Prova: SES-DF - ENFERMEIRO DE FAMÍLIA E COMUNIDADE (602) Prova tipo “A”
Aplicada no dia 17 de junho de 2018, às 8 horas Banca: IADES
Professora: Poly Aparecida
Questões comentadas: 27, 28, 29, 39 e 42
Comentários
QUESTÃO 27
A sequência dinâmica e sistematizada de ações necessárias e suficientes para a construção, o desempenho e a validação do trabalho da equipe de enfermagem, agregando intervenções específicas, ações complementares e interdependentes do conjunto multiprofissional, desenvolvidas em contextos institucionais peculiares, é o conceito vigente no âmbito das exigências de trabalho em enfermagem para a (o) a) dimensão gerencial em enfermagem.
b) coordenação do processo de cuidar. c) processo de enfermagem.
d) mercado em saúde simbólico.
e) transformação e a expansão em enfermagem.
COMENTÁRIO:
Infelizmente a banca utilizou duas referências de 1996 e 1997, não considerando as atuais referências relacionadas ao processo de enfermagem e suas atualizações. Esse é um conceito de Lunardi Filho WD de 1997 descrito em sua dissertação de mestrado baseado também nos escritos de IDE, C.A.C.; CHAVES, E.C de 1996.
A própria referência de IDE em 2001 descreve em seu livro “Ensinando e Aprendendo um Novo Estilo Cuidar que a competência pela capacidade de coordenar o processo de
cuidar teria por instrumentos: "a sistematização do cuidar, a mediação das relações profissionais e a representação da sua equipe junto às esferas de gestão, interface com o processo de trabalho administrar"
De qualquer forma o Conselho Regional de enfermagem lançou em 2015 um guia para a prática sobre o processo de enfermagem e nele há descrito da seguinte forma: O processo de trabalho em saúde é constituído por todos os elementos apresentados e por vários processos de trabalho. Assim, a Enfermagem, ao executar seu trabalho, o faz de forma concomitante. Para visualização e discussão didática, segundo Sanna (2007), pode ser classificado em:
• Processo de trabalho Assistir • Processo de trabalho Administrar • Processo de trabalho Ensinar • Processo de trabalho Pesquisar
• Processo de trabalho Participar Politicamente
Com estes conceitos e reflexões sobre trabalho em saúde e em enfermagem, fica possível considerar a relevância da utilização do PE como ferramenta metodológica para a atuação do enfermeiro. Segue-se com a explanação e destaca-se a Coordenação do Processo de Cuidar, tendo o PE como uma ferramenta sistematizada para o cuidar. Segundo Ide (1999), o conceito de coordenação do processo de cuidar apresenta--se como: a sequência dinâmica e sistematizada de ações necessárias e suficientes para a construção, desempenho e validação do trabalho da equipe de enfermagem, agregando intervenções específicas (cuidar dual), ações complementares e interdependentes do conjunto multiprofissional (assistir-cuidar) desenvolvidas em contextos institucionais peculiares
Portanto, apesar de ser uma questão muito maliciosa, o gabarito é a letra B. Gabarito: letra B
QUESTÃO 28
Para estabelecer os resultados esperados para cada diagnóstico de enfermagem selecionado para o plano de cuidados, o enfermeiro poderá utilizar algum sistema de linguagem padronizada. Nesse meio, a Classificação de Resultados de Enfermagem (NOC) é a mais utilizada, embora ainda de maneira incipiente. Acerca desse tema, é correto afirmar que a seleção dos resultados esperados deve levar em consideração o quanto são
a) disponíveis às intervenções de enfermagem, mensuráveis e condicionados. b) tangíveis às intervenções de enfermagem, condicionados e atingíveis. c) tangíveis às intervenções de enfermagem, mensuráveis e disponíveis. d) sensíveis às intervenções de enfermagem, disponíveis e tangíveis. e) sensíveis às intervenções de enfermagem, mensuráveis e atingíveis.
COMENTÁRIO:
Na página 49 da mesma referência da questão acima (Guia prático do Processo de enfermagem do COREN-SP) temos a seguinte descrição:
De acordo com a Classificação de Resultados de Enfermagem (NOC) a seleção dos resultados esperados deve levar em conta o quanto são sensíveis às intervenções de enfermagem, mensuráveis e atingíveis. Selecionar um resultado sensível às intervenções de enfermagem é importante porque, por meio dele, poderá ser demonstrada a contribuição específica da enfermagem no cuidado às pessoas. Para ser mensurável, o resultado deve conter indicadores que possam ser ouvidos ou vistos, assim será possível verificar o estado atual do indivíduo, da família ou da comunidade e planejar o estado que se quer atingir, que pode variar desde a manutenção do estado atual até a resolução do problema. Por fim, um resultado esperado é passível de ser atingido se houver tempo suficiente para tal, se a pessoa sob cuidado concordar com o resultado selecionado e de suas condições para atingi-lo.
