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Perfil dos usuários de um site informativo e promocional de

turismo: o caso do EcoViagem

Users profiles of a tourism informative and promotional site: the case of EcoViagem

Thaís Serrano [email protected] Orientador: Rafaela Camara Malerba

RESUMO: Este estudo tem como objetivo identificar o perfil dos visitantes de um site informativo e promocional de turismo, utilizando o caso do site EcoViagem. Baseia-se em pesquisa bibliográfica e documental e levantamento junto a 170 usuários do site analisado. Os resultados indicaram que a internet é a principal fonte de pesquisa para viagens e aquisição de produtos e serviços turísticos. Verificou-se ainda que grande parte dos turistas que utilizam os sites de turismo para tais fins estão à procura de informações sobre atrativos turísticos.

Palavras-chave: Turismo. Marketing turístico. Site. Perfil de visitantes. EcoViagem.

ABSTRACT: This study aims to identify the profile of users of a tourism website informative and promotional, using the case of EcoViagem website. It is based on bibliography and documentary research and survey with 170 users of the site analyzed. The results showed that the Internet is the main source for travel research and purchase of tourism products and services. It was also that most of the tourists who use travel sites for such purposes are in search for information about tourist attractions.

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1 Introdução

Com a forte presença da internet no cotidiano, a forma de pesquisar e planejar ações muda com o passar dos tempos. No turismo, pesquisas realizadas pelo Ministério do Turismo (BRASIL, 2009) apontam que cerca de 40% dos turistas brasileiros utilizam a internet para planejar suas viagens.

Segundo Vicentin e Hoppen (2003), antes da internet, os Sistemas Globais de Distribuição – GDS – constituíam o principal meio eletrônico utilizado pelos agentes de viagens para distribuir e comercializar serviços. Segundo os mesmos autores, o advento da internet possibilitou o surgimento de diversos sites especializados em comercializar turismo no meio virtual, uma vez que a mesma é uma ferramenta que disponibiliza informação e o turismo pode ser considerado, até o momento de ser vivenciado, apenas um conjunto de informações.

Considerada democrática, “a Internet aborda diversos ambientes, inclusive a comunicação turística, que proporciona o desenvolvimento do turismo e contribui para a mediação dos bens simbólicos na rede mundial” (TOREZANI, 2007 p. 1). Já em 1997, Beni afirmava que:

O Turismo destaca-se como uma das grandes forças geradoras de negócios da internet. No Brasil, assiste-se a um aumento exponencial de sites. Estes começam agora, em parceria com a maioria dos portais, a atender, em seus conteúdos, a crescente segmentação do mercado de turismo, especializando-se em ecoturismo, turismo ecológico, turismo rural, agroturismo, turismo de aventura, turismo esotérico, turismo hedonista e outros tipos.

Com o crescimento de sites na internet e os diversos conteúdos tratados neles, o mercado identificou a necessidade de segmentá-los por tipo, como sites de informação, com informações rápidas e objetivas; de entretenimento, com experiências de imersão; de conteúdo, com artigos de opinião, entre outros; e de marketing, com divulgação de produtos para venda.

Os portais e os sites que divulgam destinos turísticos precisam ser acessíveis ao público e ricos em conteúdo, necessitando de atualizações constantes, promovendo a distribuição das informações sobre a localidade em questão. Tais procedimentos visam tanto aos visitantes reais como aos potenciais, além de intermediadores e prestadores de serviços turísticos. (GUIMARÃES E BORGES, 2008). Estes mesmos autores explicam que a atualização do conteúdo é exatamente o grande desafio dos

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profissionais, uma vez que grande parte das informações é, de certo modo, perecível. Além disso, há a também um segundo desafio a ser ultrapassado: os profissionais precisam saber exatamente o que os consumidores buscam quando pesquisam na internet, para que possam oferecer informações realmente úteis e objetivas.

Ao analisar o site de turismo EcoViagem – especializado em promover e divulgar o turismo brasileiro através de informações e conteúdo - este estudo procura identificar o perfil do público que utiliza este tipo de site, compreendendo suas principais características, seu perfil de viagem e seus interesses. A pesquisa baseia-se em um levantamento realizado com 170 respondentes mediante questionário online abrangendo o perfil sócio demográfico, além dos costumes relacionados à viagem e seus hábitos com relação ao uso da internet.

