o Preparo Do Obreiro Para o Ministerio

182 

Texto

(1)
(2)
(3)

Curso Médio

em Teologia

£ENTRO EDUCACIONAL TÈGL0G9CO

C S P A S ASSEMBLÉIAS DÈ D E U S V ^

N<^RASÍL

CETADEB - Centro Educacional Teológico das

Assembléias de Deus no Brasil

Rua A n tô n io Jo sé de O live ira , 1180 Bairro São C a rlo s - Cx. Postal 241

8 6 8 0 0 -4 9 0 - A p u ca ra n a - PR Fo n e/Fax: (43) 3 4 2 6 -0 0 0 3

C e lu la r: (43) 9 9 6 0 -8 8 8 6 E-m ail: c o n ta to @ ce ta d e b .c o m .b r

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CETADEB / O Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

O PREPAHO DO OBREIRO PARA

O MiNÍSTÉRIO FRENTE ÀS

GERAÇÕES DO SEU TEMPO

Pr José Po Uni

Copyright © 2010 by José Polini

Capa e Designer: Márcio Rochinski

Diagramação: Hércules Carvalho Denobi

Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados a Denobi e Acioli Em preendim entos

Educacionais.

O conteúdo dessa obra é de inteira responsabilidade do autor. Todas as citações foram extraídas da versão Almeida Revista e

Atualizada da Sociedade Bíblica do Brasil, salvo indicação entre parêntesis ao lado do texto indicando outra fonte.

IMPRESSÃO E ACABAMENTO: Gráfica Lex Ltda

13 Edição -Set/2010

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DIRETORIAS E CONSELHOS

Diretor

Pr Hércules Carvalho Denobi

Vice-Diretora

Eliane Pagani Acioli Denobi

Conselho Consultivo

Pr Daniel Sales Acioli - Apucarana-PR Pr Perci Fontoura - Umuaram a-PR Pr José Polini - Ponta Grossa-PR

Coordenação Teológica

Pr Genildo Sim plício - São Paulo-SP Dc Márcio de Souza Jardim - Guaíra-PR

A ssessor/a Jurídica

Dr Mauro José Araújo dos Santos - Apucarana-PR Dr Carlos Eduardo Neres Lourenço - Curitiba-PR

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CETADEB / O Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

Autores dos M ateriais Didáticos

Pr José Polini

Pr Ciro Sanches Zibordi

Pr João Antônio de Souza Filho Pr Genildo Simplício

Pr Jamiel de Oliveira Lopes Pr Vicente Paula Leite

Pr M arcos Antonio Fornasieri Pr Sérgio Aparecido Guimarães Pr José Lima de Jesus

Pr José M athias Acácio Pr Reinaldo Pinheiro Pr Edson Alves Agostinho Rubeneide O. Lima Fernandes Zilma J. Lima Lopes

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NOSSO CREDO

£ 3 Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: O Pai, Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).

CQ Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2Tm 3.14-17).

CQ Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e

expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9). £Q Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de

Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19).

£ 0 Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8). CQ No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na

eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9).

£Q No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1- 6 e Cl 2.12).

C P Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e IPe 1.15).

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EB No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus

mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).

CQl Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito

Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (ICo 12.1-12).

CQ Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases

distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (lTs 4.16. 17; ICo 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14).

CQl Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10).

£Ql No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os

infiéis (Ap 20.11-15).

CQl E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza

e tormento para os infiéis (Mt 25.46).

Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil - CGADB

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ABREVIAÇÕES

a.C. - antes de Cristo.

ARA - Almeida Revista e Atualizada A R C -A lm e id a Revista e Corrigida AT - Antigo Testamento

BV - Bíblia Viva

BLH - Bíblia na Linguagem de Hoje c. - Cerca de, aproximadamente, cap. - capítulo; caps. - capítulos, cf. - confere, compare.

d.C. - depois de Cristo. e.g. - por exemplo. Fig. - Figurado.

fig. - figurado; figuradamente, gr. - grego

hb. - hebraico i.e. - isto é.

IB B -Im p re n sa Bíblica Brasileira Km - Símbolo de quilometro lit. - literal, literalmente.

LXX - Septuaginta (versão grega do AT) m - Símbolo de metro.

MSS - manuscritos NT - Novo Testamento

NVI - Nova Versão Internacional p - página.

ref. - referência; refs. - referências

ss. - e os seguintes (isto é, os versículos consecutivos de um capítulo até o seu final. Por exemplo: IP e 2.1ss, significa IP e 2.1-25).

séc. - século (s). v - versículo; vv -v e rsícu lo s. ver - veja

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SUMÁRIO

LIÇÃO | - o PREPARO DO OBREIRO PARA O MINISTÉRIO FRENTE ÀS

GERAÇÕES DO SEU TEM PO... 11

ATIVIDADES - LIÇÃO 1...41

LIÇÃO | | -O MINISTÉRIO NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO...43

ATIVIDADES-LIÇÃO || ... ... 81

LIÇÃO III - OS DESAFIOS DOS APÓSTOLOS, BISPOS/PRESBÍTEROS FRENTE À GERAÇÃO DA SUA ÉPO CA...83

ATIVIDADES-LIÇÃO III ... 118

LIÇÃO I V -O PREPARO DO OBREIRO... 119

ATIVIDADES - LIÇÃO IV ... 147

LIÇÃO V - O PREPARO DO OBREIRO (CONTINUAÇÃO)... 149

ATIVIDADES - LIÇÃO V ... 177

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Anotações:

(15)

O PREPARO DO OBREIRO PARA O

MINISTÉRIO FRENTE ÀS GERAÇÕES DE

SEU TEMPO

1)

Et im o lo g ia

E

Co n c e it o Da s Ex p r e s s õ e s Ob r e ir o

E

Min is t é r io

1.1) Sen tid o Am plo

A ) Ob r e ir o

<etA palavra obreiro provém da palavra "obra", por sua

vez apresenta três origens principais:

1 Ergon [épyo\/\\ denota, trabalho, ação, ato. Neste sentido, é

utilizada para exemplificar as ações humanas, quer sejam boas ou ruins (Mt 23.3; 26.10; Jo 3.20,21; Rm 1.7,5).

1 Práxis: denota a execução ou realização, ou a ação incompleta

em desenvolvimento.

i Poiesis: denota execução, fazer. B ) Min is t é r io

A palavra "ministério" pode ser utilizada como "substantivo" e "adjetivo", nas seguintes variantes:

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CETADEB / 0 Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

Na Bíblia o termo é identificado, também, como "ministério religioso e espiritual". (At 1.17,25; At 6.4; At 12.25, At 21.19; Rm 11.12)

No entanto, esta palavra aponta para todo o cargo - religioso ou secular, onde até os magistrados civis também são chamados de ministros de Deus. (Rm 13.4)

Assim, todo o tipo de serviço é considerado como um ministério na expressão "diakonid'. Por exemplo, em Lucas 12.37; Lucas 17.8 e João 12.2 o termo é utilizado em alusão ao serviço às mesas.