Quanto o assunto é SAE e PE a banca IADES não aprofundou nas principais referências e atualizações, ela copiou na íntegra do Guia prático do COREN-SP.
Gabarito: Letra E
QUESTÃO 29
Segundo a Resolução Cofen no 543/2017, com relação às horas de enfermagem por paciente em um período de 24 horas, para cuidados semi-intensivos, por paciente, são indicadas a) 4 horas. b) 6 horas. c) 10 horas. d) 14 horas. e) 18 horas. COMENTÁRIO:
Essa foi muito fácil. Bastava apenas ter lido e gravado a Resolução 543/2017. para cuidados semi-intensivos, por paciente é necessário 10 às horas de enfermagem por paciente em um período de 24 horas
Gabarito: Letra C
QUESTÃO 39
Os materiais em unidades hospitalares usualmente são classificados segundo a duração, e são agrupados em materiais de consumo e permanentes. No que concerne aos materiais de consumo, assinale a alternativa correta.
b) São exemplos desses materiais esparadrapos, extensões para oxigênio, inaladores e seringas.
c) Apresentam um tempo útil de vida igual ou superior a dois anos. d) Constituem o patrimônio da instituição.
e) Consistem em exemplos mobiliários, equipamentos e instrumentais.
COMENTÁRIO:
Essa também foi uma questão considera “fácil” cobrando apenas o conceito dois tipos de materiais: de consumo e permanente. Vejamos como trata a Lei 4.320/64:
Art. 15. Na Lei de Orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos.
§ 2º Para efeito de classificação da despesa, considera-se material permanente o de duração superior a dois anos. Como exemplo podemos ter o patrimônio da instituição, mobiliários, equipamentos e instrumentais.
Agora, recorrendo ao Manual de Despesa Nacional, 1ª edição, em seu capítulo 9 trata de alguns procedimentos específicos e neles encontramos justamente algumas orientações sobre como proceder à devida classificação entre material permanente x material de consumo. Buscando então facilitar o discernimento, o manual sugere a análise dos seguintes critérios para materiais de consumo:
Critério da Durabilidade – Se em uso normal perde ou tem reduzidas as suas condições de funcionamento, no prazo máximo de dois anos;
Critério da Fragilidade – Se sua estrutura for quebradiça, deformável ou danificável, caracterizando sua irrecuperabilidade e perda de sua identidade ou funcionalidade; Critério da Perecibilidade – Se está sujeito a modificações (químicas ou físicas) ou se deteriore ou perca sua característica pelo uso normal;
Critério da Incorporabilidade – Se está destinado à incorporação a outro bem, e não pode ser retirado sem prejuízo das características do principal. Se com a incorporação
houver alterações significativas das funcionalidades do bem principal e/ou do seu valor monetário, será considerado permanente; e
Critério da Transformabilidade – Se foi adquirido para fim de transformação.
Critério da Finalidade – Se o material foi adquirido para consumo imediato ou para distribuição gratuita.
Assim, normalmente os equipamentos de processamento de dados devem ser contabilizados como material permanente, na natureza de despesa. Na contabilização de peças de reposição, imediata ou para estoque, deve ser considerada a natureza– material de consumo, tendo, portanto, como exemplos desses materiais esparadrapos, extensões para oxigênio, inaladores e seringas.
Gabarito: Letra B
QUESTÃO 42
Apesar dos valores considerados plaquetopenia represente as plaquetas abaixo de 150.000, para critérios de trombocitopenia na febre hemorrágica da dengue de acordo com o manual do Ministério da Saúde de “Manejo Clínico da Dengue” é considerado o valor de 100.000 para trombocitopenia.
Polyanne Aparecida
Enfermeira graduada pela Universidade de Brasília (UnB), atual Doutoranda pela Universidade de Brasília (UnB) na linha de Processo de cuidar, Mestre pela Universidade de São Paulo (USP) na linha de Gestão em Serviços de Saúde. Tese de mestrado apresentada na XXIII Conferência Internacional da Federação Européia de Informática médica (MIE-2011) em Oslo- Noruega. Atuou como enfermeira no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo, e por 5 anos na Pediatria da Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação. Foi concursada como enfermeira na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH/HUB) e atualmente é docente e Coordenadora de Curso de Graduação em Enfermagem e Técnico de enfermagem em Brasília-DF.