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Código
do
Registo Civil
(Não dispensa a consulta do Diário da República)
Índice
NOTAS: ... 16
DECRETO-LEI Nº 131/95, de 6 de Junho ... 17
Artigo 1º ... 19
Aprovação do Código do Registo Civil ... 19
Artigo 2º ... 19 Delegações e postos ... 19 Artigo 3º ... 19 Entrada em vigor ... 19 Artigo 4º ... 19 Norma revogatória ... 19
CÓDIGO DO REGISTO CIVIL ... 20
TÍTULO I... 20
Disposições gerais ... 20
CAPÍTULO I ... 20
Objecto e valor do registo civil ... 20
Artigo 1º ... 20
Objecto e obrigatoriedade do registo ... 20
Artigo 2º ... 21
Atendibilidade dos factos sujeitos a registo ... 21
Artigo 3º ... 21
Valor probatório do registo ... 21
Artigo 4º ... 21
Prova dos factos sujeitos a registo ... 21
Artigo 5º ... 21
Actos praticados por órgãos especiais ... 21
Artigo 6º ... 21
Actos lavrados pelas autoridades estrangeiras ... 21
Artigo 7º ... 22
Decisões dos tribunais estrangeiros ... 22
CAPÍTULO II ... 22
Órgãos do registo civil ... 22
Artigo 8º ... 22 Órgãos privativos ... 22 Artigo 9º ... 22 Órgãos especiais ... 22 CAPÍTULO III ... 22 Regras de competência ... 22 Artigo 10º ... 22
Conservatórias do registo civil... 22
Artigo 11º ... 23
Conservatória dos Registos Centrais... 23
Artigo 12º ... 23
Competência das conservatórias ... 23
Artigo 13º ... 23
Intermediação com a Conservatória dos Registos Centrais ... 23
CAPÍTULO IV ... 23
Suportes dos actos e sua reconstituição ... 23
SECÇÃO I ... 23
Suportes e reconstituição de actos e processos de registo ... 23
Artigo 14º ... 23
Suportes dos actos das conservatórias ... 23
Artigo 15º ... 24
Reconstituição de actos e processos de registo ... 24
SECÇÃO II ... 24
Artigo 16º ... 24
Arquivo de documentos ... 24
Artigo 17º ... 24
Destruição de documentos ... 24
Artigo 18º ... 24
Legalização dos livros de assentos ... 24
Artigo 19º ... 25
Verbetes onomásticos ... 25
Artigo 20º ... 25
Encadernação dos livros de assentos ... 25
Artigo 21º ... 25
Livro Diário ... 25
Artigo 22º ... 25
Livros de inventário e de receitas e despesas ... 25
Artigo 23º ... 25
Aprovação de modelos ... 25
Artigo 24º ... 25
Livros de registo paroquial e da administração do concelho ... 25
Artigo 25º ... 25
Fundamento ... 25
Artigo 26º ... 25
Reconstituição, havendo duplicados ou extractos ... 25
Artigo 27º ... 25
Reconstituição, na falta de duplicados ou extractos ... 25
Artigo 28º ... 25
Reclamações ... 25
Artigo 29º ... 25
Julgamento das reclamações ... 25
Artigo 30º ... 26
Legalização dos livros reformados ... 26
Artigo 31º ... 26
Reforma parcial ... 26
Artigo 32º ... 26
Requisitos especiais dos assentos reformados ... 26
Artigo 33º ... 26
Suprimento das omissões não reclamadas ... 26
Artigo 34º ... 26
Guarda do arquivo ... 26
Artigo 35º ... 26
Processos, boletins e documentos ... 26
Artigo 36º ... 26
Correspondência expedida e recebida ... 26
Artigo 37º ... 26
Destruição de livros e documentos ... 26
Artigo 38º ... 26
Remessa de livros e documentos a outros arquivos ... 26
TÍTULO II ... 27
Actos de registo ... 27
CAPÍTULO I ... 27
Actos de registo em geral ... 27
SECÇÃO I ... 27
Partes e outros intervenientes em actos de registo ... 27
Artigo 39º ... 27
Quem é parte ... 27
Artigo 40º ... 27
Identificação do declarante ... 27
Artigo 41º ... 27
Intervenção de pessoa surda, muda ou surda-muda ... 27
Artigo 42º ... 27
Artigo 43º ... 27
Representação por procurador ... 27
Artigo 44º ... 28
Procuração para casamento ... 28
Artigo 45º ... 28
Testemunhas ... 28
Artigo 46º ... 28
Quem pode ser testemunha ... 28
Artigo 47º ... 28
Impedimento do funcionário ... 28
SECÇÃO II ... 29
Documentos para actos e processos de registo ... 29
Artigo 48º ... 29
Instrução de actos e processos de registo ... 29
Artigo 49º ... 29
Documentos passados em país estrangeiro ... 29
SECÇÃO III... 29 Modalidades do registo ... 29 Artigo 50º ... 29 Assentos e averbamentos ... 29 SUBSECÇÃO I ... 30 Assentos ... 30 Artigo 51º ... 30 Formas de os lavrar ... 30 Artigo 52º ... 30
Assentos lavrados por inscrição ... 30
Artigo 53º ... 30
Assentos lavrados por transcrição ... 30
Artigo 54º ... 30
Assentos consulares ... 30
Artigo 55º ... 31
Requisitos gerais ... 31
Artigo 56º ... 31
Menções especiais dos assentos lavrados por transcrição ... 31
Artigo 57º ... 31
Lugar em que podem ser lavrados ... 31
Artigo 58º ... 31
Composição ... 31
Artigo 59º ... 32
Regras a observar na escrita dos assentos ... 32
Artigo 60º ... 32
Ordem de prioridade e numeração ... 32
Artigo 61º ... 32
Elaboração dos assentos e aposição do nome do funcionário ... 32
Artigo 62º ... 32
Inalterabilidade e menções indevidas dos registos ... 32
Artigo 63º ... 32
Cotas de referência... 32
Artigo 64º ... 33
Menções a efectuar no assento de óbito ... 33
Artigo 65º ... 33
Comunicações a efectuar pelos tribunais e notários ... 33
Artigo 66º ... 33 Data ... 33 Artigo 67º ... 33 Repetição ... 33 SUBSECÇÃO II ... 33 Averbamentos ... 33 Artigo 68º ... 33 Averbamentos em geral ... 33
Artigo 69º ... 33
Averbamentos ao assento de nascimento ... 33
Artigo 70º ... 34
Averbamentos ao assento de casamento ... 34
Artigo 71º ... 34
Averbamentos ao assento de óbito ... 34
Artigo 72º ... 35
Averbamentos ao assento de perfilhação ... 35
Artigo 73º ... 35
Lançamento dos averbamentos ... 35
Artigo 74º ... 35
Aposição do nome do funcionário ... 35
Artigo 75º ... 35
Averbamento em conservatória distinta da que lavrou o registo ... 35
Artigo 76º ... 35
Formalidades posteriores ... 35
Artigo 77º ... 35
Dúvidas sobre o assento ... 35
Artigo 78º ... 36
Comunicação de decisões judiciais ... 36
Artigo 79º ... 36
Conservatórias a que devem ser remetidas as certidões ... 36
Artigo 80º ... 36
Comunicações de averbamentos feitos com base em decisões judiciais ... 36
Artigo 81º ... 36
Averbamentos omissos ... 36
Artigo 81º-A ... 37
Eliminação de averbamentos de factos respeitantes ao processo de insolvência ... 37
Artigo 82º ... 37 Transcrição de assentos ... 37 SECÇÃO IV ... 37 Omissão de registo ... 37 Artigo 83º ... 37 Suprimento da omissão ... 37 Artigo 84º ... 37
Elementos a levar ao registo ... 37
SECÇÃO V ... 38
Vícios do registo ... 38
SUBSECÇÃO I ... 38
Inexistência jurídica do registo ... 38
Artigo 85º ... 38 Fundamentos ... 38 Artigo 86º ... 38 Regime da inexistência ... 38 SUBSECÇÃO II ... 38 Nulidade do registo ... 38 Artigo 87º ... 38 Fundamentos ... 38 Artigo 88º ... 38 Falsidade ... 38 Artigo 89º ... 39
