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Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

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0027384-17.2011.8.19.0205 1 AN

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

DÉCIMA QUARTA CÂMARA CÍVEL

GABINETE DO DESEMBARGADOR RONALDO ASSED MACHADO APELAÇÃO Nº 0027384-17.2011.8.19.0205

APELANTE: INSS - INSTITUTO NACIONAL DE PREVIDENCIA SOCIAL APELADO: ZOEL SOUZA MOURA

RELATOR: DES. RONALDO ASSED MACHADO

APELAÇÃO. AÇÃO DE REVISÃO DE BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO. O segurado ajuizou ação revisional em face do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, alegando que é titular de benefício previdenciário de aposentadoria por invalidez decorrente de acidente de trabalho, concedido em 13/08/2002 e que, em relação aos reajustamentos ocorridos no período de junho de 2001 a junho de 2003, teve o seu benefício reduzido, uma vez que o cálculo foi feito em desacordo com a legislação pertinente. Pede a condenação da autarquia ré à revisão do mencionado benefício, quanto aos reajustamentos ocorridos a partir de 2001, mediante a aplicação do IGP-DI referente a este período, bem como sua condenação a pagar as diferenças dos valores retroativos com correção monetária. Juízo de primeira instância julgou procedente, em parte, o pedido e condenou a autarquia ré a reajustar o benefício previdenciário do autor, quanto aos últimos cinco anos que antecedem à propositura da presente ação revisional, com base no IGP-DI - índice oficial de inflação, com correção a partir do vencimento de cada prestação e juros de 1% a partir da citação, assim como à atualização mensal do valor da sua aposentadoria para os anos subsequentes.

A autarquia ré apela (fls. 81/95). Alega que o pedido do Apelante, não tem amparo legal. Argumenta que a sentença determinou a aplicação do IGP-DI, intitulando-o de índice oficial de inflação, nos últimos cinco anos anteriores à propositura da ação, ou seja, também nos anos de 2006 a 2011 e que o juízo a quo deixou de considerar o art. 41 da Lei nº. 8.213/1991 teve sua redação alterada pela Lei nº. 10.699/2003. Alega que não há diferenças devidas, pois as que eventualmente existissem em razão da revisão

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constitucionalmente imposta, já foram pagas por via administrativa. Requer a improcedência dos pedidos do autor e, caso haja a manutenção da sentença, que a correção monetária e os juros moratórios sejam computados de acordo com o art. 1º-F da Lei nº. 9.494/1997, na forma da redação dada pela Lei nº 11.960/2009, assim como determine a intimação pessoal do Procurador Federal, conforme estabelece art. 17 da Lei nº. 10.910/2004.

ASSISTE-LHE RAZÃO, EM PARTE. O emprego do INPC para correção dos salários-de-contribuição integrantes do Plano de Benefício e de Custeio, para fins de cálculo do salário-de-benefício, conforme consta do art. 29-B da Lei 8.213/91, com a redação dada pelo art. 6° da MP 167, de 19 de fevereiro de 2004, convertido pelo art. 12 da Lei 10.887, de 18 de junho de 2004, não determina que o indexador utilizado pelo Juízo a quo ,substituiu o IGP-DI, seja adotado como fator de correção monetária do débito judicial previdenciário, por expressa disposição do art. 10 da Lei 9.711/98. Assim, o magistrado a quo obrou com acerto, salvo quanto ao pequeno reparo no que concerne ao período pretendido pelo segurado. Na inicial, o autor pede que seja considerado o período entre junho de 2001 e junho de 2003. Contudo, o compulsar dos autos demonstra que o benefício somente foi deferido a partir de 13 de agosto de 2002. Logo, não há como incorporar a correção monetária anterior ao período de sua concessão. Recurso conhecido e dado PROVIMENTO PARCIAL A ELE.

