UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
NÚCLEO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL PARA A SAÚDE
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E SAÚDE
Gláucia Cardoso Gago
NOVOS DESAFIOS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES VIA EAD: Programa Formação Pela Escola
RIO DE JANEIRO 2011
Gláucia Cardoso Gago
NOVOS DESAFIOS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES VIA EAD: Programa Formação Pela Escola
Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Mídias na Educação do Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde, Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito parcial à obtenção do Título de Especialista em Mídias na Educação.
Orientadora: Profa. Dra. Elizabeth Menezes Teixeira Leher
RIO DE JANEIRO 2011
Gago, Gláucia Cardoso.
Novos desafios na formação continuada de professores via EAD: Programa Formação pela Escola / Gláucia Cardoso Gago.– Rio de Janeiro: Nutes, 2011.
36 f. : il. ; 31 cm.
Orientador: Elizabeth Menezes Teixeira Leher.
Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Mídias na Educação) -- UFRJ, Nutes, Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Saúde, 2011.
Referências bibliográficas: f. 31-32
1. Educação em Ciências e Saúde. 2. Educação à distância. 3. Mídias na educação. 4. Computadores – Estudo e ensino. 5. Internet na educação – corpo docente. 6. Tecnologia Educacional em Saúde - Tese. I. Leher, Elizabeth Menezes Teixeira. II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nutes, Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Saúde. III. Título.
Gláucia Cardoso Gago
NOVOS DESAFIOS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES VIA EAD: Programa Formação Pela Escola
Monografia de Especialização apresentada ao Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências e Saúde, Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde, Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito parcial à obtenção do Título de Especialista em Mídias na Educação.
Aprovado em __________________________________
______________________________________________________ Profa. Dra. Elizabeth Menezes Teixeira Leher – UFRJ
______________________________________________________ Profa. Dra. Cristina Nacif Alves – UNIABEU
______________________________________________________ Profa. Dra. Angela Medeiros Santi – UFRJ
A todas as pessoas que fizeram parte dessa trajetória: DEUS, FAMÍLIA, AMIGOS, MEDIADORES, ORIENTADORES E EDUCADORES DA UFRJ.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a DEUS, por ter me dado forças de caminhar até aqui e de conquistar esse grande sonho, a oportunidade de adquirir novos conhecimentos e de colocar em minha vida pessoas maravilhosas.
A MINHA FAMÍLIA, ao meu esposo que esteve ao meu lado dando forças para continuar nessa caminhada, aos meus três filhos, pessoas especiais da minha vida: Leon, Lucas e Luíza que sofreram junto comigo e souberam me dar apoio nos momentos difíceis e de angústias. Aos parentes que sempre me incentivaram nos estudos.
A MINHA MÃE Jacyra e MEU PAI Rozovelte (In memorian) que com certeza foram os mestres da minha persistência.
AOS AMIGOS do curso que compartilharam comigo esses momentos de aprendizado e angústias.
A MINHA MEDIADORA, Profa. Dra. Cristina Nacif Alves por ter nos guiado até aqui com tanto carinho e compreensão.
A MINHA ORIENTADORA, Profa. Dra. Elizabeth Menezes T. Leher, que soube com maestria nos orientar com muita dedicação, competência e paciência.
A TODOS OS EDUCADORES DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFRJ, que fizeram parte dessa história.
Enfim, todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para que esse caminho pudesse ser conquistado.
Educação precisa, urgente e rapidamente, mas com juízo, familiarizar-se com o mundo das novas tecnologias, em nome de oportunidades alternativas de aprendizagem. É crucial o "olhar do educador". Este olhar privilegia o compromisso com aprendizagem adequada, sem determinismos tecnológicos ou submissões a pressões que, no fundo, não passam de truques do mercado. Tecnologia não é apenas meio. É, igualmente, alfabetização, entre outras coisas, ou seja, faz parte das habilidades do século XXI. Em sentido bem concreto, vai se tornando "compulsória". O educador precisa se adiantar, não só resistir. Educação Hoje – “Novas” tecnologias, pressões e oportunidades - DEMO (2009)
RESUMO
GAGO, Gláucia Cardoso. NOVOS DESAFIOS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE
PROFESSORES VIA EAD: Programa Formação Pela Escola. Rio de Janeiro,
2011. Monografia (Especialização em Mídias na Educação) – Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011.
No atual contexto da incorporação das tecnologias da informação e comunicação (TIC) aos processos educacionais, os programas de educação a distância têm se mostrado uma alternativa para atender o aperfeiçoamento do professor. Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo analisar alguns desafios da formação continuada de professores na modalidade a distância, especificamente as dificuldades dos cursistas no Programa Nacional de Formação Continuada a Distância nas Ações do FNDE – Formação pela Escola, no município de São Pedro da Aldeia, que levaram a evasão do curso. Esse programa tem como objetivo capacitar professores para atuar como agentes nas ações do governo e lidar com as tecnologias no contexto educacional. Por meio da aplicação de questionários aos professores foi possível identificar algumas dificuldades que levaram a desistência do curso por alguns alunos. Este trabalho fez uma breve incursão sobre o tema da formação continuada de professores na Educação a Distância (EAD) e corrobora de que é preciso dar possibilidades ao professor para desenvolver conhecimento sobre como as TIC podem ser integradas à prática pedagógica e à própria formação continuada.