1 Leitorgia: ministério como exercício da fé prática, "serviço" de

alguém em favor de outras pessoas. (2Co 9.12, Fp 2.30)

Co m o Ad je t iv o:

1 Leitourgikos ministério como sendo "do ou pertencente ao

serviço". Esta palavra é a raiz da palavra portuguesa "liturgia".

1 Mesharet: ministério como alguém que assessorava pessoas de

alta categoria. Josué era ministro de Moisés (Ex 24.13 e Js 1.1).

1.2) Sen tid o Estrito

A ) Ob r e ir o

Considerando-se a aplicabilidade do termo no contexto religioso das Igrejas Evangélicas Brasileiras, em especial no contexto religioso da Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Brasil o termo obreiro denota a pessoa que se dedica a realizar alguma atividade eclesiástica dentro da Igreja.

Por mais que todos os que realizam a obra do Senhor possam ser considerados obreiros, em sentido estrito, considera-se "obreiro" aquele que dedica boa parte de seu tempo à Obra do Senhor, exercendo um cargo eclesiástico ou em vista de ser reconhecido como tal.

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Portanto, há obreiros que são diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores. Mas há obreiros que não tem o reconhecimento ministerial segundo a convenção de sua Congregação, contudo são reconhecidos pelo seu trabalho diferenciados se comparados com os demais membros da comunidade.

Em suma, o “obreiro" é identificado pelo trabalho desenvolvido no seio da Comunidade Cristã que pertence.

B) M in is té rio

1 Ministério é identificado com o trabalho. 1 Ministério: como dom - dotação especial.

1 Ministério: corpo deliberativo da igreja, os que tomam as decisões colegiadas ou presbitério.

1.3) Co n ceito Bíblico

A ) O b re iro

A expressão obreiro na Bíblia Sagrada é utilizada largamente, e pelo contexto em que a palavra é utilizada é possível se extrair um conceito Bíblico. Vejamos alguns textos onde o termo é usado:

a) Obreiros identificados como trabalhadores que se envolvem com

a Seara. "E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara" (Lc 10.2);

b) Obreiros identificados como trabalhadores que vivem do

trabalho, ou para o trabalho em dedicação especial e, às vezes

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CETADEB / O Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

c) Obreiros podem ser identificados pelo bom trabalho, mas

também pelo mal. "Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo" (2Co 11.13); "Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!" (Fp 3.2);

d) Obreiros na acepção bíblica devem se apresentar e ter a aprovação de Deus, o Dono da Obra. "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2Tm 2.15).

Portanto, pela aplicação Bíblica da palavra "obreiro" é possível elaborar um conceito bíblico: obreiro é aquela pessoa1 que se envolve no trabalho de tal forma que aplica dedicação especial e às vezes exclusiva à Obra do Senhor, sendo assim reconhecido pelo trabalho que executa (bom ou mal), contudo com responsabilidades perante o Senhor - o Dono da Obra"

B ) Min is t é r io

É um termo coletivo que aponta para vários oficiais e autoridades religiosas e civis no contexto bíblico. No grego e no hebraico possuem variantes que identificam ofícios específicos.

Portanto, não há um conceito bíblico específico identificando a palavra ministério unicamente com a obra a ser desenvolvida pelo obreiro, ou tal qual estudamos neste tópico, mas como se viu a utilização do termo é variado.

1.4) Co n ceito Po pu la r

No conceito popular "obreiro" é o que executa a obra e o "ministério" é a obra a ser executada.

Neste contexto, o tema deste estudo pode ser assim definido: "O preparo de quem executa (do obreiro) a obra (ministério) frente às gerações de sua época".

1 Observar que a Bíblia não discrimina o conceito de "obreiro" por sexo, idade ou raça.

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De s a f io s Da s Ge r a ç õ e s2

A questão inicial (primeiro questionamento) para o tema proposto - O preparo do obreiro para o ministério frente às gerações do seu tempo - é indagar se os desafios3 enfrentados por uma geração são, de fato, diferentes das gerações que lhe antecederam.

Neste momento o questionamento tem enfoque espiritual.

Será que os desafios (espirituais) enfrentados pela geração do final do século XX e início do século XXI são diferentes da geração que viveu no século XV?

Pela lógica, podemos antecipar a resposta para responder afirmativamente à pergunta, defendendo que existem desafios que são inerentes e característicos de uma determinada época.

Embora pareça lógica a resposta ao primeiro questionamento, faz-se necessário passar a questão pelo crivo da palavra de Deus, que é o único instrumento capaz de nos orientar numa resposta segura. (Pv 16.1)

Assim, em confronto com o que diz a Bíblia, será que os desafios que imaginamos e defendemos ser inerentes e característicos de uma época são, de fato e na essência, novos, em confronto com o que a Bíblia afirma que "não há nada de novo debaixo do sol. (Ec 1.9)

Vejamos o que diz o texto de Eclesiastes capítulo 1.1-10:

Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém. Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade

2 Exposição de motivos: porque incluir os desafios, em um estudo que trata do preparo dos obreiros? A razão desta inclusão é porque ninguém se prepara se não houver um desafio. (ICo 9:25)

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( I I ADI II / 0 Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

de va ida d es! Tudo é vaidade. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o so l se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tomam eles a correr. Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já nos séculos passados, que foram antes de nós."

Diante do texto bíblico acima, lançamos um segundo questionamento: se os desafios que propugnamos (propomos e consideramos) inerentes e característicos de uma determinada época são reais, ou meras desculpas de que uma geração enfrenta "maiores desafios" do que as outras?

Alguns propõem: "Na minha época as coisas eram mais difíceis"; e outros afirmam que "os dias atuais impõem maiores desafios que no tempo passado!".

Qual das duas afirmações está correta, se a Bíblia afirma que nada há de novo debaixo do sol?

Será que os desafios que entendemos como novos em nossa geração - época - já não foram enfrentados no passado? Ou, em via inversa, será que os desafios que existiam no passado, não podem ser enfrentados no tempo presente?

Apesar deste tópico objetivar e demonstrar que cada geração pode ser representada por um CICLO - o estudo sobre este tema é desenvolvido a seguir. Pela Palavra de Deus podemos propor que os desafios de todas as gerações que habitaram a terra foram desafios únicos, ou ocasionados por uma causa única: o PECADO.

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Abaixo podemos observar alguns "desafios" das gerações, que podem ser agravados pela ação do PECADO:

A ) O P e ca d o F o i A ch a d o EmSa ta n á s (Ez 28.15)

"Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti" (Ez 28.15).