Falsidade do título transcrito ... 39
Artigo 90º ... 39 Regime da nulidade ... 39 SUBSECÇÃO III ... 39 Cancelamento do registo ... 39 Artigo 91º ... 39 Fundamentos ... 39 SUBSECÇÃO IV ... 39 Rectificação de registo ... 39
Artigo 92º ... 39 Fundamentos ... 39 Artigo 93º ... 40 Rectificação administrativa ... 40 Artigo 94º ... 40 Rectificação judicial ... 40 Artigo 95º ... 40
Integração de rectificações e eliminação de averbamentos cancelados ... 40
CAPÍTULO II ... 41
Actos de registo em especial ... 41
SECÇÃO I ... 41 Nascimento ... 41 SUBSECÇÃO I ... 41 Declaração de nascimento ... 41 Artigo 96º ... 41 Prazo e lugar ... 41 Artigo 96º-A ... 41
Declarações de nascimento em unidades de saúde ... 41
Artigo 97º ... 41
A quem compete ... 41
Artigo 98º ... 41
Falta de declaração de nascimento ... 41
Artigo 99º ... 42
Casos especiais de declarações tardias ... 42
Artigo 100º ... 42
Declaração simultânea de nascimento e óbito ... 42
SUBSECÇÃO II ... 42
Registo de nascimento ... 42
Artigo 101º ... 42
Competência ... 42
Artigo 101º-A ... 42
Registo de nascimento ocorrido em unidades de saúde ... 42
Artigo 101º-B ... 43
Diligências posteriores ... 43
Artigo 101º-C ... 43
Comunicação e parecer prévio da Comissão Nacional de Protecção de Dados ... 43
Artigo 101º-D ... 43
Diligências oficiosas para prevenção de exclusão social ... 43
Artigo 102º ... 43 Requisitos especiais ... 43 Artigo 102º-A ... 44 Comunicações obrigatórias ... 44 Artigo 103º ... 44 Composição do nome... 44 Artigo 104º ... 45 Alteração do nome ... 45 SUBSECÇÃO III ... 45 Registo de abandonados ... 45 Artigo 105º ... 45 Conceito de abandonado ... 45 Artigo 106º ... 45 Apresentação do abandonado ... 45 Artigo 107º ... 46 Assento de abandonado ... 46 Artigo 108º ... 46 Nome ... 46 SUBSECÇÃO IV ... 46
Nascimento ocorrido em viagem ... 46
Artigo 109º ... 46
Artigo 110º ... 46
Remessa do duplicado ... 46
Artigo 111º ... 46
Viagem por terra ... 46
SECÇÃO II ... 47
Filiação ... 47
SUBSECÇÃO I ... 47
Menção de maternidade ou de paternidade ... 47
Artigo 112º ... 47
Obrigatoriedade da declaração de maternidade ... 47
Artigo 113º ... 47
Nascimento ocorrido há menos de um ano ... 47
Artigo 114º ... 47
Nascimento ocorrido há um ano ou mais ... 47
Artigo 115º ... 47
Casos em que a menção fica sem efeito ... 47
Artigo 116º ... 47
Maternidade desconhecida ... 47
Artigo 117º ... 47
Averiguação oficiosa da maternidade ... 47
Artigo 118º ... 48
Menção obrigatória da paternidade ... 48
Artigo 119º ... 48
Afastamento da presunção de paternidade de filho de mulher casada ... 48
Artigo 120º ... 48
Indicação de paternidade não presumida ... 48
Artigo 121º ... 48
Paternidade desconhecida ... 48
Artigo 122º ... 48
Cota de remessa de certidão ... 48
Artigo 123º ... 48
Novo assento de nascimento ... 48
Artigo 124º ... 49
Valor do registo em matéria de filiação ... 49
SUBSECÇÃO II ... 49
Registo da declaração de maternidade ... 49
Artigo 125º ... 49
Registo lavrado por assento ... 49
Artigo 126º ... 49
Requisitos especiais ... 49
Artigo 127º ... 49
Referências complementares ... 49
Artigo 128º ... 49
Registo da declaração de maternidade em viagem ou em campanha ... 49
Artigo 129º ... 50
Registo da declaração de maternidade lavrado por averbamento ... 50
SUBSECÇÃO III ... 50
Registo de perfilhação ... 50
Artigo 130º ... 50
Registo lavrado por assento ... 50
Artigo 131º ... 50 Assentimento do perfilhado ... 50 Artigo 132º ... 50 Perfilhação de nascituro ... 50 Artigo 133º ... 50 Assento secreto ... 50 SECÇÃO III... 51 Casamento... 51 SUBSECÇÃO I ... 51
Artigo 134º ... 51
Competência para a organização ... 51
Artigo 135º ... 51
Declaração para casamento ... 51
Artigo 136º ... 51
Forma e conteúdo da declaração ... 51
Artigo 137º ... 52
Documentos para a instrução do processo ... 52
Artigo 138º ... 52
Requisitos e dispensa de certidões ... 52
Artigo 139º ... 52
Novas núpcias ... 52
Artigo 140º ... 53
Publicidade do processo ... 53
Artigo 141º ... 53
Substituição da afixação do edital no local da residência ... 53
Artigo 142º ... 53
Declaração de impedimentos ... 53
Artigo 143º ... 53
Diligências a efectuar pelo conservador ... 53
Artigo 144º ... 54
Despacho final ... 54
Artigo 145º ... 54
Prazo para a celebração ... 54
SUBSECÇÃO II ... 54
Certificado para casamento ... 54
Artigo 146º ... 54
Passagem do certificado ... 54
Artigo 147º ... 55
Conteúdo do certificado ... 55
Artigo 148º ... 55
Conhecimento superveniente de impedimentos ... 55
SUBSECÇÃO III ... 55
Consentimento para o casamento de menores ... 55
Artigo 149º ... 55
Pedido ... 55
Artigo 150º ... 56
Forma de prestar o consentimento ... 56
SUBSECÇÃO IV ... 56
Celebração do casamento católico ... 56
Artigo 151º ... 56
Necessidade do certificado ... 56
Artigo 152º ... 56
Casamento de portugueses no estrangeiro ... 56
SUBSECÇÃO V ... 56
Celebração do casamento civil ... 56
Artigo 153º ... 56
Dia, hora e local ... 56
Artigo 154º ... 57
Intervenientes ... 57
Artigo 155º ... 57
Solenidade... 57
SUBSECÇÃO VI ... 57
Celebração do casamento civil urgente ... 57
Artigo 156º ... 57
Casos em que é permitido e formalidades ... 57
Artigo 157º ... 58
Assento provisório ... 58
Artigo 158º ... 58
Artigo 159º ... 58
Organização do processo e homologação do casamento ... 58
Artigo 160º ... 58
Recusa de homologação ... 58
SUBSECÇÃO VII ... 58
Casamento de portugueses no estrangeiro e de estrangeiros em Portugal ... 58
Artigo 161º ... 58
Forma do casamento celebrado no estrangeiro ... 58
Artigo 162º ... 59
Processo preliminar de casamento ... 59
Artigo 163º ... 59
Verificação da capacidade matrimonial de português ... 59
Artigo 164º ... 59
Casamento de português com estrangeiro ... 59
Artigo 165º ... 59
Casamento celebrado em Portugal entre estrangeiros ... 59
Artigo 166º ... 59
Certificado exigido ao estrangeiro que pretenda casar em Portugal ... 59
SECÇÃO IV ... 60
Registo de casamento... 60
SUBSECÇÃO I ... 60
Assento de casamento católico ... 60
Artigo 167º ... 60 Assento paroquial ... 60 Artigo 168º ... 60 Assinatura ... 60 Artigo 169º ... 60 Remessa do duplicado ... 60 Artigo 170º ... 61 Dispensa de remessa ... 61 Artigo 171º ... 61
Conservatória competente para a transcrição ... 61
Artigo 172º ... 61
Prazo para a transcrição ... 61
Artigo 173º ... 62
Transcrição na ausência de processo preliminar de casamento ... 62
Artigo 174º ... 62
Recusa de transcrição... 62
Artigo 175º ... 62
Efectivação da transcrição depois de recusada ... 62