Palavras-Chave: Educação a Distância, Formação de Professores, Tecnologias da Informação e Comunicação, Ambientes Virtuais de aprendizagem, Políticas Públicas.
ABSTRACT
GAGO, Gláucia Cardoso. NEW CHALLENGES IN THE CONTINUING EDUCATION
OF TEACHERS VIA DE: Training Program For School. Rio de Janeiro, 2011.
Monografia (Especialização em Mídias na Educação) – Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011.
In the current context of the incorporation of information and communication technologies (ICT) to educational processes, distance education programs have proven to be an alternative to meet the improvement of the teacher. In this sense, this paper aimed to examine some of the challenges of the distance continuing education of teachers, specifically the difficulties of the participants in the Programa Nacional de Formação Continuada a Distância nas Ações do FNDE – Formação pela Escola,in the town of São Pedro da Aldeia, which led to evasion. This program aims to train teachers to act as agents in government actions and deal with the technologies in the educational context. Teacher‟s answers to a questionnaire made possible to identify some difficulties that led to withdrawal of the course for some students. This paper made a brief foray on the subject of teachers‟ continuous training in Distance Education (EAD) and confirms that we must give the teacher opportunities to develop knowledge about how ICT can be integrated into teaching practice and their own continuing education.
Keywords: Distance Education, Teacher Training, Information and Communication Technologies, Virtual Learning Environments, Public Policy.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 - Logomarca do Programa FormAção pela Escola 20 Gráfico1 - Concepção de mudança da estrutura do curso em mídia impressa para
digital 26
Gráfico 2 - Motivo da desistência dos professores/cursistas da turma atual 27 Gráfico 3 – Possibilidade de o curso continuar a distância 27 Gráfico 4 - Adequação dos professores/cursistas em cursos de formação continuada
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Avaliação dos alunos – curso por módulo impresso 25 Tabela 2 - Avaliação dos alunos - curso com utilização da Plataforma Moodle 25
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
AVA Ambiente Virtual de Aprendizagem EAD Educação a Distância
FNDE Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
FUNDEB Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional MEC Ministério da Educação
PDDE Programa Dinheiro Direto na Escola PLI Programa do Livro
PNAE Programa Nacional da Alimentação Escolar PTE Programa do Transporte Escolar
SEED Secretaria de Educação a Distância
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 12
1.1 Justificativa 13
1.2 Objetivo 15
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 16
2.1 Políticas públicas para o fortalecimento da EAD 17 2.2 Desafios da formação continuada em ambientes virtuais 18 2.3 Programa Nacional de Formação Continuada a Distância nas Ações do FNDE -
Formação pela Escola 20
3 METODOLOGIA 23 3.1 O caso estudado 23 3.2 Procedimentos Metodológicos 24 3.3 Análise de Resultados 25 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 29 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 31 ANEXOS 33
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1 INTRODUÇÃO
Na sociedade contemporânea, o campo da Educação, assim como outros ramos da atividade humana, vem sendo fortemente marcado pela presença das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Os professores têm enfrentado novos desafios em relação ao processo de ensino e aprendizagem e também em relação a novas maneiras de trabalhar e construir o conhecimento a partir do crescente acesso às TIC que “articulam várias formas eletrônicas de armazenamento, tratamento e difusão da informação” (KENSKI, 2006, p.26).
A incorporação dessas tecnologias na prática pedagógica vem mobilizando os professores na busca de caminhos para apropriações e utilizações mais adequadas, obrigando a rever e modificar os processos educacionais cujas novas formas de organização extrapolam o domínio instrumental de determinado tipo de tecnologia. Como enfatiza Almeida, para que a tecnologia possa
ser integrada criticamente ao currículo e ao fazer pedagógico, é preciso que o professor possa apoderar-se de suas propriedades intrínsecas, utilizá-la na própria aprendizagem e na prática pedagógica e refletir por que e para que usar a tecnologia, como se dá esse uso e que contribuições ela pode trazer à aprendizagem e ao desenvolvimento do currículo. (ALMEIDA, 2010, p. 68-69)
Hoje, esse novo cenário requer do professor uma nova forma de pensar e agir para lidar com a rapidez das informações e do conhecimento. Segundo Perrenoud (2000) cabe ao professor organizar e dirigir situações de aprendizagem, administrar a sua própria formação e saber utilizar as tecnologias.
