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Lucre até 50% a mais com algumas técnicas simples e fáceis de aplicar

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Academic year: 2021

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Lucre até 50% a mais com algumas

 

 

   

 

 

 

técnicas   simples   e   fáceis   de   aplicar 

A maioria dos negócios tem “gorduras” que podem ser eliminadas ou pelo menos        reduzidas rapidamente. A vantagem é que uma redução de R$1 nas despesas tem um        impacto 5x a 10x maior do que um aumento das receitas com o mesmo valor. Em outras        palavras, para aumentar o seu lucro, você precisa aumentar proporcionalmente o        faturamento,   mas   pode   chegar   ao   mesmo   resultado   com   pequena   redução   nas   despesas.    

Nesta edição apresentamos uma estratégia para aumentar rapidamente a rentabilidade        mediante   a   eliminação   de   custos   que   não   agregam   valor   ao   negócio,   nem   aos   clientes.   

Claro que você não consegue tirar “gorduras” para sempre porque à medida que vai        “emagrecendo”, fica cada vez mais difícil, mas certamente há um valor que pode ser        rapidamente   resgatado   com   ações   simples   que   descrevemos   a   seguir. 

 

Imagine que esta estratégia é como uma pessoa acima do peso que decide emagrecer.        Somos   feitos   70%   de   água,   então   basta   desidratar   para   perder   alguns   quilos   rapidamente.    

Com o “desperdício” nas empresas é semelhante. Num primeiro momento podemos (e        vamos) desidratar para cortar gastos que não agregam valor. Você vai ganhar reais a        mais no seu fluxo de caixa com pequenas ações que não têm impacto na qualidade final e        nem   exigem   investimento   significativo.     Claudio   Nasajon  Editor         

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Conteúdo   desta   edição: 

  1.   Calcule   o   impacto   da   economia   no   lucro  3  2.   Selecione   as   despesas   "cortáveis"  5  3.   Identifique   os   focos   de   desperdício  7  4.   Equipamentos   desregulados  8  5.   Equipamentos   em   modo   de   espera  9  6.   Lâmpadas   incandescentes  10  7.   Multas   por   atraso   no   pagamento  13  8.   Entregas   urgentes  15  9.   Defeitos   de   produção  16  10.   Excesso   de   produção  17  11.   Esperas  18  12.   Transporte  20  13.   Excesso   de   qualidade  21  14.   Renegociação   de   contratos  22  15.   Estabeleça   metas   de   redução  24  16.   Plano   de   Ação  25     

O Relatório Gestão de Valor é uma publicação mensal de Empresa Vendável                       ©  exclusiva para   

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1.   Calcule   o   impacto   da   economia   no   lucro 

O primeiro passo para implementar esta estratégia é entender qual é o impacto de cada        real   da   despesa   sobre   a   lucratividade   do   seu   negócio.   Para   isso   entenda   que:    (A)   LUCRO   =   RECEITA   ­   DESPESA     (B)   MARGEM   =   LUCRO   /   RECEITA     Por   exemplo:   a   empresa   fatura   R$20.000   e   tem   uma   despesa   de   R$18.000.     O   LUCRO   é:         R$20.000   ­   R$18.000   =    R$2.000     e   a   MARGEM   é:    R$2.000    /    R$20.000    =   0,1   (ou   10%).    Isso   significa   que   para   cada   R$100   de   faturamento,   a   empresa   lucra   R$10.   

Então, para aumentar em 50% o LUCRO, ou seja, ganhar R$3.000 em vez de R$2.000, a        empresa pode  manter a MARGEM em 10%, mas aumentar o faturamento em 50% , ou                            seja,   vender   R$10.000   a   mais   para   lucrar   os   R$1.000   adicionais   desejados.  

 

O problema é que para vender mais, normalmente é necessário aumentar a infraestrutura,        contratar mais gente, investir em marketing e vendas etc. o que, por sua vez, aumenta a        despesa   e,   por   conseguinte,   reduz   a   margem.   Em   suma:    vender   mais,   custa   mais . 

 

No entanto, pode­se obter o mesmo acréscimo R$1.000 no LUCRO,  mantendo o          faturamento   em   R$   20.000   e   aumentando   a   MARGEM   para   15%   (5%   a   mais) .  

 

Assim, em vez de gastar R$18.000 para faturar R$20.000, se conseguir gastar apenas        R$17.000,   o   resultado   será:  

 

R$20.000   ­   R$17.000   =   R$3.000. 

Em outras palavras: para lucrar R$1.000 a mais sobre um faturamento de R$20.000,        pode­se pode  manter a MARGEM e aumentar o faturamento em R$1.000 ou pode­se                      manter   o   faturamento   e   aumentar   a   MARGEM ,   gastando   R$1.000   a   menos.  

