'
.
-
-Diagnóstico Automotivo
Avançado
INJEçãO/
IGNIçãO
ELETRóNICA
SISTEMAS
OBD
II
Humberto
José
Manavella
Engenheiro
Eletromecânico
Universidade de
Buenos Aires
Obra
registrada
na Fundação
Biblioteca
Nacional
com
o
número466.088
É
proibida a reprodução
total ou
parcialpor quaisquer
meios
sem
autorizaçãoescrita do
autor.Impresso no Brasil
Printed in Brazil
Oficina
Brasil
MTI-THOMSON
-Cli
Paracontatos:'
Âufoirômca
[email protected]
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hma
utotron.
eng.br
Rua Dr.
Flaquer,
7 75 -conj.
33B - ParaísoCEP04006-010 SãoPaulo SP fone: (Oxxll)3884-0183
AGRADECIMENTOS
AMoacyr Mendesde Morais,peloincentivo.
AJoséRoberto XavierLopes, pelacolaboraçãonaescolhado título. AOdairScatolini,pelaajuda naelaboraçãodacapa.
ACassio HervéeAlexandreAkashidojonal OficinaBrasil,pelosignificativo apoio na divulgaçãoda obra.
A
Alfredo
Bastos
Junior,da
MTE,pelo
incentivo
e
apoiona divulgação
da obra.OBRAS
DO MESMO AUTOR•
Controle Integrado do Motor-
Sistemas de Injeção/lgniçãoEletrónica
Consta de 190páginas, aproximadamente, eaborda,em seus33capítulos,temasquevãodesde os con¬ ceitos decombustãoe emissõesautomotivas, atéadescriçãodetalhadadosdiversossensorese atuadores utilizados nos modernos sistemas deinjeção eigniçãoeletrónicas.
Aindaquede caráter conceituai,aobra abordatemaspráticos de diagnóstico, complementando o estudo com umacoleçãoampla de sinais obtidos com o uso do osciloscópio automotivo e apresentando sequênci¬ as genéricasde verificaçãoparaamaioriadossensores e atuadores tratados.
•
EletroEletrônica
Automotiva-
Aplicações AvançadasEstelivrocobreem,aproximadamente140páginas, uma amplagamadetemasdeeletroeletrônica automotiva.
Desdeconceitosdeenergia,potênciae resistência elétricas, atéa análise do funcionamentododiodo
semicondutor e dotransistor,e asua aplicação naretificação de sinais,regulagemde tensão eproteçãode
circuitosdeeletrónicaembarcada.
Os capítulos dedicados ao estudo dosmotorese geradores elétricossãoprecedidos por aqueles que
apresentamos princípiosdeeletromagnetísmo ede induçãoeletromagnética.
Outrostemasabordadossão:sinais elétricose conceito de eidodetrabalho;resistores especiais e capacitor:
estruturadesistemasde eletrónica embarcadaecircuitos lógicos; conversoresA/DeD/A;bateria;motorde
passo; parbimetálico; multfmetroe osciloscópioautomotivos. Paraamaiorparte dos temas abordados, foramincluídas perguntas de autoavaiiação easrespostascorrespondentes.
•
Emissões
Automotivas-
SistemasdeControle/DiagnósticoO livro EmissõesAutomotivas, deaproximadamente,190páginas aborda de formaconceituai, tantoas emissõesdosmotoreseidoOttocomo as dosmotoreseido Diesel.
Inicialmente, sãoapresentadosconceitosbásicos necessáriosao entendimento dos sistemasde
controle deemissõesatualmenteutilizados:simbologiaquímica, conceitosde torque,potência, eficiência energética,processodecombustão eas emissõesresultantes.
Aseguir,sãoapresentados os sistemase métodosdecontrole mais relevantescom ênfase nas tecnologias demaiorimpactoentreas quais: injeção diretadecombustívelemmotoreseidoOtto, indução forçada,sistemasEGR,sistemas"commonrail", comando de válvulas variável,eidos
alternativos(AtkinsoneMiller);composição e funcionamento dos diversos tiposdecatalisadorese filtros
de materialparticulado utilizados nos sistemas depós-tratamento.
Outrostemasabordadossão:sistemas automotivoshíbridos;padrão OBDII(OBDBr); descriçãoda
estruturainterna e funcionamento do analisador de 4/5gasese do opacímetro;programasde inspeção
veicular;procedimentosdediagnóstico utilizando o analisador de4gases.
-SUMáRIO
Capítulo
1-
introduçãoao Diagnóstico
deEletrónica
EmbarcadaFalhas de Dirigibilidade
Requisitos para o
Diagnóstico
Manutenção
VeicularMalha
Aberta e Malha Fechada
Procedimento de
Diagnóstico
em Sistemas
Eletrónicos
.
Instrumentação
para
SistemasdeEletrónica
Embarcada
1 1 2
2
3 45
Capítulo
2-
Equipamento
deDiagnóstico
-
Scanner 6Capítulo
3-
Sistemas
deEletrónica Embarcada FunçãodeDiagnóstico
Modos do Programa de
Diagnóstico
9 10
Capítulo
4-
Ajuste
deCombustívelControle
da Mistura
edo Avanço
Parâmetros
de
Ajustede
Combustível
ou
de Controle
da MisturaAjuste (adaptação)
deCombustível
de Curto
Prazo- STFTAjuste
de
Combustível
de Longo
Prazo - LTFTAjuste de
Combustível
-Linha GM
Sensores de
Relação
Ar/Combustível
15 15 16 17
18
22 24Capítulo
5-
Ajuste
de CombustívelAplicação
ao
Diagnóstico
26
27
Capítulo
6-
Ajuste da Marcha LentaControle
daRotação
de
Marcha
LentaParâmetros
de
Ajusteda Marcha
LentaVerificação do
Dispositivode Controle da Marcha
LentaAvaliação
de
Desempenho da
Função
"Controle
da Marcha Lenta"
33
33 34 36 36
Capítulo
7-
Osciloscópio
-
Multímetro GráficoOsciloscópio
-DSO
Multímetro
Gráfico
- PGM/GMM
Acoplamento AC
Aplicação
do
Multímetro Gráfico
38
38
3940
41 44Capítulo
8-
Transdutor de Corrente Ponta (pinça)de
CorrentePonta
de Corrente
-Aplicação
ao
Diagnóstico
Automotivo
44 46
Capítulo
9
-Falhas
de Combustão
..
Diagnóstico de
Falhas de
Combustão
com Scanner
Teste
de Cancelamento de Cilindro (Balanceamento de Cilindro)
53
56 58
60
Capítulo
10-
Sistemade Ignição
Características
Ignição Estática
de
Faísca
Perdida
Modos
de
Visualização
Pontos
de
Visualização
Aplicação
ao
Diagnóstico
de Falhas de
Combustão
60
65 6667
69 70Capítulo
11-
Falhas deCombustão Circuito SecundárioTensão de
Disparo -KVmax
KV
de
Disparo -Procedimentos de
TesteAnálise
da
Linha de Centelha
70
72
77
80
Capítulo
12 - Falhas de Combustão Circuito PrimárioDiagnóstico
do Circuito
Primário
Onda de Corrente
Primária
Bobina
de
Ignição
Casos deDiagnóstico
8081
83
84 86Capítulo
13-
Pressãoe
Vácuo..Vácuo
e
Pressão
AbsolutaMedidores de
Pressão
e
Vácuo
Testes de
Compressão
86
88
90
Capítulo
14-
Testes deCompressão Relativa/Estática/Dinâmica
Compressão Relativa
Compressão
Estática
ou
Compressão
no
ArranqueCompressão
Dinâmica
ouCompressão
em FuncionamentoCompressão
Estática
e
Dinâmica
-Aplicação
92
92
95
96
97
Capítulo
15-
Compressão de Cilindro Transdutor Eletrónico dePressãoAnálise
da Onda de Compressão
98
99
Capítulo
16-
Verificações com MediçãodeVácuo 102Capítulo
17-
Transdutor de Vácuo e de Pressão DiferencialTransdutor de
Vácuo
=Transdutor de
Pressão
Diferencial
106
106
109
Capítulo
18-
Diagnóstico
deDirigibilidade
Detonação/VazamentosVazamentos
Detonação
113
113
118
Capítulo
19-
OBD II-
IntroduçãoPadrão
OBDII
121
122
Capítulo
20- OBDIf-
Monitores Monitoresde
Diagnóstico
.
Critérios
deHabilitação
...
.
Palavra de EstadoI/M
.
Ciclos
de
Operação
Lâmpada
Indicadora de Defeito
OBDII-MIL
128 128 130 131 133 135
Capítulo
21-
OBDII - Modos deDiagnóstico
Parâmetros
de Funcionamento do Motor -Modo
$01Modo Falhas
-Modo $03/$07
Dados Congelados - Modo $02
Resultado dos
Testes deDiagnóstico
-Modo
$06.,...136 138 140 142 143
Capítulo
22- OBD II-
Falhas
de CombustãoMétodos
de
Detecção
Monitor
de Falhas de
Combustão
148
148 149 Capítulo23-OBDII
-
AjustedeCombustível/ComponentesMonitor
de
Ajuste deCombustível
Monitor Abrangente
de
Componentes155
155 157
Capítulo
24-
Sensores deConcentraçãode 02Sensor
de
Oxigénio
(sonda Lambda).
