RÔMULO ANTÔNIO TRENTIN KOHLER
DESENVOLVIMENTO DE UM PPRA ATRAVÉS DO SOFTWARE
dataSESMT® APLICADO A UMA EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES
DESENVOLVIMENTO DE UM PPRA ATRAVÉS DO SOFTWARE
dataSESMT® APLICADO A UMA EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES
Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho.
Orientador(a): Fernando Wypyszynski
Ijuí 2016
DESENVOLVIMENTO DE UM PPRA ATRAVÉS DO SOFTWARE
dataSESMT® APLICADO A UMA EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES
Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para a obtenção do título de Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho e aprovado em sua forma final pelo professor orientador e pelos membros da banca examinadora.
Ijuí, 13 de Dezembro de 2016.
Profa. Cristina Eliza Pozzobon Coordenadora do Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho/UNIJUÍ BANCA EXAMINADORA Prof. Lucas Fernando Krug (UNIJUÍ) Mestre em Engenharia Civil (UNISINOS)
Prof. Fernando Wypyszynski (UNIJUÍ) – Orientador Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho (URI)
Primeiramente a Deus, pela vida e oportunidades.
À minha mulher, Daniele, pelo amor, carinho, compreensão, incentivo, incondicionais. Pela oportunidade de convívio e aprendizagens, nessa caminhada.
Ao meu pai, Romualdo, minha mãe, Sandra, e minhas irmãs, e demais familiares, pelo amor, carinho, apoio, afeto, exemplos de vida, conselhos, experiências, pela confiança que depositaram em mim, confiando sempre no meu potencial, pela garra e força. Por estarem sempre dispostos a me ajudar. Não conseguiria sem vocês. Meu muito obrigado.
Aos professores do Curso da Pós Graduação em Segurança do Trabalho, pelas experiências passadas em aula, pela dedicação, paciência, apoio. Ao orientador e professor Fernando Wypyszynski, pelo incentivo e participação e aperfeiçoamento, no desenvolvimento deste trabalho. Aos colegas adquiridos no decorrer do curso, pela caminhada no curso juntos desde o início, pelo privilégio de poder contar com vocês, partilhando de conhecimento, experiências, histórias, amizades principalmente.
A todos os amigos que de uma forma ou outra participaram desta jornada, fornecendo apoio e incentivo.
A persistência é o caminho do êxito.
KOHLER, RÔMULO. ANTÔNIO. TRENTIN. DESENVOLVIMENTO DE UM PPRA ATRAVÉS DO SOFTWARE dataSESMT® APLICADO A UMA EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, Ijuí, 2016.
O presente trabalho visa estudar a aplicabilidade de um Software de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho para desenvolvimento de um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA aplicado à uma empresa de Telecomunicações, aonde o seu foco principal é o fornecimento de internet através dos sistemas via rádio e fibra óptica. Inicialmente, será realizado um levantamento das normas existentes aplicáveis a empresa com o intuito de desenvolver um PPRA. Posteriormente, será realizado o estudo sobre a empresa, através de um levantamento histórico, analisando seu ambiente e métodos de trabalho, áreas de atuação e condições que proporciona para seus funcionários. Ainda, será realizado um estudo das funções e aplicações desenvolvidas pelo software, da empresa RSData®, dataSEMST que é um sistema que proporciona um gerenciamento de Segurança e Saúde do Trabalho,o qual é responsável pela coleta dos dados necessários dentro da empresa visando a criação de um PPRA. Por fim, será realizada a aplicação do Software na empresa, coletando todos os dados necessários para se fazer o estudo do PPRA desenvolvido pelo mesmo, também, serão analisadas melhorias e sugestões para implementação dentro da empresa, proporcionando assim uma melhora no ambiente de trabalho para os seus colaboradores dentro das normas existentes e aplicáveis. Conclui-se posteriormente, as vantagens e desvantagens da aplicação do Software na empresa, apontando sugestões e melhorias para esta.
Palavras-chave: Gerência de Riscos, Engenharia Elétrica, NR-10, NR-35, Segurança do Trabalho.
KOHLER, RÔMULO. ANTÔNIO. TRENTIN. DESENVOLVIMENTO DE UM PPRA ATRAVÉS DO SOFTWARE dataSESMT® APLICADO A UMA EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, Ijuí, 2016.
This paper aims to study the applicability of a Health and Safety Management Software for the development of an Environmental Risk Prevention Program (PPRA) applied to a telecommunications company, with a primary focus on internet delivery through radio and optical fiber. Initially, a survey of the existing norms applicable to the company with the intention of the development of a PPRA is carried out. Subsequently, study on the company, conducted a historical survey, analyzed its environment and working methods, areas of performance, conditions it provides for its employees. Also, a study of the functions and applications developed by the RSData® software, dataSEMST, is a system that provides a management of Safety and Health of the Work, data necessary for collection within the company aiming at the creation of a PPRA. Finally, the software is applied to the company, collected all necessary data and studied the PPRA developed by it, also analyzed improvements and suggestions for implementation within the company providing an improvement in the working environment for its collaborators, within the norms Existing and applicable. The advantages and disadvantages of applying the Software in the company, pointing out suggestions and improvements to the company, are concluded later.