2 Internet e Turismo

2.1 O surgimento da Internet e seus usos

A revolução que a chegada da internet causou e ainda causa na vida e no cotidiano dos indivíduos mostra o quanto se evoluiu e ainda pode-se evoluir para um futuro extraordinário.

As novas tecnologias de informação e comunicação têm causado grandes transformações na sociedade. Dados a intensidade e o curto espaço de tempo em que surgiram e foram introduzidas novas tecnologias, diz-se que vivemos, na atualidade, uma revolução tecnológica. Marcantes dessa revolução são as alterações nas possibilidades de comunicação e transportes. (GUIMARÃES; BORGES, 2008, p. 22)

Essas inúmeras transformações advindas das novas tecnologias, principalmente as relacionadas à internet, provocaram grandes mudanças e adaptações no cenário da sociedade. Pode-se dizer que a criação da internet foi um marco na história da comunicação mundial, basicamente um divisor de águas onde o antes e o depois dela são bastante diferentes. “A história da criação e do desenvolvimento da Internet é a história de uma aventura humana extraordinária.” (CASTELLS, 2003, p. 13) A internet surgiu primeiramente denominada ARPAnet, no departamento de defesa norte-americana ARPA – Advanced Research Projects Agency, na década de 1960.

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Nessa época, a internet era interligada a número bastante limitado de computadores e era usada principalmente para fins acadêmicos e militares. (Santos, 2006)

Com o passar dos anos, a internet sofreu diversas modificações e adaptações, e programas e softwares foram criados a fim de transformar e melhorar seu uso. Dessa forma, já por volta dos anos 1990, a internet já estava privatizada e possuía uma conexão muito maior, interligando computadores no mundo todo, a world wide web já funcionava em software adequado e muitos navegadores estavam à disposição para uso do público (CASTELLS, 2003).

A partir daí, muitas mudanças ocorreram em diversos setores da sociedade e na vida dos indivíduos, em geral. A forma de vender, comprar e, principalmente, se relacionar com os outros se transformou. Castells (2003, p. 8) afirma que a internet tornou-se a alavanca na transição para uma nova forma de sociedade, e com ela, para uma nova economia.

No turismo, assim como em outras áreas, a internet chegou para facilitar e, mais especificamente, para aproximar cliente – turista -, empresa, destino turístico, atrativos, entre outros. Cobra (2001, p. 249) afirma que:

O setor de viagens nunca mais será o mesmo depois do advento do comércio eletrônico. A Internet veio para ficar e para modificar a atuação de agências de viagens, hotéis, companhias aéreas e todas as demais organizações que atuam em turismo.

Para Vicentin e Hoppen (2003) com o advento da internet, o cliente pode planejar e programar sua viagem para qualquer lugar do mundo sem sair de casa. Isso inclui realizar reservas de passagem e hotel, alugar carros, verificar condições de tempo, história, geografia e cultura do local destino, dentre outros.

Com o passar dos anos, esse fácil acesso à internet permitiu a qualquer pessoa modificar a forma de interagir e, principalmente, planejar suas viagens. Marujo (2008) explica que com o uso da internet, o turista tem a possibilidade de acessar diversas informações sobre países, regiões ou localidades em qualquer lugar do mundo, o que antes não era possível. Há a possibilidade de saber mais sobre atrações turísticas, serviços públicos, infraestrutura, endereços, serviços turísticos, cadeia hoteleira, e diversas outras informações a respeito da viagem.

A rapidez na busca e na troca de informações tornou a internet um dos principais meios de se planejar essas viagens, como mostra uma pesquisa do Ministério de

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Turismo (BRASIL, 2009) que revela que 39% das pessoas entrevistadas que viajaram nos últimos dois anos, buscaram informações sobre suas viagens na internet. Apenas a confiança de informações vindas de parentes e amigos (41%) superam a internet como principal fonte. E cerca de 20% das negociações dessas viagens foram feitas pelos clientes diretamente com hotéis e empresas de transportes via internet, só perdendo a liderança para a utilização do telefone (47%). As relações entre as pessoas e os meios de comunicação se vêem em um novo cenário, em que as informações podem ser trocadas e compartilhadas entre elas em questão de segundos. Sabendo-se dessa eficiência, as empresas sentem-se obrigadas a fazer parte desse novo ambiente e se adaptar ao momento atual utilizando novas formas de atingir seu público no meio virtual.