De uma forma geral, o impacto da redução de despesa sobre o LUCRO é calculado da        seguinte   forma: 

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(C)   FATURAMENTO   EQUIVALENTE   =   ECONOMIA   /   MARGEM    

Por exemplo: se a MARGEM do seu negócio é 20% (0,2), cada R$1.000 de redução na        despesa (Economia) equivale a um aumento de faturamento (Faturamento equivalente)        de   R$   1.000   /   0,2   =   R$5.000. 

 

Em outras palavras: para LUCRAR R$1.000 a mais, é preciso um esforço para aumentar        a   receita   em   R$5.000   ou   para   reduzir   a   despesa   em   R$1.000.   Qual   é   mais   fácil? 

 

Exemplo 2: se a MARGEM do seu negócio for 10%, cada R$100 de redução da despesa        equivale   a   um   aumento   de   faturamento   de   (R$100/0,1=)   R$1.000. 

 

Neste caso a coisa fica ainda melhor: para LUCRAR R$100 a mais, você precisa fazer um        esforço   para   reduzir   a   despesa   em   R$100   ou   para   aumentar   a   receita   em   R$1.000. 

 

Quanto menor a MARGEM do seu negócio, maior é o impacto de uma economia no        LUCRO. Em qualquer caso, cada R$100 de redução nos custos tem impacto        significativamente   maior   sobre   o   lucro   do   que   um   aumento   das   vendas   de   mesmo   valor.          

 

 

 

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2.   Selecione   as   despesas   "cortáveis" 

Existem várias formas de reduzir as despesas, mas é preciso ter cuidado porque algumas        delas podem ter impacto negativo na qualidade dos produtos ou dos serviços. Economizar        nas matérias­primas ou em insumos de produção, simplificar a oferta e reduzir garantias,        por   exemplo,   são   ações   que   podem   reduzir   os   custos,   mas   impactar   a   entrega   final.    

De uma forma geral, os custos entram no processo produtivo porque geram valor ao        cliente, por isso os cortes precisam ser pensados com muito cuidado para não interferir na        qualidade. Uma matéria­prima de primeira, mais cara, agrega valor quando comparada a        outra   de   categoria   mais   baixa.  

 

Mas    existem   custos   que   não   agregam   valor   ao   cliente .    

Por exemplo: transporte, esperas, movimentação interna de estoques, retrabalho por        causa de falhas, pagamento de multas por atraso etc. são atividades realizadas pelas        empresas   que   geram   custos,   mas   não   agregam   valor   no   produto/serviço   final. 

 

A   esses   custos   (que   não   agregam   valor)   chamamos   DESPERDÍCIO.    

São o foco desta estratégia porque podem ser cortados facilmente com alguns truques        fáceis e de baixo custo, como a conscientização adequada dos colaboradores e pequenos        cuidados   na   operação.  

 

Existem   dois   tipos   de   desperdícios:   os   que   são   visíveis   e   os   que   estão   ocultos.   

Exemplos   de   desperdícios   visíveis   são:  

● Defeitos de fabricação que são identificados na inspeção (ou erros de programação        que   são   descobertos   na   fase   de   testes);  

● Retrabalhos por falta de comunicação (você mandou comprar “pilhas” e recebeu        pilhas   AA   em   vez   das   AAA   que   eram   necessárias);  

● Excessos   (comprou   comida   para   10   pessoas,   mas   só   vieram   5   para   a   reunião);   ● Atividades de inspeção (desnecessárias se o processo funcionasse corretamente       

sempre   ou   se   houvesse   alertas   automáticos   para   sinalizar   problemas).    

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Exemplos   de   desperdícios   ocultos   são:  

● Custos de urgência nas entregas (você paga mais caro para entregar no dia        seguinte,   mas   poderia   economizar   bastante   se   enviasse   com   mais   antecedência);   ● Custos relacionados à urgência na compra de passagens aéreas e reservas de       

hotéis   quando   comprados   na   véspera,  

● Procedimentos desnecessários (tenho clientes que conferem a conciliação que é        feita automaticamente via integração bancária é claro que nunca acham erros, mas        continuam   conferindo);  

● Equipamentos desregulados (direção desalinhada no veículo consome 50% mais        pneus,   bomba   hidráulica   mal   lubrificada   consome   20%   mais   energia);  

● Tempo perdido por causa de acidentes (que podem ser evitados com campanhas        de   conscientização   ou   com   ações   preventivas);  

● Excesso de inventário (muita gente acha que o estoque é um ativo, mas ele perde        valor   com   o   tempo   ­   portanto   quanto   menos,   melhor,   etc. 

 

 

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3.   Identifique   os   focos   de   desperdício 

A maioria das empresas possui custos que podem ser cortados rapidamente sem impacto        na   operação.   Nos   próximos   ítens   listamos   alguns,   mas   você   pode   encontrar   outros. 

 

Como   saber   se   um   custo   pode   ser   cortado?   

De uma forma geral, o "desperdício" ocorre quando existe um CUSTO associado a uma        atividade   QUE   NÃO   AGREGA   VALOR   ao   produto   ou   serviço   final.  