No devido contexto, a profecia de Ezequiel contra o rei de Tiro contém uma referência velada a Satanás como o verdadeiro governante de Tiro e como o deus deste mundo (cf. 2Co 4.4; lJo 5.19).

O rei é descrito como um visitante que estava no jardim do Éden (v. 13), que fora um anjo, querubim ungido (v. 14), e uma criatura perfeita em todos os seus caminhos, até que nela se achou iniquidade (v. 15). Por causa do seu orgulho pecaminoso (v. 17), foi precipitado do monte de Deus (vv. 16,17; cf. Is 14.13-15).

B ) O P e ca d o N a N a tu re za H um ana (R m 7.7-24)

"Que diremos, pois? É a le i pecado? De modo nenhum ! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a le i não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado. E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu m orri; e o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou e, por ele, me matou. Assim, a le i é santa; e o mandamento, santo, justo e bom. Logo, tornou-se-me o bom em m orte? De modo nenhum ! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a m orte pelo bem, a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno. Porque bem sabemos

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que a le i é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que, agora, já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu se i que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o m al que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho, então, esta le i em mim: que, quando quero fazer o bem, o m al está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na le i de Deus. Mas vejo nos meus membros outra le i que batalha contra a le i do meu entendimento e me prende debaixo da le i do pecado que está nos meus membros. M iserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta m orte?"

Observemos o que o texto supra descreve:

a) Nos versículos 7-12, Paulo descreve o período de inocência do

indivíduo até chegar à "idade da responsabilidade". Ele "vive" (v. 9), i.e., sem culpa nem responsabilidade espiritual, até que deliberadamente peca contra a lei de Deus escrita externamente ou no seu coração (cf. 2.14,15; 7.7,9,11);

b) Nos versículos 13-20, Paulo retrata um estado de escravidão ao

pecado, porque a Lei, uma vez conhecida, traz

inconscientemente o pecado para a consciência e, assim, o indivíduo passa a ser realmente um transgressor. O pecado se torna seu senhor, embora ele se esforce para resistir-lhe;

c) Nos versículos 21-25, Paulo revela o desespero total da pessoa, à

medida que o conhecimento e o poder do pecado o reduzem à miséria.

d) As declarações de Paulo, "eu... vivia" (v. 9) e "o pecado... me

matou" (v. 11), apóiam a crença geral que a criança é inocente

20

(23)

até deliberadamente pecar contra a lei de Deus no coração (2.14,15). O ensino que diz que as criancinhas entram no mundo afetadas pela culpa do pecado e dignas da condenação eterna não se acha nas Escrituras.

e) Lembremo-nos de que Paulo, no capítulo 7, está analisando o estado da pessoa sem regeneração e sujeita à lei do Antigo Testamento, mas consciente da sua incapacidade de viver uma vida agradável a Deus (cf. v. 1). Ele descreve uma pessoa lutando sozinha contra o poder do pecado e demonstrando que não poderemos alcançar a justificação, a santidade, a bondade e a separação do mal mediante o nosso próprio esforço para resistir ao pecado e guardar a lei de Deus. O conflito do cristão, por outro lado, é bem diferente: é um conflito entre uma pessoa unida a Cristo e ao Espírito Santo, de um lado, contra o poder do pecado, de outro lado (cf. Gl 5.16-18).

f) Aqueles que tentam obedecer aos mandamentos de Deus sem a

graça salvífica de Cristo, descobrem que são incapazes de realizar as boas intenções do seu coração. Não são senhores de si mesmos; o mal e o pecado governam o seu ser. São escravos dessas coisas (vv. 15-21); presos "debaixo da lei do pecado" (v. 23). É somente para os que estão em Cristo, que Deus, juntamente com a tentação, "dará também o escape, para que a possais suportar" (ICo 10.13).

g) Muitos crentes sob a Lei do Antigo Testamento verificaram que, em si mesmos, tinham prazer na lei e nos mandamentos de Deus (cf. SI 119; Is 58.2). Entretanto, ao mesmo tempo, quando buscavam ajuda apenas da Lei, as paixões da carne neles imperavam (v. 23). Igualmente na igreja, hoje, pode haver os que reconhecem a justiça, a pureza e a excelência do evangelho de Cristo, no entanto, por não terem em si a experiência da graça regeneradora de Cristo, verificam que são escravos e prisioneiros do pecado. Quando tentamos viver livres do domínio do pecado e da imoralidade, todos os nossos esforços para isto são inúteis, a menos que sejamos realmente nascidos de novo, reconciliados com Deus, libertos do poder de Satanás e como novas criaturas

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em Cristo, vivendo uma vida renovada no Espírito Santo (Jo 3.3; Rm 8; 2Co 5.17).

h) A pessoa não convertida, em sua luta desigual com o pecado,

termina dominada, cativa (v. 23). O pecado vence e a pessoa vende-se ao pecado como escrava (v. 14). Miserável condição esta; quem poderá livrar-nos? A resposta é: "por Jesus Cristo, nosso Senhor" (v. 25). É Ele o único que pode nos libertar "da lei do pecado e da morte" (8.2).

C ) Qu em Co m e t e Pe c a d o É Se r v o Do Pe c a d o (Jo 8 .3 4 )

"Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado" (Jo 8.34).

O não-salvo é escravo do pecado (Jo 8.34; Rm 6.17-20). Escravizado pelo pecado e por Satanás, é forçado a viver segundo as concupiscências da carne e os desejos de Satanás (Ef 2.1-3). O verdadeiro crente, salvo em Cristo com a graça acompanhante do Espírito Santo que nele habita, é liberto do poder do pecado (Rm 6.17-22; 8.1-17).

Quando tentado a pecar, ele agora tem o poder de agir de conformidade com a vontade de Deus. Está livre para tornar-se servo de Deus e da justiça (Rm 6.18-22). A libertação da escravidão do pecado é um critério seguro para o crente professo testar e comprovar se a vida eterna habita nele com a sua graça regeneradora e santificadora.

Quem vive como escravo do pecado, ou nunca experimentou o renascimento espiritual pelo Espírito Santo, mas cedeu ao pecado e voltou à morte espiritual, a qual leva à escravidão do pecado (Rm 6.16,21,23; 8.12,13; lJo 3.15) é servo do pecado.

Os crentes, por sua vez, não estão livres da guerra espiritual contra o pecado. Durante nossa vida inteira, teremos de

(25)

lutar constantemente contra as pressões do mundo, da carne e do diabo (Gl 5.17; Ef 6.11,12). A plena liberdade da tentação e da atração do pecado terá lugar somente com a redenção completa, quando da nossa morte, ou na volta de Cristo para buscar os seus fiéis. O que Cristo nos oferece agora é o poder santificador da sua vida, mediante o qual aqueles que seguem o Espírito são libertos dos desejos e paixões da carne (Gl 5.16-24) e capacitados a viverem como santos e inculpáveis diante dEle, em amor (Ef 1.4).