A internet tem, sem dúvida, grande contribuição neste novo cenário das tecnologias da informação e sua interface com o turismo. As diversas qualidades e opções que a rede oferece podem ser utilizadas de inúmeras maneiras, no sentido de desenvolver melhores formas de promoção, distribuição e gerenciamento da atividade turística (SANTOS, 2002, p. 76)

Novas possibilidades criadas pelo ambiente virtual da internet permitem transpor fronteiras a fim de atingir diversos consumidores, conhecendo-os, interagindo com eles e oferecendo aquilo que eles realmente querem e esperam. Marujo (2008) afirma que a internet gera um conhecimento que se espalha rapidamente, isso permite às organizações públicas e privadas do turismo melhorar a sua eficiência e oferecer aos consumidores os produtos e serviços que eles realmente preferem. Para Guimarães e Borges (2008), além de novas possibilidades de serviços, as novas tecnologias provocam também alterações na competitividade turística. É a chance de oferecer produtos e serviços, podendo atingir novos públicos em lugares antes considerados inviáveis, talvez, impossíveis de se chegar.

3 Tipos de Site

Para a divulgação de todas as informações e serviços sobre o turismo em geral, os sites podem ser, no início do processo de planejamento da viagem, as melhores opções. Guimarães e Borges (2008) explicam que disponibilizar informações na internet torna-se fundamental para um país ou região se firmar como um destino turístico ou até mesmo para uma companhia aérea vender os assentos das aeronaves, os hotéis comercializarem suas unidades habitacionais, entre outros

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produtos e serviços turísticos. A ausência de um site significa continuar inacessível a milhares de consumidores em todo mundo.

Criar sites que possam levar até o turista tudo o que ele precisa saber se tornou um grande negócio, justamente por ser fácil, de certo modo, barato e por trazer tantos resultados. Segundo Guimarães (2004) não é preciso ter muitos conhecimentos na área nem tanto investimento para criar seu próprio site. Para essa autora, um site basicamente é um conjunto de documentos que ligados entre si podem ser disponibilizados com uma identidade visual e estrutural.

Essa nova forma de buscar informações sobre o turismo fez surgir diversos sites especializados no tema, em que é possível conhecer a localidade desejada, pesquisar informações relevantes sobre seus atrativos, buscar por equipamentos turísticos, entre outras possibilidades. Com a acirrada competição entre destinos turísticos, a divulgação das informações aos turistas se tornou o grande diferencial para a decisão do destino a ser visitado. (MARUJO, 2008)

Através de sites da internet é possível efetuar planejamento, buscas, reservas, aquisição de serviços turísticos, etc. Enfim, o consumidor é o próprio gestor de sua viagem, o que garante a ele maior autonomia desde o processo de escolha do destino até a forma em que se dará o deslocamento para o mesmo. (ANJOS; SOUZA; RAMOS, 2006, p. 30)

O conteúdo que é disponibilizado na internet define o tipo de site. Neves (2006) considera existentes dois tipos de site: de informação – para aqueles que querem informação de forma rápida, clara e objetiva; e de entretenimento – para os que buscam a experiência de imersão no computador.

Para Santos (2006) os sites podem ser de conteúdo ou de marketing. Os primeiros apresentam artigos de opinião com links para outros, links publicitários para outros sites e ainda, comparação de diferentes produtos, porém não disponibilizam catálogos de descrição dos mesmos, nem disponibilidade desses produtos para a venda. Já os sites de marketing são exatamente o oposto dos sites de conteúdo, ou seja, não possuem artigos de opinião, não disponibilizam links, mas apresentam catálogos de produtos.

Já Guimarães e Borges (2008) explicam que nos sites e portais de localidades turísticas existem dois tipos de conteúdo: um deles diz respeito aos fatores que chamam a atenção do turista, fazendo-o se interessar por visitar o local, geralmente

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esses fatores estão ligados aos atrativos naturais, históricos que não são encontrados em qualquer outro lugar. O outro tipo de conteúdo diz respeito às informações mais específicas e particulares da localidade, como por exemplo, os eventos, os empreendimentos hoteleiros, os serviços turísticos e públicos. Estes, por sua vez, devem estar em constante atualização para atender aos turistas.