 

Uma forma de identificá­los é “passear” pela empresa e, para cada pequena ação, para        cada   pequeno   custo,   perguntar­se:   “essa   atividade   agrega   valor   ao   negócio”? 

 

Nas páginas a seguir você encontrará alguns focos de desperdício e ações sugeridas        para eliminá­los. Elaboramos uma planilha, que você poderá ajustar para adaptá­la ao        seu próprio negócio, que permitirá a) identificar os focos de desperdício b) calcular a sua        importância (valor gasto) e o seu potencial de impacto (valor que poderia ser        economizado)   e   c)   elaborar   um   plano   de   ação   para   reduzir   ou   eliminar   esses   custos.     

CLIQUE   AQUI   PARA   ACESSAR   A   PLANILHA 

(ou   acesse   bit.ly/ev­planilha­de­reducao­de­custos)   

 

 

 

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4.   Equipamentos   desregulados 

A falta de manutenção e regulagem podem gerar um gasto desnecessário de energia,        matéria   prima   e   esforço   humano. 

 

Um carro pode consumir até 20% mais combustível se o motor estiver desregulado e        pode   ter   desgaste   de   até   50%   nos   pneus   se   a   direção   estiver   desalinhada.  

 

Impressoras operando em modo de "qualidade máxima" quando o modo "econômico"        seria   suficiente   para   aquela   operação   consomem   45%   a   mais   de   tinta. 

 

Ar­condicionado operando com filtro sujo consome até 12% mais energia do que se fizer        uma   limpeza   preventiva   semestral. 

 

Ação   sugerida :  

 

a) Faça uma lista dos equipamentos da sua empresa que ficaram parados ou        geraram perdas por mal funcionamento nos últimos 12 meses e indique o custo        associado a essas perdas (isso para ter uma noção da prioridade de tratar        desses   equipamentos). 

 

b) indique o período de revisão adequado para cada ítem (tipo revisão do carro        a cada 10.000Km) incluindo bebedouros, ar­condicionado, impressoras e        computadores. 

 

c) Crie um PLANO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA para garantir que        estejam permanentemente calibrados e ajustados adequadamente, evitando        paradas   desnecessárias   e   consumo   acima   do   normal. 

 

d) Atribua o controle da manutenção de cada equipamento a uma única        pessoa,   que   será   responsável   pelo   cuidado   e   execução   das   ações   preventivas.   

e) Repita o processo anualmente, calculando o valor economizado (redução de        custos   associados   às   perdas)   em   cada   item. 

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5.   Equipamentos   em   modo   de   espera

 

Equipamentos ligados quando não estão em uso, mesmo em modo de espera (stand­by),        consomem energia sem benefício algum ao negócio. O "modo de espera” consome de 5%        a   12%   da   energia   do   modo   normal   (em   operação),   segundo   o   Instituto    Akatu . 

 

Um computador ligado na hora do almoço, por exemplo, custa até R$ 6 por mês (R$ 36        por ano) na sua conta de luz (       veja este artigo da Tecmundo         que ensina a fazer o cálculo).        Se   forem   10   computadores,   R$   360   por   ano   vão   para   o   ralo   à   tôa. 

 

O mesmo computador, desligado fora do expediente, mas em modo de espera durante a        noite (14h por dia útil mais 48h nos finais de semana), gera um custo adicional de R$ 370        por   ano.   Multiplique   por   dez   computadores   e   a   conta   encarece   R$   3.700. 

 

O Roteador da Internet que possa ser desligado nos horários fora do expediente (se você        não tiver operações que exijam conexão nos dias úteis de madrugada ou nos finais de        semana,   por   exemplo),   pode   gerar   uma   economia   de   R$   757   por   ano. 

 

Uma geladeira usada pelos funcionários para guardar as refeições durante a semana,        mas normalmente fica ligada nos finais de semana sem necessidade, se desligada        apenas   aos   finais   de   semana,   pode   gerar   uma   economia   de   R$   720   por   ano. 

 

Conclusão, se você tiver o cuidado de desligar os equipamentos quando não estiverem        em   uso,   a   economia   pode   superar   os   10%   da   sua   conta   de   luz.   Que   tal? 

 

Ação   sugerida:   

a) Faça uma lista dos equipamentos elétricos da sua empresa indicando o        consumo   de   cada   um   no   modo   “ligado”   e   “em   espera”.  

 

b) Calcule para cada equipamento, qual é tempo, em horas por ano, que ele        passa   ligado,   mas   sem   uso   (por   exemplo,   no   almoço)   e   “em   espera". 

 

c) Multiplique o consumo pelo tempo em horas pelo valor do Kw/h da sua        concessionária   (você   acha   esse   valor   na   sua   conta   de   luz). 

