FUNDAMENTOS MECÂNICOS
E METALÚRGICO DOS METAIS A/B
Prof. M.Sc. Antonio Fernando de Carvalho Mota
ENGENHARIA DE MATERIAIS
QUAL A DIFERÊNÇA ENTRE UM ENG. MECÂNICO E UM ENG. DE MATERIAIS?
Eng. Mecânico unid. de medida “mm” Eng. de Materiais
unid. de medida “A”º
Aº mm 1 Å = 10-10m (angström) m m nm cm 10m Atomic
Bonding Crystal structure Microstructure Specimen Component
ENSAIO DE TRAÇÃO
PROPRIEDADES
CIÊNCIA E ENGENHARIA DE MATERIAIS
PROCESSAMENTO
ESTRUTURA
PROPRIEDADES
Propriedade Mecânica é o comportamento do
metal quando submetido a esforços mecânicos.
Ex.s de Propriedades Mecânicas:
Resistência mecânica;
Elasticidade;
Ductilidade;
Tenacidade;
Dureza;
Fluência.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
DETERMINAÇÃO DAS PROPRIEDADES MECÂNICAS
CARACTERIZAÇÃO DO MATERIAL – ENSAIO DE TRAÇÃO
ENSAIO DE TRAÇÃO – PROPRIEDADES MECÂNICAS
AÇO – 0,8%C
RESIST. E FRÁGIL
AÇO DOCE
COMO SÃO ENSAIADOS OS TUBOS?
AVALIAÇÃO: QUAIS AS VANTAGENS DOS EIXOS VAZADOS?
EIXO MAÇIÇO EIXOS VAZADOS
SOLICITAÇÃO: FLEXO-TORÇÃO
TELHAS AUTOPORTANTES
10
A TELAPORT leva a fábrica até a sua obra tecnologia 100%
brasileira, também utilizada na Europa, África e América do Sul,
chegando a cobrir mais de 7.000.000 m
2Cobertura com Tecnologia de ponta a seu serviço
Suportando sobrecargas de até 140 kg/m
2VINCOS AUMENTAM RESISTÊNCIA DA CHAPA
O Nissan March tem no teto uma solução interessante: dois vincos, em forma de “bumerangue”, que exercem função dupla. A principal é aumentar a rigidez da chapa de aço e a segunda, reduzir ruídos
REGIÃO PLÁSTICA: DEF. ELÁSTICA + DEF. PLÁSTICA
Comportamento
x :
Avaliação: Para a tensão F
Qual a deformação elástica e plástica?
HELMAN H. e CETLIN P. R., Fundamentos da Conformação Mecânica dos Metais, Ed. Guanabara Dois.
Tensões Deformações
- Tensão de engenharia:
= P/S
0- Deformação de engenharia:
= l – l
0l
0ENSAIO DE TRAÇÃO – CURVA DE ENGENHARIA
Cálculo da deformação elástica no LE
Aço ASTM A36: LE = 250MPa E = 210.000MPa = E = /E = LE/E = 250MPa/210.000MPa = 0,00119 mm/mm = 0,119% 0,12% 1,2mm/m
Variação das Propriedades Mecânicas com o teor de carbono
15
ENSAIO DE TRAÇÃO - APLICAÇÃO
Variação das Propriedades Mecânicas com os tratamentos térmicos
PROPRIEDADES
MECÂNICAS DOS METAIS
MICROESTRUTURAEx.s Ferrita Perlita Martensita
DETERMINAÇÃO DO LIMITE DE ESCOAMENTO
16
Aço de baixo carbono Laminado a quente
apresenta patamar de escoamento nítido
LE = Qesc.
So
LE = Qesc.