Figura 1 - Ambiente de Trabalho Matriz MKSnet Informática Ltda ... 21
Figura 2 - Mapa de Riscos da empresa MKSnet ... 25
Figura 3 - Ambiente do Suporte Técnico ... 26
Figura 4 - Ambiente do SuporteTécnico ... 26
Figura 5 - Postura correta para posto de trabalho em frente ao computador. ... 27
Figura 6 - Instalação via Fibra Óptica ... 28
Figura 7 - Classificação das Zonas de Risco ... 29
Figura 8 - Trabalho Externo Cabista ... 30
Figura 9 - Trabalho Exteno Cabista 2 ... 30
Figura 10- Instalação via Rádio Wireless ... 31
Figura 11 - Poste de Trabalho Telhado de Casas ... 31
Figura 12 - Utilização de Linha de Vida em Telhados ... 32
Figura 13 - Cadastro da empresa ... 37
Figura 14 - Cadastramento funcionários ... 38
Figura 15 - Cadastramento de setores... 38
Figura 16 - Cargos cadastrados ... 39
Figura 17 - Cadastro de cargos ... 39
Figura 18 - Cadastro de Riscos de Acidentes e EPIs por risco... 40
Figura 19 - Cadastro dos Riscos de Acidentes ... 40
Figura 20 - Inserção de Fatores de Riscos - Risco Ruído ... 41
Figura 21 - Cadastro EPI ... 41
Figura 22- Laudos ... 42
SST - Segurança e Saúde do Trabalho
SGSST - Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário
ASO - Atestado de Saúde Ocupacional
PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional LTCAT- Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho
EPC - Equipamentos de Proteção Coletiva EPI - Equipamento de Proteção Individual OIT - Organização Internacional do Trabalho CLT - Consolidação das Leis do Trabalho NR - Normas Regulamentadoras
NBR - Norma Brasileira
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
ACGIH - American Conference of Governmental Industrial Higyenists SESMT - Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações
1 INTRODUÇÃO ... 12
1.1 CONTEXTO ... 13
1.2 PROBLEMA ... 13
1.2.1 Questões do Trabalho ... Erro! Indicador não definido. 1.2.2 Delimitação ... 14
2 REVISÃO DA LITERATURA ... 15
2.1 HISTÓRICO MUNDIAL E BRASILEIRO ... 15
2.2 NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS ... 17
2.3 AVALIAÇÃO DE RISCOS ... 19
3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA ... 20
3.1 CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA ... 20
3.2 LEVANTAMENTO E AVALIAÇÃO DE RISCOS ... 21
3.2.1 Riscos Físicos ... 21
3.2.2 Riscos Químicos ... 22
3.2.3 Riscos Biológicos ... 23
3.2.4 Riscos Ergonômicos ... 23
3.2.5 Riscos de Acidentes ... 24
3.3 ELABORAÇÃO DO MAPA DE RISCOS ... 25
3.4 SOFTWARE DATASESMET - RSDATA ... 33
3.4.1 Módulo PPRA ... 34
4 RESULTADOS ... 37
1 INTRODUÇÃO
Toda e qualquer empresa que possua funcionários, deve se preocupar em proporcionar um ambiente de trabalho salubre para seus colaboradores de acordo com as Normas e Legislações de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) existentes. Para tanto, é necessário que seja desenvolvido um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST). Com o aumento exponencial da tecnologia, desde décadas passadas até os dias de hoje , nos foi permitido a criação de softwares para auxílio na criação de sistemas de (SGSST).
Um desses softwares foi desenvolvido pela empresa RSData®, com sede na cidade de Estrela, Rio Grande do Sul, Brasil, fundada em 2004, com o propósito de desenvolvimento de programa para confecção e manutenção do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). Não o bastante, a mesma, propôs-se a desenvolver um software completo, que proporcionasse todos os requisitos para controle das rotinas diárias de SST em conjunto com as Normas e Legislações existentes, esse trabalho foi desenvolvido pelo Engenheiro de Segurança Rogério Luiz Balbinot, que atua na área de SST desde meados de 1980, em parceria com outros profissionais das áreas médica e técnica (RSData, 2016).
Com o intuito de crescer dentro do mercado de SST, a empresa capacitou-se com a contratação de profissionais especializados como analista de sistemas, programadores, técnicos em segurança e saúde do trabalho, que desenvolvem os sftwares das empresas, como também, realizam o processo de testar estes (RSData, 2016).
O software dataSESMT, foi desenvolvido voltado para o controle da gestão de SST, gerando e controlando arquivos. O mesmo possui um interligação com as legislações existente, fornecendo conclusões automáticas conforme os resultado encontrados. Proporcionando desta forma a implementação dos itens abaixo, para empresas que desejam implementar um SGSST dentro do seu ambiente de trabalho (RSData, 2016):
• PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário; • ASO - Atestado de Saúde Ocupacional;
• PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;
• PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional; • LTCAT - Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho; • CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho.
1.1 CONTEXTO
A implementação de softwares, em empresas para gerir sistemas de gestão de segurança do trabalho proporcionam um acréscimo na qualidade do serviço realizado, pois são capazes de armazenar e organizar dados, além de executar comparações dos relatórios desejados com a legislação atual. O que oferece métodos de controle sobre Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), assim como, o controle total das atividades desempenhadas por cada colaborador, com o intuito de o tornar o ambiente de trabalho salubre e qualificado para os mesmos.
1.2 PROBLEMA
A legislação existente, exige que qualquer empresa possua um controle total sobre as atividades desenvolvidas dentro do ambiente de trabalho. Deve-se ter um controle total sobre os riscos presentes e possíveis em cada atividade presente dentro da empresa, assim como oferecer medidas de proteção coletivas e individuais.
1.2.1 Objetivos do Trabalho
O presente trabalho tem como objetivos principais os seguintes itens abaixo:
Estudar a aplicação de um software de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho para desenvolver um PPRA aplicado a uma empresa da área de Telecomunicações.
Avaliar as atividades desenvolvidas dentro da empresa, com intuito de identificar os riscos existentes e desenvolver melhorias, visando proporcionar um ambiente de trabalho salubre para os trabalhadores.
1.2.2 Delimitação
O trabalho ficou limitado a desenvolvimento e aplicação de um PPRA através de um
software de Gestão de Segurança do Trabalho aplicado a um empresa da área de
2 REVISÃO DA LITERATURA
2.1 HISTÓRICO MUNDIAL E BRASILEIRO
Houve um grande marco na história mundial, que foi responsável pela mudança das percepções sobre a segurança no trabalho. No ano de 1780, com a Revolução Industrial, com início na Inglaterra, houve mudanças drásticas nos métodos de trabalho existentes, algumas boas como a aplicação da tecnologia, outras o contrário como utilização de crianças para realização do trabalho (GRAVENA, et al 2002).
Desde essa revolução aumentou exponencialmente o número de Indústrias, o lado negativo, que esse aumento descontrolado gerou um aumento no número de acidentes, mutilações e doenças nos locais trabalho. Tudo isso, devido a falta de controle das questões de segurança, como ergonomia dos postos de trabalho, substâncias químicas presentes, entre outros (GRAVENA, et al 2002).