O conteúdo apresentado nos sites torna o processo de decisão e efetiva aquisição do bem - seja ele um produto ou serviço - muito mais fácil e prático. Guimarães e Borges (2008) explicam que o turista que viaja nos dias atuais busca por produtos e serviços personalizados, pois se sente como se fosse o único a navegar pela rede. Sendo assim, quanto mais especializado, informativo, atualizado e interativo for o site, melhores os resultados. Os mesmos autores completam que há alguns internautas que também procuram, nos sites especializados, opiniões e relatos de pessoas sobre produtos e serviços turísticos já utilizados.

Por essas e outras razões que os sites especializados em turismo surgem e crescem com grande rapidez, desde que possuam tais “qualidades”. A disponibilização de conteúdo turístico na internet permite aos turistas viajar antes mesmo de sair de casa, isso permite que eles se sintam preparados para quaisquer eventualidades, pois sabem exatamente o que os esperam no destino escolhido. Há diversos sites que lidam com o “turismo” de forma diferente, vendendo produtos e serviços, apenas divulgando, compartilhando informações, entre outros. O Quadro 1 apresenta alguns exemplos desses sites conforme as classificações propostas por Neves* (2006), Santos** (2006) e Guimarães e Borges (2008)***:

Quadro 1: Exemplos de tipos de sites de turismo Foco do Site Tipo de Site Nome do

Site Sobre o Site Catálogo de empresas Informação* Marketing ** Conteúdo específico*** Alugue Temporada É o líder brasileiro de aluguéis para temporada. Reserva Online Informação* Marketing**

Conteúdo Específico *** Booking.com

Uma das agências líderes mundias de reservas de hotéis online. Portal de Informações e Catálogo de Empresas Informação* Conteúdo** e Marketing** Conteúdo específico e que chama a atenção do

turista ***

Destino Aventura

Portal especializado em esportes e turismo de aventura e ecoturismo, com

conteúdo, serviços e produtos relacionados.

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Portal de Informações e Rede Social Informação* e Entretenimento* Conteúdo** Conteúdo que chama a

atenção do turista***

Viajamos.com

Criado pela Azul Linhas Aéreas, é uma ferramenta

interativa para o público trocar informações dos mais

variados destinos turísticos. Portal de

Informações

Informação* Conteúdo** Conteúdo que chama a

atenção do turista***

Viaje Aqui

Reprodução virtual da revista impressa, com ferramentas para interação

do internauta. Portal de Informações e Promoção Informação* Conteúdo** e Marketing** Conteúdo que chama a

atenção do turista***

Visite Minas Gerais

Site de promoção do turismo de MG, com informações sobre as cidades mineiras

Portal de Informações e Promoção Informação* Conteúdo** Conteúdo específico e que chama a atenção do

turista***

SP Turis

Divulga conteúdo para os turistas (atrativos naturais,

culturais, históricos), e conteúdo específico sobre a

cidade (calendário de eventos) *Fonte: Serrano, Thaís (2011)

4 Site EcoViagem

EcoViagem é um produto criado há mais de 10 anos pela empresa de mídia online Turistec Solutions, que tem como foco buscar soluções tecnológicas para o turismo. (ECOVIAGEM, 2001)

Com cerca de 600.000 visitantes únicos mensais e 700.000 visitas mensais, o EcoViagem é um site para promoção e divulgação do turismo brasileiro com anúncios para hospedagens e agências de viagem, além de notícias sobre diversos temas como turismo e seus diversos segmentos, sustentabilidade, responsabilidade social, entre outros, além de dicas de viagens através de blogs de viajantes.

O EcoViagem atua como ferramenta de marketing turístico online, oferecendo anúncios gratuitos a empresas de turismo em todo o Brasil, e disponibilizando essas informações aos turistas, de forma gratuita e segmentada (por cidades, regiões turísticas e estados). O conteúdo atualizado e detalhado trás a audiência, que gera retorno aos anunciantes – os quais são os geradores de conteúdo. (MAESTRELLI, 2009)

Segundo divulgado, o site tem como missão reunir de forma atualizada a maior base de informações turísticas sobre o país, e permitir sua disponibilização ao público de forma prática e interativa, sem custos. Com o objetivo de colaborar para o turismo no Brasil, e melhorar as oportunidades e condições de trabalho e o aumento de renda das comunidades nos destinos turísticos. (ECOVIAGEM, 2001)