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6.   Lâmpadas   incandescentes

 

Lâmpadas são outra fonte de custos facilmente cortáveis. Às vezes é preciso um pequeno        investimento para substituir lâmpadas de baixo desempenho (como as incandescentes)        por outras de LED com luminosidade equivalente, instalar interruptores automáticos (com        sensor de presença) ou ainda “timers” que desliguem a luz em horários programados,        mas   de   uma   forma   geral,   esse   investimento   é   recuperado   em   poucos   meses.  

 

Para ter uma ideia, uma lâmpada incandescente de 100W ligada 24h numa residência do        Rio de Janeiro (valor do Kwh em out/2016 = R$0,82627) gera uma despesa mensal da        ordem de R$60 (R$ 730 por ano). Ao substituí­la por uma LED de 12W (luminosidade        equivalente a 100W), que custa cerca de R$13, você recupera o investimento já no        primeiro mês e passa a lucrar R$51 por mês ­ para sempre ­ por lâmpada! Um escritório        com   dez   dessas   lâmpadas   pode   economizar   R$   510,   por   mês   ou   R$   6.120,   por   ano!   

Para saber o consumo de energia das suas lâmpadas (o conceito vale para lâmpadas        incandescentes,   fluorescentes   e   eletrônicas   também),   faça   o   seguinte   cálculo: 

 

W   =   Potência   da   lâmpada   em   Watts   (W) 

H   =   Tempo   médio   que   a   lâmpada   fica   ligada   por   mês 

R$ = Custo do Kilowatt­hora cobrado pela sua concessionária de energia (veja na conta        de   luz)   dividido   por   1.000   (pois   o   preço   é   por   Kilo   watt­hora) 

 

Custo   anual   =   W   x   H   x   12   x   R$   /   1000 

 

Por exemplo: uma sala com 4 lâmpadas incandescentes de 100W que fiquem ligadas 8        horas   por   dia   de   segunda   a   sexta­feira   utiliza: 

4   (lâmpadas)   x   100W   x   8h   x   5   (dias)   x   4   (semanas/mês)   x   12   (meses)      /   1000   =   768   Kwh   

Numa residência do Rio de Janeiro em outubro de 2016 (R$ 0,82627 p/Kw) isso equivale        a   um   custo   de   R$   17   por   mês   ou   R$   204   por   ano. 

 

Veja   as   equivalências   entre   lâmpadas   de   baixo   e   alto   desempenho:   

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TABELA   DE   EQUIVALÊNCIAS 

Lâmpadas   e   Focos   de   Teto 

LED  Incandescente  Halogéneo  Economizadora 

1W  10W  5W  2W  2W  20W  10W  4W  3W  30W  15W  6W  5W  50W  25W  9W  7W  60W  35W  13W  10W  80W  45W  18W  12W  100W  55W  20W 

50.000   horas  1.000   horas  2.000   horas  15.000   horas           Iluminação   Industrial  LED  Vapor   de   sódio   de   alta   pressão  30W  90W  60W  180W  100W  250W  120W  300W  180W  400W           T8  LED  Fluorescente  10W  18W  20W  36W  25W  58W     Fonte:   http://www.led.entre.com.pt/chart­equivalence       

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Ação   sugerida:    

a) Faça uma lista de todas as lâmpadas de baixa eficiência na sua empresa e        calcule o custo de operação de cada uma, comparando com o custo de        lâmpadas   de   alta   eficiência   com   luminosidade   equivalente.  

 

b)  Calcule  o  investimento  necessário  para  substituí­las  (veja  no 

submarino.com.br  ou   mercadolivre.com.br  o  preço  das  lâmpadas 

correspondentes).    

c) Conforme o caso, estabeleça um plano de ação para substituí­las        gradativamente   (ou   não)   para   gerar   economia   de   energia. 

 

d) Repita o processo com condicionadores de ar e outros equipamentos de alto        consumo de energia que tenham similares de alta eficiência, calculando o        custo   da   diferença   e   criando   um   cronograma   para   substituição   gradativa. 

 

 

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7.   Multas   por   atraso   no   pagamento

 

Um foco de desperdício violento são as multas por pagamento em atraso que podem        superar   os   10%   do   valor   pago   em   alguns   itens.  

 

Evidentemente a melhor solução para não ter este tipo de “desperdício” é pagar as contas        em dia, mas se isso não for possível, a PIOR solução é simplesmente não pagar e rolar a        dívida junto ao fornecedor. Nesses casos, o mais provável é que você esteja pagando        juros,   multas   e   taxas   que   superam,   em   muito,   os   que   poderia   pagar   numa      financeira.   

Por isso, se não tiver dinheiro em caixa para pagar uma determinada conta, o mais        conveniente   é   obter   um   financiamento   mais   barato   em   outra   instituição.  