Embora as TIC sejam usadas de forma dispersa nas escolas e ainda não estejam inseridas nos projetos pedagógicos, não há como negar que elas estão nos “espaços educativos mediante o pensamento dos estudantes e dos professores, que vivem em um mundo permeado de tecnologias que interferem nas relações estabelecidas nas atividades educativas” (ALMEIDA, 2010, p. 70).
Para Almeida (1998, p.111), “tudo isso implica novas ideias de conhecimento, de ensino e de aprendizagem, exigindo o repensar do currículo, da função da escola, do papel do professor e do aluno”.
Lévy ressalta que:
O essencial, porém, reside num novo estilo de pedagogia que favoreça, ao mesmo tempo, os aprendizados personalizados e o aprendizado cooperativo em rede. Nesse quadro, o docente vê-se chamado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos, em vez de um dispensador direto de conhecimento. (LEVY, 1999, p.126)
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Além de enfrentarem os desafios da incorporação das tecnologias em sala de aula, os professores necessitam de capacitação para utilizá-las em suas práticas pedagógicas, o que também leva à reflexão sobre sua própria formação. Esses profissionais da educação têm procurado investir na sua formação buscando cursos que os auxiliem no uso das TIC. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação a Distância (SEED), criada em 19961, vem desenvolvendo programas e ações que promovam “a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TIC) e das técnicas de educação a distância aos métodos didático-pedagógicos”2
e tem investido em programas de formação continuada a distância para atender essa demanda.
Essa capacitação a distância tem sido uma forma encontrada por muitos professores para se especializarem e de ampliarem seus conhecimentos.O ensino a distância em ambientes virtuais rompe com as distâncias espaços-temporais viabilizando a interatividade e a construção colaborativa do conhecimento. A característica da não‐presencialidade dos sujeitos, em um mesmo espaço físico e ao mesmo tempo, coloca‐se como um ponto importante na configuração e organização da modalidade.
Para Moraes, a Educação a Distância (EAD) é concebida como um sistema aberto“com mecanismos de participação e descentralização flexíveis, com regras de controle discutidas pela comunidade e decisões tomadas por grupos interdisciplinares” (MORAES, 1997, p.68).
1.1 JUSTIFICATIVA
As tecnologias da informação e comunicação trouxeram um novo modo de pensar e agir da sociedade e um novo desafio de se pensar a educação. Segundo aponta Belloni:
A EAD surge neste cenário de mudanças como mais um modo regular de oferta de ensino, perdendo seu caráter supletivo, paliativo ou emergencial e assumindo funções de crescente importância, seja na formação inicial, seja na formação continuada de profissionais em geral e de professores em particular, cuja demanda tende a crescer, em virtude da obsolescência da tecnologia e conhecimento. (BELLONI, 2002, p. 139)
Para viabilizar as mudanças pretendidas o Fundo Nacional de
1 Extinta em janeiro deste ano, seus programas e ações estarão vinculados a outras administrações. 2
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Desenvolvimento da Educação (FNDE)3 tem apostado no processo de capacitação dos profissionais de educação e na divulgação de seus programas e ações. Neste trabalho, abordo a experiência da formação continuada de professores na modalidade de EAD, no município de São Pedro da Aldeia, por meio do Programa Nacional de Formação Continuada a Distância nas Ações do FNDE – FormAção pela Escola – que “visa fortalecer a atuação dos agentes e parceiros envolvidos na execução, no monitoramento, na avaliação, na prestação de contas e no controle social dos programas e ações educacionais financiados pelo FNDE”4
. Este programa, desenvolvido em parceria com Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Educação a Distância (SEED), tem por objetivo capacitar profissionais da educação para o fortalecimento da ação da comunidade escolar dos que atuam de forma direta na execução, acompanhamento, controle social e prestação de contas destinado às escolas pelos programas e ações do FNDE.
A Educação a Distância tem sido reconhecida como uma modalidade de educação apropriada para o alcance de metas de políticas públicas que possa contribuir para a melhoria da educação.
Considera-se importante tratar dos desafios que se apresentam na incorporação das TIC às matrizes curriculares dos cursos de formação de professores. Para muitos docentes essas ferramentas ainda são objetos estranhos no processo de formação. Ao ter contato com a modalidade de ensino a distância, o profissional da educação se deparará com questionamentos, estranhamentos e problemas educacionais distintos encontrados nos ambientes de aprendizagem presencial. Este profissional estará diante de ambientes virtuais de aprendizagem que permitem integrar múltiplas mídias e recursos, características inerentes à educação a distância.
Nessa perspectiva em que a sociedade precisa estar em constante aprendizado os processos formativos devem ser o lugar da participação consciente e crítica, e a EAD apresenta-se como uma das respostas possíveis para esses desafios (OLIVEIRA, 2003).
3
Atribuições do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Disponível em http://www.fnde.gov.br/index.php/inst-codigo-de-etica. Acesso em 09 de dezembro de 2010.