D ) Pe c a d o É In iq u id a d e ( Ijo 3 .4 ; 5 .1 7 )

"Qualquer que com ete o pecado também comete iniquidade, porque o pecado é iniquidade" (lJo 3.4).

A Bíblia geralmente faz uma distinção entre tipos diferentes de pecados:

> Involuntários (Lv 4.2,13,22; 5.4-6; Nm 15.31) > Menos sérios (Mt 5.19)

> Voluntários (lJo 5.16,17) e

> Que levam à morte espiritual (lJo 5.16).

João enfatiza que há certos pecados que o crente nascido de novo não cometerá, porque nele permanece a vida eterna de Cristo (lJo 2.11,15,16; 3.6-8,10,14,15; 4.20; 5.2; 2Jo 9).

Esses pecados, por causa da sua gravidade e da sua origem no próprio espírito da pessoa, evidenciam uma rebelião resoluta da pessoa contra Deus, um afastamento de Cristo, um decair da graça e uma cessação da vida vital da salvação (Gl 5.4).

Exemplos de pecados nos quais há evidência clara de que a pessoa continua nos laços da iniquidade ou que caiu da graça e da vida eterna são:

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> 0 assassinato (v. 15; 2.11);

> A impureza ou imoralidade sexual (Rm 1.21-27; ICo 5; Ef 5.5; Ap 21.8);

> Abandonar a própria família (lTm 5.8);

> Fazer o próximo pecar (Mt 18.6-10) e a

> Crueldade (Mt 24.48-51).

Esses pecados abomináveis evidenciam uma total rejeição da honra devida a Deus, e da solicitude amorosa para com o próximo (lJo 2.9,10; 3.6-10; ICo 6.9-11; Gl 5.19-21; lT s 4.5; 2Tm 3.1-5; Hb 3.7-19). Por isso, quem disser: "O Espírito Santo habita em mim, tenho comunhão com Jesus Cristo e estou salvo por Ele", mas pratica tais pecados, engana a si mesmo e "é mentiroso, e nele não está a verdade" (lJo 2.4; cf. 1.6; 3.7,8).

O crente deve ter em mente que todos os pecados, até mesmo os menos graves, podem levar ao enfraquecimento da vida espiritual, à rejeição da direção do Espírito Santo e, daí, à morte espiritual (Rm 6.15-23; 8.5-13).

E )A C a rn eÉF ra ca (Mt26.41)

"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca " (M t 26.41).

O conflito espiritual interiormente no crente envolve a totalidade da sua pessoa. Este conflito resulta ou numa completa

submissão às más inclinações da "carne", o que significa voltar ao domínio do pecado; ou numa plena submissão à vontade do Espírito Santo, continuando o crente sob o senhorio de Cristo (Rm 8.4-14). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, visto que o crente por fim reinará com Cristo (Rm 7.7-25; 2Tm 2.12; Ap 12.11; Ef 6.11).

(27)

F) O P e ca d o A tin g iu Toda A H u m a n id a d e (R m 3 .2 3 ; Rm 5 .1 2 ; Rm 6 .1 3 ; Rm 8 .3 )

"Porque todos pecaram e destituídos estão da giória de Deus" (Rm 3.23).

■v Nos capítulos 1 a 3 de Romanos, Paulo demonstrou que todo mundo, seja gentio ou judeu, é escravo do pecado. Em Rm 3.9- 18, ele explica o porquê disso e ensina que todo ser humano tem uma natureza pecaminosa, que o instiga ao pecado e ao mal (ver Rm 3.10-18). Disso resulta que todos são culpados e estão sob a condenação divina (Rm 3.23).

A solução de Deus, para essa situação trágica, é oferecer perdão, ajuda, graça, justiça e salvação a todos, mediante a redenção que há em Cristo Jesus (Rm 3.21-26).

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Este versículo entre outros, expressa o exato conceito da

natureza humana. Todas as pessoas, no seu estado natural, são pecadoras.

A totalidade do seu ser é afetada negativamente pelo pecado, sendo também propensas a conformar-se com o mundo, quanto ao diabo (Mt 4.10), e quanto à natureza pecaminosa. Todos são culpados de desviar-se do caminho da piedade para o caminho do egoísmo.

G ) O Pe c a d o É Um a Re a l id a d e Pr ó x im a (Hb 1 2 .1 )

"Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta " (Hb 12.1).

Esta corrida é o teste da fé neste mundo, que dura a vida inteira (Hb 10.23,38; 12.25; 13.13).

(28)

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A corrida deve ser efetuada com "paciência" (gr. hupomone), ou seja, com perseverança e constância (cf. 10.36; Fp 3.12-14).

O caminho da vitória é o mesmo que o dos santos do capítulo 11 de Hebreus - esforçando-se para chegar até ao fim (Hb

6.11,12; 12.1-4; Lc 21.19; ICo 9.24,25; Fp 3.11-14; Ap 3.21).

Devemos deixar de lado os pecados que nos atrapalham ou que nos fazem ficar para trás (Hb 12.1) e fixarmos os olhos, nossas vidas e nossos corações em Jesus e no exemplo que Ele nos legou na terra, de obediência perseverante (Hb 12.1-4).

Devemos estar conscientes de que o maior perigo que nos confronta é a tentação de ceder ao pecado (Hb 12.1,4), de voltar àquela pátria de onde saímos (Hb 12.11,15; Tg 1.12), e de nos tornar, de novo, cidadãos do mundo (11.13; Tg 4.4; lJo 2.15; ver Hb 11.10).

Por outro lado, a BATALHA que todo obreiro, em qualquer época e local, tem que travar é ESPIRITUAL, e não carnal, motivo pelo qual o obreiro deve se vestir de toda a armadura de Deus (Ef. 6.12).

Portanto, estes são os maiores e constantes desafios para os quais o obreiro deve estar PREPARADO, pois o pecado e as forças do mal desafiam ao homem (e o obreiro) desde o Éden até os dias de hoje... Em que pese esta assertiva procuraremos demonstrar alguns desafios específicos do obreiro e do ministério

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a d a

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x io m á t ic o

Embora consideramos o pecado e a batalha espiritual como os maiores desafios e fontes geradoras de outros tantos desafios que fazem com que um OBREIRO se prepare para exercer o MINISTÉRIO, é inegável que cada Geração representa um ciclo, e suas alterações e influências devem ser notadas no exercício do ministério.