Artigo 176º ... 62
Casamento católico não transcrito ... 62
Artigo 177º ... 63
Registo da sanação e da convalidação do casamento ... 63
SUBSECÇÃO II ... 63
Assento de casamento católico celebrado por portugueses no estrangeiro ... 63
Artigo 178º ... 63
Transcrição do assento paroquial ... 63
SUBSECÇÃO III ... 63
Registo de casamento católico celebrado depois do casamento civil ... 63
Artigo 179º ... 63
Registo por averbamento ... 63
SUBSECÇÃO IV ... 63
Assento de casamento civil ... 63
Artigo 180º ... 63
Feitura do assento ... 63
Artigo 181º ... 64
Menções que deve conter ... 64
SUBSECÇÃO V ... 64
Artigo 182º ... 64
Assento de casamento ... 64
Artigo 183º ... 64
Cancelamento da transcrição ... 64
SUBSECÇÃO VI ... 64
Assento de casamento civil de portugueses no estrangeiro ... 64
Artigo 184º ... 64
Registo consular ... 64
Artigo 185º ... 65
Processo preliminar de casamento ... 65
Artigo 186º ... 65
Remessa do duplicado ... 65
Artigo 187º ... 65
Transcrição ... 65
SUBSECÇÃO VII ... 65
Assento de casamento civil sob forma religiosa ... 65
Artigo 187º-A ... 65
Assento de casamento civil sob forma religiosa ... 65
Artigo 187º-B ... 66
Remessa do duplicado ... 66
Artigo 187º-C ... 66
Transcrição do assento de casamento civil sob forma religiosa ... 66
SUBSECÇÃO VIII ... 66
Efeitos do registo de casamento ... 66
Artigo 188º ... 66
Retroactividade ... 66
SECÇÃO V ... 66
Convenções antenupciais e alterações do regime de bens ... 66
Artigo 189º ... 66
Convenção antenupcial ... 66
Artigo 190º ... 66
Registo ... 66
Artigo 191º ... 67
Efeitos em relação a terceiros ... 67
SECÇÃO VI ... 67 Óbito ... 67 SUBSECÇÃO I ... 67 Declaração de óbito ... 67 Artigo 192º ... 67 Prazo e lugar ... 67 Artigo 193º ... 67 A quem compete ... 67 Artigo 194º ... 67 Certificado médico ... 67 Artigo 195º ... 67
Suprimento do certificado de óbito ... 67
Artigo 196º ... 68
Requisitos do certificado de óbito ... 68
Artigo 197º ... 68
Casos de autópsia ... 68
Artigo 198º ... 68
Falta da declaração de óbito ... 68
Artigo 199º ... 68 Processo de justificação ... 68 SUBSECÇÃO II ... 68 Registo de óbito ... 68 Artigo 200º ... 68 Competência ... 68 Artigo 201º ... 69 Requisitos especiais ... 69
Artigo 202º ... 69
Óbito de pessoa desconhecida ... 69
Artigo 202º-A ... 69
Menção da habilitação de herdeiros e do processo de inventário ... 69
Artigo 202º-B ... 69
Comunicações a efetuar pelos tribunais e notários ... 69
SUBSECÇÃO III ... 70
Óbitos ocorridos em hospitais, cadeias e estabelecimentos equivalentes ... 70
Artigo 203º ... 70
Comunicação da ocorrência ... 70
SUBSECÇÃO IV ... 70
Óbitos ocorridos em viagem ou por acidente ... 70
Artigo 204º ... 70
Viagem por mar ou pelo ar ... 70
Artigo 205º ... 70
Viagem por terra ... 70
Artigo 206º ... 70 Acidente ... 70 Artigo 207º ... 71 Justificação judicial... 71 Artigo 208º ... 71 Naufrágio ... 71 SUBSECÇÃO V ... 71 Morte fetal ... 71 Artigo 209º ... 71
Depósito do certificado médico de morte fetal ... 71
Artigo 209º-A ... 72
Dispensa de certificado médico de morte fetal ... 72
SUBSECÇÃO VI ... 72
Comunicações obrigatórias ... 72
Artigo 210º ... 72
Comunicações a efectuar pelo conservador ... 72
SUBSECÇÃO VII ... 72
Procedimentos simplificados de sucessão hereditária ... 72
DIVISÃO I... 72
Disposições gerais ... 72
Artigo 210º-A ... 72
Objecto, procedimentos e competência ... 72
Artigo 210º-B ... 73
Legitimidade ... 73
Artigo 210º-C ... 73
Prazo e cumprimento de obrigações tributárias ... 73
Artigo 210º-D ... 73
Atendimento presencial único e meios electrónicos ... 73
Artigo 210º-E ... 73
Formalidades prévias ... 73
Artigo 210º-F ... 74
Procedimento de habilitação de herdeiros, partilha e registos ... 74
Artigo 210º-G ... 74
Procedimento de habilitação de herdeiros com ou sem registos ... 74
Artigo 210º-H ... 74
Procedimento de partilha e registos ... 74
Artigo 210º-I ... 74 Pedidos complementares ... 74 Artigo 210º-J ... 75 Diligências subsequentes ... 75 Artigo 210º-L ... 75 Indeferimento ... 75 Artigo 210º-M ... 76 Desistência ... 76
Artigo 210º-N ... 76
Aplicação subsidiária ... 76
DIVISÃO II ... 76
Habilitação de herdeiros ... 76
Artigo 210º-O ... 76
Objecto e efeitos da habilitação de herdeiros ... 76
Artigo 210º-P ... 76
Habilitação de legatários e diligências subsequentes ... 76
Artigo 210º-Q ... 77 Impugnação da habilitação ... 77 DIVISÃO III ... 77 Partilha ... 77 Artigo 210º-R ... 77 Efeitos da partilha ... 77 TÍTULO III ... 77
Publicidade, meios de prova e processos ... 77
CAPÍTULO I ... 77
Publicidade e prova dos factos sujeitos a registo ... 77
SECÇÃO I ... 77 Certidões ... 77 Artigo 211º ... 77 Meios de prova ... 77 Artigo 212º ... 77 Espécies ... 77 Artigo 213º ... 78 Conteúdo ... 78 Artigo 214º ... 78
Quem pode pedir certidões ... 78
Artigo 215º ... 78
Requisição e emissão das certidões ... 78
Artigo 216º ... 79
Forma externa ... 79
Artigo 217º ... 79
Certidões de documentos, de extractos e de registos cancelados ... 79
SECÇÃO II ... 79 Boletins ... 79 Artigo 218º ... 79 Emissão ... 79 Artigo 219º ... 79 Forma e conteúdo ... 79 Artigo 220º ... 80 Selo branco ... 80 SECÇÃO III... 80
Base de dados do registo civil ... 80
Artigo 220º-A ... 80
Finalidade da base de dados ... 80
Artigo 220º-B ... 80
Entidade responsável pelo tratamento da base de dados ... 80
Artigo 220º-C ... 80 Dados recolhidos ... 80 Artigo 220º-D ... 80 Direito à informação ... 80 Artigo 220º-E ... 80 Segurança da informação ... 80 Artigo 220º-F ... 81 Sigilo ... 81 CAPÍTULO II ... 81
Processos privativos do registo civil ... 81
SECÇÃO I ... 81
Artigo 221º ... 81 Formas de processo ... 81 Artigo 222º ... 81 Competência ... 81 Artigo 223º ... 81 Legitimidade ... 81 Artigo 224º ... 81
Exposição do pedido e da oposição e oferecimento da prova ... 81
Artigo 225º ... 82
Forma das citações e notificações ... 82
Artigo 226º ... 82
Prova testemunhal ... 82
Artigo 227º ... 82
Diligências oficiosas ... 82
Artigo 228º ... 82
Tramitação dos processos ... 82
Artigo 229º ... 82
Proposição obrigatória ... 82
Artigo 230º ... 82
Devolução dos processos à conservatória ... 82
Artigo 231º ... 83 Disposições subsidiárias ... 83 Artigo 232º ... 83 Isenção de custas ... 83 SECÇÃO II ... 83 Processos comuns ... 83 SUBSECÇÃO I ... 83
Processo de justificação judicial ... 83
Artigo 233º ... 83
Domínio de aplicação ... 83
Artigo 234º ... 83
Início do processo ... 83
Artigo 235º ... 83
Diligências ordenadas pelo conservador ... 83