Com o passar dos anos foram criadas leis que pudessem dar o mínimo de segurança aos trabalhadores, melhorando as condições oferecidas. Também criaram-se organizações para fiscalização dessas atividades como em 1919, através da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na cidade de Genebra. A mesma desenvolveu estudos referente ao lay-out das máquinas, dos postos de trabalhos e das doenças presentes nos mesmos (KOHLER, 2012).
No Brasil, a conscientização deu-se início no ano de 1919, através da criação da primeira Lei, que tinha como objetivo a regulamentação prevencionista do setor ferroviário. Já no ano de 1923, através do Departamento Nacional de Saúde criou-se a Inspetoria de Higiene Industrial e Profissional (BITENCURT e QUELHAS, 1998).
Em 1934, implementou-se a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho ao Departamento Nacional do Trabalho, do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. No mesmo ano o Presidente Getúlio Vargas, decretou a segunda Lei de Acidentes do Trabalho. Posteriormente, após 10 anos foi criada a terceira Lei (KOHLER, 2012).
No ano de 1943 foi criada a legislação trabalhista, que se consagrou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), onde o Capítulo V foi desenvolvido voltado para Higiene e Segurança do Trabalho (GRAVENA, et al 2002).
Mesmo com a criação da CLT, o quesito Segurança do Trabalho ainda era muito precário no Brasil, como prova disso, no ano de 1970 o país foi intitulado de campeão em acidentes de trabalho. Já no ano de 1972, foi criada a Portaria nº 3.227, obrigando o país a obedecer a Recomendação 112 de 1959 , da OIT. Decretando obrigatoriamente pela existência de Serviços de Segurança e Medicina do Trabalho nas empresas, proporcionalmente ao número de empregados e grau de risco das atividades desenvolvidas (GRAVENA, et al 2002).
Segundo o Anuário Brasileiro de Proteção de 2015, o setor de Serviço, subdividido em Serviços de tecnologia da informação, apresentou um total de 1.897 acidentes de trabalho no ano de 2013, sendo 541 acidentes típicos, 1.000 acidentes de trajeto, 32 doenças, 324 sem CAT registrada.
Pode-se dizer que a Portaria criada em 1972, fez com que o Brasil se preocupasse mais com as questões de Segurança, tanto que no ano de 1978 foram criadas as Normas Regulamentadoras (NRs) em Segurança e Saúde no Trabalho, aprovadas através da Portaria nº 3.214, de 8 de junho.
A partir de criação das NRs, criou-se também o papel do Engenheiro de Segurança do Trabalho. Contendo entre as suas principais funções planejamento e implementação de técnicas de gerenciamento e controle de riscos, a partir de uma postura corretiva e preventiva (BITENCURT e QUELHAS, 1998).
Com a criação da NBR (Norma Brasileira) 18801 através da ABNT (Associação Brasileiras de Normas Técnicas), tornou possível que empresas que possuam Sistemas da Gestão de Segurança do Trabalho passassem a receber certificados de qualidade, comprovando a eficiência de seus sistemas.
Diversos profissionais da área de Segurança do Trabalho, começaram a estudar maneiras de aprimorar a criação de SGSST cada vez mais completos em complemento as normas
existentes. A partir disso, deu-se a criação de softwares de controle e gestão de SGSSTs, o que facilita a aplicação por parte das empresas.
2.2 NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS
De acordo com a NR 9, é de caráter obrigatório a implementação do PPRA, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. O principal objetivo do estabelecimento da NR 9 nas empresas é preservar a saúde e a integridade física dos trabalhadores, por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ambientais. Além disso, o PPRA é considerado parte integrante do conjunto das iniciativas das empresas (atendimento de outras NRs além de outros planos e programas) que visam a segurança e saúde no trabalho (BRASIL, 1994a)
As ações do PPRA devem estar ligadas a cada estabelecimento da empresa, dependendo da profundidade e abrangência das características dos riscos ambientais de cada um. Com relação aos estabelecimentos, estes se referem a cada uma das unidades da empresa funcionando em lugares diferentes. Para efeito do presente plano, devem ser considerados os riscos físicos, químicos e biológicos (BRASIL, 1994a)(BRASIL, 2009b)
O PPRA deve conter uma estrutura que atenda, no mínimo (BRASIL, 1994a):
•planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma (com indicação clara de prazos estipulados para implantação);
•forma de registro, manutenção e divulgação de dados; •avaliação de desenvolvimento (periodicidade anual).
Também, o PPRA deve incluir as seguintes etapas que envolvam os riscos ambientais: 1.Antecipação:
a.Refere-se à etapa de análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, além da modificação dos já existentes.
b.Adoção de medidas que eliminem ou controlem os riscos. 2.Reconhecimento:
a.Identificação das fontes geradoras, além das trajetórias e meios de propagação.
b.Identificação das funções e atividades, além do número de trabalhadores expostos e tipo de exposição.
c.Possíveis danos à saúde e descrição de medidas de controle dos riscos. 3.Avaliação:
a.Comprovação da inexistência do risco ou controle da exposição (através do correto dimensionamento, baseado nos valores de mínimos estabelecidos da NR 15, ou na ausência desse pela American Conference of Governmental Industrial Higyenists – ACGIH –, ou acordo coletivo, desde que com critérios mais rigorosos que a norma).
b.Controle sistemático para os agentes químicos que ultrapassem a metade do limite de exposição ocupacional, além do ruído.
4.Controle:
a.Adoção de medidas que visem, hierarquicamente, à eliminação, minimização e controle dos riscos ambientais, em quaisquer fases de sua constatação: antecipação, reconhecimento, avaliação e nexo causal (através do controle médico).
b.Utilização de EPC, acompanhada de treinamentos; medidas administrativas; utilização de EPI.
c.Disposição de mecanismos para avaliação da eficácia das medidas de proteção implantadas, considerando dados do PCMSO.
5.Monitoramento:
a.Realizar avaliação sistemática tanto dos riscos, quanto das medidas de controle empregadas, visando o aperfeiçoamento do plano.
6.Registro de dados:
a.Mantimento da coleta de dados para acompanhamento do histórico técnico e administrativo do plano, por um período mínimo de 20 anos.
Finalmente, o PPRA deve ser elaborado pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), ou por pessoa ou equipe de pessoas designadas pelo empregador, desde que estas tenham capacidade de desenvolver o plano.