So
DETERMINAÇÃO DO LIMITE CONVENCIONAL DE ESCOAMENTO
n = 0,2% (deformação residual) para metais e ligas metálicas em geral n = 0,1% para aços ou ligas não ferrosas mais duras
T
en
s
ã
o
,
(
M
P
a)
LE
Deformação,
(%)
0,2%
LR
MATRIAIS DÚCTEIS E FRÁGEIS
Alumínio Cobre
Aços de baixo carbono Concreto
Ferros fundidos
Dúctil Frágil
CONCRETO (Frágil)
Dúctil – alta estricção)
Frágil – sem estricção)
ASTM = American Society for Testing and Materials
Fase
elástica Fase plástica Fase de ruptura Deformação, (%)
T en sã o , ( M P a)
LE
LR
RUP. P at am ar d e es co am en to E nc ru am en to E st ric çã o (in st ab ili da de ) A min. 20% em 200mm 400-550 Min. 250CURVA TENSÃO X DEFORMAÇÃO
ENSAIO DE TRAÇÃO- AÇO ESTRUTURAL ASTM A 36
QUAL A DIFERENÇA ENTRE CLASSIFICAÇÃO EDETERMINAÇÃO DAS PROPRIEDADES MECÂNICAS À
TRAÇÃO DE MATERIAIS METALICOS NBR- 6152
20
NA PRÁTICA INGLÊS NBR- 6152
Deslocamento (l) - Alongamento
Deformação(l/l0) Deformation Alongamento Percentual
Alongamento (A) Elongation Alongamento Percentual após a
ruptura
Limite de Escoamento (LE) ou r Yield Strength Limite de Escoamento
DIMENSIONAMENTO
adm= Tensão admissível (que se admite possível)
PARA ESTRUTURAS METÁLICAS:
ABNT-NBR-8800 Cálculo e execução de estruturas de aço
adm= LE/CS, onde CS (coeficiente de segurança) vale 1,7
adm= LE/1,7
p/ o aço ASTM A36
adm = 250MPa/1,7 = 147MPa
trabalho
admPara
Vasos de Pressão
, código ASME-American Society
of Mechenical Engineens, materiais dúcteis e
temperaturas dentro da faixa de fluência
Temp. de trabalho ≥ ½ Temp. de fusão do material, o
menor dos seguintes valores:
LR/4
LE/1,6
Tensão que causa uma deformação de 1% em 100.000 h
Turbina a vapor
Esfera
PROPRIEDADES MECÂNICAS X TEMPERATURA
High Temperature:
Elastic Modulus Decrease
Tensile Strength and Yield Strength Decreases Ductility Increase
E amb. = 210 Gpa E 427ºC = 158 Gpa E 649ºC = 127 GPa
High Temperature:
Elastic Modulus Decrease
Tensile Strength and Yield Strength Decreases Ductility Increase E amb. = 210 Gpa E 427ºC = 158 Gpa E 649ºC = 127 GPa
23
Low Temperature High TemperatureStrain
S
tr
e
ss
COLAPSO DAS TORRES DO WORLD TRADE CENTER
Temperatura crítica de colapso 550ºC. Boeing 757-200, com capacidade para 224 passageiros, tanque para 90770 litro de querosene e peso total de 1790 kN.
Ao se chocar com as torres, encontrava-se a uma velocidade entre 350 km/h e 650 km/h.
Alguns físicos americanos estimaram que foi liberada uma energia equivalente a 500 quilogramas de TNT ou a uma
potência entre 2% e 4% da bomba atômica lançada sobre Hiroxima. Torre com 110 pavimentos, 415 m de
altura e planta quadrada com 63,5 m de lado
24
a) b) c) d) e) a- Impacto, explosão e incêndio
b- Pilares destruidos
c- Flambagem de pilares (incluvive do núcleo)
d- Queda da parte superior e- Propagação do colapso
-
Aplicação de tensão acima do LE (deformação plástica)
Calandragem
Deformações finais de quadrados submetidos a mesmo carregamento inicial e final, mas sob diferentes “caminhos”.
Diagrama tensão versus deformação com carregamento e
descarregamento = ?
Efeito do encruamento no limite de escoamento de um material metálico
Tensão de Escoamento nos Processos de Conformação
Pag. 63
Formação da histerese mecânica
ENSAIO DE TRAÇÃO - AVALIAÇÃO
27
a- Como se determina a Resistência?
b- Como se determina a Rigidez?
c- Como se determina a Ductilidade?
Resp. a) LE = Q/So e LR = Qmáx./So.
b) E =
/
;onde:
= Q/So e
= l/lo. c) Alongamento, A(%) = (lf – lo) 100/lo. LELR
Detalhe da curva tensão-deformação.
(a) evidenciando o campo elástico e (b) evidenciando o campo plástico
RESILIENCIA X TENACIDADE
(a) (b)
RESISTÊNCIA X TENACIDADE
Um material dúctil com a mesma resistência de um material
frágil irá requerer maior energia para ser rompido e portanto é
mais tenaz.
Resistência mecânica é a tensão necessária para romper o
material
Tenacidade é a energia necessária para romper o material
Material dúctil Material frágil
(M
p
a)
SIGNIFICADO DOS ENSAIOS MECÂNICOS
DESTRUTIVOS:
(Propriedades Mecânicas)
Resultados numéricos
Resultados qualitativos
NÃO-DESTRUTIVOS:
(Propriedades Físicas)
Detectar falhas internas
Certificação Internacional
O QUE OS OLHOS NÃO VEEM
A GENTE INVESTIGA
Acuidade visual é a aptidão do olho para distinguir os detalhes espaciais
A Importância da inspeção visual no controle dos
EXEMPLOS DE ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS
32
Exame Visual Qual a diferença entre Descontinuidades e Defeitos? Qual a diferença entre Descontinuidades e Defeitos?Líquido Penetrante Partículas Magnéticas
Descontinuidade é qualquer falta de continuidade do material. Defeito quando a descontinuidade é proibida por norma.