Sensor deRelação
Ar/Combustível
159
159 161
Capítulo
25-
OBD II- Monitor dos Sensores deConcentraçãode02Monitor
dos
Sensoresde
O2.
Monitor
do
Sensor deRelação
Ar/Combustível
Códigos
de Falha
(DTC).
Critérios
deHabilitação
do Monitor...
168 169 172 172 173 174
Capítulo
26-
OBD II-
CatalisadorMonitor do
Catalisador
177Capítulo
27-OBDII-
Sistema EGR-
Recirculaçãodos Cases deEscapeMonitor EGR
....
.
181
183
Capítulo
28-
OBD II-
Sistema EVAP-
Controledas EmissõesEvaporativas
Monitor das
Emissões
EvaporativasSistema ORVR
.
187
188
192
Capítulo
29-
OBD II-
Monitores AIRA/álvulaTermostática/PCV
Sistema de
Injeção
de Ar
Secundário
-AIR
Monitor
do
Sistemade
ArSecundário
Monitor da
Válvula Termostática
Monitor
do
Sistemade
Ventilação
Positivado
Cárter
- PCV193
193
194 195 196III
PRóLOGO
Dando continuidadeàtemáticaabordadanaspublicaçõesanteriores-Controle Integrado do Motor e Eletroeletrônica
Automotiva-estelivro foca o diagnósticodesistemasdeeletrónica embarcada que equipam os veículosatuais. Em função daabrangênciadotema,a ênfaseserádadaaomotordecicloOtto,sejaestecarburadooueletrónico.
Noentanto,muitos dos procedimentos apresentadospodem seraplicadosamotoresDiesel ouaoutrossistemas de eletrónica embarcada.
Reparar que uma válvula solenoideéoperada damesma forma nãoimportandoo sistema no qualéaplicada:A/C, ABS/TC, entre outros.
Assimsendo,oobjetivo foi ode apresentar, deforma abrangente, procedimentos de diagnóstico atualmente em uso. Desde os métodos tradicionais que se utilizamdo vacuômetro e do medidor de compressãoaté osmais
avançados,que implicamnousodetransdutores debaixacorrentee depressãoevácuoassociadosaoosciloscópio
automotivo ouao multímetrográfico.
Compete ao profissional, assimque vaise familiarizando e adquirindoexperiência, julgar qual o método a ser utilizado segundo as circunstâncias.
Observarqueemmuitas situações deveráser utilizado mais de um procedimento de diagnósticoparasechegarà soluçãodoproblema,mas,dificilmente um defeitorequereráa aplicaçãode todosos apresentados a seguir. Oleitor poderáobservar,assimqueavançanoestudodos diversos capítulos,queos métodosapresentados fazem uso intensivo doscanner, doosciloscópioautomotivoe do multímetrográfico,estesúltimosassociados a transdutores eletrónicosdecorrente,pressãoevácuo,oquecontribuiparaaumentarapotencialidadedosreferidosinstrumentos.
Mas,aindaquenãosepossuauma determinada ferramentadediagnóstico, o apresentado comrelação à mesma,
poderáservircomomaterialdidáticonoexercíciodo raciocínio enacompreensãodo funcionamentodos diversos
subsistemas quecompõem omotormoderno.
Estelivro,damesmaformaqueosanteriores,seguea diretriz de valorizaroraciocínio baseado em conceitosbem
sedimentados.
Poroutro lado,aindaqueofocosejaodiagnósticodomotor,ondepertinente,os exemplosmostrama aplicação
dos procedimentos a outrossistemas deeletrónicaembarcadade forma apermitir máximo aproveitamentodo investimento realizado nasferramentasdediagnóstico.
Humberto José Manavella SãoPaulo,
junho
de 2009INTRODUçãO
AO
DIAGNóSTICO
DE
ELETRóNICA
EMBARCADA
1
Neste capítuloesubsequentes,serãoapresentadososprocedimentosdediagnósticoutilizadosna determinação
do subsistema, mecânico ou elétrico, que provoca o defeito, sem, no entanto, abordar especiíicamente, as
verificações necessárias à determinação do componente causador da falha.Isto é tratado amplamente, em manuaiseem obras como "ControleIntegradodoMotor", entremuitasoutras.
Basicamente,serãoapresentadosos conceitos necessáriosainterpretaçãodosresultados dosprocedimentos
detestee das informaçõesfornecidaspelosequipamentosdediagnóstico.
O focoprincipaldesta obra 6apresentar métodos dediagnóstico aplicáveisasistemas eletrónicosde controle domotorciclo Otto. Noentanto,agrandemaioria dosprocedimentos pode seraplicadaamotores
carburados. Algumastécnicas também, são aplicáveisamotoresDieselou ainda, ao diagnósticode
outrossistemasde eletrónica embarcada.
Oprocessodediagnósticode todosistema de eletrónicaembarcada,cujo objetivofinaléasoluçãode defeitos,
écompostodeumaprimeirafasede identificação doproblemae umasegunda,dedeterminaçãoda causa.
Aindaque com controleeletrónico, omotorcontinua funcionando sobos mesmos princípios.Portanto,os problemas
mecânicos se manifestamde forma similaraosde ummotornãoeletrónico. Assim, ferramentas como o medidor
de compressão, continuam a ser dc grande utilidade no diagnóstico de defeitos decorrentes de "falhas de
combustão”oude "falta dedesempenho".
Os problemasapresentadospodemser,emgeral, enquadradosemduascategorias:
k Falhas de dirigibilidade O motor engasga, hesita, morre, não dá partida, não tem desempenho.
Geralmente, estetipo de falhaafeta,também, àsemissões.
>
Falhas de emissões. O veículonãoapresenta falha dedirigibilidade,ouseja, respondenormalmente, mas,asemissões noescapeestão fora doespecificado. Nos sistemaseletrónicos, estesdefeitos podem ser facilmentemascarados:ouseja,o veículoemite acima doespecificado,mas, nãoapresentasinaisde falha. Emalguns casoso consumo elevadoéaúnicamanifestaçãodo problema.Basicamente, estes defeitos são detectados utilizando o analisador de gases. No caso de consumo excessivo,o problemaédetectado utilizando um medidor de consumo ou atendendo a umareclamação
dousuário do veículo. Paraestes defeitos,osprocedimentosdediagnósticosãosimilares aos utilizados na solução de falhas dedirigibilidade.
Faftias
de Dirlgibilidadê1
1
Em função deseremosprocedimentosutilizados nasoluçãode falhas dedirigibilidade, aplicáveistambém,na
soluçãodeproblemasde emissões ou deconsumo,noque segueserá abordado,principalmente,odiagnóstico
dosprimeiros.Asfalhasdedirigibilidade podemapresentar-se sob diversas formas:
1. Como falhas de combustão. Geralmente resultam emproblemasde marchalenta,hesitação ouaumento
dos níveis de emissões. Paraestetipodedefeito há 2 critériossegundoosquais podemser definidas as
falhasde combustão:
a) SegundoanormaOBDII, éa falta totaldecombustãoeasúnicas falhasa seremconsideradas são aquelas que afetam às emissões. No entanto, pode se apresentar o caso emque, sem códigos gravados, poderáhaverfalhasde combustãoqueafetemadirigibilidadedo veículo.
b) Um critério mais amplo, considera "falha de combustão ", tantoa falta total como a combustão
incompletaPorsereste,maisabrangente,seráoconsiderado aseguir,jáqueoobjetivododiagnóstico
éassegurarocorretofuncionamento,independentementedotipodefalhade combustão apresentada.
2. Como
problemas
de marcha lenta.Irregular,
aceleradaou
de nãomanutençãoda
marcha lenta.
3. Comoproblemas dedetonaçãooude pró-Ignição.
4.Como falhas dedesempenho.Hesitação naaceleração,respostalenta,falta depotênciana plenacarga.
Osproblemasdedirigibilidadepodemainda, serdotipoconstante,de maisfácilsolução,oudotipointermitente,
osque porvezes, são de difícilreproduçãona oficina.
1
Capítulo
1
-
INTRODUçãO
AODIAGNóSTICO
DEELETRóNICA EMBARCADA
Requisitos
para
o
Diagnóstico
_
Sejaqual forodefeitoapresentado, um diagnóstico eficaz e eficiente precisa dos seguintes fatores:
1
.
Conhecimentoconceituaidofuncionamentodo sistema e osdispositivos queo compõem. 2.Informaçãosobre afunçãoquecumprecada umdos componentesnosistema.3. Oprincípiodefuncionamento de cadacomponentee tipodesinais que emite e/ourecebe. Istoédesuma
importância na
hora de fazeras
verificaçõescom osciloscópio ou
multímetro.4,0esquemaelétrico assim como apinagem dosdiversoscomponentes.
5. Correta interpretaçãodoscódigos de falha e dos parâmetrosde funcionamento,visualizados no scanner.
Também,oconhecimento dostestesde aiuadoresdisponíveis utilizando oequipamentodediagnóstico.
6.Disponibilidadedas ferramentas necessárias aodiagnósticodosistema em questão, lembrandoqueos instrumentos demediçãosão, somente,meros auxílios ao raciocínio.