(29)

Para estudo do tema reputamos oportuno desenvolver algumas IDEIAS SECULARES sobre as mudanças que ocorrem de geração para geração, e ao final, a Análise Bíblica sobre o assunto.

Desta forma, nos deteremos aos principais ciclos

transformadores de uma geração: CULTURAL, SOCIAL E

AXIOMÁTICO4.

Vamos a alguns conceitos:

Cultura provém do latim e essencialmente significa cultivar o solo, cuidar.

Para nós é um termo com várias acepções, em diferentes níveis de profundidade e diferentes especificidades.

No aspecto que nós interessa mencionar, pode-se entender cultura como práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço/tempo. Refere-se a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e "preenchem" a sociedade.

É através da cultura que se explica e dá sentido a cosmologia social (maneira de ver o mundo pelo consenso geral), é a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período.

Do conceito do termo destacamos dois elementos essenciais:

ESPAÇO-TEM PO

Estes elementos indicam que a cultura de uma determinada geração pode divergir da outra, justamente pelo fator espaço e tempo.

4 Relativo aos axiomas (axioma - premissa considerada verdadeira sem necessidade de demonstração); evidente, manifesto; inquestionável, incontestável. Este tópico visa apenas uma visão geral e não tem a pretensão de esgotar um tema tão complexo e filosófico. Serve apenas de conhecimento geral sobre o assunto, na certeza que o interesse dos alunos é pelo estudo da Palavra de Deus.

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Muito mais que a mudança da cultura, o ESPAÇO E O

TEMPO determinam variações na sociedade e na forma das pessoas

encararem o mundo e as suas questões, sendo que isto se denomina vatoração ou axioma.

Diante disto é possível afirmar que:

No século passado no Brasil os elementos culturais, sociais e axiomáticos eram outros dos presenciados hoje. Até bem pouco tempo atrás (50 anos é pouco tempo!) era honroso para os homens o uso de chapéus, hoje, no entanto...

Os fatores culturais, sociais e axiomáticos influenciam a produção literária e artística, a formação das leis5, a política e a religião.

No entanto, diante do inegável ciclo que cada geração pode representar, para nós, ministros do Senhor, importa considerar que:

1 A Palavra de Deus não muda em razão ou por imposição das mudanças culturais. (Mt 24.35; Is 55.11; SI 89.34)

1 O Padrão Bíblico para o exercício do ministério não muda em razão ou por imposição das mudanças culturais: Princípio "TU PORÉM..."6 (2Tm 3.1-17)

"Sabe, porém, isto: que nos úitimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de s i mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

5 Certos atos eram considerados crimes no passado, e hoje já são considerados como normais.

6 Na linha de raciocínio proposta, a utilização do versículo de 2Timóteo procura enfatizar que mesmo que as gerações mudem com seus ciclos (culturais, sociais e axiomáticos - e outros), o ministro mantém um padrão inalterável segundo a palavra de Deus.

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Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas m ulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jam bres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto a fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles. Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, Perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me Hvrou; E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e enganadores irão de m al para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua m eninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitam ente instruído para toda a boa obra. "

0 texto acima revela que há outro grande desafio para o obreiro, e para todo o cristão, que é preservar o padrão bíblico:

a) Num mundo assoberbado e agitado (v.l).

b) Numa época de sentimentos humanos e egoístas (v.2).

c) Quando os valores morais são substituídos por valores irracionais

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d) Entre pessoas más (v.4).

e) Num ambiente carnalizado (v.4) - “amigos dos d e le ite i. f) Em meio à impiedade e corrupção religiosa (v.5).

g) Num ambiente de perversão moral e sexual (v.6).

h) Num ambiente de ignorância e mentira (v.7 e 8).

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o n t e x t o

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P

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o d e r n id a d e

1.1) Ca r a c ter iza n d o a Pó s-Mo d er n id a d e

Estamos vivendo um momento novo na história. Costuma-se dizer que a Idade Contemporânea começou em 1789, com a Revolução Francesa. Sociólogos, filósofos e antropólogos têm declarado que a Idade Contemporânea acabou e que entramos em uma nova Idade, a Pós-Moderna.

Está acontecendo uma revolução enorme na maneira de ver o mundo, e isto tem muito a ver com a igreja. Em 1789, o lluminismo entronizou a Razão como deusa dos homens.

Entramos no período da razão, uma razão, uma época racionalista e científica. Na Catedral de Notre Dame, símbolo maior do cristianismo, na França, uma estátua simbolizando a Deusa Razão foi instalada.

O cristianismo foi mostrado como sendo apenas uma relíquia cultural. Nos anos sessenta e setenta, vimos, muitas vezes, ataques contundentes ao evangelho e à religião, em nome da ciência e da lógica.

A religião era considerada como um absurdo. A razão humana era suficiente para explicar o mundo. Tomando o lugar de Deus no ideário humano ela poderia nos ajudar a resolver todos os

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nossos problemas. Nós nos bastávamos. Esta autossuficiência marcou a modernidade.

Segundo Oden, um intelectual cristão, "a era moderna

durou exatamente 200 anos - da queda da Bastilha em 1789 à queda do Muro de Berlim em 1989'. Mas em 1989 o mundo foi

sacudido de maneira como poucas vezes o fora anteriormente. Caiu o muro de Berlim. As pessoas entenderam que não era apenas um evento, mas uma nova era na história da humanidade. Foi o início do fim do comunismo, o início da agonia do MATERIALISMO.

1.2) Pó s-Mo d e r n id a d e, Ma is um Mo d is m o?

"É mais um rótulo", dirá alguém. Não é. É uma atitude cultural assumida por um grupo cada vez maior de pessoas, nas mais diversas áreas da vida humana. É uma mudança de hábitos que está a sepultar aqueles que conhecemos e o que praticamos.

Um conjunto novo de valores na música, na literatura, na arte, nos filmes, nas novelas, no modo de vestir e no trato com as pessoas. Está aí e nós o vivenciamos. Tanto que há certo tipo de pregação evangélica que já se amoldou a ela.

1.3) Defin ição

A pós-modernidade:

a) É uma atitude intelectual que apregoa uma série de expressões

culturais que negam os ideais, princípios e calores que constituem o suporte da cultura ocidental moderna.

b) É uma época que está emergindo, substituindo aquela em que

estamos inseridos, moldando cada vez mais nossa sociedade.

c) É uma rejeição dos valores nos quais nós, ministros, fomos

criados, valores esses que moldam nossa vida e se constituem no pano de fundo de nossa visão do mundo.

d) Ferreira dos Santos assim a definiu, chamando-a de pós-

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ocorridas nas ciências> nas artes e nas sociedades avançadas desde 1950, quando p o r convenção, se encerra o modernismo (1900-1950]’.

e) É a condição sócio-cultural e estética imposta pelo capitalismo contemporâneo, também denominado pós- industrial ou

financeiro.