2.3 AVALIAÇÃO DE RISCOS
Em toda e qualquer avaliação que haja um risco eminente deve ser aplicado o uso, primeiramente, de EPC, posteriormente, os EPI, este último deve ter seu Certificado de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho, sendo adequado para a respectiva função do trabalhador. Além disso o empregador deverá oferecer a manutenção e higienização destes equipamentos, oferecer ainda treinamentos adequados para sua correta utilização, também para suas respectivas funções.
Essas medidas visam sanar ou reduzir os riscos ambientais nas atividades dos empregados. Obtendo êxito e suprimindo as condições insalubres/periculosas não haverá necessidade do abono salarial.
Será feita uma análise inicial dos riscos inerentes nas atividades desenvolvidas pela empresa. Posteriormente é aprofundado esses riscos através da elaboração do Mapa de Riscos.
3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA
A empresa MKSnet Telecomunicações Ltda foi fundada no ano de 1998, na cidade de Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul, Brasil. No início de suas atividades proporcionava a seus clientes internet discada, autenticação de ADSL e hospedagem de sites. Já no ano de 2003 implementou o serviço de internet Banda Larga Via Rádio, no ano de 2008 obteve outorga própria na ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) o que possibilitou abrangência Nacional para trabalho. Acompanhando sempre, o desenvolvimento de novas tecnologias do mercado, no ano de 2013, a empresa deu início com as atividades de implementação e fornecimento de interna via Fibra Óptica (MKSnet, 2016).
A empresa MKSnet atualmente atua em 3 estados brasileiros sendo eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Possui mais de 15 filiais espalhadas nesses 3 estados, porém sua administração é concentrada na sede de Palmeira das Missões (MKSnet, 2016).
3.1 CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA
Nome Empresarial: MKSNET INFORMÁTICA LTDA. Atividade: Provedores de acesso às redes de comunicações CNPJ: 03.435.851/0001-55
Código da Atividade: 61.90-6-01 Grau de Risco: 2
Número de Funcionários: 58
O presente trabalho abordará o ambiente de trabalho da Matriz da empresa, localizada na cidade de Palmeira das Missões/RS.
Quanto a edificação da Matriza da empresa, é de alvenaria com a finalidade comercial, possui dois pavimentos, conforme apresentado na imagem 1. A iluminação é artificial através de lâmpadas fluorescentes no ambiente interno e externo. A ventilação é artificial através de
climatizadores em todas as salas, exceto nos Estoques, Almoxarifados, Cozinha e Banheiros, em função da pouca permanência dos trabalhadores nesses ambientes.
Figura 1 - Ambiente de Trabalho Matriz MKSnet Informática Ltda
Fonte: Autoria própria
Quanto a organização dos Setores a empresa é constituída através de Setor Administrativo, Suporte Técnico, Jurídico, Financeiro, Engenharia, Estoque e Relações Humanas. O Setor Administrativo é composto de Gerente Administrativo, Auxiliar Administrativo e Auxiliar de Limpeza. O Setor de Suporte é composto de Gerente de Redes, Supervisor Administrativo, Instalador de Rádio e Telefonista. O Setor Jurídico é composto por Advogado. O Setor Financeiro é composto pelo Contador. O Setor de Engenharia é composto pelo Engenheiro Eletricista, Supervisor Administrativo, Auxiliar de Escritório e Cabista. O setor de Estoque é composto por Supervisor de almoxarifado e Almoxarife. O Setor de Relações Humanas é composto por Auxiliar de Escritório.
3.2 LEVANTAMENTO E AVALIAÇÃO DE RISCOS 3.2.1 Riscos Físicos
São Classificados como riscos Físicos da NR - 15 Anexos 1 a 10 (BRASIL, 1994c): Ruídos; Vibrações; Radiações ionizantes; Radiações não-ionizantes; Frio; Calor; Pressões anormais; Umidade.
Nas atividades desenvolvidas dentro do ambiente de trabalho da Matriz da empresa MKSnet Informática Ltda, há o risco de Ruído, através das impressoras HP® Lase Jet, porém através do índices de tolerância esse risco não se torna periculoso. No Anexo 1 - PPRA, é descrito detalhadamente os riscos, medidas de controle, EPIs utilizados, entre outros.
3.2.2 Riscos Químicos
São Classificados como riscos Químicos da NR - 15 Anexos 11 a 13 (BRASIL, 1994c): Poeiras;
Névoas; Neblinas; Gases; Vapores;
Substâncias, compostas ou produtos químicos em geral
Nas atividades desenvolvidas dentro do ambiente de trabalho da Matriz da empresa MKSnet Informática Ltda, a única que é exposta a algum tipo de risco químico seria a atividade de auxiliar de limpeza, a qual ficaria em contato com "Substâncias compostas ou produtos químicos em geral", com a utilização do produto água sanitária que contém a substância Alcális Cáustico, o qual é atribuído um grau de insalubridade médio para fabricação e manuseio dessa substância. Esse risco está implícito nas atividades de limpeza dos banheiros, nos quais é usado o
produto QBOA®. Para sanar esse risco são utilizados EPIs como luvas de latex, aventais, botinas, entre outros.
Há situações em que esse risco é caracterizado como insalubre mesmo com a utilização de EPIs. Porém devido ao pequeno fluxo de funcionários e clientes nos banheiros, esse risco não é caracterizado como insalubre. No Anexo 1 - PPRA, é descrito detalhadamente os riscos, medidas de controle, EPIs utilizados, entre outros.
3.2.3 Riscos Biológicos
São Classificados como riscos Biológicos da NR - 15 Anexo 14 (BRASIL, 1994c): Vírus; Bactérias; Protozoários; Fungos; Parasitas; Bacilos.
Nenhuma das atividades desenvolvidas na empresa é exposta a algum tipo de risco Biológico.
3.2.4 Riscos Ergonômicos
São classificados como riscos Ergonômico da NR - 17 (BRASIL, 1994d): Esforço físico intenso;
Levantamento e transporte manual de peso; Exigência de postura inadequada;
Controle rígido de produtividade; Imposição de ritmos excessivos; Trabalho em turno noturno; Jornada de trabalho prolongada;
Monotonia repetitividade;
Outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico.