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1.2 OBJETIVO
É a partir de alguns dos inúmeros desafios da formação continuada de professores em EAD, especificamente no curso FormAção pela Escola, que este trabalho foi desenvolvido, com o objetivo de identificar os fatores que causaram a desistência dos professores no curso de 2010, ano em que houve mudanças na estrutura do curso – os materiais didáticos antes em módulos impressos passaram a ser em versão online, disponibilizados no ambiente virtual de aprendizagem (plataforma Moodle).
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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Uma das estratégias do MEC é promover a capacitação dos professores utilizando as diferentes tecnologias para efetivar as propostas de formação inicial e/ou continuada docente com finalidades distintas pela via da EAD.
Nas considerações de Moran:
Em poucos anos dificilmente teremos um curso totalmente presencial. Por isso caminhamos para fórmulas diferentes de organização de processos de ensino-aprendizagem. Vale a pena inovar, testar, experimentar, porque avançaremos mais rapidamente e com segurança na busca destes novos modelos que estejam de acordo com as mudanças rápidas que experimentamos em todos os campos e com a necessidade de aprender continuamente”. (MORAN, 2009, p. 1)
A conquista da autonomia na EAD não é tarefa fácil, ainda mais, quando o curso é mediado por tecnologia desconhecida. Segundo Feldmann:
O grande desafio que se impõe hoje à universidade e à educação em geral se encontra na compreensão da profunda mudança do universo do conhecimento, que potencializado pela revolução tecnológica tem alterado de modo significativo as formas de ensinar e de aprender.
(FELDMANN, 2005, p.10)
A modalidade semipresencial na organização pedagógica e curricular dos cursos superiores reconhecidos, com base no art. 80 da Lei nº 9.394, de 1996, é disposta na Portaria nº 4059, do MEC, de 10 de dezembro de 2004:
§ 1º Para fins desta Portaria, caracteriza-se a modalidade semipresencial como quaisquer atividades didáticas, módulos ou unidades de ensino-aprendizagem centrados na auto-ensino-aprendizagem e com a mediação de recursos didáticos organizados em diferentes suportes de informação que utilizem tecnologias de comunicação remota. (BRASIL, 2004)
Para envolver os professores nas mudanças necessárias ao novo contexto tecnológico é necessário que sejam capacitados para a promoção dessas mudanças. Relacionando as novas tecnologias e a formação de professores, Valente afirma que:
A formação do professor deve prover condições para que ele construa conhecimento sobre as técnicas computacionais, entenda por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica e seja capaz de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica. Essa prática possibilita a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a resolução de problemas específicos do interesse de cada aluno. Finalmente, devem-se criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante a sua formação para a sua realidade de sala de
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aula compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir. (VALENTE, 1997, p. 14)
2.1 POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O FORTALECIMENTO DA EAD
A rápida evolução da sociedade e a inserção das TIC criaram novas necessidades no que concerne a educação, entre elas a da formação continuada. Tendo em vista esse motivo, educadores e estudiosos buscaram alternativas que pudessem atender estas necessidades e entre elas está a EAD.
A formação de professores por meio da Educação a Distância (EAD), abre espaços para interação, com ferramentas disponíveis na internet, e provoca mudanças na prática pedagógica.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), especialmente no art. 80 5, regulamenta a modalidade do ensino a distância no Brasil apresentando as determinações. Essa é uma nova alternativa que está sendo consolidado no país e ganhando visibilidade política. Com isso o Poder Público tem incentivado o desenvolvimento de programas de educação a distância e de educação continuada, uma vez que, a educação não é um produto e sim um processo.
É importante ressaltar que a consolidação da formação contínua de professores por meio da educação a distância requer de todos os envolvidos no processo, o avanço nos estudos e nas pesquisas, sobretudo na qualidade e não na quantidade.
É necessário que os professores compreendam a importância de manterem-se atualizados e que “concebam sua formação como um modo de viver e de estar na profissão” (HUBERMAN, 1999, p.47).
A preocupação, contudo, não é só com as inovações tecnológicas, incluem também questões em termos de decisão política como financiamento, controle e gestão da educação pública, incentivo, infraestrutura, restrições orçamentárias, ineficácia nos cursos, descontinuidade das ações de formação, falta de compromisso do poder público, dentre outros. A formação continuada deve estar inserida na vida profissional dos docentes, seja presencial ou à distância, mas para
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que esses “canais permitam a atualização de seus conhecimentos” (NASCIMENTO, 1998, p.75), é necessária a efetivação de uma política de formação continuada para os docentes em exercício.
A Educação a Distância é uma forma de abrir o acesso à informação àqueles que desejam aprender, de se familiarizar com as tecnologias e se preparar para o novo modelo de aprendizagem.
Os avanços tecnológicos tornaram a EAD mais acessível, devido à possibilidade de interação no espaço virtual, com isso, as políticas públicas precisam atender às demandas de formação continuada de professores para responder aos desafios que a democratização do ensino requer dos docentes.