 

Por exemplo: digamos que vence o cartão de crédito e você não tem como pagar o total        da conta. Em vez de “pagar o mínimo” e “rolar” o saldo a juros que costumam ser        extorsivos, busque um financiamento no banco ou numa financeira, que costumam ser        significativamente menores (a diferença pode ser de 9% para 3%). Uma conta de R$2.000        por mês paga sempre pelo mínimo, pode gerar uma economia de R$2.450 por ano        apenas trocando a fonte do financiamento (em vez de pagar o mínimo, consiga um crédito        consignado   ou   lastreado   em   recebíveis,   por   exemplo). 

 

Um aluguel de R$5.000 pago em atraso quatro meses ao ano (pagando as multas e juros        correspondentes), pode gerar uma economia de R$2.600 por ano, trocando os        juros/multas   da   imobiliária   por   outros   obtidos   em   melhores   condições   numa   financeira.    

Entenda que a “facilidade e conveniência” oferecida pelos fornecedores para rolagem das        dívidas, tem um custo alto.Passe a considerar que esse pequeno valor da multa equivale        a   5x   mais   no   faturamento   para   ter   ideia   do   impacto   na   lucratividade. 

 

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Ação   sugerida:    

a) Calcule o valor pago, nos últimos 12 meses, com multas e juros que        poderiam   ter   sido   evitados   se   os   pagamentos   tivessem   sido   realizados   em   dia.    

b) Identifique instituições que possam oferecer um crédito em condições mais        convenientes   e   passe   a   contratar   o   financiamento   quando   isso   acontecer.    

c) Usando esse cálculo como base, estabeleça um plano de ação para evitar        atrasar   os   pagamentos   no   futuro,   reduzindo   ou   eliminando   o   valor   das   multas.       

 

 

 

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8.   Entregas   urgentes 

Uma administração de estoques ineficiente também gera a necessidade de solicitar        reposição   com   urgência,   o   que   normalmente   significa   maiores   custos   de   frete.  

 

Passe a administrar os estoques com suficiente antecedência para poder usar a entrega        mais   econômica   e,   com   isso,   economizar   nos   custos   de   transporte. 

 

Uma encomenda que precise ser enviada por SEDEX 10, mas que poderia ter sido        enviada alguns dias antes se houvesse planejamento, pode economizar R$ 25 em cada        entrega.   Se   você   fizer   100   dessas   entregas   ao   ano,   são   R$2.500   a   mais   na   sua   conta.   

Passagens aéreas entram nessa mesma categoria. Uma passagem Rio­São Paulo        comprada 2 dias antes, pode custar R$ 1.065 contra R$ 535 se a compra for efetuada        com 10 dias de antecedência. Uma empresa do Rio que precise mandar alguém a São        Paulo   todos   os   meses,   pode   economizar   R$6.090   por   ano,   apenas   planejando. 

 

Ação   sugerida:    

a) Identifique a quantidade / valor pago para realizar as entregas dos últimos        doze meses agrupando­as por região e tipo de entrega (urgente, comum,        sedex   etc.). 

 

b) Identifique alternativas para essas entregas se elas forem adequadamente        planejadas (couriers, serviços de motoboy, transportadores e os próprios        correios,   utilizando   tipos   de   entrega   mais   econômicos) 

 

c) Estabeleça um plano de ação para reduzir o valor das entregas mediante        contratação   prévia,   mudança   de   fornecedores   ou   revisão   de   rotas. 

 

 

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9.   Defeitos   de   produção 

 

A má qualidade ou defeitos não só levam à insatisfação dos clientes e prejudicam a        imagem da empresa, como também geram desperdícios devido aos custos necessários        para   repor   o   produto   ou   serviço   defeituoso.  

 

As medidas de prevenção são os meios mais eficazes para reduzir os desperdícios        causados   por   defeitos. 

 

Uma reclamação de cliente que tenha recebido o produto na cor errada, por exemplo,        gera um custo associado ao tempo gasto no atendimento da reclamação, fretes e nova        embalagem do produto originalmente enviado, que podem chegar a R$300 num produto        de   R$700.   Se   tiver   1   desses   por   mês,   são   R$3.600   a   menos   na   sua   conta. 

 

Um restaurante que erre um pedido apenas uma vez por semana, cria um custo        desnecessário e facilmente evitável. Desconsiderando o tempo gasto pelo garçon, pelo        gerente e pelo cozinheiro, ou seja, levando em conta apenas o custo de fazer o prato de        novo,   pode   economizar   R$   1.350   por   ano,   apenas   anotando   os   pedidos   corretamente.   

Tenha em mente que "qualidade" é fazer a coisa certa na primeira vez. Para reduzir os        defeitos de produção, você precisa pensar em estratégias de prevenção e planejamento,        não   de   correção   e   inspeção.  

 

Ação   sugerida:  

 

a) Avalie as reclamações dos últimos 12 meses e identifique as causas,        agrupando­as   por   tipo   (defeitos   de   fabricação,   falha   na   entrega   etc.).  