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Para tornar isso possível, o site apresenta um conteúdo divido por categorias (áreas), com diferentes focos, como notícias relacionadas ao turismo, blog com relatos sobre viagens, destinos brasileiros, pacotes turísticos, principais atrativos, parques nacionais e algumas regiões turísticas. Como ilustra a Figura 1:

Figura 1: Homepage do site EcoViagem

A página inicial do site EcoViagem – http://www.ecoviagem.com.br – apresenta um “resumo” de tudo o que ele oferece com links diretos para as respectivas áreas, fotos dos destinos mais acessados no dia anterior, últimas mensagens enviadas via Twitter, últimas notícias e boletins / artigos publicado, destaque de anúncios de hotéis, pousadas, imóveis de temporada e agências de viagem e turismo. Por último, há os links em destaque para criar anúncios, seguir o EcoViagem nas principais redes sociais e se cadastrar para o recebimento da newsletter – o EcoNews.

A área de Blogs reúne os posts ou boletins publicados pelos colaboradores que trabalham em parceria com o site. Ao todo são 33 colaboradores que inserem conteúdos sobre viagens em suas páginas exclusivas que ficam listadas na área de Blogs. A área de Notícias divulga as chamadas de todas as notícias publicadas no site diariamente. Elas são dividas por categorias e estes divididos por subcategorias:

 Ambiente, e suas subcategorias: Ações Ambientais, Agressões Ambientais, Aquecimento Global, Áreas Preservadas, Consumo Consciente, Cursos / Palestras e Seminários Ambientais, Desenvolvimento Sustentável, Educação e Conscientização Ambiental, Encontros e Eventos Ambientais, Nossa Água,

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Nossa Fauna, Nosso Lixo, Nosso Planeta, Qualificação e Certificação Ambiental, Reciclagem, Tecnologias Limpas e Energias Renováveis;

 Aventura e suas subcategorias: Competições Regionais, Competições Nacionais, Competições Internacionais, Expedições;

 Social e suas subcategorias: Artesanato Regional, Comunidades Locais, Festas / Danças e Manifestações Regionais, Gastronomia Típica, Índios do Brasil, Responsabilidade e Ações Sócio-Ambientais;

 Turismo e suas subcategorias: Acessibilidade no Turismo, Agências e Operadoras, Meios de Hospedagem, Gastronomia, Ecoturismo, Turismo Cultural, Turismo de Aventura, Turismo GLS, Turismo Internacional, Turismo Nacional, Turismo Religioso, Turismo Rural, Turismo Sol e Praia, Turismo na Melhor Idade, Turismo Sustentável, Transporte Aéreo, Transporte Rodoviário, Transporte Marítimo e Fluvial, Transporte Ferroviário, Cursos / Palestras e Seminários de Turismo, Encontros e Eventos de Turismo, Qualificação e Certificação em Turismo, Seguro Viagem, EcoViagem, Pacotes Turísticos; a categoria: Livros, Revistas e Jornais e suas subcategorias: Revista Aventura e Ação, Revista Ecoturismo e Sustentabilidade.

A área Destinos Brasileiros possui informações sobre área, população, entre outros dos estados brasileiros, bem como suas regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte). Além de um resumo sobre cada estado da respectiva região e destaque para alguns atrativos.

A área de Pacotes Turísticos Brasileiros contém a descrição de pacotes turísticos para destinos e atrativos do Brasil e estão classificados de acordo com as categorias: Ano Novo, Carnaval, Lua de Mel, Finais de Semana uma Noite, Finais de Semana duas Noites, Outros Pacotes Turísticos. A área Atrativos mostra destaques para alguns dos principais atrativos separados pelas regiões do país. E a área de Parques Nacionais e Regiões Turísticas possuem os respectivos destaques também separados de acordo com a região do país que pertence.

De acordo com as informações apresentadas sobre tipos de site, o EcoViagem apresenta características de um site de informação – onde as informações são apresentadas de forma rápida, clara e objetiva, e conteúdo – que apresentam artigos de opinião com links, links publicitários, entre outros, sobre turismo e suas vertentes.