Desde a década de 1980, desenvolve-se um processo de construção de uma cultura com abrangência global. Não apenas a cultura de massa, já desenvolvida e consolidada desde meados do século XX, mas um verdadeiro sistema-mundo cultural que acompanha o sistema-mundo político-econômico resultante da globalização.

A Pós-Modernidade, que é o aspecto cultural da sociedade pós-industrial, inscreve-se neste contexto como conjunto de valores que norteiam a produção cultural subsequente. Entre estes elementos da pós-modernidade podemos citar:

S A M u ltip licid ad e: permite-se a multiplicidade social e cultural. Embora a tolerância e a igualdade sejam padrões excelentes a serem exercitados, na visão pós-moderna "as culturas são

perm itida5" e as "pessoas são declaradas ig u a if, não

importando os valores que defendam.

Sob este viés, para alguns os padrões de comportamento indicados pela Bíblia ofendem a multiplicidade, pois criam um padrão único de comportamento.

S A Fragm en tação : No modelo pós-moderno de produção, que privilegia serviços e informação sobre a produção material, a

Comunicação e a Indústria -Cultural ganham papéis

fundamentais na difusão de valores e ideias do novo sistema. Vive-se, portanto, na Era da Informação. Nunca na história da humanidade a informação foi tão acessível, a ponto do conhecimento ser espantoso.

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A Bíblia esclarece que os últimos dias seriam marcados com o avanço da ciência e do conhecimento7, mas também recomenda que ninguém deva saber mais do que convém... Neste tópico cabe uma reflexão sobre quando o

conhecimento (secular, e até teológico) prejudica o

relacionamento do homem com Deus (2Tm 2.23 e Ec 1.17-18)

■/ A D esreferencializacão: ausência de referência para o mundo e ações.

Por exemplo, não se tem como referência alguém que realizou um grande movimento social ou espiritual (como no século passado com os diversos Heróis da Fé), mas a referência pós-moderna é, por exemplo, alguém que possa vender produtos. É por estes motivos que um "jogador de

futebol', torna-se uma referência, pois sua imagem é oportuna

para que referida indústria venda seus produtos. Se a referida "referência" deixar de "vender" produtos, substitui-se a referência por outra.

Esta prática conflita com a Bíblia que indica

referências piedosas primeiramente em Cristo (ICo 11.1 e ICo

4.16) e em muitos homens (Hb 11.17-40).

■S A Entropia: que com a aceitação de todos os estilos e estéticas, pretende a inclusão de todas as culturas com o m ercados consum idores.

Opera-se uma abertura e aceitação para todas as culturas práticas. Tudo é permitido! Tudo é liberado!

É pregado o liberalismo social: não importa no que você crê e o que você faz (pois isto lhe será respeitado), desde que você esteja inserido no contexto do consumo (IC o 6.12; 10.23)

7 A pós-modernidade se fundamenta em 04 revoluções: científicas, política, cultural e a técnica.

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S R e lativizacão D os V a lo re s M o ra is: é a inversão do “ser" (não mais importa "ser"), e sim o "ter". (Lc 12.20)

Enfim, a pós-modernidade representa um ciclo que vai muito além dos limites da economia e comércio, pois influência a música, a literatura, as artes, os relacionamentos e até mesmo a religião.

Estamos vivendo uma nova fase no pensamento da humanidade. Na realidade, é uma revolução cultural que vem se processando, e que afeta todos os níveis da nossa vida.

As coisas estão mudando com muita rapidez e muitos de nós não as enxergamos. Nossa visão é micro, centrando-se em pequenos detalhes, quando precisa ser macro, vendo o global.

Com esta visão macro poderemos perceber que por influência da pós-modernidade valores educacionais, sociais, políticos, morais e religiosos estão sendo contestados e outros estão sendo propostos para seu lugar.

Por influência da pós-modernidade não é sem motivos que muitas igrejas estão "deixando o povo fazer o que bem entendem" desde que se tornem fieis consumidores de seus produtos!

O tema é instigante, contudo o limite do tema em estudo não permite maiores comentários, bastando apenas os sucintos comentários como visão geral do contexto que vivemos atualmente, e DE COMO O OBREIRO DEVE ESTAR ATENTO - E

PREPARADO - para a realidade da pós-modernidade.

Não obstante os diversos conceitos sobre o momento cultural em que vivemos, O QUE NOS INTERESSA é a análise do enfoque e conceito BÍBLICO sobre o atual momento em nossa sociedade.

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1.4) Mo m e n t o Cu lt u r a l At u a l - Er a Do s Dir e it o s Hu m a n o s- Ig r e ja De La o d ic é ia (Ap3.14-19)

"E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vom itar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim com pres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende- te".

Conforme o versículo 14 aquele que envia a carta à Laodicéia se identifica como o Amém. Isaías 65.16 fala do "Deus do Amém", isto é, "o Deus da verdade". Como designação pessoal, refere-se a quem é perfeitamente fidedigno ou fiel, em quem todas as promessas de Deus são Nele sim (2Co 2.20), e testemunha fiel e verdadeira. E ainda como soberano v.14. A palavra grega pode significar primeiro no tempo ("princípio") ou primeiro em categoria ("soberano").

Laodicéia, próxima à atual Denizli. Nos tempos romanos, era a cidade mais rica da Frigia, amplamente conhecida por seus estabelecimentos bancários, sua escola de medicina e sua indústria têxtil. Sua fraqueza principal era a falta de bons suprimentos de água. Cada uma dessas características é refletida na carta.

Laodicéia ficava no entroncamento de três estradas que atravessavam a Ásia Menor. De modo natural, ela se tornou um grande centro comercial e administrativo. Três fatos que se

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conhecem acerca da cidade, lançam luz sobre esta carta: era um centro bancário de fabulosas reservas financeiras; as indústrias principais eram de tecidos e tapetes de lã; possuía também uma faculdade de medicina. A igreja não era acusada de imoralidade, nem de idolatria, nem tão pouco de franca apostasia (perseguição era desconhecida em Laodicéia).

A terrível condenação que se pronunciava sobre ela era devido ao orgulho e autossatisfação do elemento pagão dentro da igreja de sorte que sua comunhão com Cristo se enfraqueceu tragicamente. A severa descrição da sua condição espiritual (v.17) e a admoestação ao arrependimento (v.18), são apresentados em termos das três ocupações da cidade.

Na qualidade de "o Amém" (v.14), Jesus é a encarnação da verdade e fidelidade de Deus (ver Is 65.16); o uso cristão do Amém acrescenta a ideia de que Ele também é cumpridor fiel dos propósitos declarados de Deus. Nesta designação achamos um contraste singular com a infidelidade dos Laodicenses.