Artigo 236º ... 84
Inquirição das testemunhas ... 84
Artigo 237º ... 84
Informação final ... 84
Artigo 238º ... 84
Vista do Ministério Público ... 84
Artigo 239º ... 84
Decisão e sua execução ... 84
Artigo 240º ... 84
Admissibilidade de recurso ... 84
SUBSECÇÃO II ... 84
Processo de justificação administrativa ... 84
Artigo 241º ... 84 Domínio de aplicação ... 84 Artigo 242º ... 85 Organização e instrução ... 85 Artigo 243º ... 85 Despacho final ... 85 Artigo 244º ... 85
Conversão em processo de justificação judicial... 85
SECÇÃO III... 85
Processos especiais ... 85
SUBSECÇÃO I ... 85
Processo de impedimento do casamento ... 85
Artigo 245º ... 85
Artigo 246º ... 85
Prazo para junção da prova ... 85
Artigo 247º ... 85
Citação dos nubentes ... 85
Artigo 248º ... 86 Falta de impugnação ... 86 Artigo 249º ... 86 Impugnação... 86 Artigo 250º ... 86 Decisão judicial ... 86 Artigo 251º ... 86 Admissibilidade de recurso ... 86 Artigo 252º ... 86 Responsabilidade ... 86 SUBSECÇÃO II ... 86
Processo de dispensa de impedimentos ... 86
Artigo 253º ... 86
Petição ... 86
Artigo 254º ... 87
Instrução e decisão ... 87
SUBSECÇÃO III ... 87
Processo de suprimento de autorização para casamento de menores ... 87
Artigo 255º ... 87 Petição ... 87 Artigo 256º ... 87 Instrução ... 87 Artigo 257º ... 87 Decisão ... 87 SUBSECÇÃO IV ... 87
Processo de sanação da anulabilidade do casamento por falta de testemunhas ... 87
Artigo 258º ... 87 Petição ... 87 Artigo 259º ... 87 Instrução e decisão ... 87 Artigo 260º ... 88 Termos posteriores ... 88 SUBSECÇÃO V ... 88
Processo de verificação de capacidade matrimonial de estrangeiros ... 88
Artigo 261º ... 88
Domínio de aplicação ... 88
Artigo 262º ... 88
Petição ... 88
Artigo 263º ... 88
Instrução e decisão do processo ... 88
Artigo 264º ... 88
Passagem do certificado ... 88
Artigo 265º ... 88
Recurso ... 88
SUBSECÇÃO VI ... 88
Processo de suprimento da certidão de registo ... 88
Artigo 266º ... 88 Domínio de aplicação ... 88 Artigo 267º ... 88 Petição ... 88 Artigo 268º ... 89 Diligências subsequentes ... 89 Artigo 269º ... 89
Emissão e valor do certificado ... 89
Artigo 270º ... 89
SUBSECÇÃO VII ... 89
Processo de divórcio e de separação de pessoas e bens por mútuo consentimento... 89
Artigo 271º ... 89
Requerimento ... 89
Artigo 272º ... 89
Instrução e decisão ... 89
Artigo 272º-A ... 90
Partilha do património conjugal ... 90
Artigo 272º-B ... 90 Sequência de actos ... 90 Artigo 272º-C ... 91 Remissão ... 91 Artigo 273º ... 91 Registo da decisão ... 91 Artigo 274º ... 91 Recurso e averbamento ... 91 SUBSECÇÃO VIII ... 91
Processo para afastamento da presunção de paternidade ... 91
Artigo 275º ... 91 Petição ... 91 Artigo 276º ... 91 Instrução ... 91 Artigo 277º ... 92 Decisão ... 92 SUBSECÇÃO IX ... 92
Processo de alteração do nome ... 92
Artigo 278º ... 92
Petição ... 92
Artigo 279º ... 92
Instrução ... 92
Artigo 280º ... 92
Diligências complementares e despacho ... 92
Artigo 281º ... 92
Publicação de anúncios ... 92
Artigo 282º ... 92
Recurso ... 92
SUBSECÇÃO X ... 92
Processo de autorização para inscrição tardia de nascimento ... 92
Artigo 283º ... 92 Petição ... 92 Artigo 284º ... 93 Instrução ... 93 Artigo 285º ... 93 Despacho ... 93 TÍTULO IV ... 93 Disposições diversas ... 93 CAPÍTULO I ... 93 Recursos do conservador ... 93 Artigo 286º ... 93 Admissibilidade ... 93 Artigo 287º ... 93 Motivos de recusa ... 93 Artigo 288º ... 93 Petição de recurso ... 93 Artigo 289º ... 94
Remessa do processo a juízo... 94
Artigo 290º ... 94
Decisão ... 94
Artigo 291º ... 94
Artigo 292º ... 94
Recurso da decisão de recusa de celebração ou registo de casamento e de atendibilidade de documento estrangeiro... 94
Artigo 293º ... 94
Condenação do funcionário ... 94
CAPÍTULO II ... 94
Responsabilidade civil, penal e disciplinar ... 94
Artigo 294º ... 94
Responsabilidade civil ... 94
Artigo 295º ... 94
Omissão da declaração de nascimento ou de óbito ... 94
Artigo 296º ... 95
Infracções cometidas pelos párocos ... 95
Artigo 297º ... 95
Sanções aplicáveis aos funcionários ... 95
CAPÍTULO III ... 95
Estatística ... 95
Artigo 298º ... 95
Elementos que as conservatórias devem fornecer ... 95
CAPÍTULO IV ... 96
Emolumentos e demais encargos ... 96
Artigo 299º ... 96 Emolumentos ... 96 Artigo 300º ... 96 Casos de isenção ... 96 Artigo 301º ... 96 Certidões isentas ... 96 CAPÍTULO V ... 96 Disposições transitórias ... 96 Artigo 302º ... 96 Registos consulares ... 96 Artigo 303º ... 96
Modelos de livros e impressos em uso... 96
CAPÍTULO VI ... 96
Disposições finais ... 96
Artigo 304º ... 96
Factos não sujeitos a registo obrigatório ... 96
Artigo 305º ... 96
Actos lavrados em Macau ... 96
NOTAS:
I - O texto do Código do Registo Civil encontra-se actualizado, de acordo com os seguintes diplomas:
Declaração de Rectificação nº 96/95, de 31 de Julho; Decreto-Lei nº 36/97, de 31 de Janeiro;
Decreto-Lei nº 120/98, de 8 de Maio;
Decreto-Lei nº 375-A/99, de 20 de Setembro; Decreto-Lei nº 228/2001, de 20 de Agosto;
Decreto-Lei nº 273/2001, de 13 de Outubro (rectificado pela Declaração de Rectificação nº 20-AS/2001, de 30 de Novembro);
Decreto-Lei nº 322-A/2001, de 14 de Dezembro (alterado pelo Decreto-Lei nº 194/2003, de 23 de Agosto);
Decreto-Lei nº 323/2001, de 17 de Dezembro; Decreto-Lei nº 113/2002, de 20 de Abril; Decreto-Lei nº 53/2004, de 18 de Março; Lei nº 29/2007, de 2 de Agosto;
Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, rectificado pela Declaração de Rectificação nº 107/2007, de 27 de Novembro;
Lei nº 61/2008, de 31 de Outubro – vigente a partir de 30 de Novembro de 2008, Decreto-Lei nº 247-B/2008, de 30 de Dezembro,
Decreto-Lei nº 100/2009, de 11 de Maio,
Lei nº 29/2009, de 29 de Junho – com efeitos 90 dias após a publicação da portaria referida no n.º 3 do artigo 2.º da lei,
Lei nº 103/2009, de 11 de Setembro,
Lei n.º 7/2011, de 15 de Março – vigente a partir de 20 de Março de 2011,
Decreto-Lei nº 209/2012, de 19 de Setembro – vigente a partir de 1 de Outubro de 2012, Lei nº 23/2013, de 5 de Março – vigente a partir de 2 de Setembro de 2013,
Lei n.º 90/2015, de 12 de Agosto – vigente a partir de 17 de Agosto de 2015, Lei n.º 143/2015, de 8 de Setembro – vigente a partir de 7 de Dezembro de 2015,
Decreto-Lei n.º 201/2015, de 17 de Setembro – vigente a partir de 1 de Novembro de 2015, e Lei n.º 2/2016, de 29 de Fevereiro - vigente a partir de 1 de Março de 2016.