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5 Pesquisa sobre o perfil dos visitantes do site EcoViagem

5.1 Metodologia

Para traçar o perfil dos visitantes do site EcoViagem foi elaborado um questionário composto por 17 perguntas (Apêndice 1) com respostas de múltipla escolha via check-box (caixa de seleção). O questionário foi produzido baseando-se em pesquisas realizadas anteriormente por órgãos competentes, como a pesquisa sobre o Perfil do Turista de Aventura e do Ecoturista no Brasil, realizada pela ABETA em parceria com o Ministério do Turismo em 2009, e também a pesquisa sobre a Demanda Turística Nacional, realizada pelo Ministério do Turismo em 2007, além do estudo preliminar de metodologia e bibliografia acerca do tema em questão.

Para tornar viável a realização da pesquisa, foi firmada a parceria entre a autora (funcionária da empresa) e a empresa que administra o site. Dessa forma foi possível disponibilizar o questionário online no site e em seus perfis em duas redes sociais. Como parte do acordo, a empresa utilizou o questionário para inserir algumas questões de uso próprio e confidencial, além de agregar à pesquisa a premiação aos respondentes de diárias em hotéis ou pousadas dentro do país. A pesquisa permaneceu exposta no site Zoomerang1 no período de 28 de abril a 28 de maio de 2011 e contou com a participação de 170 respondentes.

5.2 Análise dos Resultados2 5.2.1 Informações Gerais

Dos 170 respondentes, 26% residem no estado de São Paulo. Empatados com 11% estão os residentes dos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina e 7% no Rio Grande do Sul. Os moradores dos outros estados não apresentaram números expressivos ou não pontuaram3.

1

Zoomerang. Disponível em: http://www.zoomerang.com.br

2

A análise apresenta apenas os resultados mais expressivos. Algumas questões de caráter confidencial à empresa EcoViagem foram ignoradas.

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Com relação ao gênero, 66% dos respondentes são mulheres, contra apenas 34% de homens. Silva (2009) explica que a maioria das decisões de compra de uma família é tomada pelas mulheres. Quando buscam informações ou avaliam alternativas, as mulheres consultam a família, amigos, comparam preços, buscam informação de especialistas ou de outros consumidores.

A faixa etária de 30% dos respondentes é de 45 a 59 anos, seguidos de 27% que tem entre 25 a 34 anos. Já 22% pertencem à faixa etária de 35 a 44 anos e 20% possuem entre 18 e 24 anos. Apenas 1% possui mais de 60 anos. Tais dados mostram que a procura por informações sobre viagens na internet não é um recurso utilizado apenas pelos mais jovens, tendo expressiva participação de outras faixas etárias, incluindo a participação, mesmo que pequena, do público acima de 60 anos. Grande parte dos respondentes possui boa escolaridade, são 31% com ensino médio completo e 45% possuem ensino superior completo, 18% são pós-graduados. Já 4% possuem ensino fundamental completo. Apenas 1% não concluiu o ensino fundamental.

Com relação à renda familiar mensal, 28% dos respondentes possuem renda entre 1 a 3 salários mínimos e aqueles que possuem de 5 a 10 salários mínimos também somam 28%. Seguidos daqueles que possuem entre 3 a 5 salários mínimos, com 22%. De 10 a 15 salários mínimos somam 7%, de 15 a 20 salários mínimos ou aqueles com mais de 20 salários mínimos, somam juntos 10%. Apenas 4% possuem renda de até um salário mínimo. Cerca de 40% dos respondentes são trabalhadores assalariados, seguidos de 20% de estudantes. Com 13% cada, estão os autônomos e os empresários. 7% são aposentados e 3% são do lar. Somente 2% dos respondentes estão desempregados.

5.2.2 Perfil da Viagem

Com relação às viagens internacionais, 59% dos respondentes informaram que viajaram pelo exterior ao menos uma vez em 2010. Já em relação às viagens nacionais em 2010, 36% alegaram que viajam, pelo menos duas vezes no ano, dentro do estado que residem e para outros estados do Brasil. E 66% realizaram em 2010, ao menos uma vez, viagem de uma semana pelo Brasil. Cerca de 30% realizaram, em 2010, somente viagens a lazer. Como mostra a Figura 2:

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Figura 2: Viagens Nacionais e Internacionais em 2010

Em 2010, 42% dos respondentes realizaram suas viagens na companhia do cônjuge ou namorado. Já 35% preferiram a companhia dos amigos ou em excursão, seguidos de 31% que viajaram sozinhos.