Semelhantemente o título, "o princípio da criação de Deus" (v.14), exalta a Cristo como Criador acima das pequeninas criaturas orgulhosas que se gabam da sua autossuficiência. No v.16, se encontra uma censura sem igual no Novo Testamento, como expressão do aborrecimento de Cristo.

A referência prende-se ao último juízo (cf. Lc 13.25-28). Os vers. 17 e 18 formulam uma só afirmação: Pois dizes: ... Aconselho-te que compres... A pretensão dos laodicenses não é apenas que eles de nada carecem, mas que a sua riqueza, tanto moral como material se deve completamente aos seus próprios esforços. Revela-se a sua verdadeira condição de pobreza, apesar de possuir dinheiro; de nudez, a despeito da sua abundância de vestidos; de cegueira, embora haja nela muitos médicos. Esta igreja, portanto é a única de todas as sete, a ser chamada de miserável.

O seu recurso é "comprar" (cf. Is 55.1) de Cristo o ouro fino de um espírito regenerado, de pureza de coração, que possa levá-la à glória da ressurreição (Ap. 7.13-14) e da graça pela qual

(39)

possa apropriar as realidades espirituais (cf. ICo 3 e 2Co 4).

A condição repugnante dos Laodicenses não extinguiu o amor de Cristo para com eles; a escorchante censura não é senão a expressão do seu profundo afeto que os possa levar ao arrependimento.

O gracioso convite que se segue dirige-se, não à igreja coletivamente (que exigiria "se ouvirdes" a minha voz), mas a cada membro individualmente. Cristo deseja participar com eles mesmos nas atividades mais comuns da vida.

Coincidente com o alto privilégio que se oferece a estes cristãos quase apóstatas é a promessa que transcende às que foram aplicadas às outras igrejas.

Assim como o crente pede a Cristo que compartilhe consigo tudo quanto tem vida transitória, de igual modo, o Senhor o convida, se ele permanecer até o fim, a compartilhar o trono dos séculos vindouros dado pelo Pai.

O cumprimento da promessa do reino milenar é descrito em Ap 20.4-6, e do reino eterno da nova Jerusalém em 22.5.

De tudo o que foi dito supra, resume-se: a Igreja de Laodicéia extinguiu o Espírito de Cristo. A extinção do Espírito Santo leva a igreja à mornidão espiritual (Ap 3.14-22).

O fogo é o grande agente purificador natural, assim como o Espírito Santo é o grande agente purificador divino. Sendo assim, caro leitor, arrume bem a lenha (ponha ordem na vida; coloque a "lenha" em ordem); limpe o local do fogo (tire de sua vida "cinza", "areia", "água", "coisas estranhas", como as doutrinas falsas); areje o fogo (sem ar fresco, bom, o fogo se apaga); alimente o fogo (com lenha boa [Pv 26.20], combustível bom, o que é caro; o fogo é sempre bom; a lenha pode ser ruim); e mantenha o equilíbrio do fogo — isso requer "acendedores" e "apagadores" de "ouro puro" (Ex 25.38; 37.23), a não ser que queiras ser um laodicense.

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CETADEB / O Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

1.5) Um Vislu m b r e Pa r a o Fu t u r o: Ca o s Ou Et e r n id a d e? (2Tm 3.13-17)

Diante de tudo o que se expôs o futuro será um caos? Nosso futuro será um caos? Não existirão mais obreiros como antigamente? Se os decanos sucumbirem à morte, os novos obreiros serão engolidos pelas suas gerações?

É evidente que não, pois o Deus que sustém a igreja (Mt 16.18) e o ministério, também sustém os seus obreiros (Jr 3.15).

Na orientação de Paulo a Timóteo, há uma referência da "geração" que ambos viviam, e a esperança que o ministro fiel não será corrompido por ela (2Tm 3.13-17).

"Mas os homens maus e enganadores irão de m ai para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, perm anece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitam ente instruído para toda a boa."

A

s p e c t o s

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m u t á v e is e

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íb l ic o s

N

o

M

in is t é r io

F

u n d a m e n t o s

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o

M

in is t é r io

1.1) Sa n tid a d e

Fomos escolhidos não meramente para sermos salvos e sim para sermos santos (Ef 1.4). O padrão de Santidade é imutável e irrenunciável para o Ministro. Contudo, a santidade é o resultado —

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e não o fundamento — dessa escolha feita por Deus.

Refere-se tanto à santidade outorgada ao crente por meio de Cristo quanto à santificação do crente (ICo 1.2).

1.2) Bu sca Da Per feiç ã o Em Cristo

Fomos chamados não apenas para ter a Deus como Pai, e sim para sermos perfeitos como Ele é (Mateus 5.48 ("fe/e/ds" = maduros completos).

Cristo estabelece o ideal sublime do amor perfeito (cf. v. 43-47) — mas nem por isso conseguimos alcançá-lo totalmente nesta vida. Ele não deixa, porém, de ser o elevado padrão de Deus para nós.

1.3) Mo d elo Da Est a t u r a De Cr is t o: O Pa d r ã o De

Refer ên c ia Do Min istério - Cristo - É Im u tá v el

O importante não é exercer o ministério, mas chegar à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4.13-15). "À medida da estatura" não a maturidade da convicção doutrinária que acaba de ser mencionada, nem a maturidade que encerra a capacidade de termos bons relacionamentos (cf. v. 2,3), mas a maturidade do caráter perfeitamente equilibrado de Cristo.

1

.

4

)

Qualidade

Deus não quer apenas quantidade e sim qualidade. A igreja deve ser edificada (construída) com ouro, prata e pedras preciosas, e não com madeira, feno e palha (ICo 3.12).

O ministério que serve à igreja não pode prescindir de ser formado com os mesmos elementos que moldam a Igreja. Neste tópico é possível exemplificar ministérios que se fundamentem na madeira, feno e palha e outros em ouro, prata e pedras preciosas.

"Maldito aqueie que fizer a obra do SENHOR reiaxadamente" (Jr 48.10)

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CETADEB / 0 Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

O aspecto qualidade se sobrepõe ao aspecto

quantidade. O obreiro não é avaliado pelo Dono da Obra pela

quantidade de seu ministério, mas sim pela qualidade (Mt 25.21,23).

1.5) Ob je t iv o Do Min is t é r io

O objetivo do ministério de salvar almas, e apresentar o homem perfeito em Cristo é imutável (Cl 1.28). Apesar dos descalabros evangélicos que tentam ofuscar o brilho do ministério cristão, esse, uma vez desenvolvido em conformidade com a Palavra de Deus, continua sendo glorioso. Paulo escreveu a Timóteo, jovem pastor de Éfeso, ressaltando a sublimidade do ministério (lTm 3.1).