II - O artigo 33º da Lei nº 103/2009, de 11-09, dispõe o seguinte:
“1 - A habilitação dos padrinhos, prevista no artigo 12.º, será regulamentada por decreto-lei no prazo de 120 dias.
2 - A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da publicação daquele diploma regulamentador. 3 - Entre a data da publicação e a data de entrada em vigor desta lei, serão desenvolvidas acções de formação tendo como destinatários as entidades a que sejam atribuídas competências nesta lei.”
Em conformidade, a Lei nº 103/2009, de 11 de Setembro, entrou em vigor em 28 de Outubro de 2010, dia seguinte ao da publicação do Decreto-Lei nº 121/2010, de 27 de Outubro, que estabeleceu os requisitos para habilitação dos candidatos ao apadrinhamento civil e procedeu à regulamentação da referida lei.
III – O artigo 6.º da Lei n.º 7/2011, de 15 de Março, dispõe o seguinte:
«Artigo 6.º
Disposições finais
1 - A presente lei aplica-se a todos os pedidos de mudança do registo do sexo efectuados a partir da sua entrada em vigor, independentemente da existência de processos judiciais pendentes ou de ter havido decisão judicial sobre a matéria em data anterior à vigência da presente lei.
2 - O Estado Português reconhece a alteração de registo do sexo efectuada por pessoa de nacionalidade portuguesa que, tendo outra nacionalidade, tenha modificado o seu registo do sexo perante as autoridades desse Estado.»
DECRETO-LEI Nº 131/95, de 6 de Junho
1. O Decreto-Lei nº 51/78, de 30 de Março, que aprovou o Código do Registo Civil vigente,
reflectiu, essencialmente, na sua formulação, as significativas alterações então acabadas de operar no instituto da família através do Decreto-Lei nº 496/77, de 25 de Novembro.
A evolução social sofrida desde então até ao presente vinha aconselhando uma detida reflexão sobre o registo civil, aliás já enunciada em legislação avulsa que, entretanto, foi alterando pontualmente o Código em vigor.
Assim, o Código ora aprovado surge como o produto da reavaliação feita, contemplando importantes alterações no domínio da competência dos conservadores do registo civil, a par de outras que se prendem com a adequação à legislação sobre adopção, entretanto publicada, e com adaptações às modernas tecnologias e à informática.
O escopo das mudanças preconizadas assenta, assim, na facilitação da vida dos utentes e na simplificação e desburocratização de procedimentos, na medida adequada à imprescindível garantia
de segurança jurídica das pessoas singulares, objectivo de interesse e ordem pública que o registo civil prossegue.
2. Desta forma, cumpre realçar, em primeira linha, a transferência de certas competências,
normalmente atribuídas a outras entidades, para as conservatórias do registo civil.
Na verdade, a cuidada preparação técnico-jurídica reconhecida aos conservadores do registo civil e a especial vocação destes na área do direito da família inspiraram as inovações preconizadas neste domínio. Note-se que a nova filosofia implica a diversa conformação de certos preceitos do Código Civil que servem de matriz ao registo civil e que, por isso, são alterados em diploma autónomo, representando o presente Código, nessa parte, o inerente reflexo na lei adjectiva.
Contempla-se, assim, neste diploma a forma do processo de dispensa de impedimentos e de suprimento de autorização para casamento de menores, em que ao conservador passa a caber a respectiva decisão final. Na sequência da respectiva alteração substantiva, confere-se também ao conservador a competência para celebrar convenção antenupcial em que apenas seja estipulado um dos regimes tipo de bens do casamento previstos na lei.
Estabelece-se, ainda, no presente diploma o processo de divórcio e de separação de pessoas e bens por mútuo consentimento, que, em determinadas condições fixadas no Código Civil, passa a poder correr os seus termos na conservatória do registo civil, sendo decidido, a final, pelo respectivo conservador.
Do mesmo modo, no processo para afastamento da presunção de paternidade, é deferida ao conservador a competência para declarar a inexistência de posse de estado por parte do filho de mulher casada relativamente a ambos os cônjuges.
3. Para além das significativas e profundas alterações enunciadas, teve-se igualmente em
vista harmonizar os dispositivos legais com os princípios e normas constitucionais, nomeadamente quanto aos que se reportam a igualdade de direitos dos cidadãos perante a lei, sem qualquer discriminação, e aos que impõem o respeito pela intimidade da vida privada.
Da mesma forma, eliminou-se do texto a referência a qualquer menção discriminatória da filiação consentida pela legislação anterior.
Também nos assentos dos gémeos se retira a descrição de particularidade física de carácter permanente que porventura individualizasse algum deles, por atentatório da dignidade da pessoa e do respeito devido à intimidade da vida privada.
Eliminando-se a necessidade de apresentação do abandonado ao conservador, como formalidade prévia do acto do registo de declaração do nascimento, passou também a composição do respectivo nome a ficar sujeita à regra geral prevista no Código.
Passa a admitir-se o registo, em campanha, de declaração de maternidade prestada por elementos femininos integrados nas Forças Armadas, dado o seu novo regime.
Finalmente, expurgam-se do novo Código e em definitivo as referências anteriores a licenças especiais para casamento, por atentatórias do livre direito de constituir família.
4. No que respeita aos processos comuns de justificação, além dos destinados à verificação
dos vícios do registo e do suprimento da sua omissão ou à sua reconstituição avulsa, cabe aos tribunais a competência para decidir os casos de rectificação do registo apenas quando se suscitem dúvidas acerca da identidade das pessoas a quem o registo respeita ou esteja em causa o estabelecimento da filiação. Nos demais casos, a decisão cabe à conservatória competente através do processo de justificação administrativa. Por outro lado, os referidos processos de justificação judicial passam a poder ser oficiosamente promovidos pelo conservador, mediante auto de notícia, logo que tenha conhecimento dos factos que a eles dão lugar, sem prejuízo da possibilidade sempre reservada aos interessados e ao Ministério Público de o fazerem.
Desta forma, assegura-se não só um notável aligeiramento dos serviços nos tribunais como, por outro lado, se garante um evidente encurtamento no tempo médio deste tipo de acções, sem prejuízo da tutela judicial, assegurada pela intervenção obrigatória do Ministério Público, e ulterior decisão final pelo juiz competente.
5. Com vista a imprimir celeridade aos processos respectivos, com as correspondentes
vantagens para os utentes e o correlativo descongestionamento dos serviços da Conservatória dos Registos Centrais, transfere-se para a esfera de competência do conservador do registo civil a decisão nos processos de verificação da capacidade matrimonial de estrangeiros e de suprimento da certidão de registo, que cabia anteriormente ao conservador da Conservatória dos Registos Centrais. Simultaneamente, dispensa-se o registo das sentenças relativas ao estado ou à capacidade civil dos Portugueses proferidas no estrangeiro, na referida Conservatória dos Registos Centrais, passando o seu registo a ser efectuado, por meio de averbamento, na conservatória detentora do assento respectivo, através da comunicação directa do Tribunal da Relação onde a sentença tiver sido revista e
confirmada.