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ACÓRDÃO

Visto, relatado e discutido esta apelação nos autos do processo nº

0027384-17.2011.8.19.0205 da ação revisional, em que é apelante o

INSS - INSTITUTO NACIONAL DE PREVIDENCIA SOCIAL e apelado

o autor ZOEL SOUZA MOURA,

ACORDAM os Desembargadores da Décima Quarta

Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por

unanimidade, em CONHECER DO RECURSO e DAR PARCIAL

provimento a ele, de acordo com o voto do Desembargador Relator.

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VOTO

RELATÓRIO

ZOEL SOUZA MOURA ajuizou ação revisional de benefício previdenciário em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS, alegando que recebe junto ao réu jproventos de aposentadoria por invalidez decorrente de acidente de trabalho, concedido em 13/08/2002 e que, em relação aos reajustamentos ocorridos a partir de junho de 2001, teve o seu benefício reduzido, uma vez que o cálculo foi feito em desacordo com a legislação aplicável à espécie. Sustenta que o réu deveria ter observado o IGP-DI - índice oficial de inflação quando da revisão do benefício. Pede a condenação da autarquia ré a reajustar os mencionados proventos, em relação aos meses de junho e seguintes, mediante a aplicação do IGP-DI, bem como a condenação da ré lhe pagar as quantias alusivas às diferenças retroativas, acrescidas de correção monetária, além da atualização mensal do valor da sua aposentadoria.

A ré apresentou contestação, às fls. 52/60. Alega, de início, a preliminar de prescrição relativamente às parcelas vencidas anteriormente aos cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação. No mérito, alega que o autor está, em verdade, reclamando de problemas havidos no cálculo da Renda Mensal Inicial, RMI, em decorrência da conversão de auxílio-doença por acidente de trabalho em aposentadoria por invalidez oriunda de acidente de trabalho. Requer seja julgado improcedente o pedido de revisão da Renda Mensal Inicial - RMI da aposentadoria por invalidez por acidente de trabalho do autor. Pede a declaração da prescrição e a improcedência do pedido de revisão da Renda Mensal Inicial - RMI da aposentadoria por invalidez por acidente de trabalho do autor.

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Houve manifestação do Ministério Público às fls. 67.

O Juízo da 6ª VARA CÍVEL REGIONAL CAMPO GRANDE - Comarca do Rio de Janeiro assim fundamentou o seu julgamento:

(...) Passo a decidir. O feito comporta julgamento antecipado da lide, pois a questão de mérito, embora de fato e de direito, não reclama a produção de novas provas. Trata-se de ação revisional de benefício previdenciário, em que a parte autora reclama de defasagem havida em seu benefício, relativa aos reajustamentos ocorridos no período de 2001 a 2003, sustentando que a autarquia ré procedeu à realização de cálculos sem a observância do índice oficial de inflação - IGP-DI. Inicialmente, a prejudicial de prescrição alegada pelo réu merece ser acolhida, em parte, para alcançar as prestações pecuniárias devidas antes do qüinqüênio que antecedeu a propositura da ação, vez que a essência da pretensão do autor retrata relação jurídica continuativa com o réu, o que inibe a configuração da prescrição de tal direito. Sendo assim, a pretensão do autor quanto à revisão de seu benefício previdenciário, face aos reajustes ocorridos nos meses de junho dos anos de 2001, 2002 e 2003 não merece ser acolhida, uma vez que o direito à percepção destes valores foi atingido pelos efeitos da prescrição qüinqüenal. Por outro lado, em razão da relação jurídica continuativa com o réu, cabe a este proceder à correção do benefício do autor em relação aos cinco últimos anos que antecedem a propositura da presente demanda, pois estes não estariam albergados pela aludida prescrição. Em contrapartida, cumpre salientar que