Nas atividades desenvolvidas dentro da Matriz, dos riscos elencados acima, há presença da exposição aos riscos de posturas inadequadas e monotonia e repetitividade no ambiente interno, em função do trabalho continuo com computadores este risco é eliminado atrás do fornecimento de cadeiras ajustáveis, assim como ginástica laboral 3 vezes por semana.
Nas atividade externas, existem os riscos de postura inadequada para lançamento de cabos de fibra óptica, manuseio de escadas, instalações e manutenções nas casas em forros. Esses riscos são sanados com a orientação de realização de alongamentos ao início e no término das jornadas de trabalho.
3.2.5 Riscos de Acidentes
São classificados como Riscos de Acidentes (POZZOBON, 2014): Arranjo físico inadequado;
Máquinas e equipamentos sem proteção; Ferramentas inadequadas ou defeituosas; Iluminação inadequada;
Eletricidade;
Probabilidade de incêndio ou explosão; Armazenamento inadequado;
Animais peçonhentos;
Outras situações de risco que poderão contribuir para ocorrência de acidentes. Nas atividades desenvolvidas dentro da Matriz, existem o riscos de acidentes de trânsito e acidentes de trajeto, o qual são fornecidos orientações para cursos de direção defensiva e manutenções preventivas nos veículos da empresa.
Nas atividades desenvolvidas nos ambientes externos, temos riscos de trabalho em altura, onde a empresa realiza cursos de NR-35 - Risco em Altura, para todos os trabalhadores envolvidos. Para os Cabistas ainda existem riscos de eletricidade pela proximidade aos cabos de
distribuição existentes nos postes das concessionárias de energia elétrica. No item 3.2.6 há um detalhamento mais aprofundado dos riscos inerentes dessas atividade.
3.3 ELABORAÇÃO DO MAPA DE RISCOS
Para realização do Mapa de riscos foram analisados três casos: o ambiente fixo de trabalho na matriz em Palmeira das Missões, e os ambientes variáveis de instalação via Rádio, assim como, instalação via Fibra Óptica.
Figura 2 - Mapa de Riscos da empresa MKSnet
A Figura 2 apresenta o Mapa de Riscos elaborado para a Matriz da empresa. Inicialmente foi realizado um estudo e dimensionamento de sua planta baixa, analisou-se então as atividades desempenhadas por cada um dos trabalhadores neste local, constatou-se que há um número maior de homens (51 homes e 7 mulheres), o qual compartilham a jornada de trabalho de 8 horas diárias, predominância na utilização de computadores de mesa em todos os ambientes para realização das atividades, exceto os trabalhos realizados externos.
Em função das constatações mencionadas anteriormente os riscos dentro desse ambiente de trabalho são reduzidos basicamente a Riscos Ergonômicos, como apresentado nos setores Administrativo, Suporte Técnico, Jurídico, Estoque, Financeiro, Engenharia e Relações Humanas, que possuem um risco ergonômico médio, onde todos os trabalhadores ficam, na maior parte do tempo, sentados em suas respectivas mesas à frente de seus computadores.
Figura 3 - Ambiente do Suporte Técnico Figura 4 - Ambiente do SuporteTécnico
Fonte: Arquivo Próprio
Nas figuras 3 e 4 apresentamos o ambiente de trabalho do suporte técnico, aonde percebemos a predominância do trabalho realizado em frente ao computador. Analisa-se que todas as cadeiras são ajustáveis, também é fornecido apoio para os pés. Em contraponto, percebe-se que alguns funcionários não estão com a postura correta em relação ao nível do Monitor dos
computadores, alguns possuem suportes para ajustes, mas não todos. Nesse caso é necessário realização de treinamento para orientação correta da postura de trabalho.
Apesar do fornecimento de uma cadeira adequada, conforme a NR. 17, a utilização está sendo errada, os braços de alguns colaboradores estão dispostos de forma errada. A figura 5 aprensenta a postura correta que deveria ser seguida. Comparando as imagens, percebe-se que alguns funcionários da empresa estão com o monitor acima do nível adequado. O nível errado do monitor de vídeo acarreta em dores no pescoço e na cabeça
Figura 5 - Postura correta para posto de trabalho em frente ao computador.
Fonte: http://trabalho.facafisioterapia.net/2014/03/ergonomia-e-prevencao-de-lombalgias.html
Considera-se o risco desses ambientes como médio pela acentuada carga horária dos trabalhadores, comparativamente os ambientes denominados CPD e Presidência por ter respectivamente um pequeno fluxo de trabalhadores e uma baixa carga horária, tem sua intensidade considerada como pequena.
Como medidas de proteção coletiva, são realizadas três vezes por semana ginástica laboral com todos os funcionários, climatização, disponibilidade de bebedouros, limpeza diária, iluminação adequada, entre outros.
A Figura 6 ilustra um ambiente de trabalho variável dentro da instalação de internet via Fibra Óptica. Nesta atividade é necessário a passagem dos cabos de Fibra Óptica através dos postes de distribuição de energia elétrica, dentro de sua respectiva faixa de compartilhamento,
representada na figura pela cor rosa, as cores vermelho, azul e branco caracterizam respectivamente as redes de Média Tensão, Baixa Tensão e Telefonia.
Figura 6 - Instalação via Fibra Óptica
Fonte: Autoria própria
Neste tipo de atividade encontramos a predominância de homens, com uma jornada de trabalho de 8 horas diárias. É possível observar através da Figura 3 que há riscos diferentes. A caracterização dos riscos ergonômicos se dá pelo trabalho físico de exigências de posturas inadequadas para levantamento dos cabos, assim como manuseio e locomoção das escadas, já os riscos mecânicos são caracterizados pela proximidade da rede elétrica. Têm-se ainda os riscos de acidente como: corte por queda de objetos, picada de animais peçonhentos, acidentes de trânsito e queda de postes. No Anexo 1 - PPRA, é descrito detalhadamente os riscos, medidas de controle, EPIs utilizados, entre outros.
