao aluno, etc.), corpos docente e técnico-administrativo.
Semestralmente, mediante questionários elaborados especialmente para este fim, o corpo social avalia como segue:
AVALIAÇÃO REALIZADA PELO CORPO DISCENTE
Os alunos, ao final do semestre, avaliam os principais processos desenvolvidos com relação ao desempenho dos professores, da Coordenação do Curso e da Direção da Instituição, disciplinas ofertadas, atividades acadêmicas realizadas pela Instituição, o processo de avaliação da aprendizagem, infraestrutura física, serviços de apoio, etc.. Busca-se aferir o nível de satisfação do alunado com o Curso e com a Instituição.
AVALIAÇÃO REALIZADA PELO CORPO DOCENTE
Os professores, ao final de cada semestre, avaliam em formulário próprio, o plano de ensino da disciplina sob sua responsabilidade, atingimento de seus objetivos, cumprimento do cronograma de atividades e dos conteúdos programáticos propostos, qualidade do material didático utilizado, bibliografia disponível na biblioteca (livros, periódicos, acervo em multimídia), infraestrutura física e equipamentos, apoio institucional para realização das atividades acadêmicas, desempenho da turma, etc.
AVALIAÇÃO REALIZADA PELO CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
Do mesmo modo que os professores, os técnicos envolvidos com os laboratórios de ensino avaliam as condições de oferta das aulas práticas quanto a equipamentos, material de consumo, dimensionamento de turmas, adequação dos experimentos, etc.
AVALIAÇÃO REALIZADA PELO COORDENADOR DO CURSO
Anualmente, a partir das avaliações semestrais acima previstas e das experiências vivenciadas, o Coordenador do Curso é responsável pela elaboração do Relatório de Autoavaliação do Curso, que será encaminhado aos Dirigentes, apontando as ações a serem desenvolvidas com vistas à melhoria da qualidade acadêmica do Curso e o aumento do grau de satisfação dos alunos, professores e
colaboradores, com o Curso e com a Instituição.
Os resultados do processo de autoavaliação geram relatórios consubstanciados, apontando as potencialidades e fragilidades do Curso, bem como propondo implementação de ações para a melhoria das atividades acadêmicas, infraestrutura, etc., que serão encaminhadas aos dirigentes da Instituição para as devidas providências. Os resultados, no que diz respeito ao PPC, são encaminhados para o NDE, que como Comissão responsável pelo acompanhamento, gestão e atualização do PPC, os analisa encaminhando ao Colegiado do Curso propostas de ações com vistas à melhoria da qualidade acadêmica e da infraestrutura institucional.
Também, são divulgados e discutidos junto ao corpo social do Curso, alunos, professores e técnico-administrativos, mediante a realização de seminários, via e-mail, reunião com grupos focais, etc., dando-se amplo conhecimento à comunidade.
8. Trabalho de conclusão de curso (TCC)
Considerando que as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos Superiores de Tecnologia não estabelecem como obrigatória a realização do Trabalho de Conclusão de Curso, a Instituição optou por não incluí-lo nos Projetos Pedagógicos dessa modalidade de curso.
9. Estágio curricular
Considerando que as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos Superiores de Tecnologia não estabelecem como obrigatória a realização do Estágio Curricular Supervisionado, a Instituição optou por não incluí-lo nos Projetos Pedagógicos dessa modalidade de curso.
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