 

b) Reúna as pessoas envolvidas em cada setor e estabeleça ­ em conjunto e        com   a   aprovação   de   todos   ­   procedimentos   para   evitar   essas   ocorrências.   

c) Estabeleça mecanismos para monitorar os resultados e faça avaliações        periódicas   de   desempenho. 

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10.   Excesso   de   produção

 

Se   você   prepara   alimentos   para   dez   pessoas   e   só   aparecem   quatro,   vai   sobrar   comida.    

O excesso de produção, principalmente quando se trata de perecíveis, é um foco de        desperdício   que   pode   (e   deve)   ser   evitado   com   planejamento   adequado. 

 

Nesta categoria se encontram equipamentos superdimensionados, excesso de estoques        e   de   mão   de   obra,   por   exemplo.  

 

Para participar de uma feira num stand tem 10m2, você não precisa levar quinze pessoas        para   atender. 

 

Produz mil peças de um produto que só vende cem, gera um estoque excedente que        tende a ficar obsoleto, perder valor, ocupar espaço e gerar custos de estocagem e        manuseio   desnecessários.      Ação   sugerida:     A   ação   para   resolver   este   foco   de   desperdício   é   o   planejamento   adequado.    

a) Avalie as "sobras" dos últimos 12 meses (itens que foram comprados ou        produzidos e não foram consumidos ou vendido) e qual é a despesa que elas        geraram   com   locação   de   espaço   para   estoque,   custos   de   trans 

 

b) Estabeleça um plano de ação para avaliar adequadamente a demanda e        evitar   que   os   excessos   continuem   acontecendo   no   futuro.  

 

c) Se você ainda não tiver esse histórico, faça registros da produção e do        consumo para poder analisar os resultados no futuro, identificar padrões e a        partir   deles   ajustar   a   produção. 

   

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11.   Esperas 

O desperdício relacionado ao tempo de espera ocorre quando os recursos (pessoas ou        equipamentos) são obrigados a esperar desnecessariamente a entrega de outros        recursos,   incluindo   materiais,   informações   e   disponibilidade   de   pessoas­chave.  

 

Exemplos de desperdícios por causa de esperas são atraso no início de reuniões porque        alguém perdeu o horário, a espera de ferramentas para começar a trabalhar, a espera de        uma assinatura para que um processo continue ou a espera de um veículo para        transportar   trabalhadores   até   o   local   de   trabalho. 

 

Um atraso de meia hora numa reunião semanal de vendas com 5 vendedores que        ganham R$2.000 por mês e geram lucros associados às suas vendas da ordem de R$50        por hora cada um, por exemplo, gera um custo associado à espera da ordem de        R$16.000   que   poderia   ser   evitado   com   simples   pontualidade. 

 

Um atraso de 15 min. em cada atendimento numa empresa de prestação de serviços        (como um salão ou uma clínica médica, por exemplo), representa um “custo de        oportunidade” (potencial perda de clientes) de 1 cliente a cada hora. Se o valor do serviço        for R$100 e o lucro associado for R$20, esses atrasos representam uma perda de mais        de   R$59.000   por   ano! 

 

Em suma: os custos por atrasos normalmente não são considerados pelas empresas,        mas   podem   representar   um   valor   muito   significativo   na   conta   de   lucros   e   prejuízos   anual.   

Para   resolver   este   problema,   as   campanhas   de   conscientização   são   o   melhor   remédio.   

Na minha empresa, por exemplo, nas reuniões que são marcadas com pelo menos 24h        de antecedência, quem chegar atrasado paga uma multa simbólica de R$ 2. Dificilmente        alguém   atrasa. 

 

Você pode criar agendas públicas no Google Calendar (calendar.google.com) e usá­las        para reservar recursos como salas de reunião, equipamentos ou ferramentas        compartilhados   e   até   pessoas­chave. 

   

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Ação   sugerida:    

a) Num primeiro momento registre o custo associado às esperas. Um vendedor        que fique esperando 30 minutos por um cliente a cada hora, deixa de atender 4        clientes por dia. Um motoboy que precise esperar uma entrega programada        para determinado horário, perde produtividade para fazer outras entregas.        Calcule o “custo” da espera multiplicando o valor da remuneração (mais        encargos)   do   funcionário   pelo   tempo   em   esperas   (que   não   agregam   valor).   

b) Depois, quando tiver dados suficientes para identificar um padrão, junte a        equipe   e   estabeleça   procedimentos   para   evitar   ou   reduzir   essas   esperas.    c)   Monitore   os   resultados   e   ajuste­os   quando   necessário.   

 

 

 

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12.   Transporte 

 

Quando um recurso (pessoas, equipamentos, suprimentos, ferramentas, documentos ou        materiais) é movido ou transportado de um local para outro sem necessidade, ocorre um        desperdício   de   transporte.  

 

Como exemplos, podemos citar: o transporte de peças erradas, o envio de materiais para        o local errado ou na hora errada, o envio de documentos para lugares que não deveriam        ser enviados. Além disso, muitas vezes existem transportes que poderiam ser evitados        com   um   investimento   que   seria   amplamente   compensado   pela   economia   gerada. 