A SEED tem buscado, nos últimos anos, implementar uma política de incentivo à criação de cursos superiores a distância, inclusive com investimentos financeiros que procuram subsidiar o crescimento da EAD no país, ressaltando a importância da universalização e democratização do acesso à informação, ao conhecimento e à educação.
Sem negar a importância de iniciativas governamentais especialmente no que se refere à abertura de cursos à distância, é necessário ter presente, nesse processo, uma preocupação com a qualidade do ensino, pois cada iniciativa deve ser avaliada em todos os seus aspectos para ver se, de fato, pode contribuir para processo de democratização da educação pública.
A modalidade de Educação a Distância vem ganhando fôlego no Brasil desde a criação da SEED, em 1996. Isso se deve ao fluxo de informação e comunicação desse novo cenário, e com o aparecimento da internet, um vasto leque de tecnologias foi posto a disposição dos usuários, tornando o conhecimento amplo, superando limites de tempo e espaço.
2.2 DESAFIOS DA FORMAÇÃO CONTINUADA EM AMBIENTES VIRTUAIS
A Educação a Distância, por meio da internet, está ocasionando mudanças em todos os níveis de ensino, e isso tem sido um desafio para a Formação Continuada de Professores que tem investido seu tempo em cursos por via de ambientes virtuais de aprendizagem (AVA). É uma nova modalidade de ensino que tem possibilitado que muitas pessoas busquem formação e qualificação. Nesse sentido mudam os espaços e tempos de ensinar e aprender.
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Os AVA representam novas oportunidades, pois possibilitam que os professores aprendam sem afastar-se de suas atividades profissionais, independentes de horários preestabelecidos, possibilitando interação através da comunicação síncrona e assíncrona6.
É um recurso potencializador, pois permite que professores desenvolvam trabalhos de forma colaborativa, e é um ambiente que possui uma interface amigável, de fácil manuseio para navegação hipertextual que agrega múltiplas mídias.
Conforme corroborado por Almeida, esses ambientes de aprendizagem:
Permitem integrar múltiplas mídias e recursos, apresentar informações de maneira organizada, desenvolver interações entre pessoas e objetos de conhecimento, elaborar e socializar produções tendo em vista atingir determinados objetivos. (ALMEIDA, 2003, p. 5)
Com essa nova realidade os professores têm procurado inovar a sua prática pedagógica com a inclusão de recursos tecnológicos, explorando as potencialidades destes em suas aulas.
Também é uma forma de possibilitar a busca de saberes, os quais podem ser pertinentes às suas aulas através dos materiais disponíveis em rede, tornando assim, uma fonte de produção de material didático.
Segundo Freire (1996), através do diálogo, procuramos nos perceber como sujeitos capazes de nos incorporarmos aos processos de mudanças e transformações no mundo e com o mundo. Neste sentido, pensa-se numa formação integradora, colaborativa e que permita entender o significado que os recursos tecnológicos têm trazido de mudanças para o contexto escolar.
É bom deixar claro que as tecnologias não são a solução para os problemas da Educação. Belloni é da opinião que:
Precisamos explorar as potencialidades desses recursos nas situações de ensino-aprendizagem e evitar o deslumbramento que tende a levar ao uso mais ou menos indiscriminado da tecnologia por si e em si, ou seja, mais por suas virtualidades técnicas do que por suas virtudes pedagógicas. (BELLONI, 2003, p.73)
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Comunicação síncrona - Termo utilizado em Educação a Distância para caracterizar a comunicação que ocorre exatamente ao mesmo tempo, simultânea.
Comunicação assíncrona - Termo utilizado em Educação a Distância para caracterizar a comunicação que não ocorre em tempo real.
http://www.unianhanguera.edu.br/storage/web_aesa/portal_institucional/bibliotecas/biblioteca_virtual/p ublicacoes/Book%20Uniderp%20RH%20Final.pdf
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Portanto, deve-se tornar a tecnologia uma aliada, utilizando-se de novas estratégias no processo de construção do conhecimento a partir da ação do sujeito. O saber só existe quando há uma busca incessante, nessa perspectiva, os AVA são possibilidades para a educação e potencializadoras de novas formas de desempenho e busca de formação constante.
2.3 PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA NAS AÇÕES DO FNDE – FORMAÇÃO PELA ESCOLA
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Educação a Distância (SEED) disponibilizaram o „Programa Nacional de Formação Continuada a Distância nas ações do FNDE – FormAção pela Escola‟ para estados e municípios tendo como objetivo o fortalecimento na atuação dos agentes e parceiros envolvidos na execução, na avaliação, na prestação de contas, no monitoramento e no controle social dos programas e ações educacionais financiados pelo FNDE.
O Programa é voltado para a capacitação de profissionais da educação, técnicos e gestores públicos municipais e estaduais, representantes da comunidade escolar e da sociedade organizada. Abaixo a figura 1 representa a logomarca do Programa em nível federal.