6. O novo Código alarga ainda a competência do conservador no sentido de este poder passar
a traduzir e certificar as traduções dos documentos escritos em língua estrangeira.
7. Sem postergar a facilidade e simplificação do serviço para o utente, e com fundamento nos
princípios básicos da segurança, certeza e unicidade registral, regressa-se à pureza do conceito de naturalidade, com o que nos aproximamos, de resto, dos países que integram a Comissão Internacional do Estado Civil. Assim, faz-se equivaler, sem equívocos, a naturalidade ao lugar ou local do nascimento, consagrando-se o princípio da concordância do registo com a realidade.
Mantém-se, pois, a possibilidade de lavrar o registo, em alternativa, na conservatória da área do nascimento ou da área da residência da mãe, sem alterar, contudo, o conceito comum de naturalidade e evitando a possibilidade de duplicação de registos.
8. Na linha de orientação já anunciada no Decreto-Lei nº 519-F2/79, de 29 de Dezembro, que
aprovou a Lei Orgânica dos Serviços dos Registos e do Notariado, consideram-se agora definitivamente extintos os postos e as delegações do registo civil. Das delegações criadas já nenhuma existe e os raros postos ainda em funcionamento, pese embora o alto contributo prestado ao registo civil em lugares recônditos do País no passado, já não correspondem hoje a uma necessidade real das populações, não só face às reduzidas competências que lhes eram atribuídas, mas, sobretudo, face à evolução dos meios de comunicação.
9. Merece ainda o maior relevo a consagração da isenção de imposto do selo em todos os
actos e processos do registo civil, em atenção à importância social e ao interesse público dos mesmos.
10. Por último, prevê-se a aprovação dos modelos dos livros e dos impressos do registo civil
por portaria do Ministro da Justiça, em ordem a permitir a sua rápida e atempada adequação às necessidades dos serviços e aos meios tecnológicos, entretanto disponíveis.
Assim:
No uso da autorização legislativa concedida pela Lei nº 3/95, de 20 de Fevereiro, e nos termos das alíneas a) e b) do nº 1 do artigo 201º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Artigo 1º
Aprovação do Código do Registo Civil
É aprovado o Código do Registo Civil, que faz parte integrante do presente diploma.
Artigo 2º Delegações e postos
São extintas as delegações e postos do registo civil.
Artigo 3º Entrada em vigor
O Código do Registo Civil entra em vigor no dia 15 de Setembro de 1995.
Artigo 4º Norma revogatória
São revogados:
a) O Decreto-Lei nº 51/78, de 30 de Março;
b) O artigo 1º do Decreto-Lei nº 418/79, de 17 de Outubro; c) O Decreto-Lei nº 379/82, de 14 de Setembro;
d) O Decreto-Lei nº 20/87, de 12 de Janeiro;
e) Os artigos 1º, 2º, 6º e 7º do Decreto-Lei nº 29/87, de 14 de Janeiro; f) O artigo 1º do Decreto-Lei nº 54/90, de 13 de Fevereiro;
g) Os artigos 11º, 12º, 19º, 51º, 64º, 86º e 87º do Decreto-Lei nº 519-F2/79, de 29 de Dezembro;
h) Os artigos 5º, nº 3, 9º, 23º, 99º, 117º e 118º do Decreto Regulamentar nº 55/80, de 8 de Outubro;
i) O artigo 53º, nº 3, do Decreto-Lei nº 414-A/86, de 15 de Dezembro; j) A Portaria nº 19 856, de 16 de Maio de 1963;
l) Os artigos 18, 64, 84, 90, 2ª parte, 113 e 148 da Tabela Geral do Imposto do Selo.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 30 de Março de 1995. - Aníbal António Cavaco Silva - Eduardo de Almeida Catroga - Álvaro José Brilhante Laborinho Lúcio.
Promulgado em 4 de Maio de 1995. Publique-se.
O Presidente da República, MÁRIO SOARES. Referendado em 10 de Maio de 1995.
O Primeiro-Ministro, Aníbal António Cavaco Silva.
CÓDIGO DO REGISTO CIVIL TÍTULO I
Disposições gerais CAPÍTULO I
Objecto e valor do registo civil Artigo 1º
Objecto e obrigatoriedade do registo
1 - O registo civil é obrigatório e tem por objecto os seguintes factos: a) O nascimento;
b) A filiação; c) A adopção; d) O casamento;
e) As convenções antenupciais e as alterações do regime de bens convencionado ou legalmente fixado;
f) A regulação do exercício do poder paternal, sua alteração e cessação;
g) A inibição ou suspensão do exercício do poder paternal e as providências limitativas desse poder; h) A interdição e inabilitação definitivas, a tutela de menores ou interditos, a administração de bens de menores e a curadoria de inabilitados;
i) O apadrinhamento civil e a sua revogação;
j) A curadoria provisória ou definitiva de ausentes e a morte presumida;
l) A declaração de insolvência, o indeferimento do respectivo pedido, nos casos de designação prévia de administrador judicial provisório, e o encerramento do processo de insolvência;
m) A nomeação e cessação de funções do administrador judicial e do administrador judicial provisório da insolvência, a atribuição ao devedor da administração da massa insolvente, assim como a proibição da prática de certos actos sem o consentimento do administrador da insolvência e a cessação dessa administração;
n) A inabilitação e a inibição do insolvente para o exercício do comércio e de determinados cargos; o) A exoneração do passivo restante, assim como o início e cessação antecipada do respectivo procedimento e a revogação da exoneração;
p) O óbito;
q) Os que determinem a modificação ou extinção de qualquer dos factos indicados e os que decorram de imposição legal.
2 - Os factos respeitantes a estrangeiros só estão sujeitos a registo obrigatório quando ocorram em território português.
3 - Quando os sujeitos da relação jurídica de filiação, adoção ou apadrinhamento civil estejam casados ou unidos de facto com pessoa do mesmo sexo, os assentos, averbamentos ou novos assentos de nascimento no registo civil são efetuados de forma idêntica à prevista nas leis em vigor para casais de sexo diferente.
Artigo 2º
Atendibilidade dos factos sujeitos a registo
Salvo disposição legal em contrário, os factos cujo registo é obrigatório só podem ser invocados depois de registados.
Artigo 3º
Valor probatório do registo
1 - A prova resultante do registo civil quanto aos factos que a ele estão obrigatoriamente sujeitos e ao estado civil correspondente não pode ser ilidida por qualquer outra, a não ser nas acções de Estado e nas acções de registo.
2 - Os factos registados não podem ser impugnados em juízo sem que seja pedido o cancelamento ou a rectificação dos registos correspondentes.
Artigo 4º
Prova dos factos sujeitos a registo
A prova dos factos sujeitos a registo só pode ser feita pelos meios previstos neste Código.
Artigo 5º
Actos praticados por órgãos especiais
1 - Os actos de registo praticados nas condições previstas no artigo 9º são obrigatoriamente integrados em suporte informático do registo civil nacional e, na ordem interna, provam-se pelo acesso à base de dados do registo civil ou por meio de certidão.
2 - Para a integração referida no número anterior, as entidades referidas na alínea a) do nº 1 do artigo 9º devem lavrar os assentos, bem como os averbamentos dos factos que decorram dos mesmos, em suporte informático e disponibilizá-los na base de dados do registo civil nacional.
3 - A integração dos assentos de nascimento, de declaração de maternidade e de perfilhação em suporte informático do registo civil nacional só se efectua após atribuição de cota ou averbamento electrónicos pela Conservatória dos Registos Centrais.
4 - Para a integração referida no nº 1, as entidades referidas nas alíneas b) a d) do nº 1 do artigo 9º
devem enviar, preferencialmente por via informática, as cópias autênticas ou os duplicados dos assentos às conservatórias do registo civil ou à Conservatória dos Registos Centrais, de acordo com as regras de competência previstas nos artigos 10º e 11º
5 - Os assentos e processos de registo consulares devem ser disponibilizados na base de dados do registo civil nacional, nos termos definidos por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros e da justiça.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 6º
Actos lavrados pelas autoridades estrangeiras
1 - Os actos de registo lavrados no estrangeiro pelas entidades estrangeiras competentes podem ingressar no registo civil nacional, em face dos documentos que os comprovem, de acordo com a respectiva lei e mediante a prova de que não contrariam os princípios fundamentais da ordem pública internacional do Estado Português.