Sobre as atividades que mais praticam quando viajam, 67% preferem atividades ligadas a ecoturismo e passeios pela natureza, 63% buscam atividades culturais e que promovam conhecimento e 57% querem descanso e tranqüilidade.

Sobre a forma como buscam informações sobre suas viagens, 97% dos respondentes elege a internet como principal fonte e 36% dos respondentes recorre às informações publicadas em jornais e revistas. Para Guimarães e Borges (2008), as informações necessárias para se planejar as viagens podem ser obtidas em diversas fontes, como revistas e jornais especializados no assunto, além de materiais institucionais, guias, livros, empresas turísticas e até filmes. Mas a falta de tempo e a demora que há na atualização das informações nos meios impressos fazem com que prefiram recorrer aos meios digitais, uma vez que podem realizar a consulta ou pesquisa de forma customizada e rápida. Ainda sobre a forma como buscam informações, 32% dos respondentes preferem buscar informações em Agências de Turismo, contrariando de certa forma o que se falava com relação ao fim das agências e dos profissionais agentes de viagem, após a chegada da internet. Já o uso quase generalizado da internet pode ser justificado ao analisar outros dados: 88% deles afirmam acessar a internet de 6 dias até uma semana inteira e 35% passam mais de 40h por semana conectados. Guimarães e Borges (2008, p.

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74), afirmam que “o fato de os ambientes digitais estarem disponíveis 24 horas por dias, 365 dias por ano, faz com que os consumidores possam ter uma experiência ininterrupta”. Ao serem questionados sobre a frequência com que adquirem produtos e/ou serviços pela internet, 28% afirmam que fazem compras pela internet uma vez a cada 3 meses e 20% compram produtos/serviços pela internet 2 vezes ao mês. Guimarães e Borges (2008) explicam que ao acessar produtos e/ou serviços em uma loja virtual, por exemplo, o “ciberconsumidor” obtem uma resposta rápida a cada ação, isso não necessariamente acontece em uma loja física. O fato de o próprio consumidor ter o controle total sobre sua compra facilita o consumo.

5.2.3 Perfil do Usuário da Internet

Perguntados especificamente sobre qual serviço/produto turístico já adquiriram pela internet, a resposta foi de que 81% já reservaram hospedagem. Já 74% dos respondentes adquiriram passagens aéreas, seguidos de 41% que compraram passagens rodoviárias, 39% compraram passeios e 26% adquiriram pacotes completos. 23% alugaram veículos e apenas 5% reservaram cabines em cruzeiros. 4% adquiriram outros tipos de produtos não listados na questão.

Sobre a avaliação que fazem a respeito dos sites especializados em turismo, os números mais expressivos mostram que 85% dos respondentes alegaram que “Informações detalhadas sobre Atrativos Turísticos em cada cidade” é um item imprescindível para se ter em um site de turismo. Seguidos de “Mapa de localização das cidades e pontos de interesse” com 77% e “Preços (de diárias, passeios, pacotes e ofertas especiais)” com 76%. Já 54% consideram importante que o site possua “Design atraente e navegabilidade intuitiva”, além de 46% alegarem importante o item “Interatividade para os usuários trocarem informações sobre turismo” - 36% acham interessante que o site apresente “Informações detalhadas sobre agências de turismo em cada cidade”, já 20% alegam que ter “Informações detalhadas de Imóveis para temporada em cada cidade” é irrelevante. A Figura 3 destaca os resultados mais expressivos:

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Irrelevante Interessante Importante Imprescindível Informações detalhadas de Meios

de Hospedagem em cada cidade 2% 4% 33% 61%

Informações detalhadas de Agências de Turismo em cada

cidade

12% 36% 33% 20%

Informações detalhadas de Imóveis

para Temporada em cada cidade 20% 31% 35% 14% Informações detalhadas de Atrativos

Turísticos em cada cidade 1% 2% 12% 85%

Informações detalhadas de Pacotes

Turísticos em cada cidade 7% 19% 35% 39%

Informações turísticas, hospedagens, atrativos e dicas de

outros países

5% 16% 29% 51%

Informações sobre Acessibilidade e e navegação adaptada para pessoas com necessidades

especiais

13% 19% 35% 33%

Informações sobre Sustentabilidade (produtos/serviços/práticas sustentáveis) das empresas

2% 22% 45% 31%

Preços (de diárias/passeios/pacotes

e ofertas especiais) 1% 2% 21% 76%

Reservas online (de hospedagens/passagens

aéreas/pacotes)