A figura ao lado ilustra o caso de sistemasde controle eletrónicoe, de certa forma,resume osrequisitosacima apontados.Para veículossemcontroleeletrónico,oúnico
instrumentoquenãose aplicaéo"scanner". INFORMAÇÃO
[íj
T
Í|1
Nos motorescom controleeletrónico, adiferençareside CONFIÁVEL
[IjrjcdJl
no programa existente na UC (unidade de controle eletrónico), que realiza a verificação constante dos
componentes eletro-eletrônicos e que constitui o
|«i
denominado"sistemadediagnóstico debordo
Multímetro
Mlfm
A comunicação com este programa, para obter os
Osciloscópio
"Scanner”resultados dasverificaçõeseparaefetuartestesativosnos Automotivo diversos atuadores, serealiza através do equipamento
dediagnóstico ou "scanner1'.
A figura evidencia o fato que os sistemas de eletrónica
embarcada estão baseados, todos eles, numa mesma tecnologia, queéutilizada com aestratégiaapropriada ao sistemanoqual seaplica.
Estecenário impõecertasrestriçõesentreasquais, a mais importanteóque o acesso aosdiversos Sistemas,com o
objetivodediagnóstico,somenteépossívelatravés do usode ferramentas específicas,sendoasmaisimportantes, aquelas apresentadasnafigura.
Osímbolodo transistor,que acompanha o "pensamento" dotécnico,temporobjetivosalientaro fatoqueainda quenãoseja necessária umaformaçãoespecífica,oprofissionalda reparação automotiva deverápossuir conceitos básicosdeeletro-eletrônicaquelhepermitam compreender o sistema como umtodoesuasrelaçõescom os
outroscomosquaisinterage.
Outrosdois fatoresfundamentaissão:conceitosbemsedimentados einformação confiáveleprecisa.
&
APRENDIZADO CONCEITUALC___
AA
Analisador de Gases5
.
•
•*3
iManutenção Veicular
gggsj_
. :;POdiagnósticodedefeitosfaz parte deumconceito mais amploqueéodeManutençãoVeicular,aqualtempor
objetivo, assegurar um funcionamentocontinuado, dentro das especificações fornecidas pelo fabricante. As
açõesdemanutençãodeumsistemaveicular podemser classificadas comosegue:
Manutençãocorretiva:Éaquela realizadaparareparardefeitosjáconstatados.Estetipodemanutenção
éaquele realizado tradicionalmente pelas oficinas.O veículochegaàoficinacom algum defeitopresente
ou reclamaçãodoproprietário,quedevesersolucionado.
>
Manutençãopreventiva:Éa realizada seguindo arecomendaçãodofabricanteaindaqueo veículo nãoapresente avaria. É caracterizada, entre outros, pela troca de fluidos a intervalos determinados pelo
fabricante; estado dabateriae docircuito decarga;estadodepastilhas e lonas defreio, etc.
Manutenção antecipada (preditiva): Consiste em realizar verificações em itens geralmente não
consideradosnamanutençãopreventiva,ou emitensdesta, antesdoprazoestabelecido pelo fabricante. Tem o intuitodese antecipar ao aparecimentode defeitos,verificando amargemdesegurança queresta,
com relação àsespecificações dos itens analisados.Como exemplo,tem-seaverificação dophdolíquido
arrefecedor; acúmulo decombustívelnocárter;pontodeebuliçãodo líquido defreio, verificaçãodabomba
Capítulo
1
-
INTRODUçãO
AODIAGNóSTICO
DEELETRóNICA EMBARCADA
Malha
Aberta
e
Malha
Fechada
ISíli!
Oconceitode controleemmalha fechada (oucircuitofechado)édefundamental importância paraodiagnóstico
de sistemas de eletrónica embarcada. Por essemotivo,otema seráabordadobrevemente,utilizando, como
exemplo, a funçãode controle da mistura. No livro "Controle Integrado doMotor", entre outros, oconceitoé
analisado com maior profundidade.
Asfunções detodosos sistemasdeeletrónicaembarcadapodemsercontroladas atravésde umdosseguintes mecanismos:
1.Controle emmalha aberta (fig.[2aj): Neste modo, a UC do sistemaanalisado (motor, transmissão, A/C, ABS)comanda os
atuadorescorrespondentes a partir dasinformações dossensores
e de valores retirados de "mapas" ou tabelas residentes na memória. Noentanto,nossistemasque operamemmalha aberta
nãoexisto nenhum elementosensorqueinformeoresultado do comando enviado aoatuador;assim, nãoópossívelverificarse foiexecutadocorretamenteounão.
Ex.;A UC calcula o tempo deinjeção em função dos valores recebidos dos sensores, que caracterizam o estado de funcionamentodomotor.Noentanto,nãohavendonenhum
dispositivoqueinforme oresultado da combustão,a UCnão poderá determinarse otempo calculado resultou naqueima
de mistura rica oupobre.
Controleda Mistura Malha Aberta
&
& ACT TPS ECT\CKP
J
? M_Bl, [2a]2.Controle emmalha fechada(fig.[2bj): De forma similarà anterior,a UCdosistema analisadocontrolaosatuadores apartirde valorescalculados ouretirados de"mapas" ou
tabelasedasinformaçõesrecebidas dossensores.Mas,
contrariamenteaodescritonoitem1,o mododecontrole
em malha fechada pressupõeaexistênciadeumsensor que informa o resultadodaação.Istopermiteverificarse o comandoemitidoresultou naaçãodesejada ounão.
Ex.//tUCcalcula otempo deinjeção emfunção devalores calculados ouretirados de"mapas"e deinformações dossensores,asque caracterizam um determinado
estadode funcionamento do motor. No entanto, a existência dosensorde02permiteavaliaroresultado
da combustão. Ouseja,aUCconseguedeterminaro
teorda mistura admitida.Desta forma,nospróximos
ciclos,0tempo deinjeçãopoderá ser corrigido com0
objetivo de adequar o teor da mistura, às reais condiçõesde funcionamento domotor.
Aseguir,umarelaçãodosprincipaissistemas veiculares controlados em malha fechada.
Controle daMistura Malha Fechada
V-....
HEGO à ACT TPS ECT § ,CKP íBII
[2b]Controle do teorda misturaou da relação ar/combustível. Para dosar, com precisão, a
quantidadedecombustívelmais convenienteàscondiçõesdefuncionamentodomotor.
Ajuste e estabilização demarcha lenta dentrodafaixaquepropicie0melhorfuncionamento. Ajuste do avanço daigniçãoem presençado fenômeno de detonação,com 0objetivo de
proteger0motor.
Sistema de A/C.
Controle
da
temperatura internae pressão do sistema.
ABSe TC/ASR. Controledafrenagemedatração.
SistemaEGR.Controledo fluxodegasesrccirculados.
3
Capítulo
1
-
INTRODUçãO
AODIAGNóSTICO
DEELETRóNICA EMBARCADA
'Procedimento
de Diagnóstico
em
Sistemas
Eletrónicos
O diagnóstico e reparo de defeitos, em sistemas de eletrónica embarcada,requer o uso de instrumentos
apropriadose umbom conhecimentodasopçõesde testeoferecidas peloprogramadediagnósticoresidentena unidade de comando. Também,enãomenos importante,éa aplicaçãodoraciocínio a partir deinformações
corretase conceitosbemsedimentados.
Ainda
que,
por
motivos deimportância,
amaiorparte dosexemplos
aseguir
tenha relaçãocom o
sistema de controleintegradodomotor,as diretrizes apresentadas podem seraplicadasa qualquer sistema de eletrónica embarcada.Maisumavez,o fundamentaiépossuir asinformações e oconhecimento do funcionamento do sistema em questão.
Aestratégia utilizadaparaodiagnósticodefalhasse processaem duasetapas:
a) Determinaçãodo subsistemaeletro-eletrõnico ou mecânicoque provocaa falha
b) Determinação do componentedefeituosodaquele subsistema
Por exemplo, num sistemadeA/Celetrónico,queapresentefaltaderefrigeração adequada, a sequência de
diagnósticoseria determinar,primeiramente,a origemdodefeito:
Sereside no subsistemamecânico,devido a umvazamentoqueresulta numabaixapressãonocircuito.
>
Sereside no subsistemaelétrico,devido a um defeitono sensordepressão,por exemplo.Nasequência,oprocedimento prossegue,determinando o elemento defeituoso dentro do subsistemaque originou
a falha eisto,com a utilizaçãodas ferramentasapropriadas.
Para a etapa a): Oprimeiro auxiliarparadefeitoselétricos, é o"equipamentode teste" ("scanner ")ligado aoconectordediagnóstico.
Senecessário, devemser explorados os outrosmodos de testedisponíveis: testedeatuadores, modo
contínuo,conceitosestes,apresentados em capítulos aseguir,
Já,paraasfalhasmecânicas,as ferramentas necessáriassãogeralmente,decarátermais específico.
Assim,nosCapítulos15e7 7 serãoapresentadasmodernas técnicas dediagnóstico utilizando transdutores
de pressãoevácuo,associados ao osciloscópio automotivo.