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o réu não cumpriu com o seu dever de impugnar especificamente os fatos relatados pelo autor, nos termos do art. 302 do CPC, tendo em vista que a

presente demanda não cuida da hipótese de

inadequação de cálculos oriundos da conversão de benefícios previdenciários, e sim, da realização de reajustes, pelo réu, no benefício previdenciário do autor sem a observância do índice oficial de inflação - IGP-DI. Assim, concluo que assiste razão ao autor, em parte, para reaver o reajuste de valores de seu benefício previdenciário, mas tão-somente em relação aos cinco últimos anos que antecedem a propositura da presente demanda, tendo em vista que, muito embora a autarquia ré não tenha observado o índice legal e oficial de inflação quando da realização dos reajustes, a parte autora quedou-se inerte por mais de cinco anos

contados do período reclamado na exordial,

compreendido entre junho de 2001 e junho de 2003 e, portanto, não vislumbra mais o direito de pleitear os respectivos valores. Pelo exposto, JULGO PROCEDENTE, EM PARTE, o pedido, para condenar o réu à correta revisão do benefício previdenciário da parte autora, no tocante aos últimos cinco anos que antecedem a propositura da presente demanda, com base no IGP-DI - índice oficial de inflação, com correção a partir do vencimento de cada prestação e com juros de 1% a partir da citação, bem como à atualização mensal do valor da sua aposentadoria para os anos subseqüentes. Diante da sucumbência recíproca, cada parte arcará com os honorários de seus advogados, rateando as despesas do processo. A multa de que trata o artigo 475-J do CPC incidirá após o prazo de 15 dias do trânsito em julgado desta ou da decisão que receber recurso no efeito meramente devolutivo,

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independente de nova intimação. Transitada em julgado, intime-se para pagamento das custas. No silêncio, oficie-se ao FETJ e arquivem-se sem baixa. Satisfeitas as custas, dê-se baixa e arquivem-dê-se. (grifado).

A autarquia ré apela, às fls. 81/95. Nas razões apresentadas, alega que o pedido do Apelado, de ver os seus benefícios atualizados desde a data da concessão até os dias de hoje pelo IGP-DI não tem amparo legal. Argumenta que a sentença determinou a aplicação do IGP-DI, intitulando-o de índice oficial de inflação, nos últimos cinco anos anteriores à propositura da ação, ou seja, também nos anos de 2006 a 2011 e que o juízo a quo deixou de considerar que a redação do art. 41 da Lei nº. 8.213/1991 foi alterada pela Lei nº. 10.699/2003. Alega que não há diferenças devidas, pois as que eventualmente existissem em razão da revisão constitucionalmente imposta, já foram pagas por via administrativa. Requer a improcedência dos pedidos do autor e, caso haja a manutenção da sentença, que ela seja reformada para que a correção monetária e os juros moratórios sejam computados de acordo com o art. 1º-F da Lei nº. 9.494/1997, com a redação dada pela Lei nº11.960/2009, assim como se determine a intimação pessoal do Procurador Federal, conforme art. 17 da Lei nº. 10.910/2004.

Em contrarrazões, às fls. 103/109, o autor prestigia a sentença. Pede que seja rejeitada a apelação interposta.

O parecer do Procurador é pelo conhecimento do recurso de apelação e pelo provimento parcial para excluir o reajuste com base no IGP-DI de junho de 2001, pois reajustamento do benefício do segurado, só foi deferido a

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partir de 13 de agosto de 2002, não podendo incorporar a correção monetária anterior a concessão do benefício acidentário. Quanto ao mais, a sentença deve ser mantida, porquanto não existe amparo legal para a aplicação do IGP-DI nos percentuais de reajustamento dos benefícios acidentários após 2004, cujo valor real está preservado pela aplicação dos índices definidos pelo INSS, o que redunda na validade de sua aplicação nos anos de 2002 e de 2003, mantendo-se a prescrição reconhecida, mas determinando-se a atualização mensal do valor da aposentadoria por invalidez para os anos subsequentes, ou seja, não alcançados pelo fenômeno prescricional.

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Seguem os Fundamentos.

Conheço do recurso, pois estão preenchidos todos os requisitos de sua admissibilidade.