O “caldo de átomos”
Temperatura > 1500o CSOLIDIFICAÇÃO
SOLIDIFICAÇÃO
Pequenos cristais
começam a solidificar
R es fr ia m en toResfriamento mais lento = Cristais maiores
Grãos ou Cristais solidificados
R es fr ia m en to
SOLIDIFICAÇÃO - CRISTALIZAÇÃO
EMBRIÕES DA FASE SÓLIDA
LÍQUIDO
Nucleação e crescimento de grão
Contornos dos grãos cristalinos
Os grãos podem ser observados melhor com auxílio de um
microscópio metalográfico.
37
MONOCRISTAL E POLICRISTAL
Monocristal
:
Material com apenas uma
orientação cristalina, ou seja, que contém
apenas um grão
Policristal
:
Material com mais de uma
orientação cristalina, ou seja, que contém
vários grãos
PRINCIPAL VARIÁVEL METALÚRGICA
ENDURECIMENTO POR REFINO DE GRÃO (GRAIN REFINING)
Eq. Hall e Petch
e
=
0
+ k
y
.d
-1/2
Onde,
e= Limite de Escoamento
0e k
ysão constantes do material
d = Diâmetro médio dos grãos em mm.
Obs.: O Refino de Grão aumenta simultaneamente a
Resistência e a Ductilidade
MICROSCÓPIA ÓPTICA - MO
MEDIÇÃO DO TAMANHO DE GRÃO (T.G.):
N = 2
n-1
Onde: N = número de grãos/ pol
2com aumento de 100 vezes
n = número de Tamanho de Grão ASTM (1
n 12)
N°1 N°2
CONTORNOS DE GRÃOS
Ângulo de desalinhamento Ângulo de desalinhamento Alto ângulo Baixo ângulo
CONTORNO DE GRÃO DE ALTO E BAIXO ÂNGULO ÂNGULO
Ângulos de
desalinhamento:
Em função do
desalinhamento dos planos atômicos entre os grãos
adjacentes, pode-se distinguir os contornos de grão de
http://www.slideshare.net/karinamello7509/17-cbecimat-3110062006villar? related=1
Austenita
Ferrita + austenita
Austenita + cementita
Ferrita + perlita Perlita Perlita + cementita A1
A3
Acm
CONSTITUINTES ESTRUTURAIS DE EQUILÍBRIO DOS AÇOS
AVALIAÇÃO:
QUAIS AS MICROESTRUTURAS NÃO PREVISTAS NO
DIAGRAMA DE FASES Fe-Fe3C?
RESP.:
TRATAMENTOS TÉRMICOS
AÇO EUTETÓIDE → %C = 0,76
FASES PROEUTETÓIDES: FERRITA E CEMENTITA
Resfriamento rápido
AUSTENITA
Resfriamento lento Resfriamento moderadoMARTENSITA
MARTENSITA
REVENITA
ReaquecimentoAço Eutetóide: PERLITA
Aço Hipoeutóide: PERLITA + FERRITA
Aço Hipereutetóide: PERLITA + CEMENTITA
BAINITA
R es is tê n ci a M ec ân ic a Martensita revenida Martensita Bainita Perlita fina Perlita groseira Esferoidita D u ct il id ad eIMPORTÂNCIA DO REVENIMENTO APÓS A TÊMPERA
Operação de têmpera com posterior revenimento
Peças revenidas Cinzéis feitos com martensita.
TÊMPERA TOTAL E TÊMPERA SUPERFICIAL
Diagrama esquemático das curvas de resfriamento De têmpera em peças de pouca espessura
Diagrama esquemático das curvas de resfriamento De têmpera em peças de grande seção
VANTAGENS DA AUSTÊMPERA
Bainita formada diretamente da austenita a temperatura
mais alta que a martensita;
Tensões internas resultantes muito menores;
Não há praticamente torção ou empenamento;
O aparecimento de fissuras de têmpera é quase que
completamente eliminada.
Microscopia eletrônica (MET): mostrando a morfologia típica da fase bainítica produzida na temperatura isotérmica de 370ºC
CARBONO EQUIVALENTE
Carbono equivalente é um numero empírico que mede a
temperabilidade ou soldabilidade:
CE = C + (Mn)/6 + (Cr+Mo)/5 + (V+Ni+Cu)/15
Fórmula do Welding Institute, onde:
Análise dos resultados:
CE < 0,4 não é temperável e de fácil soldagem;
CE > 0,4 é temperável e exige cuidados especiais na
soldagem.
Símbolo Nome Mn manganês Cr Cromo Mo Molibdênio V Vanádio Ni Níquel Cu CobrePROCESSOS DE CONFORMAÇÃO PLÁSTICA
51
LAMINAÇÃO
TREFILAÇÃO
FORJAMENTO
EXTRUSÃO
QUAL O PROCESSO DA FORMA FINAL?