Fig.1 Logomarca do Programa FormAção pela Escola7
A equipe gestora do Programa é composta por multiplicadores/ formadores e tutores regionais ou municipais. O Programa conta com apoio técnico e pedagógico das coordenações nacional, distrital e estadual na gestão do programa e na formação dos tutores.
A implantação desse programa no município de São Pedro da Aldeia deu-se a partir do Termo de Adesão em meados de 2008, conforme Resolução/ CD/ FNDE
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nº 12, de 25 de abril de 2008, ano que aconteceu o curso de tutoria para dois professores da rede municipal com objetivo de aplicar os cursos do FNDE. Nesse mesmo ano, houve abertura de duas outras turmas, totalizando 50 cursistas (25 em cada turma).
O programa era organizado em cursos modulares de 40 horas cada fase presencial, com 8 horas, e fase a distância, com 32 horas, num período mínimo de 30 dias e máximo de 45. Os módulos eram assim distribuídos: Módulo obrigatório de competências básicas, com a temática “FNDE e o apoio às políticas públicas para a educação básica”, pré-requisito para os outros seis módulos temáticos (eram realizados de acordo com o interesse de cada cursista):
Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE); Programa de Transporte do Escolar (PTE); Programa do Livro (PLI);
Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); FUNDEB;
Controle Social
O programa em sua fase inicial era voltado principalmente para conselheiros, mas como a demanda era pequena expandiu-se para os professores da rede municipal.
Ao início e ao final do curso ocorriam encontros presenciais para estudos, troca de experiências e socialização, utilizando-se cadernos de estudos e caderno de atividades, ou seja, empregando-se módulos impressos. A demanda do curso a distância com essa configuração era grande, a linguagem dos cadernos de estudos e atividades era clara e objetiva.
Em 2010, a proposta do FNDE, em parceria com o MEC, foi trabalhar esses módulos por meio do AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem, com a plataforma Moodle. Os materiais de estudo estão disponíveis no Portal http://www.fnde.gov.br/ no link FormAção pela Escola/consultas.
O objetivo do programa é capacitar cursistas por meio dos tutores municipais a fim de que os mesmos se familiarizem com as ferramentas e se habituem a estudar a distância através da Plataforma Moodle (Anexo 1).
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3 METODOLOGIA
Tendo em vista as especificidades da pesquisa, foram adotadas as orientações da metodologia do estudo de caso relacionadas à pesquisa qualitativa. De acordo com Oliveira-Formosinho no que tange ao estudo de caso:
Conduzir um estudo de caso para construir compreensão aprofundada é hoje corrente, no âmbito das ciências humanas e sociais, e é compatível com diferentes correntes teóricas, com diferentes técnicas de investigação e com diferentes paradigmas epistemológicos. (OLIVEIRA-FORMOSINHO, 2002, p. 91)
A partir do estudo de caso se pode adquirir conhecimento do fenômeno estudado. Segundo Yin:
O estudo de caso representa uma investigação empírica e compreende um método abrangente, com a lógica do planejamento, da coleta e da análise de dados. Pode incluir tanto estudos de caso único quanto de múltiplos, assim como abordagens quantitativas e qualitativas de pesquisa. (YIN , 2001, p. 205)
No presente estudo, buscou-se identificar os desafios que afetaram a formação continuada de professores no curso de formação continuada a distância Programa FormAção pela Escola – implementado no município de São Pedro da Aldeia – mais especificamente, os fatores que causaram a desistência de professores/cursistas no curso oferecido em 2010, quando os módulos passaram a ser trabalhados em versão online, em ambiente virtual de aprendizagem, na plataforma Moodle.
3.1 O CASO ESTUDADO
No início de 2008, a modalidade a distância não causou tanto impacto no curso de formação de professores porque os módulos eram através de materiais impressos.
O desenvolvimento das atividades era realizado por meio de uma plataforma virtual de aprendizagem. Essa plataforma baseia‐se em um princípio de comunicação educativa que emprega guias didáticos e permite aos tutores e cursistas diferentes experiências de comunicação, tanto em momentos síncronos (em que tutores e cursistas estão conectados ao mesmo tempo), como em
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momentos assíncronos (em que tutores e cursistas estão conectados em momentos diferentes).
São utilizados para a comunicação assíncrona os seguintes recursos:
Plataforma de aprendizagem virtual (foram disponibilizados conteúdos de cada uma das aulas, além de exercícios);
Fórum (destinado ao debate sobre temáticas de relevância para o curso);
Correio eletrônico.
Para a comunicação síncrona, em tempo real, são utilizados os seguintes recursos:
Chat (Sala de bate papo); Vídeoconferência;
Áudio; Messengers
Ao longo de cada unidade, foram propostas leituras e atividades, desenvolvidas individualmente, discutidas e socializadas.