2% 9% 33% 56%

Mapas de localização das cidades e

pontos de interesse 1% 3% 20% 77%

Credibilidade das informações através de avaliação de conteúdos

pelos próprios usuários

1% 10% 35% 54%

Interatividade para os usuários

trocarem informações sobre turismo 2% 22% 46% 30% Programa de fidelidade com

descontos/cortesias em produtos e serviços turísticos

3% 19% 38% 40%

Promoções, jogos e entretenimento 10% 33% 44% 12% Desing atraente e navegabilidade

intuitiva 1% 23% 54% 22%

Compatibilidade com dispositivos

móveis (celular, tablet, etc) 7% 25% 44% 23% Integração com mídias sociais como

Twitter, Facebook, Flickr... 7% 26% 40% 27%

Figura 3: Avaliação dos respondentes sobre a relevância do conteúdo em sites de turismo

6 Conclusão

A internet revolucionou a maneira de pesquisar e adquirir produtos e serviços turísticos. A rapidez e a facilidade que o mundo virtual proporciona permitem aos

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turistas vivenciar, de certo modo, as experiências antes mesmo de adquiri-las através das informações obtidas em sites especializados, o que pode garantir maior conforto e agilidade.

Apesar de muitos turistas ainda preferirem obter informações com os profissionais da área, os resultados da pesquisa revelam que a internet é o meio de comunicação mais usado para buscar informações sobre viagens e para planejá-las efetivamente, e que grande parte dos respondentes já adquiriu ao menos um produto turístico na web.

A facilidade no acesso à internet e às informações permite que pessoas de diversas faixas etárias e rendas planejem suas possíveis viagens, pesquisando preços, localização, atrativos, entre outros itens que possam compor o pacote turístico. As mulheres aparecem como maioria, sinalizando a questão que se refere às mulheres nos dias atuais terem maior decisão de compras dentro do ambiente familiar.

Considerando-se os resultados, recomenda-se que os sites que tratam e divulgam o turismo, busquem oferecer ferramentas que chamem a atenção do público, já que possuir um design atraente com navegabilidade intuitiva e interatividade para que os usuários possam trocar informações sobre o turismo, são algumas das ferramentas que agradam o turista que navega na rede, segundo apresentou a pesquisa, e grande parte deles garantem que informações detalhadas sobre atrativos turísticos em cada cidade são imprescindíveis na hora de realizar suas pesquisas nesses sites, além de mapas de localização das cidades e dos atrativos e preços de diárias, passeios, entre outros.

Embora este estudo tenha utilizado somente este site como exemplo, acredita-se que os resultados obtidos possam ser utilizados como fonte de análise sobre o perfil dos turistas que buscam essas informações também em outros sites especializados. Espera-se que tais resultados possam servir de fonte aos pesquisadores que estejam envolvidos em estudos de mesma natureza no sentido de aprofundar as questões e obter maiores dados acerca do tema abordado.

Referências

ANJOS, Edwaldo Sérgio dos; SOUZA, Felipe de Paula; RAMOS, Karen Vieira. Novas tecnologias e turismo: um estudo do site Vai Brasil. Caderno Virtual de Turismo. Rio de Janeiro, v. 6, nº 4, p. 30, 2006. Disponível em:

(17)

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Apêndice

Parte 1 – Informações Gerais

1. Estado onde reside:

2. Gênero:

3. Sua idade

(19)

5. Renda Familiar Mensal:

6. Ocupação:

Parte 2 – Perfil da viagem

7. Em 2010, qual foi a proporção da quantidade de viagens pelo Brasil que você fez a trabalho e a lazer?

(20)

8. Em 2010, quantas vezes viajou conforme os seguintes critérios de localização?

(21)

10. Com quem costuma realizar suas viajar a lazer?

(22)

12. Em quais meios de comunicação você mais busca informações para planejar suas viagens? (marque até 3 canais):

13. Com que freqüência você costuma acessar a internet?

14. Quantas horas por semana você costuma ficar conectado à internet?

(23)

Parte 3 – Perfil do usuário da internet

16. Qual serviço turístico já comprou ou reservou pela internet?

17. Ao pesquisar informações sobre suas viagens em um site de turismo, como você classifica cada um dos itens abaixo?

Referências

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