 

Como exemplo, imagine uma clínica que tem uma filial e transporta, entre elas, um        equipamento que tem pouco uso. O equipamento custa R$1.500 e o transporte leva 30        minutos, uma vez por semana, realizado por funcionário que ganha R$1.500/mês. Entre        salário, encargos, combustível e outras despesas associadas, o custo anual do transporte        é   mais   do   que   o   dobro   do   custo   de   um   equipamento   novo,   que   eliminaria   o   transporte. 

 

Ação   sugerida:    

a) Calcule o tempo gasto interna ou externamente para transporte de produtos,        materiais de escritório e outros itens que poderia ser evitado se a localização        das   fontes   estivesse   mais   próxima   dos   destinos. 

 

b) Faça um fluxograma indicando o "caminho" realizado por cada recurso        compartilhado   (incluindo   documentos,   equipamentos   e   pessoas).  

 

c) Avalie se pode minimizar o transporte, realizando ajustes na localização e,        conforme   o   caso,   estabeleça   um   plano   de   ação   para   fazer   a   mudança 

 

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13.   Excesso   de   qualidade 

Esta categoria de desperdício refere­se aos procedimentos que adicionam um excesso de        qualidade que os clientes não demandam, nem precisam. Documentação desnecessária,        funcionalidades que não serão utilizadas, disponibilidade ociosa são também uma forma        de   desperdício   por   excesso   de   qualidade. 

 

Há algum tempo eu propus na minha empresa que instalássemos o "suporte 24x7".        Ofereceríamos aos clientes atendimento nas 24h do dia, sete dias por semana. Depois de        pouco tempo percebemos que aquilo era um desperdício total. Em 30 dias ninguém        tentou falar conosco aos domingos ou depois das 23h. Como resultado dessa análise,        reduzimos o período de atendimento para atender a real demanda e, sem impacto na        qualidade   da   entrega,   economizamos   o   equivalente   a   R$43.000   por   ano. 

 

Os sistemas eram entregues com manuais que eram verdadeiras enciclopédias,        abordando cada detalhe da operação, consumindo centenas de milhares de folhas e        encarecendo a entrega por causa do acréscimo de peso e volume. Em pesquisa realizada        junto aos clientes, aliada à percepção de que os usuários simplesmente não liam os        manuais, percebemos que esse ítem não agregava valor. Bastava um guia rápido com as        primeiras instruções e um “help” (botão de ajuda) sensível ao contexto, para eliminar as        dúvidas melhor e mais eficazmente do que gordos manuais. Só com a redução dos        manuais,   de   220   páginas   para   20,   economizamos   o   equivalente   a   R$21.000   por   ano. 

 

Ação   sugerida:    

a) Avalie o histórico de demandas para identificar itens do produto/servico ou        do  processo  de  produção  que  podem ser irrelevantes e onerar          desnecessariamente   a   operação. 

 

b) Estabeleça um plano de ação para substituir ou eliminar tais itens ou        procedimentos. 

 

c) Monitore os resultados (satisfação dos clientes, qualidade final etc.) e defina        as   diretrizes   para   melhoria   contínua   repetindo   os   passos   anteriores. 

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14.   Renegociação   de   contratos 

Esta categoria de desperdício diz respeito a contratos antigos que vem sendo atualizados        sem   avaliação   das   mudanças   de   mercado   no   período   da   atualização. 

 

Você lembra de alguma época em que os jornais não tenham pintado a economia em tons        escuros? Estamos SEMPRE em crise. Algumas são mais fortes do que outras, mas esse        é   sempre   um   argumento   forte   para   renegociar   contratos. 

 

Há duas coisas importantes para você saber: primeiro é que os locadores morrem de        medo de ficar com o imóvel desalugado. Cada mês de aluguel não recebido significa,        redução da renda, gasto adicional com IPTU, Condomínio e outras taxas, fora o trabalho        de ter que mostrar, avaliar e atender novos locadores. Segundo que os locadores ficam        aterrorizados   em   pensar   que   o   novo   inquilino   pode   não   ser   tão   bom   quanto   você. 

 

Recentemente eu fiz uma ação de renegociação de contratos de aluguel (alguns com        mais de vinte anos de vigência). Liguei para TODOS os locadores (tenho mais de uma        dezena) e pedi uma redução com base na “crise” que estamos passando. Dos 12, nove        aceitaram   ajustar   o   valor   e,   na   média,   consegui   uma   redução   de   27%   no   custo   de   aluguel.   

Então, se você tem um bom histórico com esse proprietário, LIGUE PARA ELE e peça        uma redução no aluguel. O pior que pode acontecer é você ter o pedido negado e nesse        caso ficará no mesmo lugar onde está, mas vai que dá certo e você consegue uma        redução,   ela   entra   direto   na   sua   conta   de   aumento   do   lucro! 