O formato dos cursos atualmente é modular pela plataforma Moodle, que é um ambiente virtual de aprendizagem, que utiliza as ferramentas de comunicação, informação, gestão e avaliação, incluindo vídeos. Nesse ambiente colaborativo de aprendizagem, são exploradas as características de hipertextualidade e interatividade, organizadas e contextualizadas a partir da metodologia de resolução de problemas.
3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para fins deste estudo foram aplicados questionários aos professores cursistas de uma turma, no total de 25, nos momentos de encontros presenciais. Os professores/cursistas são da rede municipal de São Pedro da Aldeia com atuação em diferentes funções: conselheiros, diretores, professores de Ensino Infantil, Fundamental I, Fundamental II e Educação de Jovens e Adultos (EJA). A faixa etária dos cursistas entre 23 anos a 56 anos. Alguns com formação superior e pós-graduação, outros com formação básica.
O questionário continha 10 questões de múltipla escolha (Anexo 2) que buscavam a opinião dos alunos em relação ao curso e à utilização desse novo
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recurso tecnológico, a plataforma Moodle. O cursista é um dos sujeitos da prática educativa e sua participação crítica e ativa é uma das garantias de qualidade no desenvolvimento dos cursos.
Nas tabelas abaixo, pode-se ver o desempenho dos cursistas em relação à forma como o curso foi estruturado, se utilizando módulo impresso ou material didático em versão online, por meio da plataforma Moodle.
Tabela 1 – Avaliação dos alunos – curso por módulo impresso
CURSO FORMAÇÃO PELA ESCOLA - 2008
MÓDULO IMPRESSO
TOTAL DE
CURSISTAS
Aprovados Reprovados Desistentes
25 25 __ __
Fonte: https://www.fnde.gov.br/sife/
Tabela 2 – Avaliação dos alunos - curso com utilização da Plataforma Moodle
CURSO FORMAÇÃO PELA ESCOLA - 2010
MÓDULO DIGITAL / PLATAFORMA MOODLE
TOTAL DE
CURSISTAS
Aprovados Reprovados Desistentes
25 16 __ 09
Fonte: https://www.fnde.gov.br/sife/
Os professores do município de São Pedro da Aldeia vivenciaram essa experiência nos cursos do Programa FormAção pela Escola. Como foi falado anteriormente, no início muitos sentiram dificuldades com esse recurso, mas aos poucos começaram a se familiarizar e adquirir conhecimento e experiência tendo a internet e o AVA como mediadores desse processo.
3.3 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Neste trabalho buscou-se elementos que pudessem dar subsídios para compreender a desistência de parte dos professores no curso FormAção pela Escola, fenômeno esse percebido quando da utilização de ambiente virtual de
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aprendizagem. O questionário constituído por 10 (dez) perguntas foi respondido sem a presença do entrevistador em dezembro de 2010, tendo como objetivo o conhecimento de opiniões, interesses, expectativas, respondido por 25 (vinte e cinco) professores da rede municipal de São Pedro da Aldeia. As questões foram de múltipla escolha e a partir das respostas foram formulados gráficos que serviram para a compreensão dos resultados obtidos.
A partir da questão que mencionava a mudança de estrutura do curso de mídia impressa para a digital a maioria foi resistente à mudança e talvez muitos professores ainda sintam-se inseguros diante das ferramentas digitais. O gráfico 1 visualiza melhor essa informação.
Gráfico 1. Concepção de mudança da estrutura do curso em mídia impressa para digital
No que tange ao motivo da desistência dos professores/cursistas a porcentagem maior foi pela falta de conhecimento de informática (60%), da plataforma Moodle (28%) e por motivos pessoais (12%). Professores ainda necessitam de cursos que fomentem o uso das tecnologias digitais, conforme mostra o gráfico 2.
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Gráfico 2. Motivo da desistência dos professores/cursistas da turma atual
O estudo também buscou saber dos cursistas sobre a possibilidade deste curso continuar a distância, por meio da plataforma Moodle.Observa-se que apesar da insegurança e da resistência 44% dos professores/cursistas responderam que há possibilidade, 32% que talvez e uma porcentagem menor 24% que não. Entende-se que a resistência por essa modalidade ainda é grande, mas há uma vontade em busca de capacitação.
Gráfico 3. Possibilidade de o curso continuar a distância
No Gráfico 4, que busca saber o que facilitaria a adequação dos professores/cursistas em cursos de formação continuada a distância, observa-se que 48% dos deles destacaram o investimento de Políticas Públicas voltadas para modalidade de ensino a distância, no sentido de capacitar profissionais de educação, 40% consideram importante o domínio das mídias digitais para a referida modalidade e 3% acreditam que é preciso disciplina para dar continuidade aos cursos nesse modelo de ensino.