Quanto à alegada prescrição, cuida-se de relação de trato sucessivo, a prescrição alcança, apenas, as prestações anteriores ao quinquênio anterior à propositura da ação, conforme Súmula 85 do STJ.

A matéria devolvida por meio do recurso versa sobre a validade ou não do reajuste no benefício previdenciário concedido ao segurado, no período alvo da reclamação, isto é, a partir de junho de 2001 com base no IGP-DI.

O Juízo de primeira instância julgou procedente, em parte, o pedido e condenou a autarquia ré à revisão do benefício previdenciário do autor, quanto aos últimos cinco anos que antecederam à propositura da presente ação revisional, com base no IGP-DI - índice oficial de inflação, a partir do vencimento de cada prestação e juros de 1% desde a citação, assim como à atualização mensal do valor da sua aposentadoria para os anos subsequentes.

O reajuste dos benefícios visa a garantir o valor real dele, em virtude das perdas inflacionárias, com vistas a preservar a manutenção do poder de compra. A norma que ampara tal reajuste é a do artigo 41-A, da lei nº 8213/91, que adota, nesta indexação, o INPC, aplicável na mesma data de reajuste do salário mínimo.

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Para a análise da pretensão do autor, em face do que lhe foi concedido pelo juízo a quo necessário faz-se um breve histórico dos índices que foram utilizados na atualização dos salários de contribuição ao longo do tempo e do índice aplicado no período por ele desejado.

Pois bem, a partir de janeiro de 1992, passo a viger a Lei nº 8.213/91, com incidência do INPC até dezembro de 1992. Desde janeiro de 1993 até fevereiro de 1994, a atualização passou a seguir o critério da Lei nº 8.542/92, cujo índice foi o IRSM. Em 28 de fevereiro de 1994, ocorre a conversão do valor para URV, esta utilizada até 30 de junho de 1994. Depois veio o IPCR, por força da norma prevista na Lei nº 8.880/94 no período entre julho de 1994 até junho de 1995. O INPC, entre julho de 95 até abril de 96, foi criado pela Medida Provisória nº 1.053/95, - substituída por outra, a de nº 1.415, que, no art. 8°, §3°, alterou a Lei nº 8.880/94.

O lapso temporal versado na presente demanda diz respeito, na primeira etapa, desde maio de 1996 até janeiro/2004, durante o qual vigorou o IGP-DI, nos termos dos artigos 8° da MP nº 1.415 e 2° da MP nº 1.463, convalidadas pela lei nº 9.711/98.

Em fevereiro de 2004, aplicou-se o INPC por força do disposto na MP nº 167, convertida na Lei 10.887 de 2004, que introduziu o art. 29-B na Lei nº 8.213/91, e pela Lei nº 11.430/2006, que deu nova redação ao art. 41-A da Lei nº 8.213/91 e que determina que o valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

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As modificações determinadas pelas normas serviram como instrumentos de atualização do valor nominal da moeda, correção monetária.

Assim, não existe amparo legal para que o juízo a quo aplique IGP-DI nos percentuais de reajustamento dos benefícios acidentários após 2004, isto é, após o período pretendido pelo autor. Por outro lado, a autarquia ré considera ser adequada a aplicação do INPC como índice de reajuste.

O Superior Tribunal de Justiça, neste caso, entende que deve ser aplicado o IGP-DI, à medida que a Lei 9.711/98 determinou a substituição do índice previsto no art. 20 § 6° da Lei 8.880/94, por ele, IGP-Di, como referência para a correção monetária dos benefícios previdenciários, como se depreende dos V. Acórdãos abaixo transcritos:

PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DO IGP-DI. LIMITAÇÃO A MAIO DE 1996. OBSERVÂNCIA DA LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA. EXIGIBILIDADE.

Consolidou-se, no âmbito das Turmas da Terceira Seção, a compreensão de que o IGP-DI não pode ser adotado indistintamente. A sua utilização limitou-se à data-base de maio de 1996, conforme disposto Medida Provisória n. 1.415/1996, posteriormente convertida na Lei n. 9.711/1998.