Salienta-se o Risco mecânico de eletricidade, que é caracterizado como médio pois os trabalhadores executam suas atividades dentro da Zona de Risco Controlada, como apresentada na figura 4 A. Esse requisito é definido através da figura 4 B, sendo que as atividades realizadas pela empresa são com distâncias maiores que 0,60 metros da rede de baixa tensão de energia, se enquadrando na faixa de <1 kV, ou seja, com um Raio de delimitação entre a zona controlada e
Figura 7 - Classificação das Zonas de Risco
Fonte: BRASIL, 2013e Onde: ZL= Zona Livre
ZC = Zona Controlada ZR = Zona de Risco PE = Ponto Energizado
Como medidas de proteção coletivas são realizados treinamentos para capacitação dos funcionários, como os cursos de NR-35 para trabalhos em altura e NR-10 para trabalho nas proximidades de Eletricidade, e sinalização do ambiente de trabalho. Ainda existem medidas de proteção individuais, através do uso de vestimentas apropriadas, luvas, capacete, óculos, botinas, cintos de segurança, filtro solar, entre outros.
Nas figuras 8 e 9, verificamos fotos tiradas no ambiente de trabalho em campo dos Cabistas. Percebe-se que as vestimentas, os calçados, cinto e talabarte, capacete, escada de fibra de vidro, estão sendo corretamente utilizados. Em contraponto, nas imagens 8 e 9, percebe-se que não há linha de vida nas escadas, o qual é um item de suma importância em caso de quedas. Na imagem 9, nota-se que o colaborador não está usando luvas, o que aumenta a probabilidade de choque elétrico, sendo que pode haver algum ponto energizado no poste, salienta-se que a empresa fornece o detector de tensão, porém mesmo que seja testado que não há tensão, o funcionário deve continuar com a utilização das luvas de raspa. Outro detalhe que percebemos na figura 9 é que a escada não está amarrada ao poste, facilitando a queda em caso de desequilibrio.
Através do itens citados acima, orienta-se que empresa realize com mais frequência auditorias dos trabalhos realizados em campo, para verificação da conformidade da utilização das técnicas de segurança. Pois todos os funcionários são treinados através dos cursos de NR10 e 35.
Figura 8 - Trabalho Externo Cabista Figura 9 - Trabalho Exteno Cabista 2
Fonte: Arquivos próprios
Na Figura 10, é representado o ambiente de trabalho para instalação de internet via Rádio, onde normalmente ocorre em residências. Nessa atividade há predominância de homens, com jornada de trabalho de 8 horas diárias. Por caracterizar-se como um ambiente de trabalho variado, foram analisadas todas as possibilidades de riscos que podem ser encontrados nos diversos ambientes.
Figura 10- Instalação via Rádio Wireless
Fonte: Autoria Própria
Analisa-se na Figura 10, a existência dos riscos presentes nas atividades de Instaladores de Antena. O Risco Ergonômico é caracterizado pela postura inadequada em que estes trabalhadores podem vir a ser expostos, podendo ser dentro de forros de casas para a passagem dos cabos, em cima de telhados para a instalação das antenas e dentro das residências na instalação dos equipamentos. Os riscos Mecânicos tem uma intensidade pequena em função da proximidade das instalações elétricas nos forros das casas, nesse mesmo ambiente onde há uma iluminação inadequada para trabalho, somando a estes fatores também o manuseio com as escadas. Constitui-se ainda em intensidade pequena os riscos, pela exposição destes trabalhadores à: riscos de acidente de trânsito, corte por queda de ferramentais, picada de animais peçonhentos, entre outros.
Fonte: arquivos próprios.
Salienta-se o risco de trabalho em altura, onde a imagem 11 apresenta uma situação semelhante a instalação de antenas de rádio. Percebe-se que o trabalhador não tem segurança nenhuma em cima do telhado, não há linha de vida para que o mesmo poça ficar fixo. Ainda a escada também não está fixa em nenhum ponto, que dê segurança para o trabalhador subir e descer da casa.
Recomenda-se para a empresa, que a mesma deva rever todo o procedimento de instalação em cima de telhados de casas. Uma alternativa seria a utilização de linha de vida, conforme apresentado na figura 12. Pois da forma como é executada hoje, está colocando em risco os trabalhadores que executam essas atividades.
Figura 12 - Utilização de Linha de Vida em Telhados
Assim como os trabalhos de instalação de Fibra Óptica realiza-se medidas de proteção coletivas treinando os funcionários, como o cursos de NR-35 para trabalhos em altura, e cursos de NR-10 para trabalhos nas proximidades de Eletricidade. Ainda há medidas de proteção individuais, através do uso de luvas, capacete, óculos, botinas, cintos de segurança, filtro solar, entre outros. No Anexo 1 - PPRA, é descrito detalhadamente os EPIs utilizados.
3.4 SOFTWARE DATASESMET - RSDATA
Após realizado um levantamento de todas as atividades desenvolvidas dentro da empresa, será aplicado os dados necessários no software dataSESMT, com o intuito de elaboração de um PPRA em conformidade com a legislação existente.
Ainda, em conjunto com o cadastramento dos dados, será avaliado os prós e contras do
software escolhido. Assim como, estudado melhorias para o desenvolvimento das atividades
dentro da empresa.
O dataSEMST é um programa que possui um sistema multiempresa, ou seja, você pode cadastrar diversas empresas, visando o lado de consultores, como também desenvolvimento de somente um empresa. Proporciona uma padronização e interligação com o dados de segurança e saúde das empresas, conseguindo manipular as capacidades de acesso de cada usuário cadastrado, com níveis de acesso. O funcionamento do software é baseado no organograma das empresas como: empresa, setor, cargo e cargo desenvolvido. Neste último, são avaliados os riscos de acordo com a Norma Regulamentadora (NR) 9, assim como suas associações com exames, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e treinamento. Além disso, toda e qualquer alteração feita nos dados da empresa são rastreadas, possuindo data de início e fim, com o intuito de criar um histórico dos acontecimentos da empresa (RSdata , 2016).