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Buscou-se neste trabalho, por meio de estudo de caso, compreender alguns problemas sinalizados no curso de formação continuada de professores FormAção pela Escola a partir da mudança de estrutura do curso de módulo impresso para a plataforma Moodle, o que se traduziu na evasão de alguns cursistas. Eles assinalaram como uma das grandes dificuldades o desconhecimento de informática e, consequentemente, a dificuldade no uso da plataforma. Valente e Almeida (s.d.) destacam que as transformações pedagógicas almejadas nas práticas educativas, com a incorporação das tecnologias da informação e comunicação, exigem, por parte dos professores, “uma nova abordagem que supere as dificuldades em relação ao domínio do computador (...)” e, ainda, que os avanços tecnológicos “têm desequilibrado e atropelado o processo de formação fazendo com que o professor sinta-se eternamente no estado de "principiante" em relação ao uso do computador na educação”.
Autores como Abbad, Carvalho e Zerbini (2006) assinalam que a utilização de ferramentas eletrônicas de interação desempenham “papel muito importante na retenção do aluno no treinamento” e reiteram o desenvolvimento de “estratégias que incentivem o participante a utilizar intensivamente os recursos eletrônicos de interação oferecidos durante o curso para que não ocorra a evasão”.
Finalmente, as novas possibilidades que a EAD oferece fazem com que “essa formação tenha que ser mais profunda para que o professor possa entender e ser capaz de discernir entre as inúmeras possibilidades que se apresentam” (VALENTE; ALMEIDA, s.d.).
A questão estrutural é dar possibilidades ao professor para desenvolver conhecimento sobre como as TIC, e no caso específico o computador, podem ser integrados no desenvolvimento do conteúdo que ele ministra, como na própria formação continuada.Apesar de alguns empecilhos iniciais, notou-se a mudança de atitude de vários docentes que começaram a reavaliar sua prática pedagógica e estratégias de ensino-aprendizagem no universo da educação online.
Apesar de a Educação a Distância estar ganhando visibilidade política e possibilidade para a formação continuada de professor, como tutora do curso FormAção pela Escola, ainda vejo como necessidade investir em políticas públicas, principalmente no que tange a infraestrutura que apóie o professor em suas tarefas
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para que possam buscar suporte para sua formação. Não basta apenas a criação de programas de capacitação para professores, essa questão envolve uma série de requisitos em termos de decisão política e recursos econômicos, fatores estes que impedem a realização de programas de formação continuada de professores.
A consolidação da formação continuada no curso a distância requer de todos envolvidos no processo uma avaliação criteriosa da criação do curso a distância, não apenas quantitativamente, mas sobretudo qualitativamente.
Para que os profissionais compreendam a relevância de se manterem atualizados, familiarizados com a tecnologia e preparados para a modalidade de aprendizagem a distância, é necessário que sejam viabilizadas condições de prosseguimento na sua formação, proporcionado segurança e permitindo visualizar novos desafios para o aperfeiçoamento e perspectivas na sua atuação.
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5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ANEXO 1
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ANEXO 2
QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES CURSISTAS DO PROGRAMA FORMAÇÃO PELA ESCOLA
Dados pessoais 1. Sexo ( ) Masculino ( ) Feminino 2. Idade: __________ 3. Formação Acadêmica:
( ) Curso de Nível Médio ( ) Curso de Nível Superior ( ) Curso de Pós-graduação 4. Tem noções de informática:
( ) Sim ( ) Não
Questões
1. Em sua opinião, qual a importância da formação continuada para professores, no curso de FormAção pela Escola?
( ) Extremamente importante ( ) Muito importante
( ) Pouco importante ( ) Nenhuma
2. Em sua opinião, qual é o principal objetivo de ter se matriculado no programa?
( ) Possibilidade de aumento de salário
( ) Imposição da Secretaria Municipal de Educação de São Pedro da Aldeia ( ) Possibilidades de avanço na carreira
( ) Busca de aperfeiçoamento profissional com uso das mídias
3. Como foi concebida a mudança de mídia impressa para digital no curso?
( ) fácil aceitação ( ) resistência ( ) falta de conhecimento
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( ) Não ( ) Sim ( ) Talvez
5. O motivo maior que o levou a desistência dos professores/cursistas da turma atual foi de ordem?
( ) pessoal ( ) Falta de conhecimento da Plataforma Moodle ( ) falta de conhecimento básico de informática
6. Em sua opinião, é possível continuar o curso na modalidade a distância? ( )Sim ( ) Não ( ) Talvez
7. Os meios para realização dos cursos foram satisfatórios? ( ) Com certeza ( ) Negativo ( ) Talvez
8. Em sua opinião, os professores/cursistas estão preparados para lidar com estudo na modalidade a distância?
( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez
9. Acha importante continuar com o estudo através da Plataforma Moodle? ( ) Positivo ( ) Negativo ( ) Talvez
10. O que falta para que professores/cursistas se adequem em cursos de formação continuada a distância?
( ) Políticas Públicas voltadas para a formação de professor nessa modalidade
( ) Domínio das mídias digitais ( ) Disciplina
São Pedro da Aldeia, ____de ______________de 2011.