Paraaetapa b): Nesta,queéumaetapadeverificação,podem ser utilizados:
•
Multímetro:Para medição detensão,corrente,resistência,frequência,ciclo de trabalho, tempo depulso.•
Ponta depolaridade:Paraverificarapresençadeimpulsoselétricos,massa, tensãodealimentação.
•
Osciloscópio:Paravisualizar forrnasde onda.•
Manómetro Para medição dapressãodecilindroou docircuito de A/C.•
Bomba de vácuo: Paraacionar dispositivoscontroladosporvácuo.•
OpacímetroeAnalisador de4ou5gases:Para avaliaçãodo nívelde emissões.•
Outros instrumentos já utilizados narealizaçãodeverificaçõesmecânicas.E muitoimportantelembrarquecertasfalitasmecânicasse manifestamatravésdecomponentesdosistema
quenão necessariamente, sãoosresponsáveispelo defeito.
Por exemplo, umvazamentono escapamento,pertoda sondaLambda,podeprovocara gravação de um código
defalha correspondente ao circuito do sensor de02, ou,acúmulode sujeiranocorpodaborboleta pode resultar
na gravaçãodefalha correspondente aodispositivode controle da marcha lenta.
Para0diagnóstico de defeitos no sistemadecontrole domotor,a utilizaçãodo analisadordegases (quando disponível),pode serdegrande ajuda. Istoimplicano uso de técnicasdediagnósticocom base na análise de
gases,asque, porestarforadoescopodestaobra,serãotratadasem uma futura publicação.
Nospróximos capítulos e como jámencionado,osdiversos procedimentos utilizados no diagnóstico de defeitos
seráfeitofocando0sistemade controle eletrónico domotor.Umaabordagem mais aprofundada e abrangente,
dos váriossistemasde eletrónica embarcada,exigiriaumespaçobastante maior que0desta obra,peloque,0
assunto sereiabordadoemfuturas publicações.
O objetivoaqui,será0defornecersubsídios conceituais eorientaçãoque auxiliem0raciocíniona soluçãode problemas, enão0de apresentar dicasou receitasdereparo.Isto último podeserencontrado facilmente,nos jornais erevistas que atendem0setor dareparaçãoautomotiva.
Capítulo
1
-
INTRODUçãO
ãODIAGNóSTICO
DEELETRóNICA EMBARCADA
Instrumentação
para
Sistemas de
Eletrónica
Embarcada
Asprimeiras ferramentas de diagnóstico para o sistema eletro-eletrònico doautomóvel,foramomultímetroeo
osciloscópiode altatensão,geralmenteassociado aoanalisadordemotoresoqual erautilizado,basicamente, na verificação do sistema deignição.Talvezomais simples,mas,muito útil nas verificaçõeselétricas, era a
canetadepolaridade.
Esta ultimaaindatemutilidade,mas,deve prestar-seatençãoaotipodesinalqueseráverificado. Seacanetafor de baixaimpedânciasópoderá ser utilizada emsinaisdepotência(circuitos de baixa resistência) como aqueles deinjetoresouválvulassolenoide.
Caso sejautilizadapara verificar sinaisdebaixapotência (circuitosde
alta resistência), como sensor derotação de relutância ousensor de
oxigénio, a caneta carregará demasiadamente o sinal ao ponto de
distorcê-lo totalmente comomostraa figura ao lado. Sinal
sensor
No ponto 1 a caneta é colocada no fio desinaldosensorde02com0 de
02
objetivodeverificar0seufuncionamento provocando,decerta forma,
umcurtonosinal.
B
Existem nomercado, canetasde altaimpedânciadeentrada,queincluem, também,afunçãode voltímetro.
Instrumentação
Aseguinteéumalista dosinstrumentos mais relevantespara0diagnósticodesistemas de eletrónica embarcada. Existemoutrosqueatendem necessidadesespecificas, comoporexemplo, averificação domotordepasso,da sondaLambda,deinjetores,etc.
>
Multímetroautomotivo: É, talvez, 0 primeiro instrumento de diagnóstico para os sistemas eletro-eletrònicosdo veículo.Sua principal característicaéadepodermedir, além de tensão eresistência,outrosvaloresespecíficoscomofrequência, largurade pulso, ciclo de trabalho. Emfunçãode apresentar valores médios de umasequênciade mediçõesepossuirumabaixa taxade atualização domostrador, éde utilidade limitada na captura de sinaisqueapresentem defeitos intermitentes decurta duração.
>
Osciloscópio automotivodearmazenamento:Permitevisualizar sinais aolongodo tempo earmazená-losparaaposterioranálise,(verCapítulo7)
Multímetrográfico:Basicamente,éummultímetro automotivo convencional,excetopelapossibilidade
de apresentar os valores medidos na forma de gráfico ao longodo tempo. Desta forma, é possível analisar a tendência de variação do sinal medido. À diferença doosciloscópio, 0 multímetrográfico
permitevisualizar aolongodo tempo,as váriascaracterísticasdeumsinal:tensão,frequência, ciclode
trabalho,larguradepulsoeoutros,(verCapítulo 7)
>
Analisador degases Seuprincipaluso é nodiagnósticodomotorMedidor de temperaturainfravermelho:utilizado na verificação dosistema de arrefecimento, A/C, freios, catalisador,falhasde combustão.
>
"Scanner automotivo ou equipamento dediagnóstico Permite a comunicação com as diversas UCsquecontrolamossistemas de eletrónica embarcada. Com aaplicaçãoda normaOBDIi, surge adiferenciaçãoentreequipamentos "genéricos"e"proprietários",(ver Capítulo2) Ainda,pararealizar verificações mecânicas:
>
Medidordepressãoe vácuo Para verificaçãode compressãode cilindro; vazamento no coletorde admissãoe contrapressão noescape.Injeção
degás
inerte:Para verificaçãodevazamentosno
sistema de admissãoe no
motor.«-ÇHM
Autotrônica>
5
2
EQUIPAMENTO
DE
DIAGNóSTICO
.
SCANNER
Introdução
Apartir dos anos 80ecomoaparecimentodosprimeirossistemas eletrónicos de controledo motor (sistemas
digitais de injeção/ignição), surgemosprimeiros equipamentosdediagnóstico ("scanner") osquais,quando ligadosàunidadede comando,permitiam recuperar as falhas armazenadas na memória e realizar algunstestes
de atuador. Osmaissimplessóconseguiamapresentar asfalhasarmazenadas.
Emquasetodosos casos,oscódigosdefalha podiam ser visualizadoscomoumasequênciadepiscadasem alguma luz do painel. Isto, por exemplo, curto-circuitando terminais do conector de diagnóstico. Como já
mencionado, éo
programa
de diagnóstico,residentenaUC,quese comunica com oscannerougeraa sequênciadepiscadas.Emmodelos luxuososamericanos era possível visualizaroscódigos de falha no visor do controle doA/C,apertandoumasequência especialde teclasdomesmo controle.
Exemplodomencionadoacimaéo sistemaEEC-IV, decontroledomotor,queequipouos veiculosdaAutolatina. Oscannerpermitia:
>
Visualizaros códigosdefalha armazenados namemóriadaunidadedecomando (UC).>
Realizaroteste dosdiversos dispositivosatuadores,geralmente, commotorfuncionando.Notérmino domesmo,as eventuais falhas detectadas.ficavamarmazenadasna memória.
>
Detecçãode curto-circuito einterrupções intermitentes. Enquanto o operador movimentava cabos econectores,oscanner ficava preparado paraemitirumsina!sonoro caso fosse detectada algumasdas
referidascondições.
No fim dosanos'80,a GMintroduziu um novo conceito pelo qual, oscanner,além
de fazeraleituradecódigos, oferecia a possibilidadedevisualizarparâmetros de funcionamentodomotor(temperatura,rotação,etc)erealizartestesem dispositivos
atuadores (controle darotação,re!édo A/C e outros).
Estacaracterística foiincorporadaportodososfabricantes jánoiníciodadécada de '90. Aconfiguração é a da figura [1a] e o protocolo de comunicação era
proprietáriodofabricantedo veículo e não dofabricantedaUC.Assim,porexemplo,
uma mesma unidade de controle eletrónico Bosch, aplicada em veículosde
fabricantesdiferentes,tinha protocolosde comunicaçãodiferentes.
Afigura[1b] mostra a telade um equipamento de diagnóstico portátil.Geralmente, nestetipo deequipamento só é possível a visualização de,no máximo, 3 ou 4 parâmetros.Talvez,um númeromaiorse o softwareestá instaladonumaparelho do tipo'Tablet". Muitos destes equipamentospossibilitam a aquisiçãodedados comoveículo emmovimento(sobcarga), paraserem analisadosposteriormente,
na oficina.
Muitosequipamentosoferecema funcionalidade do "scanner" no PC. Esta opção possibilitaa visualização simultâneadeuma maiorquantidadedeinformação. Seo PCutilizado for dotipo"LapTop",namaiorpartedos casos,épossívelarmazenar
dados com o veículo em movimento, reproduzindoassim, as condições de
funcionamentodurantea falha.Posteriormente,naoficina,esses dados podem ser apresentadoscomo gráficos, emfunção do tempo.