Os demais benefícios da utilização do dataSESMT são (RSdata, 2016): Gestão integrada:
Interligação com os softwares ERP compartilhando informações. Gestão Inteligente:
Interligação das Legislações, de acordo com eSocial e com sistema de alerta e acompanhamento das rotinas pendentes, com envio de e-mail programável. Compartilhamento de Informação
Um único banco de Informações da empresa (matriz e filiais) Facilidade de uso
Software de fácil uso Agilidade de Informação:
Inserção de informação uma única vez em um único banco de dados para gerar todos os documentos: PPRA, PCMSO, Laudo de insalubridade/Periculosidade, LTCAT, PPP, ASOs, Ordens de Serviços, Gestão de CIPA e Gestão de EPI, interligado às Legislações dos Ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, já atendendo os requisitos do eSocial.
Rastreabilidade de Acesso e Informação
Dotado de níveis de acesso e identificação de ações que asseguram a segurança da informação.
Transparência e Sustentabilidade
Registro eletrônico com informação programável e parametrizado dotado de controle de ação que substitui os registros de papel e gerenciamento isolado. Confiabilidade na gestão do registro e controle de entrega de EPIs
Gestão integrada com informações confiáveis armazenadas criptografadas com rastreabilidade de acesso.
Economia financeira
Relatórios gerenciais programáveis conforme necessidade de gestão garantindo a redução de custos. Gestão inteligente que possibilita maior controle e proteção a passível trabalhista.
3.4.1 Módulo PPRA
O software dataSESMT oferece um módulo próprio para elaboração do PPRA, conforme segue lista abaixo (RSdata, 2016).
o Documento Base do PPRA
o Profissionais (Responsáveis pela assinatura/elaboração do documento) o Objetivos
o Bibliografia
o Cronograma de Ações com vínculo ao planejamento estratégico Envio de e-mail automático conforme configuração o Treinamentos
o Considerações Gerais
o Setores/Cargos (Filtro para emissão do documento apenas para determinados setores e cargos)
o Observações o CIPA
o Glossário o Configurações
Emissão do PPRA + Laudo de Insalubridade e Periculosidade
o Profissionais (Responsáveis pela assinatura/elaboração do documento) o Objetivos
o Bibliografia
o Cronograma de Ações com vínculo ao planejamento estratégico
Envio de e-mail automático conforme configuração hierárquica o Treinamentos
o Aparelhagem
o Considerações Gerais
o Setores/Cargos (Filtro para emissão do documento apenas para determinados setores e cargos)
o Observações o CIPA
o Glossário o Configurações
Emissão Laudo de Insalubridade e Periculosidade
o Geração de conclusão automática conforme alimentação de informação
Emissão do PGR
o Profissionais (Responsáveis pela assinatura/elaboração do documento) o Objetivos
o Bibliografia
o Cronograma de Ações com vínculo ao planejamento estratégico o Envio de e-mail automático conforme configuração hierárquica o Treinamentos
o Aparelhagem
o Considerações Gerais
o Setores/Cargos (Filtro para emissão do documento apenas para determinados setores e cargos)
o Observações o CIPA
o Glossário o Configurações
Considerações Gerais do PPRA/PGR
Emissão da Analise Global do PPRA
o Cronograma de Ações Anterior (Itens realizados e não realizados com seus respectivos motivos e análise)
o Profissionais (Responsáveis pela assinatura/elaboração do documento) o Representantes da Empresa
4 RESULTADOS
Este capítulo tem como objetivo apresentar apresentar a aplicação do dados na empresa no software dataSESMT para elaboração do PPRA, exemplificando através das imagens os modos de operação e cadastramento proporcionado pelo software, posteriormente no ANEXO 1, será apresentado o PPRA como resultado do software.
4.1 CADASTRAMENTO DA EMPRESA E DE COLABORADORES
Primeiro passo para o início do trabalho é efetuar o cadastro da empresa no software, conforme apresentado na figura 13 abaixo. Onde são inseridos os dados da empresa, na aba CNAE é determinado a atividade exercida pela empresa e o respectivo risco.
Figura 13 - Cadastro da empresa
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
Na figura 14, é apresentada a tela de cadastro de funcionários, na qual são inseridos seus dados. Através disso é criado um perfil, para cada funcionário, possibilitando assim que se faça um cadastro completo, inserindo informações como: turno de trabalho, atividade desenvolvida,
EPIs utilizados, treinamentos realizados, dados de absenteísmo e acidentes de trabalho através das CATs.
Figura 14 - Cadastramento funcionários
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
Na imagem 15, é apresentado o ambiente de cadastramento dos setores. Dentro desse ambiente, pode-se fazer um cadastro completo de cada ambiente, incluindo dados como área aproximada, altura do pé direito, iluminação, entre outros dados, que são importantes para outros Laudos.
Figura 15 - Cadastramento de setores.
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
Dentro do cadastro dos setores, é feito a criação dos cargos desenvolvidos, conforme apresentado na imagem 16.
Figura 16 - Cargos cadastrados
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
Já na imagem 17, é ilustrado a área de cadastro de cargos, aonde são pesquisadas as respectivas funções de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações CBOs. No mesmo ambiente ainda consegue-se detalhar as atividades desenvolvidas por cada cargo.
Figura 17 - Cadastro de cargos
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
Dentro do campo de cada cargo, encontram-se as opções de visualizar os colaboradores que desenvolvem as atividade, também é possível observar a inserção dos riscos pertinentes para a realização de suas atividades, tais como fatores de risco (ruído, calor, radiações ionizantes, condição hiperbárica, radiação não ionizantes, vibrações, frio, umidade, agentes químicos, limites de tolerância, poeiras, agentes biológicos, explosivos, inflamáveis, motoboy, eletricidade), assim como o cadastro dos EPIs necessários para cada risco. Sendo possível inserir os exames médicos, vacinas, treinamentos, restrições, proibições, entre outros, conforme apresentado na figura 18.
Figura 18 - Cadastro de Riscos de Acidentes e EPIs por risco
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
Na imagem 19, é apresentado o ambiente de cadastramento dos Riscos de Acidente, aonde delimitamos a descrição do risco, recomendações, fontes geradoras, meios de propagação, comprometimento à saúde, possíveis danos à saúde, medidas de controle e observações.
Figura 19 - Cadastro dos Riscos de Acidentes
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
A inserção de fatores de riscos como ruído, é apresentado na figura 20, aonde inserimos as medições realizadas, as técnicas de medição, nível de exposição de cada colaborador, eficiência dos EPIs, quando aplicáveis, fontes geradoras, meios de propagação, medidas de controle, recomendações, entre outros. O sistema ainda apresenta a conclusão para o Laudo ou Ltcat, informando se o risco é, ou não, insalubre para os trabalhadores envolvidos.