A partir de 28/5/91997, com a edição da Medida Provisória n.1.572-1 e sucessivas alterações, os benefícios passaram a ser reajustados por percentuais específicos, quais sejam: 1°/6/1997: 7, 76%; MP n. 1.663-10/1998: 4,81%; MP n. 1.824/1999: 4,61%; MP n.2.022-17/2000: 5,81%; 2.187-11/2001: percentual definido em regulamento, pelo Decreto n. 3.826/2001: 7,66%.

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Após a entrada em vigor da Lei n. 11.430/2006, a qual introduziu o artigo 41-A da Lei n. 8.213/1991, o reajuste das prestações previdenciárias voltou a ser definido em lei, novamente pelo INPC.

Ainda que a data inicial da aposentadoria remonte a período anterior, a partir da edição da Lei n. 8.213/1991, a revisão de benefício em manutenção deve observar a legislação de regência, nos moldes do regramento destinado aos beneficiários da Previdência Social, e suas alterações posteriores. Precedente da Terceira Seção.

Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, provido. (REsp 1102564/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 18/08/2009, DJe 14/09/2009)

PREVIDENCIÁRIO - BENEFÍCIO - REVISÃO - RECURSO ESPECIAL -APLICAÇÃO DE ÍNDICES LEGAIS - MANUTENÇÃO DO VALOR RE E n 8.213/91 E LEGISLAÇÃO SUBSEQUENTES.

- Divergência jurisprudencial comprovada. Inteligência do artigo 255 e parágrafos, do Regimento Interno desta Corte.

- A adoção dos índices legais pelo INSS asseguram a irredutibilidade do valor dos benefícios e preservam seu valor real. Precedentes.

- Após a vigência da Lei 8.213/91, há que ser observado o disposto nos artigos 31 e 41, li, do referido regramento, que fixam o INPC e sucedâneos legais como índices de reajustamento e de correção dos benefícios previdenciários. Inaplicável, in casu, o índice IPC.

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- Recurso conhecido, mas desprovido.

(REsp 542.919/PE, Rel. Ministro JORGE SCARTEZZINI, QUINTA TURMA, julgado em 19/02/2004, DJ 17/05/2004, p. 275)

Como visto, o emprego do INPC para correção dos salários-de-contribuição integrantes do Plano geral de Benefício e de Custeio, para fins de cálculo do salário-de-benefício, conforme o art. 29-B da Lei 8.213/91, com a redação dada pelo art. 6° da MP 167, de 19 de fevereiro de 2004, não determina que tal indexador substituiu o IGP-DI, pois este último foi escolhido como índice de correção monetária do débito judicial previdenciário, por expressa disposição do art. 10 da Lei 9.711/98.

Quanto aos temas abordados e referidos linhas atrás, o magistrado a quo obrou com acerto. Entretanto, a sentença merece pequeno reparo com relação ao período pretendido pelo segurado. Na inicial, o autor pede que seja considerado o período entre junho de 2001 e junho de 2003. Contudo, o compulsar dos autos demonstra que o benefício somente foi deferido a partir de 13 de agosto de 2002. Logo, não há como incorporar a correção monetária anterior à concessão do benefício previdenciário.

De outra parte, não vislumbro, quanto ao prequestionamento suscitado pela autarquia ré, violação à Lei Federal ou à norma Constitucional.

Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso e de DAR PARCIAL PROVIMENTO a ele, nos autos da ação de 0027384-17.2011.8.19.0205 proposta por ZOEL SOUZA MOURA em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS, apenas para excluir o reajuste com base no IGP-DI de junho de 2001 porque o benefício do Segurado, ora Recorrido,

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só foi deferido a partir de 13 de agosto de 2002, mantidos os demais termos da sentença combatida.

É como voto.

Rio de Janeiro, de de 2013.

DES. RONALDO ASSED MACHADO RELATOR

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