2 - Os actos relativos ao estado civil lavrados no estrangeiro perante as autoridades locais que devam ser averbados aos assentos das conservatórias são previamente registados, por meio de assento, nas conservatórias do registo civil ou na Conservatória dos Registos Centrais, de acordo com as regras de competência previstas nos artigos 10º e 11º
3 - Exceptuam-se do disposto no número anterior os casos previstos no artigo 190º e o registo de óbito de estrangeiro que dissolva casamento registado em Portugal.
4 - Se os actos respeitarem a estrangeiros, o seu ingresso no registo apenas é permitido quando o requerente mostre legítimo interesse na transcrição.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 7º
Decisões dos tribunais estrangeiros
1 - As decisões dos tribunais estrangeiros relativas ao estado ou à capacidade civil dos Portugueses, depois de revistas e confirmadas, são directamente registadas por meio de averbamento aos assentos a que respeitam.
2 - As decisões dos tribunais estrangeiros, referentes ao estado ou à capacidade civil dos estrangeiros, estão nos mesmos termos sujeitas a registo, lavrado por averbamento ou por assento, consoante constem ou não do registo civil português os assentos a que devam ser averbadas.
3 - As decisões dos tribunais eclesiásticos, respeitantes à nulidade do casamento católico ou à dispensa do casamento rato e não consumado, depois de revistas e confirmadas, são averbadas aos respectivos assentos.
(Redacção pelo Decreto-Lei nº 100/2009, de 11 de Maio - aplicável aos processos relativos à nulidade e à dispensa pontifícia do casamento rato e não consumado que, à data da sua entrada em vigor, se encontrem pendentes.)
CAPÍTULO II Órgãos do registo civil
Artigo 8º Órgãos privativos
Os órgãos privativos do registo civil são as conservatórias do registo civil e a Conservatória dos Registos Centrais.
Artigo 9º Órgãos especiais
1 - A título excepcional, podem desempenhar funções de registo civil: a) Os agentes diplomáticos e consulares portugueses em país estrangeiro;
b) Os comissários de marinha dos navios do Estado, os capitães, mestres ou patrões nas embarcações particulares portuguesas e os comandantes das aeronaves nacionais;
c) As entidades designadas nos regulamentos militares;
d) Quaisquer indivíduos nos casos especialmente previstos na lei.
2 - Os actos praticados nos termos do número anterior devem obedecer, na parte aplicável, aos preceitos deste Código.
CAPÍTULO III Regras de competência
Artigo 10º
Conservatórias do registo civil
1 - Compete às conservatórias do registo civil o registo de todos os factos previstos neste Código quando ocorridos em território português, qualquer que seja a nacionalidade dos indivíduos a quem respeitem.
2 - Compete às mesmas conservatórias lavrar os registos: a) De casamento celebrado no estrangeiro;
b) De óbito ocorrido no estrangeiro;
c) De óbito ocorrido em viagem, a bordo de navio ou aeronave portugueses;
d) De casamento urgente contraído em campanha no estrangeiro por militares portugueses;
e) De casamento urgente, em viagem, a bordo de navio ou aeronave de portugueses, qualquer que seja a nacionalidade dos nubentes.
3 - (Revogado.)
Artigo 11º
Conservatória dos Registos Centrais
1 - Compete à Conservatória dos Registos Centrais lavrar os registos:
a) De nascimento, de declaração de maternidade e de perfilhação, respeitantes a portugueses, quando ocorridos no estrangeiro, com excepção dos nascimentos ocorridos em unidades de saúde no estrangeiro, ao abrigo de protocolo celebrado com o Estado Português;
b) De nascimento ocorrido em viagem, a bordo de navio ou aeronave portugueses; c) (Revogado.)
d) (Revogado.) e) (Revogado.) f) (Revogado.) g) (Revogado.)
h) De transcrição das decisões proferidas pelos tribunais estrangeiros, nos termos do nº 2 do artigo 7º; i) (Revogado.)
2 - Compete também à Conservatória dos Registos Centrais a integração dos assentos correspondentes aos factos previstos na alínea a) do número anterior, nos termos do nº 3 do artigo 5º, se estes tiverem sido lavrados pelos agentes diplomáticos ou consulares portugueses.
3 - Compete ainda à Conservatória dos Registos Centrais o registo, por meio de assento, das decisões judiciais que devam ser averbadas a assento de nascimento cujo registo não seja obrigatório.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro) Artigo 12º
Competência das conservatórias
Os factos sujeitos a registo civil podem ser lavrados em qualquer conservatória, salvo disposição especial que fixe a conservatória competente.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro) Artigo 13º
Intermediação com a Conservatória dos Registos Centrais
1 - Os requerimentos, declarações e documentos para a instrução de actos e processos de registo destinados à Conservatória dos Registos Centrais podem ser apresentados por intermédio de qualquer conservatória do registo civil, a qual procede ao seu envio imediato, por via informática.
2 - As declarações previstas no número anterior são reduzidas a escrito, sendo lidas na presença simultânea de todos os intervenientes pelo conservador ou pelo oficial de registos da conservatória. 3 - Recebida a declaração, a Conservatória dos Registos Centrais lavra o respectivo assento, no prazo de um dia.
4 - Se as declarações tiverem deficiências, a conservatória referida no número anterior solicita, de imediato, a sua rectificação aos interessados sem o pagamento de encargos adicionais, podendo a rectificação ser promovida em qualquer conservatória do registo civil.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro) CAPÍTULO IV
Suportes dos actos e sua reconstituição SECÇÃO I
Suportes e reconstituição de actos e processos de registo Artigo 14º
Suportes dos actos das conservatórias
1 - Os actos e processos de registo civil, bem como os restantes procedimentos que corram termos nas conservatórias são lavrados em suporte informático, nos termos a regulamentar por portaria do membro do Governo responsável pela área da justiça.
2 - As comunicações e notificações, a apresentação de requerimentos e pedidos e o envio de documentos previstos no presente Código podem ser efectuados por via electrónica, nos termos a regulamentar por portaria do membro do Governo responsável pela área da justiça.
3 - (Revogado.) 4 - (Revogado.)
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 15º
Reconstituição de actos e processos de registo
1 - Quando se inutilizar algum suporte de acto ou processo de registo, deve proceder-se à reconstituição do acto ou processo, nos termos a regular por portaria do membro do Governo responsável pela área da justiça.
2 - (Revogado.) 3 - (Revogado.) 4 - (Revogado.)
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro) SECÇÃO II Arquivo de documentos
Artigo 16º Arquivo de documentos
1 - Os processos e documentos que serviram de base à realização de registos, ou que lhes respeitem, são arquivados, devendo o arquivo ser efectuado por via electrónica, nos termos a determinar pelo presidente do Instituto dos Registos e do Notariado, I. P. (IRN, I. P.)
2 - Os documentos físicos arquivados nas conservatórias só podem ser retirados das mesmas mediante autorização do presidente do IRN, I. P., salvo caso de força maior ou noutros casos expressamente previstos na lei.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 17º
Destruição de documentos
1 - Todos os documentos que tenham sido digitalizados devem ser destruídos imediatamente.
2 - Podem ser destruídos, desde que tenham mais de um ano, os documentos arquivados que não tenham servido de base a qualquer registo, devendo ser feita a sua prévia identificação, segundo a natureza e data, bem como a devida anotação no inventário da conservatória.
3 - Os documentos comprovativos das despesas podem ser destruídos, desde que tenham mais de cinco anos, nos termos referidos no número anterior.