Umaevoluçãodoscanner foi adepoderacessaras diversas unidades decomando
eletrónicoinstaladas no veículo: UCdomotor,ABS/TC, A/C eletrónico, air-bag, imobilizador,etc.Istoainda, atravésda utilização deprotocolosde comunicaçãoproprietários,ouseja, exclusivos decadafabricante.
Naatualidade,afunção doscannerépermitir:
Protocolo 3 proprietário [1a]
SCANNER
-[Temp
.Motor :88°C Pos.
Borbol:1,
90V Pres.Colet: 1,57V Rotação: 1783rpm [1b]Visualização doscódigosdefalhaarmazenados.
Visualizaçãode parâmetrosde funcionamentodosistema diagnosticado.
Realização detestesdeatuador.
Realização defunçõesauxiliaresprópriasdosistemaqueestásendodiagnosticado.
Capítulo 2-
EQUIPAMENTO
DEDIAGNóSTICO
-
SCANNER
A comunicaçãodo scannercomaunidadede comandodiagnosticada se efetuavaatravésde comunicação
seria!', ouseja,atravésdeumpardefiosutilizandoumprotocolode comunicaçãoproprietáriodecada fabricante. Houve casosemque acomunicaçãocom cada UC de eletrónica embarcada serealizava porumpinodiferente
doconectordediagnóstico.Emoutros (VW,por exemplo),ummesmopinoserve para comunicar-se com todas
as UCs doveículo.Nestecaso,o operador,deveselecionar,noscanner,a UC com aqualdesejasecomunicar.
As característicasatéaquiapresentadas, correspondem aos sistemaspré-OBDIlonde não hápadronizaçãodo
conectornemdo protocolo de comunicacãonemdos parâmetros defuncionamentoe doscódigosdefalha. Comoseráanalisado noCapítulo19esubsequentes,comaimplantaçãodo padrão OBDII (desde 1996nosEE UUedesde2000na Europa)opanoramase modificouemalgunsaspectos.
Aadoçãodopadrãoresultou em:
Introduçãodosconceitos"genérico"e"proprietário”:A definição de "genérico"éaplicada a tudoaquilo especificadopelo padrão:codigosdefalhaeparâmetros de funcionamento, relacionados com otremde força (motoretransmissão)equepodemservisualizados utilizando um scanner"genérico".
Já,as prestações oferecidaspeto equipamento "proprietário"ficama critério do fabricante.
Padronização do conectore dosprotocolos de acesso ao sistema dediagnóstico do tremde força (motoretransmissão automática), ouseja,aossistemas diretamente relacionados comasemissões.
Observarque osoutrossistemas de eletrónicaembarcada,aexceçãodemotoretransmissão, nãosãoabrangidos,
atéomomento,pelanorma.
Oimportaníeafrisaréqueosequipamentosde teste"proprietários"(oude terceirosque osemulam)possuem
um repertório maior de códigos defalhas, de parâmetros defuncionamentovisualizados edetestesdeatuador disponíveis, se comparados com os scanners "genéricos"; estes são bastante restritos quanto às opções
oferecidas,
Porsuavez,os scanners proprietáriossão,geralmente, osúnicosqueoferecemapossibilidadedesecomunicar com todas asunidades eletrónicas do veículo.
Pode-se concluirdistoqueo scannertornou-seuminstrumentodediagnósticotãonecessário quanto o voltímetro
ou,emalgunscasos, oosciloscópio.
Há situaçõesemque o scanneréa única formadeefetuar um diagnósticocorreto.Aseguir, alguns exemplos.
Desempenho do motor e emissões. Um medidor de vácuo, de compressão ou o multímetro são
grandes auxiliares em identificar defeitos mecânicos ou elétricos. Mas, se o defeitoreside na UC,
possivelmenteo scannersejaomeio mais direto de identificar afalha.
Sistemasde freio ABS/TC e de controle de estabilidade. Nestescasos,pode-se dizerqueo scanneré
uma necessidade. Em muitos casos,a purga do circuito de freio (quando houve entrada de ar, por exemplo)sópode serfeitautilizandoo scannerapropriado.
Sistema declimatização(A/C)eletrónico Estessistemaspossuemvários sensores de temperatura,
motoresde controlee comunicação com aunidade de controle domotor.A menosquesetratedeum
problemarelacionado com o circuito dorefrigerante,o scanner setornanecessário naverificaçãodo
funcionamentodo sistema de controle eletrónico. Emalgunscasos (Mercedes,Chrysler,entreoutros),
é só atravésdo scannerque pode serinicializado o sistema,depoisdealgum reparo importante.
Airbag,direçãoesuspensãoeletrónicas. Nestessistemas,o scanneréaúnica forma devisualizar as falhas armazenadas e realizar os testes de atuador. No caso específico do airbag, o scanner é
indispensável para habilitar/desabilitar asunidades.
Imobilizador.Sóatravésdoscannerépossívelreprogramara unidade.
Com o aumento do número de sistemas de eletrónica embarcada, presentes no veículo moderno houve,
consequentemente, oaumentodonúmerode unidades de comando com asquaisdeve comunicar-seo scanner.
Asoluçãoencontradafoi:
9
Disponibilizar
umpino específico no
conectorde
diagnóstico
para cada
unidade.
0 Um únicopinopara todas e/as. Istorequer queo scanner tenha a capacidade de "endereçar”as
mensagensparaaunidadediagnosticada.
Noentanto,atendênciaénosentido deintegrar asdiversas unidades num sistema multiplexado
7
Capítulo
2-
EQUIPAMENTO
DEDIAGNóSTICO
-
SCANNER
Nestescasos,existem duaspossíveis configurações paraconectar oscanneràrede.
1. O scanner, através doconectorde diagnóstico temacesso diretoàrede eportanto,oprotocoloutilizadopara secomunicar,
deve ser idêntico àquele utilizadopelas unidadesde comando.
(fig.[2a])
í
UC )í Trans.|§Suspens.)f
|
Motorj|Automát.J|
PilotadaXt-3
ABS/TC
k
o
Rede CAN 2. O scanner está ligado a um circuito eletrónico de
gerenciamento ou adaptação de protocolos, instaladoentreo
conectordediagnóstico e a(s)rede(s) multiplexada(s).Além de se comunicar com o equipamento de teste, o circuito gerencia atroca demensagensentreasdiversas redes e com o scanner.
Estecircuito,denominadode"gateway(doinglês, "portade entrada”)isolao scannerda(s) rede(s).
Na linha Peugeot/Citroén é
——
_
__
„
_
.
_
_
„denominado de Caixa de Serviço UC
|í
Trans.)fsuspens.]íABS/TC]
fvod.
Serv.lrrÿtual?nrlf
Inteligente.
j(Automàt.j|
Piloÿteda
j(ABS/TC
j
|
[ComuSdor][
Nesta configuração, portanto, o 5
t
&
f
&
t
$
|
protocoloutilizado na comunicaçãog
~ ~com oequipamentodeteste,pode Rede CAN
°
~°TT
”?
I
ser diferente daqueleda(s) rede(s)
comomostradona figura[2b].
Destaforma,0adaptador funciona
como um "tradutor de protocolo que encaminha e adaptadeforma
apropriada,a solicitaçãovinda do
scanner, para a rede onde se
encontra a UC com a qual se desejaestabeleceracomunicação.
PV
Protocolo CAN[2a]
Air Bag
H-*
Rede VAN Carroçaria #1
CSI Caixa de Serviço Inteligente
m
Protocolo ISO [2b] ConfiguraçõesInicialmente0scanner seapresentavana forma deequipamento portátil comuma telapequena que permitia visualizarumcódigo de falhadecadavez e geralmente, um oudois parâmetrosde funcionamento.
Apartirdemeadosdadécadade'90aparecemnomercado osscanners quepermitemavisualização natela de
umPCeoutrosemqueo próprio software de diagnóstico fica instalado no PC.
Estaconfiguraçãopermite a visualizaçãosimultâneadeumnúmeromaior deparâmetrosde funcionamentoe, também,defalhasarmazenadas.
Durante o diagnóstico, avisualizaçãosimultâneade parâmetrospermite, por exemplo,verificarcomo evolucionam os valoresdo TPS, MAP,rotação,ajuste de combustível e apresentá-los na formadegráficos na tela.
Se0scannerestáinstalado num"Notebook
"
asverificaçõesapontadasacimapodem ser feitas com o veículorodando. Neste caso,aúnicaressalvaéqueoacompanhantedeveráoperaroequipamento.
Este procedimento permite acapturadeinformaçõesdeparâmetrosselecionados para posteriormente, serem analisados naoficina,na forma de gráficos. Durante0percurso, 0scanner permite que 0 operadormarque
instantes,que ao seucritério,sejamsignificativos paraumaanáliseposterior.
Assim, estasmarcas de referência salientadas nográfico,identificam aqueles instantessignificativos,permitindo
aanalise do comportamento dos parâmetros selecionados,emtornodeles.
Para um exemplo da utilidadedaanálise gráfica, ver0Capítulo18,queaborda0diagnóstico de falhas provocadas
porvazamentos.
3
SISTEMAS
DE
ELETRóNICA EMBARCADA
•
FUNçãO
DEDIAGNOSTIC©
Neste capítuloseráanalisadaa estrutura deauto-diagnósticopresente nos modernos sistemas de eletrónica embarcada(digitais)e os recursos oferecidosparaauxiliarnatarefadediagnóstico.