Rolos fixos Rolo móvel
APLICAÇÃO DO CÍRCULO DE MOHR
ESTADO TRIAXIAL:
x
y
Z
x
y
Zb
a
c
Eixos principais:
Representação:
Tensões principais:
b
a
c
a
b
ca,b e c
Disciplina: Resistência dos Materiais II Professora Orientadora: Eliane Maria www.uff.br/resmatcivil/Downloads/ResMatII/esta
CÍRCULO DE MOHR
c
ab
MAX=
a-
c 2c
0
a
bCÍRCULO DE MOHR PARA O ESTADO TRIPLO DE TENSÃO
máx. = -
mín.=
1-
3= raio
2
Por definição:
1
2
3
3
2
1
2(b)
A adição de 2 não altera a máx. (a resistência a deformação plástica fica inalterada)
1 3=0
máx
2
1
2 (a)
1
2 =3=0
máx Tração pura
3
1
2 (d)Já a adição de uma tensão 3 de compressão aumenta drasticamente
máx.
1
2 3
máxExemplos de círculo de Mohr para diferentes estados de tensão
3
1
2 (c)
máx A adição de
3 diminui a
máx.
1
3
2TREFILAÇÃO DE ARAMES
1
2 3
máx
3
1
2 (d) 1 2=3=0 Tração pura máx.Qual a diferença?
Resposta:
REPRESENTE NO CÍRCULO DE MOHR
a) TRAÇÃO PURA b) COMPRESSÃO PURA c) CORTE PURO a) b) TRAÇÃO PURA COMPRESSÃO PURA CORTE PURO c)
58
AVALIAÇÃO:
a- Quais os processos de conformação direta?
b- Quais os processos de conformação indireta?
Laminação Trefilação Extrusão Forjamento Compressão direta Compressão direta Compressão indireta Compressão indireta
ENSAIO DE TRAÇÃO REAL
Fig. 4
Demonstrações em anexo
Real
=
( + 1)
Real
= ln (
+ 1)
ANEXOS: TENSÕES E DEFORMAÇÕES REAIS
R= ln l/lo (eq. 4)
Correlação entre deformações reais e convencionais:
= l/lo
= l –lo/lo
= l/lo - 1
Ou
l/lo = 1 +
Aplicando o ln :
ln l/lo = ln (1 +
)
Observando a (eq. 4), vem:
R= ln (1+
) (eq. 5)
CORRELAÇÃO TENSÃO REAL E TENSÃO CONVENCIONAL
Considerando o volume constante durante a deformação plástica
So x lo = Si x l
Ou l/lo = So/Si
R= ln l/lo (eq. 4)
Obs. A eq. 4
R= ln (1 +
) (eq. 5)
Obs. A eq. 5:
ln So/Si = ln (1 +
)
Ou
Si = So/(1 +
)
Da eq. 2:
R= Q/Si
R= Q/So/(1+
)
Mas,
= Q/So
R=
(1+) (eq. 6)
R=
(1+) (eq. 6)
R= ln l/lo = ln So/Si
ln So/Si = ln (1 +
)
1º) Um arame de comprimento inicial 200,0mm
é estirado de 20mm; após esta operação, sofre
outro estiramento adicional de 50mm, obtendo-se
um valor total de 70mm.
Calcular e
Rpara cada etapa de deformação,
sua soma, e comparar esta soma com valores
obtidos para a deformação total.
APLICAÇÃO
Nomenclatura:
= Deformação convencional
conv.
Real
l
(lo = 200mm)
1
1 =
l1/lo
1=20/200
1 = 0,10
R1 = ln l/lo
R1 = ln 220/200
R1 = ln 1,22 = 0,0953
l1 = 20mm 2
2 =l
2/lo +l1
2 = 50/220
2 = 0,22
R2 = ln l/l2 =ln l/lo+l1
R2 = ln 270/220
R2 = ln 1,2272 = 0,2047
l 2 = 50mm Total
total = l total/lo
total = 70/200
total = 0,35
R total = ln l/lo
R total = ln 270/200
R total = ln 1,35 = 0,300 l total = 70mm
t
1+
20,35
0,1 + 0,22
0,35
0,32
R total =
R1 +
R20,300 = 0,0953 + 0,2047
0,300 = 0,300
Índice “k” Índice “n”
CALCULO DA TENSÃO VERDADEIRA NA REGIÃO PLÁSTICA
Equação de Ludwink
=
0+ k.
nk= coeficiente de resistência
n = coeficiente de encruamento
Equação de Hollomon = k. nDESTACA A IMPORTÂNCIA DA TENSÃO E DEFORMAÇÃO REAL