4 - Podem ser destruídas, desde que tenham mais de um ano, as certidões de sentenças proferidas ou revistas e confirmadas por tribunais portugueses, bem como as certidões de decisões proferidas pelos conservadores que tenham servido de base a averbamentos.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro) Artigo 18º
Legalização dos livros de assentos
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 19º Verbetes onomásticos
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 20º
Encadernação dos livros de assentos
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 21º Livro Diário
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 22º
Livros de inventário e de receitas e despesas
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 23º Aprovação de modelos
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 24º
Livros de registo paroquial e da administração do concelho
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 25º Fundamento (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 26º
Reconstituição, havendo duplicados ou extractos (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 27º
Reconstituição, na falta de duplicados ou extractos (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 28º Reclamações (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 29º
Julgamento das reclamações (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 30º
Legalização dos livros reformados (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 31º Reforma parcial (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 32º
Requisitos especiais dos assentos reformados (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 33º
Suprimento das omissões não reclamadas (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 34º Guarda do arquivo
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 35º
Processos, boletins e documentos
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 36º
Correspondência expedida e recebida
(Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 37º
Destruição de livros e documentos (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
Artigo 38º
Remessa de livros e documentos a outros arquivos (Revogado pelo Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)
TÍTULO II Actos de registo
CAPÍTULO I Actos de registo em geral
SECÇÃO I
Partes e outros intervenientes em actos de registo Artigo 39º
Quem é parte
Dizem-se partes, em relação a cada registo, o declarante e as pessoas a quem o facto directamente respeite, ou de cujo consentimento dependa a plena eficácia deste.
Artigo 40º
Identificação do declarante
1 - Os declarantes são identificados, no texto dos assentos em que intervieram, mediante a menção do seu nome completo e residência habitual.
2 - (Revogado.) 3 - (Revogado.) 4 - (Revogado.)
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 41º
Intervenção de pessoa surda, muda ou surda-muda
1 - A intervenção de indivíduos surdos, mudos ou surdos-mudos em actos de registo só pode fazer-se, consoante os casos, mediante a leitura dos assentos e documentos pelos próprios, ou por intérprete idóneo que, sob juramento legal, seja nomeado no acto.
2 - Os mudos e os surdos-mudos que saibam ler e escrever devem exprimir a sua vontade por escrito, em resposta às perguntas que, também por escrito, lhes forem formuladas pelo funcionário, arquivando-se ambos os escritos.
3 - Dos actos lavrados com intervenção de intérprete, identificado pelo nome completo, deve constar a menção de que o mesmo prestou juramento legal.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 42º
Nomeação de intérprete aos que não conhecerem a língua portuguesa
Quando alguma das partes não conhecer a língua portuguesa e o funcionário não dominar o idioma em que a parte se exprime, deve ser nomeado um intérprete, nos termos e para os fins previstos no artigo anterior.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 43º
Representação por procurador
1 - A parte pode fazer-se representar por procurador com poderes especiais para o acto.
2 - A procuração pode ser outorgada por documento assinado pelo representado, com reconhecimento presencial da assinatura, por documento autenticado ou por instrumento público.
3 - Se a procuração tiver sido passada a advogado ou solicitador, é suficiente documento assinado pelo representado.
4 - (Revogado.) 5 - (Revogado.)
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas, rectificado pela Declaração de Rectificação nº 107/2007, de 27 de Novembro)
Artigo 44º
Procuração para casamento
1 - No acto da celebração do casamento só um dos nubentes pode fazer-se representar por procurador. 2 - A procuração para representação de um dos nubentes ou para concessão do consentimento necessário à celebração do casamento de menores deve individualizar o outro nubente e indicar a modalidade do casamento.
Artigo 45º Testemunhas
1 - Nos assentos de nascimento podem intervir duas testemunhas e nos de casamento entre duas a quatro testemunhas.
2 - Nos assentos de qualquer espécie pode ser exigida a intervenção de duas testemunhas se ao conservador se suscitarem dúvidas fundadas acerca da veracidade das declarações ou da identidade das partes.
3 - As testemunhas consideram-se sempre abonatórias da identidade das partes, bem como da veracidade das respectivas declarações, e respondem, no caso de falsidade, tanto civil como criminalmente.
4 - À identificação das testemunhas é aplicável o disposto no artigo 40º
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 46º
Quem pode ser testemunha
1 - Em qualquer assento só podem ser testemunhas pessoas idóneas e maiores ou emancipadas. 2 - As testemunhas podem ser parentes ou afins das partes e dos funcionários.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
Artigo 47º
Impedimento do funcionário
1 - O conservador não pode realizar actos em que intervenham, como partes ou como seus procuradores ou representantes, ele próprio, o seu cônjuge ou qualquer parente ou afim, na linha recta ou em 2º grau da linha colateral.
2 - O impedimento a que se refere o número anterior é extensivo aos funcionários da conservatória a que pertence o conservador impedido que o devam substituir.
3 - Ao conservador que exerça a advocacia é vedado aceitar mandato nos processos previstos nos
artigos 253º, 255º, 266º e 271º
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)
SECÇÃO II
Documentos para actos e processos de registo Artigo 48º
Instrução de actos e processos de registo
1 - Para a instrução de actos e processos de registo é dispensada a apresentação de certidões de actos ou documentos, sempre que estes estejam disponíveis na base de dados do registo civil ou tenham sido lavrados ou se encontrem arquivados na conservatória onde foi requerido o acto ou processo.
2 - O disposto no número anterior também é aplicável quando o acto tenha sido lavrado ou o documento se encontre arquivado em conservatória do registo civil diferente daquela onde foi requerido o acto ou processo, ou em qualquer outro serviço de registo.
3 - Na sequência de pedidos ou requerimentos de actos e processos de registo, se se verificar que os actos ou documentos necessários não estão disponíveis na base de dados do registo civil, devem ser imediatamente integrados na mesma.
4 - Fora dos casos previstos nos n.os 1 e 2, a conservatória onde foi requerido o acto ou processo deve solicitar oficiosamente às entidades ou serviços da Administração Pública o envio de certidões de actos lavrados ou de documentos arquivados naquelas entidades ou serviços, preferencialmente por via electrónica.
5 - A conservatória é reembolsada pelo requerente do acto ou processo das despesas resultantes dos pagamentos devidos às entidades referidas no número anterior.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro) Artigo 49º
Documentos passados em país estrangeiro
1 - Os documentos passados em país estrangeiro, em conformidade com a lei local, podem servir de base a actos de registo ou instruir processos independentemente de prévia legalização, desde que não haja dúvidas fundadas acerca da sua autenticidade.
2 - Em caso de dúvida sobre a autenticidade do conteúdo de documentos emitidos no estrangeiro, pode ser solicitada às autoridades emitentes a confirmação da sua autenticidade, sendo os encargos suportados pelos interessados.
3 - A promoção oficiosa das diligências exigidas pela confirmação prevista no número anterior constitui fundamento de sustação da feitura do registo ou da prossecução do procedimento a instruir com o documento cuja autenticidade se pretende confirmar.
4 - Se, em virtude das diligências referidas no número anterior, for verificada a falta de autenticidade do documento emitido, o conservador deve recusar a atribuição de qualquer valor probatório ao mesmo.
5 - Se, em virtude das diligências referidas no nº 3, se concluir pelo carácter defeituoso ou incorrecto do documento emitido, o conservador aprecia livremente em que medida o seu valor probatório é afectado pelo defeito ou incorrecção verificada.
6 - A recusa pelo conservador de atribuição de valor probatório ao documento e a atribuição de valor probatório parcial ao mesmo são notificadas ao interessado no registo ou procedimento, para efeitos do disposto no nº 2 do artigo 292º
7 - Sendo interposto o recurso a que se refere o nº 2 do artigo 292º, a falta de valor probatório, total ou parcial, do documento emitido em país estrangeiro pode ser suprida com base nas declarações ou meios de prova complementares apresentados em sede de recurso.
8 - Os documentos referidos no nº 1, quando escritos em língua estrangeira, devem ser acompanhados de tradução feita ou certificada nos termos previstos na lei.
(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro) SECÇÃO III Modalidades do registo
Artigo 50º Assentos e averbamentos