O Apóstolo dos gentios é um grande exemplo de alguém que desenvolveu o ministério cristão com a dignidade e a sinceridade que lhe é devida. A glória do ministério cristão está na simplicidade e sinceridade com que se prega o evangelho e na salvação e edificação dos fiéis.

1.6) Hu m ild a d e E Se r v iç o

O obreiro não se serve do ministério, mas serve o ministério (Fp 2.2-10). Se o obreiro corromper este fundamento estará corrompendo o próprio ministério. O obreiro deve ser humilde e servir (Ministério da "Ordem da Toaihd' - Jo 13.4,5).

Espera-se que um obreiro cristão seja a representação viva da pessoa, vida e ações de Cristo no mundo.

Só para lembrar, a vida e os atos de Jesus Cristo foram um legado de amor, justiça, compaixão, perdão, humildade e um compromisso com o serviço dedicado a Deus em favor dos homens e do mundo.

Sem estes, de fato todo o cristianismo perde todo o seu sentido e a morte do jovem Cristo não teria passado de mais uma fatalidade humana na casa de José e Maria.

(43)

A

t iv id a d e s

- L

iç ã o

I

• Marque "C" para Certo e "E" para Errado:

1 ) Q A palavra obreiro provém da palavra "obra", Ergon (épyov): denota, trabalho, ação, ato.

2 ) 1 3 M esharet é ministério como alguém que assessorava pessoas de alta categoria.

3 ) Q

Obreiros são identificados como trabalhadores que vivem do trabalho, ou para o trabalho em dedicação especial e, às vezes exclusiva.

4 ) Q Nos capítulos 1 a 3 de Gálatas, Paulo dem onstrou que todo mundo, seja gentio ou judeu, é escravo do pecado. 5 )[k ) Devem os deixar de lado os p eca d os que nos atrapalham

ou que nos fazem ficar para trás (Hb 12.1) e fixarm os os olhos, nossas vidas e nossos corações em Jesus.

6) A Palavra de Deus não muda em razão ou por im posição das mudanças culturais.

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CETADEB / 0 Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

Anotações:

(45)

© O

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CETADEB / O Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

(47)

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in ist ér io

N

o

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2 ) Min is t é r io Sa c e r d o t a l

A) De f in iç ã o Ge n é r ic a De Sa c e r d o t e

Um ministro autorizado de uma deidade, que, em nome de um povo oficia ao altar e em outros ritos, agindo como mediador entre a deidade e o homem.

B) De f in iç ã o Co m Ba s e No s Ele m e n t o s Bíb l ic o s:

"Um oficial escolhido, ou um príncipe, habilitado por Deus, para se aproximar de Deus para ministrar em favor do povo. Ele é responsável por oferecer os sacrifícios divinamente ordenados, para executar os diferentes ritos e cerimônias referentes a adoração a Deus, e por ser um mediador entre Deus e o homem".

Jesus Cristo é o perfeito Sacerdote, mediador de uma nova aliança (SI 110.4; Hb 5.6; 5.10; 7.17).

C) In s t it u iç ã o Do Sa c e r d ó c io

S Sacerdócio da Ordem de Melquisedeque (Gn 14.17-18).

S Sacerdócio da Ordem de Arão (Ex 28.1).

"Depois tu farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus fiihos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe, e Abiu, E/eazar e Itamar, os filhos de Arão" (Gn 28.1).

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CETADEB / 0 Preparo do Obreiro Para o Ministério Frente às Gerações do seu Tempo

2 .1 ) Po s iç ã o Do Sa c e r d o t e Na So c ie d a d e

Os Sacerdotes exerciam uma função diferenciada perante a sociedade de sua época, pois o próprio Deus os considerava "principais" sobre o povo (Lv 21.4).

Neste contexto, as questões sociais eram trazidas aos sacerdotes, que gozavam de ilibada consideração social.

A posição social do sacerdote no Antigo Testamento contrasta com a posição social dos obreiros nos dias atuais. Por conta de "falsos obreiros" o exercício do ministério tem sido banalizado, e a função vem perdendo a relevância. Atualmente os designativos de um obreiro estão sendo banalizados, pois alguns já não se contentam em serem designados "pastores"e avocam para si o direito de serem reconhecidos com outras titularidades, quando não percebem que estão perdendo a relevância social.

Corre-se o risco, portanto, do obreiro ter importância tão somente no ambiente que concerne à Igreja e as prédicas (pregações) no púlpito, enquanto deixa de ser consultado no que concerne as demais questões.

Valo-me de uma experiência pastoral de 40 anos, e sinto-me gratificado quando um membro, ou obreiro da Igreja me procura para um conselho a respeito, por exemplo, da realização de um negócio (a compra de um imóvel ou carro) ou mesmo o desenvolvimento profissional.

Entendendo que o obreiro de Cristo exerce a função mais digna de honra entre os homens, e que pela Palavra de Deus e orientação do Espírito Santo tem condições de auxiliar a todos que lhe procuram na busca de orientações sábias e prudentes.

Lamentavelmente, no entanto, a função tem sido banalizada, pois um sem número de "obreiros" tem sido separados, sem a necessária verificação quanto ao chamado, vocação e preparação mínima ao ministério.

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Em que pese estes lamentáveis fatos, a Bíblia recomenda que o obreiro no contexto social deve ter duplicada honra (lTm 5.17) e esta honra dupla, se refere a HONRA PERANTE DEUS e a HONRA PERANTE OS HOMENS.

Realmente, constitui-se um desafio para todos nós conquistar a posição social (e esta difere da espiritual) que Deus deseja que todo o obreiro Seu goze no seio da comunidade (quer da Igreja ou de fora dela).

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L im ite s D o S a c e rd ó c io

A ) Lim it e s Es p ir it u a is

S O Ministério exercido não era pleno e perfeito.

O exercício do ministério apenas cobria pecados (Hb 10.4).

O sacerdote tinha que se conformar que o ofício era precário e provisório, pois necessitava ser renovado periodicamente. Este desafio creio eu, podia causar certa frustração ao sacerdote que costumeiramente tinha que repetir o ato.

Os limites espirituais eram exemplificados por símbolos físicos: o véu, o Santo-dos-Santos, a arca (que não poderia ser tocada) etc.

B) Lim it e s Ma t e r ia is

a) Herança pré-definida e limitada (Ex 18.20; Nm 35.7; Js 21.41)

Diferentemente dos Israelitas comuns, os

sacerdotes receberam de Deus uma herança que foi predefinida e limitada. Assim, enquanto seus irmãos podiam receber uma herança e com a força do trabalho aumentar seu patrimônio, os sacerdotes tinham uma herança delimitada por Deus, que não seria aumentada.

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