 

Um aluguel de R$1.500 que possa ser reduzido para R$1.200 gera uma economia de        R$32.400 por ano. Essa negociação fica tanto mais fácil de fazer quanto mais fácil seja        encontrar   imóveis   semelhantes   por   preço   inferior   nas   redondezas. 

 

A mesma coisa acontece com serviços de telefonia. A cada mês as operadoras lançam        novos programas para atrair clientes, oferecendo condições vantajosas para quem trocar        de operadora ou adquirir um novo serviço. Eu tenho uma pessoa cujo salário é pago,        com   vantagens,   pela   negociação   que   faz   junto   a   provedores   de   telefonia   e   internet. 

 

Uma empresa que pague mensalidade referente a 10 linhas telefônicas móveis numa        operadora que cobra R$ 48 por linha, sendo que pode obter o mesmo serviço em outra        operadora por R$ 15 nos 6 primeiros meses e R$ 27 a partir de então, pode mudar a        operadora   ou   negociar   condições   semelhantes   e   economizar   R$8.300   por   ano! 

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O   mesmo      acontece   com   operadoras   de   TV   a   cabo   e   até   com   fornecedores   de   software.     

Em suma: você precisa avaliar os seus contratos recorrentes para aproveitar as        mudanças   nas   condições   e   pagar   menos,   não   mais,   do   que   um   novo   cliente. 

 

Acão   sugerida:   

1. Faça uma lista das despesas recorrentes (imóveis, equipamentos, serviços        de telefonia etc.) com mais de 12 meses de contrato e classifique­as em ordem        de   valor   anual. 

 

2. Começando pelo de maior valor, pesquise se existem ofertas mais        convenientes do mesmo produto/serviço e, com base nessas ofertas, negocie        com o seu fornecedor uma redução no custo (ou considere a mudança para        outro   fornecedor). 

 

3. Repita a operação com o ítem seguinte da lista e proceda dessa forma até        ter   negociado   todos   os   contratos   a   partir   de   certo   valor. 

 

4 Estabeleça um calendário de “renegociação” no mínimo anual para garantir        que   esteja   pagando   sempre   o   menor   valor   possível   para   aquele   serviço. 

   

 

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15.   Estabeleça   metas   de   redução 

Uma metodologia muito usada para reduzir o desperdício é o "Just in Time". De acordo        com dicionário APICS (American Production and Inventory Control Society),  Just in Time é              uma filosofia de manufatura que se baseia na “eliminação planejada de todo desperdício”        e   na   “melhoria   contínua   da   produtividade”.  

 

Os elementos do just­in­time são a manutenção de estoques mínimos necessários; a        melhoria dos processos até atingir um nível zero de defeitos; a redução de tempos de        preparação   e   a   redução   do   custo   ao   mínimo   possível   para   manter   a   qualidade   planejada.    

Não é simples aplicar os conceitos de just­in­time, mas os resultados são motivadores e        envolvem   maior   giro   de   estoque,   melhor   qualidade   dos   produtos   e   redução   de   custos.    A   ideologia   fundamental   do   JIT   é   a   eliminação   de   desperdício   de   todos   os   tipos.     Para   atingir   as   metas   de   qualidade,   o   JIT   busca   obter:  1. Zero   defeito  2. Zero   tempo   de   preparação  3. Zero   estoque  4. Zero   movimentação  5. Zero   quebra   

Essas metas são utópicas porque na maioria dos casos é praticamente impossível atingir        100% desses objetivos, mas a ideia é que as empresas busquem melhorias contínuas        para   chegar   o   mais   próximo   possível   das   metas. 

 

Mesmo em empresas onde há resistência dos colaboradores e uma cultura já viciada em        processos errados, as metas de eliminar desperdícios podem trazer efeitos visíveis num        curto   espaço   de   tempo. 

 

Lembre­se:   pequenos   aumentos   na   produtividade   geram   enormes   incrementos   no   lucro. 

 

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16.   Plano   de   Ação

 

1.   Identifique   os   principais   focos   de   desperdício   da   sua   empresa   

2.   Quantifique   cada   um,   indicando   (ou   calculando)   o   valor   gasto   em   cada   ítem   

3. Selecione os três (máximo quatro) itens mais relevantes deste relatório (ou outros que        você identifique no seu negócio e considere mais relevantes) e estabeleça METAS DE        REDUÇÃO   PARA   30   DIAS,   indicando   marcos   semanais. 

 

4. Para cada meta, indique as AÇÕES necessárias e seus respectivos responsáveis e        resultados   esperados   para   atingir   os   marcos   propostos. 

 

5. A cada semana faça uma avaliação dos resultados e coloque na planilha, visível a        todos   os   envolvidos. 

 

6. No final do mês avalie os resultados (economia prevista/realizada, projeção para um        ano)   e   defina   novas   METAS,   repetindo   o   processo. 

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