Todo sistema de eletrónica embarcada moderno se caracterizaporpossuirumaunidadede comando (UC), com
funcionalidadesimilaràde ummicrocomputador, cujaestruturabásicapossuiosseguintes elementos:
Memória, onderesideoconjuntodeinstruçõesqueformamoprogramaou "software"decontrole,
Microprocessador,queexecutaa sequênciade instruções. Por suavez,na UC épossíveldistinguirdois tiposde
programas, os quais possuem funcionalidades bem definidas,cornomostraafigura[1a]:
1. Programa Principal. Encarregado de realizar a funçãoparaa qual foiprojetadoosistema.
Assim, a funçãodoprograma principal, residente na memória da UC de um sistema de injeção/
ignição,é manter o motor funcionando da forma
maisapropriada.
2.ProgramadeDiagnóstico.Detectadefeitos,grava
os códigos de falha associados e implementa a
função de comunicação com o equipamento de
teste("scanner").
Nos modernos sistemas deeletrónicaembarcada,oprogramadediagnósticoéidentificado,também,com
outrasdenominaçõescomo,por exemplo, "executivodediagnóstico".
Apresençadoprogramadediagnóstico caracteriza osdenominadossistemasOBD (doinglês:OnBoard
Diagnostic ou "diagnósticoabordo" ou sistema dediagnósticoresidentena própriaUC),
Nestecapítuloseráanalisada asegundadasfuncionalidades,ouseja, adoprogramadediagnóstico.
Oimportantea ser lembradoéqueoprograma principaltemprioridadesobreoprogramadediagnóstico.Este últimoéexecutadonos momentosemqueoprograma principalficaocioso.
Por exemplo, nos sistemas de controle do motor
(fig.[1bj),oprograma principalcalcula o tempo de
injeção, o avanço da ignição e outros valores de
comandode aluadores após oque, passaocontrole aoprogramadediagnóstico
Esteéexecutadoatéque,no momentoapropriado,o
programaprincipalassumenovamenteocomando,
para acionaroinjetor,abobina deigniçãoou umoutro
atuador. O ciclo acima se repete enquanto omotor
permaneçafuncionando.
Observar na figura, como osprogramasserevezam
no tempo,lembrando queoprogramaprincipaltemprioridadedeexecução.
Funcionalidade
doPrograma
deDiagnóstico
Sejaqualforosistema deeletrónicaembarcadadiagnosticado,oprogramadediagnóstico,também identificado
como sistemadediagnóstico,cumpreduas funções básicas:
k Detecção de defeitos earmazenamentodoscódigosde falhacorrespondentes. Éa funçãobásica doprogramadediagnóstico.
Comunicaçãocomoequipamentodeteste(scanner). Tempor objetivo:
•Informar as falhas detectadas
0Visualizar valores de parâmetros de funcionamento do sistema
•
Realizartestesnosdiversos atuadoresI
Programa de Diagnóstico—
q1
Sequência deinstru-0
goespara
adeteção defalhas
ecomuni-'caçãocom o equipa-mentode diagnóstico
P
—
I
Memorial
foira"
i
...Õ)
\EEPROM\IL;
Programa Principal Sequênciade instru¬çõesparaocontrole do sistema deeletró¬ nica embarcada [1a]
X
X
X
X
Ignição injeçãoa»
l
Atividade daUCP.D.HIP.D.HIP.D.
P.P.: Programa PrincipalP.D.: Programa de Diagnóstico
tit-i
a
9
Capítulo
3-
SISTEMAS
DEELETRóNICA EMBARCADA
-
FUNçãO
DEDIAGNóSTICO
Éoprogramaprincipalque, emfunçãodas falhasdetectadas,passa acontrolarosistema correspondentena condição de"emergência".Assim,no casodo controledomotor,se a falhatemrelaçãocom asonda lambda,o sistemapassaaoperaremmalha aberta.Já,se uma falha édetectadanumsensorderotaçãodo ABS,a UC correspondente desativa o sistema.
Estrutura do
Programa
deDiagnóstico
Oprogramadediagnósticoapresenta amesmaestruturanoimportandoosistemade eletrónica embarcada no
qual esteja implementado. A
compreensão
da funcionalidade
dos
modos,que
compõemareferida
estrutura,é condição fundamental paraaobtenção demáximoproveitona utilização doequipamentodediagnóstico.Nosmodernos sistemasdigitais de eletrónicaembarcada,a utilizaçãodoequipamentodediagnóstico(scanner)
é,nagrande maioriadoscasos,oprimeiropassona sequênciadediagnóstico.
Aseguire com basenasinformaçõesrecuperadas,passa-seàfasedeverificaçõescommultímetro,osciloscópio e/ououtrosinstrumentos.
Modos do
Programa
de Diagnóstico
I
I
Osmodos dediagnóstico queserãoanalisados a seguir, são os mecanismos quepermitem, utilizando o "equipamento de diagnóstico"
("scanner"), visualizar as informações de
funcionamento e comandar a realização de
testes,nosistemadeeletrónicaembarcadaque
estásendo avaliado.
Quase a totalidade dos programas de diagnóstico,quefazempartedas unidades de
comando (UCs) dos sistemas de eletrónica
embarcada,apresentamosseguintes modos
deteste(fig.[2]):
Qfí
nf
ZM
ModoFalhas Permite recuperarfalhas
armazenadasna memória Permite visualizar parêmatros defuncionamento dosistema
Permitesolicitaraexecução
detestes ematuadores Permitesolicitara execução de ações de configuração da UC
ModoContínuo
Modo Teste Atuador
ModoComplementar
[2]
•
Modo FalhasA travésdeste modo sãorecuperados os códigosde defeito gravados na memória. Em algunscasos, o
códigoéacompanhado com aidentificação da condição dafalha naquelemomento:presente,intermitente. Estemodoécomplementado comomodo"apagar falhasda memória".Nossistemas pré-OBDIl,tantoo
tipo enúmerodefalhasdetectadas,como os códigosqueasidentificam, sãototalmente dependentesdo
fabricantedo veículo. Umamesma montadora podeapresentarcódigosdiferentesparaidentificarummesmo
tipode defeito,dependendo,porexemplo,daorigemdoveiculo: americana oueuropéia.
« ModoContínuo
Permitevisualizar valores deparâmetros defuncionamento do sistema analisado. Édenominado modo
contínuo"por alguns fabricantes ou "modo listar dados",poroutros.Pelasua relevância nodiagnósticode
defeitos,estemodoseráabordado aseguir, com maior detalhe.
® Modo Teste deAtuadores
Atravésdodiálogoentreoscanner e oprogramadediagnóstico,épossívelligar/desligaratuadores.O tipo e
númerodetestesdisponíveissão,em grandemedida,dependentes do fabricante do veículo e do modelo analisado.
® ModosComplementares
Possibilitam arealização deajustes específicos ao sistemadeeletrónica embarcada diagnosticado. Utilizados emsistemas prc-OBDIl e atualmente,nomodo"proprietário"de algunsfabricantes,quando necessário. Por exemplo, permitem "zerat" osparâmetrosadaptativos deajustede combustível;ajustaro avanço básico da
ignição,entreoutrosbastante específicos. Dependem do sistema diagnosticado evariam bastante emnúmero
e funcionalidade. Devidoàdiversidade demodosutilizados ao longo dos anos,équase impossíveldeserem abordados comdetalhe,numaobracomo apresente.É,portanto,indispensável,consultaros manuais do fabricante doveículoou do equipamentodediagnóstico, para conhecer a funcionalidade de cadateste.
Capítulo
3-
SISTEMAS
DEELETRóNICA EMBARCADA
-
FUNçãO
DEDIAGNóSTICO
Osmodosacimaapresentados fazem partedosistema de diagnóstico depraticamente,todosos sistemas de
eletrónicaembarcadaatuais,sendoadiferençaentreeles,os parâmetrose funçõesoferecidas.
Emfunçãodeserquiçá,um dosmaisabrangentese commaiornúmerodecomponentes, o sistema de controle
domotorseráutilizado como modelo nasexplicaçõese exemplosqueseseguem.
Como mencionado,para outros sistemas deeletrónica embarcada, o leitor deveráconsultar os manuais do
fabricantedo veículooudoequipamentodediagnóstico;isto,paraconheceras earacterísticas e opçõesqueo
programadediagnósticooferece.
Modo Falhas
Autilidadedeste mododependeemgrandemedida, do número etipodefalhasdetectadas. Para salientareste
fato,os exemplos aseguirilustram casos relacionados com defeitos associados ao sensor de 02. Noentanto,as
consideraçõespodem seraplicadas aoutrossistemasdeeletrónica embarcada. ® Exemplo1
Nosistemadeinjeção Fiat-G7 existesóum código,identificadocom alegenda"Falhana SondaLambda",
paraidentificar todasaspossíveis situações de falhaqueserelacionam com0sensorde O2.
Nestecaso,portanto, deve serfeitauma avaliaçãocriteriosa doproblemacom oobjetivodediagnosticar se acausaestánoprópriosensor outemsuaorigem numoutroelemento do sistemaeque se reflete num
funcionamento,aparentemente,defeituosoda sonda.