Figura 20 - Inserção de Fatores de Riscos - Risco Ruído
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
O cadastramento de EPIs, é apresentado na figura 21, aonde determinamos o Certificado de Aprovação (CA) do EPI, sua validade, o nome ao qual será vinculado, marca do fabricante, vida útil, e também a inserção do fator de risco o mesmo deve ser utilizado. Podemos ainda determinar os treinamentos necessários para a utilização desse EPI, como imagens dos treinamento para comprovação da realização, observações pertinentes e vida útil dos demais fabricantes.
Figura 21 - Cadastro EPI
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
O que foi apresentado no trabalho até então, é apenas uma parte pequena do que o sistema dataSESMT possui, conforme a figura 22, podemos perceber que existem as possibilidades de
determinação dos Responsáveis por cada segmento, Cronograma de Tarefas de Segurança, Médicos vinculados a empresa, Análise de Risco, Extintores, Ordens de Serviço, Inspeções, cadastro de Incidentes, Lembretes e Laudos. Dentro do campo de Laudos, conseguimos elaborar PPRA, LTCAT, PCMSO e PCMAT.
Figura 22- Laudos
Fonte: Software dataSESMT - RSdata (2016)
No ambiente do PPRA, através da figura 23, é apresentado os dados da empresa, Profissionais Responsáveis (Eng. de Segurança do Trabalho), Objetivos, Bibliográfia, Cronograma de Ações, Treinamentos, Observações, Setores e Cargos, CIPA, Considerações Gerais, Documento Base do PPRA o qual já vem inserido no sistema ou o usuário pode desenvolver um modelo próprio, Glossário e Configurações que determinam como o Laudo PPRA será emitido.
5 CONCLUSÃO
O Presente trabalho se propôs a estudar a implementação de um software de Gerencia de Segurança e Saúde no trabalho em uma empresa do ramo de telecomunicações com o intuito de elaborar uma Laudo de um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Foram verificadas as leis aplicáveis para elaboração deste, assim como as caracterização da empresa e os riscos presentes.
Para elaboração do PPRA o software oferece todos os requisitos necessários, pois o mesmo já faz toda a comparação com a Normas e Leis vigentes, avalia os índices de exposição, quando aplicáveis, vincula os EPIs para cada risco respectivo, determina os treinamentos necessários para utilização desses, assim como, da realização de cada atividade.
Nas fases de cadastro de cada função foram avaliados e registrados todos os riscos presentes nas atividades desenvolvidas, as fontes geradoras, meios de propagação, comprometimento à saúde, possíveis danos à saúde, medidas de controle, entre outros, o que proporciona um PPRA completo em conformidade com a Normas e Leis vigentes.
Realizou-se uma análise mais profunda dos riscos presentes na empresa através da elaboração do mapa de riscos de cada segmento, sendo das atividades realizadas nos ambientes internos, assim como, nos ambientes externos. Foi avaliado os riscos aos quais essas atividades estão expostas e as medidas de prevenção coletivas e individuais.
Para a empresa o software é um sistema gerencial completo e de fácil implementação, pois armazena todos os registros necessários para elaboração de diversos Laudos, desde mudança de funções, admissões, demissões, dados de absenteísmo, registro de acidentes de trabalho, histórico médico. Salienta-se o controle fornecido para o EPIs, quando inserimos o mesmo, é informado o CA deste, o prazo de validade, vida útil, níveis de atuação, etc, o que torna muito útil para o controle total dentro da empresa. Um exemplo disso, na verificação dos itens que são aplicados dentro da empresa MKSnet, na implementação do software já foi identificado que um dos EPIs estava com sua validade vencida, pelo fato da empresa não possuir controle eficaz disso, a empresa estava operando em desacordo com as Normas vigentes. Com a aplicação do software
o mesmo exibe um aviso quando o EPI perder sua validade, proporcionando que a empresa vá em busca de outro equipamento de mesma utilização com validade vigente.
Outro ponto muito importante que o sistema proporciona é a inserção de índices de medicação, como os riscos de ruído como exemplificado no PPRA. Após a inserção dos dados o próprio sistema fazer o comparativo com os índices de tolerância das normas, determinando se o risco é insalubre ou não.
Conclui-se que a utilização de softwares de gestão é viável e recomendada para toda e qualquer organização que se proponha a ter um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, atualizado perante as Leis, e que proporcione um meio de controle eficaz para obtenção um ambiente de trabalho salubre para seus funcionários.
Para a empresa analisada, os riscos presentes principalmente nas atividades dos Cabistas, devem ser extremamente controlados, conforme apresentado fotograficamente neste trabalho, a verificação feita em campo mostrou que as equipes estavam atuando de forma incorreta, colocando em risco sua saúde e de seu ajudante. Para correção disto, empresa deve aumentar a fiscalização de campo, para verificação da correta utilização dos sistemas de energias repassados através dos cursos de NR-10 e 35. Ainda deve-se ter cuidados com validade e bom estado dos EPIs, em função do trabalho ser realizado nas proximidades da rede de energia elétrica.
Nas instalações em residências, que necessitam da utilização do telhado, deveria ser realizada uma análise aprofundada de métodos de trabalho em telhados, pois da forma como essas atividades são executadas hoje, está sendo colocado em risco a vida dos colaboradores envolvidos.
Porém riscos menores como ergonômico, em postura inadequadas com o trabalho ao computador, devem ser melhores tratados pela empresa. Pois em função da carga horária acentuada e uma má postura pode acarretar em uma DORT (Doenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho). Analisou-se que alguns funcionários não possuem a postura adequada, prejudicando sua saúde. Para sanar esses riscos dever-se-ia fornecer treinamentos para orientação dos colaboradores, assim como fiscalização da postura correta.
Como a empresa não possui um Sistema de Gestão implementado hoje, verificou-se que vários itens necessários perante as Leis que não são executados, atuando em desconformidade. Recomenda-se que a mesma verifique a implementação de um sistema através de software para a melhoria do ambiente de trabalho proporcionado, assim como os demais itens elencados anteriormente.
REFERÊNCIAS
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