•
Exemplo2Jánossistema deinjeção aplicadosnalinha GM (Multec eMotronic)existem pelomenos, trêscódigosde
falhaassociadosàsonda.Cadaum delesidentificauma situaçãoparticular0que permiteavaliaraorigem
dodefeitode forma mais direta.
Código13:CircuitoAbertono SensordeOxigénio
Indicaque a unidade de comando detectou uma condição de sonda inoperante.Ouseja, sinal com
tensãode 0 volts. Entre aspossíveiscausaspodemos citar:
•
Asondanãoatingiua temperatura de trabalho•Fio do sinalpartidoou massa deficiente
•
Sonda defeituosa>
Código44: TensãoBaixano Circuitodo Sensor deOxigénioIndicaqueasondaestádetectando umacondição constantede misturapobre.Asonda não muda de
estado,mesmocom ascorreçõesefetuadaspela UC no sentido doenriquecimento.
Nestecaso,pode existiralgumfatorexterno àsonda queprovocaaanomalia. Muitopossivelmentea sonda aindaestejafuncionando.
Código45: Tensão Alta no Circuito do Sensor deOxigénio
Indica que asondaestá detectando uma condiçãoconstante demistura rica. A sonda não muda de
estado, mesmo com as correções efetuadas pela UC no sentido do empobrecimento. Nestecaso
também,podeexistiralgumfatorexterno à sonda,queprovocaaanomalia.
Comopode concluir-sedosexemplos,com ummaiornumerodecódigos associadosa umdeterminado tipode
defeito,a função dediagnósticoresulta facilitada. Istoémais evidente ainda, nos sistemas OBDII emque, por exemplo,existe um númeromaiordecódigosassociados aosensorde02.
ModoContínuo
Étalvezeste,0recursomaisimportante oferecido pelosprogramasdediagnóstico.Nos sistemaspré-OBDIl, os
parâmetrosde funcionamentodisponíveisneste modo,assimcomo,as denominaçõescorrespondentes,variam com0fabricante e/ousistema deeletrónicaembarcada considerado.
Já, nos sistemasqueaderem aopadrão OBDII,a padronizaçãose dá para o sistema de controle do motor.
Outrossistemasdeeletrónica embarcada(A/C,ABS,painel)continuamautilizar asconvençõesparticularesde cadafabricante.
11
Capítulo
3-
SISTEMAS
DEELETRóNICA EMBARCADA -
FUNçãO DEDIAGNóSTICO
Tomando como exemploosistema de controle domotor,os parâmetros apresentadospodemserclassificados
daseguinte forma:
a) Parâmetrosbásicos: Sãoos valores fundamentais que determinamoestadodefuncionamento domotor:
temperatura doaradmitido, temperaturadomotor,posição daborboleta,pressão docoletor,massadear
admitida,cargadomotor,tempodeinjeção,avançodaignição,entre outros.
b) Parâmetros deajustede combustível:São osdenominados AjustedeLongoPrazo (BLM de 02,pela
GM)
e
Ajuste de Curto Prazo
(Integrador,
pelaGM,Fiat)c) Parâmetros deajuste damarcha lenta Apresentam a posiçãodaválvulaoudomotorde ajuste da marcha lentae o valorde correçãodelongoprazo aplicadoaodispositivode controle.
d) Parâmetrosauxiliares: Apresentaminformaçõesquecomplementam as anteriores como, estado da direção hidráulica, solicitaçãodo A/C,pressão do circuito doA/C, entreoutras.
Nossistemas pré-OBDll, onúmero etipode informaçõesapresentadas nomodo contínuo émuito variávelde
fabricanteparafabricante.
Os parâmetrosdositens b)ec) fazem partedosdenominados "parâmetrosadaptativos" ou "parâmetros
autoadaptativos",analisadoscom maiordetalhenosCapítulos4, 5e6.
Oimportante a ser lembradoéque,através domodocontínuo ópossível visualizar como a UCestá
"enxergando", naquelemomento,o funcionamentodosistemaanalisado,qualquerqueeleseja.
Porexemplo, acomparação das informações doitema)com asreais (situaçãoqueépossívelconhecer através de mediçõesrealizadascommultímetro,osciloscópio,etc)pode auxiliar de forma significativa o diagnóstico de defeitos.
Naatualidade podem ser encontrados sistemasdecontrole domotorque permitem visualizaraté 40 oumais
parâmetros defuncionamento.
•
ValoresEstimadosEmalguns sistemasdediagnóstico, quando a unidadede comandodetecta falhaemcertos sensores,substitui
o valor erradoporum outro"estimado". Nestecaso,ainformaçãoapresentada noequipamentode testenão
corresponde aovalorreal recebido pela UC.
Por exemplo, no sistema G7 (Fiat), quando é detectada falha no sensor detemperatura do motor, ovalor
apresentadono "scanner"é estimado,emfunção do tempo defuncionamentodomotorenão,ovalorinformado pelosensor.
Nestecaso, nãoé possível conhecero tipodefalha (curto-circuitoou interrupção) pelo quenãorestaoutra
opção senão verificar ocomponenteou circuito, com multímetro ouosciloscópio. Modo Teste de Atuador
Como mencionado,estemododediagnóstico, programado naUC,permite oacionamento dos diversos atuadores
presentes nosistema de eletrónica embarcadaqueestásendoanalisado. Por motivos deespaçoe a título de exemplo,será apresentado umresumo dostestes de atuador implementados em sistemasBosch Motronic
(injeção/ignição) decontrole domotor, aplicadosem veículos dalinha GM durante osanos 90;isto, por ser
estes, bastante abrangentes tanto emnúmero como em variedade.Espera-se, assim, auxiliar o leitor no entendimentodos testesde atuador aplicadosem outraslinhas deveículos.
Os testes de atuador estãoprogramados na UC pelo que devem ser ativados através doequipamento de diagnóstico.Noentanto,em alguns casos, podemnãoser todoseles,suportadospor "scanners”deterceiros.
®Testes de Atuador em Sistemaspré-OBDlldaGM
CentelhamentodaIgnição
Realizadocommotorparado. Durante otestede 30segundos, aigniçãoéacionadacom frequência de 10Hzeduração doacionamentode10msec.Parauma melhor avaliação, instalaruma veladeteste.
AcionamentodaBobina1+4 e 2+3
Comomotor parado,desligar o sensor derotação.Conectar velas deteste,nos cilindros 1/4ou2/3. Durante30segundos,abobinaéacionada com frequênciade 5Hze tempo de centelha de 10 ms.
Capítulo 3
-
SISTEMAS
DEELETRóNICA EMBARCADA
-
FUNçãO
DEDIAGNóSTICO
Teste doimobiiizador
Testecommotor parado.Igniçãodesligadapor pelo menos 12segundos, antesdeligá-lanovamente.
Casocontrário,a UC domotor nãosolicitaráum novosinal ao módulo de controledoimobiiizador. Após
ligar a ignição,a UC solicita"Sinal-imobilizadoTaomódulo de controle do imobiiizador e avalia ocódigo recebido.No fim doteste,asmensagensapresentadas podem ser:
•"Teste ok".
•
"Nenhumsinal do imobiiizador": Seomóduloimobiiizadornãoestiverinstalado.•
"Testedo sinaldoprogramadoimobiiizador": Sca funçãoimobiiizadornãoestiverativada.•".Nenhum sinal detestedoimobiiizadorrecebido": Se o módulo não recebeu o sinal do imobiiizador.
•"Teste do sinal do imobiiizador recebeu sinal incorreto": SeaUCrecebe sinalincorreto do imobiiizador:
>
Acionamento da Válvula dePurgado CanisterCommotorfuncionandoou não. Durante oteste,a válvula depurgaéacionada comfrequênciade0,5Hz
durante 30segundos. Commotorfuncionando,podeserretirada amangueirade conexãoentreocanister
e a válvula depurga. Quandoaválvulaabre,restringindoamangueiraépossívelouviroruído provocado pela aspiração do ar.
Lâmpadade Advertência
Durante 30segundos,aUCacendeeapagaalâmpadacomfrequênciade 0,5Hz,aproximadamente.
Acionamento da Válvula de Controle da Marcha Lenta
Realizadocommotorparado. A válvula IACéativadacom frequência de0,5Hzdurante 30segundos,
Relêde Corte doA/C
Com motorparado ou funcionando e interruptor do A/Cligado. O relêé acionado com frequência de
0,5Hz,durante 15segundos.
>
Acionamento do Ventilador do RadiadorCommotorfuncionandonamarcha lenta. O ventiladoréacionado durante15segundos.
a Modo
Complementar
Nestemodo,os fabricantesagrupamfunções deajuste particularesa cadasistema.Porexemplo,ummesmo
sistema BoschMotronic,aplicadoaveículosFiat eGM,implementa opções deajusteexclusivas ediferentes,
em cadaumadessas linhas.
Aseguir,ostestesdo modocomplementar, presentes em sistemaspré-OBDII da linhaGM,queresultambastante ilustrativos devidoàvariedade de opções.
•
Testesdo ModoComplementarem Sistemaspré-OBDIlda GMa) Testes Gerais/Funções Adicionais A GM classifica ostestesdo ModoComplementarem: b) Teste de Controle da UC
c)ProgramaçãodaUC a) Testes Gerais/Funções Adicionais
fr Ajustedas Células deAdaptaçãodeLongoPrazo (Reset dascélulasde BLM de 02-GM)
Motor funcionando na marcha lenta. As células do BLMde 02 e o valor doIntegradorde 02 sãoajustados
ao valor 128.
>
AjustedaAdaptaçãodeLongoPrazoda Marcha Lenta (Reset do BLM do IAC-GM)Motorfuncionando na marcha lenta. Os valores doIntegradorIACe do BLMdo IAC (IACControlado) são
ajustadosa 1 28passos.
>
Ajusteda Rotação de Marcha LentaMotor nãofuncionando. A cada solicitação doscanner,arotaçãoeajustadaempassosde 50 RPM. Previamentcao ajuste,executaroteste"Controlede RPM'paradeterminarqualarotaçãomaisadequada
àscondiçõesdomotor.Ovalor determinado durante oteste"Controlede RPM’podeserentão,ajustado
através da função"Ajuste darotação dcmarcha lenta". O valor
ajustado
será armazenado depois de desligareligarnovamenteaignição. Apareceráamensagem:"atualizaçãorealizadacomsucesso".>
Ajuste doAvançodaIgniçãoCom motorparado. Segundo a solicitaçãodo scanner pode ser aumentado ou diminuído o avanço da
ignição,de1passo porvez.Esteajuste podeserutilizadoparaadaptar o sistema ao tipo de combustível de octanagem menor ou maior.
13
Capítulo
3-
SISTEMAS
DEELETRóNICA
EMBARCADA
-
FUNçãO
DEDIAGNóSTICO
b)Testesde Controle da UC
>
ControledosInjetoresMotor funcionando em marcha lenta, temperatura normal de operação e com todos os acessórios desligados.Durante oteste,oinjetorselecionadopodeserdesligadodurante 3segundospara fazer
umaavaliaçãomecânicado motor (teste decancelamentode cilindro).
Durantea verificaçõ, ocontrole darotaçãodemarcha lenta é desativado e oavanço é fixadoem,
aproximadamente,20°APMS.
Aoentrarnoteste,arotaçãoéestabilizada emaproximadamente,1200rpm,rotaçãopara a qual a velocidade domotor diminui sensivelmente ao desativar um injetor.(ver Teste de Cancelamento de Cilindroemcapítulo posterior)
ControledeRPM(controle darotaçãode marcha lenta)
Commotoremfuncionamento,namarchalentaetemperaturanormal.Dependendodo sistema,
durante oteste,arotaçãopode ser variadaentre650e1.700rpm,aproximadamente.Utilizadopara
avaliar diversosparâmetros defuncionamentodo motorparadiferentesrotações.
Controledo IAC (controle doreguladorda marcha lenta)
Commotorfuncionandonamarcha lenta etemperatura normal deoperação. Durante otesteépossível
variar arotaçãodemarcha lenta,ajustando ovalor daaberturada válvulaIACentre50 e 130passos, aproximadamente. Esta função éutilizada para avaliar parâmetros defuncionamentodomotorpara umadeterminadaposiçãoda IAC;istopermiteaadmissãode umaquantidadeconstantedear.Permite, também,verificaro funcionamento daIAC.
c)Programaçãoda UC /mobilizador
Para iniciar a programação da UC no que diz respeito docódigo do imobilizador,a ignição deve
permanecerdesligada por, nomínimo, 12segundosantes de iniciara programação.
Paraprogramara UCMotronic,deveprogramar-seprimeiramente, o módulo do imobilizador. Sehouve
falhadurantea programaçãoéapresentada amensagem:"Sinaldoimobilizadornãorecebido".
>
CodificaçãodaInicializaçãoda UCAntes da programação deve ser verificadoocódigoda peça. Ao entrar no teste, é apresentadoo
códigodapeçaquedeve sercomparadocom aquele daUC.Aseguiréapresentada a opçãode:
•Zeraracodificação de inicialização: Zeraosvalores básicos (valores de BLMs)
•
Alterara codificação de inicialização:Altera, seletivamente,curvascaracterístícasdomotor.Númerode Identificação do Veículo
Serveparaprogramara UCMotroniccomonúmerodeidentificaçãodoveículo (VIN).
Conclusão
O abordado nestecapítulotempor objetivoapresentaras principais opçõespresentesnamaioria dossistemas
de eletrónica embarcadaatuais,no quedizrespeitoàs informaçõesque podem ser acessadas pelo equipamento
dediagnóstico("scanner").
Emfunçãodaenorme quantidade de sistemasdeeletrónicaembarcada existentehojeno mercado,os exemplos utilizados correspondem ao sistema de controleintegradodomotor,emfunçãode sereste talvez,oqueconta com omaiornúmero deopçõesparaodiagnóstico.
Por sua vez,dentreestes, ossistemas pré-OBDIl daGMapresentamuma variedadede informaçõesqueos
configura como bastante ilustrativos para a introdução dos conceitos relacionados com o uso do scanner como ferramenta de diagnóstico.
Lembrarqueosrecursos oferecidos na forma deinformaçõesetestesdependemdofabricante do veículo enão do equipamento utilizado. Esteúltimo, só permite oacesso àsinformações que foramimplementadas, pelo projetista,na unidade decomandodo sistema analisado.
Portanto, édefundamentalimportânciateracessoàdescrição detalhadaecorretadofabricantedo veículo,de todas asinformações apresentadas pelo equipamento de diagnóstico, quanto ao seu significado e faixa de
variação. Especialmente, no relativoa teste de atuadorese parâmetrosdefuncionamento.
«-CHM
Autotrônica>
4
AJUSTE
DE
COMBUSTíVEL
j
Controle
da Mistura e
do
Avanço
Estratégia
deControle
O cálculo daquantidadedecombustível edo avanço a
serem aplicadosdepende,basicamente,dainformação
recebida dossensoresindicados nafigura[la].
NossistemasOBDII,o Sensorde 02pós-Catalisador
é utilizadopara verificar a eficiência de conversão do
catalisador epara o ajuste finodamistura. Nos sistemas com Sensor KS, a informação deste é utilizada para
atrasaro pontonapresençadofenômenodedetonação.
Ajuste
deCombustível
O AjustedeCombustíveléomecanismopelo qual a UC adiciona ou subtrai combustível da mistura em respostaàscondições variáveis de operação domotor.
Permite controlar com precisão, oteor damistura para obter o máximode reduçãonasemissõese noconsumo.
Aquantidadede combustívelinjetadaéproporcionalao tempoti queoínjetorpermanece aberto.
Aotempobásicocalculado,a UCaplicacorreçõesemfunçãodatemperaturaetensãodebateria, entre outras.
Umoutrofatordecorreçãoéodenominado "Ajuste de Combustível"
Ascorreçõessãoaplicadascom oobjetivo demanteromotorfuncionandodentro dos limitesadequados de emissões econsumoe fazempartedocálculodo "pulso de
injeção"ou "tempodeinjeção"(ti).
O valor de "ajustede combustível"a ser aplicadotem comobase, ainformação
recebidadosensor H02S(pré-catalisador)e seapresentana formadedoisparâmetros deadaptação calculadospelaUC;
ACT/IAT MAF TemperaturadoArJgargadoMotor
]ÿF
[Garÿoÿotor
Teor daMisturai
''''SSL
T-S Torque Aceleração CargaMjDetonação!
ECT iTemperaturado Motorí
CKP RotaçãodoMotor [1a] H02S Ajusteda Mistura| Tempo de Injeção : V T"AjustedeCombustíveldeCurtoPrazo"(sigla:STFT)
"AjustedeCombustíveldeLongoPrazo"(sigla;LTFT)
a Tempode
Injeção
-
tiA estratégia geralmente utilizada na determinação do tempo de
injeção sedesenvolve em 3 etapas(fig.[1b]):
1
.
Cálculodo tempobásicodeinjeção: Baseado nacargae rotação domotor eno parâmetro LTFT. Acargadomotoré funçãoda massa de aradmitida, dapressão de coletoreda abertura daborboleta.
2.Aplicação das correções dependentes do regime de funcionamento domotor. Aceleração, desaceleraçâo,plenacarga, aquecimento.As correções têmpor baseas informações dos sensoresECT,ACT,TPSe H02S. Este último determina o ajuste
de curtoprazo(STFT)queseráaplicado.
3.
Aplicação
de correçãopor
"tensão de bateria":Representa o
ajuste final e reflete asvariaçõesno tempo de aberturamecânica
doinjetor, devidasàs variações datensãodebateria.
Determinação do Tempo de
injeção}
Fase Carga r (MAF-MAR)
>
Temp°Básico (CKP> deInjeção LTFT>
Temp, do Ar.
(IAT-ACT)>
Fase Temp,do Motor Correção porCondição de Operação
©
(ECT)>
Pos. da Borboleta (TPS) Fase STFTh (H02S)K@
[1b]Paramaioresdetalhessobreacorreçãopor “tensão debateria",pode ser consultado (entreoutros)o
livro"ControleIntegradodo Motor", domesmoautor.